{"id":110156,"date":"2025-01-29T15:42:40","date_gmt":"2025-01-29T21:42:40","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=110156"},"modified":"2025-01-29T15:42:40","modified_gmt":"2025-01-29T21:42:40","slug":"o-exilio-e-uma-das-experiencias-mais-violentas-que-alguem-pode-viver-jornalistas-haitianos-narram-suas-historias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/o-exilio-e-uma-das-experiencias-mais-violentas-que-alguem-pode-viver-jornalistas-haitianos-narram-suas-historias\/","title":{"rendered":"\u2018O ex\u00edlio \u00e9 uma das experi\u00eancias mais violentas que algu\u00e9m pode viver\": Jornalistas haitianos narram suas hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Haiti, o jornalismo \u00e9 uma profiss\u00e3o de alto risco. Nos \u00faltimos anos, profissionais da imprensa enfrentaram amea\u00e7as de morte, agress\u00f5es f\u00edsicas e sequestros, principalmente por parte de gangues que controlam grande parte do pa\u00eds caribenho. Al\u00e9m disso, os <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/news\/haitian-press-face-existential-crisis-with-no-end-to-gang-violence\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">assassinatos de jornalistas aumentaram e a maioria dos casos segue sem solu\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 24 de dezembro, <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/journalists-accuse-haitian-authorities-of-negligence-after-hospital-attack-leaves-two-reporters-dead\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">dois jornalistas perderam a vida<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em um ataque de uma gangue a um hospital em Porto Pr\u00edncipe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em meio \u00e0 crise social, pol\u00edtica, econ\u00f4mica e de seguran\u00e7a que afeta o seu pa\u00eds, n\u00e3o s\u00e3o poucos os jornalistas haitianos que buscaram ex\u00edlio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tr\u00eas jornalistas que deixaram o Haiti para salvar suas vidas explicaram \u00e0 <\/span><b>LatAm Journalism Review (LJR)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> o que significa para eles ser um jornalista haitiano no ex\u00edlio.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Roberson Alphonse: \u2018Para mim, n\u00e3o existe cura para a ang\u00fastia emocional\u2019<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando Roberson Alphonse, chefe de not\u00edcias nacionais do ic\u00f4nico jornal haitiano Le Nouvelliste e diretor de informa\u00e7\u00e3o da r\u00e1dio Magik9, viu que gangues haviam incendiado o hospital Bernard Mevs, em Porto Pr\u00edncipe, em dezembro de 2024, reviveu a ang\u00fastia que sentiu dois anos antes, quando esteve internado nesse mesmo hospital.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/news\/69163\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Alphonse foi v\u00edtima de uma tentativa de assassinato<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> na qual foi atacado a tiros dentro de seu carro enquanto se dirigia ao trabalho, em novembro de 2022. Ele foi levado ao Bernard Mevs, na \u00e9poca o principal hospital de trauma e cuidados intensivos do pa\u00eds, onde passou por duas cirurgias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim que saiu de perigo, Alphonse e sua esposa, a tamb\u00e9m jornalista Nathalie Cardichon, foram direto do hospital ao aeroporto Toussaint Louverture, em Porto Pr\u00edncipe, e embarcaram para os Estados Unidos, onde permanecem exilados at\u00e9 hoje.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Foi muito impactante ver imagens desse hospital, que eu considero meu \u00faltimo ref\u00fagio no Haiti. \u00c9 o \u00faltimo lugar onde dormi antes de deixar o pa\u00eds dos meus antepassados\", disse Alphonse \u00e0 <\/span><b>LJR<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alphonse e Cardichon passaram oito meses em Miami, enquanto o jornalista se recuperava. Em agosto de 2023, o casal se mudou para Michigan depois que Alphonse recebeu a bolsa Knight-Wallace para Jornalistas. Na cidade, ele passou por outra cirurgia para tentar retirar fragmentos de bala que ficaram alojados no seu bra\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora nunca tenha recebido amea\u00e7as expl\u00edcitas antes do atentado, Alphonse sabia que seu trabalho causava inc\u00f4modo em v\u00e1rios setores. Ele havia investigado o suposto mau uso de fundos p\u00fablicos ligados ao Petrocaribe, o acordo de fornecimento de petr\u00f3leo a pre\u00e7os reduzidos entre a Venezuela e pa\u00edses do Caribe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Eu sabia que um dia viriam atr\u00e1s de mim. E a raz\u00e3o \u00e9 muito simples: investiguei den\u00fancias de desvio de dinheiro feitas por cr\u00edticos do governo\", disse Alphonse. \"Como resultado da minha investiga\u00e7\u00e3o e de outros protestos p\u00fablicos, houve grandes manifesta\u00e7\u00f5es contra o Petrocaribe, questionando para onde foi esse dinheiro\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O \u00faltimo artigo que Alphonse escreveu antes do atentado, em 24 de outubro de 2022, foi uma entrevista com parentes de v\u00edtimas de assassinatos cometidos por gangues. Ele lembra claramente do t\u00edtulo da mat\u00e9ria, que poderia ter sido sua \u00faltima: \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/lenouvelliste.com\/article\/238673\/comme-si-le-sang-devait-sabreuver-de-silence\"><span style=\"font-weight: 400;\">Comme si le sang devait s'abreuver de silence<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (Como se o sangue tivesse que beber do sil\u00eancio).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Eu n\u00e3o sabia que, depois daquelas entrevistas, eu seria o alvo e que estaria t\u00e3o perto de viver a mesma experi\u00eancia das pessoas sobre as quais escrevi\", disse Alphonse. \"As gangues me odeiam, os funcion\u00e1rios corruptos me odeiam. Por fazer meu trabalho, me tornei o alvo deles\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Alphonse, amea\u00e7as diretas de l\u00edderes de gangues espalharam o medo entre seus colegas haitianos, levando alguns a desistirem de cobrir certos temas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em setembro de 2024, Jimmy Cherizier, conhecido como \"Barbecue\", um ex-policial convertido em um dos l\u00edderes de gangues mais influentes do Haiti e chefe da alian\u00e7a criminosa \"G9 et Famille\", foi expl\u00edcito ao <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/news\/periodista-haitiano-amenazado-por-un-reportaje-sobre-regalos-de-reportero-de-reuters-al-jefe-de-una-banda\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">pedir a morte do jornalista Widlore M\u00e9rancourt,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> editor do ve\u00edculo AyiboPost. Cherizier <\/span><a href=\"https:\/\/cubasi.cu\/pt-br\/news\/haitian-authorities-condemn-gangs-threat-against-journalists\"><span style=\"font-weight: 400;\">fez amea\u00e7as semelhantes<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> contra os jornalistas Guerrier Dieuseul, Johnny Ferdinand, Loucko D\u00e9sir e Essaue C\u00e9sar atrav\u00e9s do TikTok.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"'Barbecue' foi muito claro e firme em suas amea\u00e7as ao dizer que pedia a todas as gangues afiliadas que levassem esses jornalistas a ele para que pudessem ser 'processados e julgados'\", disse Alphonse. \"Isso gerou preocupa\u00e7\u00e3o, medo e uma esp\u00e9cie de autocensura entre alguns dos meus colegas\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo no ex\u00edlio, Alphonse decidiu que n\u00e3o deixaria seus agressores silenci\u00e1-lo e retomou sua profiss\u00e3o. Atualmente, ele apresenta um programa di\u00e1rio na Magik9 e trabalha remotamente com a reda\u00e7\u00e3o do Le Nouvelliste.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso n\u00e3o s\u00f3 lhe permite acompanhar de perto as not\u00edcias do Haiti, como tamb\u00e9m garantir uma fonte de renda enquanto aguarda sua audi\u00eancia no Servi\u00e7o de Cidadania e Imigra\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos para o seu pedido de asilo.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_109870\" style=\"width: 328px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-109870\" class=\"wp-image-109870\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Roberson-Alphonse-e1738167791530.png\" alt=\"Haitian journalist Roberson Alphonse.\" width=\"318\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Roberson-Alphonse-e1738167791530.png 420w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Roberson-Alphonse-e1738167791530-212x300.png 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><p id=\"caption-attachment-109870\" class=\"wp-caption-text\">Roberson Alphonse sobreviveu a uma tentativa de assassinato, ap\u00f3s a qual deixou o Haiti rumo aos EUA. (Foto: Cortesia de Roberson Alphonse)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Continuo mantendo uma boa rela\u00e7\u00e3o com minhas fontes no Haiti. Para algumas tarefas, conto com meus colegas para fazer o trabalho de campo, quando necess\u00e1rio. Tento me adaptar para manter a produtividade como jornalista enquanto estou no ex\u00edlio\", disse Alphonse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/la-prensa-grafica-de-haiti-al-borde-de-la-extincion\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Le Nouvelliste enfrenta seus pr\u00f3prios desafios. <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">Em abril de 2024, as sedes de v\u00e1rios ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, incluindo o jornal, foram tomadas por criminosos. O diretor do jornal decidiu transferir v\u00e1rios funcion\u00e1rios para fora da capital haitiana, contou Alphonse, e grande parte da reda\u00e7\u00e3o agora trabalha remotamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A inseguran\u00e7a e a crise econ\u00f4mica obrigaram o Le Nouvelliste a encerrar sua edi\u00e7\u00e3o impressa. Embora tenha mais de 110 mil assinantes na vers\u00e3o digital e mais de um milh\u00e3o de seguidores nas redes sociais, a aus\u00eancia da edi\u00e7\u00e3o em papel impactou as finan\u00e7as do jornal, segundo Alphonse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"O Le Nouvelliste passa por um momento financeiramente cr\u00edtico. N\u00e3o temos assinantes suficientes para cobrir os custos, os sal\u00e1rios e sobreviver\", disse Alphonse. \"Como um ve\u00edculo privado, dependemos da publicidade, e ela est\u00e1 caindo drasticamente\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Recentemente, Alphonse se mudou para Chicago, onde viver\u00e1 pelo menos um ano como professor visitante na Escola de Jornalismo Medill, da Universidade Northwestern. Ele ainda precisa passar por mais uma cirurgia para remover quatro fragmentos de bala que continuam em seu bra\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alphonse tamb\u00e9m luta para alcan\u00e7ar a recupera\u00e7\u00e3o emocional. Embora tenha feito terapia, ele acredita que <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/periodistas-acusan-negligencia-de-autoridades-de-haiti-tras-ataque-a-hospital-que-dejo-dos-reporteros-muertos\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">ataques recentes contra a imprensa em seu pa\u00eds<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> o fazem reviver o trauma repetidamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Se algu\u00e9m sobrevive a uma tentativa de assassinato ou \u00e9 ferido fisicamente, voc\u00ea pode ver suas cicatrizes, mas n\u00e3o pode ver as feridas emocionais, que s\u00e3o cru\u00e9is, insuport\u00e1veis e dif\u00edceis de lidar\", disse Alphonse. \"Para mim, n\u00e3o existe cura para a ang\u00fastia emocional. Voc\u00ea pode aprender a conviver com ela, pode mitig\u00e1-la, mas ela sempre volta\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alphonse admite que demorou v\u00e1rios meses s\u00f3 para conseguir verbalizar o fato de ser jornalista no ex\u00edlio. Esse, segundo ele, tem sido um dos processos mais dif\u00edceis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"\u00c9 uma decis\u00e3o pessoal de cada um dizer 'estou no ex\u00edlio'. Foi dif\u00edcil para mim\", disse Alphonse. \"Quando voc\u00ea consegue aceitar emocional e psicologicamente que est\u00e1 no ex\u00edlio, voc\u00ea passa a aceitar que foi desenraizado, expulso violentamente do seu pa\u00eds, da terra dos seus antepassados. \u00c9 um trauma. O ex\u00edlio \u00e9 uma das experi\u00eancias mais violentas que algu\u00e9m pode viver.\"<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Dieu-Nalio Chery: \u201cEu disse a mim mesmo: 'N\u00e3o posso deixar essas meninas sem pai'\u201d<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dias depois de cobrir atividades de gangues em Porto Pr\u00edncipe, em junho de 2021, o fotojornalista Dieu-Nalio Chery, ent\u00e3o fot\u00f3grafo da Associated Press, foi alertado por um colega de que membros de gangues estavam perguntando sobre ele. Isso aconteceu depois que uma de suas fotografias mostrou membros de gangues supostamente assassinando pessoas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Eu sei o que essas gangues podem fazer e sei que elas t\u00eam poder, que podem fazer qualquer coisa. Eu tinha duas meninas, uma de 11 anos e outra de cinco, e disse para mim mesmo: 'N\u00e3o posso deixar essas meninas sem pai'\", disse Chery \u00e0 <\/span><b>LJR<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. \"Eu disse: 'OK, \u00e9 hora de sair do Haiti se eu quiser dar outra chance \u00e0s minhas filhas'\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s receber a not\u00edcia, Chery e sua fam\u00edlia deixaram sua casa. Com o apoio das organiza\u00e7\u00f5es Fondation Connaissance et Libert\u00e9 (FOKAL), que possui um programa de apoio a jornalistas, e da Open Society, Chery conseguiu uma bolsa para cursar a Craig Newmark Graduate School of Journalism da City University of New York (CUNY) e viajar para os Estados Unidos com visto de estudante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao concluir seu programa na CUNY, um ano depois, Chery solicitou asilo pol\u00edtico. Sua fam\u00edlia cresceu com a chegada de seu filho mais novo. Em 2022, mudou-se para Detroit, Michigan, gra\u00e7as a uma bolsa de estudos de dois anos para trabalhar na City of Asylum, organiza\u00e7\u00e3o que apoia escritores e artistas exilados que sofrem persegui\u00e7\u00f5es por seu trabalho.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_109867\" style=\"width: 329px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-109867\" class=\"wp-image-109867\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Dieu-Nailo-Chery-e1738167672701.png\" alt=\"Haitian journalist Dieu Nalio Chery.\" width=\"319\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Dieu-Nailo-Chery-e1738167672701.png 473w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Dieu-Nailo-Chery-e1738167672701-239x300.png 239w\" sizes=\"auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><p id=\"caption-attachment-109867\" class=\"wp-caption-text\">O fotojornalista Dieu-Nalio Chery deixou o Haiti ap\u00f3s descobrir que membros de gangues estavam \u00e0 sua procura. (Foto: Daryl Marshke)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chery tamb\u00e9m n\u00e3o permitiu que o ex\u00edlio lhe tirasse a capacidade de exercer sua profiss\u00e3o. Durante seu tempo nos Estados Unidos, ele continuou a trabalhar como freelancer para ve\u00edculos como The New York Times, Reuters, The Washington Post e The Haitian Times. Seu dom\u00ednio do ingl\u00eas e sua experi\u00eancia de mais de 10 anos na Associated Press abriram muitas portas para ele, admitiu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chery sabe que tem vantagens que outros jornalistas haitianos no ex\u00edlio n\u00e3o t\u00eam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Muitos jornalistas que vieram do Haiti para os Estados Unidos abandonaram a profiss\u00e3o porque n\u00e3o tiveram as mesmas oportunidades que eu\", disse ele. \"Quando cheguei, entrei em contato novamente com o The New York Times, a Reuters e a Associated Press, e eles me deram trabalhos freelance\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo no Haiti, Chery se considerava sortudo. Enquanto <\/span><a href=\"https:\/\/www.sipiapa.org\/notas\/1215705-informe-la-unesco-inseguridad-haiti-refuerza-precariedad-periodistas\"><span style=\"font-weight: 400;\">a maioria dos jornalistas que trabalham para os meios de comunica\u00e7\u00e3o nacionais<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> enfrentam sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho prec\u00e1rias, os profissionais que trabalham para ve\u00edculos ou ag\u00eancias estrangeiras recebem um pagamento que, na opini\u00e3o de Chery, n\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o com os sal\u00e1rios locais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um relat\u00f3rio da Unesco de 2022 indicou que muitos profissionais da imprensa no Haiti s\u00e3o mal remunerados ou at\u00e9 trabalham voluntariamente e s\u00e3o obrigados a realizar atividades paralelas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Trabalhar para a m\u00eddia internacional e para a m\u00eddia local no Haiti t\u00e3o diferente quanto o dia e a noite\", disse Chery. \"Eu recebia um sal\u00e1rio internacional do The New York Times quando me davam pautas. Esteja voc\u00ea em Nova York ou no Haiti, voc\u00ea recebe o mesmo. A mesma coisa acontece com as ag\u00eancias, elas podem usar como refer\u00eancia [seus valores] a economia do pa\u00eds, mas ainda assim pagam muito, muito melhor do que a m\u00eddia local\",<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Junto com seu trabalho como freelancer, Chery dedicou sua estadia nos Estados Unidos a um projeto pessoal de fotojornalismo sobre a di\u00e1spora haitiana naquele pa\u00eds. A primeira parte, sobre a <\/span><a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/magazine\/2022\/08\/24\/vodou-religion-misunderstood\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">pr\u00e1tica da religi\u00e3o vodu em Nova York<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, foi publicada no The Washington Post. A segunda, <\/span><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2023\/06\/12\/realestate\/little-haiti-miami.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">publicada no The New York Times<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, abordou a gentrifica\u00e7\u00e3o que enfrentam elos habitantes de Little Haiti, em Miami.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma terceira parte est\u00e1 em andamento, sobre o futuro que a comunidade haitiana enfrenta em Springfield, Ohio, ap\u00f3s a chegada de Donald Trump \u00e0 Presid\u00eancia. O novo <\/span><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/us-news\/2024\/nov\/17\/haitian-immigrants-springfield-ohio-trump-election\"><span style=\"font-weight: 400;\">presidente fez coment\u00e1rios estigmatizantes contra aquela comunidade durante um debate presidencial.<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando sua bolsa em Detroit terminou em 2024, Chery mudou-se para Ann Arbor, Michigan, ap\u00f3s ser aceito como bolsista Knight-Wallace na Universidade de Michigan, onde passar\u00e1 um ano acad\u00eamico enquanto aguarda uma consulta para seu pedido de asilo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Estabelecer-se em um novo pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. E quando voc\u00ea n\u00e3o tem um plano de sair do seu pa\u00eds e ir para outro, \u00e9 um desafio muito grande\", disse Chery. \"Foi muito dif\u00edcil para mim me estabelecer aqui, porque tenho uma fam\u00edlia relativamente grande. \u00c0s vezes as coisas v\u00e3o muito bem, mas outras vezes nem tanto. Ent\u00e3o, estou tentando fazer o certo, estou tentando seguir em frente\".<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Jacky Marc: \u2018Queremos uma solu\u00e7\u00e3o para o problema principal, que \u00e9 a inseguran\u00e7a\u2019<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Numa noite de 2022, um grupo de pessoas atirou durante mais de quatro horas em frente \u00e0 casa do jornalista Jacky Marc em Croix-des-Bouquets, uma comuna a 13 quil\u00f4metros de Porto Pr\u00edncipe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"N\u00e3o posso dizer que fomos o alvo, mas aconteceu em frente \u00e0 minha casa, durante mais de quatro horas. Depois daquele dia, n\u00e3o nos sentimos seguros em ficar l\u00e1\", disse Marc \u00e0 <\/span><b>LJR<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O jornalista e sua fam\u00edlia mudaram-se para a casa de sua m\u00e3e, na comuna vizinha de P\u00e9tion-Ville. Menos de um ano depois, Marc decidiu deixar a fam\u00edlia e sair do Haiti. Foi aceito para fazer mestrado na Universidade de Ottawa, no Canad\u00e1, onde mora desde 2023.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_109864\" style=\"width: 409px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-109864\" class=\"wp-image-109864\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Jacky-Marc-e1738167600599.png\" alt=\"Haitian journalist Jacky Marc.\" width=\"399\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Jacky-Marc-e1738167600599.png 574w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Jacky-Marc-e1738167600599-290x300.png 290w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Jacky-Marc-e1738167600599-24x24.png 24w\" sizes=\"auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><p id=\"caption-attachment-109864\" class=\"wp-caption-text\">O jornalista Jacky Marc conseguiu se mudar para o Canad\u00e1 com um visto de estudante. (Foto: Cortesia de Jacky Marc)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marc n\u00e3o s\u00f3 deixou a fam\u00edlia no Haiti \u2013 que finalmente conseguiu se juntar a ele no final de 2024 no Canad\u00e1 \u2013 mas tamb\u00e9m a possibilidade de exercer sua profiss\u00e3o. Antes de deixar seu pa\u00eds, trabalhou como radiojornalista, al\u00e9m de ser delegado internacional da Associa\u00e7\u00e3o de Jornalistas Haitianos (AJH, na sigla em franc\u00eas) e professor de jornalismo em diversas institui\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente ele produz apenas um podcast que veicula gratuitamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Todo o pa\u00eds e a capital s\u00e3o controlados por gangues armadas. Portanto, nada \u00e9 f\u00e1cil para os jornalistas que ali vivem. \u00c9 muito dif\u00edcil fazer nosso trabalho com seguran\u00e7a\", disse ele. \"Muitos de n\u00f3s fomos atacados ou intimidados. Ent\u00e3o, por essas raz\u00f5es, temos que sair do pa\u00eds\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marc disse que, embora se saiba que as gangues n\u00e3o veem com bons olhos o trabalho da imprensa, os jornalistas n\u00e3o tomam os devidos cuidados na realiza\u00e7\u00e3o de sua cobertura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Os jornalistas n\u00e3o prestam aten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o t\u00eam informa\u00e7\u00f5es precisas sobre a situa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o se exp\u00f5em\", disse ele. \"Alguns jornalistas s\u00e3o v\u00edtimas porque n\u00e3o levam em conta a periculosidade da situa\u00e7\u00e3o. Por exemplo, n\u00e3o prestam aten\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a quando v\u00e3o a um quarteir\u00e3o controlado por gangues, n\u00e3o usam coletes \u00e0 prova de balas, n\u00e3o avaliam bem a situa\u00e7\u00e3o\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As organiza\u00e7\u00f5es que defendem o jornalismo e a liberdade de imprensa, como a AJH, t\u00eam capacidades muito limitadas para ajudar seus membros diante das amea\u00e7as das gangues, disse Marc. A maioria limita-se a estar ciente das necessidades dos jornalistas v\u00edtimas de amea\u00e7as e agress\u00f5es e facilitar o apoio de organiza\u00e7\u00f5es internacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, ele acredita que n\u00e3o h\u00e1 muito que as organiza\u00e7\u00f5es nacionais ou internacionais possam fazer para ajudar os jornalistas, uma vez que a situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a e crise afeta o pa\u00eds como um todo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"\u00c9 o pa\u00eds inteiro que tem problemas. Os jornalistas est\u00e3o dentro da sociedade. Eles moram em bairros pobres, usam transporte p\u00fablico. A inseguran\u00e7a que enfrentam, todo o pa\u00eds tamb\u00e9m enfrenta\", disse Marc. \"Talvez quando temos um jornalista que \u00e9 v\u00edtima, as organiza\u00e7\u00f5es possam ajud\u00e1-lo com apoio financeiro. Mas, na realidade, gostar\u00edamos de algo est\u00e1vel para todos, uma solu\u00e7\u00e3o para o problema principal, que \u00e9 a inseguran\u00e7a.\"<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marc disse que a AJH n\u00e3o mant\u00e9m registro dos jornalistas que foram exilados do Haiti ou de quantos deles est\u00e3o em processo de pedido de asilo pol\u00edtico. Em muitas ocasi\u00f5es, disse ele, eles ficam sabendo da sa\u00edda de seus colegas do pa\u00eds apenas meses depois.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Quando eles v\u00e3o embora, s\u00f3 saberemos depois de algum tempo. Alguns deles podem ser transferidos porque possuem vistos norte-americanos. Podemos entrar em contato com eles e eles nos dizem que solicitaram asilo\", disse Marc. \"O que sabemos \u00e9 que muitos deles vivem fora do pa\u00eds, mas nem todos solicitam asilo.\"<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marc espera poder solicitar resid\u00eancia permanente no Canad\u00e1 quando seu visto de estudante expirar. Se isso n\u00e3o funcionar, disse ele, n\u00e3o descarta a possibilidade de pedir asilo pol\u00edtico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele afirma que, independentemente do status migrat\u00f3rio, o ex\u00edlio em qualquer uma das suas formas \u00e9 quase sempre a \u00fanica op\u00e7\u00e3o para escapar \u00e0 dura realidade do pa\u00eds de origem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Alguns de n\u00f3s est\u00e3o l\u00e1 fora pedindo asilo. Outros optaram por estudar. Mas, na realidade, seja o que for, estamos todos no ex\u00edlio\", disse ele.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversos jornalistas do Haiti precisaram deixar o pa\u00eds em meio \u00e0 crise social, pol\u00edtica, econ\u00f4mica e de seguran\u00e7a atual. 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