{"id":22834,"date":"2018-07-24T22:44:56","date_gmt":"2018-07-25T03:44:56","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=22834"},"modified":"2021-07-23T22:45:49","modified_gmt":"2021-07-24T03:45:49","slug":"um-em-cada-cinco-brasileiros-vive-em-desertos-de-noticias-sem-jornais-sites-de-noticias-e-emissoras-de-tv-e-radio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/um-em-cada-cinco-brasileiros-vive-em-desertos-de-noticias-sem-jornais-sites-de-noticias-e-emissoras-de-tv-e-radio\/","title":{"rendered":"Um em cada cinco brasileiros vive em \u2018desertos de not\u00edcias\u2019, sem jornais, sites de not\u00edcias e emissoras de TV e r\u00e1dio"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Um em cada cinco brasileiros vive em munic\u00edpios que n\u00e3o possuem jornais e sites de not\u00edcias locais ou emissoras de TV e r\u00e1dio. O \u201cdeserto de not\u00edcias\u201d corresponde a pouco mais da metade dos munic\u00edpios brasileiros, onde vivem 40 milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o est\u00e3o servidas por cobertura jornal\u00edstica local.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Este \u00e9 o cen\u00e1rio mapeado ao longo do \u00faltimo ano pelo <a href=\"http:\/\/www.atlas.jor.br\/\">Atlas da Not\u00edcia<\/a>, projeto <a href=\"https:\/\/knightcenter.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-18763-pesquisadores-lancam-atlas-para-mapear-o-jornalismo-local-e-os-desertos-de-noticias-no\">lan\u00e7ado em agosto de 2017<\/a>pelo Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo) em parceria com a ag\u00eancia de jornalismo de dados <a href=\"https:\/\/voltdata.info\/\">Volt Data Lab<\/a>, e que conta com financiamento do Facebook. Para o pr\u00f3ximo ano, o projeto prev\u00ea criar uma rede de pesquisadores para aprofundar o escopo do levantamento, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de reportagens que vai explorar os desafios do jornalismo local nas cinco regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Foram mapeados 11.820 ve\u00edculos, entre jornais impressos, sites de not\u00edcias, emissoras de r\u00e1dio e emissoras de TV, presentes em 2.691 munic\u00edpios. A m\u00e9dia \u00e9 de 4,4 ve\u00edculos em cada cidade que conta com estes meios de comunica\u00e7\u00e3o. Outros 2.879 munic\u00edpios n\u00e3o t\u00eam nenhum ve\u00edculo jornal\u00edstico ou emissora de radiodifus\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Atlas contou com a colabora\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, que foi convidado por meio de uma campanha de crowdsourcing a enviar nomes de ve\u00edculos que conheciam em cidades de pequeno e m\u00e9dio porte pelo pa\u00eds. Tamb\u00e9m realizou consultas a entidades do setor, como a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jornais (ANJ), e reuniu dados da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social (Secom) da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, solicitados via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O levantamento da Secom trazia informa\u00e7\u00f5es consolidadas pelos governos Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016) sobre os jornais impressos e sites de not\u00edcias regionais e locais e \u201cserviu como uma esp\u00e9cie de censo\u201d, disse Angela Pimenta, presidente do Projor, ao <strong>Centro Knight<\/strong>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os dados sobre emissoras de radiodifus\u00e3o foram levantados junto ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC), que regula o setor no Brasil, j\u00e1 que as licen\u00e7as de radiodifus\u00e3o s\u00e3o uma concess\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo o Atlas, o Brasil tem 3.367 jornais impressos e 1.985 sites de not\u00edcias \u2013 somados, s\u00e3o 5.352 ve\u00edculos espalhados por 1.125 munic\u00edpios, onde vivem 65% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. As emissoras de radiodifus\u00e3o cobrem um terreno maior: s\u00e3o 6.480 (3.753 de r\u00e1dio e 2.727 de televis\u00e3o) em 2.520 munic\u00edpios, cobrindo 75% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O levantamento cruzou as informa\u00e7\u00f5es sobre a presen\u00e7a de ve\u00edculos de m\u00eddia com dados do <a href=\"http:\/\/atlasbrasil.org.br\/2013\/\">Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil<\/a> e constatou que os munic\u00edpios com presen\u00e7a de jornais e sites de not\u00edcias t\u00eam \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) m\u00e9dio de 0,727, enquanto os munic\u00edpios com presen\u00e7a de emissoras de r\u00e1dio e TV t\u00eam IDHM m\u00e9dio de 0,683. O IDHM mede a qualidade de vida nos munic\u00edpios com base em dados sobre expectativa de vida, alfabetiza\u00e7\u00e3o e renda da popula\u00e7\u00e3o. O IDHM m\u00e9dio dos munic\u00edpios brasileiros \u00e9 de 0,659.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para S\u00e9rgio Spagnuolo, editor do Volt Data Lab, a ideia com a compara\u00e7\u00e3o foi entender como o jornalismo local afeta a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, mas ela deve ser analisada desde uma perspectiva de correla\u00e7\u00e3o, n\u00e3o causalidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cN\u00e3o \u00e9 porque a cidade tem mais jornal que ela \u00e9 mais rica ou mais educada, e n\u00e3o \u00e9 porque a cidade \u00e9 mais rica e mais educada que ela tem jornal. N\u00e3o provamos isso. Mostramos que as cidades mais ricas e mais educadas t\u00eam mais jornal, mas n\u00e3o sabemos ainda por que isso acontece. Esperamos que eventualmente nossa pesquisa subsidie algu\u00e9m a buscar essa resposta\u201d, disse ao <strong>Centro Knight<\/strong>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ele apontou que os \u201cdesertos de not\u00edcias\u201d, que n\u00e3o contam com jornais impressos ou online e emissoras de radiodifus\u00e3o, abarcam principalmente cidades pequenas \u2013 a m\u00e9dia \u00e9 de 13 mil habitantes por munic\u00edpio sem cobertura local.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ainda que cidades pr\u00f3ximas tenham jornal ou emissora de r\u00e1dio e que a popula\u00e7\u00e3o tenha acesso \u00e0 internet, \u201cessas pessoas n\u00e3o est\u00e3o sendo atendidas\u201d, disse Spagnuolo. Um jornal de uma cidade n\u00e3o vai olhar para o que acontece na C\u00e2mara Municipal vizinha ou para o buraco na rua em outra cidade, observou. \u201cIsso \u00e9 problem\u00e1tico para a democracia em geral. Como as pessoas v\u00e3o se informar nesses lugares? A cada cidade de 8, 10 mil pessoas, chega-se ao volume de 40 milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o t\u00eam acesso a not\u00edcias da pr\u00f3pria cidade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Reportagens transm\u00eddia para entender o jornalismo local<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A ideia \u00e9 que o Atlas da Not\u00edcia se torne um projeto consolidado e de car\u00e1ter anual, atualizado periodicamente, disse Angela Pimenta. \u201cAntes t\u00ednhamos uma fotografia; a partir de agora, vamos ter um filme anual. Vamos saber quem fechou, quem abriu, quem era impresso e virou s\u00f3 digital\u201d, afirmou, acrescentando que a iniciativa captou o interesse de economistas, cientistas pol\u00edticos, jornalistas e entidades jornal\u00edsticas dentro e fora do Brasil.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A pr\u00f3xima fase do Atlas da Not\u00edcia prev\u00ea uma nova campanha de crowdsourcing e a forma\u00e7\u00e3o de uma rede de cinco pesquisadores, um em cada regi\u00e3o brasileira, que ficar\u00e1 respons\u00e1vel por captar e autenticar dados sobre os ve\u00edculos jornal\u00edsticos nas regi\u00f5es. Segundo Spagnuolo, esses pesquisadores v\u00e3o abordar atores locais em busca de informa\u00e7\u00f5es adicionais sobre cada ve\u00edculo, como circula\u00e7\u00e3o e tipo de cobertura.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O projeto tamb\u00e9m prepara a realiza\u00e7\u00e3o de reportagens transm\u00eddia sobre a situa\u00e7\u00e3o do jornalismo local em cinco cidades brasileiras, uma em cada regi\u00e3o. A rep\u00f3rter Elvira Lobato, que tem mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de cobertura da radiodifus\u00e3o no Brasil e \u00e9 autora do livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/detalhe.php?codigo=28000421\">Antenas da floresta<\/a>\u201d, sobre as TVs locais na Amaz\u00f4nia, e a videomaker Ana Terra Athayde ser\u00e3o as respons\u00e1veis pelas reportagens.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A primeira cidade a ser visitada, em agosto, ser\u00e1 Mariana, em Minas Gerais, na regi\u00e3o Sudeste. O munic\u00edpio foi marcado pelo <a href=\"https:\/\/apublica.org\/2016\/05\/seis-meses-depois-da-lama-da-samarco-comunidades-do-rio-doce-lutam-por-justica\/\">rompimento de uma barragem da mineradora Samarco<\/a>, controlada pela brasileira Vale S.A. e pela anglo-australiana BHP Billiton, em 5 novembro de 2015. A trag\u00e9dia deixou 19 mortos e provocou um desastre socioambiental sem precedentes na hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Depois do desastre, \u201ca imprensa nacional foi l\u00e1 e fez seu escrut\u00ednio, mas s\u00f3 a imprensa local d\u00e1 conta da cobertura local\u201d, disse Pimenta. \u201cQueremos saber o que est\u00e1 acontecendo na cobertura das quest\u00f5es cotidianas: a atua\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal, o que aconteceu com as pessoas que perderam casa, a quest\u00e3o do emprego.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A segunda cidade a receber a equipe do Atlas ser\u00e1 Arapiraca, em Alagoas, na regi\u00e3o Nordeste, e as tr\u00eas seguintes ainda est\u00e3o sendo escolhidas pelo projeto a partir dos dados coletados.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cQueremos entender quais s\u00e3o os desafios, os dilemas que esses jornalistas enfrentam. E queremos buscar casos de inova\u00e7\u00e3o que estejam acontecendo n\u00e3o necessariamente no eixo RJ-SP-Bras\u00edlia, onde est\u00e3o as maiores reda\u00e7\u00f5es do Brasil\u201d, disse a presidente do Projor. A partir disso, a entidade pretende estabelecer medidas de apoio e fomento ao jornalismo local.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um em cada cinco brasileiros vive em munic\u00edpios que n\u00e3o possuem jornais e sites de not\u00edcias locais ou emissoras de TV e r\u00e1dio. 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Puedes encontrarla en Twitter: @caroldeassis. _______ Carolina de Assis \u00e9 uma jornalista e pesquisadora brasileira que vive em Juiz de Fora (MG). \u00c9 mestra em Estudos da Mulher e de G\u00eanero pelo programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (It\u00e1lia) \/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabalhou como editora na revista digital G\u00eanero e N\u00famero e se interessa especialmente por iniciativas jornal\u00edsticas que promovam os direitos humanos e a justi\u00e7a de g\u00eanero. 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