{"id":47945,"date":"2018-02-21T19:04:28","date_gmt":"2018-02-22T00:04:28","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=47945"},"modified":"2022-01-25T19:06:26","modified_gmt":"2022-01-26T00:06:26","slug":"artistas-graficos-latino-americanos-usam-jornalismo-em-quadrinhos-para-contar-os-problemas-de-suas-sociedades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/artistas-graficos-latino-americanos-usam-jornalismo-em-quadrinhos-para-contar-os-problemas-de-suas-sociedades\/","title":{"rendered":"Artistas gr\u00e1ficos latino-americanos usam jornalismo em quadrinhos para contar os problemas de suas sociedades"},"content":{"rendered":"<p><em>*Esta reportagem faz\u00a0<a href=\"https:\/\/utw10693.utweb.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-19313-artistas-graficos-latino-americanos-usam-jornalismo-em-quadrinhos-para-contar-os-probl#serie\">parte de um\u00a0<\/a><\/em><a href=\"https:\/\/utw10693.utweb.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-19313-artistas-graficos-latino-americanos-usam-jornalismo-em-quadrinhos-para-contar-os-probl#serie\"><em>projeto<\/em><\/a><em><a href=\"https:\/\/utw10693.utweb.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-19313-artistas-graficos-latino-americanos-usam-jornalismo-em-quadrinhos-para-contar-os-probl#serie\">\u00a0especial<\/a>\u00a0do Centro Knight\u00a0sobre Inovadores no Jornalismo Latino-Americano e Caribenho.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<div>Germ\u00e1n Andino estava na adolesc\u00eancia quando come\u00e7ou a guerra de gangues em Honduras, no fim da d\u00e9cada de 90. Ele experimentou em primeira m\u00e3o, em seu pr\u00f3prio bairro em Tegucigalpa, o aumento da viol\u00eancia e conheceu de perto os membros desses grupos criminosos.<\/div>\n<p>Seu conhecimento sobre as ruas e as gangues permitiu-lhe trabalhar como um guia para jornalistas estrangeiros interessados \u200b\u200bem contar o que estava acontecendo em seu pa\u00eds. Mas com o tempo, sentiu a necessidade de contar hist\u00f3rias sobre esses conflitos de seu pr\u00f3prio ponto de vista. Ele n\u00e3o tinha forma\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, ent\u00e3o ele se refugiou no que havia sido sua paix\u00e3o desde a inf\u00e2ncia: o desenho.<\/p>\n<p>Andino, que foi tatuador e estudou artes gr\u00e1ficas e engenharia de sistemas inform\u00e1ticos, deu seus primeiros passos no jornalismo ilustrando reportagens de correspondentes como os espanh\u00f3is\u00a0<a href=\"http:\/\/www.revistazo.biz\/web2\/index.php\/nacional\/item\/710-bodas-de-sangre\">Antonio Pampliega<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/cultura\/2015\/04\/17\/actualidad\/1429295253_844998.html\">Alberto Arce.<\/a><\/p>\n<p>Em 2012, ele come\u00e7ou uma investiga\u00e7\u00e3o que se tornaria\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/especiales\/2016\/el-habito-de-la-mordaza\/\">\u201cEl H\u00e1bito de la Mordaza\u201d (\u201cO H\u00e1bito da Morda\u00e7a\u201d), sua primeira reportagem em formato de quadrinhos<\/a>, cuja produ\u00e7\u00e3o durou quatro anos. Este trabalho, que lhe valeu\u00a0<a href=\"https:\/\/premioggm.org\/2017\/finalistas\/innovacion\/el-habito-de-la-mordaza\/\">o Pr\u00eamio Gabo 2017 na categoria Inova\u00e7\u00e3o<\/a>, foi publicado pelo jornal El Pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201c\u2018El H\u00e1bito de la Mordaza\u2019 parte da minha pr\u00f3pria experi\u00eancia em Tegucigalpa e de ter crescido no momento em que se desenvolviam as gangues na capital de Honduras e em San Pedro Sula\u201d, disse Andino ao Centro Knight. \"Um dia decidi contar minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria, porque estava bastante claro que o trabalho que estava sendo feito em um n\u00edvel jornal\u00edstico a partir do lado de fora consistia em chegar, ficar uma semana e, com o que voc\u00ea tinha, sair e contar a hist\u00f3ria que era poss\u00edvel contar. Ent\u00e3o decidi investir meu pr\u00f3prio tempo nisso\".<\/p>\n<p>Andino \u00e9 um dos v\u00e1rios quadrinistas da Am\u00e9rica Latina que se aproximaram do jornalismo a partir da necessidade de contar suas hist\u00f3rias sobre as realidades de seus pa\u00edses e comunidades, sobre temas que normalmente n\u00e3o entram na cobertura de jornais tradicionais. Assim os quadrinhos come\u00e7aram a ser implementados em larga escala como uma ferramenta jornal\u00edstica.<\/p>\n<p>\"H\u00e1 uma vis\u00e3o dos cartunistas de se aproximar do jornalismo a partir da autonarrativa, de eles contando a sua experi\u00eancia sobre um evento\", disse Susana Escobar, especialista em comunica\u00e7\u00e3o visual, narrativas visuais e quadrinhos e jornalismo da Universidade Aut\u00f3noma de Chiapas, no M\u00e9xico. \"Nos pa\u00edses latino-americanos, geralmente s\u00e3o os cartunistas que se aventuram pelo jornalismo. Eles fazem como podem, muitos deles n\u00e3o t\u00eam forma\u00e7\u00e3o [jornal\u00edstica]\".<\/p>\n<p>Embora o jornalismo em quadrinhos j\u00e1 venha sendo praticado h\u00e1 v\u00e1rios anos nos Estados Unidos e na Europa - onde inclusive h\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/thenib.com\/\">meios dedicados inteiramente ao formato<\/a>\u00a0- na Am\u00e9rica Latina come\u00e7ou a se fortalecer no in\u00edcio desta d\u00e9cada devido \u00e0 necessidade de contar hist\u00f3rias que s\u00e3o complicadas de abordar em formatos tradicionais, quer por causa da dificuldade da investiga\u00e7\u00e3o, quer porque lidam com quest\u00f5es muito locais.<\/p>\n<p>Para Andino, a principal inova\u00e7\u00e3o de \"El H\u00e1bito de la Mordaza\", que conta a hist\u00f3ria de Isaac, um jovem que sofreu viol\u00eancia quando crian\u00e7a e encontrou ref\u00fagio nas gangues, \u00e9 apresentar uma investiga\u00e7\u00e3o\u00a0<em>long-form<\/em>\u00a0em formato de quadrinhos, em uma plataforma digital com elementos multim\u00eddia.<\/p>\n<p>\"\u00c9 o mais pr\u00f3ximo de uma cr\u00f4nica longa\", disse Andino. \"\u00c9 um desenho enorme, na horizontal. Com este formato, o que fiz foi controlar o fluxo da hist\u00f3ria. Tive que desenhar algumas coisas muito longas para poder seguir esse sentido linear da hist\u00f3ria, o que tamb\u00e9m \u00e9 \u00fatil porque funciona assim, como uma linha do tempo\".<\/p>\n<p>Andino usou desenho desde o in\u00edcio de sua investiga\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s de retratos, conseguiu se aproximar dos membros das gangues e ganhar a confian\u00e7a deles para que lhes contassem suas vidas nas ruas. Ele percebeu que os desenhos s\u00e3o um bom substituto para as fotografias quando portar uma c\u00e2mera \u00e9 perigoso.<\/p>\n<p>\"N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa tirar uma fotografia de um membro de uma gangue e se sentar com ele por uma hora para desenhar seu retrato\", explicou Andino. \"Isso te permite estabelecer um v\u00ednculo totalmente diferente do que um jornalista normal que faz anota\u00e7\u00f5es ou fotografias. [Os membros das gangues] quase pedem \u2018fa\u00e7a meu retrato\u2019. Eu lhes digo \u2018certo, mas enquanto eu desenho vamos conversar um pouco\u2019. E eles dizem 'sim, legal.' N\u00e3o sei, a coisa flui melhor.''<\/p>\n<p>Andino n\u00e3o se considera um jornalista, mas disse que \"as pessoas com quem eu converso sempre sabem\u00a0que elas v\u00e3o acabar sendo\u00a0desenhadas ou se tornando parte da\u00a0hist\u00f3ria\".<\/p>\n<p>O\u00a0desenhista\u00a0brasileiro\u00a0Alexandre\u00a0De\u00a0Maio\u00a0tamb\u00e9m\u00a0viu\u00a0vantagens\u00a0em\u00a0realizar\u00a0reportagens\u00a0sem\u00a0c\u00e2mera\u00a0ou\u00a0gravador\u00a0em\u00a0m\u00e3os. Em 2013,\u00a0ele\u00a0colaborou\u00a0com a\u00a0rep\u00f3rter\u00a0da\u00a0Ag\u00eancia\u00a0P\u00fablica\u00a0Andrea Dip em\u00a0\"Meninas\u00a0em\u00a0Jogo\",\u00a0uma\u00a0investiga\u00e7\u00e3o\u00a0em\u00a0quadrinhos\u00a0sobre\u00a0redes\u00a0de\u00a0tr\u00e1fico\u00a0de\u00a0crian\u00e7as\u00a0em Fortaleza, no Brasil, no\u00a0\u00e2mbito\u00a0da\u00a0Copa\u00a0das\u00a0Confedera\u00e7\u00f5es\u00a0daquele\u00a0ano.<\/p>\n<p>\"Quando \u00e9 poss\u00edvel, eu tiro fotos de refer\u00eancia para ajudar no realismo\", disse De Maio em entrevista ao Centro Knight. \"Mas quando h\u00e1 perigo, eu vejo, guardo e depois desenho. Quando escrevi sobre explora\u00e7\u00e3o infantil, fui a v\u00e1rios lugares, de noite, bem perigosos. Em Fortaleza, n\u00e3o podia fotografar, nem anotar nada.\"<\/p>\n<p>O artista gr\u00e1fico se apresenta como jornalista na maioria das vezes que sai para apurar uma hist\u00f3ria. Algumas vezes, em situa\u00e7\u00f5es de perigo, quando a pessoa entrevistada n\u00e3o ser\u00e1 citada no texto, ele n\u00e3o se identifica. Acontece tamb\u00e9m de ele alterar os tra\u00e7os de personagens que correm risco de morte com a publica\u00e7\u00e3o de uma reportagem, como nos casos de explora\u00e7\u00e3o sexual infantil.<\/p>\n<p>De Maio\u00a0e Dip venceram\u00a0o pr\u00eamio Tim Lopes por \"Meninas em Jogo\". O trabalho exigiu tr\u00eas meses de investiga\u00e7\u00e3o mais outros dois para o processo de desenho.<\/p>\n<p>\"No Brasil, nunca ningu\u00e9m tinha feito uma reportagem t\u00e3o grande nesse formato\", disse De Maio. \"Foi publicado online, mas a vers\u00e3o impressa teria 80 p\u00e1ginas. Acho que a grande inova\u00e7\u00e3o foi mostrar que o formato HQ funciona para contar esse tipo de hist\u00f3ria. Um tema s\u00e9rio, com cuidado, que n\u00e3o deixa a desejar em nada a uma grande reportagem de texto.\"<\/p>\n<p>Como ocorreu com Andino, a entrada de De Maio no jornalismo se deu por seu desejo de contar hist\u00f3rias sobre sua comunidade. Ele come\u00e7ou fazendo ilustra\u00e7\u00f5es para uma revista especializada em rap, na qual ele mais tarde combinou quadrinhos com a escrita.<\/p>\n<p>\"Em 1999, pensei em fazer um quadrinho sobre coisas reais que aconteciam na minha rua e procurei uma editora para lan\u00e7\u00e1-lo\u201d, disse De Maio. \u201cEu n\u00e3o me formei em jornalismo. Pratiquei o jornalismo, tirei o MTB. Eu escrevia quase todas as mat\u00e9rias. Passei um tempo ent\u00e3o somente escrevendo. E voltei a desenhar em 2006.\"<\/p>\n<p>De Maio se deu conta de que os quadrinhos tinham enormes vantagens para o jornalismo, especialmente porque apela \u00e0 for\u00e7a da imagem.<\/p>\n<p>\"O quadrinho \u00e9 incr\u00edvel para o jornalismo como linguagem\", disse De Maio. \"Ele traz o impacto da imagem, a for\u00e7a da imagem. Voc\u00ea soma duas linguagens muito fortes, a escrita com a visual. O jornalismo investigativo \u00e9 muito valorizado nos quadrinhos.\"<\/p>\n<p>Um tema extenso como a explora\u00e7\u00e3o sexual ou a viol\u00eancia das gangues tem possibilidades limitadas de entrar em publica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias al\u00e9m de notas com cifras atualizadas ou artigos que relatam as a\u00e7\u00f5es das autoridades. O quadrinho \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o para que investiga\u00e7\u00f5es aprofundadas tenham um lugar nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa.<\/p>\n<p>\"O quadrinho \u00e9 um g\u00eanero que se adapta a uma infinidade de formatos, e isso tem uma grande vantagem\", disse Susana Escobar. \"Com o quadrinho, podemos tratar temas que a pr\u00e1tica di\u00e1ria dos jornais n\u00e3o leva em conta por diversas circunst\u00e2ncias: guerra, direitos humanos, desaparecimentos for\u00e7ados, quest\u00f5es ambientais, que s\u00e3o os temas que os autores latino-americanos est\u00e3o tratando.\"<\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar o car\u00e1ter autonarrativo de seus trabalhos, Andino e De Maio se permitiram incluir a si mesmos em suas hist\u00f3rias, a fim de humanizar conflitos e ganhar a empatia do p\u00fablico.<\/p>\n<p>Os primeiros quadros de \"Meninas em Jogo\" mostram a rep\u00f3rter da Ag\u00eancia P\u00fablica Andrea Dip organizando a investiga\u00e7\u00e3o sobre a explora\u00e7\u00e3o infantil em Fortaleza e, ao longo do quadrinho, \u00e9 poss\u00edvel ver como Dip e De Maio se envolveram no conflito.<\/p>\n<p>Germ\u00e1n Andino aparece v\u00e1rias vezes em \"El H\u00e1bito de la Mordaza\", e \u00e0s vezes ele mesmo comenta e opina.<\/p>\n<p>\"Para mim n\u00e3o serve separar-me da hist\u00f3ria, pretendendo que isso n\u00e3o afete a objetividade\", disse Andino. \"Tampouco estou comentando e opinando o tempo todo, eu fa\u00e7o isso muito pontualmente e tento deixar claro quando estou fazendo um coment\u00e1rio ou algo que n\u00e3o \u00e9 um dado duro, que \u00e9 a minha opini\u00e3o. Creio que h\u00e1 que se \u2018molhar\u2019 e entrar na hist\u00f3ria e n\u00e3o fingir ser objetivo porque \u00e9 imposs\u00edvel\".<\/p>\n<p>Mudar os rostos de suas fontes no desenho e n\u00e3o ser totalmente fiel \u00e0 realidade ao recriar um lugar s\u00e3o outras licen\u00e7as tomadas pelos autores do jornalismo em quadrinhos. Isso levanta o questionamento sobre se esse tipo de hist\u00f3rias s\u00e3o realmente jornalismo.<\/p>\n<p>\"Creio que o g\u00eanero exige outras formas e que n\u00e3o deixa de ter um componente \u00e9tico de informar\", disse Escobar. \"O que se est\u00e1 dizendo n\u00e3o \u00e9 uma mentira, s\u00e3o apenas outras maneiras de contar uma hist\u00f3ria. As licen\u00e7as valem e enriquecem o trabalho e o olhar. Creio que o p\u00fablico entra nessa linguagem automaticamente e sabe que est\u00e1 lendo outro tipo de jornalismo, outro tipo de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o exige que seja 100% realista.\"<\/p>\n<p>Apesar das licen\u00e7as criativas, tanto \"Meninas em Jogo\" como \"El H\u00e1bito de la Mordaza\" incorporaram m\u00e9todos jornal\u00edsticos como\u00a0investiga\u00e7\u00e3o em campo, verifica\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es e incorpora\u00e7\u00e3o de dados duros, entre outros, assim como os trabalhos de outros importantes representantes do g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina, como\u00a0<a href=\"http:\/\/jesuscossiocomics.blogspot.com\/\">Jes\u00fas Coss\u00edo, do Peru<\/a>, e\u00a0<a href=\"http:\/\/muertequerida.com\/FTP\/Adondenosllevan.pdf\">Augusto Mora, do M\u00e9xico<\/a>.<\/p>\n<p>\"Considero que se trata de jornalismo porque o novo jornalismo est\u00e1 explorando linguagens que saem das caixas impostas pelos g\u00eaneros jornal\u00edsticos\", disse Escobar. \u201cS\u00e3o jornalistas que fazem jornalismo desde uma perspectiva subjetiva. Eles se deram conta de que o p\u00fablico precisava ler outras coisas, precisava se inteirar sobre as coisas de maneira diferente, de forma reflexiva e experiencial.\"<\/p>\n<div><a href=\"https:\/\/www.connectas.org\/especiales\/choqueyapu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/farm5.staticflickr.com\/4655\/40390573771_c320f59301_o.png\" \/><\/a>Em \u201cChoqueyapu, un R\u00edo Enfermo que nos Alimenta\u201d, o rio \u00e9 o personagem que narra sua hist\u00f3ria ao longo da HQ. (Connectas)<\/div>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m jornalistas tradicionais que decidem experimentar o formato dos quadrinhos, e para isso recorrem a ilustradores para transformar suas reportagens em HQ. A rep\u00f3rter Carla Hannover, do jornal boliviano\u00a0<a href=\"http:\/\/www.paginasiete.bo\/\">P\u00e1gina Siete<\/a>, escolheu os quadrinhos para a vers\u00e3o digital de sua reportagem\u00a0<a href=\"https:\/\/www.connectas.org\/especiales\/choqueyapu\/\">\u201cChoqueyapu, un R\u00edo Enfermo que nos Alimenta\u201d<\/a>\u00a0(\"Choqueyapu, um rio doente que nos alimenta\"), uma extensa investiga\u00e7\u00e3o sobre a contamina\u00e7\u00e3o do principal curso de \u00e1gua em La Paz. Seu objetivo era fazer com que seu trabalho - com mais de 30 p\u00e1ginas em sua vers\u00e3o impressa - fosse amig\u00e1vel e compreens\u00edvel na internet.<\/p>\n<p>\"Quando voc\u00ea prioriza o papel, n\u00e3o pensa muito no digital\", disse Hannover ao Centro Knight.<\/p>\n<p>Por isso, Hannover disse\u00a0que n\u00e3o\u00a0se preocupou muito em recolher material multim\u00eddia. Os conte\u00fados\u00a0que ela\u00a0capturou em v\u00eddeo e \u00e1udio\u00a0como parte\u00a0da\u00a0reportagem n\u00e3o tinham\u00a0qualidade\u00a0suficiente para serem publicados\u00a0digitalmente. Por essa raz\u00e3o, um quadrinho multim\u00eddia\u00a0foi a melhor\u00a0solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hannover realizou o trabalho como parte de sua participa\u00e7\u00e3o no curso de jornalismo investigativo da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.connectas.org\/\">organiza\u00e7\u00e3o de jornalismo transnacional Connectas<\/a>, em 2017. Ela procurou o ilustrador Joaqu\u00edn Cuevas, que desenhou um quadrinho na forma da letra U, que \u00e9 a mesma forma do rio Choqueyapu, em La Paz.<\/p>\n<p>O jornalista tamb\u00e9m deu um toque autonarrativo \u00e0 HQ e, embora n\u00e3o apare\u00e7a na hist\u00f3ria, \u00e9 o rio que narra a reportagem em primeira pessoa, algo que teria sido impens\u00e1vel na vers\u00e3o original.<\/p>\n<p>\"O texto era muito repetitivo\", disse Hannover. \"Ent\u00e3o eu arrisquei e disse \u2018vamos tomar uma licen\u00e7a, vamos fazer o rio falar\u2019. Nada do que ele fala \u00e9 inventado, mas n\u00f3s o tratamos como um personagem, porque o rio \u00e9 um \u00edcone da cidade e com ele voc\u00ea pode criar um personagem.\"<\/p>\n<p>Para validar a narra\u00e7\u00e3o do rio Choqueyapu, o quadrinho traz infografia, tabelas e \u00e1udio, que aparecem ao se clicar em certos pontos responsivos.<\/p>\n<p>\u201cChoqueyapu, un R\u00edo Enfermo que nos Alimenta\u201d \u00e9 um exemplo de que os quadrinhos com fins jornal\u00edsticos estimulam o trabalho colaborativo e multidisciplinar. Em v\u00e1rios casos, os artistas contam com um rep\u00f3rter para realizar suas investiga\u00e7\u00f5es e vice-versa, formando um par como a tradicional dupla de rep\u00f3rter e fot\u00f3grafo. Al\u00e9m disso, quando o quadrinho \u00e9 apresentado em uma plataforma digital, um programador \u00e9 adicionado ao time.<\/p>\n<p>\"Normalmente, ilustradores famosos como\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fantagraphics.com\/artists\/joe-sacco\/\">[o malt\u00eas-americano] Joe Sacco<\/a>\u00a0quase sempre fazem isso sozinhos. Eles reportam, fazem um trabalho de imers\u00e3o, entrevistas e documenta\u00e7\u00e3o\", disse Cecibel Romero, editora da Connectas que supervisionou o projeto Hannover. \"Neste caso, houve uma divis\u00e3o de tarefas. Os membros da equipe nunca estiveram no mesmo lugar, tudo foi feito \u00e0 dist\u00e2ncia. Foi um trabalho de grande colabora\u00e7\u00e3o e com uma combina\u00e7\u00e3o de talentos de diferentes disciplinas colocados a servi\u00e7o de um projeto.\"<\/p>\n<p>Os altos custos e o longo tempo de produ\u00e7\u00e3o exigido por uma reportagem em quadrinhos impedem que organiza\u00e7\u00f5es de not\u00edcias da Am\u00e9rica Latina incluam esse tipo de trabalho em sua oferta di\u00e1ria, raz\u00e3o pela qual o jornalismo em quadrinhos tem sido explorado sobretudo nos meios independentes.<\/p>\n<p>Ainda assim, autores de jornalismo em quadrinhos acreditam que a m\u00eddia tradicional latino-americana est\u00e1 come\u00e7ando a perceber que essa \u00e9 uma \u00e1rea a ser explorada.<\/p>\n<p>\"As possibilidades na Am\u00e9rica Latina s\u00e3o infinitas\", disse Andino. \"Especialmente porque n\u00e3o se est\u00e1 fazendo muito. H\u00e1 muito campo, \u00e9 um meio que ainda est\u00e1 usando fraldas na Am\u00e9rica Latina em temas de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o\".<\/p>\n<p>Depois do sucesso dos trabalhos de Alexandre De Maio, no Brasil, os meios tradicionais grandes como o Estad\u00e3o o convidaram a colaborar, e ele tem dado aulas de jornalismo em quadrinhos para estudantes que, sob a sua orienta\u00e7\u00e3o, conseguiram que alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o publicassem seus trabalhos.<\/p>\n<p>\"Os ve\u00edculos est\u00e3o entendendo como usar o jornalismo em quadrinhos no Brasil\", disse De Maio. \"H\u00e1 pelo menos umas tr\u00eas ou quatro pessoas que conseguem publicar esse tipo de jornalismo em HQ em revistas online. Eu mesmo produzi 42 hist\u00f3rias para diversas revistas e publica\u00e7\u00f5es online depois do pr\u00eamio Tim Lopes. Como sou um dos primeiros a fazer isso no Brasil, consegui fazer muita coisa e vi surgir outras pessoas fazendo esse tipo de trabalho tamb\u00e9m.\"<\/p>\n<p>A internet e as redes sociais s\u00e3o chaves para o futuro do jornalismo em quadrinhos na Am\u00e9rica Latina, uma vez que facilitam a distribui\u00e7\u00e3o de reportagens neste formato, que por suas extens\u00e3o e caracter\u00edsticas s\u00e3o dif\u00edceis de publicar no papel.<\/p>\n<p>\"A internet chega para muito mais gente\", disse De Maio. \"O \u2018Meninas em Jogo\u2019 teve milhares de acessos no Brasil, e no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.buzzfeed.com\/apublica\/girls-in-play-prostitution-and-the-world-cup-prologue?utm_term=.qqz77ZDXKB#.cfN99y7Dp1\">Buzzfeed dos EUA teve mais de 250 mil acessos<\/a>. Uma revista dificilmente daria essa visibilidade. A internet chega muito mais f\u00e1cil e \u00e9 de gra\u00e7a tamb\u00e9m, o que facilita.\u201d<\/p>\n<p>A principal contribui\u00e7\u00e3o dos autores de jornalismo em quadrinhos na Am\u00e9rica Latina \u00e9 a forma de abordar temas e conflitos sociais delicados desde um olhar humano, de acordo com Susana Escobar.<\/p>\n<p>\"Essa \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o dos jornalistas latino-americanos: voltar a ver os temas que doem no pr\u00f3prio jornalista\", disse ela. \"O jornalismo em quadrinhos humaniza essas situa\u00e7\u00f5es, esses conflitos t\u00eam rosto, afetados, v\u00edtimas.\"<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>A s\u00e9rie\u00a0<a id=\"serie\" name=\"serie\"><\/a>\"Inovadores no\u00a0Jornalismo\", que \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao generoso apoio da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opensocietyfoundations.org\/\">Open Society Foundations<\/a>, abrange as tend\u00eancias e as melhores pr\u00e1ticas da m\u00eddia digital na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. Ele\u00a0continua\u00a0nossa s\u00e9rie anterior, transformada em\u00a0ebook,\u00a0<a href=\"http:\/\/knightcenter.utexas.edu\/ebook\/innovative-journalism-latin-america\">Jornalismo Inovador na Am\u00e9rica Latina<\/a>, ao analisar as pessoas e equipes\u00a0que\u00a0lideram iniciativas inovadoras de reportagem, narrativa, distribui\u00e7\u00e3o e financiamento na regi\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Germ\u00e1n Andino estava na adolesc\u00eancia quando come\u00e7ou a guerra de gangues em Honduras, no fim da d\u00e9cada de 90. 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Previamente escribi\u00f3 sobre innovaci\u00f3n en periodismo para la Fundaci\u00f3n Gabo en Colombia y actualmente escribe para la revista digital LatAmJournalism Review del Centro Knight. Originario de la Ciudad de M\u00e9xico, C\u00e9sar se ha convertido en un n\u00f3mada digital que combina la creaci\u00f3n de contenido con su pasi\u00f3n por viajar. _________ C\u00e9sar L\u00f3pez Linares come\u00e7ou sua carreira no jornal mexicano REFORMA como coeditor de entretenimento e m\u00eddia. Ele escreveu para publica\u00e7\u00f5es como TODO Austin, Texas Music Magazine e The Austin Chronicle. C\u00e9sar tem mestrado em jornalismo pela University of Texas em Austin e \u00e9 bacharel em comunica\u00e7\u00e3o pela Universidad Nacional Aut\u00f3noma de M\u00e9xico. Antes disso, ele escreveu sobre inova\u00e7\u00e3o no jornalismo para a Funda\u00e7\u00e3o Gabo na Col\u00f4mbia. Atualmente escreve para a revista digital LatAmJournalism Review do Centro Knight. 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