{"id":13973,"date":"2020-11-24T16:57:40","date_gmt":"2020-11-24T21:57:40","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=13973"},"modified":"2020-11-25T14:24:21","modified_gmt":"2020-11-25T19:24:21","slug":"conheca-quatro-veiculos-brasileiros-de-midia-negra-que-fazem-jornalismo-antirracista-e-com-perspectiva-racial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/conheca-quatro-veiculos-brasileiros-de-midia-negra-que-fazem-jornalismo-antirracista-e-com-perspectiva-racial\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a quatro ve\u00edculos brasileiros de m\u00eddia negra, que fazem jornalismo antirracista e com perspectiva racial"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2019-11\/negros-sao-maioria-entre-desocupados-e-trabalhadores-informais-no-pais\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2019-11\/negros-sao-maioria-entre-desocupados-e-trabalhadores-informais-no-pais\">formarem mais de 55%<\/a> da popula\u00e7\u00e3o brasileira, negros <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/letra-preta\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/letra-preta\/\">ainda s\u00e3o minoria<\/a> nas grandes reda\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, principalmente em cargos de lideran\u00e7a. A falta de diversidade nos meios de comunica\u00e7\u00e3o tem reflexos na cobertura jornal\u00edstica, que acaba refor\u00e7ando estere\u00f3tipos e preconceitos. Para se contrapor a esse cen\u00e1rio, muitos ve\u00edculos e coletivos de m\u00eddia negra surgiram nos \u00faltimos anos no pa\u00eds, para dar <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalismo-latino-americano-se-une-ao-debate-global-sobre-racismo-e-diversidade-nas-redacoes\/\">visibilidade \u00e0 luta antirracista e fazer jornalismo com perspectiva racial<\/a>. Muitos deles t\u00eam projetos para formar estudantes sobre como fazer um jornalismo antirracista, al\u00e9m de capacitar e oferecer mentoria para profissionais negros.<\/p>\n<p>Em novembro, m\u00eas da Consci\u00eancia Negra no Brasil, a <strong>LatAm Journalism Review <\/strong>(LJR) falou com quatro desses meios de comunica\u00e7\u00e3o, que voc\u00ea pode conhecer abaixo.<\/p>\n<p><strong>Alma Preta<\/strong><\/p>\n<p>A ag\u00eancia de jornalismo <a href=\"https:\/\/almapreta.com\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/almapreta.com\/\">Alma Preta<\/a>, de m\u00eddia negra, surgiu em 2015 e cobre principalmente pol\u00edtica nacional e o cotidiano das periferias, com uma perspectiva racial. \"As reformas da previd\u00eancia e trabalhista, por exemplo, que foram muito debatidas, n\u00f3s cobrimos esses temas, entrevistando especialistas e mostrando como isso impacta de forma mais sens\u00edvel a comunidade negra. Isso \u00e9 uma coisa que o jornalismo n\u00e3o faz\", afirma Pedro Borges, cofundador e editor-chefe da Alma Preta, \u00e0 <strong>LJR.<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_13967\" style=\"width: 467px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13967\" class=\" wp-image-13967\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Pedro-Borges-cofundador-Alma-preta-300x300.jpeg\" alt=\"Pedro Borges\" width=\"457\" height=\"457\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Pedro-Borges-cofundador-Alma-preta-300x300.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Pedro-Borges-cofundador-Alma-preta-150x150.jpeg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Pedro-Borges-cofundador-Alma-preta-768x768.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Pedro-Borges-cofundador-Alma-preta.jpeg 853w\" sizes=\"auto, (max-width: 457px) 100vw, 457px\" \/><p id=\"caption-attachment-13967\" class=\"wp-caption-text\">Pedro Borges, cofundador e editor-chefe da Alma Preta<\/p><\/div>\n<p>\u00c9 por isso que a m\u00eddia negra \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1ria, diz Borges. \"Mas o certo seria que todo jornalista fizesse isso, porque tem que mostrar como tem regi\u00f5es do pa\u00eds, g\u00eaneros e grupos raciais que v\u00e3o ser mais impactados\", explica. O ve\u00edculo conta hoje com 12 colaboradores \u2013 a maioria est\u00e1 localizada em S\u00e3o Paulo, mas h\u00e1 correspondentes em Bel\u00e9m e Recife.<\/p>\n<p>Borges diz que criou a Alma Preta por ver uma \"total falta de representatividade negra na m\u00eddia\", o que gera uma \"cobertura pouco objetiva\". \"Aprendemos na universidade que o jornalismo \u00e9 objetivo, tem apura\u00e7\u00e3o, tem que trazer as contradi\u00e7\u00f5es da sociedade. E n\u00e3o tem como fazer jornalismo e ser objetivo no Brasil se, ao cobrir uma grande agenda nacional, o jornalista n\u00e3o explicar as complexidades de ra\u00e7a, g\u00eanero e territ\u00f3rio. A gente sentia falta de uma objetividade jornal\u00edstica que levasse em considera\u00e7\u00e3o esses que s\u00e3o pilares estruturantes da sociedade brasileira\", conta.<\/p>\n<p>Para ele, a m\u00eddia negra faz uma cobertura mais complexa e objetiva, mostrando como o racismo n\u00e3o est\u00e1 restrito a epis\u00f3dios de discrimina\u00e7\u00e3o, mas faz parte da constitui\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. \"Esse \u00e9 um grande ganho [que a m\u00eddia negra traz], porque ajuda na forma\u00e7\u00e3o das pessoas. Ao contr\u00e1rio do jornalismo da imprensa corporativa, que gera uma passividade, o nosso jornalismo quase convoca as pessoas para se mobilizarem\".<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Borges afirma que esses ve\u00edculos empregam pessoas negras em um mercado de trabalho dif\u00edcil, marcado pelos baixos sal\u00e1rios, precariza\u00e7\u00e3o e demiss\u00f5es em massa. A ag\u00eancia publica not\u00edcias no seu site, redes sociais, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/almapreta\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.youtube.com\/almapreta\">um canal no YouTube<\/a>, mant\u00e9m um <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/1ia9VOADtILrmOnrQ3iRSE\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/1ia9VOADtILrmOnrQ3iRSE\">podcast, Papo Preto<\/a>, e uma newsletter gratuita.<\/p>\n<p>A Alma Preta tamb\u00e9m desenvolve, atualmente, um manual de reda\u00e7\u00e3o junto com estudantes de tr\u00eas universidades (Unesp, Unicamp e UnB), para para guiar o trabalho do ve\u00edculo e de outros meios da m\u00eddia negra. A ag\u00eancia se sustenta por meio de <a href=\"https:\/\/www.catarse.me\/financie_alma_preta\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.catarse.me\/financie_alma_preta\">campanhas de crowdfunding<\/a> e an\u00fancios no site. Os assinantes que fazem uma <a href=\"https:\/\/almapreta.com\/financie\/catarse\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/almapreta.com\/financie\/catarse\">contribui\u00e7\u00e3o mensal<\/a> tamb\u00e9m t\u00eam acesso a conte\u00fado exclusivo.<\/p>\n<p><strong>Correio Nag\u00f4<\/strong><\/p>\n<p>O Correio Nag\u00f4 foi lan\u00e7ado em 2008 por ent\u00e3o estudantes universit\u00e1rios que militavam pela democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o e tinham em comum a luta antirracista. O grupo estava concentrado em Salvador, onde fundaram o Correio Nag\u00f4.<\/p>\n<p>O jornalista Andr\u00e9 Santana, fundador e editor do ve\u00edculo, contou \u00e0<strong> LJR <\/strong>que o grupo come\u00e7ou a sua atua\u00e7\u00e3o com monitoramento de m\u00eddia, forma\u00e7\u00e3o de jovens para leitura cr\u00edtica e educomunica\u00e7\u00e3o. \"Depois percebemos que n\u00e3o bastava apenas criticar a m\u00eddia, precis\u00e1vamos de um ve\u00edculo pr\u00f3prio\", diz.<\/p>\n<div id=\"attachment_13961\" style=\"width: 366px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13961\" class=\" wp-image-13961\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Andr\u00e9-Santana-Correio-Nag\u00f4-200x300.jpeg\" alt=\"Andr\u00e9 Santana\" width=\"356\" height=\"535\" \/><p id=\"caption-attachment-13961\" class=\"wp-caption-text\">O jornalista Andr\u00e9 Santana, fundador e editor do Correio Nag\u00f4. Foto: Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>O meio de comunica\u00e7\u00e3o, focado em quest\u00f5es raciais, \u00e9 formado por tr\u00eas pessoas e trabalha com colaboradores. O conte\u00fado \u00e9 publicado <a href=\"https:\/\/correionago.com.br\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/correionago.com.br\/\">no site<\/a>, nas redes sociais e no canal do YouTube, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC9uAs-BPIvc23X-qo8Af5pg\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC9uAs-BPIvc23X-qo8Af5pg\">Tv Correio Nag\u00f4<\/a>. O Correio Nag\u00f4 faz parte do Instituto M\u00eddia \u00c9tnica, uma organiza\u00e7\u00e3o de m\u00eddia afro brasileira, que recebe aportes por meio de projetos, editais e funda\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do portal, o Correio Nag\u00f4 tem um projeto, em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, de forma\u00e7\u00e3o de estudantes de jornalismo sobre como cobrir rela\u00e7\u00f5es raciais. O \u00faltimo curso teve 25 alunos e durou quatro meses, com encontros semanais presenciais. A terceira edi\u00e7\u00e3o foi adiada devido \u00e0 pandemia e deve ser retomada assim que poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O nome do ve\u00edculo vem de uma das formas de resist\u00eancia dos primeiros negros escravizados, que transmitiam o conhecimento e a informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da hist\u00f3ria oral, de acordo com a <a href=\"https:\/\/correionago.com.br\/portal\/sobre-o-correio-nago\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/correionago.com.br\/portal\/sobre-o-correio-nago\/\">explica\u00e7\u00e3o do portal<\/a>. \"Correio Nag\u00f4 \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o boca a boca entre os negros, entre a comunidade negra escravizada. Porque nas rebeli\u00f5es, nos processos de luta de quilombos, essa conversa de um para o outro foi muito importante na nossa hist\u00f3ria aqui no Brasil, at\u00e9 porque obviamente a gente n\u00e3o tinha ve\u00edculos\", diz Santana.<\/p>\n<p>Segundo ele, a express\u00e3o ainda \u00e9 usada em Salvador. \"A gente ouvia muito isso: 'n\u00e3o saiu em jornal nenhum, eu soube pelo Correio Nag\u00f4', no boca a boca. E a gente pensou nisso quando escolheu o nome. Quer\u00edamos que as pessoas soubessem, pelo portal Correio Nag\u00f4, o que n\u00e3o ficavam sabendo por outros ve\u00edculos\", conta.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ar um ve\u00edculo pr\u00f3prio, afirma Santana, era uma tentativa de se contrapor \u00e0 imprensa tradicional, que reproduzia muitos estigmas sobre a popula\u00e7\u00e3o negra. \"A gente via pouca presen\u00e7a negra no jornalismo e quando via era uma abordagem muito negativa. Ainda tem isso, principalmente nas pautas de seguran\u00e7a, viol\u00eancia. \u00c9 sempre uma abordagem de criminaliza\u00e7\u00e3o, ligada \u00e0 mis\u00e9ria. Os ve\u00edculos [de m\u00eddia negra] funcionam para mostrar a diversidade que tem nas comunidades negras. Tem muitos problemas sim, mas tamb\u00e9m tem muita pot\u00eancia, muita coisa boa\", diz.<\/p>\n<p>Por isso, Santana explica que o Correio Nag\u00f4 gosta de publicar mat\u00e9rias positivas, sobre religi\u00e3o, arte, cultura, educa\u00e7\u00e3o e empreendedorismo negros. \"A gente tamb\u00e9m fala de inova\u00e7\u00f5es negras, tecnologia, economia, \u00e1reas que faltam na m\u00eddia tradicional\".<\/p>\n<p>No entanto, o ve\u00edculo tamb\u00e9m cobre casos de racismo e atividades do movimento negro, como atos e manifesta\u00e7\u00f5es. \"A gente tenta equilibrar mat\u00e9rias de den\u00fancia de racismo e intoler\u00e2ncia religiosa com essas pautas positivas. Mas se pudesse a gente daria mais isso [as positivas]\".<\/p>\n<p>Santana acredita que os ve\u00edculos da m\u00eddia negra costumam contextualizar melhor os problemas. \"N\u00e3o adianta falar de guerra \u00e0s drogas, sem falar de uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a que \u00e9 racista, genocida, que tem a morte como finalidade\", explica. Esses ve\u00edculos, defende ele, tamb\u00e9m diversificam as fontes, dando espa\u00e7o para intelectuais, especialistas, artistas e l\u00edderes negros, que n\u00e3o costumam aparecer na imprensa tradicional. \"S\u00e3o meios que escutam e apresentam o que essas pessoas pensam sobre os problemas do pa\u00eds\".<\/p>\n<p><strong>Not\u00edcia Preta<\/strong><\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/noticiapreta.com.br\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/noticiapreta.com.br\/\">Not\u00edcia Preta<\/a> foi fundado em 2018 pela jornalista Thais Bernardes, ap\u00f3s ter passado por diversas reda\u00e7\u00f5es tradicionais. Segundo ela, a ideia de lan\u00e7ar um ve\u00edculo surgiu de \"uma vontade de representatividade\" e por identificar que era muito dif\u00edcil fazer jornalismo com perspectiva racial dentro da imprensa tradicional.<\/p>\n<div id=\"attachment_13970\" style=\"width: 424px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13970\" class=\" wp-image-13970\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/thais-300x300.jpeg\" alt=\"Thais Bernardes\" width=\"414\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/thais-300x300.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/thais-150x150.jpeg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/thais.jpeg 590w\" sizes=\"auto, (max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/><p id=\"caption-attachment-13970\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista Thais Bernardes, fundadora e editora-chefe do Not\u00edcia Preta. Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p>\"Muitas vezes, nas not\u00edcias que eu mesmo fazia e reproduzia, n\u00e3o tinha uma linguagem antirracista. E, quando n\u00e3o tem, voc\u00ea acaba estereotipando aquele corpo negro nas mat\u00e9rias. Comecei a pensar que eu tinha que fazer um jornalismo diferente\", contou Bernardes, fundadora e editora-chefe do Not\u00edcia Preta, \u00e0 <strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo se define como m\u00eddia antirracista e se concentra nas editorias de pol\u00edtica e pol\u00edcia \u2013 \u00e1reas em que Bernardes tinha mais experi\u00eancia. \"O nosso forte mesmo \u00e9 hard news. Eu venho do factual, de cobrir muito [a editoria de] pol\u00edcia, que \u00e9 onde a maioria das vezes o corpo negro aparece associado \u00e0 viol\u00eancia, marginalidade e vulnerabilidade. Como a gente retrata esse tipo de not\u00edcia n\u00e3o resumindo o negro a isso? \u00c9 um grande desafio cobrir pol\u00edcia com vi\u00e9s antirracista e fazer um jornalismo n\u00e3o punitivista\", diz ela.<\/p>\n<p>Ao trabalhar na imprensa tradicional, ela costumava se deparar com editores brancos que, muitas vezes, resistiam em apostar no que ela chama de \"linguagem n\u00e3o violenta e racializada\".<\/p>\n<p>\"O editor [tradicional] vai querer um t\u00edtulo: 'Traficante \u00e9 preso com 15kg de coca\u00edna'. Mas voc\u00ea n\u00e3o pode falar que uma pessoa \u00e9 traficante se ela n\u00e3o foi sequer julgada. No Not\u00edcia Preta, isso n\u00e3o seria not\u00edcia, porque at\u00e9 que ponto essa massifica\u00e7\u00e3o, de colocar a pessoa negra na m\u00eddia sempre no lugar do traficante violento, \u00e9 v\u00e1lida? Mas a gente poderia falar em 'suspeito de' tr\u00e1fico, porque quando voc\u00ea \u00e9 preso voc\u00ea \u00e9 acusado de alguma coisa, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 aquela coisa\", exemplifica.<\/p>\n<p>Para Bernardes, ve\u00edculos como o Not\u00edcia Preta n\u00e3o apenas d\u00e3o acesso e visibilidade para jornalistas negros, mas exercem uma fun\u00e7\u00e3o educacional. \"Vejo o jornalismo como um processo de educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de uma sociedade antirracista. \u00c9 atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o que a gente consegue mudar alguma coisa\", defende.<\/p>\n<p>O papel educacional n\u00e3o se limita ao p\u00fablico. O Not\u00edcia Preta funciona como uma incubadora para jovens jornalistas negros, diz Bernardes. \"\u00c9 muito dif\u00edcil para estudantes negros passar em processos seletivos, que pedem ingl\u00eas fluente, e ingressar na imprensa tradicional. Ent\u00e3o a gente faz uma forma\u00e7\u00e3o, acompanha o estudante, vai para a rua e faz reportagem junto\", conta.<\/p>\n<p>Atualmente, o n\u00facleo do Not\u00edcia Preta \u00e9 composto por Bernardes, um designer e um programador. O ve\u00edculo tem 17 colaboradores, em 11 estados do pa\u00eds. Bernardes afirma que o objetivo \u00e9 ter abrang\u00eancia nacional e n\u00e3o cobrir apenas a regi\u00e3o Sudeste, onde j\u00e1 h\u00e1 a maior concentra\u00e7\u00e3o de meios de comunica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A jornalista trabalha no projeto de forma volunt\u00e1ria, porque o Not\u00edcia Preta ainda n\u00e3o se sustenta. \"Coloco muito do meu bolso mesmo. Todo mundo tem outro emprego, ningu\u00e9m vive do Not\u00edcia Preta\", diz ela, que \u00e9 coordenadora de comunica\u00e7\u00e3o no governo do estado do Rio de Janeiro. Apesar de ainda n\u00e3o se manter, o site tem uma pequena receita com conte\u00fado patrocinado, an\u00fancios e apoio dos leitores, que podem <a href=\"https:\/\/app.picpay.com\/user\/noticiapreta\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/app.picpay.com\/user\/noticiapreta\">contribuir com R$ 9,90 por m\u00eas<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Revista Afirmativa<\/strong><\/p>\n<p>O coletivo de m\u00eddia negra <a href=\"https:\/\/revistaafirmativa.com.br\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/revistaafirmativa.com.br\/\">Revista Afirmativa <\/a>come\u00e7ou a se organizar em 2013 e lan\u00e7ou oficialmente seu portal em 2014, junto com a primeira edi\u00e7\u00e3o impressa da revista. O ve\u00edculo foi desenvolvido por estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), mais especificamente na cidade de Cachoeira. At\u00e9 hoje, a maioria da equipe, composta de cinco profissionais fixos e pouco mais de dez colaboradores, est\u00e1 baseada no interior da Bahia e na capital, Salvador.<\/p>\n<div id=\"attachment_13958\" style=\"width: 430px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13958\" class=\" wp-image-13958\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Alane-Reis-revista-Afirmativa-300x225.jpeg\" alt=\"Alane Reis no microfone\" width=\"420\" height=\"315\" \/><p id=\"caption-attachment-13958\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista Alane Reis, cofundadora e editora-chefe da Revista Afirmativa. Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p>\"O curso de jornalismo fica em Cachoeira, que \u00e9 uma cidade emblem\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da popula\u00e7\u00e3o negra, tem irmandades que lutaram contra a escravid\u00e3o. \u00c9 um lugar muito rico do movimento negro\", diz a jornalista Alane Reis, cofundadora e editora-chefe da Revista Afirmativa, \u00e0<strong> LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo faz uma cobertura nacional, mas prioriza a regi\u00e3o Nordeste e Amaz\u00f4nica. \"A m\u00eddia empresarial n\u00e3o costuma dar a visibilidade para as quest\u00f5es de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos nesses lugares\", explica Reis, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisadora de m\u00eddia negra na UFRB.<\/p>\n<p>A meta do site era cobrir as pol\u00edticas afirmativas que, naquela \u00e9poca, eram questionadas na Justi\u00e7a. \"Tinha um debate muito reacion\u00e1rio em torno das cotas no Brasil naquele momento\", lembra Reis. Com o tempo, o ve\u00edculo passou a incluir outros temas priorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>\"Uma editoria privilegiada \u00e9 o debate sobre o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra, a seguran\u00e7a p\u00fablica, o exterm\u00ednio da juventude negra, viol\u00eancia contra mulher, o feminic\u00eddio. Outra editoria priorit\u00e1ria s\u00e3o os povos tradicionais, sobretudo a popula\u00e7\u00e3o quilombola e ind\u00edgena, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da popula\u00e7\u00e3o negra e a defesa da democracia\", diz Reis.<\/p>\n<p>A jornalista afirma que o ve\u00edculo produz conte\u00fado sobre os temas da vida social e pol\u00edtica em geral, especialmente sobre as tens\u00f5es raciais. \"Como a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 a maior parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira, fazemos um jornalismo que tem a perspectiva da maioria da popula\u00e7\u00e3o como ponto central. O nosso slogan \u00e9 'Somos n\u00f3s, falando de n\u00f3s, para todo mundo'\".<\/p>\n<p>Al\u00e9m das not\u00edcias da Revista Afirmativa serem feitas por negros, o ve\u00edculo tamb\u00e9m privilegia fontes negras. \"A nossa cr\u00edtica \u00e9 que o jornalismo tradicional tende a trazer as pessoas negras para falar exclusivamente sobre racismo. Como se as pessoas negras n\u00e3o tivessem forma\u00e7\u00f5es, expertises e produ\u00e7\u00e3o intelectual em outros campos\".<\/p>\n<div id=\"attachment_14061\" style=\"width: 423px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14061\" class=\" wp-image-14061\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Featured-Image-COVID-1-300x201.png\" alt=\"Equipe e colaboradores da Revista Afirmativa\" width=\"413\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Featured-Image-COVID-1-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Featured-Image-COVID-1.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Featured-Image-COVID-1-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 413px) 100vw, 413px\" \/><p id=\"caption-attachment-14061\" class=\"wp-caption-text\">Parte da equipe e colaboradores da Revista Afirmativa. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Para Reis, os ve\u00edculos de m\u00eddia negra contribuem para resgatar a \u00e9tica e a fun\u00e7\u00e3o social do jornalismo. \"Diante de um desgaste da m\u00eddia hegem\u00f4nica e tradicional, o que n\u00f3s, m\u00eddia negra em geral, fazemos \u00e9 resgatar essa legitimidade do jornalismo, esse jornalismo centrado no bem p\u00fablico e coletivo\".<\/p>\n<p>Ela destaca que, assim como outros meios de m\u00eddia negra, a Revista Afirmativa enfrenta dificuldades financeiras. Atualmente, o meio de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem financiamento fixo, programa de assinaturas ou an\u00fancios. Para contribuir, o leitor pode entrar em contato <a href=\"https:\/\/revistaafirmativa.com.br\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/revistaafirmativa.com.br\/\">atrav\u00e9s do site<\/a>. \"Formular um modelo de neg\u00f3cios sustent\u00e1vel \u00e9 hoje o nosso maior desafio\", diz.<\/p>\n<p>Em outra frente de atua\u00e7\u00e3o, entre junho e setembro de 2020, a Revista Afirmativa realizou o <a href=\"https:\/\/revistaafirmativa.com.br\/editorial-lab-jornalismo-respeita-a-favela\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/revistaafirmativa.com.br\/editorial-lab-jornalismo-respeita-a-favela\/\">Lab Afirmativa de Jornalismo<\/a>. O ve\u00edculo selecionou nove jovens negros, estudantes de jornalismo ou rec\u00e9m formados, para participarem de uma forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pr\u00e1tica em jornalismo e m\u00eddia negra. Os participantes foram a campo para produzir reportagens sobre a pandemia de coronav\u00edrus nas periferias e favelas. O material foi publicado no site e reunido em um ebook.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para se contrapor \u00e0 falta de diversidade na imprensa, muitos ve\u00edculos e coletivos de m\u00eddia negra surgiram nos \u00faltimos anos no pa\u00eds, para dar visibilidade \u00e0 luta antirracista e fazer jornalismo com perspectiva racial.<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":14019,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[1573],"coauthors":[],"class_list":["post-13973","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado","tag-empreendedorismo-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Conhe\u00e7a quatro ve\u00edculos brasileiros de m\u00eddia negra, que fazem jornalismo antirracista e com perspectiva racial - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Conhe\u00e7a quatro ve\u00edculos brasileiros de m\u00eddia negra, que fazem jornalismo antirracista e com perspectiva racial . 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Tambi\u00e9n trabaj\u00f3 como reportera de Radio de las Naciones Unidas en Nueva York y en el diario espa\u00f1ol La Voz de Galicia. Marina tiene una maestr\u00eda en edici\u00f3n period\u00edstica de la Universidad de Coru\u00f1a (Espa\u00f1a) y se gradu\u00f3 en periodismo en la Universidad Federal de R\u00edo de Janeiro. Marina Estarque \u00e9 uma jornalista brasileira que vive em S\u00e3o Paulo. Ela trabalhou para ve\u00edculos como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia e a ag\u00eancia de fact-checking Lupa. Marina foi correspondente no Brasil para a emissora internacional da Alemanha, a Deutsche Welle, e rep\u00f3rter de r\u00e1dio para a DW \u00c1frica na Alemanha. Ela tamb\u00e9m foi rep\u00f3rter da R\u00e1dio das Na\u00e7\u00f5es Unidas em Nova York e do jornal espanhol La Voz de Galicia. 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