"Às vésperas das eleições presidenciais de 2026, o governo de [Gustavo] Petro entra na última fase de seu mandato com uma agenda amplamente inconclusiva no que diz respeito à liberdade de imprensa. Várias iniciativas foram de fato colocadas em prática: políticas públicas em favor da liberdade de imprensa, debates sobre acesso à informação pública, pluralismo da mídia, combate à desinformação e proteção aos jornalistas. Mas muitas dessas medidas ainda não foram adotadas formalmente ou continuam sem uma implementação real. Embora existam projetos de reforma e uma maior conscientização sobre esses desafios, ainda falta converter esses avanços em garantias concretas e efetivas para o novo governo.
“Na reta final de seu mandato, o governo de Petro ainda tem a responsabilidade de consolidar as iniciativas já empreendidas e traduzir em medidas concretas os compromissos assumidos em matéria de liberdade de imprensa. Os assassinatos de jornalistas, os altos níveis de impunidade, as restrições à informação em territórios marcados por conflitos armados e as tensões recorrentes entre o governo e os atores da mídia mostram até que ponto ainda são necessárias reformas para fortalecer as garantias democráticas do exercício do jornalismo na Colômbia”, disse Artur Romeu, diretor para a América Latina da Repórteres Sem Fronteiras.