{"id":12645,"date":"2020-10-21T16:25:42","date_gmt":"2020-10-21T21:25:42","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=12645"},"modified":"2020-10-22T15:57:39","modified_gmt":"2020-10-22T20:57:39","slug":"as-vezes-sinto-uma-lupa-em-cima-de-mim-diz-diana-zurco-primeira-mulher-trans-a-apresentar-um-jornal-na-tv-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/as-vezes-sinto-uma-lupa-em-cima-de-mim-diz-diana-zurco-primeira-mulher-trans-a-apresentar-um-jornal-na-tv-argentina\/","title":{"rendered":"'\u00c0s vezes sinto uma lupa em cima de mim', diz Diana Zurco, primeira mulher trans a apresentar um jornal na TV argentina"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em mar\u00e7o, Diana Zurco, 41, se tornou <\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/TV_Publica\/status\/1237840489686028290\"><span style=\"font-weight: 400;\">a primeira mulher trans a apresentar um jornal na televis\u00e3o argentina<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, marco hist\u00f3rico que foi registrado em diversas reportagens pela Am\u00e9rica Latina, Estados Unidos e Europa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Zurco apresenta, com outros dois jornalistas, a edi\u00e7\u00e3o principal do <\/span><a href=\"https:\/\/www.tvpublica.com.ar\/programa\/tpa-noticias\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Televisi\u00f3n P\u00fablica Noticias,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> das 20h, o jornal mais importante televis\u00e3o p\u00fablica argentina. Ela ainda mant\u00e9m outro trabalho como locutora na Radio Ciudad AM 1110 de Buenos Aires, al\u00e9m de ser constantemente chamada para entrevistas, palestras em col\u00e9gios e eventos. Ou seja, tem a agenda lotad\u00edssima.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <strong>LatAm Journalism Review<\/strong> entrevistou Zurco para saber como tem sido a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, a evolu\u00e7\u00e3o do seu trabalho e a rela\u00e7\u00e3o com os colegas nos \u00faltimos meses desde a sua estreia.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_12622\" style=\"width: 509px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12622\" class=\" wp-image-12621\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/NIN_9896-300x199.jpg\" alt=\"Diana Zurco, en el est\u00fadio de la TV P\u00fablica\" width=\"499\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/NIN_9896-300x199.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/NIN_9896-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/NIN_9896-768x510.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/NIN_9896-1536x1021.jpg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/NIN_9896-2048x1361.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><p id=\"caption-attachment-12622\" class=\"wp-caption-text\">Diana Zurco, na TV P\u00fablica. Foto: Nadia Ingaramo\/Tv Publica<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A entrevista aconteceu no dia 12 de outubro, por telefone, e come\u00e7ou com ela se desculpando pelo atraso. Era o seu anivers\u00e1rio. \"Aqui estou recebendo muitos parab\u00e9ns, o Whatsapp explode\", afirmou ela. Logo em seguida contou como estava triste de n\u00e3o poder abra\u00e7ar a m\u00e3e, com quem vive, por culpa da pandemia \u2013 \"Isso me provocou uma sacudida no corpo, uma emo\u00e7\u00e3o. Parece um detalhe, mas n\u00e3o \u00e9. \u00c9 dolorosa essa situa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o poder abra\u00e7ar os teus seres queridos\".\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, logo de cara, Zurco se abriu e j\u00e1 emendou uma hist\u00f3ria na outra, passando pelos temas mais variados, da inf\u00e2ncia ao trabalho atual, com fluidez e simpatia. \u00c0s vezes ela se desculpava por falar muito e se justificava que o discurso n\u00e3o era armado, mas \"sentido\", algo \"v\u00edvido, que vem do cora\u00e7\u00e3o\", e continuava com novos racioc\u00ednios, defesas en\u00e9rgicas dos direitos humanos e relatos comoventes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Zurco falou sobre a satisfa\u00e7\u00e3o de quebrar barreiras e ser a primeira mulher trans em seu cargo, mas tamb\u00e9m sobre a press\u00e3o e as cobran\u00e7as. \"Por isso \u00e0s vezes sinto uma lupa em cima de mim a n\u00edvel social e profissional, porque ainda existe um preconceito sobre se eu sou capaz de cumprir o papel que eu tenho, s\u00f3 pelo fato de ser trans\", disse. Veja os principais momentos da entrevista abaixo, que foi editada por quest\u00f5es de clareza e tamanho. <\/span><\/p>\n<p><strong>LatAm Journalism Review: H\u00e1 cerca de sete meses voc\u00ea come\u00e7ou a apresentar o jornal na televis\u00e3o. Como isso mudou a sua vida profissional?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> \u00c9 algo in\u00e9dito. Sou uma profissional que come\u00e7ou em r\u00e1dio e anteriormente fui \u00e0 academia, ao ISER (Instituto Superior de Ense\u00f1anza Radiof\u00f3nica). E o nome da especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 locutora de r\u00e1dio e televis\u00e3o. Ent\u00e3o me preparei para assumir diversas fun\u00e7\u00f5es... Mas a prepara\u00e7\u00e3o e tudo o que se aprende na academia n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que exercer o trabalho. Por isso, comecei na televis\u00e3o este ano em mar\u00e7o e foi um cen\u00e1rio novo para mim, porque nunca tinha feito televis\u00e3o a n\u00edvel profissional. Come\u00e7ou, para mim, toda uma descoberta, para poder enfrentar uma c\u00e2mera. Principalmente em um telejornal important\u00edssimo como \u00e9 o da Televis\u00e3o P\u00fablica, que vai para todo o pa\u00eds, e tamb\u00e9m como apresentadora do telejornal central, a edi\u00e7\u00e3o mais importante do dia. Era... muito tudo, de uma s\u00f3 vez, entende?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E a tudo isso se soma o que ia significar a minha chegada a esse papel como uma mulher trans. Porque n\u00e3o deveria ser not\u00edcia, sempre digo isso, que uma pessoa trans ocupe uma fun\u00e7\u00e3o de trabalho, mas \u00e9 necess\u00e1rio, sempre digo isso tamb\u00e9m, que hoje isso seja not\u00edcia, para que amanh\u00e3 n\u00e3o seja mais. Para que pessoas trans estejam naturalizadas em qualquer lugar. Por isso \u00e9 importante estar atento aos processos. Como pessoa trans, estou ciente de que fa\u00e7o parte de um processo de assimila\u00e7\u00e3o de uma sociedade que come\u00e7ou a ser mais inclusiva, como \u00e9 o caso da nossa sociedade argentina, por meio das leis. Por que fa\u00e7o essa diferencia\u00e7\u00e3o? Porque uma coisa \u00e9 a lei escrita, mas tamb\u00e9m existem as leis n\u00e3o escritas, o preconceito social de quem ainda n\u00e3o assimila esse olhar inclusivo. As mudan\u00e7as v\u00e3o ocorrendo gradualmente, n\u00e3o de uma hora pra outra, mas esses primeiros passos j\u00e1 s\u00e3o importantes.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: E como tudo isso afetou a sua experi\u00eancia?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> Eu vivi tudo isso em meio a muita expectativa e demanda social, porque, antes da minha estreia, a not\u00edcia j\u00e1 tinha vazado. E as liga\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a chegar de todos os lados, foi uma explos\u00e3o de m\u00eddia que fez eu me sentir pressionada. Estava carregada de muitas exig\u00eancias, e isso n\u00e3o me permitia realmente aproveitar o momento, comecei a agir no autom\u00e1tico. Realmente vivi isso de uma forma muito intensa e s\u00f3 recentemente comecei a curtir.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: Em um contexto de muita viol\u00eancia contra as pessoas trans nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, e tendo em conta a quest\u00e3o da representatividade nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o muito diversos, qual \u00e9, para voc\u00ea, a import\u00e2ncia de assumir este papel de tanta visibilidade, em um dos telejornais mais importantes da Argentina?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> Acho que os meios de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o notando as mudan\u00e7as sociais. Em muitos pa\u00edses do mundo, especialmente na Am\u00e9rica Latina, tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que come\u00e7am a surgir debates e quest\u00f5es que a sociedade em geral sempre adiou. [...]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A minha hist\u00f3ria e todo o caminho que estou fazendo n\u00e3o refletem a realidade de 100% das pessoas trans na Argentina. Porque a maioria das pessoas trans no meu pa\u00eds n\u00e3o tem acesso a um trabalho formal, \u00e9 expulsa de casa ainda muito jovem pela sua fam\u00edlia, principalmente nas cidades menores, fica nas ruas, e o primeiro cen\u00e1rio que aparece \u00e9 a prostitui\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o h\u00e1 outro lugar onde sejam aceitas. Por isso \u00e9 importante a minha participa\u00e7\u00e3o, o meu papel neste momento, porque \u00e9 um marco, porque um estigma foi quebrado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas pessoas me escrevem, e \u00e9 muito gratificante receber mensagens de m\u00e3es e pais que me falam: 'Diana, eu acho que a minha crian\u00e7a \u00e9 trans, e hoje sonho com um futuro melhor para elas quando te vejo, porque sei que o futuro delas n\u00e3o ser\u00e1 a prostitui\u00e7\u00e3o, a marginaliza\u00e7\u00e3o'. De alguma forma, foi rompido um estere\u00f3tipo tamb\u00e9m na m\u00eddia, com meu papel de apresentadora do jornal, porque a pessoa trans n\u00e3o est\u00e1 mais no papel do humorista, de fazer rir. Historicamente, a pessoa trans sempre foi vista do ponto de vista pejorativo, para fazer programas c\u00f4micos \u2026<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: Ou para fazer programas de celebridades, para coisas mais f\u00fateis...<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> Sim, mais fr\u00edvolas. De certa forma, a nossa palavra foi cerceada, ou somente identificada com um lugar de menor import\u00e2ncia e superficial. E estou convencida de que n\u00e3o tem que ser assim, porque somos seres pensantes e capazes como qualquer pessoa. Por isso, fico feliz que haja uma abertura na Televis\u00e3o P\u00fablica argentina e gra\u00e7as a esta oportunidade podemos mudar o rumo de alguns pensamentos. E isso tem a ver, sem d\u00favida, com um trabalho coletivo. O trabalho do ativismo LGTBIQ+ em nosso pa\u00eds, da milit\u00e2ncia, nos fez chegar onde estamos hoje. Sempre falo de uma luta coletiva e uma luta individual das pessoas trans. Sou, em parte, membro de um coletivo e, para lutar por nossos direitos, nos sentimos unidas e unidos. Mas tamb\u00e9m sei que tenho um caminho individual, ou seja, se eu n\u00e3o for respons\u00e1vel pelas minhas fun\u00e7\u00f5es, ningu\u00e9m vai fazer por mim, entende?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 um trabalho articulado nesses avan\u00e7os. Porque se n\u00e3o tivessem me oferecido essa oportunidade e aberto as portas da Televis\u00e3o P\u00fablica, hoje eu tamb\u00e9m n\u00e3o estaria nesta fun\u00e7\u00e3o, por isso agrade\u00e7o muito a decis\u00e3o, inclusive pol\u00edtica, especialmente no \u00e2mbito de governo, de um novo olhar inclusivo. Agrade\u00e7o muito, e por favor coloque isso [na mat\u00e9ria], a Rosario Lufrano, presidenta da Radio y Televisi\u00f3n Argentina, e a Eliseo \u00c1lvarez, diretor da Televisi\u00f3n P\u00fablica Argentina, porque me deram a oportunidade de me visibilizar e de visibilizar um conceito, ou seja, as pessoas trans atrav\u00e9s de mim, e tamb\u00e9m para demonstrar minha capacidade profissional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso \u00e9 muito importante. Porque a minha trajet\u00f3ria profissional \u00e9 o que me sustenta hoje para que muitas pessoas n\u00e3o fiquem com o preconceito de que as pessoas trans s\u00f3 chegam a um lugar por uma quest\u00e3o de pol\u00edtica de inclus\u00e3o, mas tamb\u00e9m porque somos capazes. Por isso \u00e0s vezes sinto uma lupa em cima de mim a n\u00edvel social e profissional, porque ainda existe um preconceito sobre se eu sou capaz de cumprir o papel que eu tenho, s\u00f3 pelo fato de ser trans.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: \u00c9 uma press\u00e3o muito grande\u2026<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> Sim, \u00e9 uma press\u00e3o. N\u00e3o deveria ser assim. Mas, bom, faz parte de todo esse caminho, n\u00e3o \u00e9 assim porque sim. \u00c9 porque estamos rompendo estere\u00f3tipos e estruturas culturais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: Voc\u00ea falou das mensagens bonitas que recebeu de pais e m\u00e3es, mas tamb\u00e9m enfrentou o preconceito do p\u00fablico ou passou por alguma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil?<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_12729\" style=\"width: 475px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12729\" class=\" wp-image-12729\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d30-300x198.jpg\" alt=\"Diana Zurco\" width=\"465\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d30-300x198.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d30-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d30-768x508.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d30-1536x1016.jpg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d30-2048x1355.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px\" \/><p id=\"caption-attachment-12729\" class=\"wp-caption-text\">Diana Zurco, en la TV P\u00fablica. Foto: Nadia Ingaramo\/Tv Publica<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> Bom, sim, h\u00e1 opini\u00f5es de todos os tipos, \u00e9 l\u00f3gico que seja assim. Mas quando publicam uma mat\u00e9ria no jornal sobre mim, eu geralmente n\u00e3o leio os coment\u00e1rios, porque sei que h\u00e1 express\u00f5es negativas ou ofensivas, e me parece que n\u00e3o faz sentido perder parte do meu tempo com isso. [...] N\u00e3o acho que seja produtivo responder uma ofensa, por isso n\u00e3o discuto. Tamb\u00e9m faz parte do meu car\u00e1ter, sou uma pessoa favor\u00e1vel ao consenso, ao di\u00e1logo. Quando s\u00e3o geradas essas inst\u00e2ncias de di\u00e1logo e escuta, isso \u00e9 absolutamente produtivo para nossa sociedade. Quando isso n\u00e3o acontece, e da outra parte h\u00e1 ofensas, n\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logo poss\u00edvel. Ent\u00e3o o que posso fazer? Tratar de levar a minha express\u00e3o e a minha pessoa por meio do meu trabalho, do meu profissionalismo e das palavras, porque essa \u00e9 a minha ferramenta fundamental, a comunica\u00e7\u00e3o. [...] H\u00e1 opini\u00f5es negativas, claro que sim, a Argentina tamb\u00e9m tem um lado conservador muito forte. [...] Mas procuro n\u00e3o ser tragada [pelas ofensas], n\u00e3o assimilar, para que n\u00e3o me prejudiquem. Como te disse no in\u00edcio, estou ciente de que h\u00e1 mudan\u00e7as que s\u00e3o graduais e, para algumas pessoas, vai levar tempo. Estou absolutamente convencida de que h\u00e1 mudan\u00e7as que eu n\u00e3o vou ver. Vou deixar este mundo e n\u00e3o vou ver todas as mudan\u00e7as que eu sonho na minha mente idealista.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: Deve ser um orgulho muito grande ser a primeira pessoa trans a apresentar um jornal t\u00e3o importante, mas, ao mesmo tempo, deve ser dif\u00edcil ser uma das \u00fanicas pessoas trans no ambiente de trabalho...<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> \u00c9, sim.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: \u2026 E como tem sido, nos \u00faltimos meses, a rela\u00e7\u00e3o com os colegas?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> \u00c9 um aprendizado di\u00e1rio. Porque tem muito machismo dentro dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, e pessoas mais velhas. Isso se nota, sim. H\u00e1 muitos fatores, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o olhar machista, porque os meios de comunica\u00e7\u00e3o, como pode acontecer em outras \u00e1reas, tamb\u00e9m est\u00e3o cheios de ci\u00fame, ego\u00edsmo, competi\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o se somam fatores. [...] Tamb\u00e9m tenho que destacar que h\u00e1 pessoas muito \u00e1vidas por conhecer, por descobrir, e me sinto respeitada. Isso tamb\u00e9m tem a ver com a minha personalidade, sou muito chegada \u00e0s pessoas, sou muito companheira, ent\u00e3o felizmente recebo essa resposta na Televis\u00e3o P\u00fablica. Mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o haja alguns olhares preconceituosos. Custa para eles [se adaptar], est\u00e3o aprendendo, porque sou uma coisa in\u00e9dita, uma novidade, a minha chegada como pessoa trans, digamos. Felizmente, sinto que sou respeitada e acho que tamb\u00e9m conquistei isso.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: Voc\u00ea acha que, por ser trans, vai trazer mais diversidade para a cobertura das not\u00edcias?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> Sim, isso acontece, isso \u00e9 importante. A minha presen\u00e7a tamb\u00e9m afeta o conte\u00fado, e a perspectiva de g\u00eanero est\u00e1 sendo levada em conta. \u00c9 extremamente importante que os meios de comunica\u00e7\u00e3o fa\u00e7am isso. E a Televis\u00e3o P\u00fablica \u00e9 parte disso. No nosso telejornal, em que sou uma das apresentadoras, tamb\u00e9m abordamos certos temas que n\u00e3o eram costumavam ser cobertos antes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Este ano, pela primeira vez, uma pessoa trans p\u00f4de <\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/DianaZurco\/status\/1243454407217381376\"><span style=\"font-weight: 400;\">entrevistar o presidente<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da na\u00e7\u00e3o [Alberto Fern\u00e1ndez], e essa fui eu. Isso tamb\u00e9m foi hist\u00f3rico. Depois da minha pergunta, foi poss\u00edvel parar os despejos de pessoas trans, que estavam ocorrendo no meio da pandemia. O presidente emitiu um decreto proibindo despejos e aumentos de aluguel naquele momento importante. Chegaram v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es para mim, de diferentes fontes, que estavam despejando e jogando pessoas trans na rua, porque n\u00e3o elas podiam pagar o aluguel ou o hotel. Olha como, pela minha presen\u00e7a [no jornal], puderam ser incorporados conte\u00fados, uma pergunta p\u00f4de ser feita e, naquele momento, o presidente do pa\u00eds tomou uma decis\u00e3o. E no dia seguinte, no nosso notici\u00e1rio, mandamos jornalistas para cobrir aquele lugar onde estavam prestes a despejar pessoas trans. Isso foi um marco para mim e para a comunidade trans.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: E voc\u00ea acha que sua pergunta contribuiu para a decis\u00e3o do presidente?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> Sim, com certeza. E a comunidade trans logo me fez saber como foi importante para elas que eu tenha feito essa pergunta. Mas naquele momento eu n\u00e3o tinha consci\u00eancia, fiz de forma natural. Acho que n\u00e3o poderia n\u00e3o perguntar isso. Senti que tinha o compromisso de fazer a pergunta, porque tamb\u00e9m represento um coletivo, embora n\u00e3o buscado isso. Sem perceber, me tornei um s\u00edmbolo, uma refer\u00eancia. Por isso \u00e9 importante que eu assuma esse papel com humildade, com compromisso. E n\u00e3o me esque\u00e7o de que, hoje, talvez eu tenha um lugar privilegiado, em compara\u00e7\u00e3o com a maioria das pessoas trans. Gostaria que outros pa\u00edses tomassem isso como exemplo, para que possamos ter uma voz e uma presen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: E \u00e9 importante aproveitar esse lugar de privil\u00e9gio, como voc\u00ea fez, usar esse espa\u00e7o...<\/strong><br \/>\n<b><br \/>\n<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ:<\/strong> Sim, usar esse espa\u00e7o e, na minha posi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o perder de vista que falo para toda a sociedade, n\u00e3o posso s\u00f3 perguntar sobre pessoas trans ou LGTBIQ+, posso apresentar outros tipos de conte\u00fados que n\u00e3o t\u00eam a ver com a perspectiva de g\u00eanero, com identidade sexual ou diversidade. Essa \u00e9 a verdadeira inclus\u00e3o, que tampouco nos cerceiem ou pensem que somos a representa\u00e7\u00e3o de um s\u00f3 tema. Isso \u00e9 o importante do que acontece no nosso jornal, n\u00e3o \u00e9 porque eu sou trans que tenho que falar s\u00f3 de quest\u00f5es trans. Essa \u00e9 a verdadeira pr\u00e1tica da integra\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_12612\" style=\"width: 446px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12612\" class=\" wp-image-12611\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d36-300x202.jpg\" alt=\"Diana Zurco, en el est\u00fadio de la TV P\u00fablica\" width=\"436\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d36-300x202.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d36-1024x690.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d36-768x517.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d36-1536x1035.jpg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/d36-2048x1380.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><p id=\"caption-attachment-12612\" class=\"wp-caption-text\">Diana Zurco, no est\u00fadio. Foto: Nadia Ingaramo\/Tv Publica<\/p><\/div>\n<p><strong>LJR: Essa \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o de muita visibilidade, as pessoas agora te reconhecem na rua, como \u00e9 isso?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>DZ: <\/strong>Como estamos em uma pandemia, eu uso \u00f3culos e m\u00e1scara, ent\u00e3o quando estou andando na rua isso n\u00e3o acontece [risos]. O que tem acontecido comigo \u00e9 que normalmente pego o trem para ir trabalhar, porque moro longe, [...] e alguns vendedores ambulantes me reconhecem no trem. Eles me perguntam: voc\u00ea \u00e9 aquela garota da televis\u00e3o? Voc\u00ea \u00e9 a jornalista da TV P\u00fablica? Essas coisas acontecem. [...] E tem uma palavra que se repete muito, e isso me toca, porque eu quero ser humilde no meu caminho, n\u00e3o quero pecar por vaidade, mas me falam que eu sou um exemplo, que sou um orgulho, s\u00e3o palavras muito fortes\u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vou contar uma anedota pequenininha, mas muito importante. Eu tamb\u00e9m sou palestrante, comecei a fazer essas conversas h\u00e1 alguns anos por ser a primeira locutora trans do pa\u00eds. Come\u00e7aram a me convidar para dar palestras em escolas, em dias de orienta\u00e7\u00e3o vocacional, sobre viol\u00eancia de g\u00eanero, bullying. [...] Uma vez me escreveu um menino que estava quase terminando o ensino m\u00e9dio. Ele n\u00e3o tinha nenhuma inquieta\u00e7\u00e3o com sua identidade de g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual. O que estava acontecendo era que ele queria deixar a escola, porque n\u00e3o tinha esperan\u00e7a no seu futuro e no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele me ouviu falar sobre meu esfor\u00e7o, meu sacrif\u00edcio, para poder ter uma profiss\u00e3o, e me disse: \"Voc\u00ea deu um estalo na minha cabe\u00e7a, me fez querer terminar a escola e estudar para ter uma carreira, porque se voc\u00ea p\u00f4de, eu posso\". Entende? Isso foi muito forte, me emociona at\u00e9 hoje. Isso vai al\u00e9m da quest\u00e3o de g\u00eanero e diversidade. Claro, se eu consegui, tendo um caminho adverso porque \u00e9 mais dif\u00edcil enfrentar o mundo sendo trans, por que ele n\u00e3o poderia ter uma carreira, ser algu\u00e9m? Entende? Isso me acompanha, as mensagens de m\u00e3es, pais, meninos e meninas. Sinto que, de onde estou falando, chego a meninos e meninas de todo o pa\u00eds, que hoje podem estar pensando que t\u00eam um futuro, que n\u00e3o ser\u00e1 a rua. N\u00e3o me esque\u00e7o disso, \u00e9 um motor muito forte para mim.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A LJR entrevistou Zurco para saber como tem sido a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, a evolu\u00e7\u00e3o do seu trabalho e a rela\u00e7\u00e3o com os colegas nos \u00faltimos meses desde a sua estreia.\u00a0\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":12633,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[1425,1562],"coauthors":[],"class_list":["post-12645","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado","tag-argentina-pt-br","tag-radio-e-tv-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.1.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>&#039;\u00c0s vezes sinto uma lupa em cima de mim&#039;, diz Diana Zurco, primeira mulher trans a apresentar um jornal na TV argentina - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"&#039;\u00c0s vezes sinto uma lupa em cima de mim&#039;, diz Diana Zurco, primeira mulher trans a apresentar um jornal na TV argentina . 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