{"id":36889,"date":"2021-10-12T16:22:42","date_gmt":"2021-10-12T21:22:42","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=36889"},"modified":"2021-10-14T04:29:17","modified_gmt":"2021-10-14T09:29:17","slug":"contracorrientes-honduras-cabot-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/contracorrientes-honduras-cabot-2021\/","title":{"rendered":"\u2018T\u00ednhamos de existir\u2019, diz cofundadora do hondurenho Contracorriente, men\u00e7\u00e3o especial no Pr\u00eamio Cabot"},"content":{"rendered":"<p>Contracorriente \u00e9 um ve\u00edculo digital relativamente novo, fundado em 2017, mas j\u00e1 capaz de exercer impacto em Honduras. E isso foi reconhecido no Pr\u00eamio Maria Moors Cabot de 2021 com uma men\u00e7\u00e3o especial do j\u00fari.<\/p>\n<p>\u201cAdquirir relev\u00e2ncia como meio de comunica\u00e7\u00e3o em t\u00e3o pouco tempo foi porque havia necessidade de que existissem meios \u00e9ticos no tratamento da not\u00edcia, da informa\u00e7\u00e3o que se obt\u00e9m e que se verifica,\u201d disse \u00e0 <strong>LatAm Journalism Review (LJR) <\/strong>Catherine Calder\u00f3n, cofundadora e diretora de desenvolvimento de Contracorriente.<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de prop\u00f3sito de Calder\u00f3n \u00e9 compartilhada com Jennifer \u00c1vila, tamb\u00e9m cofundadora e diretora editorial de Contracorriente. As suas lideram o ve\u00edculo, que entre as coberturas recentes se destaca as reportagens sobre os Pandora Papers, que revelou casos de evas\u00e3o e elis\u00e3o fiscal de l\u00edderes pol\u00edticos e empresariais, que ocultam o seu patrim\u00f4nio em para\u00edsos fiscais.<\/p>\n<p>\u201cEm Honduras, em particular, obviamente o tema \u00e9 muito mais forte por conta da desigualdade, da pobreza que existe no pa\u00eds, a corrup\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos e a impunidade que existe na corrup\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, acho que essa \u00e9 uma das hist\u00f3rias,\u201d disse \u00c1vila \u00e0 <strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>Nesta entrevista, \u00c1vila e Calder\u00f3n falam sobre esta investiga\u00e7\u00e3o e muito mais, incluindo os bastidores da cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de Contracorriente, sobre como lidam com o machismo no jornalismo e aconselham jornalistas jovens interessados em direcionar as suas carreiras para fazer investiga\u00e7\u00f5es de impacto na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o independentes, ficamos muito sozinhos como uma ferramenta para a sociedade civil. Mas acho que existir \u00e9 algo importante, e esses reconhecimentos tamb\u00e9m elevam muito o perfil desse tipo de projeto, pois ajuda toda a sociedade hondurenha, n\u00e3o apenas o Contracorriente,\u201d disse \u00c1vila.<\/p>\n<div id=\"attachment_36317\" style=\"width: 517px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-36317\" class=\"wp-image-36317 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Featured-Catherine-Calderon-e-Jennifer-Avila.png\" alt=\"Catherine Calder\u00f3n e Jennifer \u00c1vila, cofundadoras do hodurenho Contracorrente: jornalismo investigativo de impacto em ambiente hostil para jornalistas mulheres\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Featured-Catherine-Calderon-e-Jennifer-Avila.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Featured-Catherine-Calderon-e-Jennifer-Avila-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Featured-Catherine-Calderon-e-Jennifer-Avila-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><p id=\"caption-attachment-36317\" class=\"wp-caption-text\">Catherine Calder\u00f3n e Jennifer \u00c1vila, cofundadoras do hodurenho Contracorrente: jornalismo investigativo de impacto em ambiente hostil para jornalistas mulheres<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A entrevista de <\/span><b>LJR<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> com \u00c1vila e Calder\u00f3n abaixo foi ligeiramente editada para fins de estilo e tamanho.<\/span><\/p>\n<p><strong>LatAm Journalism Review: O que a Men\u00e7\u00e3o Especial dos Pr\u00eamios Cabot representa para o Contracorriente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jennifer \u00c1vila:<\/strong> \u00c9 uma honra, obviamente. Mas tamb\u00e9m \u00e9 uma grande responsabilidade que assumimos, de fazer o jornalismo que precisamos fazer em um pa\u00eds como Honduras, como uma crise democr\u00e1tica muito grande. Um pa\u00eds em uma das regi\u00f5es mais violentas do mundo, a Am\u00e9rica Central, mas tamb\u00e9m uma regi\u00e3o que est\u00e1, atualmente, com governos autocr\u00e1ticos, retrocedendo muito em termos de corrup\u00e7\u00e3o e de democracia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u00e9 uma responsabilidade muito grande, \u00e9 um desafio muito grande tamb\u00e9m para n\u00f3s, em manter o jornalismo do Contracorriente independente, rigoroso, profissional e com esse objetivo de criar uma nova gera\u00e7\u00e3o de jornalistas. \u00c9 um grande impulso, uma grande responsabilidade, e refor\u00e7a os desafios que temos para fazer o jornalismo profissional que este pa\u00eds precisa agora.<\/p>\n<p><strong>Catherine Calder\u00f3n:<\/strong> Primeiramente, \u00e9 uma grande responsabilidade. Porque embora n\u00e3o seja o pr\u00eamio por si, uma men\u00e7\u00e3o faz que tenhamos consci\u00eancia da grande responsabilidade que temos n\u00e3o apenas em Honduras, mas na regi\u00e3o, sobre o jornalismo que estamos fazendo, sobre o trabalho que toda a equipe faz no dia a dia e nas publica\u00e7\u00f5es feitas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, esta men\u00e7\u00e3o vem nos mostrar ou ratificar todo esse processo que realizamos em cada uma das hist\u00f3rias. De uma forma bastante natural, primeiro cuidar das fontes, ter esse tato e essa sensibilidade na hora de contar as hist\u00f3rias, tendo como primeiro ponto o tema de quem entrevistamos. Ou seja, se uma fonte nos diz ou \u00e9 parte dessas declara\u00e7\u00f5es, de um produto jornal\u00edstico, sempre tentar n\u00e3o tirar a voz dessa pessoa, e sim deixar os textos o mais fluido poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, esta men\u00e7\u00e3o vem nos dizer duas coisas: a primeira, que temos mais responsabilidade em nosso processo; e a segunda, que estamos executando bem porque estamos partindo desse ponto de vista, e desse sentimento de querer fazer um jornalismo diferente, come\u00e7ando por dar \u00e0s fontes o lugar que elas merecem, que s\u00e3o como parte de nossas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>LJR: O Contracorriente \u00e9 um meio de comunica\u00e7\u00e3o relativamente novo, mas alcan\u00e7ou relev\u00e2ncia e impacto em muito pouco tempo. Qual \u00e9 o maior desafio, se podem escolher um, que voc\u00eas enfrentaram nessa trajet\u00f3ria, e como o superaram (ou est\u00e3o trabalhando para superar)?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JA:<\/strong> Foi um grande desafio criar o Contracorriente como um meio de comunica\u00e7\u00e3o totalmente independente, constru\u00eddo do zero, literalmente. Com duas mulheres no comando, neste caso, Catherine e eu. E digo isso porque\u2026 \u00e9 claro, ainda vivemos em um mundo muito machista. No in\u00edcio, custou muito conquistar o lugar que merec\u00edamos, e ter o lugar que o jornalismo que o Contracorriente estava fazendo realmente merecia. Porque, sim, havia uma vis\u00e3o muito machista ao redor do jornalismo.<\/p>\n<p>O jornalismo que se destaca sempre \u00e9 o dos homens, ou os homens s\u00e3o a maioria, ao menos. At\u00e9 muito pouco tempo atr\u00e1s, de fato eles eram a maior parte de diretores de meios de comunica\u00e7\u00e3o ou de diretores editoriais. E acho que com Cathy (Catherine) conseguimos ir superando isso, abrindo um caminho para o jornalismo, independentemente se n\u00f3s somos mulheres jovens. Ou seja, abrir esse caminho para as mulheres, sobretudo para mulheres jovens como n\u00f3s, porque t\u00eam muito mais desafios.<\/p>\n<p>Mas acho que, no fim das contas, segue sendo um desafio ser uma voz independente, respeitada, come\u00e7ar a criar audi\u00eancias comprometidas. E acho que no Contracorriente fizemos isso relativamente r\u00e1pido. Mas o Contracorriente tamb\u00e9m se tornou muito relevante porque nascemos em um momento muito necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Era o momento da crise pol\u00edtica institucional, uma das mais fortes nos \u00faltimos anos, com a reelei\u00e7\u00e3o do presidente Juan Orlando Hern\u00e1ndez. As pessoas nas ruas, mortos nas ruas. Coube a n\u00f3s cobrir todo esse conflito, toda essa crise. E acho que fizemos isso de uma maneira muito \u00edntegra, e obviamente por isso tamb\u00e9m se tornou essencial.<\/p>\n<p><strong>CC:<\/strong> \u00c9 fundamental come\u00e7ar da parte em que Jennifer e eu, quando sentamos e olhamos essa primeira ideia, esse primeiro tra\u00e7o de \u201cbom, queremos que exista um espa\u00e7o onde n\u00f3s mesmas tamb\u00e9m tenhamos a possibilidade de fazer o jornalismo e fazer o trabalho que queremos\u201d. Mas, al\u00e9m disso, ter um espa\u00e7o que permitisse nos conectar com outras pessoas que estivessem em linha conosco, que quisessem seguir falando sobre esse pa\u00eds sem se verem, de alguma forma, caladas por uma ou outra raz\u00e3o, que nos outros espa\u00e7os n\u00e3o dava.<\/p>\n<p>Essa parte ajudou. Ou seja, que o Contracorriente, agora mais do que nunca, quatro anos depois, sinto que era necess\u00e1rio, de verdade. T\u00ednhamos que existir. Porque havia uma necessidade n\u00e3o apenas para n\u00f3s, mas para um grupo de pessoas, em um grupo de jovens que vinham querendo ter um espa\u00e7o como este.<\/p>\n<p>E acho que o maior desafio foi, primeiro, encontrar essa equipe de trabalho que tamb\u00e9m decidisse embarcar conosco. E fazer isso em um contexto no qual existe muita viol\u00eancia. Mas se somarmos a isso ser uma pessoa jovem, e a maioria da nossa equipe \u00e9 de mulheres. Ser uma jovem jornalista mulher em um pa\u00eds como o nosso e, al\u00e9m disso, investigar os temas que investigamos com profundidade. Esse foi nosso primeiro desafio. Mas no caminho fomos encontrando a possibilidade de poder trabalhar com pessoas que est\u00e3o totalmente comprometidas em fazer o jornalismo que visamos.<\/p>\n<p>Por outro lado, o outro grande desafio que temos \u00e9 o tema da invisibiliza\u00e7\u00e3o e o bloqueio institucional que existe por parte do Estado no momento de acessar a informa\u00e7\u00e3o. Sem a informa\u00e7\u00e3o que deveria ser p\u00fablica, ou acess\u00edvel para verificar e fazer todo esse processo de investiga\u00e7\u00e3o o mais rigoroso poss\u00edvel, que deixaria um pouco mais f\u00e1cil para n\u00f3s. Mas \u00e9 um grande desafio ter que decifrar esses documentos em imagens ou em fotoc\u00f3pia de imagens impressas, para poder contar uma hist\u00f3ria primeiro.<\/p>\n<p>Um terceiro desafio que poderia ser citado \u00e9 o tema da parte econ\u00f4mica, que definitivamente \u00e9 um grande desafio, levando em conta que somos um meio de comunica\u00e7\u00e3o que, habitualmente, em pa\u00edses como os nossos, se mant\u00e9m ou mant\u00e9m uma grande parte atrav\u00e9s da publicidade. Mas n\u00f3s decidimos n\u00e3o ter publicidade de nenhum tipo em nossas redes nem em nossas plataformas, para manter nossa independ\u00eancia. Ent\u00e3o, acho que esse \u00e9 um grande desafio, mas que fomos trabalhando durante esses quatro anos.<\/p>\n<p><strong>LJR: Neste ano, todos os Pr\u00eamios Cabot foram para mulheres. Com que desafios voc\u00eas lidaram sendo mulheres que fazem jornalismo na Am\u00e9rica Latina?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JA:<\/strong> N\u00f3s mulheres temos muito mais desafios nessas sociedades machistas. Tem uma coisa que enfrentamos todos os dias, e que nossas jornalistas jovens tamb\u00e9m enfrentam todos os dias em seus trabalhos, que \u00e9 o ass\u00e9dio sexual. Obviamente existe uma quest\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es de poder muito fortes que afetam a n\u00f3s, jornalistas. Mas tamb\u00e9m somos mulheres, e tamb\u00e9m nos afeta a quest\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es de poder e g\u00eanero.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o os contextos t\u00e3o violentos contra as mulheres, de muita impunidade no caso da viol\u00eancia contra as mulheres, tamb\u00e9m \u00e9 algo que acaba afetando nosso trabalho. \u00c9 algo extra que enfrentamos fazendo esse trabalho em territ\u00f3rios hostis ou cobrindo conflitos e momentos de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Obviamente, vemos que a outra men\u00e7\u00e3o \u00e9 ao Cartel Project, que era liderado por essa mulher, essa jornalista, <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/com-base-em-nova-investigacao-sobre-assassinato-da-jornalista-mexicana-regina-martinez-em-2012-coalizao-pede-que-autoridades-reabram-caso\/\">Regina [Mart\u00ednez P\u00e9rez<\/a>], que mataram no M\u00e9xico, assim como <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/?s=Miroslava+Breach+\">Miroslava [Breach]<\/a>. Ou seja, um monte de jornalistas mulheres que perderam a vida e que foram desprestigiadas em seus trabalhos porque enfrentaram essas estruturas. E tamb\u00e9m porque n\u00e3o se espera que n\u00f3s, mulheres, tamb\u00e9m assumamos esses pap\u00e9is de lideran\u00e7a, de auditoria e de investiga\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, acho que h\u00e1 muitas coisas a superar, sobretudo na Am\u00e9rica Latina, nesse assunto.<\/p>\n<p><strong>CC:<\/strong> Ser mulher na Am\u00e9rica Latina j\u00e1 \u00e9 um grande desafio. Mas ser jornalista e ser mulher em um pa\u00eds como o nosso, onde a maioria da ind\u00fastria das corpora\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas \u00e9 comandada por homens que, por anos, estiveram envolvidos em processos e sendo aliados do Estado, mais do que da pr\u00f3pria profiss\u00e3o ou do chamado a desmascarar os atos de corrup\u00e7\u00e3o, s\u00e3o parte disso.<\/p>\n<p>O primeiro desafio fazendo jornalismo na Am\u00e9rica Latina \u00e9 enfrentar um sistema que vai desmerecer o trabalho que voc\u00ea faz simplesmente por ser mulher. N\u00e3o porque seu trabalho n\u00e3o esteja bem feito, mas vamos te julgar porque voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 homem e n\u00e3o \u00e9 o estere\u00f3tipo habitual que estamos acostumados a ver.<\/p>\n<p>E, terceiro, o ass\u00e9dio. N\u00e3o importa em que n\u00edvel esteja, n\u00e3o importa que fonte esteja entrevistando. Pessoas que pensamos que podem estar bastante sensibilizadas e seguem sendo parte deste sistema no qual se sentem totalmente protegidos, porque funciona assim. O mundo de homens.<\/p>\n<p>\u00c9 uma parte que nos enche de alegria saber que os Pr\u00eamios Cabot deste ano est\u00e3o reconhecendo as mulheres jornalistas pelo trabalho que fazemos. N\u00e3o porque somos mulheres, e sim porque j\u00e1 est\u00e1 na hora de algu\u00e9m reconhecer o trabalho das mulheres nessas \u00e1reas que, por muitos anos, foram bastante invisibilizadas, e n\u00e3o compactuam com um estere\u00f3tipo que os homens querem que tenhamos nesta ind\u00fastria.<\/p>\n<p><strong>LJR: Qual \u00e9 a hist\u00f3ria mais dif\u00edcil que voc\u00eas cobriram recentemente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JA:<\/strong> Atualmente, um dos projetos mais ambiciosos em termos de jornalismo colaborativo no mundo, os <a href=\"https:\/\/contracorriente.red\/especial-pandora-papers\">Pandora Papers<\/a>, que sa\u00edram h\u00e1 poucos dias. Foi uma experi\u00eancia muito interessante que participamos no Contracorriente. Cobrindo temas muito delicados como o da evas\u00e3o fiscal ou do ocultamento de fortunas em empresas de sociedades offshore.<\/p>\n<p>Em Honduras, em particular, obviamente o tema \u00e9 muito mais forte por conta da desigualdade, da pobreza que existe no pa\u00eds, a corrup\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos e a impunidade que existe na corrup\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, acho que essa \u00e9 uma das hist\u00f3rias. S\u00e3o cinco as hist\u00f3rias que escrevi sobre isso. Por enquanto, porque acho que isso vai render muito mais.<\/p>\n<p>Mas participar desse projeto do Pandora Papers foi muito interessante. \u00c9 uma experi\u00eancia de jornalismo colaborativo internacional muito, muito ambiciosa e muito interessante para toda a equipe do Contracorriente.<\/p>\n<p><strong>CC: <\/strong>Para mim, cada uma \u00e9 dif\u00edcil e bastante desafiadora. Mas, sem d\u00favidas, ter sido parte dos Pandora Papers gerou uma mudan\u00e7a de atitude, e de assumir a responsabilidade que temos como meio de comunica\u00e7\u00e3o e como mulheres que comandam uma equipe jornal\u00edstica, que est\u00e1 fazendo parte de algo transnacional, novamente. Porque esta \u00e9 a terceira ocasi\u00e3o em que colaboramos com uma investiga\u00e7\u00e3o transnacional e de grande impacto.<\/p>\n<p>Definitivamente, trabalhar sobre a quest\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o com atores hostis, como ex-pol\u00edticos, ex-presidentes e ex-ministros. Pessoas que, al\u00e9m disso, estiveram envolvidas, ou pessoas pr\u00f3ximas a elas que estiveram envolvidas com narcotr\u00e1fico em Honduras.<\/p>\n<p>J\u00e1 vivemos em um pa\u00eds no qual \u00e9 perigoso viver, ou seja, aqui se sobrevive. Mas estar t\u00e3o perto de temas como esses nos torna um alvo muito mais f\u00e1cil. E tamb\u00e9m nos gera um trabalho maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa tarefa, de como a fazemos, como protegemos as fontes, como protegemos a informa\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3prio trabalho, nossa pr\u00f3pria vida e nossas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, neste momento, diria que s\u00e3o os Pandora Papers. N\u00e3o pelo complicado que \u00e9 desenrolar toda essa informa\u00e7\u00e3o, mas pelo complicado que \u00e9 chegar aos atores para ter, tamb\u00e9m, essas declara\u00e7\u00f5es de fontes oficiais, e lidar com o ass\u00e9dio gerado a partir da busca de respostas. N\u00e3o estive totalmente envolvida pessoalmente, foi Jennifer que esteve, mas, definitivamente, no fim das contas, todo o trabalho que se fa\u00e7a a n\u00edvel jornal\u00edstico me impacta.<\/p>\n<p><strong>LJR: Nos \u00faltimos anos, a situa\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina se tornou cada vez mais complicada. Qual \u00e9 a vis\u00e3o de voc\u00eas sobre o futuro pr\u00f3ximo do jornalismo em Honduras?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JA:<\/strong> N\u00f3s achamos que o Contracorriente est\u00e1 dando um novo rumo ao jornalismo independente e ao jornalismo em geral em Honduras. Temos um projeto que se chama La Nave, que \u00e9 uma escola de jornalismo transm\u00eddia. O Contracorriente funcionou justamente assim nesses quatro anos, como um espa\u00e7o onde a nova gera\u00e7\u00e3o de jornalistas que querem fazer jornalismo independente, que querem romper paradigmas, est\u00e3o chegando em nossa reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma vis\u00e3o bastante positiva do que o jornalismo est\u00e1 fazendo. Mas tamb\u00e9m, \u00e0 medida que vamos avan\u00e7ando no jornalismo, tamb\u00e9m avan\u00e7am e se constroem mais muros para que n\u00e3o fa\u00e7amos nosso trabalho. Como dizia no in\u00edcio, vivemos uma era de crise democr\u00e1tica. Honduras em uma autocracia eleitoral, vamos para um processo eleitoral que est\u00e1 pr\u00f3ximo e que j\u00e1 est\u00e1 anunciado que vai ser uma crise pol\u00edtica a mais.<\/p>\n<p>Ou seja, temos 12 anos de um golpe de Estado, e o pa\u00eds convulsiona todas as vezes em que tem elei\u00e7\u00e3o. Existem muitas limita\u00e7\u00f5es, muita impunidade em Honduras, expulsaram a miss\u00e3o de apoio contra corrup\u00e7\u00e3o e impunidade que poderia ter representado uma pequena luz em t\u00f3picos de justi\u00e7a e de luta anticorrup\u00e7\u00e3o. Desmantelaram isso.<\/p>\n<p>N\u00f3s, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o independentes, ficamos muito sozinhos como uma ferramenta para a sociedade civil. Mas acho que existir \u00e9 algo importante, e esses reconhecimentos tamb\u00e9m elevam muito o perfil desse tipo de projeto, pois ajuda toda a sociedade hondurenha, n\u00e3o apenas o Contracorriente.<\/p>\n<p><strong>CC: <\/strong>No Contracorriente, temos muita esperan\u00e7a. Sempre dizemos que, se n\u00e3o somos n\u00f3s, ao menos queremos que sejam as pessoas que venham trabalhar conosco ou pessoas que sejam parte dos processos jornal\u00edsticos e de forma\u00e7\u00e3o que abrimos para comunicadores, jornalistas ou quem se interessa em fazer esse trabalho. Que, definitivamente, tenham ao menos a informa\u00e7\u00e3o e as ferramentas de como fazer o bom jornalismo \u00e9tico que \u00e9 necess\u00e1rio no pa\u00eds, e na regi\u00e3o, no fim das contas.<\/p>\n<p>Adquirir relev\u00e2ncia como meio de comunica\u00e7\u00e3o em t\u00e3o pouco tempo foi porque havia necessidade de que existissem meios \u00e9ticos no tratamento da not\u00edcia, da informa\u00e7\u00e3o que se obt\u00e9m e que se verifica.<\/p>\n<p>Acho que, definitivamente, existe um grande potencial. Existe um grupo de jovens que, de verdade, querem e acreditam que \u00e9 necess\u00e1rio esse tipo de processo. Estamos h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada em uma crise, desde o golpe de Estado, que nos permitiu ir ganhando outros espa\u00e7os, mas tamb\u00e9m permitiu \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, aos cidad\u00e3os e cidad\u00e3s, reconhecerem-se como parte fundamental desse processo democr\u00e1tico que vai come\u00e7ar a ser rompido. Come\u00e7ar a exercer isso a partir da informa\u00e7\u00e3o que se consome.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, temos uma grande oportunidade. E muitos desafios, definitivamente. N\u00e3o somos o pa\u00eds que mais l\u00ea, mas existe um grupo de pessoas que est\u00e1 tentando, e que est\u00e1 fazendo eco ao trabalho que estamos fazendo.<\/p>\n<p>De alguma forma, penso muito nessa nova gera\u00e7\u00e3o de jornalistas, que est\u00e3o vendo uma possibilidade. Porque tanto na regi\u00e3o quanto a n\u00edvel mundial se fala cada vez mais de um jornalismo independente. Um jornalismo independente que, sim, existe, e que antes, h\u00e1 dez anos, ningu\u00e9m tinha uma refer\u00eancia t\u00e3o palp\u00e1vel, t\u00e3o pr\u00f3xima em que pud\u00e9ssemos dizer: \u201cBom, \u00e9 poss\u00edvel, porque conseguiram isso\u201d.<\/p>\n<p><strong>LJR: Que conselhos dariam aos jornalistas jovens da Am\u00e9rica Latina que, assim como voc\u00eas, gostariam de fazer jornalismo investigativo e de profundidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JA:<\/strong> Meu conselho aos jornalistas jovens da Am\u00e9rica Latina \u00e9 que leiam muito, que estudem muito, que pensem que o jornalismo tamb\u00e9m deve ser feito junto com m\u00faltiplas disciplinas. Ou seja, que tamb\u00e9m \u00e9 muito importante ter uma vis\u00e3o integral, hol\u00edstica, do que est\u00e1 acontecendo, pois temos uma responsabilidade muito grande.<\/p>\n<p>E acho que se pode fazer jornalismo investigativo assim, ou seja, investigando muito, estudando muito, e agora sem pensar que vamos fazer isso sozinhos. Agora se pode trabalhar em rede a n\u00edvel internacional. Tem que aproveitar a globaliza\u00e7\u00e3o para tecer redes globais que nos permitam exercer o jornalismo em nossos pa\u00edses, mas tamb\u00e9m com uma vis\u00e3o dos problemas globais que estamos vivendo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer jornalismo independente, porque tamb\u00e9m existe um monop\u00f3lio da informa\u00e7\u00e3o e da narrativa na internet. Mas tudo isso \u00e9 algo que precisa ir sendo observado e mudado, \u00e0 medida que todos vamos construindo novas narrativas globais a partir do jornalismo investigativo.<\/p>\n<p><strong>CC:<\/strong> Praticamente respondi na pergunta anterior. Mas o conselho seria que realmente n\u00e3o deixem de fazer o que acreditam, o que \u00e9 correto, que sempre sigam sua intui\u00e7\u00e3o e que sejam impec\u00e1veis com sua pr\u00f3pria palavra, que honrem essa profiss\u00e3o que decidiram exercer. Independentemente se foi sua primeira op\u00e7\u00e3o, sua \u00faltima op\u00e7\u00e3o ou uma casualidade da vida, que fa\u00e7am com o maior respeito poss\u00edvel e que sempre estejam com humildade.<\/p>\n<p>Porque, nesta profiss\u00e3o, tem que ir aprendendo e fazendo de forma cada vez mais colaborativa. E isso n\u00e3o funciona quando os egos se antep\u00f5em ao trabalho, quando o ego profissional vem primeiro que a hist\u00f3ria ou que o impacto que a hist\u00f3ria que estamos contando pode chegar a ter.<\/p>\n<p><strong><em>*Nota do editor:<\/em><\/strong><em>\u00a0Rosental Alves, que preside o Conselho do Pr\u00eamio Cabot, \u00e9 fundador e diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Am\u00e9ricas, que publica a LatAm Journalism Review.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contracorriente \u00e9 um ve\u00edculo digital novo, fundado em 2017, mas j\u00e1 capaz de exercer impacto em Honduras. 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Es profesor del curso de periodismo de PUC-Rio y es presentador del podcast de BRIO, que trata sobre periodismo, carrera, mercado y tecnolog\u00eda. Gan\u00f3 los premios Imprensa Embratel (2007), Alexandre Adler (2008), y en dos oportunidades el Tim Lopes de Periodismo Investigativo (2009 y 2014). J\u00falio Lubianco estudou jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF). Come\u00e7ou a carreira em 2003, no caderno Cidade do Jornal do Brasil. Foi rep\u00f3rter, chefe de reportagem e gerente de jornalismo na R\u00e1dio CBN. Fez mestrado em m\u00eddia e comunica\u00e7\u00e3o na London School of Economics (LSE), com bolsa do programa Jornalistas de Vis\u00e3o. \u00c9 professor do curso de jornalismo da PUC-Rio e apresenta o podcast do BRIO, que discute jornalismo, carreira, mercado e tecnologia. 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He began his career on the local desk at Jornal do Brasil, in 2003. He was a reporter, assignment editor and managing editor at R\u00e1dio CBN. He has a Master\u2019s degree in media and communication from the London School of Economics (LSE), with a scholarship from the Journalists of Vision program. He is a professor of journalism at PUC-Rio. He won the Imprensa Embratel award in 2007, the Alexandre Adler award in 2008, and is a two-time winner of the Tim Lopes Award for Investigative Journalism, in 2009 and 2014. J\u00falio Lubianco estudi\u00f3 periodismo en la Universidad Federal Fluminense (UFF). Comenz\u00f3 la carrera en 2003, en el diario Jornal do Brasil. Fue reportero, editor y editor ejecutivo en R\u00e1dio CBN. Hizo su maestr\u00eda en medios de comunicaci\u00f3n en London School of Economics (LSE), becado por el programa Jornalistas de Vis\u00e3o. Es profesor del curso de periodismo de PUC-Rio y es presentador del podcast de BRIO, que trata sobre periodismo, carrera, mercado y tecnolog\u00eda. Gan\u00f3 los premios Imprensa Embratel (2007), Alexandre Adler (2008), y en dos oportunidades el Tim Lopes de Periodismo Investigativo (2009 y 2014). J\u00falio Lubianco estudou jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF). Come\u00e7ou a carreira em 2003, no caderno Cidade do Jornal do Brasil. Foi rep\u00f3rter, chefe de reportagem e gerente de jornalismo na R\u00e1dio CBN. Fez mestrado em m\u00eddia e comunica\u00e7\u00e3o na London School of Economics (LSE), com bolsa do programa Jornalistas de Vis\u00e3o. \u00c9 professor do curso de jornalismo da PUC-Rio e apresenta o podcast do BRIO, que discute jornalismo, carreira, mercado e tecnologia. 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