{"id":22033,"date":"2021-07-21T13:52:02","date_gmt":"2021-07-21T18:52:02","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=22033"},"modified":"2021-07-21T15:00:08","modified_gmt":"2021-07-21T20:00:08","slug":"sites-de-midia-negra-brasileiros-criam-black-adnet-rede-de-publicidade-para-atrair-anunciantes-gerar-receita-extra-e-fortalecer-jornalismo-independente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/sites-de-midia-negra-brasileiros-criam-black-adnet-rede-de-publicidade-para-atrair-anunciantes-gerar-receita-extra-e-fortalecer-jornalismo-independente\/","title":{"rendered":"Sites de m\u00eddia negra brasileiros criam Black Adnet, rede de publicidade para atrair anunciantes, gerar receita extra e fortalecer jornalismo independente"},"content":{"rendered":"<p>A s\u00f3cia e diretora da <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/conheca-quatro-veiculos-brasileiros-de-midia-negra-que-fazem-jornalismo-antirracista-e-com-perspectiva-racial\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/conheca-quatro-veiculos-brasileiros-de-midia-negra-que-fazem-jornalismo-antirracista-e-com-perspectiva-racial\/\">ag\u00eancia de jornalismo Alma Preta<\/a>, Elaine Silva, sabia que n\u00e3o podia bater na porta das grandes ag\u00eancias de publicidade sozinha.<\/p>\n<p>\"Eles n\u00e3o iam escutar a gente, por causa da nossa audi\u00eancia, porque eu sou uma s\u00f3\", disse ela \u00e0 <strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>.<\/p>\n<p>J\u00e1 com uma <a href=\"https:\/\/blackadnet.com.br\/\">rede de 26 meios digitais<\/a> independentes espalhados pelo Brasil, com uma audi\u00eancia total de 2,5 milh\u00f5es de usu\u00e1rios \u00fanicos por m\u00eas, a negocia\u00e7\u00e3o mudava de patamar.<\/p>\n<div id=\"attachment_22070\" style=\"width: 422px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22070\" id=\"longdesc-return-22070\" class=\" wp-image-22070\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Screen-Shot-2021-07-21-at-15.43.14-300x212.png\" alt=\"Black Adnet \u00e9 uma rede re\u00fane sites de m\u00eddia negra\" width=\"412\" height=\"291\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=22070&amp;referrer=22033\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Screen-Shot-2021-07-21-at-15.43.14-300x212.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Screen-Shot-2021-07-21-at-15.43.14.png 599w\" sizes=\"auto, (max-width: 412px) 100vw, 412px\" \/><p id=\"caption-attachment-22070\" class=\"wp-caption-text\">A Black Adnet visa aproximar grandes marcas de coletivos e ve\u00edculos de jornalismo. Imagem: Print do Instagram da Black Adnet<\/p><\/div>\n<p>Essa \u00e9 a proposta da Black Adnet, uma rede que visa aproximar grandes marcas de coletivos e ve\u00edculos, com o objetivo de ajudar na sustentabilidade e fortalecimento do jornalismo independente.<\/p>\n<p>A rede foi lan\u00e7ada em outubro de 2020, com dez membros, e fundada pela <a href=\"https:\/\/almapreta.com\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/almapreta.com\/\">Alma Preta<\/a> e pela <a href=\"https:\/\/zygon.digital\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/zygon.digital\/\">Zygon Adtech<\/a>, empresa de tecnologia voltada para publicidade. Em menos de um ano, o grupo fez campanhas para grandes empresas como Botic\u00e1rio, Avon, Tim, Google e Facebook.<\/p>\n<p>Inicialmente, os integrantes da rede eram, em sua maioria, sites de m\u00eddia negra, especializados na tem\u00e1tica racial. Com o tempo, a rede foi ampliando o espectro de participantes, incluindo ve\u00edculos com foco em p\u00fablicos perif\u00e9ricos, na quest\u00e3o de g\u00eanero e LGBTQIA+ ou na defesa dos direitos humanos.<\/p>\n<p>\"N\u00e3o necessariamente o ve\u00edculo tem que falar 100% da tem\u00e1tica racial, mas precisa ter um recorte de alguma maneira, prestar aten\u00e7\u00e3o a esse tema e ter pessoas negras na equipe\", afirma Silva, que \u00e9 uma das idealizadoras da rede. Em resumo, o meio de comunica\u00e7\u00e3o e a sua linha editorial devem ter uma sensibilidade para a quest\u00e3o racial.<\/p>\n<p>Para o CEO da Zygon Adtech e idealizador da Black Adnet, Lucas Reis, \u00e9 importante abarcar sites com outros enfoques, entre outros motivos, para que a rede possa crescer.<\/p>\n<p>\"Porque um dos problemas que queremos resolver \u00e9 que h\u00e1 poucos publishers que produzem conte\u00fado afrocentrado\", disse ele, em entrevista \u00e0 <strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>\"A gente tem ampliado para olhares que sejam minorizados. Por exemplo, o [meio de comunica\u00e7\u00e3o] N\u00f3s, Mulheres da Periferia. N\u00e3o necessariamente s\u00e3o pessoas negras, mas s\u00e3o da periferia. O mesmo com ve\u00edculos com enfoque de g\u00eanero. A gente nasceu, at\u00e9 por isso se chama Black Adnet, com olhar afrocentrado e, nesse momento, a gente tem incorporado outros olhares de grupos minorizados\", explica Reis, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente do Comit\u00ea de Diversidade e Inclus\u00e3o na IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau).<\/p>\n<p>Por enquanto, toda equipe que trabalha na rede \u00e9 da Alma Preta e da Zygon, porque o projeto est\u00e1 incubado nas duas empresas. A Zygon entra com a parte tecnol\u00f3gica e comercial, e a Alma Preta, com a ponte com a m\u00eddia independente.<\/p>\n<p>Desde o lan\u00e7amento da Black Adnet, a coordenadora de projetos da Alma Preta, Marina Nascimento, tem feito uma busca ativa para incluir novos membros na rede. Segundo ela, um dos diferenciais do grupo \u00e9 reunir ve\u00edculos de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\"O objetivo \u00e9 nacionalizar e sair dessa concentra\u00e7\u00e3o [de m\u00eddia e recursos] no Sudeste e Sul\", explicou ela \u00e0 <strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>\"A maioria dos conte\u00fados produzidos pelas ag\u00eancias de publicidade n\u00e3o visa a popula\u00e7\u00e3o negra e perif\u00e9rica. E essa \u00e9 a maioria do pa\u00eds, essa \u00e9 a cara do Brasil, e essa \u00e9 a nossa audi\u00eancia,\u201d afirma Nascimento. \u201cEnt\u00e3o trazer publicidade para dentro da rede \u00e9, de certa forma, aproximar essas marcas da nossa audi\u00eancia, que consome o ano todo, n\u00e3o s\u00f3 em alguns per\u00edodos [como m\u00eas da Consci\u00eancia Negra].\u201d<\/p>\n<p>E como a Black Adnet funciona? A Alma Preta e a Zygon fazem o contato e a negocia\u00e7\u00e3o com as ag\u00eancias de publicidade e apresentam as campanhas para a aprova\u00e7\u00e3o da rede. Cada meio de comunica\u00e7\u00e3o ent\u00e3o escolhe se quer ter aquele an\u00fancio no seu site ou se considera que aquela campanha fere algum dos seus valores e prefere n\u00e3o veicular.<\/p>\n<p>Os pagamentos s\u00e3o distribu\u00eddos de forma proporcional \u00e0 audi\u00eancia de cada ve\u00edculo, porque as ag\u00eancias oferecem um valor a cada mil visualiza\u00e7\u00f5es, no caso dos banners e pe\u00e7as publicadas nos sites. Quando o tipo de publicidade \u00e9 diferente, como email marketing, produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado em geral, como podcast, textos ou materiais para redes sociais, a distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 outra. E o ve\u00edculo da rede respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do material ganha pela produ\u00e7\u00e3o e pela veicula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora os meios de comunica\u00e7\u00e3o possam escolher quais campanhas querem veicular, as empresas ou ag\u00eancias publicit\u00e1rias n\u00e3o podem optar pelos sites da rede nos quais desejam anunciar. Ou seja, a venda \u00e9 feita em pacote: a audi\u00eancia de cada ve\u00edculo \u00e9 sigilosa, e apenas o volume total \u00e9 apresentado aos clientes.<\/p>\n<p>A Alma Preta e a Zygon participam ainda da cria\u00e7\u00e3o das campanhas, para garantir que elas estejam alinhadas aos valores da rede. \"\u00c0s vezes eles passam a ideia e a narrativa da campanha e n\u00f3s damos uns toques para o criativo da ag\u00eancia, temos essa liberdade\", conta Silva.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Black Adnet faz um filtro pr\u00e9vio, para selecionar as marcas que podem anunciar na rede. Isso porque, afirma Silva, \u00e9 muito comum empresas oportunistas buscarem o grupo ap\u00f3s casos de racismo que geram como\u00e7\u00e3o nacional e internacional e quererem se aproveitar de campanhas como Vidas negras importam. Existe ainda um risco de que essas empresas tentem usar a rede para fazer social washing, uma esp\u00e9cie de lavagem da sua imagem ap\u00f3s esc\u00e2ndalos internos de racismo.<\/p>\n<div id=\"attachment_22057\" style=\"width: 395px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22057\" id=\"longdesc-return-22057\" class=\" wp-image-22057\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Foto-Elaine-300x300.jpg\" alt=\"Elaine \u00e9 criadora da Black Adnet, rede de publicidade para aproximar marcas de ve\u00edculos de jornalismo\" width=\"385\" height=\"385\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=22057&amp;referrer=22033\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Foto-Elaine-300x300.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Foto-Elaine-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Foto-Elaine-150x150.jpg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Foto-Elaine-768x768.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Foto-Elaine.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><p id=\"caption-attachment-22057\" class=\"wp-caption-text\">Elaine Silva \u00e9 s\u00f3cia e diretora da Alma Preta e cofundadora da Black Adnet. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>\"V\u00e1rias marcas batem na porta e a gente n\u00e3o d\u00e1 trela, como a gente vai anunciar para empresas que promovem trabalho escravo, que a pessoa trabalha 12, 14h por dia?\", diz Silva, se referindo a empresas de aplicativos de delivery ou de transporte. An\u00fancios de bebida alco\u00f3lica e de cigarro tamb\u00e9m est\u00e3o vetados.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com quem pode ou n\u00e3o anunciar na rede \u00e9 grande, afirma Nascimento, porque a maioria dos sites da Black Adnet nunca tinham trabalhado com publicidade, justamente por medo de que isso pudesse prejudicar sua imagem como ve\u00edculo independente, que luta por causas sociais.<\/p>\n<p>\"Colocar uma marca que n\u00e3o dialoga com esses valores pode acabar gerando um ru\u00eddo ou perda de seguidores e leitores\", alerta ela.<\/p>\n<p>Nascimento e Silva refor\u00e7am que, para uma marca, anunciar na rede \u00e9 uma esp\u00e9cie de chancela.<\/p>\n<p>\"A partir do momento que a gente se associa \u00e0 marca, isso d\u00e1 um peso maior, uma qualifica\u00e7\u00e3o para a marca, de que ela faz um trabalho s\u00e9rio dentro das tem\u00e1ticas que a gente trabalha. A gente nunca veiculou publicidade no portal, ent\u00e3o para uma marca ter um an\u00fancio no site da Alma Preta \u00e9 um privil\u00e9gio\", diz Silva.<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edcios para quem participa da rede\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para os anunciantes, uma das principais vantagens da rede \u00e9 essa transfer\u00eancia de valor dos ve\u00edculos, comprometidos com a causa racial, de g\u00eanero, LGBTQIA+ e os direitos humanos, para a marca, como se fosse um selo de qualidade.<\/p>\n<p>\"S\u00e3o sites liderados por pessoas negras engajadas na luta antirracista, ent\u00e3o as marcas t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o com esses formadores de opini\u00e3o, t\u00eam um canal direto de relacionamento com um p\u00fablico que \u00e9 ligado \u00e0 quest\u00e3o \u00e9tnica, seja porque de fato \u00e9 uma pessoa negra ou porque se interessa por esse tema\", afirma Reis.<\/p>\n<p>Outro ponto positivo, segundo Reis, \u00e9 que a rede fornece um ambiente seguro para as marcas, sem desinforma\u00e7\u00e3o ou conte\u00fado de \u00f3dio, por exemplo.<\/p>\n<p>\"\u00c9 uma quest\u00e3o muito cara para os anunciantes sobre onde a minha marca vai aparecer. E quando entra numa rede como essa voc\u00ea tem a garantia de que s\u00e3o todos publishers id\u00f4neos\", explica ele.<\/p>\n<div id=\"attachment_22060\" style=\"width: 372px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22060\" id=\"longdesc-return-22060\" class=\" wp-image-22060\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lucas-Reis-300x300.jpg\" alt=\"Lucas Reis \u00e9 criador da Black Adnet, rede de publicidade que aproxima marcas de ve\u00edculos\" width=\"362\" height=\"362\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=22060&amp;referrer=22033\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lucas-Reis-300x300.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lucas-Reis-150x150.jpg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lucas-Reis.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><p id=\"caption-attachment-22060\" class=\"wp-caption-text\">Lucas Reis, CEO da Zygon Adtech e cofundador da Black Adnet. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Por fim, ele cita tamb\u00e9m o benef\u00edcio da rede de poder oferecer uma comunica\u00e7\u00e3o de massa, para milh\u00f5es de pessoas, com segmenta\u00e7\u00e3o. Ou seja, o anunciante escolhe aparecer na rede, mas apenas para pessoas com determinado perfil.<\/p>\n<p>\"Esse match acontece de forma autom\u00e1tica. [...] Quero anunciar para mulheres do Rio que se interessam por hidratante para cabelos cacheados. Assim que a pessoa acessa um site da rede esse an\u00fancio \u00e9 exibido. Se for uma pessoa com outro perfil esse an\u00fancio n\u00e3o \u00e9 exibido. A m\u00eddia program\u00e1tica permite essa automa\u00e7\u00e3o\", conta.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, um diferencial da rede \u00e9 que ela chega a p\u00fablicos que ve\u00edculos tradicionais t\u00eam dificuldade de atingir, afirmam os fundadores da Black Adnet. Justamente porque esses meios tradicionais costumam ser chefiados, em sua maioria, por homens, brancos, h\u00e9teros, cis, de classe m\u00e9dia ou alta, de meia idade e da regi\u00e3o Sudeste do pa\u00eds, aponta Reis. Enquanto na Black Adnet, o editor pode ser da periferia, mulher, negro, mais jovem e ser do Nordeste, por exemplo.<\/p>\n<p>\"Os meios tradicionais n\u00e3o conseguem oferecer esse olhar que \u00e9 o olhar do minorizado, que \u00e9 conseguir analisar um acontecimento, como a COVID-19, pelo olhar de quem mora na periferia. Ent\u00e3o quem quer se enxergar no conte\u00fado acaba n\u00e3o conseguindo no mainstream. A rede produz conte\u00fado para esse p\u00fablico que \u00e9 a maioria do pa\u00eds e que n\u00e3o consegue se ver ou ter a sua vida refletida no notici\u00e1rio da grande m\u00eddia\", diz Reis.<\/p>\n<p>J\u00e1 para os ve\u00edculos membros da Black Adnet, uma das principais vantagens \u00e9 somar as audi\u00eancias e, assim, ter mais poder de barganha para negociar com as grandes marcas e ag\u00eancias. Isto \u00e9, a rede ajuda a furar a bolha publicit\u00e1ria.<\/p>\n<p>De acordo com Reis, \"a maioria dos publishers de grupos minorizados n\u00e3o tem acesso a esse mercado publicit\u00e1rio\", porque \u00e9 preciso negociar com os anunciantes, ter uma estrutura profissional na \u00e1rea comercial e de tecnologia, algo que \u00e9 muito raro nessas iniciativas jornal\u00edsticas.<\/p>\n<p>Isso gera um c\u00edrculo vicioso, alerta Reis.<\/p>\n<p>\"Por n\u00e3o ter estrutura, voc\u00ea n\u00e3o tem audi\u00eancia, por n\u00e3o ter audi\u00eancia, n\u00e3o tem receita e, como n\u00e3o tem receita, n\u00e3o tem estrutura, e isso recome\u00e7a\".<\/p>\n<div id=\"attachment_22067\" style=\"width: 411px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22067\" id=\"longdesc-return-22067\" class=\" wp-image-22067\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Screen-Shot-2021-07-21-at-15.42.26-241x300.png\" alt=\"Slogan da Black Adnet, rede de m\u00eddia negra\" width=\"401\" height=\"499\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=22067&amp;referrer=22033\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Screen-Shot-2021-07-21-at-15.42.26-241x300.png 241w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Screen-Shot-2021-07-21-at-15.42.26.png 471w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><p id=\"caption-attachment-22067\" class=\"wp-caption-text\">Slogan da Black Adnet, uma rede que visa aproximar grandes marcas de coletivos e ve\u00edculos de jornalismo. Imagem: Print do Instagram da Black Adnet<\/p><\/div>\n<p>O objetivo da rede \u00e9 justamente interromper esse ciclo e permitir que esses ve\u00edculos tenham um fluxo de receita cont\u00ednuo e crescente, que antes n\u00e3o existia. O que, consequentemente, os ajudaria a aumentar suas equipes, produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e audi\u00eancia e, por fim, aumentar a sua voz e protagonismo.<\/p>\n<p>\"O nosso slogan \u00e9: mais voz, mais n\u00f3s. Entendemos que \u00e9 importante que tenhamos mais espa\u00e7o, sejamos escutados em primeira pessoa, n\u00f3s falamos por n\u00f3s mesmos e n\u00e3o algu\u00e9m por n\u00f3s\", diz Reis.<\/p>\n<p>Na Black Adnet, a Zygon ajuda os meios de comunica\u00e7\u00e3o a estruturar suas \u00e1reas de tecnologia e seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o, para que possam veicular os an\u00fancios. Esse suporte contribui para profissionalizar os sites da rede, algo que fica de legado para os membros.<\/p>\n<p>Outro aprendizado que a rede proporciona \u00e9 a pr\u00f3pria experi\u00eancia de vender an\u00fancios e o conhecimento sobre o mercado publicit\u00e1rio, algo que, em geral, os jornalistas n\u00e3o possuem.<\/p>\n<p>\"Os primeiros feedbacks que recebemos [dos meios] foi: 'a gente tinha preconceito de trazer publicidade para o portal e dessa forma a gente exclu\u00eda uma forma de ganho, ent\u00e3o hoje tem mais uma forma, a gente diversificou as fontes de receita'\", comemora Nascimento.<\/p>\n<p>Segundo ela, o filtro da rede em rela\u00e7\u00e3o aos anunciantes \u00e9 algo que ajuda os jornalistas a abandonarem esse preconceito, porque entendem que \u00e9 poss\u00edvel veicular propaganda que esteja alinhada aos valores do site.<\/p>\n<p>O fato de ter recursos extras tamb\u00e9m t\u00eam impactos positivos. Para a Alma Preta, os an\u00fancios passaram a formar 8% das receitas totais.<\/p>\n<p>Com os ganhos da Black Adnet, alguns ve\u00edculos puderam contratar mais profissionais, outros compraram equipamentos para investir em podcasts e oferecer um produto novo. Um dos membros usou os recursos para reformular o site que, do jeito que estava, n\u00e3o atraia leitores e n\u00e3o proporcionava uma experi\u00eancia interessante, conta Nascimento.<\/p>\n<p>\"Eles desenvolveram melhorias, para conseguir trazer mais audi\u00eancia, mais publicidade e novas formas de ganho\", afirma ela.<\/p>\n<p>Essa receita extra, considerando que muitos desses ve\u00edculos trabalham com equipes volunt\u00e1rias por falta de recursos, faz uma diferen\u00e7a enorme, diz Nascimento.<\/p>\n<p>\"Teve um membro da rede que comentou que, pela primeira vez, eles conseguiram se pagar [remunerar a equipe]. Foi no final do ano, e eles falaram que foi o presente de Natal deles. Isso foi muito importante para n\u00f3s\".<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Black Adnet \u00e9 uma rede de 26 meios digitais independentes espalhados pelo Brasil, com uma audi\u00eancia total de 2,5 milh\u00f5es de usu\u00e1rios \u00fanicos por m\u00eas, que visa aproximar grandes marcas de coletivos e meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":22152,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1210],"tags":[1563],"coauthors":[],"class_list":["post-22033","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-modelo-de-negocio-pt-br","tag-colaboracao-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Sites de m\u00eddia negra brasileiros criam Black Adnet, rede de publicidade para atrair anunciantes, gerar receita extra e fortalecer jornalismo independente - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Sites de m\u00eddia negra brasileiros criam Black Adnet, rede de publicidade para atrair anunciantes, gerar receita extra e fortalecer jornalismo independente Modelo de Neg\u00f3cio. 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She has worked for Brazilian news organizations such as Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia and the fact-checking agency Lupa. Marina was a correspondent in Brazil for the German international broadcaster Deutsche Welle and a radio reporter for DW Africa in Germany. She also worked as a reporter for United Nations Radio, in New York, and for Spanish newspaper La Voz de Galicia. Marina graduated in Journalism from the Federal University of Rio de Janeiro and has a Master\u2019s degree in Editorial Journalism from the University of A Coru\u00f1a (Spain). Marina Estarque es una periodista brasile\u00f1a que vive en S\u00e3o Paulo. Ella ha trabajado para diversas organizaciones period\u00edsticas como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia y en la agencia de fact-checking Lupa. Marina ha sido corresponsal en Brasil del canal internacional alem\u00e1n Deutsche Welle y reportera de radio de DW \u00c1frica en Alemania. Tambi\u00e9n trabaj\u00f3 como reportera de Radio de las Naciones Unidas en Nueva York y en el diario espa\u00f1ol La Voz de Galicia. Marina tiene una maestr\u00eda en edici\u00f3n period\u00edstica de la Universidad de Coru\u00f1a (Espa\u00f1a) y se gradu\u00f3 en periodismo en la Universidad Federal de R\u00edo de Janeiro. Marina Estarque \u00e9 uma jornalista brasileira que vive em S\u00e3o Paulo. Ela trabalhou para ve\u00edculos como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia e a ag\u00eancia de fact-checking Lupa. Marina foi correspondente no Brasil para a emissora internacional da Alemanha, a Deutsche Welle, e rep\u00f3rter de r\u00e1dio para a DW \u00c1frica na Alemanha. Ela tamb\u00e9m foi rep\u00f3rter da R\u00e1dio das Na\u00e7\u00f5es Unidas em Nova York e do jornal espanhol La Voz de Galicia. Marina \u00e9 mestre em edi\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica pela Universidade da Coru\u00f1a (Espanha) e graduada em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.","sameAs":["https:\/\/x.com\/MarinaEstarque"],"url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/author\/marina-estarque\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22033"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22033\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22161,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22033\/revisions\/22161"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22033"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=22033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}