{"id":45038,"date":"2016-12-14T10:48:28","date_gmt":"2016-12-14T15:48:28","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=45038"},"modified":"2021-12-13T10:49:27","modified_gmt":"2021-12-13T15:49:27","slug":"jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/","title":{"rendered":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana"},"content":{"rendered":"<p>O jornalista Thiago Antunes estava trabalhando no plant\u00e3o do jornal popular carioca O Dia no dia 28 de novembro de 2015 quando uma not\u00edcia estourou de madrugada:<a href=\"http:\/\/odia.ig.com.br\/noticia\/rio-de-janeiro\/2015-12-04\/oficiais-pedem-ajuda-a-pms-acusados-de-execucao-e-sao-afastados.html\">\u00a0111 tiros de fuzil e pistola haviam sido disparados pela pol\u00edcia militar contra cinco jovens na favela da Lagartixa, em Costa Barros<\/a>, bairro pobre da zona Norte do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Inicialmente, a cobertura daquele caso, n\u2019O Dia e em v\u00e1rios outros jornais da cidade, seria como muitas outras: cotidiana. No dia a dia da editoria de pol\u00edcia dos jornais cariocas, apenas as fontes oficiais s\u00e3o ouvidas, e as v\u00edtimas s\u00e3o retratadas em n\u00fameros, n\u00e3o em falas.<\/p>\n<p>\u201cNa \u00e9poca n\u00e3o deram a devida import\u00e2ncia, foi como qualquer caso. Foi uma cobertura r\u00e1pida, do dia a dia. As reda\u00e7\u00f5es est\u00e3o muito pequenas, n\u00e3o tem tempo de aprofundar tanto o assunto\u201d, disse a rep\u00f3rter do jornal O Dia Gabriela Mattos ao\u00a0<strong>Centro Knight<\/strong>.<\/p>\n<p>O caso de Costa Barros j\u00e1 foi inicialmente reportado como execu\u00e7\u00e3o extrajudicial. J\u00e1 no dia seguinte, o delegado afirmaria que os jovens mortos n\u00e3o possu\u00edam armas no momento do crime. A cobertura tomou o vi\u00e9s da fraude processual cometida pelos PMs.<\/p>\n<p>Realidade de um estado onde<a href=\"https:\/\/anistia.org.br\/noticias\/registros-de-homicidios-decorrentes-de-intervencao-policial-encobrem-fortes-indicios-de-execucoes-extrajudiciais\/\">\u00a08 mil pessoas foram mortas por policiais nos \u00faltimos dez anos, de acordo com a Anistia Internacional<\/a>. Apenas entre janeiro e setembro deste ano, foram<a href=\"http:\/\/www.isp.rj.gov.br\/Noticias.asp?ident=368\">\u00a0631 registros de mortes decorrentes de interven\u00e7\u00f5es policiais, segundo o Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a>. Na \u00e1rea de Costa Barros, foram 85.<\/p>\n<p>Depois de perceber que 2016 foi\u00a0mais um ano marcado pelo desrespeito aos direitos humanos no Rio, Antunes, subeditor do site do jornal, sugeriu uma pauta que quebrasse a banalidade com que o caso de Costa Barros foi primeiramente tratado. Cinco meses de investiga\u00e7\u00e3o depois e um ano ap\u00f3s a chacina, Antunes e os rep\u00f3rteres Adriano Ara\u00fajo e Gabriela Mattos lan\u00e7aram<a href=\"http:\/\/especiais.odia.ig.com.br\/editorial\/costabarros\/index.html\">\u00a0um site especial<\/a>, com gr\u00e1ficos, v\u00eddeos e entrevistas com todas as fam\u00edlias das v\u00edtimas, al\u00e9m de especialistas em direitos humanos.<\/p>\n<p>\u201cQuer\u00edamos fazer um material que cobrisse a hist\u00f3ria e tamb\u00e9m produzisse um debate - esse \u00e9 o caminho que queremos para nossa pol\u00edcia? E, de modo muito sonhador, \u00e9 esse o modo que queremos viver? \u00c9 assim que queremos nossa sociedade? Nem sempre podemos levantar essas quest\u00f5es na cobertura do dia a dia\u201d, disse Antunes em entrevista ao\u00a0<strong>Centro Knight<\/strong>.<\/p>\n<p>Quando\u00a0a chacina\u00a0completou\u00a0um ano,\u00a0outros jornalistas tamb\u00e9m buscaram\u00a0tirar os olhos da barbaridade das mortes e da aridez do processo judicial. Na reportagem \u201c<a href=\"http:\/\/apublica.org\/2016\/11\/as-vitimas-silenciosas-de-costa-barros\/\">As v\u00edtimas silenciosas de Costa\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/apublica.org\/2016\/11\/as-vitimas-silenciosas-de-costa-barros\/\">Barros<\/a>\u201d, do rep\u00f3rter Jorge Rojas, do jornal chileno The Clinic em parceria com o site brasileiro Ag\u00eancia P\u00fablica, as fam\u00edlias s\u00e3o o principal foco. O\u00a0<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/parentes-de-vitimas-de-chacina-de-costa-barros-cobram-justica-20556859\">jornal O Globo<\/a>\u00a0e o<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rio-de-janeiro\/noticia\/perdi-um-pedaco-do-coracao-diz-mae-de-vitima-1-ano-apos-chacina-de-costa-barros.ghtml\">\u00a0site G1<\/a>\u00a0tamb\u00e9m publicaram entrevistas em profundidade com os parentes da v\u00edtimas de Costa Barros.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, chegar \u00e0s fam\u00edlias se provou um desafio para os rep\u00f3rteres d\u2019O Dia: aliado \u00e0 falta de tempo do ritmo fren\u00e9tico da reda\u00e7\u00e3o, havia o abalo psicol\u00f3gico do trauma causado pela trag\u00e9dia. A equipe levou dois meses at\u00e9 conseguir entrevistar uma testemunha-chave, Marcia Ferreira, que viu o filho Wilton morrendo e disse que chegou a ser amea\u00e7ada repetidamente por policiais.<\/p>\n<p>\u201cTivemos o cuidado de sempre mostrar o que est\u00e1vamos fazendo, e chegamos a ter que retirar alguns dos nomes para proteger as fam\u00edlias. Quer\u00edamos expor os fatos, n\u00e3o as pessoas\u201d, lembrou Mattos.<\/p>\n<p>Foi ao conhecer essa fam\u00edlia que os jornalistas se depararam com um fato ainda n\u00e3o mencionado pela m\u00eddia: Wilkerson Esteves, que passava de moto quando o carro do irm\u00e3o Wilton foi atacado pelos policiais e se tornou a \u00fanica testemunha ocular da chacina, morreu de AVC em julho, prov\u00e1vel decorr\u00eancia da depress\u00e3o. Ele tinha apenas 16 anos.<\/p>\n<p>\u201cO Wilkerson poderia ter sido a primeira v\u00edtima. Se ele tivesse morrido, quem contaria o que aconteceu? Foi ele que correu pra casa e contou tudo\u201d, disse Antunes.<\/p>\n<p>Ouvir o morador da favela e a v\u00edtima, no entanto, \u00e9 raro na cobertura do dia a dia, segundo Theresa Williamson, \u00a0editora-chefe do site<a href=\"http:\/\/rioonwatch.org\/\">\u00a0Rio On Watch, observat\u00f3rio de como a m\u00eddia reporta sobre a favela<\/a>. Quem vive em \u00e1reas pobres e com altas taxas de criminalidade acaba sendo estigmatizado, retratado como bandido, diz ela.<\/p>\n<p>\u201cA imprensa \u00e9 respons\u00e1vel por essa estigmatiza\u00e7\u00e3o\u201d, declarou Wlliamson ao\u00a0<strong>Centro Knight<\/strong>. \u201cEm comunidades com crime organizado, apenas 1% est\u00e1 envolvido com crime. E os outros 99%? A partir desse estigma, se aumenta o preconceito, e com ele, pol\u00edticas de seguran\u00e7a equivocadas. S\u00e3o pol\u00edticas que refor\u00e7am a marginaliza\u00e7\u00e3o, e v\u00e3o mantendo o ciclo de desigualdade social que vem desde a escravid\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para Williamson, este cen\u00e1rio refor\u00e7a a opera\u00e7\u00e3o do \u201catirar primeiro, perguntar depois\u201d e a impunidade policial, elementos presentes na chacina de Costa Barros. \u201cO preconceito alimenta a sensa\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia de que ela pode agir assim. O policial tamb\u00e9m tem medo: ele fica com a impress\u00e3o de que est\u00e1 em uma guerra contra o inimigo, que \u00e9 o favelado\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Esse ciclo de viol\u00eancia aumenta a percep\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a e o medo da sociedade, o que, em um momento de crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica no Brasil, aumenta a possibilidade do surgimento de solu\u00e7\u00f5es populistas que podem agravar ainda mais os problemas, diz a fundadora e diretora-executiva do<a href=\"https:\/\/igarape.org.br\/\">\u00a0Instituto Igarap\u00e9, think e do tank com pesquisas pol\u00edticas p\u00fablicas em seguran\u00e7a, justi\u00e7a e desenvolvimento<\/a>, Ilona Szab\u00f3.<\/p>\n<div><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/9\/9b\/Costa_Barros.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/137\/31257111080_308137a550_o.jpg\" \/><\/a>\u00a0Costa Barros (Original uploaded by Junius (Transfered by Francisco Leandro) on pt.wikipedia) [<a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Costa_Barros.jpg\">Copyrighted free use<\/a>],\u00a0<a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File%3ACosta_Barros.jpg\">via Wikimedia Commons<\/a><\/div>\n<p>\u201cSe a m\u00eddia toma uma postura de inflar o medo e a paran\u00f3ia pela cidade, o que se intensifica no fim das contas \u00e9 uma faceta sombria da nossa sociedade, que muitas vezes acredita que o problema da viol\u00eancia se resolve com mais armamentos e repress\u00e3o generalizada\u201d, disse ao\u00a0<strong>Centro Knight<\/strong>.<\/p>\n<p>Szab\u00f3 cita a falta de treinamento no uso de armas de calibre pesado, a falta de apoio psicol\u00f3gico aos agentes e o forte corporativismo nos julgamentos de a\u00e7\u00f5es policiais como problemas atuais da pol\u00edcia carioca.<\/p>\n<p>O Instituto Igarap\u00e9 sugere pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o ao crime junto a popula\u00e7\u00f5es em risco e \u00e1reas problem\u00e1ticas da cidade, policiamento das chamadas \u201cmanchas criminais\u201d do Rio e de controle efetivo de armas, al\u00e9m de uma pol\u00edtica de drogas que tome o vi\u00e9s da sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>No epis\u00f3dio de Costa Barros, o grupo de amigos Roberto de Souza Penha, de 16 anos, Carlos Eduardo da Silva de Souza, 16, Cleiton Corr\u00eaa de Souza, de 18, Wilton Esteves Domingos J\u00fanior, de 20, e Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos, voltava da comemora\u00e7\u00e3o do primeiro sal\u00e1rio de um dos jovens quando o carro onde estavam foi atingido, sem motivo aparente, por uma equipe de quatro policiais militares.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia situa\u00e7\u00e3o de tiroteio e as v\u00edtimas n\u00e3o puderam se defender.<a href=\"http:\/\/especiais.odia.ig.com.br\/editorial\/costabarros\/index.html\">\u00a0O Batalh\u00e3o onde est\u00e3o lotados os agentes \u00e9 o mais letal do Estado do Rio<\/a>, segundo a Anistia Internacional. As estat\u00edsticas s\u00e3o alarmantes, diz Antunes, quase 50 mortes por policial.<\/p>\n<p>\u201c[Em nossa reportagem] queremos discutir o papel da pol\u00edcia - o papel \u00e9 fazer cumprir a lei, n\u00e3o realizar execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais. Est\u00e1 previsto que o policial se defenda, n\u00e3o que use o auto de resist\u00eancia como justificativa para matar pessoas\u201d, comentou Antunes.<\/p>\n<div><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/fotosagenciabrasil\/31156742852\/in\/photolist-PtdsKo-NrjsUb-PtdsrN-Ptdsnj-NrjsR5-PtdsaA-NrjsPm-NsyjFT-PtdqwA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/c5.staticflickr.com\/6\/5689\/31156742852_8a567bd500_o.jpg\" \/><\/a>\u00a0Parentes de cinco jovens mortos h\u00e1 um ano pela viol\u00eancia policial, em Costa Barros, pedem a puni\u00e7\u00e3o dos culpados, em frente ao TJRJ (T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil)<\/div>\n<p>Neste sentido, a professora aposentada de Jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) Sylvia Moretzsohn alerta que o rep\u00f3rter precisa estar atento e n\u00e3o comprar automaticamente a pauta da assessoria de imprensa da pol\u00edcia, que geralmente responde que as for\u00e7as de seguran\u00e7a reagiram \u00e0 \u201cinjusta agress\u00e3o\u201d em casos de execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais.<\/p>\n<p>\u201cO texto \u00e9 resultado da maneira pela qual o rep\u00f3rter v\u00ea a realidade. Se ele est\u00e1 convencido de que a pol\u00edcia \u00e9 o bem e o bandido \u00e9 o mal, n\u00e3o h\u00e1 muito o que fazer. Se ele percebe que as coisas s\u00e3o mais complicadas do que isso, pode apresentar o fato de outra maneira, como frequentemente o [jornal carioca] Extra faz em coberturas desse tipo\u201d, disse ela ao\u00a0<strong>Centro Knight<\/strong>.<\/p>\n<p>Para isso, ela opina que \u00e9 importante que os rep\u00f3rteres que cobrem viol\u00eancia tenham alguma forma\u00e7\u00e3o de criminologia b\u00e1sica, para tratar dos crimes de forma cr\u00edtica e diferente da reitera\u00e7\u00e3o do senso comum.<\/p>\n<p>\u201cSe [os jornalistas] tivessem alguma no\u00e7\u00e3o de como se estabelece o que punir, por que punir e como punir; se percebessem que o crime \u00e9 definido historicamente e cumpre um determinado papel em uma determinada estrutura social; \u00a0e, sobretudo, se tivessem clara a seletividade do sistema penal, voltado sempre contra o criminoso pobre e sempre ignorando, relevando ou suavizando o de classe m\u00e9dia ou rico, certamente evitariam a simplifica\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Neste sentido, Williamson refor\u00e7a a ideia de que a coloca\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dentro de um contexto hist\u00f3rico \u00e9 fundamental para uma cobertura de qualidade. \u201cAs pessoas falam de viol\u00eancia como se fosse uma ferida, que s\u00f3 \u00e9 preciso colocar um curativo. N\u00e3o reconhecem que \u00e9 mais parecido com uma doen\u00e7a gen\u00e9tica, a sociedade passando essa l\u00f3gica de pai pra filho. Isso s\u00f3 se resolve se mudarmos uma coisa muito mais profunda\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Com reda\u00e7\u00f5es pequenas e atarefadas, por\u00e9m, os rep\u00f3rteres reclamam da falta de tempo para uma cobertura aprofundada. No especial do jornal O Dia, hor\u00e1rios provaram ser um desafio. Os tr\u00eas jornalistas que produziram a reportagem trabalham em turnos diferentes e nem sempre se viam na reda\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, eles tinham que manter a produ\u00e7\u00e3o do notici\u00e1rio online do dia a dia atualizada. As entrevistas com as fam\u00edlias das v\u00edtimas eram feitas nos intervalos dos rep\u00f3rteres, geralmente pela manh\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cO mais dif\u00edcil do processo foi isso: ver hor\u00e1rios em que poder\u00edamos parar, sentar e analisar o que t\u00ednhamos\u201d, contou Antunes.<\/p>\n<p>Moretzsohn defende que a melhor forma de combater a falta de tempo \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o do jornalista: ela cita a cobertura de casos de pol\u00edcia do Extra como um bom exemplo de reportagens cr\u00edticas de crimes do dia a dia. Em artigo no Observat\u00f3rio da Imprensa, Moretzsohn compara a cobertura do Extra<a href=\"http:\/\/observatoriodaimprensa.com.br\/imprensa-em-questao\/uma-empresa-dois-jornais-um-abismo\/\">\u00a0e d\u2019O Globo de dois casos de viol\u00eancia na \u00e9poca do caso do m\u00e9dico morto na Lagoa em 2015.\u00a0<\/a>No primeiro, um m\u00e9dico branco de classe m\u00e9dia \u00e9 morto por um menor de idade negro, em uma regi\u00e3o tur\u00edstica da cidade. No segundo, dois jovens negros foram mortos durante uma opera\u00e7\u00e3o policial. O Globo deu uma cobertura muito maior ao primeiro caso, enquanto o segundo ficou relegado a duas colunas no miolo do jornal. Em contraste, o Extra, ve\u00edculo da mesma empresa, Infoglobo, ligou os dois casos como atos de viol\u00eancia na cidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta denunciar policiais que \u2018extrapolaram\u2019 em crimes b\u00e1rbaros, que chamam a aten\u00e7\u00e3o, acredita Moretzsohn. \u00c9 preciso questionar a atua\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia e a situa\u00e7\u00e3o de criminalidade caso a caso. A reflex\u00e3o n\u00e3o pode ficar restrita apenas aos especiais, refor\u00e7a a professora.<\/p>\n<p>\u201cA cobertura do Extra n\u00e3o \u00e9 perfeita, mas ela aponta este sentido primordial a ser trilhado em rela\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 o crime e que tipo de crime escandaliza as pessoas\u201d.<\/p>\n<p><em>Nota da Reda\u00e7\u00e3o: A jornalista\u00a0Alessandra Monnerat, colabora do blog Jornalismo nas Am\u00e9ricas e autora deste post, trabalha como estagi\u00e1ria\u00a0no jornal\u00a0O Dia, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><span data-sheets-value=\"{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.&quot;}\" data-sheets-userformat=\"{&quot;2&quot;:6578,&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16777215},&quot;7&quot;:{&quot;1&quot;:[{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:0,&quot;5&quot;:{&quot;1&quot;:0}},{&quot;1&quot;:0,&quot;2&quot;:0,&quot;3&quot;:3},{&quot;1&quot;:1,&quot;2&quot;:0,&quot;4&quot;:1}]},&quot;8&quot;:{&quot;1&quot;:[{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:0,&quot;5&quot;:{&quot;1&quot;:0}},{&quot;1&quot;:0,&quot;2&quot;:0,&quot;3&quot;:3},{&quot;1&quot;:1,&quot;2&quot;:0,&quot;4&quot;:1}]},&quot;10&quot;:2,&quot;11&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:3358536},&quot;15&quot;:&quot;Arial&quot;}\">Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/span><br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista Thiago Antunes estava trabalhando no plant\u00e3o do jornal popular carioca O Dia no dia 28 de novembro de 2015 quando uma not\u00edcia estourou de madrugada:\u00a0111 tiros de fuzil e pistola haviam sido disparados pela pol\u00edcia militar contra cinco jovens na favela da Lagartixa, em Costa Barros, bairro pobre da zona Norte do Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2075],"tags":[1555],"coauthors":[],"class_list":["post-45038","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagens-especiais","tag-acesso-a-informacao-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana Reportagens especiais. Latin American Journalism Review by The Knight Center at The University of Texas at Austin.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana Reportagens especiais. Latin American Journalism Review by The Knight Center at The University of Texas at Austin.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"LatAm Journalism Review by the Knight Center\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-12-14T15:48:28+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-12-13T15:49:27+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/137\/31257111080_308137a550_o.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Alessandra Monnerat\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@LatAmJournalism\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@LatAmJournalism\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Alessandra Monnerat\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Alessandra Monnerat\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3846d9e890c0f307c3256e69382db33e\"},\"headline\":\"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana\",\"datePublished\":\"2016-12-14T15:48:28+00:00\",\"dateModified\":\"2021-12-13T15:49:27+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/\"},\"wordCount\":2058,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/c1.staticflickr.com\\\/1\\\/137\\\/31257111080_308137a550_o.jpg\",\"keywords\":[\"Acesso a informa\u00e7\u00e3o\"],\"articleSection\":[\"Reportagens especiais\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/\",\"name\":\"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana - LatAm Journalism Review by the Knight Center\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/c1.staticflickr.com\\\/1\\\/137\\\/31257111080_308137a550_o.jpg\",\"datePublished\":\"2016-12-14T15:48:28+00:00\",\"dateModified\":\"2021-12-13T15:49:27+00:00\",\"description\":\"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana Reportagens especiais. Latin American Journalism Review by The Knight Center at The University of Texas at Austin.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/c1.staticflickr.com\\\/1\\\/137\\\/31257111080_308137a550_o.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/c1.staticflickr.com\\\/1\\\/137\\\/31257111080_308137a550_o.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/\",\"name\":\"LatAm Journalism Review\",\"description\":\"Digital magazine on journalism in Latin America\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#organization\",\"name\":\"LatAm Journalism Review\",\"url\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/knight-latAm-review-logo.svg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/knight-latAm-review-logo.svg\",\"width\":\"1024\",\"height\":\"1024\",\"caption\":\"LatAm Journalism Review\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/x.com\\\/LatAmJournalism\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/3846d9e890c0f307c3256e69382db33e\",\"name\":\"Alessandra Monnerat\",\"url\":\"https:\\\/\\\/latamjournalismreview.org\\\/pt-br\\\/articles\\\/author\\\/alessandra-monnerat\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana - LatAm Journalism Review by the Knight Center","description":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana Reportagens especiais. Latin American Journalism Review by The Knight Center at The University of Texas at Austin.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana","og_description":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana Reportagens especiais. Latin American Journalism Review by The Knight Center at The University of Texas at Austin.","og_url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/","og_site_name":"LatAm Journalism Review by the Knight Center","article_published_time":"2016-12-14T15:48:28+00:00","article_modified_time":"2021-12-13T15:49:27+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/137\/31257111080_308137a550_o.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"Alessandra Monnerat","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@LatAmJournalism","twitter_site":"@LatAmJournalism","twitter_misc":{"Written by":"Alessandra Monnerat","Est. reading time":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/"},"author":{"name":"Alessandra Monnerat","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#\/schema\/person\/3846d9e890c0f307c3256e69382db33e"},"headline":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana","datePublished":"2016-12-14T15:48:28+00:00","dateModified":"2021-12-13T15:49:27+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/"},"wordCount":2058,"publisher":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/137\/31257111080_308137a550_o.jpg","keywords":["Acesso a informa\u00e7\u00e3o"],"articleSection":["Reportagens especiais"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/","url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/","name":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana - LatAm Journalism Review by the Knight Center","isPartOf":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/137\/31257111080_308137a550_o.jpg","datePublished":"2016-12-14T15:48:28+00:00","dateModified":"2021-12-13T15:49:27+00:00","description":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana Reportagens especiais. Latin American Journalism Review by The Knight Center at The University of Texas at Austin.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/#primaryimage","url":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/137\/31257111080_308137a550_o.jpg","contentUrl":"https:\/\/c1.staticflickr.com\/1\/137\/31257111080_308137a550_o.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-mostram-no-rio-de-janeiro-como-quebrar-a-banalizacao-na-cobertura-da-violencia-urbana\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Jornalistas mostram no Rio de Janeiro como quebrar a banaliza\u00e7\u00e3o na cobertura da viol\u00eancia urbana"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#website","url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/","name":"LatAm Journalism Review","description":"Digital magazine on journalism in Latin America","publisher":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#organization","name":"LatAm Journalism Review","url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/knight-latAm-review-logo.svg","contentUrl":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/knight-latAm-review-logo.svg","width":"1024","height":"1024","caption":"LatAm Journalism Review"},"image":{"@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/LatAmJournalism"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/#\/schema\/person\/3846d9e890c0f307c3256e69382db33e","name":"Alessandra Monnerat","url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/author\/alessandra-monnerat\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45038","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45038"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45038\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45040,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45038\/revisions\/45040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45038"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=45038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}