“‘Sinto muito que, porque o governo pediu minha cabeça, todos tenham que ir embora’, disse [a jornalista] Camila Zuluaga à sua equipe na reunião em que a Caracol Televisión os notificou de que o programa Mañanas Blu 10am havia terminado, assim como seus contratos. Eles nem sequer puderam se despedir no ar. A decisão foi comunicada horas depois de terminado o último programa, mais de oito anos após seu lançamento, em 2018.
Zuluaga não respondeu às perguntas de La Silla. Mas o episódio foi confirmado por outras duas pessoas que estiveram presentes, e que pediram que seus nomes fossem mantidos em sigilo.
A Caracol justificou a decisão em termos econômicos e disse que a faixa não será substituída por um programa novo, mas que Néstor Morales estenderá seu espaço até o meio-dia. No entanto, segundo as pessoas informadas, a empresa nunca havia alertado sobre o risco econômico.
O que existe na Caracol Televisión é uma preocupação generalizada com a percepção negativa que o governo tem dos meios de comunicação da empresa após vários confrontos durante a campanha. O tema foi objeto de discussões com os chefes editoriais do Noticias Caracol, Blu Radio e El Espectador, os meios do grupo Santo Domingo. E nenhum espaço era mais incômodo do que aquele dirigido por Zuluaga.
La Silla não pôde confirmar que tivesse havido um pedido expresso do governo para acabar com o programa, embora vozes influentes do abelardismo tenham comemorado a decisão”.