"A jornalista peruana Geraldine Santos tem apenas 30 anos e já está se preparando para seu funeral. Santos afirma ter recebido tantas ameaças enquanto fazia reportagens sobre o tráfico de cocaína e crimes ambientais na selva amazônica que providenciou para que sua família entrasse em contato com uma fonte do governo que, caso ela seja assassinada, possa ajudar a localizar seu corpo.
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Os ataques a repórteres por parte de grupos criminosos, combinados com a hostilidade do governo em relação à mídia e o enfraquecimento das instituições, levaram a uma erosão constante da liberdade de imprensa no Peru, afirmaram jornalistas, diplomatas e especialistas jurídicos ao [Comitê para a Proteção dos Jornalistas] CPJ.
De acordo com um relatório publicado este ano pela Voces del Sur, uma rede de 17 organizações latino-americanas de defesa da liberdade de imprensa, autoridades públicas peruanas foram responsáveis por 61% dos ataques contra a mídia em 2025. Jornalistas regionais são os alvos mais frequentes, e quatro jornalistas assassinados no Peru no ano passado — Gastón Medina Sotomayor, Raúl Célis López, Juan Fernando Núñez Guevara e Mitzar Castillejos Tenazoa — trabalhavam em pequenas cidades ou municípios fora da capital. Seus assassinatos marcaram o maior número de mortes de jornalistas em um único ano desde a década de 1980, quando o governo peruano travava uma guerra contra os rebeldes do Sendero Luminoso.
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Traduzido com ajuda de IA e revisado por Leonardo Coelho