A violência do narcotráfico contra a imprensa mexicana chegou a tal ponto que uma empresa está vendendo coletes à prova de balas no México para proteger os repórteres, informou o Clarín.
A polícia encontrou 27 cápsulas de balas do lado de fora da casa do jornalista Edín Maas Bol, na cidade de Cobán, em Alta Verapaz, região central da Guatemala. A família de repórteres já sofreu outros três atentados, um dos quais resultou na morte do irmão de Maas, informaram a Prensa Libre e o Cobán Noticioso.
Frank La Rue e Catalinta Botero, relatores das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos para a liberdade de expressão, revelaram as observações preliminares de sua visita conjunta ao México e alertaram que a situação no país é grave, informaram a BBC Mundo e El Universal.
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela aprovou o pedido de extradição de Walid Makled, suposto narcotraficante venezuelano detido na Colômbia na semana passada, informou a Associated Press. Makled é considerado o mandante do assassinato do jornalista Orel Sambrano, ocorrido em 2009, acrescenta El Universal.
A polícia mexicana está investigando dois ataques com granadas às instalações da emissora Televisa, ocorridos nas cidades de Matamoros e Monterrey, no norte do país. O primeiro incidente aconteceu na noite de sábado, 14 de agosto, e não deixou feridos. O segundo, ocorrido na cidade de Monterrey na manhã deste domingo, 15 de agosto, feriu levemente dois funcionários e danificou veículos e edifícios, informaram a Agencia Reforma e La Crónica de Hoy.
A Secretaria de Segurança Pública do México anunciou a captura, em Durango, de outros cinco supostos integrantes do cartel de Sinaloa que estariam envolvidos no sequestro de dois repórteres e dois câmeras no final de julho, informou o Milenio.
Dez dias após ter sido sequestrado no estado de Zacatecas, o jornalista Ulises González García foi libertado e encaminhado a um hospital privado, informou a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O editor do semanário La Opinión apresentava sinais de tortura.
Diante dos ataques sistemáticos a jornalistas e meios de comunicação em algumas partes do México, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) propuseram a criação de uma nova categoria de risco para jornalistas trabalhando em zonas de conflito que não se enquadram na definição de "guerra" dos tratados internacionais, informou o diário La Jornada.
O texto seguinte é o testemunho de Marcela Turati, da Red de Periodistas de a Pie, uma das responsáveis pela organização do protesto inédito de jornalistas denunciando a violência de que são vítima no México.
O Ministério Público Federal de Mato Grosso denunciou políticos e empresários de Juína, no noroeste do Estado, por sequestro, cárcere privado e constrangimento ilegal de jornalistas e ambientalistas que tentavam produzir um documentário sobre o desmatamento na região e os índios Enawene Nawe, informaram a Folha de S. Paulo e o Greenpeace. Os agressores temiam que eles ajudassem os índios no processo de demarcação de terras ocupadas pelos fazendeiros.
Em uma reunião com proprietários e diretores de meios de comunicação, o presidente Felipe Calderón ofereceu apoio do governo para evitar ameaças aos jornalistas, e propôs cinco recomendações para fortalecer o trabalho da imprensa, informaram El Universal e La Jornada.
El Universal informa que a polícia mexicana anunciou a captura de três integrantes do comando que teria sequestrado vários jornalistas no norte do país semana passada.