{"id":17545,"date":"2021-03-17T14:26:23","date_gmt":"2021-03-17T19:26:23","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=17545"},"modified":"2021-03-17T14:47:46","modified_gmt":"2021-03-17T19:47:46","slug":"revista-digital-quer-mostrar-como-e-ser-lgbt-na-america-central","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/revista-digital-quer-mostrar-como-e-ser-lgbt-na-america-central\/","title":{"rendered":"Revista digital quer mostrar como \u00e9 ser LGBT na Am\u00e9rica Central\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>\"Viver deixa uma marca\" \u00e9 o lema da <a href=\"https:\/\/revistaimpronta.com\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/revistaimpronta.com\/\">nova revista digital Impronta<\/a>, fundada e dirigida por jornalistas LGBT da Am\u00e9rica Central e lan\u00e7ada em 7 de mar\u00e7o. E \u00e9 essa marca que o ve\u00edculo quer contar para o p\u00fablico: como \u00e9 ser LGBT em pa\u00edses como Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicar\u00e1gua e Panam\u00e1.<\/p>\n<p>\"Quando a pessoa vai vivendo, ela vai mudando e deixando uma marca na sociedade, e queremos falar sobre quais s\u00e3o essas mudan\u00e7as, o que est\u00e1 se abrindo, passando, melhorando ou piorando na sociedade. O que dizemos \u00e9 que as pessoas LGBT est\u00e3o intervindo e mudando, ou seja, fazem coisas nas sociedades em que vivemos\", explicou o jornalista guatemalteco Daniel Villatoro, diretor editorial da Impronta, \u00e0 <strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>.<\/p>\n<div id=\"attachment_17555\" style=\"width: 421px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17555\" class=\" wp-image-17555\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-quote-300x200.png\" alt=\"letras &quot;vivir deja huella&quot;\" width=\"411\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-quote-300x200.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-quote-1024x683.png 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-quote-768x512.png 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-quote-350x234.png 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-quote.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><p id=\"caption-attachment-17555\" class=\"wp-caption-text\">Lema de la revista digital Impronta<\/p><\/div>\n<p>Segundo ele, o objetivo \u00e9 sair da cobertura estereotipada, que muitas vezes aborda as quest\u00f5es LGBT apenas no contexto da viol\u00eancia transf\u00f3bica e homof\u00f3bica, comum na regi\u00e3o. De acordo com um <a href=\"https:\/\/sinviolencia.lgbt\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Informe_Prejuicios_compressed.pdf\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/sinviolencia.lgbt\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Informe_Prejuicios_compressed.pdf\">levantamento da rede regional SIn Violencia LGBTI,<\/a> entre 2014 e 2019, mais de 1.300 l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais foram mortos de forma violenta em nove pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe \u2013 isso sem contar os dados do Brasil, onde se estima que foram 1.600 assassinatos no mesmo per\u00edodo. Ou seja, todos os dias ao menos uma pessoa LGBTI \u00e9 assassinada na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda segundo o relat\u00f3rio, Honduras, Col\u00f4mbia e El Salvador t\u00eam as maiores taxas de mortes violentas por habitante (novamente excluindo o Brasil). Na Guatemala, <a href=\"https:\/\/twitter.com\/ViolenciaLGBTI\/status\/1369684543666544643\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/twitter.com\/ViolenciaLGBTI\/status\/1369684543666544643\">j\u00e1 foram oito assassinatos<\/a> de pessoas LGBTI apenas neste ano.<\/p>\n<p>Essa marca que a revista quer contar inclui tamb\u00e9m como os indiv\u00edduos s\u00e3o impactados por estarem expostos a essa viol\u00eancia cotidiana. \"No nosso ser h\u00e1 marcas dessa exclus\u00e3o social, da discrimina\u00e7\u00e3o e o fechamento dos espa\u00e7os. E isso se manifesta nos textos\", afirma Villatoro.<\/p>\n<p>Villatoro afirma que \"\u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o abordar a viol\u00eancia, porque ela \u00e9 parte do medo de ser LGBT na Am\u00e9rica Central\", mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m falar das \"narrativas de vida\".<\/p>\n<p>\"S\u00f3 costumam ligar para n\u00f3s, pessoas LGBT, quando morremos ou quando estamos sendo exclu\u00eddos\", diz o jornalista. \"E tamb\u00e9m acreditamos que devemos propor narrativas a partir de n\u00f3s mesmos, ou seja, n\u00e3o a partir de outras pessoas contando sobre n\u00f3s. E narrativas de vida, o que est\u00e1 acontecendo e o que as pessoas est\u00e3o pensando\".<\/p>\n<p>O foco da Impronta \u00e9 a cobertura de cultura, entendida como algo mais amplo, e n\u00e3o apenas o entretenimento ou as artes.<\/p>\n<p>\"A cultura abarca todos os aspectos da nossa vida, \u00e9 tamb\u00e9m o machismo, a corrup\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Por fim, a cultura \u00e9 como se sente viver aqui e quais s\u00e3o as dificuldades que as pessoas encontram em seus territ\u00f3rios\".<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17549 alignright\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-300x167.png\" alt=\"logo de impronta\" width=\"419\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-300x167.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta-768x426.png 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Impronta.png 798w\" sizes=\"auto, (max-width: 419px) 100vw, 419px\" \/><\/p>\n<p>O jornalista afirma que um dos temas que a revista costuma tratar, por exemplo, \u00e9 a interseccionalidade entre o racismo e a discrimina\u00e7\u00e3o dos LGBT, com \"uma abordagem pol\u00edtica\".<\/p>\n<p>\"Temos v\u00e1rias cr\u00f4nicas sobre o que significa ser maia e LGBT na Guatemala. Na outra semana, a nossa mat\u00e9ria principal era<a href=\"https:\/\/revistaimpronta.com\/evoluciona-el-sueno-de-una-para-muchas\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/revistaimpronta.com\/evoluciona-el-sueno-de-una-para-muchas\/\"> o perfil de um ativista<\/a> no lugar que mais assassina LGBTs na Guatemala. Digamos que a cobertura seja mais sobre qual \u00e9 o impacto cultural, qual \u00e9 a marca que, ao fazer essas a\u00e7\u00f5es, [a ativista] est\u00e1 deixando nesse local com mais viol\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Por ser uma revista digital, as publica\u00e7\u00f5es saem todos os domingos. A Impronta aposta em um \"jornalismo mais lento\", aprofundado e reflexivo, \"uma conversa com o leitor\", afirma Villatoro.<\/p>\n<p>\"Queremos ir al\u00e9m da not\u00edcia do dia, dos incidentes, e fazer o relato cultural, do tecido social mais amplo. Tamb\u00e9m vamos falar de temas mais duros, por assim dizer, como pol\u00edtica e institui\u00e7\u00f5es, mas o tratamento n\u00e3o vai ser [no estilo de] not\u00edcia.\"<\/p>\n<p>Para Villatoro, esse jornalismo mais lento \u00e9 o mais adequado para um ve\u00edculo regional como a Impronta, porque \u00e9 dif\u00edcil para o leitor acompanhar de perto o cotidiano de todos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>\"Temos uma <a href=\"https:\/\/revistaimpronta.com\/breena-nunez-o-comics-para-vernxs-los-poc\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/revistaimpronta.com\/breena-nunez-o-comics-para-vernxs-los-poc\/\">hist\u00f3ria muito interessante de uma artista em El Salvador<\/a>. Quando leio sobre ela, isso me serve como guatemalteco, porque n\u00e3o \u00e9 sobre o que o Congresso de El Salvador fez, mas sim sobre conex\u00f5es humanas\".<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o por fazer um meio regional, refor\u00e7a Villatoro, foi por achar que a Am\u00e9rica Central \u00e9 vista, de fora, como um bloco homog\u00eaneo, como se todos os pa\u00edses fossem iguais. Por isso, o jornalista acredita que h\u00e1 um potencial inexplorado para a regi\u00e3o falar de si pr\u00f3pria e se entender melhor a partir desse olhar interno. Ele acrescenta que \u00e9 necess\u00e1rio \"contar a Am\u00e9rica Central como um espa\u00e7o em que as pessoas LGBT possam ser livres para serem elas mesmas\".<\/p>\n<p>Atualmente, a equipe da Impronta \u00e9 composta de tr\u00eas jornalistas fixos e cerca de 25 colaboradores. A revista fica baseada na Guatemala, onde foi fundada e onde ficam os jornalistas fixos, mas conta com correspondentes em toda a regi\u00e3o. Todo o trabalho \u00e9 feito remotamente, por limita\u00e7\u00f5es impostas pela pandemia.<\/p>\n<p>A emerg\u00eancia de sa\u00fade, ali\u00e1s, foi um dos motivos da cria\u00e7\u00e3o da Impronta. Seus fundadores planejavam, inicialmente, realizar um festival liter\u00e1rio presencial, que acabou cancelado. Foi ent\u00e3o que entenderam que uma revista seria o melhor espa\u00e7o para dar vaz\u00e3o a essas narrativas LGBT e ainda conferiria uma perman\u00eancia maior ao conte\u00fado do que um festival presencial.<\/p>\n<div id=\"attachment_17561\" style=\"width: 443px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17561\" class=\" wp-image-17561\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Villatoro-1-300x200.jpg\" alt=\"Daniel Villatoro\" width=\"433\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Villatoro-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Villatoro-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Villatoro-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Villatoro-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Villatoro-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Villatoro-1-350x234.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px\" \/><p id=\"caption-attachment-17561\" class=\"wp-caption-text\">Daniel Villatoro, diretor editorial da Impronta. Foto: Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>O desejo de montar a Impronta tamb\u00e9m surgiu da trajet\u00f3ria profissional de Villatoro. Ele trabalhou no meio guatemalteco <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/plaza-publica-da-guatemala-lanca-manual-com-seus-metodos-de-investigacao-protocolos-de-seguranca-e-experiencia-jornalistica\/\">Plaza P\u00fablica<\/a>, entre outros ve\u00edculos, e se especializou em jornalismo investigativo e de dados, na cobertura de corrup\u00e7\u00e3o e de direitos humanos. Nesse per\u00edodo, notou que era dif\u00edcil abordar a tem\u00e1tica LGBT em profundidade nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. O assunto era considerado epis\u00f3dico, ligado a efem\u00e9rides.<\/p>\n<p>\"Se fala sobre LGBT em junho. Se tem Orgulho [Dia Mundial do Orgulho LGBT], ok, vamos falar sobre isso, se n\u00e3o, n\u00e3o se fala. Como jornalista tenho trabalhado muito esses temas, mas a verdade \u00e9 que tem sido um pouco dif\u00edcil\", diz Villatoro, que foi professor de um MOOC do Centro Knight sobre perspectiva de g\u00eanero no ano passado.<\/p>\n<p>Segundo ele, as quest\u00f5es LGBT na Am\u00e9rica Central seguem \"dentro do arm\u00e1rio\".<\/p>\n<p>\"N\u00e3o \u00e9 um assunto que se fala com muita liberdade, foi invisibilizado, ou quando \u00e9 abordado isso \u00e9 feito de forma um pouco t\u00edmida ou estereotipada. Gostamos muito [na Impronta] da palavra identidade, porque a parte estereotipada da cobertura LGBT se concentra na sexualidade. Embora a sexualidade seja parte, estas identidades s\u00e3o mais profundas\".<\/p>\n<p>Por esse motivo, Villatoro, junto com outros jornalistas, comunicadores e colunistas, criaram a ONG <a href=\"https:\/\/visibles.gt\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/visibles.gt\/\">Visibles<\/a>, na Guatemala \u2013 a Impronta \u00e9 um dos projetos da organiza\u00e7\u00e3o. A revista n\u00e3o tem fins lucrativos e, atualmente, recebe financiamento da ONG holandesa Hivos.<\/p>\n<div id=\"attachment_17546\" style=\"width: 373px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17546\" class=\" wp-image-17546\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Featured-Image-Impronta-300x201.png\" alt=\"Desfile del orgullo en Izabal\" width=\"363\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Featured-Image-Impronta-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Featured-Image-Impronta.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Featured-Image-Impronta-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/><p id=\"caption-attachment-17546\" class=\"wp-caption-text\">Desfile del orgullo en Izabal, Guatemala. Foto: cortes\u00eda de Eva Leonard y Revista Impronta<\/p><\/div>\n<p>Villatoro afirma que o objetivo \u00e9 trabalhar tamb\u00e9m com anunciantes, oferecer servi\u00e7os e se inscrever em editais e bolsas de outras funda\u00e7\u00f5es \u2013 alguns grants j\u00e1 foram concedidos, mas ainda n\u00e3o podem ser anunciados. Ele quer, em abril, lan\u00e7ar uma vers\u00e3o impressa da revista e, em seguida, montar uma \u00e1rea de rela\u00e7\u00e3o com a audi\u00eancia, com assinaturas.<\/p>\n<p>Apesar de ter um modelo de neg\u00f3cios bem elaborado e em andamento, chama aten\u00e7\u00e3o que o <a href=\"https:\/\/revistaimpronta.com\/manifesto\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/revistaimpronta.com\/manifesto\/\">manifesto de lan\u00e7amento<\/a> da revista contenha v\u00e1rias men\u00e7\u00f5es \u00e0 morte ou ao fim do meio de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 talvez um reflexo da viol\u00eancia extrema contra LGBTs e do enorme desafio de financiar e fazer jornalismo na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\"A Impronta nasce e isso implica uma eventual morte assegurada. [...] A Impronta nasce para morrer e, com a sua morte, como qualquer outra, v\u00eam sementes, brotos, rachaduras, tremores, consequ\u00eancias. Ecos e consequ\u00eancias\", afirma o texto.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o significa necessariamente uma vis\u00e3o pessimista, segundo Villatoro. \"Esperamos que a revista continue viva, mas caso feche, queremos que digam que esta revista deixou uma marca\".<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\"Viver deixa uma marca\" \u00e9 o lema da nova revista digital Impronta, fundada e dirigida por jornalistas LGBT da Am\u00e9rica Central e lan\u00e7ada em 7 de mar\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":17546,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[1573,1458],"coauthors":[],"class_list":["post-17545","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado","tag-empreendedorismo-pt-br","tag-guatemala-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Revista digital quer mostrar como \u00e9 ser LGBT na Am\u00e9rica Central\u00a0 - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Revista digital quer mostrar como \u00e9 ser LGBT na Am\u00e9rica Central\u00a0 . 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