texas-moody

Exílio de jornalistas cresce na América Latina

“Em um contexto de crescente deterioração das liberdades de expressão e de imprensa na América Latina, o exílio de jornalistas vem se multiplicando devido a ameaças do poder político, das autoridades locais, do crime organizado e de grupos criminosos, segundo consenso dos especialistas.

Mariana Belloso, coordenadora da Rede Latino-Americana de Jornalismo no Exílio (RELPEX) da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), alertou que, embora parte do melhor jornalismo da região esteja sendo feito de fora, isso ocorre a um custo pessoal, profissional e econômico muito alto para quem o exerce.

Em entrevista à Aliança de Mídia Mx, Belloso explicou que a RELPEX teve início em outubro de 2024 com oito jornalistas registrados e atualmente reúne 457 profissionais em situação de exílio ou mobilidade forçada.

No entanto, ele precisou que medir o exílio jornalístico é complexo porque muitos jornalistas temem participar de pesquisas ou registros por terem familiares em seus países de origem, enquanto outros se encontram em exílio preventivo, mobilidade temporária ou deslocamento interno após receberem ameaças.

Ler artigo original