{"id":134356,"date":"2025-06-16T13:00:00","date_gmt":"2025-06-16T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=134356"},"modified":"2025-06-14T19:18:55","modified_gmt":"2025-06-15T00:18:55","slug":"uma-jornalista-analisa-a-ascensao-das-milicias-do-rio-de-janeiro-e-por-que-as-pessoas-se-juntam-a-elas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/uma-jornalista-analisa-a-ascensao-das-milicias-do-rio-de-janeiro-e-por-que-as-pessoas-se-juntam-a-elas\/","title":{"rendered":"Uma jornalista analisa a ascens\u00e3o das mil\u00edcias do Rio de Janeiro \u2014 e por que as pessoas se juntam a elas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A rep\u00f3rter investigativa brasileira Cec\u00edlia Olliveira sempre se perguntou como uma pessoa entra para a mil\u00edcia e o que faz um agente de seguran\u00e7a p\u00fablica mudar de lado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Co-fundadora do Intercept Brasil e fundadora do Instituto Fogo Cruzado (maior banco de dados abertos sobre a viol\u00eancia armada da Am\u00e9rica Latina), Olliveira mergulhou no tema, que acabou se transformando em seu primeiro livro. \"Como nasce um miliciano\" (Bazar do Tempo). Com lan\u00e7amento previsto para 16 de junho, a obra analisa o crescimento das mil\u00edcias por meio da hist\u00f3ria de um <\/span><a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/apontado-como-chefe-da-milicia-de-itaguai-um-dos-12-mortos-em-confronto-com-forca-tarefa-da-policia-civil-da-prf-24696042.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">ex-policial, identificado como l\u00edder miliciano<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que morreu em um confronto com a pol\u00edcia.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_134351\" style=\"width: 258px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-134351\" class=\" wp-image-134351\" src=\"http:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cecilia-book-193x300.jpg\" alt=\"Book cover of \u201cComo Nasce um Miliciano\u201d by Cec\u00edlia Olliveira, featuring an orange background with illustrations of a rifle, money, a faceless man, and a map of Brazil connected by blue dots and lines. The subtitle reads: \u201cA criminal network that grew within the State and dominates Brazil.\u201d\" width=\"248\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cecilia-book-193x300.jpg 193w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cecilia-book-658x1024.jpg 658w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cecilia-book-768x1195.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cecilia-book-987x1536.jpg 987w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cecilia-book.jpg 1316w\" sizes=\"auto, (max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><p id=\"caption-attachment-134351\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro \u201cComo Nasce um Miliciano\u201d, de Cec\u00edlia Olliveira. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Carlos Eduardo Benevides Gomes, conhecido como Cabo Ben\u00e9, <\/span><a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/forca-tarefa-da-policia-civil-com-prf-intercepta-comboio-de-milicianos-em-itaguai-12-suspeitos-sao-mortos-24695090.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">foi um dos 12 homens mortos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> durante uma opera\u00e7\u00e3o policial em 2020 no munic\u00edpio de Itagua\u00ed, no estado do Rio de Janeiro. Olliveira cobriu o caso para o Intercept Brasil e, <\/span><a href=\"https:\/\/www.intercept.com.br\/2021\/01\/05\/como-nasce-um-miliciano-a-trajetoria-de-um-ex-pm-da-farda-ao-crime\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">em um v\u00eddeo curto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, explicou \"como nasce um miliciano\". Depois, uma editora entrou em contato com a proposta de que ela expandisse esse pequeno v\u00eddeo em um livro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho investigativo explica como as mil\u00edcias est\u00e3o se expandindo pelo Brasil e movimentando milh\u00f5es de reais por meio de loteamentos ilegais, controle de servi\u00e7os e extors\u00e3o sistem\u00e1tica. Olliveira relata que elas est\u00e3o at\u00e9 entrando na pol\u00edtica, elegendo representantes pol\u00edticos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO mais surpreendente [da apura\u00e7\u00e3o do livro] foi ver como as mil\u00edcias deixaram de ser grupos armados locais para se tornarem conglomerados criminosos multifacetados, agindo em sistema de franquia.\", disse Olliveira \u00e0 <\/span><b>LatAm Journalism Review (LJR)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Um fen\u00f4meno em expans\u00e3o acelerada<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As \u00e1reas controladas por mil\u00edcias no Rio de Janeiro <\/span><a href=\"https:\/\/www.intercept.com.br\/2022\/09\/13\/milicia-avancou-387-no-dominio-do-rio\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">cresceram 387% em 16 anos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, segundo o livro. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m diz que <\/span><a href=\"https:\/\/www.intercept.com.br\/2022\/09\/13\/milicia-avancou-387-no-dominio-do-rio\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">10% de toda a extens\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana do Rio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> est\u00e1 sob controle desses grupos paramilitares, que dominam n\u00e3o apenas favelas, mas tamb\u00e9m por\u00e7\u00f5es de outras \u00e1reas da cidade e se infiltram em servi\u00e7os p\u00fablicos e concess\u00f5es privadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olliveira identifica quatro fatores principais que possibilitaram essa expans\u00e3o: omiss\u00e3o \u2014 ou colabora\u00e7\u00e3o, nas palavras dela \u2014 do Estado, coniv\u00eancia e corrup\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos, aus\u00eancia de uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a que foque nesses grupos e uma certa legitimidade social.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs mil\u00edcias se vendem como \u2018protetoras da comunidade\u2019, e por muito tempo foram tratadas como o 'mal menor\u2019 em rela\u00e7\u00e3o ao tr\u00e1fico\u201d, disse Olliveira. \u201cEnquanto isso, pol\u00edticos se aliavam a esses grupos \u2014 muitos nasciam das pr\u00f3prias fileiras das pol\u00edcias \u2014 e garantiam prote\u00e7\u00e3o institucional. Al\u00e9m disso, o boom imobili\u00e1rio irregular e o dom\u00ednio de servi\u00e7os como internet, g\u00e1s e transporte serviram como fontes constantes de lucro, reinvestido neste empreendimento criminoso. \u00c9 um neg\u00f3cio estruturado, com gest\u00e3o e clientelismo. A aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas e vontade pol\u00edtica real s\u00f3 abriu mais espa\u00e7o para seu crescimento.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Os desafios e riscos da investiga\u00e7\u00e3o<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cobrir a viol\u00eancia urbana no Rio de Janeiro \u00e9 uma atividade de alto risco por si s\u00f3, mas investigar mil\u00edcias traz um outro n\u00edvel de periculosidade para jornalistas. Um caso emblem\u00e1tico \u00e9 o de uma equipe de reportagem do jornal \u201cO Dia\u201d, que em 2008 foi <\/span><a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/noticias\/rio\/jornalistas-sao-torturados-por-milicianos-no-rio-equipe-de-dia-foi-espancada-por-7-horas-na-zona-oeste-519747.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">torturada durante horas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> ao ser descoberta por milicianos enquanto estava disfar\u00e7ada em uma favela do Rio para fazer mat\u00e9ria sobre o tema. Olliveira n\u00e3o passou por nada parecido durante a apura\u00e7\u00e3o do livro, mas disse que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o maior risco de investigar os grupos paramilitares.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Escrever sobre mil\u00edcias \u00e9 entrar num territ\u00f3rio onde a viol\u00eancia \u00e9 silenciosa, muito discreta, mas extremamente presente\", disse Olliveira. \"Nos lugares onde andei, n\u00e3o vi armas, ostensivamente. Mas era poss\u00edvel saber que elas estavam ali. O lugar tem um sil\u00eancio diferente, \u00e0s vezes muito vazio, avisos nas paredes.\"<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo ela, o<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> modus operandi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> dos milicianos \u00e9 pior do que a abordagem de traficantes, por exemplo, justamente por esse componente aparentemente mais discreto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cVoc\u00ea n\u00e3o recebe recados diretos como no tr\u00e1fico, que costuma ser mais direto \u2014 \u00e9 pior, porque muitas vezes voc\u00ea nem sabe que est\u00e1 sendo monitorada\u201d, ela completou. \u201cEles t\u00eam acesso a bancos de dados do governo, podem monitorar at\u00e9 suas movimenta\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, a depender dos acessos que ele tem. O maior risco foi mexer em \u00e1reas que envolvem interesses de pol\u00edticos, agentes de seguran\u00e7a e empres\u00e1rios. \u00c9 um crime organizado com certa legitimidade social e prote\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica, e isso torna tudo mais perigoso.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro desafio enfrentado por Olliveira foi o acesso a documentos oficiais que ela disse terem sido colocados sob sigilo durante a apura\u00e7\u00e3o do livro. Para ultrapassar essas barreiras, a jornalista contou que recorreu a tr\u00eas caminhos: construiu uma rede s\u00f3lida de fontes internas; cruzou bancos de dados abertos \u2014 como os do pr\u00f3prio Fogo Cruzado e do Tribunal Superior Eleitoral \u2014; e trabalhou com pesquisadores que j\u00e1 acumulavam estudos s\u00e9rios sobre o tema.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDepois que solicitei alguns documentos espec\u00edficos [para a Pol\u00edcia Civil do Rio] eles foram colocados sob sigilo de cinco anos, o que mostra claramente o objetivo de esconder informa\u00e7\u00e3o e limitar o trabalho da imprensa\u201d, disse ela. \u201cFoi preciso insist\u00eancia, criatividade e, acima de tudo, cuidado com a seguran\u00e7a das fontes porque expor algu\u00e9m nesse contexto pode ser fatal.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">A import\u00e2ncia do jornalismo no debate sobre mil\u00edcia\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A jornalista Fl\u00e1via Oliveira, comentarista da GloboNews e colunista do jornal O Globo, disse que o livro de Olliveira representa uma importante contribui\u00e7\u00e3o do jornalismo para a discuss\u00e3o sobre seguran\u00e7a p\u00fablica e o dom\u00ednio das mil\u00edcias no Rio de Janeiro e no Brasil. Segundo ela, o tema \u00e9 bastante debatido na academia, com contribui\u00e7\u00f5es important\u00edssimas, mas o jornalismo faz com que as informa\u00e7\u00f5es cheguem de forma mais ampla \u00e0 sociedade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO livro da Cec\u00edlia engrossa um outro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">front <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica ou jornal\u00edstico-liter\u00e1ria sobre a crise de seguran\u00e7a p\u00fablica\u201d, disse Fl\u00e1via Oliveira. \u201cToda pesquisa bem feita, bem apurada, com profundidade, ela \u00e9 muito bem-vinda. E, nesse sentido, o livro da Cec\u00edlia \u00e9 mais uma contribui\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca. O jornalismo investigativo tem, sim, um papel absolutamente fundamental e \u00e9 muito interessante porque o dom\u00ednio de linguagem que os jornalistas t\u00eam, torna as hist\u00f3rias mais palat\u00e1veis, de mais f\u00e1cil compreens\u00e3o por parte do leitor, da popula\u00e7\u00e3o, de uma leitura de massa.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fl\u00e1via Oliveira tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia do trabalho de jornalistas mulheres na cobertura de seguran\u00e7a p\u00fablica, uma engrenagem muito concentrada nas m\u00e3os de homens, e o enfoque diferenciado que as profissionais trazem para as investiga\u00e7\u00f5es sobre crime organizado. No caso do livro de Olliveira, ela disse que a rep\u00f3rter trouxe elementos \u00fanicos da abordagem feminina.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 interessante como a Cec\u00edlia orienta o olhar para algumas quest\u00f5es humanas\u201d, disse Fl\u00e1via Oliveira. \u201cEla fala da hist\u00f3ria familiar, de filho, de mulher, alguns pontos que eu acho que s\u00e3o t\u00edpicos de um olhar feminino sobre esse tema. E acho que talvez o fato de uma escritora mulher come\u00e7ar a se destacar tamb\u00e9m pode atrair mais mulheres para esse debate, que \u00e9 dos mais importantes da atualidade para qualquer cidad\u00e3o ou cidad\u00e3. Abre espa\u00e7o para um universo de leitoras que talvez estejam menos pr\u00f3ximas desse segmento em raz\u00e3o do predom\u00ednio masculino.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Luiz Eduardo Soares, antrop\u00f3logo especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica e autor da orelha do livro, disse que, em geral, a cobertura sobre crime, viol\u00eancia e mil\u00edcias \u00e9 vista como uma quest\u00e3o lateral, problema para especialistas e um drama humano menor. Ele disse que a tem\u00e1tica s\u00f3 ocupa o centro da agenda nacional quando fatos excepcionalmente tr\u00e1gicos acontecem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNesses casos, a not\u00edcia frequenta os espa\u00e7os nobres da m\u00eddia por um tempo breve e logo retorna aos escaninhos secund\u00e1rios, devotados aos nichos tem\u00e1ticos\u201d, Soares disse \u00e0 <\/span><b>LJR<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. \u201cO livro de Cecilia ajuda a demonstrar que a problem\u00e1tica de que tratamos deve ocupar o centro da agenda p\u00fablica, porque diz respeito \u00e0 democracia, ao Estado democr\u00e1tico de direito. Mil\u00edcias s\u00e3o uma quest\u00e3o pol\u00edtica urgente e decisiva. Essa \u00e9 a principal mensagem da autora \u00e0 sociedade brasileira.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Conselhos finais<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com quase 20 anos de carreira, o principal conselho de Olliveira para colegas que querem cobrir o crime organizado \u00e9 se preparar tecnicamente, emocionalmente e juridicamente. Segundo a jornalista, \u00e9 imprescind\u00edvel estudar profundamente o tema do ponto de vista jur\u00eddico, sociol\u00f3gico, antropol\u00f3gico e hist\u00f3rico; conhecer a geografia dos lugares; e estabelecer uma rede de confian\u00e7a com colegas e fontes. Ela refor\u00e7a ainda que o risco nunca deve ser subestimado, e diz que nunca se deve trabalhar sozinho.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAvise as pessoas de confian\u00e7a onde voc\u00ea est\u00e1 indo e fazer o qu\u00ea, com quem\u201d, disse a rep\u00f3rter. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 importante entender que o crime organizado no Brasil n\u00e3o est\u00e1 apenas nas periferias: ele est\u00e1 nas C\u00e2maras Municipais, nos cart\u00f3rios, nas empresas de fachada. Investigar isso exige paci\u00eancia, rigor e coragem. Mas vale a pena. Porque jogar luz sobre o que querem esconder \u00e9, no fim das contas, a ess\u00eancia do nosso trabalho.\u201d<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cec\u00edlia Olliveira, cofundadora do Intercept Brasil, investiga como policiais se tornam milicianos. Em seu novo livro, ela revela como esses grupos evolu\u00edram para imp\u00e9rios criminosos em expans\u00e3o com profundas conex\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n","protected":false},"author":71,"featured_media":134345,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2870],"tags":[2861,2881],"coauthors":[2856],"class_list":["post-134356","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornalismo-investigativo","tag-brasil-pt-br","tag-jornalismo-investigativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Uma jornalista analisa a ascens\u00e3o das mil\u00edcias do Rio de Janeiro \u2014 e por que as pessoas se juntam a elas - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Uma jornalista analisa a ascens\u00e3o das mil\u00edcias do Rio de Janeiro \u2014 e por que as pessoas se juntam a elas Jornalismo investigativo. 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