{"id":23105,"date":"2018-03-21T18:59:26","date_gmt":"2018-03-21T23:59:26","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=23105"},"modified":"2021-07-24T19:02:46","modified_gmt":"2021-07-25T00:02:46","slug":"jornais-argentinos-fechados-ou-abandonados-pelos-donos-sao-recuperados-por-cooperativas-de-seus-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornais-argentinos-fechados-ou-abandonados-pelos-donos-sao-recuperados-por-cooperativas-de-seus-trabalhadores\/","title":{"rendered":"Jornais argentinos fechados ou abandonados pelos donos s\u00e3o recuperados por cooperativas de seus trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">No fim de 2001, a crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica da Argentina foi o principal tema na cobertura jornal\u00edstica latino-americana. A recess\u00e3o econ\u00f4mica que culminou em intensos protestos populares e na ren\u00fancia do ent\u00e3o presidente Fernando de la R\u00faa tamb\u00e9m fomentou um fen\u00f4meno peculiar: o das empresas recuperadas por seus trabalhadores.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Desde ent\u00e3o, a conforma\u00e7\u00e3o de cooperativas de trabalhadores para recuperar empresas prestes a fechar as portas ou j\u00e1 com fal\u00eancia declarada se tornou algo recorrente no pa\u00eds, especialmente nos setores t\u00eaxtil e metal\u00fargico. No entanto, nos \u00faltimos dois anos e pela primeira vez, os meios de comunica\u00e7\u00e3o foram <a href=\"http:\/\/www.recuperadasdoc.com.ar\/preliminar2017.pdf\"><span class=\"s2\">a maior parte das empresas recuperadas na Argentina no per\u00edodo<\/span><\/a>, segundo levantamento do <a href=\"http:\/\/www.recuperadasdoc.com.ar\/index.html\"><span class=\"s2\">Programa Facultad Abierta<\/span><\/a> da Universidade de Buenos Aires.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Entre 2016 e 2017, pelo menos seis meios foram recuperados por seus trabalhadores ap\u00f3s terem sido fechados ou abandonados por seus donos: os jornais locais <a href=\"http:\/\/lmdiario.com.ar\/\"><span class=\"s2\">La Nueva Ma\u00f1ana<\/span><\/a>, de C\u00f3rdoba; <a href=\"https:\/\/www.elciudadanoweb.com\/\"><span class=\"s2\">El Ciudadano<\/span><\/a>, de Rosario; <a href=\"http:\/\/diariolaportada.com.ar\/\"><span class=\"s2\">La Portada<\/span><\/a>, de Esquel; e <a href=\"http:\/\/www.elcorreodigital.com.ar\/\"><span class=\"s2\">El Correo<\/span><\/a>, de Firmat; mais o jornal <a href=\"https:\/\/www.tiempoar.com.ar\/\"><span class=\"s2\">Tiempo Argentino<\/span><\/a> e o portal de not\u00edcias online <a href=\"http:\/\/www.infonews.com\/\"><span class=\"s2\">Infonews<\/span><\/a>, ambos sediados em Buenos Aires. No levantamento anterior, referente ao per\u00edodo entre 2010 e 2013, o Programa Facultad Abierta<a href=\"http:\/\/www.recuperadasdoc.com.ar\/Informe_IV_relevamiento_2014.pdf\"><span class=\"s2\"> registrou a recupera\u00e7\u00e3o de apenas um meio de comunica\u00e7\u00e3o<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_23086\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23086\" class=\"wp-image-23086\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews-300x200.jpg\" alt=\"Infonews protest \" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews-350x234.jpg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-23086\" class=\"wp-caption-text\">Infonews protest (Courtesy)<\/p><\/div>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Para especialistas e jornalistas destes ve\u00edculos ouvidos pelo <b>Centro Knight<\/b>, trata-se de uma reconfigura\u00e7\u00e3o do panorama midi\u00e1tico do pa\u00eds que se conecta \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre meios e governos, mas que tamb\u00e9m representa novos caminhos para o jornalismo na Argentina.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>\u201cPor mais tempo\u201d<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A cientista social Natalia Bauni, do <\/span><a href=\"http:\/\/www.empresasrecuperadas.org\/\"><span class=\"s2\">Observat\u00f3rio Social sobre Empresas Recuperadas e Autogeridas (Osera)<\/span><\/a>, tamb\u00e9m da Universidade de Buenos Aires, disse ao <b>Centro Knight<\/b> que o ponto central da recupera\u00e7\u00e3o de empresas por seus trabalhadores \u00e9 a conserva\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cLonge de ter uma caracter\u00edstica revolucion\u00e1ria ou de ataque ao sistema, o ponto central \u00e9 que a maioria s\u00e3o trabalhadores assalariados mais velhos, para quem seria praticamente imposs\u00edvel reinserir-se no mercado de trabalho\u201d, afirmou Bauni. \u201cA cooperativa foi apenas um modo legal de defender o trabalho\u201d, disse a cientista social, citando a <a href=\"http:\/\/servicios.infoleg.gob.ar\/infolegInternet\/anexos\/25000-29999\/25379\/texact.htm\"><span class=\"s2\">Lei de Quebras<\/span><\/a> argentina, que prev\u00ea esta modalidade de recupera\u00e7\u00e3o de empresas falidas.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_23089\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23089\" class=\"wp-image-23089\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Tiempo-Argentina-Team-300x200.jpg\" alt=\"Tiempo Argentina Team\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Tiempo-Argentina-Team-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Tiempo-Argentina-Team-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Tiempo-Argentina-Team-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Tiempo-Argentina-Team-350x234.jpg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Tiempo-Argentina-Team.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-23089\" class=\"wp-caption-text\">Tiempo Argentino team (Courtesy)<\/p><\/div>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O antrop\u00f3logo social Andr\u00e9s Ruggeri, diretor do Programa Facultad Abierta, lembrou que antes de 2016 havia casos de meios recuperados e administrados por cooperativas de trabalhadores, em sua maior parte no interior do pa\u00eds. Entre eles est\u00e3o <a href=\"http:\/\/comercioyjusticia.info\/historia\/\"><span class=\"s2\">Comercio y Justicia<\/span><\/a>, de C\u00f3rdoba, e <a href=\"http:\/\/www.eldiariodelaregion.com.ar\/\"><span class=\"s2\">El Diario de la Regi\u00f3n<\/span><\/a>, no Chaco argentino, ambos refundados em 2002, auge do fen\u00f4meno das empresas recuperadas, e a <a href=\"http:\/\/www.revistacitrica.com\/\"><span class=\"s2\">Revista C\u00edtrica<\/span><\/a>, surgida ap\u00f3s o fim do jornal Cr\u00edtica, em 2010.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">Em dezembro de 2015, o panorama midi\u00e1tico do pa\u00edsmuda junto com a rupturapol\u00edtica efetivada com a elei\u00e7\u00e3o e posse de Mauricio Macri como presidente depoisde 12 anos de governosKirchner, com N\u00e9stor (2003-2007) e Cristina Fern\u00e1ndez(2008-2015).<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Em maio de 2016, representantes da Federa\u00e7\u00e3o Argentina de Trabalhadores de Imprensa (FATPREN, na sigla em espanhol) participaram de reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o de Liberdade de Express\u00e3o da C\u00e2mara de Deputados e afirmaram que, at\u00e9 o momento, a entidade havia registrado <a href=\"https:\/\/fatpren.org.ar\/flavio-frangolini-son-mas-de-2500-despidos-que-tenemos-en-el-sector-de-prensa\/\"><span class=\"s2\">cerca de 2.500 demiss\u00f5es no setor<\/span><\/a>. J\u00e1 em novembro do ano passado, houve uma nova reuni\u00e3o entre <a href=\"http:\/\/www.aimdigital.com.ar\/2017\/11\/15\/camarazo-diputados-recibieron-a-trabajadores-de-prensa-por-emergencia-laboral\/\"><span class=\"s2\">deputados e representantes de trabalhadores da comunica\u00e7\u00e3o<\/span><\/a> em que estes \u00faltimos pediram que fosse declarada \u201cemerg\u00eancia trabalhista\u201d no setor pelas demiss\u00f5es e fechamento de meios.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">\u201cNeste panorama, aparece como primeira empresa recuperada do per\u00edodo macrista justamente um meiode comunica\u00e7\u00e3o, o jornal <a href=\"https:\/\/www.tiempoar.com.ar\/\"><span class=\"s2\">Tiempo <\/span><\/a><a href=\"https:\/\/www.tiempoar.com.ar\/\"><span class=\"s2\">Argentino<\/span><\/a>\u201d, disse Ruggeri.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O caso de Tiempo \u00e9 emblem\u00e1tico deste fen\u00f4meno recente no pa\u00eds. O jornal foi fundado em 2010 pelo empres\u00e1rio Sergio Szpolski e era parte do Grupo 23 de m\u00eddia, de propriedade de Szpolski e Matias Garfunkel. Composto por nove meios, entre jornais, r\u00e1dios, sites de not\u00edcias e um canal de TV, o grupo foi <a href=\"http:\/\/www.perfil.com\/politica\/grupo-23-de-szpolski-y-garfunkel-el-fin-de-la-era-k-con-deudas-y-despidos-0115-0033.phtml\"><span class=\"s2\">o que mais recebeu verbas de publicidade oficial do governo<\/span><\/a> entre julho de 2009 e julho de 2015, durante o governo Fern\u00e1ndez de Kirchner, segundo reportagem da revista Perfil.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Com a troca de governo, logo em dezembro de 2015 os trabalhadores de Tiempo Argentino deixaram de receber seus sal\u00e1rios, contou Javier Borelli, jornalista e presidente da cooperativa Por M\u00e1s Tiempo, ao <b>Centro Knight<\/b>. \u201cO di\u00e1rio se sustentava em boa parte com o que o dono recebia do governo anterior. Quando o governo anterior se vai, o dono deixa de pagar os sal\u00e1rios e desaparece\u201d, disse Borelli.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">Em fevereiro de 2016 o jornal deixou de ser impresso. Depois de tr\u00eas meses trabalhando sem receber e de tentativas de contatar o dono do jornal e entender qual seria o futuro de Tiempo Argentino, os cerca de 100 jornalistas decidiram se organizar e ocupar a reda\u00e7\u00e3o \u201cenquanto decid\u00edamos de que maneira seguiradiante\u201d, afirmou. Uma das decis\u00f5es foi produzir uma edi\u00e7\u00e3o especial impressa a ser vendida na manifesta\u00e7\u00e3o em Buenos Aires do<a href=\"http:\/\/www.desarrollosocial.gob.ar\/efemerides\/especial-24-de-marzo-dia-nacional-de-la-memoria-por-la-verdad-y-la-justicia\/\"><span class=\"s2\"> dia 24 de mar\u00e7o<\/span><\/a>, data anual em que a Argentina lembra os 30 mil mortos e desaparecidos pela ditadura militar entre 1976 e 1983.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Os pr\u00f3prios jornalistas foram para as ruas da capital argentina para vender os exemplares do especial e perguntar ao p\u00fablico se havia interesse em continuar apoiando Tiempo se o jornal fosse recuperado por seus trabalhadores. Os 30 mil exemplares impressos foram vendidos e a resposta do p\u00fablico foi positiva. \u201cDecidimos ent\u00e3o repartir o dinheiro arrecadado entre os que n\u00e3o receb\u00edamos h\u00e1 tr\u00eas meses e guardar o resto para fazer as primeiras duas edi\u00e7\u00f5es de um di\u00e1rio cooperativo\u201d, contou Borelli. A primeira edi\u00e7\u00e3o de Tiempo Argentino como cooperativa foi lan\u00e7ada um m\u00eas depois, em abril de 2016.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Tr\u00eas meses depois, com a reda\u00e7\u00e3o ainda ocupada por tr\u00eas jornalistas da cooperativa que guardavam o local, um grupo de cerca de 20 homens invadiu na madrugada o pr\u00e9dio, que tamb\u00e9m abrigava a R\u00e1dio Am\u00e9rica, tamb\u00e9m parte do Grupo 23. Eles expulsaram as pessoas que l\u00e1 se encontravam e <a href=\"https:\/\/www.lanacion.com.ar\/1915434-violento-ataque-de-una-patota-a-la-redaccion-de-tiempo-argentino\"><span class=\"s2\">destru\u00edram equipamentos de trabalho da reda\u00e7\u00e3o de Tiempo<\/span><\/a>. O empres\u00e1rio Mariano Mart\u00ednez Rojas <a href=\"https:\/\/www.lanacion.com.ar\/1915218-imputaron-al-empresario-martinez-rojas-por-los-destrozos-en-tiempo-argentino\"><span class=\"s2\">foi acusado de usurpa\u00e7\u00e3o e danos pela destrui\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio<\/span><\/a>, reportou La Naci\u00f3n. De acordo com notas publicadas na ocasi\u00e3o, Mart\u00ednez Rojas afirmava ter comprado Tiempo Argentino e Radio Am\u00e9rica. No entanto, Tiempo reportou em setembro que <a href=\"https:\/\/www.tiempoar.com.ar\/articulo\/view\/70289\/marta-nez-rojas-el-la-der-de-la-patota-que-ataca-a-tiempo\"><span class=\"s2\">o empres\u00e1rio \u201cnunca p\u00f4de comprovar na Justi\u00e7a a propriedade do meio\u201d<\/span><\/a>. Ainda assim, outras hist\u00f3rias na m\u00eddia argentina <a href=\"http:\/\/www.elmundo.es\/internacional\/2016\/07\/04\/577a85ba468aeb48118b45ee.html\"><span class=\"s2\">e internacional<\/span><\/a> se referiam a ele como o dono do jornal.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_23092\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23092\" class=\"wp-image-23092\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Attack-at-Tiempo-Argentina-300x200.jpg\" alt=\"Attack at Tiempo Argentina\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Attack-at-Tiempo-Argentina-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Attack-at-Tiempo-Argentina-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Attack-at-Tiempo-Argentina-350x234.jpg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Attack-at-Tiempo-Argentina.jpg 783w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-23092\" class=\"wp-caption-text\">Attack at Tiempo Argentino (Courtesy)<\/p><\/div>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O incidente foi <a href=\"https:\/\/www.tiempoar.com.ar\/articulo\/view\/68672\/a-un-aa-o-del-ataque-a-tiempo-argentino-la-causa-sigue-impune\"><span class=\"s2\">condenado por v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es argentinas e internacionais<\/span><\/a>, entre elas a Relatoria Especial para a Liberdade de Express\u00e3o da Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos, que <a href=\"http:\/\/www.oas.org\/es\/cidh\/expresion\/docs\/informes\/anuales\/InformeAnual2016RELE.pdf\"><span class=\"s2\">pediu ao Estado argentino que investigasse o caso<\/span><\/a>. No entanto, as investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7aram e a causa judicial relativa ao ataque at\u00e9 hoje n\u00e3o foi julgada, disse Borelli. J\u00e1 Mart\u00ednez Rojas foi <a href=\"https:\/\/www.lanacion.com.ar\/2104193-detuvieron-en-miami-al-empresario-mariano-martinez-rojas-por-problemas-migratorios\"><span class=\"s2\">detido por autoridades norte-americanas<\/span><\/a> em janeiro de 2018 em Miami, onde se encontrava foragido de acusa\u00e7\u00f5es da Justi\u00e7a argentina de extors\u00e3o, amea\u00e7a e <a href=\"https:\/\/www.clarin.com\/politica\/mafia-contenedores-video-muestra-acusados-cuentan-millones-pesos_0_BJd-LkQXG.html\"><span class=\"s2\">lavagem de dinheiro<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A reda\u00e7\u00e3o de Tiempo se mudou ent\u00e3o para outro pr\u00e9dio e l\u00e1 hoje trabalham 100 pessoas, entre jornalistas, designers, fot\u00f3grafos e funcion\u00e1rios da administra\u00e7\u00e3o do jornal. \u201cAlguns jornalistas somente se dedicam ao trabalho jornal\u00edstico, outros t\u00eam uma dupla fun\u00e7\u00e3o: seguem escrevendo para o jornal e \u00e0s vezes cuidam das rela\u00e7\u00f5es comerciais, da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho ou das tarefas administrativas\u201d, disse Borelli.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O jornal tamb\u00e9m deixou de ser impresso diariamente e hoje sai em papel somente aos domingos, quando tem uma circula\u00e7\u00e3o de 30 mil exemplares. \u201cConsideramos que temos um di\u00e1rio digital de segunda a s\u00e1bado e uma edi\u00e7\u00e3o em papel aos domingos\u201d, explicou o jornalista.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Desde sua conforma\u00e7\u00e3o como cooperativa, Tiempo Argentino buscou fortalecer sua rela\u00e7\u00e3o com leitores, convidando-os a ajudar a sustentar o jornal. Segundo Borelli, 70% da renda de Tiempo vem de contribui\u00e7\u00e3o de leitores, tanto os que compram ou assinam o di\u00e1rio impresso aos domingos como os que se associaram ao jornal e pagam cerca de 120 pesos ao m\u00eas (cerca de R$ 20). Outros 20% s\u00e3o arrecadados por venda de publicidade e 10% por atividades realizadas pela cooperativa como oficinas de jornalismo e eventos culturais.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cHoje temos quase dois mil s\u00f3cios, e al\u00e9m deles, cerca de 2.500 assinantes do jornal\u201d, disse Borelli, para quem nos \u00faltimos dois anos \u201cdespertou mais forte na Argentina a l\u00f3gica de que os leitores tamb\u00e9m se sentem respons\u00e1veis por financiar um meio de comunica\u00e7\u00e3o e entender que a produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica \u00e9 algo caro, e que vale a pena contribuir para produzir informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>Responsabilidade das empresas<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Outro meio argentino recuperado por seus trabalhadores em cooperativa em 2016 foi <a href=\"http:\/\/www.infonews.com\/\"><span class=\"s2\">Infonews<\/span><\/a>, que se tornou o primeiro portal de not\u00edcias online recuperado no pa\u00eds. Fundado em 2008 como o portal de not\u00edcias do Grupo 23, Infonews reunia o material publicado nos outros meios do grupo - Tiempo Argentino entre eles - e tamb\u00e9m produzia seu pr\u00f3prio conte\u00fado com os cerca de 50 jornalistas e funcion\u00e1rios da reda\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">Isso at\u00e9 fevereiro de 2016, quando os trabalhadores deixaram de receber seus sal\u00e1rios, contou Daniel Jatimliansky, secret\u00e1rio da cooperativa dos trabalhadores de Infonews, ao <b>Centro Knight<\/b>. Diferentemente do que aconteceu com os outros meios do grupo, em que n\u00e3o houve um fechamento oficial por parte dos donos, a empresa <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/notes\/infonewscom\/la-noticia-m%25C3%25A1s-triste\/1122432924488201\/\"><span class=\"s2\">chegou a anunciar o encerramento do portal<\/span><\/a> em maio de 2016.<\/p>\n<div id=\"attachment_23095\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23095\" class=\"wp-image-23095\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews-team-300x150.png\" alt=\"infonews team\" width=\"700\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews-team-300x150.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews-team-768x384.png 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/infonews-team.png 990w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-23095\" class=\"wp-caption-text\">Infonews team (Courtesy)<\/p><\/div>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Neste momento come\u00e7aram as conversas entre os trabalhadores sobre formar uma cooperativa para recuperar o portal, disse Jatimliansky. \u201cO esvaziamento do Grupo 23 afetou 800 companheiros. A alternativa era sair a procurar emprego em um mercado laboral com muita demanda, pouca oferta e cada vez mais precarizado, ou tentar sustentar nossas fontes de trabalho\u201d, afirmou o jornalista.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Ap\u00f3s fracassarem as conversas com a empresa sobre as indeniza\u00e7\u00f5es devidas, os trabalhadores avan\u00e7aram na conforma\u00e7\u00e3o da cooperativa e colocaram o portal novamente no ar em agosto de 2016, agora com aproximadamente 20 profissionais na equipe. Assim como Tiempo, Infonews tamb\u00e9m conta com <a href=\"http:\/\/www.infonews.com\/nota\/288232\/asociate-a-infonews\"><span class=\"s2\">um programa de s\u00f3cios<\/span><\/a>, cujas contribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o a principal fonte de renda da cooperativa, somadas \u00e0 venda de publicidade e servi\u00e7os editoriais.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Para Jatimliansky, a escassa oferta de trabalho para profissionais da comunica\u00e7\u00e3o na Argentina hoje e a experi\u00eancia pr\u00e9via de outros trabalhadores com a recupera\u00e7\u00e3o de empresas faz com que essa seja uma alternativa vi\u00e1vel para a sobreviv\u00eancia de meios ap\u00f3s a desist\u00eancia de seus donos. Ele ressalta, por\u00e9m, a responsabilidade das empresas e do Estado nas situa\u00e7\u00f5es vividas n\u00e3o s\u00f3 por Infonews e Tiempo Argentino, mas tamb\u00e9m <a href=\"http:\/\/www.lapoderosa.org.ar\/2017\/05\/el-papel-de-la-nueva-manana\/\"><span class=\"s2\">La Nueva Ma\u00f1ana<\/span><\/a>, <a href=\"https:\/\/www.tiempoar.com.ar\/articulo\/view\/62314\/diario-el-ciudadano-de-rosario-da-sus-primeros-pasos-sin-patra-n\"><span class=\"s2\">El Ciudadano<\/span><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.tiempoar.com.ar\/articulo\/view\/67938\/reinventarse-en-tiempo-de-crisis-nacia-el-diario-cooperativo-la-portada-de-esquel\"><span class=\"s2\">La Portada<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cO fim do Grupo 23 foi a ponta de lan\u00e7a que demonstrou que era f\u00e1cil n\u00e3o cumprir com as obriga\u00e7\u00f5es patronais, salariais e fiscais sem consequ\u00eancias legais\u201d, disse Jatimliansky. \u201cEmbora possa ter certo tom \u00e9pico a recupera\u00e7\u00e3o de um meio de comunica\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o em forma cooperativa, o Estado tem a obriga\u00e7\u00e3o de evitar que empresas quebrem e exigir que os empres\u00e1rios cumpram com as obriga\u00e7\u00f5es que t\u00eam perante os trabalhadores\u201d, acredita.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>\u201cLa grieta\u201d<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">A cientista social Natalia Bauni avalia que o fen\u00f4meno recente dos meios de comunica\u00e7\u00e3o recuperados na Argentina est\u00e1 ligado a um debate que se acendeu durante o governo anterior sobre um suposto aprofundamento da divis\u00e3o entre setores ent\u00e3o governistas e antikirchneristas, que ficou conhecida como \u201cla grieta\u201d (\u201ca fenda\u201d).<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Essa divis\u00e3o teria se refletido tamb\u00e9m nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, com alguns tidos como oficialistas - e que tamb\u00e9m foram <\/span><span class=\"s1\">b<\/span>eneficiados por\u200b<span class=\"s1\"> grandes quantias de publicidade oficial, como o Grupo 23 - e outros oposicionistas, <a href=\"https:\/\/elpais.com\/internacional\/2015\/10\/24\/actualidad\/1445703385_149986.html\"><span class=\"s2\">como aponta reportagem do El Pa\u00eds<\/span><\/a>. Com a ascens\u00e3o de Mauricio Macri, o corte na verba de publicidade estatal sela o colapso ou enfraquecimento de meios considerados kirchneristas. Essa verba passa ent\u00e3o a ser direcionada a <a href=\"http:\/\/www.lapoliticaonline.com\/nota\/104555\/\"><span class=\"s2\">meios supostamente mais alinhados com o macrismo<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Segundo <a href=\"http:\/\/chequeado.com\/el-explicador\/como-uso-la-publicidad-oficial-macri-en-su-primer-ano\/\"><span class=\"s2\">an\u00e1lise de Chequeado<\/span><\/a>, em 2015, \u00faltimo ano de governo Fern\u00e1ndez de Kirchner, os cinco grupos mais beneficiados pela publicidade estatal foram o 23, Am\u00e9rica, Indalo, Albavis\u00edon e Clar\u00edn, que juntos ficaram com 33% do total da verba distribu\u00edda pelo governo. Em 2016, primeiro ano de governo Macri, somente o Grupo Clar\u00edn recebeu 21% do total daquele ano, quase a soma direcionada aos quatro grupos seguintes: Telef\u00f3nica, Indalo, Am\u00e9rica e La Naci\u00f3n.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_23098\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23098\" class=\"wp-image-23098\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/tiempo-argentina-assembly-300x200.jpg\" alt=\"Tiempo Argentino Assembly\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/tiempo-argentina-assembly-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/tiempo-argentina-assembly-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/tiempo-argentina-assembly-350x234.jpg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/tiempo-argentina-assembly.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-23098\" class=\"wp-caption-text\">Tiempo Argentino Assembly (Courtesy)<\/p><\/div>\n<p class=\"p2\">\u201cN\u00e3o se pode destinar dinheiro p\u00fablico a construir jornalismo oficialista\u201d, criticou Fernando Ruiz, professor de jornalismo e democracia na Universidade Austral, em Buenos Aires, em conversa com o <b>Centro Knight<\/b>. Ele defende, por\u00e9m, que o Estado invista na constru\u00e7\u00e3o de um jornalismo de qualidade e que incentive a autossufici\u00eancia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cN\u00e3o se trata de mais uma ind\u00fastria, mas de uma institui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Portanto, esse dinheiro p\u00fablico que sempre fluiu em dire\u00e7\u00e3o aos meios de forma perversa, agora h\u00e1 que fazer com que flua de uma forma democr\u00e1tica e transparente\u201d, acredita.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">Para o professor da Universidade Austral, as cooperativas de jornalistas e a autogest\u00e3o dos meios por seus trabalhadores \u00e9 ben\u00e9fica \u00e0 pluralidade no jornalismo e \u00e0 democracia. \u201cA liberdade de express\u00e3o em um pa\u00eds est\u00e1 muito relacionada com a pluralidade nas formas de propriedade de seus meios de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, disse Ruiz, que acredita que a sociedade se beneficia quando h\u00e1 \u201cum mix\u201d entre propriedade estatal, comercial e social dos meios. \u201cNesse esquema misto, \u00e9 muito dif\u00edcil que temas importantes sejam deixados de lado no debate p\u00fablico\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Jatimliansky, do Infonews, acredita que a chamada \u201cgrieta\u201d na m\u00eddia argentina indica na verdade a pluralidade de vozes e meios que se estabeleceram nos \u00faltimos anos. \u201cExistem diferen\u00e7as editoriais vis\u00edveis [entre v\u00e1rios meios]. Quando n\u00e3o se falava da \u2018grieta\u2019, na realidade havia uma aus\u00eancia de vozes diversas e divergentes, ao menos em forma massiva\u201d, afirmou o jornalista.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Um inconveniente dessa ideia de divis\u00e3o \u00e9 \u201co risco de estigmatiza\u00e7\u00e3o de alguns jornalistas e meios\u201d, comentou Jatimliansky, acrescentando que, por isso, Infonews hoje posiciona claramente seu jornalismo: \u201clutamos pelos direitos humanos e pela liberdade de g\u00eanero, nos identificamos como trabalhadoras e trabalhadores e temos uma linha editorial progressista e popular\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">No caso de Tiempo Argentino, ainda mais identificado com o antigo alinhamento de seu ex-dono ao governo Fern\u00e1ndez de Kirchner, essa estigmatiza\u00e7\u00e3o se deu com a classifica\u00e7\u00e3o do jornal como \u201ckirchnerista\u201d. \u201cHoje n\u00f3s que fazemos Tiempo Argentino somos os trabalhadores, n\u00e3o o dono anterior, e o nosso n\u00e3o \u00e9 um meio kirchnerista\u201d, disse Javier Borelli. \u201cN\u00e3o pretendemos atar nosso meio a nenhum partido pol\u00edtico, nem kirchnerista, nem de esquerda, nem de nenhum tipo.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>Crise e oportunidade<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">Embora surgidas de situa\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas, as cooperativas de jornalistas dedicadas a recuperar meios abrem novos caminhos para os profissionais e para o jornalismo, acredita Borelli. Segundo ele, a experi\u00eancia de Tiempo Argentino tem sido muito interessante e inovadora, tanto para os jornalistas como para o panorama midi\u00e1tico na Argentina. \u201cDe alguma maneira, Tiempo conseguiu provar que era poss\u00edvel fazer um meio cooperativo e sustentado pelos leitores\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Para Borelli, a experi\u00eancia de Tiempo \u201cabre expectativas em um momento em que se est\u00e3o perdendo muitos empregos e a informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 limitada pelos interesses dos donos [dos meios]. Assim como \u00e9 um momento de crise, tamb\u00e9m pode ser um momento muito interessante para explorar outras formas de fazer jornalismo.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Central no novo Tiempo, segundo ele, \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o de que \u201cos valores do jornalismo voltem a ser informar a sociedade, armar uma agenda em que sejam centrais os direitos humanos e o olhar para a popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o necessariamente os interesses dos donos dos meios\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Nesse sentido, o objetivo dos trabalhadores de Tiempo Argentino para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 \u201carmar um espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina que privilegie o jornalismo e os valores jornal\u00edsticos sobre o neg\u00f3cio\u201d, disse Borelli. A ideia \u00e9 promover um congresso ainda em 2018 em Buenos Aires de jornalismo autogerido, que re\u00fana experi\u00eancias de toda a regi\u00e3o de meios administrados por jornalistas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cAcredito que ter uma rede que esteja vinculada a partir do jornalismo e n\u00e3o dos interesses de seus donos vai permitir outro olhar sobre o que est\u00e1 acontecendo na regi\u00e3o\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No fim de 2001, a crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica da Argentina foi o principal tema na cobertura jornal\u00edstica latino-americana. 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