{"id":38808,"date":"2013-07-25T21:31:53","date_gmt":"2013-07-26T02:31:53","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=38808"},"modified":"2021-10-22T11:17:21","modified_gmt":"2021-10-22T16:17:21","slug":"midia-ninja-um-fenomeno-de-jornalismo-alternativo-que-emergiu-dos-protestos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/midia-ninja-um-fenomeno-de-jornalismo-alternativo-que-emergiu-dos-protestos-no-brasil\/","title":{"rendered":"M\u00eddia NINJA: um fen\u00f4meno de jornalismo alternativo que emergiu dos protestos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Na esteira das\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Protestos_no_Brasil_em_2013\">grandes manifesta\u00e7\u00f5es que se espalham pelo Brasil desde junho<\/a>\u00a0emergiu um fen\u00f4meno midi\u00e1tico. O coletivo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/midiaNINJA?ref=ts&amp;fref=ts\">M\u00eddia NINJA<\/a>, com seu modelo de transmiss\u00e3o dos acontecimentos \"sem corte e sem censura\", ao vivo direto das ruas, atraiu os olhares e a admira\u00e7\u00e3o de milhares de pessoas nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>Para quem ainda n\u00e3o conhece, NINJA, mais do que uma refer\u00eancia ao agente oriental, \u00e9 uma sigla que significa \u201cNarrativas Independentes, Jornalismo e A\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 esta \u00faltima palavra que tem dado o tom de sua cobertura e levantado o debate sobre se ainda faz sentido apartar jornalismo e ativismo.<\/p>\n<p>As transmiss\u00f5es s\u00e3o feitas em grande parte por celulares e dispositivos 4G, mais na base do improviso do que de um roteiro pr\u00e9-definido. Se a pr\u00e1tica de transmitir atos p\u00fablicos n\u00e3o \u00e9 nova, a visibilidade que ela ganhou com o grupo surpreende, chegando a bater a marca dos 100 mil espectadores. Os ninjas divulgam seu conte\u00fado pelas redes sociais e t\u00eam uma resposta do p\u00fablico que supera em muito a intera\u00e7\u00e3o vista em p\u00e1ginas de ve\u00edculos da grande m\u00eddia brasileira. Eles j\u00e1 contam com mais de 120 mil curtidores no Facebook, em uma conta criada h\u00e1 cerca de quatro meses.<\/p>\n<p>O sucesso fica evidente tamb\u00e9m nas reuni\u00f5es abertas do coletivo, que atraem centenas de pessoas dispostas a colaborar e se juntar ao time de ninjas. Na \u00faltima delas, realizada na Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da UFRJ na ter\u00e7a (23), muitos participantes deixaram claro o porqu\u00ea do apoio: \u201cA gente se sente muito representado pela forma como voc\u00eas andam noticiando. A vers\u00e3o da hist\u00f3ria que voc\u00eas d\u00e3o \u00e9 muito pr\u00f3xima a vers\u00e3o do fato que a gente verifica\u201d, disse um dos presentes, aplaudido pelos demais.<\/p>\n<p>Para o ninja Filipe Pe\u00e7anha, 24, a m\u00eddia independente vem ganhando espa\u00e7o com a insatisfa\u00e7\u00e3o diante da cobertura dos protestos feita pela grande m\u00eddia. \u201cA gente tem virado um pouco a refer\u00eancia durante os atos p\u00fablicos, as pessoas demonstram apoio ao nosso trabalho. Ao contr\u00e1rio do que acontece com rep\u00f3rteres de ve\u00edculos como a Globo.\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/knightcenter.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-14186-jornalistas-sao-agredidos-e-detidos-pela-policia-militar-durante-protesto-no-rio-de-ja\">Pe\u00e7anha acabou detido pela Pol\u00edcia Militar<\/a>\u00a0enquanto cobria o protesto nos arredores do Pal\u00e1cio Guanabara (sede do governo estadual) na \u00faltima segunda-feira (22), acusado de \u201cincitar a viol\u00eancia\u201d. Algumas horas depois, foi liberado junto com um segundo ninja que tamb\u00e9m havia sido detido. Ambos continuaram na delegacia at\u00e9 a manh\u00e3 seguinte aguardando a libera\u00e7\u00e3o de outras pessoas.<\/p>\n<p><strong>Jornalismo ativista<\/strong><\/p>\n<p>Esse tipo de engajamento, que faz o rep\u00f3rter assumir o ponto de vista do manifestante, \u00e9 o que, na opini\u00e3o da diretora da Eco,\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ivanabentes\">Ivana Bentes<\/a>, constitui a riqueza do grupo. \u201cA NINJA trabalha com a como\u00e7\u00e3o, o desejo e a participa\u00e7\u00e3o social, \u00e9 um tipo de narrativa muito mais interessante do que a ideia pobre e corporativista de jornalismo\u201d, declarou durante a reuni\u00e3o do coletivo.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m o ponto fora da curva do jornalismo tradicional, que busca um olhar distanciado, supostamente isento, dos fatos. Em muitas transmiss\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel acompanhar a correria e as rea\u00e7\u00f5es dos ninjas em meio aos confrontos entre manifestantes e policiais, quase como se fosse um filme de a\u00e7\u00e3o em tempo real.<\/p>\n<p>Para Bruno Torturra, o jornalista mais experiente da turma, trata-se de uma narrativa que rompe alguns paradigmas cl\u00e1ssicos da profiss\u00e3o ao mesmo tempo que retoma sua fun\u00e7\u00e3o essencial. \u201cNosso principal objetivo \u00e9 retomar para a causa do jornalismo e da comunica\u00e7\u00e3o seu papel ativista de servir como olho p\u00fablico e fornecer informa\u00e7\u00f5es cada vez mais qualificadas para defender a democracia\u201d, explica. \u201cN\u00e3o sei se vamos ter um manual de reda\u00e7\u00e3o, acho que o bom senso vai se tornar o nosso manual\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a checagem dos fatos, um dos principais fundamentos do jornalismo, Bruno acredita que ela tamb\u00e9m se tornar\u00e1 cada vez mais distribu\u00edda em rede. \"O rep\u00f3rter ser\u00e1 cobrado em tempo real porque ele ver\u00e1 as pessoas falando enquanto transmite.\"<\/p>\n<p>Apesar do sucesso midi\u00e1tico, a conduta jornal\u00edstica do grupo foi alvo de cr\u00edticas em um epis\u00f3dio recente. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, convidou a NINJA para uma entrevista exclusiva em seu gabinete. Apenas algumas horas depois do convite, eles estavam transmitindo a conversa ao vivo, para milhares de internautas. Ao final , muitos criticaram a falta de preparo e a forma como foi conduzida a entrevista.<\/p>\n<p>Por Facebook, o grupo respondeu \u00e0s cr\u00edticas. \u201c\u00c9 no processo, na experi\u00eancia, na transpar\u00eancia, no teste real, ao vivo e sem cortes, que estamos avan\u00e7ando. Construindo nossa base de p\u00fablico e equipe. E pensando, com os muitos erros e acertos, em como entregar um jornalismo cada vez mais pr\u00f3ximo da enorme confian\u00e7a e expectativa que tanta gente deposita na M\u00eddia NINJA.\u201d<\/p>\n<p>Em um coment\u00e1rio, a professora de jornalismo Sylvia Moretzsohn rebateu: \u201cN\u00e3o h\u00e1 como dizer que '\u00e9 na experi\u00eancia, no teste do real', etc, que se pode avan\u00e7ar. N\u00e3o \u00e9 apenas isso, \u00e9 muito mais que isso e exige preparo. N\u00e3o d\u00e1 pra se lan\u00e7ar assim, voluntariosamente, num ambiente que se desconhece. N\u00e3o d\u00e1 pra ignorar as t\u00e1ticas das assessorias. Voc\u00eas poderiam perfeitamente negar a oferta. Argumentos n\u00e3o faltariam. Do jeito que aceitaram, e do jeito que foi, acabaram servindo a quem queriam criticar.\u201d<\/p>\n<p>Superado o epis\u00f3dio, Torturra admite que o coletivo n\u00e3o soube abrir o processo da entrevista em rede nem pedir o tempo necess\u00e1rio para se preparar. \"Precisamos trazer jornalistas experientes para essa conversa para entendermos no que erramos\", afirma.<\/p>\n<p>Na pororoca entre o jornalismo tradicional e o que est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o, a NINJA segue crescendo. Rafael Vilela, membro do coletivo que conseguiu - gra\u00e7as a colabora\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas, segundo ele - ir ao Egito cobrir as manifesta\u00e7\u00f5es, considera a NINJA um incentivo para quem busca novos caminhos dentro do jornalismo. \u201cHoje nossos conte\u00fados tem um enorme potencial de repercuss\u00e3o. A coisa mais importante que o Ninja conseguiu foi dar visibilidade a uma outra via para o jornalismo que n\u00e3o a das grandes reda\u00e7\u00f5es, e isso \u00e9 um est\u00edmulo para as pessoas buscarem outras formas de viver do jornalismo. Eu j\u00e1 estou h\u00e1 dois anos vivendo disso\u201d, declara.<\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da repercuss\u00e3o do grupo ter sido impulsionada pelos protestos de junho, o laborat\u00f3rio para a NINJA come\u00e7ou anos antes, na cobertura ao vivo da Marcha da Liberdade de S\u00e3o Paulo, em 28 de maio de 2011. A experi\u00eancia resultou no lan\u00e7amento de um canal de transmiss\u00e3o de debates na internet chamado\u00a0<a href=\"http:\/\/www.postv.org\/\">P\u00f3sTV<\/a>, mantido por integrantes do coletivo Fora do Eixo. \u00c9 dele que vem os recursos utilizados pelos ninjas.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"http:\/\/foradoeixo.org.br\/\">Fora do Eixo<\/a>\u00a0nasceu em 2006, como uma rede para organizar circuitos de m\u00fasica e impulsionar artistas independentes longe do eixo Rio-S\u00e3o Paulo. Anos depois, se tornaram uma organiza\u00e7\u00e3o presente em v\u00e1rias cidades, com capacidade para realizar mais de 5 mil shows ao ano, e composta por mais de 270 coletivos.<\/p>\n<p>Pablo Capil\u00e9, um dos fundadores do FdE, explica que esta rede s\u00f3 foi poss\u00edvel com o espa\u00e7o aberto pela crise da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica enquanto intermedi\u00e1ria na difus\u00e3o da m\u00fasica. E dispara: agora \u00e9 a vez do jornalismo. \u201cNos protestos vemos os grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o colocados em xeque. Esse contexto \u00e9 bom para que iniciativas independentes que est\u00e3o pensando novas narrativas se fortale\u00e7am\u201d, ressalta.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n<p>A explos\u00e3o repentina das ruas acabou adiando o processo de constru\u00e7\u00e3o do site do coletivo. \u201cEstamos limitados na nossa capacidade jornal\u00edstica por estarmos s\u00f3 no Facebook\u201d, observa Torturra. \u201cTudo est\u00e1 mudando muito r\u00e1pido pra que a ideia de site que vinha sendo discutida pudesse ser colocada no ar. Precisamos sair do Facebook para conseguir explorar melhor as possibilidades editoriais. Pensamos em algo como um portal que fosse tamb\u00e9m uma rede social\u201d, complementa.<\/p>\n<p>O jornalista acredita que a chave para a sustentabilidade do grupo est\u00e1 no apoio recebido nas redes e nas ruas. \u201cEstamos pensando maneiras de nos financiar com dinheiro p\u00fablico, mas que n\u00e3o seja estatal.\u201d Torturra explica que eles pretendem lan\u00e7ar em breve uma campanha no Catarse para conseguir verba para pagar os custos iniciais, como servidor e desenvolvimento, de sua nova plataforma. Depois disso, uma inovadora combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios modelos de financiamento, incluindo assinaturas, micropagamentos para colaboradores, dinheiro de funda\u00e7\u00f5es e \u201cvaquinhas\u201d para reportagens espec\u00edficas ser\u00e1 posta em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>\"A ideia do Catarse est\u00e1 ligado \u00e0 confian\u00e7a e \u00e0 legitimidade que voc\u00ea gera. Sendo uma fonte de informa\u00e7\u00e3o que inspira confian\u00e7a, sendo sustent\u00e1vel jornal\u00edsticamente, voc\u00ea acaba conseguindo ser financeiramente\", afirma Vilela.<\/p>\n<p>Questionados sobre o que far\u00e3o depois que o calor das manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas passar, o plano \u00e9 simples. Dar cada vez mais \u00eanfase \u00e0 palavra a\u00e7\u00e3o que integra o nome do grupo. \"\u00c9 seguir com o que j\u00e1 temos feito nos \u00faltimos dois anos em S\u00e3o Paulo, sem usar o nome NINJA. Estamos pensando em transmitir cada vez mais aulas p\u00fablicas, programas ao vivo na rua, experimentar programas de audit\u00f3rio na rua, debater pautas abertamente\", conta Torturra.<\/p>\n<p>Com Copa e Olimp\u00edadas a caminho e a promessa de ruas ainda mais fervilhantes, este parece ser s\u00f3 o ensaio para essa gera\u00e7\u00e3o que produz e consome m\u00eddia dos aparelhos que carrega no bolso e espera acessar not\u00edcia de qualquer lugar, a qualquer hora.<\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na esteira das\u00a0grandes manifesta\u00e7\u00f5es que se espalham pelo Brasil desde junho\u00a0emergiu um fen\u00f4meno midi\u00e1tico. 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