{"id":34308,"date":"2021-09-28T15:11:47","date_gmt":"2021-09-28T20:11:47","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=34308"},"modified":"2021-09-28T18:41:21","modified_gmt":"2021-09-28T23:41:21","slug":"pesquisa-de-dez-anos-sobre-violencia-no-mexico-vira-livro-e-conta-como-jornalistas-resistem-formam-redes-e-lidam-com-censura-do-crime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/pesquisa-de-dez-anos-sobre-violencia-no-mexico-vira-livro-e-conta-como-jornalistas-resistem-formam-redes-e-lidam-com-censura-do-crime\/","title":{"rendered":"Pesquisa de dez anos sobre viol\u00eancia no M\u00e9xico vira livro e conta como jornalistas resistem, formam redes e lidam com censura do crime"},"content":{"rendered":"<p>As professoras Celeste Gonz\u00e1lez de Bustamante e Jeannine E. Relly, ambas da Escola de Jornalismo da Universidade do Arizona, passaram os \u00faltimos dez anos em uma pesquisa de campo, viajando pelo M\u00e9xico e entrevistando mais de cem pessoas para analisar a viol\u00eancia contra a imprensa. Desde 2000, mais de 150 jornalistas foram mortos no pa\u00eds, segundo as pesquisadoras. O M\u00e9xico \u00e9 hoje <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/cpj-jornalistas-assassinados-america-latina-2020\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/cpj-jornalistas-assassinados-america-latina-2020\/\">um dos pa\u00edses mais perigosos do mundo<\/a> para jornalistas.<\/p>\n<p>A pesquisa, que acaba de ser lan\u00e7ada no livro <a href=\"https:\/\/utpress.utexas.edu\/books\/gonzalez-de-bustamante-relly-surviving-mexico?fbclid=IwAR0obNmeCmWl_YcWNgWgwtyIgUMSiO96memSVQ99lKk42TMgzDcayNS7NCk\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/utpress.utexas.edu\/books\/gonzalez-de-bustamante-relly-surviving-mexico?fbclid=IwAR0obNmeCmWl_YcWNgWgwtyIgUMSiO96memSVQ99lKk42TMgzDcayNS7NCk\">Surviving Mexico [Sobrevivendo ao M\u00e9xico]<\/a>, descreve o ambiente de amea\u00e7a e censura imposta por pol\u00edticos corruptos e pelo crime organizado e como isso afeta as pr\u00e1ticas nas reda\u00e7\u00f5es, assim como a sa\u00fade mental e o bem-estar social e econ\u00f4mico dos jornalistas. Em algumas partes do M\u00e9xico, relatam as pesquisadoras, h\u00e1 uma pol\u00edtica chamada de \"sinal vermelho, sinal verde\", em que jornalistas precisam pedir autoriza\u00e7\u00e3o do crime organizado para publicar mat\u00e9rias.<\/p>\n<p>\"Em outras palavras, os 'chefes' (por exemplo, membros de grupos do crime organizado) fora da reda\u00e7\u00e3o dar\u00e3o 'sinal vermelho ou sinal verde' em rela\u00e7\u00e3o a certas informa\u00e7\u00f5es que desejam ou n\u00e3o que sejam publicadas. \u00c9 preciso ressaltar que este \u00e9 um caso um tanto excepcional e n\u00e3o ocorre em todas as partes do pa\u00eds\", destacaram as professoras, em entrevista \u00e0<strong> LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>.<\/p>\n<p>Apesar das amea\u00e7as, o livro tamb\u00e9m conta sobre a resist\u00eancia e a resili\u00eancia dos jornalistas no pa\u00eds, que encontram formas de continuar seus trabalhos e formam redes de apoio e coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 por meio de v\u00e1rias formas de resist\u00eancia que muitos jornalistas em todo o pa\u00eds conseguiram encontrar um significado profundo em seu trabalho e vida pessoal e conseguiram ser resilientes diante das cont\u00ednuas press\u00f5es provenientes de grupos governamentais e do crime organizado\", disse Bustamante.<\/p>\n<p>Veja abaixo a entrevista completa com Bustamante e Relly. A entrevista foi editada por motivos de clareza.<\/p>\n<p><strong>LatAm Journalism Review: Por que voc\u00eas decidiram come\u00e7ar essa pesquisa e qual era o principal objetivo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Celeste Gonz\u00e1lez de Bustamante: <\/strong>N\u00f3s come\u00e7amos nosso estudo em 2011, no auge da viol\u00eancia ao longo da fronteira EUA-M\u00e9xico, e quando a maioria dos jornalistas no M\u00e9xico que estavam sendo mortos eram dos estados do norte. Come\u00e7amos com o objetivo de saber o que estava acontecendo com os jornalistas que trabalhavam no norte e, \u00e0 medida que prosseguimos com o estudo, a viol\u00eancia se espalhou para outras regi\u00f5es do pa\u00eds, ent\u00e3o n\u00f3s expandimos para outros estados perif\u00e9ricos, como Veracruz e Tabasco. Quer\u00edamos descobrir se os jornalistas do norte ou de outros estados estavam mudando a forma como faziam jornalismo. Descobrimos que, de fato, eles estavam alterando drasticamente a maneira como reportavam e cobriam suas comunidades.<\/p>\n<div id=\"attachment_34292\" style=\"width: 301px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-34292\" id=\"longdesc-return-34292\" class=\" wp-image-34293\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/celeste-200x300.jpg\" alt=\"Celeste Gonz\u00e1lez de Bustamante pesquisa viol\u00eancia no M\u00e9xico contra jornalistas\" width=\"291\" height=\"437\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=34292&amp;referrer=34289\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/celeste-200x300.jpg 200w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/celeste.jpg 213w\" sizes=\"auto, (max-width: 291px) 100vw, 291px\" \/><p id=\"caption-attachment-34292\" class=\"wp-caption-text\">Professora Celeste Gonz\u00e1lez de Bustamante<\/p><\/div>\n<p>Em 2011, quando come\u00e7amos a fazer pesquisas sobre a quest\u00e3o da viol\u00eancia contra jornalistas no M\u00e9xico, poucos acad\u00eamicos estavam examinando o assunto. Tendo estudado jornalismo no M\u00e9xico como historiadora, me senti compelida e com a responsabilidade de documentar e pesquisar o que estava acontecendo com os jornalistas contempor\u00e2neos. N\u00f3s descobrimos ent\u00e3o, por meio da nossa pesquisa, que os jornalistas n\u00e3o estavam sentados de bra\u00e7os cruzados enquanto a viol\u00eancia se espalhava por suas comunidades e seus colegas eram mortos. Eles estavam resistindo de maneiras importantes que fortaleciam o trabalho dos jornalistas e se conectavam diretamente a n\u00edveis de resili\u00eancia. Quer\u00edamos nos concentrar nos jornalistas que continuam a fazer o trabalho de informar suas comunidades, apesar dos desafios extremos.<\/p>\n<p><strong>Jeannine E. Relly: <\/strong>Houve muitas inspira\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s do livro. N\u00f3s iniciamos o projeto depois de um ano particularmente mortal para jornalistas no M\u00e9xico, com o maior n\u00famero de assassinatos de jornalistas desde que o governo come\u00e7ou a contabilizar publicamente esses casos. Foi um ano depois que o governo mexicano criou a Promotoria Especial para Crimes contra a Liberdade de Express\u00e3o, e o ano em que a constitui\u00e7\u00e3o mexicana foi emendada, obrigando o governo a prevenir viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e investigar e processar os perpetradores. Apenas em uma cidade, Ciudad Ju\u00e1rez, bem ao lado de El Paso, Texas, quase 3.000 pessoas foram mortas em 2010. Ouv\u00edamos muito sobre a situa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 viol\u00eancia contra jornalistas do outro lado da fronteira com o M\u00e9xico e t\u00ednhamos escrito sobre o assunto como jornalistas na d\u00e9cada de 1990. A situa\u00e7\u00e3o chegou a um ponto na regi\u00e3o de fronteira onde sentimos que t\u00ednhamos que fazer algo.<\/p>\n<p>Depois de trabalhar em v\u00e1rios projetos menores que focavam na viol\u00eancia contra jornalistas e como eles negociavam isso, online e offline, percebemos quanto os jornalistas eram muito resilientes e decidimos examinar todas as nossas transcri\u00e7\u00f5es de dezenas e dezenas de horas de entrevistas para ver como os jornalistas no M\u00e9xico sobreviviam. E o que descobrimos foi uma mir\u00edade de maneiras pelas quais os jornalistas resistiram ao status quo e, de fato, trabalharam juntos para levar not\u00edcias \u00e0s suas comunidades e ajudar uns aos outros. A hist\u00f3ria deles \u00e9 not\u00e1vel e muitas vezes demonstra resist\u00eancia e resili\u00eancia em ambientes que muitas vezes s\u00e3o impens\u00e1veis para a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p><strong>LJR: Quais s\u00e3o as principais conclus\u00f5es da pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CGB: <\/strong>Em primeiro lugar, descobrimos que o momento e onde os jornalistas trabalhavam no M\u00e9xico influenciavam muito sua capacidade de fazer jornalismo e at\u00e9 que ponto existia a liberdade de imprensa. Os jornalistas que corriam o maior risco eram aqueles que trabalhavam no que chamamos de periferia ou extrema (dupla) periferia. Esses jornalistas estavam muito distantes dos centros pol\u00edticos e econ\u00f4micos, tinham menos acesso a treinamento e, muitas vezes, trabalhavam em locais onde prevaleciam grupos do crime organizado e a\u00e7\u00f5es governamentais corruptas. Em outras palavras, a hist\u00f3ria e a geografia s\u00e3o importantes quando se trata de liberdade de imprensa.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, descobrimos que os jornalistas, em zonas perif\u00e9ricas e periferias extremas, t\u00eam sido muito inovadores nas formas como respondem \u00e0s crescentes restri\u00e7\u00f5es. Identificamos muitas de suas respostas como formas de resist\u00eancia. Encontramos evid\u00eancias de resist\u00eancia que v\u00e3o desde as a\u00e7\u00f5es de n\u00edvel individual at\u00e9 a\u00e7\u00f5es coletivas, como a forma\u00e7\u00e3o de redes de jornalistas, incluindo a Red de Periodistas de Ju\u00e1rez, Periodistas de a Pi\u00e9, Red de Sonora, entre muitos outros.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, nosso estudo descobriu que existe uma conex\u00e3o entre resist\u00eancia e resili\u00eancia. \u00c9 por meio de v\u00e1rias formas de resist\u00eancia que muitos jornalistas em todo o pa\u00eds conseguiram encontrar um significado profundo em seu trabalho e vida pessoal e conseguiram ser resilientes diante das cont\u00ednuas press\u00f5es provenientes de grupos governamentais e do crime organizado.<\/p>\n<p><strong>JER: <\/strong>Al\u00e9m dessas descobertas gerais, n\u00f3s descobrimos que diferentes tipos de redes foram criadas, org\u00e2nica e formalmente, de forma hiperlocal, nacional, regional e global, o que muitas vezes sustentou jornalistas no pa\u00eds e at\u00e9 mesmo fortaleceu sua capacidade de continuar seu trabalho e de lidar com o trauma que muitos deles presenciaram e vivenciaram. Essas redes inclu\u00edam organiza\u00e7\u00f5es intergovernamentais (v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas), ONGs transnacionais e nacionais, incluindo redes de direitos humanos, defesa da imprensa e da sociedade civil; acad\u00eamicos de dentro e fora do pa\u00eds; redes jur\u00eddicas e pol\u00edticas; e redes relacionadas ao bem-estar psicol\u00f3gico e sa\u00fade, entre outras iniciativas coletivas e em rede.<\/p>\n<p><strong>LJR: Voc\u00eas come\u00e7aram a pesquisa em 2011, ent\u00e3o j\u00e1 faz dez anos que est\u00e3o investigando o assunto. Durante esse tempo, o que voc\u00eas acham que mudou?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CGB: <\/strong>Os n\u00edveis gerais de viol\u00eancia no M\u00e9xico t\u00eam sido inconstantes e, portanto, as press\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es que os jornalistas enfrentam t\u00eam se alterado e mudam de um estado para outro. Quando come\u00e7amos, a viol\u00eancia era principalmente no norte, agora atingiu a maior parte do pa\u00eds e ela diminui e flui dependendo das circunst\u00e2ncias locais. Isso tem consequ\u00eancias terr\u00edveis para os jornalistas.<\/p>\n<p>Dez anos depois de come\u00e7armos esta pesquisa, muitos jornalistas foram mortos. Nos \u00faltimos vinte anos, mais de 150 foram assassinados \u2013 em m\u00e9dia, um jornalista \u00e9 morto por m\u00eas. Seja o PAN [Partido da A\u00e7\u00e3o Nacional], o PRD [Partido Revolucion\u00e1rio Democr\u00e1tico] ou Morena no poder, os assassinatos de jornalistas continuam. Foram aprovadas leis que tornam um crime federal atacar um jornalista ou defensor dos direitos humanos, mas os ataques continuam e est\u00e3o aumentando, segundo alguns relatos. A pandemia acrescentou mais complexidade a uma situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Por outro lado, importantes colabora\u00e7\u00f5es e redes de jornalismo foram formadas, e os jornalistas t\u00eam trabalhado em v\u00e1rios estados e pa\u00edses para continuar a investigar e descobrir irregularidades. Um n\u00famero crescente de jornalistas est\u00e1 sendo treinado como resultado de algumas das redes locais, regionais e nacionais que foram estabelecidas. Discutimos essas organiza\u00e7\u00f5es e seu trabalho detalhadamente no livro. Como afirmamos, infelizmente, \u201cno M\u00e9xico, jornalistas demais morreram, mas o jornalismo est\u00e1 longe de estar morto\u201d.<\/p>\n<p><strong>LJR: Muitas das suas fontes tiveram que ficar an\u00f4nimas para sua pr\u00f3pria seguran\u00e7a. Voc\u00eas entrevistaram jornalistas que posteriormente foram v\u00edtimas de viol\u00eancia ou tiveram que deixar o pa\u00eds? Como isso afetou voc\u00eas e o seu trabalho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CGB: <\/strong>A cada passo do caminho, enquanto conduzimos a nossa pesquisa, quer\u00edamos garantir que aqueles que estavam envolvidos em nosso estudo n\u00e3o seriam impactados negativamente por nossa pesquisa. Sabendo dos riscos que os jornalistas corriam, tomamos todas as precau\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Isso significava que precis\u00e1vamos saber constantemente quais eram as situa\u00e7\u00f5es no terreno em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, o que \u00e0s vezes era dif\u00edcil porque o ambiente pode mudar rapidamente.<\/p>\n<div id=\"attachment_34295\" style=\"width: 324px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-34295\" id=\"longdesc-return-34295\" class=\" wp-image-34296\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Jeannine-Relly-289x300.jpg\" alt=\"Jeannine E. Relly pesquisa viol\u00eancia no M\u00e9xico contra jornalistas\" width=\"314\" height=\"326\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=34295&amp;referrer=34289\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Jeannine-Relly-289x300.jpg 289w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Jeannine-Relly-987x1024.jpg 987w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Jeannine-Relly-768x797.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Jeannine-Relly-1480x1536.jpg 1480w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Jeannine-Relly.jpg 1778w\" sizes=\"auto, (max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><p id=\"caption-attachment-34295\" class=\"wp-caption-text\">Professora Jeannine E. Relly<\/p><\/div>\n<p><strong>JER: <\/strong>N\u00f3s entrevistamos jornalistas que j\u00e1 haviam sa\u00eddo do pa\u00eds e outros que tiveram que se mudar de uma regi\u00e3o para outra. Dois dos jornalistas que entrevistamos faleceram, relativamente jovens, mas n\u00e3o diretamente devido \u00e0 viol\u00eancia contra eles e seus colegas. Suas vidas, no entanto, eram muito dif\u00edceis.<\/p>\n<p><strong>LJR: Que tipo de restri\u00e7\u00f5es ao trabalho dos jornalistas voc\u00eas descobriram e o que as surpreendeu? No livro, voc\u00eas abordam a pol\u00edtica do sinal vermelho, sinal verde. Voc\u00eas poderiam contar um pouco sobre essa pol\u00edtica e como ela funciona?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CGB: <\/strong>Descobrimos que h\u00e1 uma ampla gama de restri\u00e7\u00f5es que os jornalistas enfrentam no M\u00e9xico. Elas variam desde aquelas que acontecem no n\u00edvel individual, em que jornalistas s\u00e3o instru\u00eddos a n\u00e3o cobrir certos t\u00f3picos, ou s\u00e3o instru\u00eddos a cobrir outros, at\u00e9 amea\u00e7as com armas ou espancamentos e mortes nos casos mais extremos. As restri\u00e7\u00f5es podem vir de dentro e de fora da reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica de \u201csinal vermelha, sinal verde\u201d talvez seja outro caso extremo, em que os jornalistas s\u00e3o obrigados a responder aos grupos do crime organizado que, al\u00e9m dos editores na reda\u00e7\u00e3o, determinam o que um ve\u00edculo pode publicar ou n\u00e3o. Em outras palavras, os 'chefes' (por exemplo, membros de grupos do crime organizado) fora da reda\u00e7\u00e3o dar\u00e3o 'sinal vermelho ou sinal verde' em rela\u00e7\u00e3o a certas informa\u00e7\u00f5es que desejam ou n\u00e3o que sejam publicadas. \u00c9 preciso ressaltar que este \u00e9 um caso um tanto excepcional e n\u00e3o ocorre em todas as partes do pa\u00eds. Uma das respostas mais comuns \u00e0s restri\u00e7\u00f5es s\u00e3o os jornalistas sendo for\u00e7ados a se autocensurar como meio de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>LJR: No livro, voc\u00eas falam sobre trauma e resili\u00eancia entre jornalistas. Como esse ambiente de viol\u00eancia e amea\u00e7a afeta a capacidade dos jornalistas de trabalhar e seu bem-estar emocional, social e econ\u00f4mico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JER:<\/strong> As condi\u00e7\u00f5es gerais para jornalistas no M\u00e9xico e em muitos outros pa\u00edses \u00e9 um desafio para o bem-estar emocional, social e econ\u00f4mico. Os sal\u00e1rios s\u00e3o baixos, a quantidade de trabalho \u00e9 alta e as condi\u00e7\u00f5es \u00e0s vezes s\u00e3o perigosas. Como os jornalistas costumam ser os primeiros a serem enviados, semelhantes a profiss\u00f5es como trabalhadores m\u00e9dicos de emerg\u00eancia, trabalhadores humanit\u00e1rios e profissionais de sa\u00fade, eles testemunham ou ouvem sobre eventos traum\u00e1ticos, dolorosos ou desafiadores por meio de recorda\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias de fontes que eles regularmente entrevistam. Isso, juntamente com excesso de trabalho, rotinas agitadas e imprevis\u00edveis, o h\u00e1bito de pular refei\u00e7\u00f5es e de se preocupar com eles pr\u00f3prios e suas fam\u00edlias, tem um grande impacto. Muitos vivem em comunidades em que n\u00e3o podem procurar aconselhamento, mesmo se tivessem recursos para isso ou se os servi\u00e7os fossem oferecidos a eles, por quest\u00f5es de falta de confian\u00e7a, estigma ou risco para eles ou para as suas fam\u00edlias. Alguns buscaram apoio por meio do sistema de mecanismo federal ou sistema de apoio do governo local e tiveram problemas de confian\u00e7a ou outros. Bot\u00f5es de p\u00e2nico emitidos pelo mecanismo federal nem sempre funcionaram ou as respostas a situa\u00e7\u00f5es terr\u00edveis atrasaram e nem sempre chegaram a tempo.<\/p>\n<p>Os jornalistas encontraram in\u00fameras maneiras de lidar com a situa\u00e7\u00e3o e, em muitos casos, demonstraram resili\u00eancia. Eles formaram comunidades online e offline entre si ou compartilham \u00e1reas de projeto, apoio emocional ou desenvolvimento profissional. Eles tamb\u00e9m desenvolveram m\u00e9todos de enfrentamento individuais e coletivos que foram compartilhados entre si e com o mundo. Eles tamb\u00e9m trabalharam juntos em projetos de investiga\u00e7\u00e3o, organizaram protestos em massa para conscientizar o p\u00fablico e interagiram diretamente com os governantes. Tudo isso acrescentou um sentido a condi\u00e7\u00f5es extremamente dif\u00edceis e ao mesmo tempo tem sido uma atua\u00e7\u00e3o fora do seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>LJR: O livro tamb\u00e9m explora as solu\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas p\u00fablicas para lidar com esse problema. Quais medidas e solu\u00e7\u00f5es voc\u00ea destacaria como as mais importantes e promissoras e que tamb\u00e9m poderiam servir de exemplo para outros pa\u00edses?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CGB: \u00a0<\/strong>A situa\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico \u00e9 complexa e multifacetada, portanto, qualquer solu\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 falta de liberdade de express\u00e3o e \u00e0 viol\u00eancia cont\u00ednua contra jornalistas deve ser abrangente e em v\u00e1rios n\u00edveis. Descobrimos que o surgimento de redes coletivas nos n\u00edveis local, regional e nacional \u00e9 uma luz no fim do t\u00fanel em ambientes muito sombrios, em evolu\u00e7\u00e3o e em constante mudan\u00e7a. Porque as pol\u00edticas p\u00fablicas \u2013 embora pare\u00e7am \u00f3timas no papel \u2013 n\u00e3o t\u00eam sido capazes de melhorar a situa\u00e7\u00e3o, o trabalho que os jornalistas est\u00e3o fazendo, de assumir, com as pr\u00f3prias m\u00e3os, a sua prote\u00e7\u00e3o parece ter o maior impacto.<\/p>\n<p>Em nosso \"mapa intelectual\" para o futuro da seguran\u00e7a dos jornalistas, recomendamos que as comunidades de jornalismo (jornalistas, ONGs, educadores de jornalismo, ativistas) continuem a fazer seu trabalho na forma de treinamento m\u00fatuo e continuar publicando da forma que conseguirem.<\/p>\n<p>Recomendamos veementemente que os propriet\u00e1rios da m\u00eddia assumam mais responsabilidade pela seguran\u00e7a e bem-estar de seus funcion\u00e1rios \u2013 isso inclui a redu\u00e7\u00e3o da precariedade econ\u00f4mica dos jornalistas, pagando um sal\u00e1rio digno; treinar jornalistas sobre como fazer reportagens sobre t\u00f3picos que representam um risco maior; proporcionar benef\u00edcios; aumentar a independ\u00eancia de interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos nos n\u00edveis local, regional e nacional. At\u00e9 agora, os ve\u00edculos de not\u00edcias que oferecem prote\u00e7\u00e3o e treinamento para jornalistas tendem a ser exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, recomendamos financiamento e apoio cont\u00ednuos para as redes de jornalismo que se formaram ao longo dos \u00faltimos vinte anos. Argumentamos que as mudan\u00e7as estruturais nas pol\u00edticas governamentais tamb\u00e9m devem ser feitas para aumentar a independ\u00eancia entre os meios de comunica\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis local, regional e nacional. Algumas dessas mudan\u00e7as estruturais incluem a redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia econ\u00f4mica de \u201csubs\u00eddios\u201d governamentais aos meios de comunica\u00e7\u00e3o por meio de publicidade oficial. Essa pr\u00e1tica resultou em uma forma de \u201ccensura branda\u201d que tem sido prejudicial ao jornalismo independente.<\/p>\n<p><strong>JER: <\/strong>Dedicamos um cap\u00edtulo \u00e0 an\u00e1lise de in\u00fameras iniciativas, programas, pol\u00edticas, leis, emendas constitucionais, administra\u00e7\u00f5es presidenciais, interven\u00e7\u00f5es externas, interven\u00e7\u00f5es internas e quase tudo que se possa pensar para abordar a quest\u00e3o dos ataques e assassinatos de jornalistas. Muitos jornalistas preocupados e brilhantes, organiza\u00e7\u00f5es de defesa da imprensa, funcion\u00e1rios p\u00fablicos, cidad\u00e3os, defensores dos direitos humanos, pol\u00edticos, acad\u00eamicos e outros colocaram energia para abordar essas quest\u00f5es de in\u00fameras maneiras, em m\u00e9todos sistem\u00e1ticos que seria dif\u00edcil de encontrar em outro lugar. O fato de as agress\u00f5es, abusos, desaparecimentos e assassinatos continuarem demonstra qu\u00e3o complexa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o realmente nos n\u00edveis nacional, estadual e local.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As professoras Celeste Gonz\u00e1lez de Bustamante e Jeannine E. 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