{"id":131156,"date":"2025-05-13T15:08:08","date_gmt":"2025-05-13T20:08:08","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=131156"},"modified":"2025-05-13T20:29:44","modified_gmt":"2025-05-14T01:29:44","slug":"jornalistas-sob-ameaca-estudo-revela-violencia-sofrida-por-mulheres-no-jornalismo-argentino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-sob-ameaca-estudo-revela-violencia-sofrida-por-mulheres-no-jornalismo-argentino\/","title":{"rendered":"Jornalistas sob amea\u00e7a: estudo revela viol\u00eancia sofrida por mulheres no jornalismo argentino"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma pesquisa realizada pelo Foro de Periodismo Argentino (FOPEA) revelou um cen\u00e1rio preocupante na profiss\u00e3o: jornalistas mulheres na Argentina enfrentam diversas formas de viol\u00eancia no exerc\u00edcio do jornalismo, com impactos significativos em sua sa\u00fade mental, no seu desenvolvimento profissional e at\u00e9 na liberdade de express\u00e3o no pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pesquisadoras do estudo <\/span><a href=\"https:\/\/periodistasamenazadas.fopea.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">\"Periodistas Amenazadas: investigar para protegerlas\"<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (Jornalistas Amea\u00e7adas: investigar para proteg\u00ea-las, em tradu\u00e7\u00e3o livre) entrevistaram 215 jornalistas de todas as prov\u00edncias argentinas e identificou que 70% das participantes relataram ter sido v\u00edtimas de viol\u00eancia psicol\u00f3gica no \u00e2mbito da profiss\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os n\u00fameros tamb\u00e9m s\u00e3o alarmantes para outros tipos de viol\u00eancia: 115 participantes disseram ter sofrido viol\u00eancia institucional e econ\u00f4mica, 88 relataram ter sido v\u00edtimas de viol\u00eancia online, 84 mencionaram viol\u00eancia sexual, 31 disseram que enfrentaram viol\u00eancia laboral e 25 disseram ter sofrido viol\u00eancia f\u00edsica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO estudo indica que jornalistas mulheres enfrentam v\u00e1rios tipos de viol\u00eancia, sendo a viol\u00eancia psicol\u00f3gica a mais comum. Estamos falando de coisas como ass\u00e9dio, viol\u00eancia institucional, econ\u00f4mica e online. Um padr\u00e3o realmente preocupante \u00e9 que essa viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 isolada. Muitas mulheres vivenciam essas diferentes formas de viol\u00eancia ao mesmo tempo\u201d, disse Cecilia Baz\u00e1n, coordenadora da pesquisa, \u00e0 <\/span><b>LatAm Journalism Review (LJR)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro passo para desenvolvimento do projeto, segundo Baz\u00e1n, foi planejar como cobrir as 23 prov\u00edncias da Argentina. Por meio de uma equipe distribu\u00edda pelas principais regi\u00f5es do pa\u00eds (norte, litoral, centro, Patag\u00f4nia e Buenos Aires), foram coletados dados de jornalistas e criado um banco de dados pr\u00f3prio com representantes de todas as prov\u00edncias. Em seguida, foi enviado um question\u00e1rio an\u00f4nimo para esse banco de dados e as pesquisadoras garantiram a representatividade de cada \u00e1rea geogr\u00e1fica. Tamb\u00e9m foram realizadas 20 entrevistas em profundidade, com profissionais selecionadas por sua experi\u00eancia e por casos relevantes em cada regi\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 importante destacar a pesquisa como um estudo de caso\u201d, disse Braz\u00e1n. \u201cTrabalhamos com uma amostra n\u00e3o probabil\u00edstica, visto que n\u00e3o t\u00ednhamos um registro ou censo de todas as jornalistas na Argentina. A combina\u00e7\u00e3o de ambas as abordagens [question\u00e1rio e entrevista em profundidade] proporcionou uma vis\u00e3o mais completa e aprofundada da situa\u00e7\u00e3o das jornalistas na Argentina, embora os resultados n\u00e3o possam ser generalizados.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cCiente disso, um dos aspectos que realmente me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a frequ\u00eancia com que a viol\u00eancia ocorre no in\u00edcio da carreira jornal\u00edstica das mulheres. Al\u00e9m disso, o fato de os agressores frequentemente serem pessoas em posi\u00e7\u00f5es de poder \u00e9 bastante significativo.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Perfil das jornalistas entrevistadas<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maioria das entrevistadas t\u00eam entre 36 e 60 anos e possui alto n\u00edvel educacional, com forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o incompleta (99 casos) ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o completa (27 casos). Do total de entrevistadas, 124 t\u00eam filhos, sendo que a maioria tem entre 5 e 18 anos (74 casos). Um dado importante \u00e9 que 133 das jornalistas entrevistadas s\u00e3o chefes de fam\u00edlia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quanto \u00e0 experi\u00eancia profissional, a maioria tem mais de 20 anos de atua\u00e7\u00e3o no jornalismo (91 casos). Outras 41 t\u00eam entre 16 e 20 anos de experi\u00eancia, 27 t\u00eam entre 11 e 15 anos, 27 t\u00eam entre 6 e 10 anos e outras 27 at\u00e9 cinco anos de experi\u00eancia. A maior parte das entrevistadas trabalha no setor privado (140 casos) em meios como r\u00e1dio, jornal, televis\u00e3o e ve\u00edculos digitais. Outras 46 atuam tanto no setor p\u00fablico quanto no privado, e 29 trabalham exclusivamente no setor p\u00fablico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro achado central da pesquisa, de acordo com Baz\u00e1n, \u00e9 o alto impacto da viol\u00eancia na sa\u00fade mental e no desenvolvimento profissional das jornalistas, o que talvez confirme a percep\u00e7\u00e3o geral sobre como a viol\u00eancia impacta o desenvolvimento da carreira das mulheres no jornalismo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apenas 61 das 215 entrevistadas ocupam cargos hier\u00e1rquicos, o que representa apenas 28,37% do total. Mesmo entre aquelas com mais de 20 anos de experi\u00eancia, apenas 35,16% ocupam posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a. Nesse sentido, o estudo mostrou que 200 das 215 entrevistadas percebem a exist\u00eancia de barreiras para que mulheres acessem postos hier\u00e1rquicos nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, sendo que 145 entendem que essas barreiras s\u00e3o culturais e 92 as relacionam diretamente com as tarefas de cuidado que recaem sobre as mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA pesquisa indica que mulheres na faixa et\u00e1ria de 36 a 60 anos relataram enfrentar muitas dificuldades, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carreira profissional e \u00e0 responsabilidade de cuidar dos filhos\u201d, disse Baz\u00e1n.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm rela\u00e7\u00e3o aos cargos, h\u00e1 uma baixa propor\u00e7\u00e3o de mulheres em cargos hier\u00e1rquicos, apesar de sua experi\u00eancia e n\u00edvel de escolaridade, sugerindo a exist\u00eancia de \u2018tetos de vidro\u201d, ela continuou. \u201cJornalistas em cargos n\u00e3o hier\u00e1rquicos s\u00e3o mais propensas a sofrer diversas formas de viol\u00eancia por parte de seus superiores e colegas. Tamb\u00e9m registramos um grande n\u00famero de respostas afirmando que as mulheres t\u00eam mais dificuldade em ascender na carreira para cargos de n\u00edvel superior. De acordo com a pesquisa, uma maioria significativa das jornalistas entrevistadas, especificamente 97 de 215, percebe que as mulheres ganham menos do que os homens para desempenhar as mesmas tarefas na imprensa\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Relatos que exp\u00f5em a discrimina\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora o estudo n\u00e3o cite explicitamente ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o espec\u00edficos, os resultados mostram que os agressores s\u00e3o frequentemente chefes, colegas de trabalho e funcion\u00e1rios p\u00fablicos do sexo masculino. Isso sugere, segundo Baz\u00e1n, que a din\u00e2mica de poder e a cultura do local de trabalho desempenham um papel importante na viol\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 diversos depoimentos de epis\u00f3dios problem\u00e1ticos. Entre eles, uma entrevistada contou que em seu local de trabalho s\u00f3 havia duas mulheres, e eram as \u00fanicas obrigadas a trabalhar aos domingos. Outra jornalista relatou uma situa\u00e7\u00e3o que testemunhou, em que um chefe disse a outra jornalista que \u201cmulheres gr\u00e1vidas perdem um neur\u00f4nio\u201d. Tamb\u00e9m houve men\u00e7\u00e3o a hor\u00e1rios de trabalho pouco favor\u00e1veis \u200b\u200bpara mulheres chefes de fam\u00edlia com crian\u00e7as pequenas. Uma das entrevistadas conta que um colega homem falou que nunca trabalharia sob o comando de uma mulher. Outra participante relatou que lhe falaram que \"as mulheres n\u00e3o servem para trabalhar em pol\u00edtica\". E tamb\u00e9m um caso constrangedor em que intencionalmente usavam uma fechadura de entrada em altura inacess\u00edvel para uma jornalista:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTenho 1,53m de altura e eles colocaram uma fechadura numa altura que eu n\u00e3o conseguia alcan\u00e7ar, ent\u00e3o tive que pedir para algu\u00e9m que passava abrir a porta para mim\u201d diz o depoimento. \u201cPedi v\u00e1rias vezes que usassem apenas as duas fechaduras da parte de baixo para que eu pudesse abrir a porta sem ter que passar por aquela situa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">A amea\u00e7a do ambiente digital<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro grande problema enfrentado pelas jornalistas argentinas \u00e9 o ass\u00e9dio online. O estudo mostra que muitas jornalistas sofrem viol\u00eancia online, incluindo ass\u00e9dio e amea\u00e7as, que frequentemente n\u00e3o s\u00e3o denunciados. Segundo Baz\u00e1n, isso pode ter um impacto severo, levando \u00e0 autocensura e, em casos extremos, ao abandono total do jornalismo por parte das mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cComo eu disse, os principais autores das diferentes formas de viol\u00eancia s\u00e3o, em grande parte, homens com cargos de alto escal\u00e3o na imprensa, seguidos por colegas de trabalho e funcion\u00e1rios p\u00fablicos\u201d, relembra Baz\u00e1n. \u201cMas na viol\u00eancia online, indiv\u00edduos privados assumem um papel mais significativo, mas aqueles em posi\u00e7\u00f5es de autoridade e funcion\u00e1rios p\u00fablicos ainda s\u00e3o relevantes.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um caso emblem\u00e1tico \u00e9 o da jornalista argentina <\/span><a href=\"https:\/\/periodistasamenazadas.fopea.org\/testimonio\/16\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Luciana Peker<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, reconhecida pela CNN como uma das 30 mais importantes <\/span><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/interactive\/asequals\/gender-equality-defenders-international-womens-day-as-equals-intl-cmd\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">defensoras dos direitos das mulheres em 2024<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Ap\u00f3s enfrentar uma escalada de viol\u00eancia que incluiu <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=J4gGfhiytL0\"><span style=\"font-weight: 400;\">amea\u00e7as de morte e ass\u00e9dio online<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sistem\u00e1tico, especialmente ap\u00f3s sua cobertura do caso <\/span><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-america-latina-46533785\"><span style=\"font-weight: 400;\">Thelma Fard\u00edn<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> [atriz argentina que fez uma acusa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de abuso sexual], Peker teve que sair da Argentina e <\/span><a href=\"https:\/\/www.publico.es\/mujer\/feminista-luciana-peker-exilia-argentina.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">solicitar asilo na Espanha<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em 2023.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Agora estou completamente no zero, ou seja, cortaram completamente a carreira profissional e, se consigo me reinventar, \u00e9 por pura necessidade de sobreviv\u00eancia e completamente sozinha, ou seja, acabaram totalmente com a possibilidade de trabalhar como jornalista\u201d, disse Peker em entrevista para a equipe do estudo. \u201cUma quantidade muito grande de relat\u00f3rios j\u00e1 fala de um retrocesso na liberdade de express\u00e3o, da censura, da autocensura, da tecnocensura, de que a liberdade de express\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 corre riscos, mas j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais sendo plenamente exercida por jornalistas mulheres na Argentina.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Baz\u00e1n corrobora a declara\u00e7\u00e3o de Peker de que a liberdade de express\u00e3o na Argentina est\u00e1 comprometida. Ao analisar estudos anteriores sobre a regi\u00e3o e durante a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa \"Periodistas Amenazadas\u201d, ela conta que encontrou testemunhos p\u00fablicos e an\u00f4nimos que mostram a deteriora\u00e7\u00e3o da liberdade e que isso poderia evoluir para uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 de outros pa\u00edses da regi\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cIsso n\u00e3o \u00e9 apenas especula\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 acontecendo agora, e as mulheres s\u00e3o um dos principais alvos desses ataques\u201d, disse Baz\u00e1n. \u201cOrganiza\u00e7\u00f5es internacionais e grupos de defesa podem desempenhar um papel crucial, conscientizando, fornecendo recursos e defendendo mudan\u00e7as pol\u00edticas. Eles tamb\u00e9m podem apoiar organiza\u00e7\u00f5es locais em seus esfor\u00e7os para proteger jornalistas mulheres e promover a igualdade de g\u00eanero na m\u00eddia.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ela, um dos principais obst\u00e1culos para reduzir a viol\u00eancia contra mulheres jornalistas na Argentina \u00e9 a normaliza\u00e7\u00e3o de formas de viol\u00eancia, como a psicol\u00f3gica, o que dificulta o reconhecimento e a den\u00fancia por parte das v\u00edtimas. A resposta mais comum das jornalistas \u00e0 viol\u00eancia, de acordo com a pesquisadora, \u00e9 falar sobre o que aconteceu com outras mulheres, em vez de registrar queixas formais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm muitos depoimentos, mulheres relatam o medo de serem percebidas como \u2018problem\u00e1ticas\u2019 se falarem abertamente sobre a viol\u00eancia ou lutarem por seus direitos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma falta de protocolos e sistemas de apoio adequados dentro das organiza\u00e7\u00f5es de m\u00eddia para abordar essas quest\u00f5es\u201d, disse Baz\u00e1n.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Caminhos para mudan\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa perguntou \u00e0s jornalistas sobre estrat\u00e9gias que podem ser uma maneira boa ou eficaz de proteg\u00ea-las e reduzir a viol\u00eancia. As respostas apontam algumas estrat\u00e9gias-chave: treinamento em seguran\u00e7a digital e procedimentos internos claros dentro das organiza\u00e7\u00f5es de imprensa s\u00e3o cruciais. Baz\u00e1n disse que atitudes como implementar protocolos para responder \u00e0 viol\u00eancia, oferecer apoio \u00e0s v\u00edtimas e criar uma cultura de trabalho mais sens\u00edvel \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero podem fazer uma grande diferen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEmpresas de m\u00eddia e organiza\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas precisam assumir um papel ativo\u201d ela disse. \u201cElas devem implementar protocolos claros para prevenir e lidar com a viol\u00eancia, oferecer treinamento e promover uma cultura no local de trabalho que valorize a igualdade de g\u00eanero. Tamb\u00e9m \u00e9 importante ter mecanismos para apoiar jornalistas que sofrem viol\u00eancia e responsabilizar os agressores.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da pesquisa em si, um dos resultados do projeto \u00e9 um modelo de protocolo que a Fopea est\u00e1 compartilhando com as organiza\u00e7\u00f5es da imprensa para implementa\u00e7\u00e3o em seus ambientes de trabalho para prevenir e reduzir casos de viol\u00eancias. O protocolo foi criado pela equipe da Periodistas Amenazadas ap\u00f3s a revis\u00e3o de trabalhos da UNESCO na \u00e1rea e tamb\u00e9m com o apoio da rede jur\u00eddica do FOPEA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEste estudo \u00e9 apenas o primeiro passo em nosso compromisso de examinar minuciosamente a situa\u00e7\u00e3o em todas as partes do nosso vasto e diverso pa\u00eds. N\u00e3o apenas nas principais cidades, mas tamb\u00e9m nas \u00e1reas remotas onde jornalistas enfrentam viol\u00eancia no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es\u201d, disse Bazan. \u201cEm \u00faltima an\u00e1lise, nossa esperan\u00e7a \u00e9 que esta pesquisa leve a a\u00e7\u00f5es concretas que tornem o jornalismo mais seguro e equitativo, especialmente para as mulheres, fomentando locais de trabalho mais inclusivos, respostas eficazes \u00e0 viol\u00eancia e uma mudan\u00e7a cultural que realmente valorize a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres e, com elas, a diversidade de vozes necess\u00e1ria em uma sociedade livre.\u201d<\/span><\/p>\n<p><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada pelo Foro de Periodismo Argentino (FOPEA) revelou um cen\u00e1rio preocupante na profiss\u00e3o: jornalistas mulheres na Argentina enfrentam diversas formas de viol\u00eancia no exerc\u00edcio do jornalismo, com impactos significativos em sua sa\u00fade mental, no seu desenvolvimento profissional e at\u00e9 na liberdade de express\u00e3o no pa\u00eds.<br \/>\nPesquisadoras do estudo \"Periodistas Amenazadas: investigar para protegerlas\" (Jornalistas Amea\u00e7adas: investigar para proteg\u00ea-las, em tradu\u00e7\u00e3o livre) entrevistaram 215 jornalistas de todas as prov\u00edncias argentinas e identificou que 70% das participantes relataram ter sido v\u00edtimas de viol\u00eancia psicol\u00f3gica no \u00e2mbito da profiss\u00e3o.<br \/>\nOs n\u00fameros tamb\u00e9m s\u00e3o alarmantes para outros tipos de viol\u00eancia: 115 participantes disseram ter sofrido viol\u00eancia institucional e econ\u00f4mica, 88 relataram ter sido v\u00edtimas de viol\u00eancia online, 84 mencionaram viol\u00eancia sexual, 31 disseram que enfrentaram viol\u00eancia laboral e 25 disseram ter sofrido viol\u00eancia f\u00edsica.<br \/>\n\u201cO estudo indica que jornalistas mulheres enfrentam v\u00e1rios tipos de viol\u00eancia, sendo a viol\u00eancia psicol\u00f3gica a mais comum. Estamos falando de coisas como ass\u00e9dio, viol\u00eancia institucional, econ\u00f4mica e online. Um padr\u00e3o realmente preocupante \u00e9 que essa viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 isolada. Muitas mulheres vivenciam essas diferentes formas de viol\u00eancia ao mesmo tempo\u201d, disse Cecilia Baz\u00e1n, coordenadora da pesquisa, \u00e0 LatAm Journalism Review (LJR).<br \/>\nO primeiro passo para desenvolvimento do projeto, segundo Baz\u00e1n, foi planejar como cobrir as 23 prov\u00edncias da Argentina. Por meio de uma equipe distribu\u00edda pelas principais regi\u00f5es do pa\u00eds (norte, litoral, centro, Patag\u00f4nia e Buenos Aires), foram coletados dados de jornalistas e criado um banco de dados pr\u00f3prio com representantes de todas as prov\u00edncias. Em seguida, foi enviado um question\u00e1rio an\u00f4nimo para esse banco de dados e as pesquisadoras garantiram a representatividade de cada \u00e1rea geogr\u00e1fica. Tamb\u00e9m foram realizadas 20 entrevistas em profundidade, com profissionais selecionadas por sua experi\u00eancia e por casos relevantes em cada regi\u00e3o.<br \/>\n\u201c\u00c9 importante destacar a pesquisa como um estudo de caso\u201d, disse Braz\u00e1n. \u201cTrabalhamos com uma amostra n\u00e3o probabil\u00edstica, visto que n\u00e3o t\u00ednhamos um registro ou censo de todas as jornalistas na Argentina. A combina\u00e7\u00e3o de ambas as abordagens [question\u00e1rio e entrevista em profundidade] proporcionou uma vis\u00e3o mais completa e aprofundada da situa\u00e7\u00e3o das jornalistas na Argentina, embora os resultados n\u00e3o possam ser generalizados.\u201d<br \/>\n\u201cCiente disso, um dos aspectos que realmente me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a frequ\u00eancia com que a viol\u00eancia ocorre no in\u00edcio da carreira jornal\u00edstica das mulheres. Al\u00e9m disso, o fato de os agressores frequentemente serem pessoas em posi\u00e7\u00f5es de poder \u00e9 bastante significativo.\u201d<br \/>\nPerfil das jornalistas entrevistadas<br \/>\nA maioria das entrevistadas t\u00eam entre 36 e 60 anos e possui alto n\u00edvel educacional, com forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o incompleta (99 casos) ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o completa (27 casos). Do total de entrevistadas, 124 t\u00eam filhos, sendo que a maioria tem entre 5 e 18 anos (74 casos). Um dado importante \u00e9 que 133 das jornalistas entrevistadas s\u00e3o chefes de fam\u00edlia.<br \/>\nQuanto \u00e0 experi\u00eancia profissional, a maioria tem mais de 20 anos de atua\u00e7\u00e3o no jornalismo (91 casos). Outras 41 t\u00eam entre 16 e 20 anos de experi\u00eancia, 27 t\u00eam entre 11 e 15 anos, 27 t\u00eam entre 6 e 10 anos e outras 27 at\u00e9 cinco anos de experi\u00eancia. A maior parte das entrevistadas trabalha no setor privado (140 casos) em meios como r\u00e1dio, jornal, televis\u00e3o e ve\u00edculos digitais. Outras 46 atuam tanto no setor p\u00fablico quanto no privado, e 29 trabalham exclusivamente no setor p\u00fablico.<br \/>\nOutro achado central da pesquisa, de acordo com Baz\u00e1n, \u00e9 o alto impacto da viol\u00eancia na sa\u00fade mental e no desenvolvimento profissional das jornalistas, o que talvez confirme a percep\u00e7\u00e3o geral sobre como a viol\u00eancia impacta o desenvolvimento da carreira das mulheres no jornalismo.<br \/>\nApenas 61 das 215 entrevistadas ocupam cargos hier\u00e1rquicos, o que representa apenas 28,37% do total. Mesmo entre aquelas com mais de 20 anos de experi\u00eancia, apenas 35,16% ocupam posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a. Nesse sentido, o estudo mostrou que 200 das 215 entrevistadas percebem a exist\u00eancia de barreiras para que mulheres acessem postos hier\u00e1rquicos nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, sendo que 145 entendem que essas barreiras s\u00e3o culturais e 92 as relacionam diretamente com as tarefas de cuidado que recaem sobre as mulheres.<br \/>\n\u201cA pesquisa indica que mulheres na faixa et\u00e1ria de 36 a 60 anos relataram enfrentar muitas dificuldades, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carreira profissional e \u00e0 responsabilidade de cuidar dos filhos\u201d, disse Baz\u00e1n.  <\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o aos cargos, h\u00e1 uma baixa propor\u00e7\u00e3o de mulheres em cargos hier\u00e1rquicos, apesar de sua experi\u00eancia e n\u00edvel de escolaridade, sugerindo a exist\u00eancia de \u2018tetos de vidro\u201d, ela continuou. \u201cJornalistas em cargos n\u00e3o hier\u00e1rquicos s\u00e3o mais propensas a sofrer diversas formas de viol\u00eancia por parte de seus superiores e colegas. Tamb\u00e9m registramos um grande n\u00famero de respostas afirmando que as mulheres t\u00eam mais dificuldade em ascender na carreira para cargos de n\u00edvel superior. De acordo com a pesquisa, uma maioria significativa das jornalistas entrevistadas, especificamente 97 de 215, percebe que as mulheres ganham menos do que os homens para desempenhar as mesmas tarefas na imprensa\u201d.<br \/>\nRelatos que exp\u00f5em a discrimina\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica<br \/>\nEmbora o estudo n\u00e3o cite explicitamente ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o espec\u00edficos, os resultados mostram que os agressores s\u00e3o frequentemente chefes, colegas de trabalho e funcion\u00e1rios p\u00fablicos do sexo masculino. Isso sugere, segundo Baz\u00e1n, que a din\u00e2mica de poder e a cultura do local de trabalho desempenham um papel importante na viol\u00eancia.<br \/>\nH\u00e1 diversos depoimentos de epis\u00f3dios problem\u00e1ticos. Entre eles, uma entrevistada contou que em seu local de trabalho s\u00f3 havia duas mulheres, e eram as \u00fanicas obrigadas a trabalhar aos domingos. Outra jornalista relatou uma situa\u00e7\u00e3o que testemunhou, em que um chefe disse a outra jornalista que \u201cmulheres gr\u00e1vidas perdem um neur\u00f4nio\u201d. Tamb\u00e9m houve men\u00e7\u00e3o a hor\u00e1rios de trabalho pouco favor\u00e1veis \u200b\u200bpara mulheres chefes de fam\u00edlia com crian\u00e7as pequenas. Uma das entrevistadas conta que um colega homem falou que nunca trabalharia sob o comando de uma mulher. Outra participante relatou que lhe falaram que \"as mulheres n\u00e3o servem para trabalhar em pol\u00edtica\". E tamb\u00e9m um caso constrangedor em que intencionalmente usavam uma fechadura de entrada em altura inacess\u00edvel para uma jornalista:<br \/>\n\u201cTenho 1,53m de altura e eles colocaram uma fechadura numa altura que eu n\u00e3o conseguia alcan\u00e7ar, ent\u00e3o tive que pedir para algu\u00e9m que passava abrir a porta para mim\u201d diz o depoimento. \u201cPedi v\u00e1rias vezes que usassem apenas as duas fechaduras da parte de baixo para que eu pudesse abrir a porta sem ter que passar por aquela situa\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nA amea\u00e7a do ambiente digital<br \/>\nOutro grande problema enfrentado pelas jornalistas argentinas \u00e9 o ass\u00e9dio online. O estudo mostra que muitas jornalistas sofrem viol\u00eancia online, incluindo ass\u00e9dio e amea\u00e7as, que frequentemente n\u00e3o s\u00e3o denunciados. Segundo Baz\u00e1n, isso pode ter um impacto severo, levando \u00e0 autocensura e, em casos extremos, ao abandono total do jornalismo por parte das mulheres.<br \/>\n\u201cComo eu disse, os principais autores das diferentes formas de viol\u00eancia s\u00e3o, em grande parte, homens com cargos de alto escal\u00e3o na imprensa, seguidos por colegas de trabalho e funcion\u00e1rios p\u00fablicos\u201d, relembra Baz\u00e1n. \u201cMas na viol\u00eancia online, indiv\u00edduos privados assumem um papel mais significativo, mas aqueles em posi\u00e7\u00f5es de autoridade e funcion\u00e1rios p\u00fablicos ainda s\u00e3o relevantes.\u201d<br \/>\nUm caso emblem\u00e1tico \u00e9 o da jornalista argentina Luciana Peker, reconhecida pela CNN como uma das 30 mais importantes defensoras dos direitos das mulheres em 2024. Ap\u00f3s enfrentar uma escalada de viol\u00eancia que incluiu amea\u00e7as de morte e ass\u00e9dio online sistem\u00e1tico, especialmente ap\u00f3s sua cobertura do caso Thelma Fard\u00edn [atriz argentina que fez uma acusa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de abuso sexual], Peker teve que sair da Argentina e solicitar asilo na Espanha em 2023.<br \/>\n\"Agora estou completamente no zero, ou seja, cortaram completamente a carreira profissional e, se consigo me reinventar, \u00e9 por pura necessidade de sobreviv\u00eancia e completamente sozinha, ou seja, acabaram totalmente com a possibilidade de trabalhar como jornalista\u201d, disse Peker em entrevista para a equipe do estudo. \u201cUma quantidade muito grande de relat\u00f3rios j\u00e1 fala de um retrocesso na liberdade de express\u00e3o, da censura, da autocensura, da tecnocensura, de que a liberdade de express\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 corre riscos, mas j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais sendo plenamente exercida por jornalistas mulheres na Argentina.\u201d<br \/>\nBaz\u00e1n corrobora a declara\u00e7\u00e3o de Peker de que a liberdade de express\u00e3o na Argentina est\u00e1 comprometida. Ao analisar estudos anteriores sobre a regi\u00e3o e durante a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa \"Periodistas Amenazadas\u201d, ela conta que encontrou testemunhos p\u00fablicos e an\u00f4nimos que mostram a deteriora\u00e7\u00e3o da liberdade e que isso poderia evoluir para uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 de outros pa\u00edses da regi\u00e3o.<br \/>\n\u201cIsso n\u00e3o \u00e9 apenas especula\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 acontecendo agora, e as mulheres s\u00e3o um dos principais alvos desses ataques\u201d, disse Baz\u00e1n. \u201cOrganiza\u00e7\u00f5es internacionais e grupos de defesa podem desempenhar um papel crucial, conscientizando, fornecendo recursos e defendendo mudan\u00e7as pol\u00edticas. Eles tamb\u00e9m podem apoiar organiza\u00e7\u00f5es locais em seus esfor\u00e7os para proteger jornalistas mulheres e promover a igualdade de g\u00eanero na m\u00eddia.\u201d<br \/>\nPara ela, um dos principais obst\u00e1culos para reduzir a viol\u00eancia contra mulheres jornalistas na Argentina \u00e9 a normaliza\u00e7\u00e3o de formas de viol\u00eancia, como a psicol\u00f3gica, o que dificulta o reconhecimento e a den\u00fancia por parte das v\u00edtimas. A resposta mais comum das jornalistas \u00e0 viol\u00eancia, de acordo com a pesquisadora, \u00e9 falar sobre o que aconteceu com outras mulheres, em vez de registrar queixas formais.<br \/>\n\u201cEm muitos depoimentos, mulheres relatam o medo de serem percebidas como \u2018problem\u00e1ticas\u2019 se falarem abertamente sobre a viol\u00eancia ou lutarem por seus direitos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma falta de protocolos e sistemas de apoio adequados dentro das organiza\u00e7\u00f5es de m\u00eddia para abordar essas quest\u00f5es\u201d, disse Baz\u00e1n.<br \/>\nCaminhos para mudan\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o<br \/>\nA pesquisa perguntou \u00e0s jornalistas sobre estrat\u00e9gias que podem ser uma maneira boa ou eficaz de proteg\u00ea-las e reduzir a viol\u00eancia. As respostas apontam algumas estrat\u00e9gias-chave: treinamento em seguran\u00e7a digital e procedimentos internos claros dentro das organiza\u00e7\u00f5es de imprensa s\u00e3o cruciais. Baz\u00e1n disse que atitudes como implementar protocolos para responder \u00e0 viol\u00eancia, oferecer apoio \u00e0s v\u00edtimas e criar uma cultura de trabalho mais sens\u00edvel \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero podem fazer uma grande diferen\u00e7a.<br \/>\n\u201cEmpresas de m\u00eddia e organiza\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas precisam assumir um papel ativo\u201d ela disse. \u201cElas devem implementar protocolos claros para prevenir e lidar com a viol\u00eancia, oferecer treinamento e promover uma cultura no local de trabalho que valorize a igualdade de g\u00eanero. Tamb\u00e9m \u00e9 importante ter mecanismos para apoiar jornalistas que sofrem viol\u00eancia e responsabilizar os agressores.\u201d<br \/>\nAl\u00e9m da pesquisa em si, um dos resultados do projeto \u00e9 um modelo de protocolo que a Fopea est\u00e1 compartilhando com as organiza\u00e7\u00f5es da imprensa para implementa\u00e7\u00e3o em seus ambientes de trabalho para prevenir e reduzir casos de viol\u00eancias. O protocolo foi criado pela equipe da Periodistas Amenazadas ap\u00f3s a revis\u00e3o de trabalhos da UNESCO na \u00e1rea e tamb\u00e9m com o apoio da rede jur\u00eddica do FOPEA.<br \/>\n\u201cEste estudo \u00e9 apenas o primeiro passo em nosso compromisso de examinar minuciosamente a situa\u00e7\u00e3o em todas as partes do nosso vasto e diverso pa\u00eds. N\u00e3o apenas nas principais cidades, mas tamb\u00e9m nas \u00e1reas remotas onde jornalistas enfrentam viol\u00eancia no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es\u201d, disse Bazan. \u201cEm \u00faltima an\u00e1lise, nossa esperan\u00e7a \u00e9 que esta pesquisa leve a a\u00e7\u00f5es concretas que tornem o jornalismo mais seguro e equitativo, especialmente para as mulheres, fomentando locais de trabalho mais inclusivos, respostas eficazes \u00e0 viol\u00eancia e uma mudan\u00e7a cultural que realmente valorize a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres e, com elas, a diversidade de vozes necess\u00e1ria em uma sociedade livre.\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":71,"featured_media":131167,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[1425],"coauthors":[2856],"class_list":["post-131156","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br","tag-argentina-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Jornalistas sob amea\u00e7a: estudo revela viol\u00eancia sofrida por mulheres no jornalismo argentino - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Jornalistas sob amea\u00e7a: estudo revela viol\u00eancia sofrida por mulheres no jornalismo argentino Viol\u00eancia Contra Jornalistas. 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