Jornalistas e fotógrafos que participavam de uma visita turística para promover o Estado de Michoacán, ao Sul do México, foram sequestrados por três horas por indígenas armados com facões, informaram o jornal La Crónica de Hoy e a Associated Press (AP).
Dois guardas municipais e um terceiro homem foram indiciados no inquérito que investiga o sequestro e a tortura sofridos em 20 de maio pelo jornalista Gilvan Luiz Pereira, editor e dono do Jornal Sem Nome, de Juazeiro do Norte, no Ceará, informou o Diário do Nordeste.
A repórter Elisa Mejías e o fotógrafo Miguel Carrera, do jornal La Prensa, na cidade de Barquisimetro, morreram no fim de semana quando o carro em que estavam capotou ao ser perseguido de forma agressiva por outro veículo, numa suposta tentativa de roubo, informaram La Prensa e El Informador. Outros dois repórteres do mesmo jornal ficaram gravemente feridos.
O secretário de Governo do México, Fernando Gómez Mont, pediu mais responsabilidade à imprensa e afirmou que a violência no país é causada pelas informações difundidas pelos meios de comunicação, relataram os jornais El Universal e El Economista.
O jornalista Gilvan Luiz Pereira, 41, foi sequestrado e torturado por três homens encapuzados na noite de quinta-feira, 20, em Juazeiro do Norte, no Ceará, informou o jornal O Povo. Ele é dono e editor do jornal regional “Sem Nome”, que faz oposição à atual administração do município.
O presidente dos EUA, Barack Obama, recebe o mexicano Felipe Calderón esta semana em Washington em uma visita oficial que inclui discussões sobre temas bilaterais como imigração e a violência causada pelo tráfico de drogas na fronteira entre os dois países. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas exortou os dois líderes a incluir em sua agenda a crise da liberdade de imprensa no México.
A relatora especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Catalina Botero, afirmou que, apesar dos avanços em assuntos políticos, o continente ainda enfrenta grandes desafios em relação à liberdade de expressão - como assassinatos, agressões, ameaças, desaparecimentos e prisão de jornalistas, informou a EFE.
O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, pediu ajuda a países como Espanha e Colômbia na investigação dos crimes cometidos nos últimos dois meses contra seis jornalistas e um locutor de rádio no país, informou o jornal El Heraldo.
Oscar Sánchez Madan foi solto esta semana depois de passar três anos na prisão, sob a acusação imprecisa de "periculosidade social pré-delitiva" que recebeu após cobrir um escândalo local de corrupção. Ele contou à Rádio Martí, dos Estados Unidos, que quer continuar escrevendo sobre a ilha, inclusive em questões relacionadas às violações dos direitos humanos, informou o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ).
O Foro de Jornalismo Argentino (FOPEA, na sigla em espanhol) publicou um comunicado pedindo às autoridades que restabeleçam as garantias para o trabalho da imprensa na cobertura dos recentes conflitos no Parque Indoamericano de Villa Soldati, em Buenos Aires, ocupado por cerca de mil cidadãos sem-teto, muitos deles imigrantes. O comunicado também pede aos meios de comunicação que priorizem a segurança de seus funcionários na cobertura dos conflitos.
“Tijuana”, uma recente série de televisão da Netflix e da Univision, mergulha nessa realidade para mostrar a uma audiência internacional o que significa praticar jornalismo independente no México.