“O procurador-adjunto supremo Edward Casaverde acusou Gustavo Gorriti, diretor do IDL-Reporteros, de suposto crime de suborno ativo específico. Segundo o relatório que Casaverde encaminhou ao procurador-geral da República, Tomás Gálvez, o jornalista teria usado seus vínculos com os procuradores Rafael Vela e José Domingo Pérez para direcionar a investigação do Caso Coquetéis, que teve como principal acusada a presidente eleita Keiko Fujimori. A acusação ocorre meses depois do próprio procurador Casaverde ter decidido arquivar o mesmo caso.
O crime atribuído a Gorriti prevê pena de cinco a oito anos de prisão. Segundo a lei, consiste em oferecer ou entregar algo de valor a um magistrado ou a um procurador para influenciar suas decisões. Neste caso, o Ministério Público sustenta que Vela e Pérez se beneficiaram da cobertura do IDL-Reporteros e que, em troca, o veículo teria recebido informações sigilosas sobre investigações em andamento.
Casaverde havia arquivado a mesma investigação em dezembro de 2025. Na ocasião, concluiu que os fatos atribuídos a Gorriti não tinham relevância penal.”