“As autoridades ucranianas devem conduzir uma investigação rápida e transparente sobre a intimidação dos jornalistas Jared Goyette e Sérgio Utsch, responsabilizar os culpados e garantir que os membros da imprensa não sejam assediados ou ameaçados por causa de seu trabalho”, afirmou Gulnoza Said, coordenadora do programa da Europa e Ásia Central do CPJ. “Os jornalistas devem poder reportar sobre assuntos de interesse público com segurança e liberdade. É particularmente crucial que possam fazê-lo ao cobrir assuntos militares em tempo de guerra.”
A investigação, publicada em 18 de fevereiro, revelou alegações de abuso e tortura dentro de uma unidade de combatentes estrangeiros liderada pelo Brasil, operando sob uma unidade internacional da HUR (Diretoria de Inteligência da Ucrânia) chamada Legião Internacional, o que levou à morte de um recruta brasileiro de 23 anos em uma base militar em Kiev no final de dezembro de 2025.
Em 25 de fevereiro, o comandante brasileiro Leanderson Paulino, que lidera a unidade, comentou as alegações em um vídeo de 13 minutos, denunciando uma “operação russa coordenada com emissoras brasileiras”. Em 28 de fevereiro, Paulino postou uma série de stories no Instagram, analisados pelo CPJ, nos quais acusou Goyette de receber dinheiro da Rússia “para conceber e planejar um grande ato de sabotagem contra o meu batalhão”, dando a entender que o jornalista teria planejado manchar a reputação do batalhão. “Você dividiu o dinheiro com [Utsch] da SBT ou ficou com o dinheiro só para você?”, postou ele.
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Traduzido com IA e revisado por Leonardo Coelho