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Violência Contra Jornalistas

Featured GMDF Violent Conflict

Cobrir conflitos violentos: para jornalistas da América Latina, o desafio está em suas próprias comunidades

Seja no México ou no Equador, como na Colômbia, Honduras ou Nicarágua, a cobertura da violência trouxe novos desafios para os jornalistas, pois o conceito tradicional de conflito armado está sendo desafiado na região. A diversidade dos grupos armados também significa ampliar a definição do termo. Não são apenas forças de segurança regulares, como exércitos ou polícia, e grupos paramilitares, como guerrilhas, mas também podem envolver traficantes de drogas, membros de gangues ou forças de segurança privada.

México

Fevereiro começa com mais violência contra jornalistas no México, e presidente López Obrador intensifica discurso estigmatizante contra imprensa

Até agora em fevereiro, o México registrou uma tentativa de assassinato de um jornalista, dois fotojornalistas espancados e o assassinato do filho de um conhecido comunicador de Tijuana, além de agressões verbais e desqualificações de membros da imprensa pela Presidência.

Bolsonaro: responsável pela maior parte dos ataques a jornalistas brasileiros em 2021. (Photo: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Ataques a jornalistas brasileiros se mantêm em patamar elevado, diz FENAJ; eleição presidencial em 2022 preocupa

Pelo segundo ano consecutivo, o presidente Jair Bolsonaro é o maior responsável por ataques à imprensa no Brasil, segundo levantamento anual da Federação Nacional dos Jornalistas. Para a organização, a realização de eleições nacionais estaduais em outubro, quando Bolsonaro tentará a reeleição aumenta o risco para o exercício do jornalismo no país em 2022.

José Luis Cabezas: assassinado há 25 anos depois de foto que irritou empresário acusado de corrupção. Foto: CEDOC

Vinte e cinco jornalistas argentinos recordam José Luis Cabezas, assassinado há 25 anos

Em 25 de janeiro de 1997, o fotojornalista José Luis Cabezas foi sequestrado, espancado, assassinado e cremado em um terreno baldio na costa atlântica. No 25º aniversário de seu crime, o Fórum Argentino de Jornalismo (FOPEA) convidou 25 jornalistas para recordá-lo com anedotas vividas com ele e reflexões sobre o que sua morte representa para o jornalismo argentino.

vigil with candles

Janeiro termina com mais de dois jornalistas assassinados por semana no mundo – e sete na América Latina

No primeiro mês de 2022, a América Latina assumiu a liderança como a região mais mortífera para a imprensa, registrando sete jornalistas mortos: quatro no México, dois no Haiti e um em Honduras.

Journalist Lourdes Maldonado as TV host

Com três assassinados, início sangrento de 2022 para o jornalismo no México provoca indignação e onda de protestos

Três anos depois de pedir pessoalmente proteção ao presidente do México, a jornalista Lourdes Maldonado foi morta a tiros em Tijuana. Ela é acompanhada por outros dois jornalistas que morreram violentamente no país em menos de um mês, atos condenados por colegas, cidadãos e organizações de liberdade de imprensa.

Map of Central America with pin in Nicaragua

Nicarágua registrou o ano mais violento para a imprensa desde o início da onda de ataques em 2018

Em 2021, foram registrados 702 casos de abuso de poder e violência contra a imprensa pelo regime de Daniel Ortega, quase o dobro dos 360 relatados em 2020. Os ataques a meios de comunicação independentes estão na liderança, com 469 casos relatados.

Cinco perguntas para Juliana Dal Piva

Segurança é maior desafio para jornalistas brasileiros neste ano, diz Juliana Dal Piva, repórter que investiga escândalos da família Bolsonaro

Há pelo menos quatro anos, a jornalista Juliana Dal Piva tenta “entender quem é Jair Bolsonaro”, como ela disse em entrevista à LatAm Journalism Review (LJR) – e ela talvez seja uma das jornalistas brasileiras mais dedicadas a essa missão. Dal Piva tem investigado o atual presidente do Brasil e seus familiares e, em suas reportagens, […]

FEATURED IMAGE SEAL PROTEST

Preparação e acompanhamento do trauma são essenciais para jornalistas que cobrem protestos na América Latina

Preparar-se física e psicologicamente para a cobertura de protestos é um dos aspectos mais importantes para prevenir a violência contra a imprensa. A LatAm Journalism Review conversou com especialistas sobre as principais recomendações a serem levadas em conta.

John Wesley Amady. Credit: Radio Écoute FM

Dois jornalistas são mortos por membros de gangue no Haiti durante uma cobertura; organizações exigem investigação

Dois jornalistas foram mortos por membros de uma gangue no Haiti em 6 de janeiro. Um comunicado da polícia disse que seus corpos foram recuperados com "ferimentos de bala de grande calibre", segundo a AP. Várias organizações exigiram investigações rigorosas.