{"id":42348,"date":"2013-08-07T10:39:50","date_gmt":"2013-08-07T15:39:50","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=42348"},"modified":"2021-11-18T10:40:56","modified_gmt":"2021-11-18T15:40:56","slug":"na-fronteira-entre-jornalismo-e-entretenimento-newsgame-ganha-espaco-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/na-fronteira-entre-jornalismo-e-entretenimento-newsgame-ganha-espaco-no-brasil\/","title":{"rendered":"Na fronteira entre jornalismo e entretenimento, newsgame ganha espa\u00e7o no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Para entender como funciona a m\u00e1fia mundial, voc\u00ea assume o ponto de vista de um policial disfar\u00e7ado de traficante que atua em diferentes pa\u00edses. Acertar perguntas sobre educa\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 o caminho para avan\u00e7ar em um strip-tease feito por uma modelo. Para conhecer as ideias dos principais fil\u00f3sofos, voc\u00ea d\u00e1 vida a um deles e disputa as teorias em uma batalha virtual. Parece brincadeira? Ent\u00e3o chegamos ao esp\u00edrito dos newsgames, os jogos baseados em not\u00edcias e atualidades.<\/p>\n<p>Este novo formato, na fronteira entre jornalismo e videogame, ganha cada vez mais adeptos no mercado jornal\u00edstico. As hist\u00f3rias contadas a partir de simula\u00e7\u00f5es nas quais o leitor se torna jogador t\u00eam sido experimentadas por meios como\u00a0<a href=\"http:\/\/select.nytimes.com\/2007\/05\/24\/opinion\/20070524_FOLLIES_GRAPHIC.html?_r=0\">New York Times<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/edition.cnn.com\/ELECTION\/2008\/presidential.pong\/\">CNN<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.newsgaming.com\/games\/madrid\/\">El Pais<\/a>. No Brasil, a\u00a0<a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/\">Superinteressante<\/a>, revista do N\u00facleo Jovem da Editora Abril, \u00e9 refer\u00eancia mundial na produ\u00e7\u00e3o de newsgames.<\/p>\n<p>Um dos respons\u00e1veis por esse sucesso \u00e9\u00a0<a href=\"http:\/\/freddigiacomo.wordpress.com\/\">Fred di Giacomo<\/a>, que at\u00e9 julho deste ano ocupou o cargo de editor do N\u00facleo Jovem e agora pretende investir no campo em carreira independente. Em conversa com o\u00a0<strong>Centro Knight para o Jornalismo nas Am\u00e9ricas<\/strong>, ele conta como os newsgames se consolidaram na Abril e d\u00e1 dicas para quem quer se aventurar no novo formato, em crescimento no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Centro Knight: Como come\u00e7ou seu interesse em infografia digital e newsgame?<\/strong><\/p>\n<p>Trabalhei por sete anos e meio na Abril. Logo depois que me formei, fiz o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abril.com.br\/blog\/cursoabril\/\">Curso Abril de Jornalismo<\/a>, em 2006, e acabei caindo na \u00e1rea de conte\u00fado digital. Um m\u00eas depois, fui contratado para a \u00e1rea de online das revistas\u00a0<a href=\"http:\/\/bizz.abril.com.br\/\">Bizz<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/mundoestranho.abril.com.br\/\">Mundo Estranho<\/a>. Quando eu comecei a trabalhar na Mundo Estranho, pude participar do desenvolvimento de um dos primeiros jogos lan\u00e7ados pela Abril, chamado\u00a0<a href=\"http:\/\/mundoestranho.abril.com.br\/cotidiano\/strip-quiz-1-510735.shtml\">Strip Quiz<\/a>. Voltado para adolescentes, o internauta tinha que responder perguntas na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o sexual (houve edi\u00e7\u00f5es sobre DSTs, gravidez, curiosidades sobre a ejacula\u00e7\u00e3o, etc) e a cada resposta certa a modelo tirava uma pe\u00e7a de roupa, at\u00e9 ficar de calcinha e suti\u00e3. Foi um dos destaques de audi\u00eancia do site.<\/p>\n<p><strong>CK: Isso impulsionou o desenvolvimento de novos jogos de not\u00edcias na editora?<\/strong><\/p>\n<p>O come\u00e7o dos jogos de not\u00edcias na Abril n\u00e3o foi algo programado. O N\u00facleo Jovem da Abril (que engloba Superinteressante, Mundo Estranho, Guia do Estudante e Recreio) j\u00e1 era refer\u00eancia em infografia havia muito tempo, as revistas sempre ganharam pr\u00eamios no Brasil e no exterior nessa \u00e1rea, ent\u00e3o j\u00e1 t\u00ednhamos o know-how de conte\u00fado visual. N\u00e3o sab\u00edamos que est\u00e1vamos fazendo newsgames, o termo nem circulava por aqui. Foi um trabalho meio intuitivo a partir do pedido do editor na \u00e9poca para eu inventar novidades para os sites da \u00e1rea. Faz\u00edamos infogr\u00e1ficos, revistas digitais, jogos, v\u00eddeos. Cada marca da Abril tinha uma pol\u00edtica e um incentivo diferente para isso. No N\u00facleo Jovem havia esse incentivo. Em 2008, o editor desse n\u00facleo era o Rafael Kenski, que foi pioneiro no Brasil em\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alternate_reality_game\">Alternate Reality Game<\/a>\u00a0(ARG), uma esp\u00e9cie de RPG envolvendo a vida real. Ele foi o respons\u00e1vel pelo primeiro newsgame da Superinteressante, o \u201c<a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/multimidia\/info_405177.shtml\">CSI \u2013 ci\u00eancia contra o crime<\/a>\u201d, que coloca o jogador na pele de um policial forense para mostrar como funcionam os m\u00e9todos de investiga\u00e7\u00e3o. Este jogo estava interligado com a mat\u00e9ria de capa da edi\u00e7\u00e3o de outubro de 2008 e era todo baseado em apura\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. O Kenski pensou que estava criando um novo g\u00eanero porque ainda n\u00e3o sab\u00edamos das produ\u00e7\u00f5es l\u00e1 de fora.<\/p>\n<p><strong>CK: E quando o termo come\u00e7ou a circular por aqui?<\/strong><\/p>\n<p>Aqui no Brasil, 2007 parece ser o ano que inaugura o formato do jogo de not\u00edcias. Foi quando, al\u00e9m do nosso n\u00facleo, o G1 e o Estad\u00e3o come\u00e7aram a experimentar nessa \u00e1rea. Depois do \u201cCSI\u201d, fizemos o \"<a href=\"http:\/\/origin.super.abril.com.br\/multimidia\/info_420553.shtml\">Jogo da M\u00e1fia<\/a>\", em 2009, e o jornalista Andr\u00e9 Deak escreveu uma\u00a0<a href=\"http:\/\/www.andredeak.com.br\/2008\/11\/09\/jornalismo-e-video-game\/\">resenha sobre o jogo que falava em newsgame<\/a>s. Ou seja, durante os nossos dois primeiros jogos, pensamos estar inventando a roda, s\u00f3 depois descobrimos que outros jogos de not\u00edcias j\u00e1 haviam sido feitos.<\/p>\n<p><strong>CK: Como esses primeiros jogos eram desenvolvidos?<\/strong><\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, a nossa equipe tinha programadores, designers e jornalistas. Os programadores usavam flash e n\u00e3o t\u00ednhamos um banco de dados, n\u00e3o dava para salvar a informa\u00e7\u00e3o dos jogadores, ou seja, o jogo precisava ser relativamente simples para terminar em uma s\u00f3 jogada, n\u00e3o dava para o internauta voltar e continuar depois. Uma caracter\u00edstica da nossa equipe era que cuid\u00e1vamos n\u00e3o s\u00f3 da parte jornal\u00edstica, de apura\u00e7\u00e3o, mas pens\u00e1vamos tamb\u00e9m a mec\u00e2nica do jogo, isto \u00e9, se vai ser um jogo de perguntas e respostas, compra e venda ou outro tipo. O game design ficava por nossa conta.<\/p>\n<p><strong>CK: Existe alguma diferen\u00e7a no processo de apura\u00e7\u00e3o de um jogo de not\u00edcia?<\/strong><\/p>\n<p>Na apura\u00e7\u00e3o propriamente dita n\u00e3o tem muita diferen\u00e7a, mas a forma como voc\u00ea deve pensar a mat\u00e9ria muda bastante. S\u00e3o duas coisas paralelas, uma \u00e9 a apura\u00e7\u00e3o tradicional, que funciona do mesmo jeito, e outra \u00e9 que \u00e9 preciso pensar na mec\u00e2nica do jogo, pensar o game design. Para dar apoio na constru\u00e7\u00e3o do game, o rep\u00f3rter precisa trazer muitas refer\u00eancias visuais, j\u00e1 tem que fazer a apura\u00e7\u00e3o pensando em imagens relativas ao tema para recriar o cen\u00e1rio que est\u00e1 sendo retratado. Ent\u00e3o eu diria que a grande diferen\u00e7a \u00e9 essa preocupa\u00e7\u00e3o com o que vai ser ilustrado.<\/p>\n<p><strong>CK: Al\u00e9m das produ\u00e7\u00f5es do N\u00facleo Jovem da Abril, pioneiro no formato, o newsgame tem avan\u00e7ado no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho visto algumas experi\u00eancias tanto em grandes empresas quanto em empresas independentes. Nas grande empresas, o melhor ano foi 2011, quando Estad\u00e3o, Globo e RBS tamb\u00e9m produziram newsgames legais. Em 2013, a revista Contigo! lan\u00e7ou um social game chamado \"Cidade de Famosos\" que tinha algumas caracter\u00edsticas de newsgames. Fiz uma\u00a0<a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/blogs\/newsgames\/10-jogos-para-entender-os-newsgames-no-brasil\/\">lista de experi\u00eancias brasileiras em newsgames<\/a>. Dos indies eu citaria o \"<a href=\"http:\/\/www.insolitastudios.com\/gamediferenciado\/\">Game Diferenciado<\/a>\" e o \"Zangief Kid\", que s\u00e3o mais \"games cartoons\", satirizam e repercutem um fato real que aconteceu no momento.<\/p>\n<p><strong>CK: O que \u00e9 importante saber para produzir um jogo de not\u00edcias?<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, voc\u00ea tem que pensar quando vale a pena fazer o jogo. A hist\u00f3ria que eu quero contar \u00e9 melhor contada a partir de um jogo, de um post ou de um infogr\u00e1fico? Se eu estivesse querendo explicar como evitar a contamina\u00e7\u00e3o pela gripe su\u00edna, por exemplo, eu nunca faria um jogo. Fazer um jogo vai facilitar a compreens\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o? Esse \u00e9 o ponto de partida. Para ser um newsgame, \u00e9 necess\u00e1rio atender a duas perguntas: O jogo informa? Se n\u00e3o informar, \u00e9 s\u00f3 um jogo. O jogo diverte? Se n\u00e3o divertir, \u00e9 s\u00f3 jornalismo. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio ter refer\u00eancias. A pessoa que quer trabalhar com newsgame tem que gostar de jogos, seja de tabuleiro, de celular ou outra plataforma, ou pelo menos pesquisar sobre jogos. Ent\u00e3o uma dica \u00e9 jogar muito e criar um repert\u00f3rio amplo. Outra coisa \u00e9 conhecer as teorias que j\u00e1 existem. Nos EUA, Ian Bogost com o livro \"<a href=\"http:\/\/mitpress.mit.edu\/books\/newsgames\">Newsgames: Journalism at play<\/a>\" categoriza os newsgames e discute suas mec\u00e2nicas, vale a pena estud\u00e1-lo. Para ve\u00edculos maiores, \u00e9 importante ter equipes multim\u00eddias integradas. O jornalista precisa entender um pouquinho de programa\u00e7\u00e3o e de design para conseguir se integrar ao restante da equipe.<\/p>\n<p><strong>CK: Qual \u00e9 o caminho para quem quer se especializar nisso? Existe algum curso no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Hoje em dia n\u00e3o tem nenhum grande curso de newsgame, mas tamb\u00e9m n\u00e3o acho que seja fundamental fazer esse tipo de curso. Para quem n\u00e3o tem experi\u00eancia com jogos, fazer um curso de\u00a0<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamification\"><em>gamification<\/em><\/a>\u00a0ou estudar um pouco mais de game design pode ajudar, inclusive para a pessoa que quer ir mais a fundo fazer contato com outras que trabalham na \u00e1rea. Mas nada disso \u00e9 fundamental. A minha escola, na verdade, foi jogar, pesquisar em outros sites e conversar com outros interessados e especialistas no assunto.<\/p>\n<p><strong>CK: Quais s\u00e3o suas refer\u00eancias em newsgames?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho mais \u00eddolos no mundo dos games e das infografias do que do newsgames, at\u00e9 porque, mesmo l\u00e1 fora, esse formato ainda \u00e9 muito novo. Uma refer\u00eancia mundial \u00e9 o\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ibogost\">Ian Bogost<\/a>, que \u00e9 o maior te\u00f3rico dos newsgames, foi quem popularizou o termo e um dos primeiros a experimentar o formato. Outra refer\u00eancia \u00e9 o uruguaio\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/frascafrasca\">Gonzalo Frasca<\/a>. Na \u00e1rea da infografia e do jornalismo visual, eu citaria o\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/luiz_Iria\">Luiz Iria<\/a>, brasileiro e um dos melhores do mundo, o\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/albertocairo\">Alberto Cairo<\/a>, e o Fabiano On\u00e7a. Por fim, David Cage, diretor de jogos comerciais que faz jogos muito inteligentes e que est\u00e3o levando o videogame pra um mundo mais adulto.<\/p>\n<p><strong>CK: Como tem sido a resposta do p\u00fablico aos jogos produzidos pela Abril?<\/strong><\/p>\n<p>Os jogos se diferenciam muito, a minha experiencia \u00e9 que o nosso p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 formado necessariamente pelos \u00e1vidos por games, mas por gente que se interessa pelo assunto que eles trazem e por suas mec\u00e2nicas. O\u00a0<a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/multimidia\/filosofighters-631063.shtml\">Filosofighters<\/a>, por exemplo, um jogo que trazia as ideias de alguns dos principais fil\u00f3sofos para uma disputa em um ringue de luta, teve 150 mil visualiza\u00e7\u00f5es nos primeiros 45 dias. Ele foi top 10 do semestre. At\u00e9 hoje deve ser um dos 50 conte\u00fados mais acessados da SUPER. A gente teve um outro jogo bem simples chamado \"BBB: Pared\u00e3o da Personalidade\" que foi o segundo conte\u00fado mais acessado do ano. Depois fizemos um jogo chamado \"<a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/multimidia\/corrida-eleitoral-595043.shtml\">Corrida eleitoral<\/a>\", que teve menor repercuss\u00e3o. Tem jogos que s\u00e3o campe\u00f5es de audi\u00eancia na Super, mas n\u00e3o s\u00e3o todos, isso varia muito.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/super.abril.com.br\/blogs\/newsgames\/files\/2011\/09\/filosofighters-tumblr1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>CK: Os jogos de not\u00edcia podem ser um bom formato tamb\u00e9m para ve\u00edculos menores?<\/strong><\/p>\n<p>A dificuldade para trabalhar com newsgames no jornalismo independente \u00e9 o custo, esse tipo de trabalho exige uma equipe multim\u00eddia que nem todo ve\u00edculo menor tem dispon\u00edvel. Por isso a gente j\u00e1 v\u00ea muito v\u00eddeo em sites independentes, mas infografia e jogos ainda n\u00e3o. Mas \u00e9 um formato com grande potencial n\u00e3o s\u00f3 para atrair mais p\u00fablico, com seu enorme poder de simula\u00e7\u00e3o e envolvimento da audi\u00eancia, mas tamb\u00e9m para diversificar o conte\u00fado e agregar valor a essas marcas. Os jogos s\u00e3o uma ferramenta poderosa, especialmente para den\u00fancias. J\u00e1 h\u00e1 alguns exemplos interessantes, com um jogo independente que denuncia a guerra civil no Sud\u00e3o, um sobre o narcotr\u00e1fico mexicano.<\/p>\n<p><strong>CK: Voc\u00eas j\u00e1 pensam em uma forma de rentabilizar esse formato?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que o simples fato de ser um formato novo j\u00e1 valoriza a marca e atrai novos anunciantes. Isso aconteceu na Superinteressante. Muitos patrocinadores come\u00e7aram a procurar a revista para divulgar propagandas em formato de jogo. Ent\u00e3o os newsgames ajudaram a consolidar uma imagem digital que atraiu publicidade diferenciada.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tivemos uma experi\u00eancia de cobran\u00e7a quando testamos jogos sociais. A Superinteressante lan\u00e7ou, no final de setembro de 2011, seu primeiro game para Facebook, \u201c<a href=\"http:\/\/apps.facebook.com\/quiz_city\/\">Quiz City<\/a>\u201c, no qual o jogador constr\u00f3i uma cidade e a v\u00ea crescer enquanto responde perguntas sobre conhecimentos gerais. Nesse jogo, testamos um sistema de micropagamentos no qual os usu\u00e1rios compravam cr\u00e9ditos no Facebook ou assinavam a revista para ganhar moedas e continuar a constru\u00e7\u00e3o da cidade. Poucas pessoas investiam enquanto jogavam. A nossa inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o era fazer um jogo viciante e que estimulasse a vaidade das pessoas, como costumam ser os jogos pagos, mas ainda assim foi uma experi\u00eancia interessante. Precisamos pensar tamb\u00e9m se esta \u00e9 a melhor forma de rentabilizar newsgame. A\u00a0<a href=\"http:\/\/zynga.com\/\">Zynga<\/a>, uma das maiores produtoras de social games pagos, est\u00e1 em crise, ent\u00e3o eu n\u00e3o apostaria nesse caminho, at\u00e9 porque voc\u00ea acaba n\u00e3o priorizando a informa\u00e7\u00e3o e a melhor mec\u00e2nica para o jogo. Ainda temos muito que testar, ainda estamos s\u00f3 no come\u00e7o.<\/p>\n<p><em>Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para entender como funciona a m\u00e1fia mundial, voc\u00ea assume o ponto de vista de um policial disfar\u00e7ado de traficante que atua em diferentes pa\u00edses. Acertar perguntas sobre educa\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 o caminho para avan\u00e7ar em um strip-tease feito por uma modelo. 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