{"id":12054,"date":"2020-10-05T04:59:37","date_gmt":"2020-10-05T09:59:37","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/articles\/jornalismo-latino-americano-se-junta-ao-debate-global-sobre-racismo-e-diversidade-nas-redacoes\/"},"modified":"2020-10-08T10:55:31","modified_gmt":"2020-10-08T15:55:31","slug":"jornalismo-latino-americano-se-une-ao-debate-global-sobre-racismo-e-diversidade-nas-redacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalismo-latino-americano-se-une-ao-debate-global-sobre-racismo-e-diversidade-nas-redacoes\/","title":{"rendered":"Jornalismo latino-americano se une ao debate global sobre racismo e diversidade nas reda\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Esta \u00e9 a primeira parte de um artigo que aborda o racismo e a cobertura da viol\u00eancia racial nas reda\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina. <\/span><\/i><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/cobrir-o-racismo-na-america-latina-vai-alem-de-mostrar-a-violencia\/\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Clique aqui para ler a parte dois.<\/span><\/i><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos meses, as manchetes da m\u00eddia de Cuba ao Brasil destacaram os assassinatos de homens e jovens negros e ind\u00edgenas, situando-os no contexto de um caso not\u00f3rio de repercuss\u00e3o global. As semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre suas mortes e as de George Floyd pela pol\u00edcia nos Estados Unidos geraram debates sobre a falta de diversidade nas reda\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica Latina e como cobrir crimes contra negros e ind\u00edgenas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo alguns profissionais da m\u00eddia, a cobertura na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o aborda o racismo como um problema estrutural e institucional, mas como um problema individual. Eles at\u00e9 explicaram que a ideologia promovida pelo estado de que todos s\u00e3o \"mesti\u00e7os\" contribui para a forma como os jornalistas cobrem sua regi\u00e3o e comunidades racializadas. A <\/span><b>LatAm Journalism Review<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> entrevistou tr\u00eas jornalistas para falar sobre como as reda\u00e7\u00f5es e rep\u00f3rteres estavam abordando o tema.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Como a ideologia da miscigena\u00e7\u00e3o impacta o jornalismo e as reda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Am\u00e9rica Latina, detalha <\/span><a href=\"https:\/\/marcoaviles.com\/bio\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Marco Avil\u00e9s<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, jornalista e estudante de doutorado da Universidade da Pensilv\u00e2nia, houve grande cobertura da m\u00eddia n\u00e3o apenas do assassinato de Floyd, mas tamb\u00e9m dos protestos que surgiram ent\u00e3o. Durante uma entrevista ao <\/span><b>LJR <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">em junho, Avil\u00e9s disse que alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o se voltaram para especialistas e antrop\u00f3logos para falar sobre como o racismo se manifesta em seus pr\u00f3prios pa\u00edses.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_11609\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11609\" id=\"longdesc-return-11607\" class=\"wp-image-11609\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Marco-Aviles-236x300.jpg\" alt=\"Marco Avil\u00e9s, jornalista e consultor em quest\u00f5es de racismo e diversidade. (Foto: Ann S. Kim \/ Cortesia)\" width=\"300\" height=\"382\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=11607&amp;referrer=11603\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Marco-Aviles-236x300.jpg 236w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Marco-Aviles.jpg 469w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-11609\" class=\"wp-caption-text\">Marco Avil\u00e9s, periodista y consultor en temas de racismo y diversidad. (Foto: Ann S. Kim\/ Cortes\u00eda)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Avil\u00e9s, autor dos livros \u201cN\u00e3o sou seu cholo\u201d e \u201cDe onde viemos os cholos\u201d, \u00e9 um daqueles especialistas que foi entrevistado v\u00e1rias vezes pela m\u00eddia latino-americana para falar sobre o tema. Ele compartilhou que os apresentadores e rep\u00f3rteres do programa ficaram \"chocados com essa evid\u00eancia\" de que um policial branco matou um cidad\u00e3o negro nos Estados Unidos. No entanto, destacou que, <\/span><a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/es\/post-opinion\/2020\/01\/14\/la-politica-racista-de-america-latina-es-un-espejo-en-el-que-no-nos-queremos-ver\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">apesar de o discurso racista ser forte na pol\u00edtica da regi\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, na Am\u00e9rica Latina os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa n\u00e3o falam da viol\u00eancia do Estado contra as comunidades racializadas em decorr\u00eancia do sistema racista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA quest\u00e3o que come\u00e7a a surgir \u00e9: se nossa m\u00eddia pode ficar horrorizada e reagir a essa viol\u00eancia racista nos Estados Unidos, o que acontece na Am\u00e9rica Latina quando estados, governos locais tamb\u00e9m reagem contra as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas? O que nos impede de encontrar o horror local?\u201d, ele se perguntou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma ideia muito forte que nos impede de ver o horror local, o reflexo da diversidade e a falta de representa\u00e7\u00e3o nas reda\u00e7\u00f5es, explicou Avil\u00e9s, \u00e9 o mito promovido pelas rep\u00fablicas de que todos s\u00e3o mesti\u00e7os, uma mistura entre europeus, ind\u00edgenas e africanos. Esse mito leva \u00e0 conclus\u00e3o de que todos s\u00e3o iguais e que o que acontece n\u00e3o \u00e9 racismo, mas classismo. E, embora nos Estados Unidos haja campanhas para diversificar as reda\u00e7\u00f5es, na Am\u00e9rica Latina a ideologia da miscigena\u00e7\u00e3o significa que \"n\u00e3o h\u00e1 necessidade de diversificar algo que j\u00e1 \u00e9 diversificado\" e, assim, negar que haja racismo em determinado pa\u00eds, disse.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falar sobre diversidade na m\u00eddia ainda \u00e9 um assunto tabu, acrescentou. Quando o jornalista se considera mesti\u00e7o, explicou, isso leva \u00e0 invisibilidade das comunidades ind\u00edgenas e afrodescendentes que s\u00e3o consideradas \"como uma esfera de realidade alheia\".\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSe quisermos incorporar as vozes ind\u00edgenas, n\u00f3s jornalistas devemos ousar nos desconstruir e ver nossas vozes n\u00e3o necessariamente como mesti\u00e7as. Vai ser um processo muito longo, mas necess\u00e1rio e inevit\u00e1vel\u201d, disse Avil\u00e9s.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como a m\u00eddia tradicionalmente n\u00e3o inclui vozes negras e ind\u00edgenas nas reda\u00e7\u00f5es e como fontes, disse Avil\u00e9s, esses ve\u00edculos tiveram que buscar talentos e colunistas para falar sobre o assunto. Mas, ele esclareceu, o trabalho deve ser mais proativo do que incluir vozes de comunidades racializadas. Deve ser contratado e investido na prosperidade do trabalho dos funcion\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 necess\u00e1rio incluir essas comunidades, n\u00e3o de forma a dar cor \u00e0s reda\u00e7\u00f5es, mas inclu\u00ed-las para que possam prosperar dentro de nossas reda\u00e7\u00f5es'', disse Aviles. \u201cEssas vozes devem ser fortalecidas. N\u00e3o precisamos apenas contratar redatores afro e ind\u00edgenas. Precisamos de editores, chefes de reda\u00e7\u00e3o, produtores ind\u00edgenas e afrodescendentes. Precisamos capacitar essas pessoas.\"\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Brasil: Diversidade nas reda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O caso Floyd foi um grande passo para a m\u00eddia no Brasil, disse \u00e0 <\/span><b><i>LJR <\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">a jornalista Yasmin Santos em julho, porque abriu espa\u00e7o para pesquisadores e cientistas falarem sobre o problema estrutural do racismo. Por\u00e9m, erros \u00f3bvios tamb\u00e9m foram cometidos, como foi o caso da GloboNews no Brasil por <\/span><a href=\"https:\/\/telepadi.folha.uol.com.br\/globonews-faz-autocritica-inedita-sobre-brancos-discutindo-racismo-e-escala-so-negros-para-o-em-pauta\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">ter um painel inteiro de homens brancos falando sobre quest\u00f5es de racismo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Ap\u00f3s cr\u00edticas nas redes sociais, a GloboNews reconheceu seu erro, algo que n\u00e3o \u00e9 comum ver na m\u00eddia, disse Santos. <\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_11612\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11612\" id=\"longdesc-return-11610\" class=\"wp-image-11612\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Yasmin-Santos-288x300.jpg\" alt=\"Jornalista Yasmin Santos. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"312\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=11610&amp;referrer=11603\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Yasmin-Santos-288x300.jpg 288w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Yasmin-Santos.jpg 752w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-11612\" class=\"wp-caption-text\">Periodista Yasmin Santos. (Foto: Cortes\u00eda)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ve\u00edculo fez mais um especial, desta vez com um painel inteiro de rep\u00f3rteres negros. \u201cO programa come\u00e7ou a falar sobre suas hist\u00f3rias [dos jornalistas], suas hist\u00f3rias pessoais, o problema estrutural e pol\u00edtico se perdeu porque ainda \u00e9 dif\u00edcil para a gente falar sobre isso. E n\u00e3o acho que seja um problema para nossos jornalistas negros. Acho que a inten\u00e7\u00e3o do programa foi falar sobre suas hist\u00f3rias pessoais\u201d, disse Santos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao falar sobre diversidade nas reda\u00e7\u00f5es, Santos disse que \u00e9 preciso lembrar que os negros no Brasil s\u00e3o uma minoria social em termos de representa\u00e7\u00e3o na m\u00eddia, mas n\u00e3o uma minoria na popula\u00e7\u00e3o, <\/span><a href=\"https:\/\/youtu.be\/jk1eTURC8sA\"><span style=\"font-weight: 400;\">pois constituem mais de 50% disso<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. No entanto, isso n\u00e3o se reflete na m\u00eddia, que ela nota ter dado \"pequenos passos\" para falar sobre o racismo, mas falar sobre ele como uma quest\u00e3o individual, n\u00e3o como um sistema estrutural.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2019, Santos publicou um artigo na revista piau\u00ed <\/span><a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/letra-preta\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">sobre sua investiga\u00e7\u00e3o sobre a representa\u00e7\u00e3o nas reda\u00e7\u00f5es e as experi\u00eancias de jornalistas afro-brasileiros na m\u00eddia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Ela tamb\u00e9m escreveu sobre sua pr\u00f3pria experi\u00eancia ao saber, pouco depois de come\u00e7ar a trabalhar no piau\u00ed, em 2015, que foi a primeira mulher negra na reda\u00e7\u00e3o a ser contratada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o era exatamente o que um negro esperaria do emprego dos sonhos. Isso me frustrou e ainda me frustra\u201d, escreveu Santos no artigo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Santos disse que jornalistas entrevistados para sua investiga\u00e7\u00e3o falavam de racismo, discrimina\u00e7\u00e3o, hipersexualiza\u00e7\u00e3o da mulher e solid\u00e3o por ser a \u00fanica rep\u00f3rter negra da equipe. Os danos s\u00e3o muitos, disse Santos, e tamb\u00e9m h\u00e1 um impacto psicol\u00f3gico. Ele acrescenta que os jornalistas tamb\u00e9m falaram sobre coisas positivas que aconteceram em suas carreiras, como ser perfeccionista no trabalho. No entanto, Santos explicou que este \u00faltimo surge por ter que ser duas vezes melhor que seus colegas brancos ou porque s\u00e3o punidos mais duramente que seus colegas quando erram.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando os executivos de m\u00eddia falam sobre diversidade, eles a usam mais como uma palavra que se popularizou, como uma ferramenta de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">marketing<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> sem qualquer compromisso profundo com a mudan\u00e7a das estruturas dentro da empresa, disse Santos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDizem, eu apoio a diversidade, mas eu digo que n\u00e3o \u00e9 assim, porque para isso temos que mudar, temos que abrir as reda\u00e7\u00f5es para jornalistas diferentes, e as reda\u00e7\u00f5es est\u00e3o come\u00e7ando a fazer isso, mas come\u00e7am com estagi\u00e1rios, por exemplo, mas eles n\u00e3o est\u00e3o preparados para falar de lideran\u00e7a nesses tipos de posi\u00e7\u00f5es de poder, posi\u00e7\u00f5es em que podemos fazer alguma mudan\u00e7a real na m\u00eddia, na m\u00eddia espec\u00edfica\u201d, enfatizou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A m\u00eddia tem que se perguntar se realmente valoriza seus colegas afro-brasileiros, disse ela, principalmente quando pode ser chocante para um estagi\u00e1rio entrar e ver que um jornalista negro que trabalhou por 20 anos na reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi promovido. Esta \u00e9 uma mudan\u00e7a estrutural que tamb\u00e9m requer investimento e tempo. N\u00e3o \u00e9 um problema que se resolve em poucos meses ou um ano, disse, mas parece que a m\u00eddia quer encontrar uma solu\u00e7\u00e3o imediata.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPrecisamos de mais semanas, meses para ver como estamos mudando [a m\u00eddia]. Se isso \u00e9 algo ret\u00f3rico, se \u00e9 algo que eles fazem pela apar\u00eancia ou se \u00e9 algo que eles realmente querem mudar e v\u00e3o lutar para mudar, precisamos de mais tempo para avaliar isso\u201d, disse.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Cuba: como a imprensa oficial e independente aborda a quest\u00e3o do racismo<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois do assassinato de Floyd, a imprensa cubana escreveu artigos sobre o ocorrido, mas a manifesta\u00e7\u00e3o destes foi diferente entre a imprensa oficial e a independente. A imprensa oficial, disse o jornalista independente cubano Jorge Enrique Rodr\u00edguez \u00e0 <\/span><b><i>LJR<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, falou sobre o tema como um problema espec\u00edfico dos Estados Unidos, sem abordar os sistemas de racismo, estruturas de poder e criminaliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o majoritariamente racializada na ilha. Enquanto isso, acrescentou, a imprensa independente aborda a quest\u00e3o do racismo, mas n\u00e3o com a \u201cprofundidade e n\u00e3o com a pontualidade que \u00e9 necess\u00e1ria\u201d.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_11615\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11615\" id=\"longdesc-return-11613\" class=\"wp-image-11615\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Jorge-Enrique-Rodriguez-259x300.jpeg\" alt=\"Jornalista independente Jorge Enrique Rodr\u00edguez. (Foto: Diario de Cuba \/ Cortesia)\" width=\"300\" height=\"347\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=11613&amp;referrer=11603\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Jorge-Enrique-Rodriguez-259x300.jpeg 259w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Jorge-Enrique-Rodriguez-768x889.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Jorge-Enrique-Rodriguez.jpeg 774w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-11615\" class=\"wp-caption-text\">Periodista independiente Jorge Enrique Rodr\u00edguez. (Foto: Diario de Cuba\/Cortes\u00eda)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEssa \u00e9 uma das coisas que sofrem tanto a imprensa independente como a oficial, neste caso deve-se dizer que j\u00e1 ent\u00e3o \u00e9 algo que se rasteja, algo que est\u00e1 impl\u00edcito no sistema educativo. Entendo que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se livrar de 60 anos de doutrina do sistema educacional\u201d, disse Rodr\u00edguez.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s o assassinato do jovem afro-cubano Hansel Hern\u00e1ndez pela pol\u00edcia do munic\u00edpio de Guanabacoa, Cuba, em 24 de junho, alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o chamaram o caso de \u201cGeorge Floyd cubano\u201d. No entanto, Rodr\u00edguez disse que evitou fazer isso devido \u00e0s caracter\u00edsticas diferentes dos pa\u00edses onde os dois foram mortos. Em Cuba, disse o jornalista, \u00e9 preciso levar em conta que o racismo \u00e9 uma pol\u00edtica institucional e de Estado, que os jornalistas s\u00e3o criminalizados e que h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre a narrativa da imprensa oficial e a independente sobre a forma como cobrem esses temas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s o assassinato de Hern\u00e1ndez, <\/span><a href=\"https:\/\/www.abc.es\/internacional\/abci-hansel-hernandez-george-floyd-cubano-202006300238_noticia.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">foi convocada uma mobiliza\u00e7\u00e3o para o final de junho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e Rodr\u00edguez estava entre os jornalistas que criticaram as autoridades nas redes sociais. Em 28 de junho, Rodr\u00edguez foi preso ap\u00f3s registrar um incidente de excesso de for\u00e7a policial quando eles separaram dois jovens que estavam lutando. <\/span><a href=\"https:\/\/diariodecuba.com\/derechos-humanos\/1593895834_23562.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">Entre as acusa\u00e7\u00f5es,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> estava o incitamento \u00e0 viol\u00eancia contra a pol\u00edcia, desacato, agress\u00e3o e resist\u00eancia \u00e0 pris\u00e3o. Tudo isso, disse Rodr\u00edguez, foi uma inven\u00e7\u00e3o e uma mentira.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o jornalista, embora n\u00e3o domine as capas dos meios de comunica\u00e7\u00e3o independentes, tem havido constantes discuss\u00f5es e coberturas sobre o racismo e a estrutura de poder do regime, na sua maioria brancos, por jornalistas independentes, setores da sociedade civis e ativistas por mais de 25 anos. Isso, \u00e9 claro, est\u00e1 em contraste com a cobertura oficial, disse ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO jornalismo independente em Cuba, por padr\u00e3o, deve cobrir o que o governo oficial n\u00e3o cobre em 60 anos. Quase como se fosse uma 'obriga\u00e7\u00e3o legal'\u201d, disse ele.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos meses, as manchetes da m\u00eddia de Cuba ao Brasil destacaram os assassinatos de homens e jovens negros e ind\u00edgenas, situando-os no contexto do not\u00f3rio caso de repercuss\u00e3o global.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":11928,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[1397],"coauthors":[],"class_list":["post-12054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado","tag-cuba-pt-br-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Jornalismo latino-americano se une ao debate global sobre racismo e diversidade nas reda\u00e7\u00f5es - 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Anteriormente, trabaj\u00f3 como periodista biling\u00fce y multimedia en \u00a1Ahora S\u00ed!, el semanario en espa\u00f1ol del diario Austin American-Statesman. Cubri\u00f3 una serie de temas incluyendo asuntos comunitarios, inmigraci\u00f3n, activismo y educaci\u00f3n. Recibi\u00f3 el primer lugar del premio Texas Associated Press Managing Editors por su cobertura en espa\u00f1ol de DACA. Gracias a una beca otorgada por la International Women\u2019s Media Foundation en 2018, escribi\u00f3 sobre el sector tecnol\u00f3gico de Guadalajara, M\u00e9xico, y sobre los esfuerzos de trabajadoras para defender sus derechos laborales en las maquiladoras (f\u00e1bricas de propietarios extranjeros). Se gradu\u00f3 de Amarillo College como A.S. en Comunicaciones y luego se gradu\u00f3 en Periodismo en la Universidad de Texas en Austin. Perla Arellano era uma rep\u00f3rter e editora do Centro Knight. Anteriormente, trabalhou como jornalista bil\u00edngue e multim\u00eddia no \u00a1Ahora S\u00ed !, que era o jornal em espanhol do Austin American-Statesman, maior jornal di\u00e1rio de Austin. Ela cobriu uma variedade de t\u00f3picos, incluindo imigra\u00e7\u00e3o, ativismo popular e educa\u00e7\u00e3o. Pela sua cobertura do DACA, ela recebeu o primeiro lugar do Texas Associated Press Managing Editors para not\u00edcias em espanhol. Gra\u00e7as a uma bolsa de estudos fornecida pela International Women's Media Foundation em 2018, ela escreveu sobre o setor de tecnologia de Guadalajara e sobre as mulheres que defendem seus direitos trabalhistas nas maquiladoras (f\u00e1bricas de propriedade estrangeira). Ela se formou Associate of Science em Comunica\u00e7\u00e3o de Massa no Amarillo College e \u00e9 graduada em Jornalismo na Universidade do Texas em Austin.","sameAs":["https:\/\/x.com\/PerlaYArellano"],"url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/author\/perla-arellano\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12054","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12054"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12057,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12054\/revisions\/12057"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12054"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=12054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}