{"id":132013,"date":"2025-05-21T12:41:36","date_gmt":"2025-05-21T17:41:36","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/articles\/martin-caparros-long-a-chronicler-of-frontiers-and-revolutions-now-writes-his-own-story\/"},"modified":"2025-05-21T23:30:43","modified_gmt":"2025-05-22T04:30:43","slug":"martin-caparros-long-a-chronicler-of-frontiers-and-revolutions-now-writes-his-own-story","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/martin-caparros-long-a-chronicler-of-frontiers-and-revolutions-now-writes-his-own-story\/","title":{"rendered":"Mart\u00edn Caparr\u00f3s, cronista de fronteiras e revolu\u00e7\u00f5es, conta a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao se deparar com o diagn\u00f3stico da <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Esclerose_lateral_amiotr%C3%B3fica\"><span style=\"font-weight: 400;\">esclerosa lateral amiotr\u00f3fica (ELA)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, uma doen\u00e7a neurodegenerativa incur\u00e1vel, o escritor e jornalista argentino Mart\u00edn Caparr\u00f3s p\u00f4s-se a fazer o que faz h\u00e1 quase cinco d\u00e9cadas: escrever. Desta vez, no entanto, n\u00e3o sobre lugares pouco visitados ou quest\u00f5es sociais prementes, mas um tema in\u00e9dito para si, a sua pr\u00f3pria vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O resultado \u00e9 o livro de mem\u00f3rias \u201cAntes que nada\u201d, publicado em outubro do ano passado, no qual, ao longo de 664 p\u00e1ginas, Caparr\u00f3s narra a sua pr\u00f3pria vida e reflete sobre a exist\u00eancia, entrela\u00e7ando muitos dos interessantes fatos que viveu com a hist\u00f3ria social, cultural e pol\u00edtica da Argentina e do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caparr\u00f3s, de 67 anos, \u00e9 um dos maiores representantes do g\u00eanero que se convencionou chamar nos pa\u00edses de l\u00edngua espanhola de \"Cr\u00f4nica\", cujo sentido difere do da palavra em portugu\u00eas. Trata-se do primo latino-americano do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">new journalism<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, composto por reportagens longas, estilisticamente aprumadas e com uma presen\u00e7a marcante de uma voz autoral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele come\u00e7ou no jornalismo aos 16 anos e, embora tenha tido intervalos nesse tempo e desde a d\u00e9cada de 1980 n\u00e3o trabalhe mais em reda\u00e7\u00f5es, nunca se afastou completamente do g\u00eanero. Hoje em dia, segue escrevendo colunas para o El Pa\u00eds, al\u00e9m de participar de j\u00faris de pr\u00eamios e de dar oficinas anuais sobre livros-reportagens para a Funda\u00e7\u00e3o Gabo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segue, igualmente, publicando um livro atr\u00e1s do outro. No in\u00edcio de maio, saiu na Argentina \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.penguinlibros.com\/ar\/poesia\/384741-ebook-la-verdadera-vida-de-jose-hernandez-contada-por-martin-fierro-9789877694086?srsltid=AfmBOorbWuZXgvNmdYxA5si5ntGbYQhei5tPs5ODfI8sIFy-UMH9yIif\"><span style=\"font-weight: 400;\">La verdadera vida de Jos\u00e9 Hern\u00e1ndez (contada por Mart\u00edn Fierro)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, que romanceia a vida do <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jos%C3%A9_Hern%C3%A1ndez#:~:text=Jos%C3%A9%20Hern%C3%A1ndez%20(General%20San%20Mart%C3%ADn,o%20livro%20p%C3%A1trio%20da%20Argentina.\"><span style=\"font-weight: 400;\">escritor argentino<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> a partir de seu personagem, e em junho est\u00e1 previsto o lan\u00e7amento do ensaio <\/span><a href=\"https:\/\/www.wook.pt\/livro\/sindios-martin-caparros\/31772459?srsltid=AfmBOooR-Hc-Q-r3VXPs_m38VYod4q8eLpVBEJEq4rEQSHcTUnHJ_3bM\"><span style=\"font-weight: 400;\">\"Sindi\u00f3s\"<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na entrevista com a <\/span><b>LatAm Journalism Review (LJR) <\/b>abaixo,<span style=\"font-weight: 400;\"> Caparr\u00f3s aborda, entre outros, como v\u00ea o jornalismo hoje, o que faz um bom jornalista, o processo de narrar a pr\u00f3pria vida, e como est\u00e1 usando a intelig\u00eancia artificial para compor can\u00e7\u00f5es que tratam de pol\u00edtica e as vantagens de ser um cabe\u00e7a dura.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A entrevista foi editada por fins de clareza e concis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_131957\" style=\"width: 192px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-131957\" class=\"size-full wp-image-131957\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/antes-que-nada.jpg\" alt=\"Black cover featuring a stylized illustration of a mustachioed man typing on a laptop beneath a yellow crescent moon; at the top, the text \u201cMART\u00cdN CAPARR\u00d3S\u201d and \u201cAntes que nada.\u201d\" width=\"182\" height=\"277\" \/><p id=\"caption-attachment-131957\" class=\"wp-caption-text\">Capa de 'Antes que nada', o livro de mem\u00f3rias de Mart\u00edn Caparr\u00f3s (Capa: Cortesia da Random House)<\/p><\/div>\n<p><b>LJR: A mem\u00f3ria \u00e9 algo vivo e din\u00e2mico, que muda o tempo todo. H\u00e1 mem\u00f3rias que o senhor pensou que estavam perdidas e ficou surpreso ao reencontrar, como se descobrisse preciosidades?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Sim, isso aconteceu durante o processo de escrita, sem d\u00favida. Na verdade, esse era o prop\u00f3sito de escrever essas mem\u00f3rias. Ou seja, fazer um balan\u00e7o da minha vida para ver como ela tinha sido e o que eu tinha feito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na verdade, eu n\u00e3o planejava publicar no come\u00e7o, mas decidi faz\u00ea-lo um tempo depois. Quer dizer, a princ\u00edpio, era muito mais para eu ter uma vis\u00e3o geral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E de fato eu encontrei coisas nas quais eu simplesmente n\u00e3o tinha pensado, e elas come\u00e7aram a aparecer enquanto eu repensava e escrevia. O que menos gosto \u00e9 que tamb\u00e9m continuo lembrando de coisas depois de publicar.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Em termos de estilo, quem tinha em mente quando escreveu o livro? O senhor tinha alguma refer\u00eancia como memorialista?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> O estilo que eu tinha em mente era o meu. Nos \u00faltimos, n\u00e3o sei, 45 anos, venho desenvolvendo um estilo que, bem, penso ter caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, certo?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por exemplo, o uso de fragmentos escritos em versos, o vai e vem entre formas e linguagens. O que fiz neste livro, como na maioria dos que escrevo, foi tentar dar um passo adiante nessa busca pelo meu pr\u00f3prio estilo.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O senhor tem entre oito e 10 livros finalizados que ainda n\u00e3o foram publicados. H\u00e1 algum sobre jornalismo? O que vai fazer com eles?<\/b><\/p>\n<p><b>MC: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Bom, estou publicando-os. N\u00e3o sei se existe algo que possa ser chamado de jornalismo. Nas minhas circunst\u00e2ncias atuais, o jornalismo ficou mais dif\u00edcil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu tenho um, que geralmente n\u00e3o incluo na lista, que \u00e9 como uma compila\u00e7\u00e3o das minhas entrevistas, as entrevistas que acho que vale a pena recuperar. Mas antes disso, h\u00e1 v\u00e1rios outros livros que prefiro publicar porque s\u00e3o in\u00e9ditos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora, acaba de sair um na Argentina que \u00e9 a vida de Jos\u00e9 Hern\u00e1ndez, que foi o grande escritor nacional do final do s\u00e9culo XIX, que escreveu um poema ga\u00facho chamado Mart\u00edn Fierro, sobre um personagem emblem\u00e1tico argentino. Escrevi uma vida de Jos\u00e9 Hern\u00e1ndez escrita por Mart\u00edn Fierro, ou seja, seu personagem, em versos gauchescos. \u00c9 uma esp\u00e9cie de biografia fict\u00edcia, mas em verso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em junho sai esse livrinho chamado \"Sindi\u00f3s\"; \"Sem Deus\" tudo junto, o que aqui na Espanha significa caos, uma bagun\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E ent\u00e3o em outubro, eu acho, sair\u00e1 um romance muito fragmentado sobre Buenos Aires, a cidade, seu povo. E assim continuamos. Tentarei publicar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel publicar tr\u00eas livros por ano, todos os anos.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: E est\u00e1 escrevendo todos dia, ou n\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>MC<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Sim, bem, h\u00e1 uma semana terminei de revisar este romance. Depois, passei alguns dias em Barcelona porque tinha trabalho l\u00e1, e agora estou escrevendo dois ou tr\u00eas artigos que tinha pendentes. Fora isso, agora preciso decidir em qual livro vou me aprofundar, porque quando n\u00e3o estou escrevendo um livro, sofro mais.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Todos os rep\u00f3rteres escrevem muito. O mais incr\u00edvel da sua produ\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 que ela tamb\u00e9m inclui uma dimens\u00e3o\u00a0 novel\u00edstica e liter\u00e1ria. O senhor publicou mais de 40 livros. Como consegue trabalhar tanto? As rotinas do jornalismo o ajudaram?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Acho que n\u00e3o, porque comecei a fazer jornalismo quando era muito jovem, tinha 16 anos, mas parei quando fiz 18, porque precisei deixar a Argentina depois do golpe e s\u00f3 consegui voltar ao jornalismo de verdade sete anos depois. E nesse intervalo eu j\u00e1 havia escrito tr\u00eas romances. Ou seja, de certa forma, eu fui um romancista antes de ser jornalista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Talvez seja o contr\u00e1rio; foi meu trabalho como romancista que me ensinou a fazer jornalismo de uma maneira um pouco diferente, buscando novas formas e caminhos.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O senhor tem rotinas diferentes dependendo se escreve cr\u00f4nicas, reportagens ou fic\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>MC: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">O que \u00e9 diferente \u00e9 o trabalho. Se eu tiver que escrever uma cr\u00f4nica, tenho que passar algum tempo em um determinado espa\u00e7o geogr\u00e1fico ou social, conversar com muitas pessoas, descobrir novas coisas, fazer muitas anota\u00e7\u00f5es. ent\u00e3o, no momento em que escrevo, o que fa\u00e7o \u00e9 uma esp\u00e9cie de toque final, digamos assim, \u00e9 estruturar tudo isso um pouco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, com um romance eu fa\u00e7o tudo aqui, em frente ao computador. Ent\u00e3o o processo \u00e9 muito diferente. Mas a prosa e as formas de estilo que tento usar n\u00e3o s\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O senhor tem um estilo em suas cr\u00f4nicas em que sua subjetividade e a experi\u00eancia vivida s\u00e3o muito claramente evidentes. Agora, por outro lado, fala-se muito sobre intelig\u00eancia artificial. O que acha da intelig\u00eancia artificial?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Tenho uma rela\u00e7\u00e3o forte, mas diferente, com a intelig\u00eancia artificial. Eu a uso para fazer coisas que n\u00e3o conseguiria fazer sozinho. Ou seja, n\u00e3o escrever um texto, um artigo, seja l\u00e1 o que for. Para isso, ainda acredito que a minha minguada intelig\u00eancia natural seja melhor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, tem uma coisa que eu n\u00e3o sei fazer e estou fazendo muito intensamente com intelig\u00eancia artificial: compor m\u00fasicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alguns meses atr\u00e1s, um amigo me contou sobre um programa chamado Suno, onde voc\u00ea pode adicionar a letra que quiser, escolher o g\u00eanero desejado e ele tocar\u00e1 uma m\u00fasica para voc\u00ea em 30 segundos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fiquei realmente viciado nisso, tanto que no s\u00e1bado ou domingo comecei a tocar essas m\u00fasicas em um programa de r\u00e1dio que \u00e9 muito ouvido aqui na Espanha, como uma esp\u00e9cie de coluna sonora, por assim dizer. \u00c9 como uma coluna de opini\u00e3o, mas em forma de can\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estou entretid\u00edssimo com isso. \u00c9 uma linguagem completamente nova que eu n\u00e3o poderia usar porque n\u00e3o conhe\u00e7o m\u00fasica, n\u00e3o canto e n\u00e3o tenho nenhum instrumento.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: E como v\u00ea os representantes atuais desse g\u00eanero que se convencionou chamar na Am\u00e9rica Latina de cr\u00f4nica? Acompanha a produ\u00e7\u00e3o atual?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Na medida do poss\u00edvel, acompanho-a de duas maneiras b\u00e1sicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma delas \u00e9 que frequentemente participo de j\u00faris de pr\u00eamios de jornalistas, tanto da Funda\u00e7\u00e3o Gabo quanto de livros da editora Anagrama. Isso me permite ou me obriga a ficar atualizado, porque tenho que ler muitos textos todo ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E, por outro lado, porque todo ano eu fa\u00e7o uma oficina de livros com a Funda\u00e7\u00e3o Gabo, que \u00e9 formada por oito escritores de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o que se re\u00fanem comigo por uma semana e discutimos seus projetos avan\u00e7ados de livros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E sim, acho que h\u00e1 pessoas fazendo coisas muito interessantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda acredito que estamos um pouco presos a certo tipo de tem\u00e1tica, que tem a ver principalmente com a viol\u00eancia, os efeitos da viol\u00eancia e a pobreza sob as suas v\u00e1rias formas. Bom, \u00e9 necess\u00e1rio contar isso, mas h\u00e1 muitas outras coisas que tamb\u00e9m merecem ser contadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas vezes deixamos essas coisas de lado porque, em \u00faltima an\u00e1lise, de v\u00e1rias maneiras, \u00e9 quase mais f\u00e1cil relatar bravamente um epis\u00f3dio de viol\u00eancia do que tentar entender e contar como \u00e9 que n\u00f3s vivemos. Isso \u00e9 o que mais me interessa, e tamb\u00e9m o que acho mais dif\u00edcil.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O jornalismo na Am\u00e9rica Latina mudou um pouco h\u00e1 cerca de 10 anos, com um papel mais importante da filantropia e o crescimento dos ve\u00edculos apoiados por funda\u00e7\u00f5es internacionais. O senhor acha que isso afastou o jornalismo daquelas experi\u00eancias sociais que n\u00e3o est\u00e3o ligadas a problemas muito claros?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> N\u00e3o, n\u00e3o creio que seja por isso. Quer dizer, pode ser em pequena medida, porque \u00e9 mais f\u00e1cil conseguir uma bolsa se voc\u00ea disser que est\u00e1 cobrindo pessoas deslocadas pela viol\u00eancia em tal lugar ou algo assim. S\u00e3o como aquelas causas que automaticamente nos parecem nobres e valiosas, certo?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas n\u00e3o creio que essa seja a raz\u00e3o principal, porque tenho certeza de que bolsas tamb\u00e9m podem ser obtidas com outras propostas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que mudou muito nos \u00faltimos 10 ou 15 anos com novas t\u00e9cnicas e o surgimento de ve\u00edculos que operam principalmente por meio da filantropia \u00e9 algo que foi muito cl\u00e1ssico durante a maior parte da minha vida: os jornalistas eram tidos como lobos solit\u00e1rios, trabalhando sozinhos ou quase sozinhos, e agora \u00e9 o contr\u00e1rio, eles trabalham muito mais em grupo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso tem a ver com mudan\u00e7as t\u00e9cnicas. Para muitos cargos jornal\u00edsticos, habilidades diferentes s\u00e3o necess\u00e1rias: \u00e9 preciso algu\u00e9m que escreva, algu\u00e9m que fa\u00e7a v\u00eddeos, algu\u00e9m que crie infogr\u00e1ficos. E a conectividade nos permite trabalhar em grupos espalhados por v\u00e1rios pa\u00edses, algo que era quase impens\u00e1vel h\u00e1 poucos anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acho que mudou mais nesse sentido; muito do bom trabalho n\u00e3o \u00e9 mais individual, mas acontece em grupo, e isso \u00e9 muito interessante. N\u00e3o acho que seja bom ou ruim que as ONGs estejam de alguma forma apoiando esse trabalho, muito pelo contr\u00e1rio. N\u00e3o vejo por que um an\u00fancio de uma caminhonete Ford seja melhor do que o dinheiro da Funda\u00e7\u00e3o Ford, digamos.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Eu disse diferente, n\u00e3o melhor. Na verdade, acho que quanto mais um meio de comunica\u00e7\u00e3o depende de seus pr\u00f3prios leitores, melhor, mas isso \u00e9 muito dif\u00edcil aqui na Am\u00e9rica Latina.<\/b><\/p>\n<p><b>MC: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Sim, \u00e9 verdade. Mas me parece que isso depende um pouco da vontade, energia e entusiasmo de cada meio, para sair desse tipo de curralzinho dourado, onde \u00e9 f\u00e1cil continuar fazendo a mesma coisa. \u00c0s vezes parece que voc\u00ea est\u00e1 fazendo coisas importantes, mas na realidade est\u00e1 s\u00f3 repetindo a si mesmo.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O senhor sempre teve muito espa\u00e7o para experimenta\u00e7\u00e3o formal em seu trabalho. O senhor acha que h\u00e1 hoje espa\u00e7os equivalentes na Argentina para isso?<\/b><\/p>\n<p><b>MC: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Nunca tive espa\u00e7o para a experimenta\u00e7\u00e3o formal. Eu o criei, e esse espa\u00e7o apareceu ou desapareceu dependendo dos momentos; \u00e0s vezes conseguimos manter isso, e \u00e0s vezes n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu estava me lembrando de uma coisa boba quando voltei para a Argentina em 83. No in\u00edcio de 84, come\u00e7amos um programa de r\u00e1dio com um amigo muito querido, Jorge Dorio, e trabalhamos juntos em muitas coisas. Come\u00e7amos um programa que passava todas as noites, chamado \"Sonho de uma Noite de Ver\u00e3o de Belgrano\", porque a esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio se chamava Belgrano. Em vez de ver\u00e3o,\u00a0 a temperatura da primeira noite foi entre zero e dois graus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na primeira noite, quando o programa terminou, n\u00f3s dissemos: \"Bem, tchau, at\u00e9 amanh\u00e3.\" Na manh\u00e3 seguinte nos enviaram um memorando dizendo que n\u00e3o era poss\u00edvel falar assim. Voc\u00ea tinha que dizer: \"Querido ouvinte, nos despedimos de voc\u00ea at\u00e9 amanh\u00e3, bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1.\"<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era preciso ser muito s\u00e9rio, foi o chefe de opera\u00e7\u00f5es da r\u00e1dio que nos disse isso. Claro que o ignoramos, e esse programa ainda \u00e9 lembrado por a\u00ed, est\u00e1 nos livros de hist\u00f3ria do r\u00e1dio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Geralmente, ou voc\u00ea cria esse espa\u00e7o, ou n\u00e3o, e decide seguir em frente com o que lhe parece mais f\u00e1cil.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O senhor acredita que um \u00fanico profissional pode fazer uma grande diferen\u00e7a para um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o, que as estruturas s\u00e3o muito fortes e um profissional s\u00f3 n\u00e3o faz diferen\u00e7a alguma?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Acredito que uma pessoa pode fazer muita diferen\u00e7a; uma \u00fanica pessoa, como dizemos na Argentina, que \"n\u00e3o arrede o p\u00e9\", ou seja, que n\u00e3o se conforma em fazer o que mandam, o que pedem, mas prop\u00f5e coisas um pouco diferentes. Voc\u00ea estava falando sobre espa\u00e7os; ningu\u00e9m nunca me disse para escrever artigos de 15 mil ou 20 mil palavras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tive que lutar muito para conseguir publicar isso e outras coisas. E me parece que, infelizmente, a vida na m\u00eddia de pessoas que querem fazer algo melhor, algo diferente, \u00e9 conflituosa, \u00e9 feita de brigas. Mas se voc\u00ea est\u00e1 convencido, acredito que vale a pena lutar, porque acontecem coisas diferentes quando voc\u00ea n\u00e3o faz o mesmo que todo mundo e n\u00e3o se deixa levar pela mediocridade geral.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O senhor faz parte de uma gera\u00e7\u00e3o de intelectuais fortemente identificados com a esquerda, e agora estamos vivenciando uma ascens\u00e3o da direita em muitas partes do mundo. Como voc\u00ea avalia a ascens\u00e3o da extrema direita?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Quando voc\u00ea come\u00e7ou a pergunta falando de uma gera\u00e7\u00e3o de intelectuais identificados com a esquerda, a primeira coisa que pensei foi que, curiosamente e felizmente, essa direita, que est\u00e1 ganhando espa\u00e7o em tantos lugares, praticamente n\u00e3o tem intelectuais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aqueles que s\u00e3o chamados de intelectuais de direita na Argentina s\u00e3o dois ou tr\u00eas jovens de extraordin\u00e1ria pobreza cultural. Isso me d\u00e1 um pouco de esperan\u00e7a. Mas bem, \u00e9 verdade que, por enquanto, todos esses intelectuais que supostamente s\u00e3o de esquerda, o que estamos tentando fazer \u00e9 entender o que diabos aconteceu conosco, ou seja, como pode ser que de repente tantos milh\u00f5es de pessoas estejam votando nesses palha\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, acho que n\u00f3s cansamos muitas pessoas ao falar sobre identidades e certos detalhes de etiquetas, em vez de, \u00e9 claro, continuar falando sobre identidades e detalhes, mas continuar lutando, acima de tudo, pelos trabalhadores e pelos pobres. Digo, n\u00e3o substituir a classe pela identidade, mas incluir a identidade dentro da luta de classes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi isso que n\u00e3o soubemos fazer, e ent\u00e3o apareceu toda essa s\u00e9rie de lun\u00e1ticos. \u00c9 muito curioso, porque em geral s\u00e3o pessoas que est\u00e3o aliadas ou fazem parte do grande capital; Trump, Milei, todos eles. \u00c9 curioso que eles tenham conseguido convencer milh\u00f5es de pessoas, muitas das quais s\u00e3o muito pobres, de que ser\u00e3o eles que as tirar\u00e3o da pobreza. Mas insisto, isso tem muito mais a ver com os erros da esquerda do que com quaisquer sucessos espec\u00edficos da direita.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Tamb\u00e9m h\u00e1 mudan\u00e7as na comunica\u00e7\u00e3o, certo? Milei come\u00e7ou na televis\u00e3o, e Trump e Bolsonaro tamb\u00e9m se beneficiaram. Como voc\u00ea v\u00ea o envolvimento da m\u00eddia na ascens\u00e3o daqueles considerados extremistas?<\/b><\/p>\n<p><b>MC:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Em quase todos os casos, foram figuras de direita que se aproveitaram dessas formas de comunica\u00e7\u00e3o oferecidas pela televis\u00e3o e pelas redes sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 que eu tenha uma resposta para isso, mas a primeira coisa que me vem \u00e0 mente \u00e9 que o tipo de discurso que a esquerda trouxe para esses lugares, quando teve acesso \u2013 o que nem sempre foi o caso; quero dizer, era mais f\u00e1cil para pessoas de direita entrarem nesses programas \u2014, o que a esquerda conseguiu trazer foi um discurso que n\u00e3o parecia de ruptura, curiosamente. O que eu digo \u00e9 que parecia algo j\u00e1 muito usado, muito desgastado e, portanto, muito pouco confi\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o bem ou para o mal, na maioria dos nossos pa\u00edses, partidos que se autodenominavam de esquerda governaram. Ent\u00e3o, seu discurso choca-se com a realidade do que est\u00e1 acontecendo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lembro-me de escrever, h\u00e1 cerca de 15 anos, que a longo prazo \u2014 a m\u00e9dio prazo \u2014 o resultado desse discurso supostamente esquerdista do kirchnerismo seria um forte retorno da direita. O que eu estava errado \u00e9 que eu pensava que o forte retorno da direita seria Macri. Nunca imaginei que pudesse ser algo do calibre direitista e violento representado por Milei.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O senhor construiu uma carreira e uma vida com as quais muitos jornalistas sonham. Qual fator acredita ter sido mais decisivo para isso? Qual foi o papel do esfor\u00e7o e o da sorte?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MC: Acho que se tenho alguma virtude nesse sentido, al\u00e9m de escrever mais ou menos bonito, \u00e9 que sou muito teimoso, muito impaciente e muito intolerante. N\u00e3o gosto de fazer coisas que n\u00e3o me agradam. E estou sempre disposto a abrir m\u00e3o de dinheiro ou seguran\u00e7a em troca de fazer as coisas que gosto de fazer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pense, para come\u00e7ar, o mais evidente dessa profiss\u00e3o \u00e9 que nela, se voc\u00ea mostra que sabe fazer algo bem \u2014 ou seja, se escreve mais ou menos bem, ou algo assim \u2014, rapidamente lhe d\u00e3o mais dinheiro para voc\u00ea parar de fazer isso. Ent\u00e3o voc\u00ea pode se tornar um editor, ou um chefe, ou n\u00e3o sei o qu\u00ea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Decidi n\u00e3o cair nessa armadilha. Minha busca, na verdade, era para ser pago um pouco melhor para n\u00e3o fazer isso, mas sim para fazer o que eu gosto, que \u00e9 escrever ou contar hist\u00f3rias de maneiras diferentes. Isso \u00e9 uma coisa, e acho que tem a ver com estar mais ou menos convencido do que voc\u00ea quer fazer. Quero dizer: n\u00e3o aceite o que lhe oferecem. Porque, como eu estava dizendo antes, ningu\u00e9m lhe oferece nada se voc\u00ea n\u00e3o for atr\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Bom, eu ganhava a vida tentando fazer isso. E eu acho que esse \u00e9 o ponto; se voc\u00ea realmente quer, tente. E voc\u00ea falha \u00e0s vezes, e \u00e0s vezes voc\u00ea falha muito.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O senhor pensou que nunca valeria a pena escrever sobre si mesmo. Como tem sido a resposta desde que publicou o livro h\u00e1 cerca de oito meses?<\/b><\/p>\n<p><b>MC: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A resposta foi, na verdade, boa. N\u00e3o sei se eu esperava alguma coisa, mas o que recebi foi muito amor, muito carinho, muitas pessoas que me enviaram ou demonstraram carinho por mim depois do livro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 cerca de um m\u00eas, realizaram um evento aqui no Ateneo de Madrid, que \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o cultural muito antiga, um pouco progressista, com cerca de cem anos de exist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Realizaram um evento no teatro do Ateneo com cerca de 25 pessoas, incluindo jornalistas, atores, escritores, um pintor e outros m\u00fasicos, cada um lendo um fragmento do livro. Um amigo meu organizou isso, ele teve uma ideia, e eles fizeram uma coisa que durou, n\u00e3o sei, uma hora e pouco, em que cada um deles leu uma pequena p\u00e1gina do livro, e isso come\u00e7ou a criar uma esp\u00e9cie de retrato meu, digamos assim. E foi muito emocionante que eles tenham se dado ao trabalho de fazer tudo isso, sabe?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, bem, o que sei, as respostas t\u00eam a ver com isso. E como eu disse, sabe? Sei que isso tamb\u00e9m acontece porque estou ferrado e n\u00e3o tenho muito mais tempo, mas, ao mesmo tempo, \u00e9 melhor dizer adeus assim do que de outras maneiras.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo de mais de 40 livros, o jornalista e escritor argentino Mart\u00edn Caparr\u00f3s registrou as contradi\u00e7\u00f5es que definem na\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos. 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