{"id":13691,"date":"2020-11-13T18:35:48","date_gmt":"2020-11-13T23:35:48","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=13691"},"modified":"2020-11-16T13:36:06","modified_gmt":"2020-11-16T18:36:06","slug":"ferramenta-brasileira-monitora-desinformacao-nas-redes-e-no-whatsapp-uma-caixa-preta-de-noticias-falsas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/ferramenta-brasileira-monitora-desinformacao-nas-redes-e-no-whatsapp-uma-caixa-preta-de-noticias-falsas\/","title":{"rendered":"Ferramenta brasileira monitora desinforma\u00e7\u00e3o nas redes e no WhatsApp, uma caixa-preta de not\u00edcias falsas"},"content":{"rendered":"<p>Milh\u00f5es de brasileiros v\u00e3o votar <a href=\"https:\/\/www.tre-sc.jus.br\/imprensa\/noticias-tre-sc\/2020\/Agosto\/brasil-tem-147-9-milhoes-de-eleitores-aptos-a-votar-nas-eleicoes-2020\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.tre-sc.jus.br\/imprensa\/noticias-tre-sc\/2020\/Agosto\/brasil-tem-147-9-milhoes-de-eleitores-aptos-a-votar-nas-eleicoes-2020\">em mais de 5.500<\/a> munic\u00edpios nas elei\u00e7\u00f5es neste domingo, 15 de novembro, e escolher seus futuros prefeitos e vereadores. Para decidir seus candidatos, eles precisam navegar por um mar de not\u00edcias falsas, principalmente no WhatsApp, apontado por especialistas como uma caixa-preta de conte\u00fado enganoso. Por isso, como parte do esfor\u00e7o para cobrir as elei\u00e7\u00f5es e desmascarar boatos, o site de fact-checking Aos Fatos passou a monitorar grupos do WhatsApp, por meio da <a href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/noticias\/radar\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/noticias\/radar\/\">sua ferramenta Radar<\/a>.<\/p>\n<p>O Radar \u00e9 um sistema automatizado que rastreia em tempo real sites e redes sociais no Brasil em busca de conte\u00fado potencialmente enganoso. Inicialmente, a ferramenta seria lan\u00e7ada para as elei\u00e7\u00f5es municipais, mas, com a pandemia, a equipe antecipou o planejamento para acompanhar os boatos sobre o coronav\u00edrus. A plataforma, que estreou em uma vers\u00e3o beta em agosto, foi gradativamente abarcando mais canais, como sites, Twitter e YouTube, at\u00e9 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aosfatos.org\/photos\/novidade-o-radar-aos-fatos-passa-a-detectar-ondas-de-desinforma%C3%A7%C3%A3o-no-whatsapp-e\/2037781209678875\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aosfatos.org\/photos\/novidade-o-radar-aos-fatos-passa-a-detectar-ondas-de-desinforma%C3%A7%C3%A3o-no-whatsapp-e\/2037781209678875\/\">incluir o WhatsApp em meados de outubro<\/a>. A previs\u00e3o \u00e9 adicionar o Facebook e o Instagram at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<div id=\"attachment_13689\" style=\"width: 538px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13689\" class=\" wp-image-13689\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/1-300x201.png\" alt=\"Ferramenta Radar, do Aos Fatos\" width=\"528\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/1-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/1.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/1-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px\" \/><p id=\"caption-attachment-13689\" class=\"wp-caption-text\">Ferramenta Radar, do Aos Fatos. Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Para fazer o monitoramento no WhatsApp, o Aos Fatos contratou uma empresa de data science, a Twist Systems. Com essa parceria, eles acompanham 270 grupos de discuss\u00e3o pol\u00edtica, que s\u00e3o p\u00fablicos \u2013 isso significa que esses grupos disponibilizaram um link de acesso na Internet para que qualquer um pudesse entrar. Atualmente, mais de um milh\u00e3o de mensagens do WhatsApp s\u00e3o coletadas e analisadas semanalmente pela ferramenta.<\/p>\n<p>A diretora de inova\u00e7\u00e3o do Aos Fatos e l\u00edder de produto do Radar, Carol Cavaleiro, explicou \u00e0 <strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong> que o contrato com a Twist Systems foi importante porque a empresa j\u00e1 tinha experi\u00eancia, desde outras elei\u00e7\u00f5es, com monitoramento no WhatsApp. \"Eles j\u00e1 tinham um banco de dados desses grupos. E toda vez que aparece um grupo novo, eles avaliam\u201d, afirma Cavaleiro.<\/p>\n<p>Para o editor do Radar, o jornalista Bruno F\u00e1vero, o monitoramento do WhatsApp tem atra\u00eddo aten\u00e7\u00e3o. \"\u00c9 algo que pouqu\u00edssima gente faz e ningu\u00e9m faz como n\u00f3s. \u00c9 uma ferramenta super dif\u00edcil de obter dados e que estava no centro das <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2019\/10\/whatsapp-admite-envio-massivo-ilegal-de-mensagens-nas-eleicoes-de-2018.shtml\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2019\/10\/whatsapp-admite-envio-massivo-ilegal-de-mensagens-nas-eleicoes-de-2018.shtml\">discuss\u00f5es sobre desinforma\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es brasileiras de 2018<\/a>\", disse F\u00e1vero \u00e0 <strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>Outra vantagem do projeto \u00e9 mapear os boatos e conte\u00fados enganosos em diversas plataformas, o que permite entender e analisar como as ondas de desinforma\u00e7\u00e3o surgem, crescem e se disseminam por v\u00e1rias redes.<\/p>\n<p>\"O Radar surgiu da necessidade de ter uma vis\u00e3o mais ampla do sistema de desinforma\u00e7\u00e3o brasileiro. \u00c9 muito comum [as pessoas] focarem em uma s\u00f3 rede. Muita gente estuda desinforma\u00e7\u00e3o no Twitter, outras pessoas estudam no YouTube. O que a gente tenta fazer com o Radar \u00e9 cruzar todas essas plataformas\", afirma Cavaleiro.<\/p>\n<p>Assim, quando a equipe analisa conte\u00fado do WhatsApp, tamb\u00e9m est\u00e1 avaliando e coletando links que circulam ali e podem levar a sites com conte\u00fado falso, por exemplo. \"Toda vez que a gente recebe uma mat\u00e9ria de um site novo e ele cai nesse filtro da possibilidade de desinforma\u00e7\u00e3o, a gente j\u00e1 procura se tem um canal no Facebook, um perfil no Twitter. Analisamos como essas contas e diversas plataformas se integram\", diz Cavaleiro.<\/p>\n<p>Para dar conta desse trabalho, o Radar tem dez profissionais, quase todos em dedica\u00e7\u00e3o integral. Al\u00e9m de Cavaleiro e F\u00e1vero, a equipe tem tr\u00eas desenvolvedores, duas linguistas, dois rep\u00f3rteres e um cientista de dados. \"O Radar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o monitor, que \u00e9 a face mais p\u00fablica do projeto. \u00c9 um n\u00facleo que produz dados e reportagens sobre desinforma\u00e7\u00e3o nas redes\", conta F\u00e1vero.<\/p>\n<p>O Radar foi idealizado pela diretora executiva do Aos Fatos, Tai Nalon, e come\u00e7ou a ser planejado em 2019. A plataforma foi vencedora do Google Innovation Challenge, recebeu apoio da Google News Initiative e, com isso, p\u00f4de sair do papel.<\/p>\n<p>Segundo Cavaleiro, o aporte inicial para o Radar est\u00e1 no final, e agora a plataforma busca ser autossustent\u00e1vel. As consultorias privadas, para empresas que buscam ter an\u00e1lises de risco e dados sobre opini\u00e3o p\u00fablica, j\u00e1 est\u00e3o em andamento e s\u00e3o uma aposta de fonte de receita.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, com o material gerado pelo Radar, a equipe produz reportagens e uma newsletter, que chega a cerca de 600 assinantes. Atualmente, todo o material \u00e9 aberto e gratuito, porque est\u00e1 em fase de \"degusta\u00e7\u00e3o\", mas o plano \u00e9 estabelecer um paywall para as mat\u00e9rias e cobrar uma assinatura pela newsletter, que inclui uma an\u00e1lise semanal e a \u00edntegra dos dados coletados pela ferramenta. O p\u00fablico-alvo s\u00e3o reda\u00e7\u00f5es de jornalismo, universidades, think tanks, centros de pesquisa, al\u00e9m de empresas privadas.<\/p>\n<p><strong>Como o monitor funciona?<\/strong><\/p>\n<p>O per\u00edodo de cerca de um ano de planejamento do Radar foi crucial para botar de p\u00e9 o monitor, que tem um funcionamento bastante complexo \u2013 a <a href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/metodologia-radar-aos-fatos\/?fbclid=IwAR0axHa0LZH2s8cZ1qH5Pq6XJxAZdbN6bqVAMbyWRXdXXbGZ6EZ_doUEb1U\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/metodologia-radar-aos-fatos\/?fbclid=IwAR0axHa0LZH2s8cZ1qH5Pq6XJxAZdbN6bqVAMbyWRXdXXbGZ6EZ_doUEb1U\">metodologia da ferramenta<\/a> est\u00e1 publicada, de forma <a href=\"https:\/\/static.aosfatos.org\/media\/cke_uploads\/2020\/10\/27\/metodologia-radar.pdf\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/static.aosfatos.org\/media\/cke_uploads\/2020\/10\/27\/metodologia-radar.pdf\">detalhada<\/a> e transparente, no site.<\/p>\n<p>O primeiro passo para usar a ferramenta \u00e9 definir os temas que v\u00e3o ser monitorados. Atualmente, al\u00e9m da pandemia, o Radar foca nas elei\u00e7\u00f5es municipais no Brasil e nas duas maiores cidades, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. A equipe do Radar ent\u00e3o monta buscas automatizadas nas APIs (Interface de Programa\u00e7\u00e3o de Aplica\u00e7\u00f5es) gratuitas de cada rede social, para a coleta de dados sobre esses assuntos.<\/p>\n<p>Os termos inseridos pela equipe nessa busca precisam ser amplos, como coronav\u00edrus, pandemia, gripe, COVID-19, para captar o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o sobre o tema. \"A ferramenta que a gente construiu sempre depende das API's p\u00fablicas [das pr\u00f3prias redes sociais]. Ent\u00e3o, por mais que a gente colete termos amplos, a gente nunca pega a totalidade do Twitter, por exemplo, porque a API p\u00fablica limita pelo volume de coleta, o n\u00famero de requisi\u00e7\u00f5es, etc\", explica Cavaleiro.<\/p>\n<p>Para monitorar sites, a primeira etapa \u00e9 similar, s\u00f3 que, ao inv\u00e9s de uma API p\u00fablica, eles trabalham com o Trendolizer. Essa ferramenta, conta Cavaleiro, monta um banco de dados a partir de links externos. Assim, o Trendolizer inclui no banco n\u00e3o apenas o endere\u00e7o do site selecionado, mas todos aqueles cujos links aparecem na p\u00e1gina. Ou seja, o banco de dados dos sites monitorados aumenta progressivamente, de forma autom\u00e1tica.<\/p>\n<p>Nesse ponto pesou a experi\u00eancia de checagem do Aos Fatos, que j\u00e1 tem cinco anos. A organiza\u00e7\u00e3o tinha uma extensa base de sites, cujo conte\u00fado eles j\u00e1 tinham verificado, e isso foi usado para alimentar a ferramenta no primeiro momento.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa coleta ampla de dados, o Radar faz automaticamente uma organiza\u00e7\u00e3o e limpeza, para eliminar publica\u00e7\u00f5es muito curtas, sem informa\u00e7\u00e3o suficiente, ou duplicadas. Em seguida, o Radar passa esses conte\u00fados por um sistema de pontua\u00e7\u00e3o automatizado, que ajuda a identificar se uma publica\u00e7\u00e3o tem potencial para ser desinformativa. O sistema de pontua\u00e7\u00e3o \u00e9 composto por uma s\u00e9rie de m\u00e9tricas, desenhadas especificamente para cada plataforma. H\u00e1, portanto, cerca de 40 crit\u00e9rios considerados na an\u00e1lise de publica\u00e7\u00f5es do Twitter, 23 no WhatsApp, 30 no YouTube, e 36 nos sites.<\/p>\n<div id=\"attachment_13683\" style=\"width: 348px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13683\" class=\" wp-image-13683\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/carolcavaleiro-1-200x300.jpg\" alt=\"A diretora de inova\u00e7\u00e3o do Aos Fatos e l\u00edder de produto do Radar, Carol Cavaleiro\" width=\"338\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/carolcavaleiro-1-200x300.jpg 200w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/carolcavaleiro-1-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><p id=\"caption-attachment-13683\" class=\"wp-caption-text\">A diretora de inova\u00e7\u00e3o do Aos Fatos e l\u00edder de produto do Radar, Carol Cavaleiro. Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p>No YouTube, por exemplo, s\u00e3o considerados os textos de descri\u00e7\u00e3o e t\u00edtulo, bem como caracter\u00edsticas do canal publicador e dos coment\u00e1rios feitos por outros usu\u00e1rios \u2013 os v\u00eddeos em si n\u00e3o podem ser todos transcritos e, por isso, n\u00e3o entram na avalia\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no caso dos sites, a classifica\u00e7\u00e3o considera, entre outras coisas, data e hora da publica\u00e7\u00e3o, autor, estrutura textual do t\u00edtulo e do texto completo. Alguns fatores que s\u00e3o avaliados para v\u00e1rios canais s\u00e3o a presen\u00e7a excessiva de caixa alta, emojis ou erros ortogr\u00e1ficos. \"Se a publica\u00e7\u00e3o tem caracteres especiais, por exemplo, se tem Covid com zero e 1 [C0ViD], a\u00ed pontua\", diz Cavaleiro.<\/p>\n<p>Muitos dos crit\u00e9rios partem de palavras comumente usadas em not\u00edcias falsas ou estilos de escrita, estudados e mapeados pelas linguistas a partir do hist\u00f3rico de checagem do Aos Fatos. Ao analisar as campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o, elas procuram padr\u00f5es lingu\u00edsticos e traduzem isso para regras aplic\u00e1veis pelo sistema.<\/p>\n<p>\"Se tem um termo alarmista, como 'aten\u00e7\u00e3o', 'cuidado', ou uma constru\u00e7\u00e3o exagerada, como 'todas as pessoas do mundo', vai pontuar. E o sistema vai fazendo essa combina\u00e7\u00e3o de termos. Se um tweet tem s\u00f3 a palavra Covid, tem poucas chances de ser desinformativo. Mas se ele tem Covid, mais um termo alarmista, outro generalizante e um insulto, j\u00e1 tem mais chances\", explica Cavaleiro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, com o conhecimento dos checadores do Aos Fatos, a equipe acrescenta express\u00f5es que s\u00e3o frequentes em conte\u00fado enganoso, como \"vachina\", usada para descrever negativamente a vacina testada no Brasil em parceria com uma empresa chinesa.<\/p>\n<p>\"Dentro do nosso banco de dados, aplicamos esses recortes, como 'vachina', ou a soma de constru\u00e7\u00f5es, como 'vachina', mais uma hashtag problem\u00e1tica, mais 'urgente' e 'compartilhem'. Essa \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o bem recorrente, principalmente em teorias da conspira\u00e7\u00e3o. Sempre \u00e9 muito alarmista e tem uma chamada para a\u00e7\u00e3o [call to action] no final\", diz Cavaleiro.<\/p>\n<p>F\u00e1vero ressalta que essas regras n\u00e3o s\u00e3o aleat\u00f3rias, mas fruto de muita pesquisa. Como n\u00e3o h\u00e1 uma esp\u00e9cie de tutorial ou gloss\u00e1rio de termos problem\u00e1ticos, isso precisa ser criado do zero para cada assunto que o Radar vai monitorar e, em seguida, constantemente atualizado. \"\u00c9 din\u00e2mico, porque o vocabul\u00e1rio e a forma como as pessoas conversam muda ao longo do tempo, ent\u00e3o tem um processo cont\u00ednuo de aprimoramento das regras\", conta.<\/p>\n<p><strong>Pontua\u00e7\u00e3o e limita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>No final do processo, cada conte\u00fado ganha uma nota de 1 a 10. Apenas publica\u00e7\u00f5es com pontua\u00e7\u00e3o inferior a 5, consideradas de baixa qualidade, s\u00e3o exibidas no Radar. Quanto menor a nota, maior as chances do conte\u00fado ser desinformativo ou conter erro.<\/p>\n<p>F\u00e1vero destaca que o Radar n\u00e3o elimina a necessidade da checagem humana, porque as regras automatizadas apenas detectam ind\u00edcios de que uma publica\u00e7\u00e3o \u00e9 potencialmente enganosa. Ou seja, n\u00e3o d\u00e1 para afirmar que tudo que aparece no Radar \u00e9 desinforma\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque a ferramenta n\u00e3o \u00e9 infal\u00edvel.<\/p>\n<p>Cavaleiro lembra que o sistema n\u00e3o \u00e9 capaz de diferenciar uma piada ou ironia de um conte\u00fado s\u00e9rio. \"\u00c9 importante ressaltar que ele tenta mapear o ecossistema desinformativo, ele v\u00ea o todo\". Se uma publica\u00e7\u00e3o cai no Radar, mas parece ser ver\u00eddica, provavelmente a constru\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, as palavras, a forma como que est\u00e1 escrita, s\u00e3o comuns em materiais enganosos. \"Significa que aquilo tem ecos em algum conte\u00fado possivelmente desinformativo e, ent\u00e3o, tamb\u00e9m faz parte desse ecossistema. \u00c9 assim que usu\u00e1rio se perde\", conta.<\/p>\n<p>Ela explica que, atualmente, mesmo sites conhecidos por publicarem desinforma\u00e7\u00e3o se \"profissionalizaram\" e misturam conte\u00fado falso com mat\u00e9rias republicadas de ve\u00edculos tradicionais. S\u00e3o p\u00e1ginas que passaram a usar alguns artif\u00edcios, como ter um expediente, para parecerem confi\u00e1veis. \"N\u00e3o existe mais aquele site que voc\u00ea bate o olho e fala: l\u00f3gico que \u00e9 desinforma\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o ecossistema desinformativo que a gente lida hoje\", diz Cavaleiro.<\/p>\n<div id=\"attachment_13686\" style=\"width: 301px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13686\" class=\"wp-image-13686\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/eu-300x300.jpg\" alt=\"Bruno Favero jornalista\" width=\"291\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/eu-300x300.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/eu-150x150.jpg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/eu.jpg 558w\" sizes=\"auto, (max-width: 291px) 100vw, 291px\" \/><p id=\"caption-attachment-13686\" class=\"wp-caption-text\">Bruno F\u00e1vero, editor do Radar Aos Fatos. Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p>Como editor do projeto, F\u00e1vero ressalta como a ferramenta ajuda o Aos Fatos na produ\u00e7\u00e3o de reportagens e checagens. Tamb\u00e9m \u00e9 um bom term\u00f4metro para decidir se um boato deve ou n\u00e3o ser verificado \u2013 o Aos Fatos s\u00f3 checa uma desinforma\u00e7\u00e3o se ela estiver viralizando, com impacto consider\u00e1vel fora da bolha de origem. Caso contr\u00e1rio, acabaria apenas contribuindo para a populariza\u00e7\u00e3o daquele conte\u00fado enganoso.<\/p>\n<p>O Radar serve ainda para identificar pautas, porque prepara, automaticamente uma nuvem de palavras com base em todo material de baixa qualidade coletado. Ali, quando aparece um termo que n\u00e3o era esperado, pode ser indicativo de um novo boato em crescimento.<\/p>\n<p>Por fim, a ferramenta torna mais f\u00e1cil descobrir os impulsionadores. \"Raramente os rep\u00f3rteres t\u00eam tempo de investigar quem foram os maiores disseminadores daquela desinforma\u00e7\u00e3o, diz F\u00e1vero. \"\u00c0s vezes est\u00e1 muito na cara, mas tem vezes que n\u00e3o. E o Radar ajuda muito nisso\".<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Radar \u00e9 um sistema automatizado que rastreia em tempo real sites e redes sociais no Brasil em busca de conte\u00fado potencialmente enganoso.<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":13689,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1235],"tags":[1451],"coauthors":[],"class_list":["post-13691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-falsas-e-desinformacao-pt-br","tag-fact-checking-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ferramenta brasileira monitora desinforma\u00e7\u00e3o nas redes e no WhatsApp, uma caixa-preta de not\u00edcias falsas - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Ferramenta brasileira monitora desinforma\u00e7\u00e3o nas redes e no WhatsApp, uma caixa-preta de not\u00edcias falsas Not\u00edcias Falsas e Desinforma\u00e7\u00e3o. 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