{"id":29924,"date":"2021-09-03T11:50:07","date_gmt":"2021-09-03T16:50:07","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=29924"},"modified":"2021-09-03T14:17:08","modified_gmt":"2021-09-03T19:17:08","slug":"programas-de-treinamento-para-jornalistas-negros-buscam-aumentar-diversidade-racial-em-redacoes-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/programas-de-treinamento-para-jornalistas-negros-buscam-aumentar-diversidade-racial-em-redacoes-do-brasil\/","title":{"rendered":"Programas de treinamento para jornalistas negros buscam aumentar diversidade racial em reda\u00e7\u00f5es do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>No meio de agosto de 2021, uma corretora de investimentos brasileira postou em seu Instagram uma foto de sua equipe:\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2021\/08\/18\/ongs-pedem-indenizacao-xp-avel-por-falta-diversidade-entre-colaboradores.htm\">cerca de 100 pessoas, todas brancas<\/a> (e quase todos homens). Em um pa\u00eds em que\u00a0<a href=\"https:\/\/sidra.ibge.gov.br\/tabela\/6403\">54,5% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra<\/a>, a falta de diversidade racial estampada no registro motivou cr\u00edticas nas redes sociais e\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2021\/08\/18\/ongs-pedem-indenizacao-xp-avel-por-falta-diversidade-entre-colaboradores.htm\">at\u00e9 uma a\u00e7\u00e3o judicial<\/a>.<\/p>\n<p>Uma foto povoada majoritariamente (ou totalmente) por pessoas brancas tamb\u00e9m poderia ser o retrato de muitas das grandes reda\u00e7\u00f5es do Brasil. De fato, \u00e9 o retrato de seguidas turmas de trainees formadas pela Folha de S.Paulo, como mostram as imagens que ilustram\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-100-anos\/2021\/02\/talentos-chegam-em-safras-anuais-para-renovar-a-redacao.shtml\">uma mat\u00e9ria do pr\u00f3prio jornal sobre seu concorrido Programa de Treinamento em Jornalismo Di\u00e1rio<\/a>, criado em 1988 e que em 2021 chegou \u00e0 65a edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, nesta mais recente edi\u00e7\u00e3o do programa de treinamento e pela primeira vez em 33 anos, o jornal decidiu contemplar\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-100-anos\/2021\/02\/folha-lanca-programa-de-treinamento-destinado-a-profissionais-negros.shtml\">exclusivamente profissionais negros<\/a>. A iniciativa \u00e9 parte dos esfor\u00e7os da Folha para\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/com-nova-editora-de-diversidade-folha-de-s-paulo-pretende-ampliar-variedade-de-vozes-e-historias-contadas-pelo-jornal\/\">tornar sua reda\u00e7\u00e3o mais diversa<\/a>, afirmou Flavia Lima, atual editora de Diversidade do jornal e coordenadora desta edi\u00e7\u00e3o do programa, \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>.<\/p>\n<div id=\"attachment_29926\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-29926\" class=\"wp-image-29926\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Screen-Shot-2021-09-03-at-11.48.07-AM-300x263.png\" alt=\"Folha training program\" width=\"700\" height=\"613\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Screen-Shot-2021-09-03-at-11.48.07-AM-300x263.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Screen-Shot-2021-09-03-at-11.48.07-AM-1024x897.png 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Screen-Shot-2021-09-03-at-11.48.07-AM-768x673.png 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Screen-Shot-2021-09-03-at-11.48.07-AM-1536x1346.png 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Screen-Shot-2021-09-03-at-11.48.07-AM.png 1586w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-29926\" class=\"wp-caption-text\">Members of the 2021 Folha training program (Folhapress)<\/p><\/div>\n<p>Al\u00e9m da Folha, o Nexo Jornal tamb\u00e9m lan\u00e7ou em 2021 um programa de treinamento exclusivo para pessoas negras. Estas iniciativas buscam derrubar algumas das barreiras que dificultam a entrada e a perman\u00eancia de jornalistas negros nas reda\u00e7\u00f5es brasileiras, tamb\u00e9m levando debates sobre racismo e branquitude para dentro das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cO [programa de] treinamento \u00e9 o principal programa de sele\u00e7\u00e3o de novos talentos da Folha de S.Paulo\u201d, disse Lima. \u201cEm todos esses anos, muita gente que chegou a fun\u00e7\u00f5es de comando do jornal saiu desses programas. Atualmente, por exemplo, os dois secret\u00e1rios de reda\u00e7\u00e3o (um n\u00edvel abaixo do diretor de reda\u00e7\u00e3o, S\u00e9rgio D\u00e1vila) passaram pelo treinamento da Folha. \u00c9 por isso que \u00e9 relevante ter um programa de treinamento voltado para pessoas negras se o objetivo \u00e9 contar com pessoas de diversas cores e origens nas reda\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ela, o jornal recentemente fez um censo de seus funcion\u00e1rios, e \u201co retrato que saiu dessa reda\u00e7\u00e3o da Folha foi ainda muito essencialmente branco e ainda um pouco mais masculino do que feminino\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO levantamento deixou claro que a Folha ainda est\u00e1 distante de chegar onde ela almeja, que \u00e9 ter uma uma reda\u00e7\u00e3o que reflita melhor a sociedade na qual a gente vive, que tenha mais pluralidade e que seja mais democr\u00e1tica\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cAs reda\u00e7\u00f5es \u2013 e eu n\u00e3o estou falando s\u00f3 da Folha, mas as grandes reda\u00e7\u00f5es, dos jornais tradicionais \u2013 ainda s\u00e3o muito homog\u00eaneas. Os profissionais na maioria v\u00eam de uma classe m\u00e9dia branca, com vis\u00f5es de mundo, h\u00e1bitos e rotinas muito parecidas, e \u00e9 inevit\u00e1vel que isso acabe sendo refletido na cobertura que se faz, para onde se olha, o que a gente acha relevante\u201d, disse ela.<\/p>\n<div id=\"attachment_29920\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-29920\" class=\"wp-image-29920\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/FlaviaLimaFolha_Courtesy-195x300.jpeg\" alt=\"Flavia Lima\" width=\"300\" height=\"462\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/FlaviaLimaFolha_Courtesy-195x300.jpeg 195w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/FlaviaLimaFolha_Courtesy.jpeg 665w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-29920\" class=\"wp-caption-text\">Flavia Lima of Folha (Courtesy)<\/p><\/div>\n<p>O programa de treinamento da Folha voltado para profissionais negros recebeu quase 2.400 inscri\u00e7\u00f5es, o equivalente a 133 candidatos por vaga. Foram selecionadas 18 pessoas (11 homens e sete mulheres), que fizeram aulas online no per\u00edodo da noite com profissionais do jornal e convidados durante tr\u00eas meses. Elas tamb\u00e9m produziram um caderno especial com o tema\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2021\/08\/entenda-o-conceito-de-afrofuturismo.shtml\">Afrofuturismo<\/a>, publicado na edi\u00e7\u00e3o impressa da Folha do dia 2 de agosto.<\/p>\n<p>Um dos grandes objetivos do programa, segundo sua coordenadora, era \u201cabsorver\u201d os profissionais na reda\u00e7\u00e3o da Folha. Das 18 pessoas que fizeram o curso, uma j\u00e1 trabalhava no jornal, 12 foram contratadas e duas est\u00e3o \u201cem vias de\u201d serem contratadas, enquanto outras tr\u00eas est\u00e3o trabalhando em outras organiza\u00e7\u00f5es, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cVejo muita possibilidade, muita potencialidade nisso. Acho que a Folha mandou muito bem nessa hist\u00f3ria e pode ganhar muito com essas novas vis\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ela, o programa de treinamento da Folha voltado exclusivamente para profissionais negros ser\u00e1 realizado anualmente pelo jornal.<\/p>\n<p>\u201cAcho que o primeiro passo foi dado, que \u00e9 reconhecer que existe uma quest\u00e3o e se dispor a encar\u00e1-la, sabendo que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o vir\u00e1 de um dia pro outro, que \u00e9 um processo, que desconstruir algo t\u00e3o enraizado vai levar um tempo\u201d, disse Lima. \u201cTenho 20 anos de jornalismo e nunca vi isso antes. Ent\u00e3o isso me deixa muito esperan\u00e7osa de que a gente pode ter sim reda\u00e7\u00f5es e uma cobertura jornal\u00edstica mais democr\u00e1tica, que o jornalismo pode se tornar ele mesmo mais democr\u00e1tico, pode refletir melhor os nossos problemas como sociedade, nossas diferentes percep\u00e7\u00f5es, as diferentes vozes, ou seja, que o debate possa ser feito incluindo muito mais gente.\u201d<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o para estudantes no Nexo<\/strong><\/p>\n<p>Assim como a Folha, o meio nativo digital Nexo Jornal tamb\u00e9m lan\u00e7ou neste ano um programa de forma\u00e7\u00e3o voltado exclusivamente para pessoas negras. O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/diversidade-racial\/Programa-de-Diversidade-Racial-na-Comunica%C3%A7%C3%A3o-2021\">Programa Diversidade Racial na Comunica\u00e7\u00e3o<\/a> selecionou dez pessoas negras estudantes de jornalismo espalhadas pelo pa\u00eds, que ao longo de dez meses v\u00e3o se reunir tr\u00eas vezes por semana para assistir a aulas online de pr\u00e1ticas jornal\u00edsticas e de ingl\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cQualquer estrat\u00e9gia de a\u00e7\u00e3o afirmativa no Brasil tem primeiro um car\u00e1ter de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d, disse Paula Miraglia, cofundadora e diretora-geral do Nexo, \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>. \u201cO Brasil \u00e9 um pa\u00eds racista, um pa\u00eds onde o racismo ainda tem um papel muito importante na configura\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais, das oportunidades. Ent\u00e3o \u00e9 preciso que a gente pense em programas como esse e muitos outros como uma pol\u00edtica de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, e essas pol\u00edticas s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rias.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_29914\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-29914\" class=\"wp-image-29914\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/GrupoNexo_CourtesyCamilaSilva-300x130.jpg\" alt=\"Trainess at Nexo\" width=\"800\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/GrupoNexo_CourtesyCamilaSilva-300x130.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/GrupoNexo_CourtesyCamilaSilva-1024x443.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/GrupoNexo_CourtesyCamilaSilva-768x332.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/GrupoNexo_CourtesyCamilaSilva.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-29914\" class=\"wp-caption-text\">Group of trainees at Nexo (Courtesy Camila Silva)<\/p><\/div>\n<p>O programa, que seria presencial, acabou sendo adaptado para o ambiente virtual ap\u00f3s o come\u00e7o da pandemia de Covid-19. Para Miraglia, isso acabou sendo algo positivo, pois foi poss\u00edvel abrir o programa para pessoas de todo o pa\u00eds, e ao fim foram selecionados estudantes das regi\u00f5es Norte e Nordeste, al\u00e9m do Sudeste, onde fica a reda\u00e7\u00e3o do Nexo, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem a oportunidade de discutir, de interagir, de pensar um jornalismo a partir de diversas realidades, e isso enriquece muito todo o processo\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 preparar os estudantes para atuar em qualquer reda\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas no Nexo.<\/p>\n<p>\u201cA gente criou um programa para que nenhuma reda\u00e7\u00e3o consiga dizer n\u00e3o [para estes profissionais]\u201d, explicou Camila Silva, coordenadora do programa, \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>. \u201cPorque o que existe s\u00e3o v\u00e1rias etapas e v\u00e1rias coisas basicamente programadas para que determinadas pessoas n\u00e3o acessem determinados espa\u00e7os, como as reda\u00e7\u00f5es de jornal.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_29917\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-29917\" class=\"wp-image-29917\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/CamilaSilvaNexo_Courtesy-200x300.jpg\" alt=\"CamilaSilva\" width=\"300\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/CamilaSilvaNexo_Courtesy-200x300.jpg 200w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/CamilaSilvaNexo_Courtesy-684x1024.jpg 684w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/CamilaSilvaNexo_Courtesy-768x1150.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/CamilaSilvaNexo_Courtesy-1025x1536.jpg 1025w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/CamilaSilvaNexo_Courtesy-1367x2048.jpg 1367w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/CamilaSilvaNexo_Courtesy-scaled.jpg 1709w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-29917\" class=\"wp-caption-text\">Camila Silva of Nexo (Courtesy)<\/p><\/div>\n<p>Tais barreiras seriam, por exemplo, a exig\u00eancia de texto impec\u00e1vel e profici\u00eancia em ingl\u00eas, inclusive para estagi\u00e1rios. Muitas reda\u00e7\u00f5es, disse Silva, querem para est\u00e1gio \u201cuma pessoa com texto pronto, que j\u00e1 \u00e9 aquela pessoa que trabalhou o texto, que escreve a vida inteira, que teve fomento de educa\u00e7\u00e3o e cultura dentro de casa, que n\u00e3o precisa trabalhar para sobreviver e que n\u00e3o teve que escolher entre fazer ingl\u00eas ou n\u00e3o para poder sobreviver em casa com a sua fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>O programa do Nexo, portanto, est\u00e1 trabalhando com os estudantes para que eles possam corresponder a essas exig\u00eancias, mesmo que elas n\u00e3o fa\u00e7am muito sentido, disse ela.<\/p>\n<p>Outro efeito esperado do programa, que teve 348 inscri\u00e7\u00f5es para dez vagas, \u00e9 \u201cimpactar o mercado\u201d e inspirar outras reda\u00e7\u00f5es a \u201cfazer a sua parte\u201d, disse Silva.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea chega em algumas reda\u00e7\u00f5es que s\u00e3o muito brancas, as pessoas falam \u2018ah, a gente n\u00e3o tem profissionais negros por aqui porque a gente n\u00e3o encontra\u2019. Partimos do princ\u00edpio de que s\u00f3 ao botar na rua esse projeto, j\u00e1 estamos dizendo que na verdade tem sim, em todo o Brasil, estudantes do Norte, do Nordeste, e pessoas formadas muito bem qualificadas que se inscreveram para participar desse processo mesmo sendo para estudantes, ent\u00e3o essa j\u00e1 \u00e9 uma desculpa inv\u00e1lida.\u201d<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o antirracista para os brancos nas reda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A jornalista Yasmin Santos apresentou em 2019 seu trabalho de conclus\u00e3o do curso de Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), intitulado\u00a0<a href=\"http:\/\/zonadigital.pacc.ufrj.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Yasmin-Santos-Moreira-Pinto.pdf\">\u201cLetra preta: a inser\u00e7\u00e3o de jornalistas negros no impresso\u201d<\/a>. Santos entrevistou 47 jornalistas negros que trabalham ou trabalharam em jornais impressos no Brasil, perguntando sobre as experi\u00eancias deles nas reda\u00e7\u00f5es. Sua pesquisa tamb\u00e9m foi compartilhada em\u00a0<a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/letra-preta\/\">um artigo na revista piau\u00ed<\/a>, onde ela trabalhava na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Santos perguntou a seus entrevistados quantos colegas jornalistas negros eles tiveram ao longo da carreira: 45% deles responderam que trabalharam com at\u00e9 cinco colegas negros nas reda\u00e7\u00f5es de impressos pelas quais passaram, 19% disseram ter trabalhado com at\u00e9 dez colegas negros e 10,6% trabalharam com at\u00e9 vinte colegas negros. J\u00e1 8,5% deles nunca tiveram um colega negro.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m perguntou se eles tiveram um chefe negro nas reda\u00e7\u00f5es em que trabalharam. Apenas 23% disseram que sim, e nenhum dos 47 entrevistados disse ter visto tr\u00eas ou mais pessoas negras em cargos de chefia ao longo de suas trajet\u00f3rias profissionais.<\/p>\n<div id=\"attachment_11612\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11612\" id=\"longdesc-return-11612\" class=\"wp-image-11612\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Yasmin-Santos-288x300.jpg\" alt=\"Jornalista Yasmin Santos. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"400\" height=\"416\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=11612&amp;referrer=29924\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Yasmin-Santos-288x300.jpg 288w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Yasmin-Santos.jpg 752w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-11612\" class=\"wp-caption-text\">Jornalista Yasmin Santos. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>Mais da metade dos jornalistas entrevistados por Santos (55%) disseram ter sofrido racismo no ambiente de trabalho, tanto por parte de colegas quanto da chefia.<\/p>\n<p>Santos disse \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>que v\u00ea \u201ccom bons olhos\u201d as iniciativas de treinamento exclusivo para pessoas negras. No entanto, \u201c\u00e9 muito mais f\u00e1cil investir nesses jovens e estudantes que est\u00e3o entrando e que v\u00e3o ocupar cargos j\u00faniors dentro da empresa, cargos pequenos, do que pensar em como tamb\u00e9m se pode contratar editores, chefes de reda\u00e7\u00e3o e cargos mais altos com pessoas negras\u201d, observou.<\/p>\n<p>\u201cAcho um passo importante, mas \u00e9 um passo ainda muito inicial, porque a gente precisa discutir isso de forma estrutural\u201d, disse ela. \u201cTamb\u00e9m me preocupa muito n\u00e3o s\u00f3 a entrada, mas tamb\u00e9m a perman\u00eancia desses profissionais, porque essas reda\u00e7\u00f5es precisam estar abertas, precisam estar refletindo sobre diversidade, sobre racismo, para poder acolher esses profissionais, porque as reda\u00e7\u00f5es brasileiras ainda n\u00e3o s\u00e3o um ambiente acolhedor para esse profissional. \u00c9 preciso que as reda\u00e7\u00f5es se repensem para que esse profissional possa continuar n\u00e3o s\u00f3 dentro dessa reda\u00e7\u00e3o, mas dentro dessa carreira, para que ele possa crescer dentro dessa carreira.\u201d<\/p>\n<p>Este tipo de reflex\u00e3o est\u00e1 acontecendo nas reda\u00e7\u00f5es da Folha e do Nexo, segundo afirmaram Flavia Lima e Camila Silva.<\/p>\n<p>Na Folha, \u201ch\u00e1 um di\u00e1logo que vem acontecendo entre a diretoria de reda\u00e7\u00e3o, a secretaria de reda\u00e7\u00e3o e os jornalistas, rep\u00f3rteres e editores, de que a diversidade \u00e9 uma necessidade\u201d, disse Lima.<\/p>\n<p>O jornal \u201ctem promovido semin\u00e1rios, convidando especialistas para falar para a reda\u00e7\u00e3o, em encontros grandes que re\u00fanem todos os profissionais [do jornal] para ouvir esses especialistas e entender um pouco os nossos problemas, as ra\u00edzes do porqu\u00ea somos t\u00e3o pouco plurais e como encarar isso de uma maneira mais pragm\u00e1tica e efetiva.\u201d<\/p>\n<p>\u201cObviamente, \u00e9 importante que os esfor\u00e7os n\u00e3o se esgotem no treinamento, sobretudo para que n\u00e3o levemos cinco, dez, 15 anos para vermos esses mesmos profissionais em cargos de chefia\u201d, disse a editora de Diversidade da Folha.<\/p>\n<p>No Nexo, disse Silva, \u201cdesde que come\u00e7amos com o programa, sentimos que era necess\u00e1rio ter um olhar mais cuidadoso para dentro da reda\u00e7\u00e3o, porque seriam essas pessoas que acolheriam esse grupo que estaria chegando do programa Diversidade\u201d.<\/p>\n<p>Buscou-se \u201ctrazer um processo educacional para dentro da reda\u00e7\u00e3o\u201d, tamb\u00e9m convidando pessoas para conversar com os jornalistas, como a jornalista e escritora Bianca Santana, que falou sobre jornalismo e negritude, e a psic\u00f3loga e pesquisadora Lia Vainer Schucman, que falou sobre branquitude e racismo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo ela, o Nexo tem se atentado a contratar mais pessoas negras.<\/p>\n<p>\u201cA gente j\u00e1 vinha pensando que n\u00e3o d\u00e1 para ter uma reda\u00e7\u00e3o branca, majoritariamente branca, para receber um programa para pessoas negras, porque as pessoas t\u00eam que se espelhar, t\u00eam que se sentir seguras, se sentir acolhidas\u201d, disse Silva.<\/p>\n<p>Marcelle Chagas, fundadora e coordenadora da\u00a0<a href=\"https:\/\/redejpcomunicacao.org\/\">Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunica\u00e7\u00e3o<\/a>, tamb\u00e9m considera valorosas as iniciativas de treinamento para pessoas negras, mas faz a ressalva de que elas poderiam ter sido desenvolvidas h\u00e1 mais tempo.<\/p>\n<p>\u201cAvalio de forma positiva que ap\u00f3s anos de uma estrutura de comunica\u00e7\u00e3o com pouca ou nenhuma participa\u00e7\u00e3o de negros e ind\u00edgenas se pense em incluir novas narrativas, por\u00e9m, acho que s\u00e3o poucas a\u00e7\u00f5es diante do tempo de hist\u00f3ria do jornalismo no Brasil\u201d, disse ela \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>Miraglia disse que, embora o programa do Nexo ainda esteja no m\u00eas 4 dos dez previstos, um ponto que j\u00e1 se tornou evidente \u00e9 que \u00e9 preciso \u201cpensar nesse tema de forma mais organizada e com mais intencionalidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00f3s, as organiza\u00e7\u00f5es de m\u00eddia no Brasil, pretendemos de fato assumir um compromisso com a diversidade das suas equipes, \u00e9 preciso que haja um esfor\u00e7o pensado, planejado, intencional, porque isso n\u00e3o \u00e9 algo que vai acontecer naturalmente\u201d, disse ela. \u201cVejo isso tamb\u00e9m como um balan\u00e7o do programa, porque a gente v\u00ea tamb\u00e9m quais s\u00e3o as limita\u00e7\u00f5es impostas nas trajet\u00f3rias das pessoas, que n\u00e3o necessariamente t\u00eam as mesmas oportunidades, n\u00e3o necessariamente t\u00eam os mesmos percursos de forma\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 preciso que a gente tenha essa consci\u00eancia, se a gente quer de fato transformar essa realidade.\u201d<\/p>\n<p>\u201cProblemas estruturais exigem medidas estruturais\u201d, sublinhou Yasmin Santos. \u201cA gente tem que pegar toda a estrutura de um jornal, toda a estrutura da imprensa, e pensar nas diversas frentes, em como a gente consegue transformar isso. N\u00e3o necessariamente pensar num projeto isolado de entrada de profissionais ou de estudantes de jornalismo negros. Isso \u00e9 muito importante, mas o que a gente pode fazer para al\u00e9m disso?\u201d<\/p>\n<p>\u201cSe a gente considerar a entrada de dez jornalistas negros no universo de 300, 400 profissionais, ainda \u00e9 bem pouco. N\u00e3o \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o desses jornalistas negros conscientizar os 300 jornalistas brancos com quem eles v\u00e3o ter que lidar na reda\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 [importante] pensar na entrada desses profissionais, pensar na perman\u00eancia deles, pensar numa forma que traga para a discuss\u00e3o do racismo n\u00e3o s\u00f3 as pessoas negras, mas tamb\u00e9m as pessoas brancas, para que elas possam repensar seus comportamentos, pensar a branquitude e o jornalismo, como elas podem atuar para combater o racismo.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da Folha, o Nexo Jornal tamb\u00e9m lan\u00e7ou em 2021 um programa de treinamento exclusivo para pessoas negras. Estas iniciativas buscam derrubar algumas das barreiras que dificultam a entrada e a perman\u00eancia de jornalistas negros nas reda\u00e7\u00f5es brasileiras, tamb\u00e9m levando debates sobre racismo e branquitude para dentro das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":29933,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-29924","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Programas de treinamento para jornalistas negros buscam aumentar diversidade racial em reda\u00e7\u00f5es do Brasil - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Programas de treinamento para jornalistas negros buscam aumentar diversidade racial em reda\u00e7\u00f5es do Brasil . 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