{"id":48002,"date":"2018-02-07T21:19:43","date_gmt":"2018-02-08T02:19:43","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=48002"},"modified":"2022-01-25T21:21:40","modified_gmt":"2022-01-26T02:21:40","slug":"nascido-no-twitter-runrun-es-se-tornou-um-dos-mais-importantes-e-inovadores-sites-web-de-noticias-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/nascido-no-twitter-runrun-es-se-tornou-um-dos-mais-importantes-e-inovadores-sites-web-de-noticias-na-venezuela\/","title":{"rendered":"Nascido no Twitter, Runrun.es se tornou um dos mais importantes e inovadores sites web de not\u00edcias na Venezuela"},"content":{"rendered":"<p><em>*Esta reportagem faz\u00a0<a href=\"https:\/\/utw10693.utweb.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-19266-nascido-no-twitter-runrunes-se-tornou-um-dos-mais-importantes-e-inovadores-sites-web-d#serie\">parte de um\u00a0<\/a><\/em><a href=\"https:\/\/utw10693.utweb.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-19266-nascido-no-twitter-runrunes-se-tornou-um-dos-mais-importantes-e-inovadores-sites-web-d#serie\"><em>projeto<\/em><\/a><em><a href=\"https:\/\/utw10693.utweb.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-19266-nascido-no-twitter-runrunes-se-tornou-um-dos-mais-importantes-e-inovadores-sites-web-d#serie\">\u00a0especial<\/a>\u00a0do Centro Knight\u00a0sobre Inovadores no Jornalismo Latino-Americano e Caribenho.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<div>Todos os dias, em Caracas, rep\u00f3rteres de diferentes meios digitais independentes na Venezuela visitam os necrot\u00e9rios da cidade para coletar dados sobre as v\u00edtimas do dia. Nome e sobrenome, as circunst\u00e2ncias da morte e outras informa\u00e7\u00f5es sobre a pessoa falecida s\u00e3o registradas em uma base de dados jornal\u00edstica, e algumas hist\u00f3rias ou tend\u00eancias especialmente relevantes s\u00e3o publicadas nos sites de maneira mais detalhada.<\/div>\n<p>O\u00a0<a href=\"http:\/\/runrun.es\/tag\/monitor-de-victimas\">Monitor de V\u00edtimas<\/a>\u00a0foi criado em maio de 2017 e \u00e9 dirigido pelo\u00a0<a href=\"http:\/\/runrun.es\/\">Runrun.es<\/a>, um dos principais meios digitais independentes da Venezuela, e a associa\u00e7\u00e3o civil\u00a0<a href=\"http:\/\/miconvive.com\/\">Caracas Mi Convive<\/a>. O projeto tamb\u00e9m conta com a colabora\u00e7\u00e3o de outros meios digitais venezuelanos -\u00a0<a href=\"http:\/\/efectococuyo.com\/\">Efecto Cocuyo<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/cronica.uno\/\">Cr\u00f3nica Uno<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/elpitazo.com\/\">El Pitazo<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/elcooperante.com\/\">El Cooperante<\/a>\u00a0- e do jornal<a href=\"http:\/\/www.eluniversal.com\/\">\u00a0El Universal<\/a>.<\/p>\n<p>Usando uma combina\u00e7\u00e3o de jornalismo de dados, participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e jornalismo investigativo, o projeto abre uma janela essencial para a<a href=\"https:\/\/www.seguridadjusticiaypaz.org.mx\/ranking-de-ciudades-2015\">\u00a0cidade mais violenta do mundo<\/a>. \u00c9 uma amostra do tipo de enfoque inovador na investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica que veio exemplificar o trabalho da Runrun.es, de seus l\u00edderes e rep\u00f3rteres. Esse tipo de flexibilidade e criatividade garantiu informa\u00e7\u00f5es independentes para um pa\u00eds que luta diariamente contra a censura e os ataques do governo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.seguridadjusticiaypaz.org.mx\/ranking-de-ciudades-2015\">Caracas \u00e9 a cidade mais violenta do mundo<\/a>, de acordo com o ranking anual elaborado pela organiza\u00e7\u00e3o mexicana Conselho Cidad\u00e3o para a Seguran\u00e7a P\u00fablica e a Justi\u00e7a Penal sobre as 50 cidades mais violentas do planeta. Em Caracas acontecem a cada ano 130,35 homic\u00eddios por cada 100 mil habitantes. O segundo lugar est\u00e1 ocupado por Acapulco (M\u00e9xico), com uma taxa de 113,24 homic\u00eddios, e em terceiro lugar est\u00e1 San Pedro Sula (Honduras), com 112,09. Quatro das dez primeiras cidades s\u00e3o venezuelanas: al\u00e9m de Caracas, aparecem Matur\u00edn, Guayana e Val\u00eancia.<\/p>\n<p>Na aus\u00eancia de n\u00fameros oficiais e dados das v\u00edtimas, que o governo \"esconde\", segundo a coordenadora da unidade de investiga\u00e7\u00e3o de Runrun.es, Lisseth Boon, a equipe encontrou uma solu\u00e7\u00e3o com o Monitor de V\u00edctimas.<\/p>\n<p>\"Como n\u00e3o h\u00e1 acesso a informa\u00e7\u00f5es oficiais sobre quantas pessoas morrem em Caracas, estamos construindo uma base de dados pr\u00f3pria\", disse Nelson Eduardo Bocaranda, diretor do site, ao\u00a0<strong>Centro Knight<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de gravar dados b\u00e1sicos sobre as pessoas mortas, quando os rep\u00f3rteres identificam uma hist\u00f3ria que vale a pena destacar,\u00a0<a href=\"http:\/\/runrun.es\/tag\/monitor-de-victimas\">publicam uma nota<\/a>\u00a0no site com a ajuda da associa\u00e7\u00e3o civil Caracas Mi Convive. A organiza\u00e7\u00e3o e seus l\u00edderes comunit\u00e1rios muitas vezes fazem a ponte com as fam\u00edlias dos falecidos para poder elaborar informa\u00e7\u00f5es mais completas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a cada m\u00eas s\u00e3o publicados v\u00e1rios trabalhos jornal\u00edsticos a partir de tend\u00eancias identificadas na base de dados. Por exemplo, casos de fam\u00edlias com v\u00e1rios membros falecidos, ou a descoberta de que em seis meses \"havia 530 menores de idade deixados \u00f3rf\u00e3os de pais em Caracas\", disse\u00a0Carmen\u00a0Riera, coordenadora\u00a0de projetos especiais\u00a0do site.<\/p>\n<p>Runrun.es est\u00e1 preparando a segunda fase deste projeto jornal\u00edstico. O objetivo \u00e9 que em abril o Monitor de V\u00edctimas tenha seu pr\u00f3prio site com todos os dados abertos para a consulta de qualquer usu\u00e1rio (atualmente, a base de dados \u00e9 de uso restrito dos jornalistas que trabalham no projeto). De acordo com Riera, este \u00e9 o projeto \"mais relevante\" do site atualmente, tanto por sua dura\u00e7\u00e3o como pela proje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta segunda fase do Monitor de V\u00edctimas incorporar\u00e1 outros elementos inovadores, como um manual impresso e online para a reda\u00e7\u00e3o de artigos com foco em direitos humanos e uma escola que providenciar\u00e1 oficinas pr\u00e1ticas para jornalistas em v\u00e1rias prov\u00edncias da Venezuela.<\/p>\n<h4><strong>A origem de Runrun.es<\/strong><\/h4>\n<p>O jornalismo investigativo e a constante busca de elementos inovadores no trabalho jornal\u00edstico s\u00e3o algumas das caracter\u00edsticas principais do Runrun.es, um site independente que come\u00e7ou em 2009 como uma conta de Twitter e um blog, como contou Bocaranda.<\/p>\n<p>Enquanto ainda estudava jornalismo na Universidade Cat\u00f3lica Andr\u00e9s Bello em Caracas, Bocaranda passou seis meses nos Estados Unidos - entre 2002 e 2003 - durante uma longa greve nacional na Venezuela e acabou trabalhando na AOL Am\u00e9rica Latina. \"Foi a primeira vez que combinei o mundo digital com o jornalismo, que foram minhas duas grandes paix\u00f5es\", afirmou. Na AOL Am\u00e9rica Latina, ele cuidava de uma se\u00e7\u00e3o sobre a Venezuela de Hugo Ch\u00e1vez, do espa\u00e7o \"Ra\u00edces Latinas\", sobre os latinos nos Estados Unidos, e da se\u00e7\u00e3o \"Cuba Hoy\". Depois de voltar \u00e0 Venezuela e terminar seus estudos de jornalismo, ele trabalhou em \u00e1reas como produ\u00e7\u00e3o audiovisual e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seu pai, Nelson Bocaranda, \u00e9 um veterano e renomado jornalista venezuelano com mais de 50 anos de experi\u00eancia profissional. Ele publicava uma coluna muito lida na imprensa, chamada \"Runrunes\" (r\u00fanrun significa \"zunzum\" em espanhol), e tamb\u00e9m tinha um programa de r\u00e1dio e outro de televis\u00e3o. Em 2009, em um ambiente de crescente censura e press\u00e3o sobre a m\u00eddia, \"o programa de r\u00e1dio do meu pai foi cancelado durante de um dia para outro devido \u00e0s press\u00f5es do governo sobre a emissora\", disse Bocaranda.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, um antigo chefe seu da AOL Latinoam\u00e9rica e hoje diretor de Runrun.es contou-lhe sobre o Twitter e encorajou-o a abrir uma conta para seu pai, para que ele pudesse se conectar diretamente com seu p\u00fablico do r\u00e1dio. \"Naquele momento, o mundo do Twitter era muito incipiente\", explicou Bocaranda, \"mas come\u00e7amos com 300 seguidores, 3.000 seguidores, 30.000 seguidores ... e dissemos: Ok, aqui est\u00e1 uma audi\u00eancia que est\u00e1 \u00e1vida para se manter informada. Qual deve ser o pr\u00f3ximo passo? E foi abrir um blog. \"<\/p>\n<p>Essa conta de Twitter e esse blog s\u00e3o as origens do que hoje \u00e9 o Runrun.es. Na primeira fase, Nelson Bocaranda, o filho, trabalhava no blog \u00e0 noite, deixando as not\u00edcias programadas para publica\u00e7\u00e3o no dia seguinte. Ele inclu\u00eda not\u00edcias n\u00e3o s\u00f3 de seu pai, mas de v\u00e1rios colegas colaboradores.<\/p>\n<p>\"O blog foi ganhando for\u00e7a e, quando alcan\u00e7amos as primeiras 100 mil leituras em um m\u00eas, decidimos que precis\u00e1vamos de uma infraestrutura mais robusta\", lembra Bocaranda. Assim foi criado o primeiro plano de neg\u00f3cios da Runrun.es, que, como hoje, tinha como principal fonte de renda a publicidade.<\/p>\n<p>Os anos 2009 e 2010 foram de desenvolvimento e lan\u00e7amento do blog Runrun.es. A doen\u00e7a do ent\u00e3o presidente venezuelano Hugo Ch\u00e1vez propiciou outro momento chave para o projeto. Em novembro de 2012, Nelson Bocaranda, o pai, obteve informa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas sobre a doen\u00e7a grave de que Ch\u00e1vez sofria, mas n\u00e3o foi autorizado a public\u00e1-la no jornal para o qual colaborava. Assim, o blog Runrun.es tornou-se o espa\u00e7o para publicar tamb\u00e9m esse material informativo, que imediatamente teve um enorme impacto.<\/p>\n<p>Naquele ano, Nelson Bocaranda participou com outros jornalistas latino-americanos de um curso de jornalismo investigativo na Universidade da Calif\u00f3rnia em San Diego. Nesse curso, ele terminou de ajustar alguns aspectos do site Runrun.es, como a id\u00e9ia de criar um departamento de investiga\u00e7\u00e3o, que se tornou uma das principais caracter\u00edsticas do que o Runrun.es \u00e9 hoje. Esta equipe de investiga\u00e7\u00e3o foi formalmente criada em maio de 2014.<\/p>\n<h4><strong>20 profissionais<\/strong><\/h4>\n<p>A atual equipe Runrun.es \u00e9 composta por cerca de 20 funcion\u00e1rios. Em 2017, houve algumas baixas - profissionais que decidiram deixar a Venezuela -, ent\u00e3o agora existem v\u00e1rias vagas que est\u00e3o tentando preencher, incluindo duas na equipe de investiga\u00e7\u00e3o. \"O maior desafio de qualquer meio neste momento na Venezuela \u00e9 manter a equipe\", afirmou Bocaranda. \"O pessoal treinado est\u00e1 deixando o pa\u00eds a uma velocidade acelerada\".<\/p>\n<p>A parte essencial da equipe Runrun.es \u00e9 formada por sua reda\u00e7\u00e3o e pela equipe de investiga\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas, que somam dez profissionais. Al\u00e9m disso, o site tem tr\u00eas pessoas no departamento de vendas, duas pessoas no departamento gr\u00e1fico e audiovisual e outras duas que trabalham na \u00e1rea de administra\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do diretor, Nelson Eduardo Bocaranda.<\/p>\n<p>Por sua vez, a equipe de investiga\u00e7\u00e3o, atualmente liderada por Boon e composta por profissionais com mais experi\u00eancia, trabalha em tr\u00eas velocidades, de acordo com o diretor da publica\u00e7\u00e3o. Por um lado, realiza investiga\u00e7\u00f5es \"r\u00e1pidas, de uma semana\". Por outro lado, tamb\u00e9m trabalha em projetos com uma dura\u00e7\u00e3o um pouco maior, de pelo menos um m\u00eas. Finalmente, a cada ano desenvolve um projeto especial - como o mencionado Monitor de V\u00edctimas - , que geralmente inclui trabalho com bases de dados, visualiza\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias jornal\u00edsticas relacionadas. \u00c9 comum que essas investiga\u00e7\u00f5es sejam realizadas em colabora\u00e7\u00e3o com outros meios.<\/p>\n<p>O pai de Nelson Eduardo, Nelson Bocaranda, continua publicando no site sua coluna amplamente lida, \"<a href=\"http:\/\/runrun.es\/category\/runrunes-de-bocaranda\">Los Runrunes de Bocaranda<\/a>\", e frequentemente v\u00e1rios destes artigos est\u00e3o entre os dez mais lidos no m\u00eas. Ele tamb\u00e9m participa das reuni\u00f5es editoriais semanais e est\u00e1 envolvido no trabalho da equipe investigativa. Sua vasta experi\u00eancia e sua agenda de contatos s\u00e3o inestim\u00e1veis \u200b\u200bpara a equipe.<\/p>\n<h4><strong>Jornalistas-chave<\/strong><\/h4>\n<p>Duas das jornalistas-chave no projeto atual de Runrun.es s\u00e3o Riera e Boon. Ambas trabalharam na Cadena Capriles, que em certo momento contou com uma das maiores reda\u00e7\u00f5es multim\u00eddia na Venezuela, composta por cerca de 300 profissionais.<\/p>\n<p>Riera havia sido a diretora de Jornalismo Gr\u00e1fico e Audiovisual da Cadena Capriles, onde foi respons\u00e1vel pelas \u00e1reas de design, fotografia, infografia, v\u00eddeo, arquivo e programa\u00e7\u00e3o web. Ela saiu quando o grupo foi vendido em maio de 2014. Um ano depois, em junho de 2015, ela se juntou \u00e0 Runrun.es como coordenadora da reda\u00e7\u00e3o. No ano passado, Riera pediu para deixar parcialmente as opera\u00e7\u00f5es do dia a dia do site e agora trabalha em meio per\u00edodo como coordenadora de projetos especiais, como o Monitor de V\u00edctimas. Ela tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelo projeto atual de redesenho do site.<\/p>\n<p>A atual respons\u00e1vel pela unidade de investiga\u00e7\u00e3o de Runrun.es, Boon, havia trabalhado durante dez anos na equipe de investiga\u00e7\u00e3o da Cadena Capriles. Como muitos outros jornalistas, ela acabou abandonando o grupo ap\u00f3s sua venda a novos propriet\u00e1rios e subsequente mudan\u00e7a de linha editorial.<\/p>\n<p>A unidade de investiga\u00e7\u00e3o da Runrun.es teve tr\u00eas coordenadoras. A primeira foi\u00a0<a href=\"http:\/\/runrun.es\/author\/tamoa\">Tamoa Calzadilla<\/a>, que atualmente \u00e9 respons\u00e1vel pelos Projetos Especiais e Investiga\u00e7\u00f5es da Univision Noticias. Ela foi substitu\u00edda por\u00a0<a href=\"http:\/\/runrun.es\/author\/rrisquez\">Ronna R\u00edsquez<\/a>, atual editora web de investiga\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise do crime organizado no\u00a0<a href=\"https:\/\/es.insightcrime.org\/\">InSight Crime ES<\/a>. E desde o fim de 2017 Boon ocupa o cargo, embora tenha sido parte da equipe desde que ingressou no site.<\/p>\n<p>Durante seus anos em Runrun.es, Boon trabalhou em v\u00e1rias investiga\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas que receberam\u00a0<a href=\"http:\/\/runrun.es\/nacional\/venezuela-2\/211078\/lisseth-boon-el-gran-motor-del-periodismo-de-investigacion-es-la-indignacion.html\">pr\u00eamios<\/a>.<\/p>\n<p>Uma delas era \"uma reportagem sobre a contrata\u00e7\u00e3o seletiva da Seguran\u00e7a Social\", explica, em um momento \"de uma terr\u00edvel crise de escassez de quase 90% de suprimentos m\u00e9dicos e medicamentos.\" O trabalho \u201c<a href=\"http:\/\/runrun.es\/rr-es-plus\/233849\/familia-de-contratistas-del-ivss-curo-sus-finanzas-importando-insumos-medicos-durante-crisis-de-escasez.html\">Familia<\/a><a href=\"http:\/\/runrun.es\/rr-es-plus\/233849\/familia-de-contratistas-del-ivss-curo-sus-finanzas-importando-insumos-medicos-durante-crisis-de-escasez.html\">\u00a0zuliana guis\u00f3 $455 millones \u2018preferenciales\u2019 en contratos a dedo con el Seguro\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/runrun.es\/rr-es-plus\/233849\/familia-de-contratistas-del-ivss-curo-sus-finanzas-importando-insumos-medicos-durante-crisis-de-escasez.html\">Social<\/a>\u201dganhou um\u00a0<a href=\"https:\/\/ipysvenezuela.org\/premio-ipys\/\">Pr\u00eamio IPYS<\/a>\u00a0(sigla em espanhol para Instituto de Imprensa e Sociedade) para jornalismo investigativo.<\/p>\n<p>Alguns trabalhos, conforme indicado, s\u00e3o realizados em colabora\u00e7\u00e3o com outros meios por raz\u00f5es de seguran\u00e7a e disponibilidade de recursos. Por exemplo, Runrun.es e sites como El Pitazo participaram da investiga\u00e7\u00e3o dos Panama Papers, um projeto que na Venezuela foi liderado por\u00a0<a href=\"https:\/\/armando.info\/\">Armando.info<\/a>.<\/p>\n<p>Outro trabalho feito em colabora\u00e7\u00e3o com Armando.info, El Pitazo e Poderopedia foi a reportagem \u201c<a href=\"http:\/\/runrun.es\/nacional\/venezuela-2\/236650\/el-sobrino-favorito-de-cilia-flores-el-hombre-detras-del-tesoro.html\">El sobrino favorito de Cilia Flores: El hombre detr\u00e1s del\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/runrun.es\/nacional\/venezuela-2\/236650\/el-sobrino-favorito-de-cilia-flores-el-hombre-detras-del-tesoro.html\">tesoro<\/a>\u201d, que oferece um retrato de Carlos Erick Malpica Flores, sobrinho da advogada, pol\u00edtica e primeira-dama da Venezuela Cilia Flores, esposa de Nicol\u00e1s Maduro. Ex-Secret\u00e1rio do Tesouro e administrador das finan\u00e7as da Petr\u00f3leos de Venezuela (PDVSA), Malpica Flores era \"um personagem que lidava com muito dinheiro e cujo rosto, foto ou nome n\u00e3o eram conhecidos\", explicou Boon.<\/p>\n<h4><strong>Modelo de neg\u00f3cio<\/strong><\/h4>\n<p>Runrun.es \u00e9 um site que, at\u00e9 o momento, n\u00e3o gerou lucros. Bocaranda explica que conseguiram equilibrar as receitas e as despesas \"quase a metade dos meses\". Quando n\u00e3o conseguem, contam com as contribui\u00e7\u00f5es dos s\u00f3cios e acionistas do projeto, que t\u00eam \u201ca convic\u00e7\u00e3o de que \u00e9 necess\u00e1rio ter canais abertos para manter os cidad\u00e3os informados\".<\/p>\n<p>Soma-se a isso o fen\u00f4meno da hiperinfla\u00e7\u00e3o vivida pela Venezuela h\u00e1 mais de um ano, que faz com que \"qualquer or\u00e7amento seja aniquilado de um m\u00eas para o outro\", explicou o diretor do site.<\/p>\n<p>Para determinados projetos especiais de investiga\u00e7\u00e3o, a Runrun.es solicitou ajuda a entidades internacionais. Isso ocorreu, por exemplo, com uma reportagem multim\u00eddia sobre a OLP (Opera\u00e7\u00e3o de Liberta\u00e7\u00e3o e Prote\u00e7\u00e3o do Povo), uma opera\u00e7\u00e3o policial para combater a viol\u00eancia que come\u00e7ou em julho de 2015 durante o governo de Maduro. O site trabalhou com a plataforma de jornalismo para as Am\u00e9ricas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.connectas.org\/\">Connectas\u00a0<\/a>no projeto. \u201c<a href=\"http:\/\/runrun.es\/especiales\/olp\/\">OLP<\/a><a href=\"http:\/\/runrun.es\/especiales\/olp\/\">: La m\u00e1scara del terror oficial en Venezuela<\/a>\u201d denuncia como pelo menos 560 pessoas morreram na Venezuela atrav\u00e9s desta opera\u00e7\u00e3o entre julho de 2015 e junho de 2017.<\/p>\n<p>Bocaranda salienta que o objetivo com essas a\u00e7\u00f5es \"\u00e9 buscar renda adicional para nossos jornalistas. Aqui nosso compromisso \u00e9 com os funcion\u00e1rios. J\u00e1 sabemos que os meios n\u00e3o foram feitos para nos fazer milion\u00e1rios. \u00c9 cada vez mais dif\u00edcil ter um plano de neg\u00f3cio com meios digitais que gere grandes lucros. Penso que esse seja o desafio de toda a comunidade de m\u00eddia. Mas aqui o que estamos tentando \u00e9 que nossos jornalistas tenham pelo menos sal\u00e1rios decentes, que possam viver melhor do que o venezuelano comum est\u00e1 vivendo, e esse desafio j\u00e1 \u00e9 bastante porque \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil manter a qualidade de vida aqui.\"<\/p>\n<h4><strong>Inova\u00e7\u00e3o em publicidade<\/strong><\/h4>\n<p>Uma das \u00e1reas em que a Runrun.es tenta constantemente inovar \u00e9 a publicidade, que \u00e9 a principal fonte de renda do site. Runrun.es trabalha com\u00a0<em>adservers\u00a0<\/em>de diferentes pa\u00edses para tentar aproveitar ao m\u00e1ximo seu p\u00fablico internacional, que representa 30% do tr\u00e1fego. Assim, tem acordos espec\u00edficos para a venda de publicidade segmentada em Espanha, Estados Unidos e Col\u00f4mbia, e est\u00e1 preparando um acordo no Panam\u00e1.<\/p>\n<p>Mas a proposta mais original foi a\u00a0<a href=\"http:\/\/runrun.es\/rr-es-plus\/289305\/alianza-rebelde-permitira-anunciar-en-tres-portales-al-mismo-tiempo.html\">cria\u00e7\u00e3o,\u00a0<\/a>h\u00e1 dois anos, da\u00a0<a href=\"https:\/\/knightcenter.utexas.edu\/es\/blog\/00-17842-medios-digitales-en-venezuela-lanzan-estrategia-publicitaria-conjunta-para-asegurar-su\">Alianza<\/a><a href=\"https:\/\/knightcenter.utexas.edu\/es\/blog\/00-17842-medios-digitales-en-venezuela-lanzan-estrategia-publicitaria-conjunta-para-asegurar-su\">\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/knightcenter.utexas.edu\/es\/blog\/00-17842-medios-digitales-en-venezuela-lanzan-estrategia-publicitaria-conjunta-para-asegurar-su\">Rebelde<\/a>, um acordo entre a Runrun.es e os sites\u00a0<a href=\"http:\/\/talcualdigital.com\/\">TalCual\u00a0<\/a>e\u00a0<a href=\"https:\/\/elpitazo.com\/\">El Pitazo<\/a>\u00a0para a venda conjunta de campanhas publicit\u00e1rias. Bocaranda explicou o motivo desse acordo: \"Nos demos conta de que se nos junt\u00e1ssemos a meios que t\u00eam uma linha editorial semelhante poder\u00edamos ter melhores resultados\" no mercado publicit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Esta alian\u00e7a comercial n\u00e3o s\u00f3 ajudou a melhorar as vendas de publicidade, mas tamb\u00e9m promoveu a cria\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as de conte\u00fado. De acordo com Bocaranda, na Venezuela \"os grandes meios praticamente desapareceram em uma velocidade muito mais r\u00e1pida do que no resto do mundo\" devido a \"press\u00f5es do governo, o que os levou a diminuir de tamanho\".<\/p>\n<p>\"Os meios digitais independentes n\u00e3o t\u00eam os grandes or\u00e7amentos da m\u00eddia tradicional, e o que precisamos fazer s\u00e3o algumas alian\u00e7as estrat\u00e9gicas em um ecossistema onde normalmente todos estar\u00edamos competindo pelo p\u00fablico\", explicou Bocaranda. Assim, as colabora\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas em que as equipes s\u00e3o compartilhadas s\u00e3o comuns, \"para poder fazer uma cobertura efetiva e eficiente de fatos pontuais, como elei\u00e7\u00f5es ou protestos.\u201d<\/p>\n<h4><strong>Lan\u00e7amento de um novo site<\/strong><\/h4>\n<p>Com o objetivo de atrair os anunciantes que preferem n\u00e3o estar vinculados a informa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social da Venezuela, a equipe Runrun.es est\u00e1 trabalhando no lan\u00e7amento de um novo site. Como o diretor adiantou ao Centro Knight, ser\u00e1 um site com informa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e dicas para a vida di\u00e1ria e ter\u00e1 uma marca completamente diferente da de Runrun.es.<\/p>\n<p>Bocaranda explicou que \"a quest\u00e3o pol\u00edtica est\u00e1 t\u00e3o marcada aqui que as marcas muitas vezes t\u00eam medo de anunciar, porque em um regime como o que estamos vivendo, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que, ao anunciar em uma m\u00eddia como o Runrun.es, os anunciantes depois recebam visitas de entidades governamentais \". O novo site, que pode ser lan\u00e7ado em tr\u00eas meses, \"seria dedicado a quest\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o pol\u00edticas para poder encontrar patroc\u00ednios\", acrescentou Bocaranda.<\/p>\n<p>Este novo projeto conta com uma equipe de quatro pessoas: uma coordenadora e tr\u00eas jornalistas. O site \"est\u00e1 em fase final de desenvolvimento, com se\u00e7\u00f5es j\u00e1 definidas e come\u00e7ando a gerar conte\u00fado\u201d, explicou o diretor.<\/p>\n<p>Um dos modelos que inspirou Bocaranda na cria\u00e7\u00e3o do novo site \u00e9 o da BuzzFeed, no qual \"a not\u00edcia trivial acaba por financiar as not\u00edcias e investiga\u00e7\u00f5es reais\", afirmou.<\/p>\n<p>A equipe tamb\u00e9m est\u00e1 planejando o lan\u00e7amento do site Runrun.es redesenhado nas pr\u00f3ximas semanas. O projeto, coordenado por Riera, simplificar\u00e1 a estrutura do site e apostar\u00e1 na visualiza\u00e7\u00e3o de dados. Tamb\u00e9m pretende oferecer uma melhor experi\u00eancia de usu\u00e1rio e melhorar os tempos de carregamento.<\/p>\n<p>Riera adiantou ao Centro Knight que, com o novo design, Runrun.es ter\u00e1 quatro se\u00e7\u00f5es principais: not\u00edcias, Los Runrunes de Nelson, opini\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o - eles querem dar mais relev\u00e2ncia a esses projetos, como o Monitor de V\u00edctimas e outros especiais.<\/p>\n<h4><strong>Audi\u00eancia<\/strong><\/h4>\n<p>O tr\u00e1fego do site est\u00e1 muito ligado \u00e0 atualidade pol\u00edtica e social da Venezuela. Os \u00faltimos meses foram \"muito turbulentos\", disse Bocaranda, e isso fez com que a audi\u00eancia ficasse \"entre 7 e 10 milh\u00f5es de usu\u00e1rios \u00fanicos por m\u00eas\". No entanto, em outros momentos, quando a atividade pol\u00edtica tem menos relev\u00e2ncia, o tr\u00e1fego \u00e9 menor.<\/p>\n<p>Aproximadamente 70% do tr\u00e1fego de Runrun.es vem da Venezuela. Os 30% restantes s\u00e3o divididos entre os Estados Unidos, Col\u00f4mbia e Espanha, e tamb\u00e9m, embora em menor grau, entre pa\u00edses como o Panam\u00e1, o Chile, a Argentina ou o M\u00e9xico, que tamb\u00e9m s\u00e3o destinos da onda migrat\u00f3ria venezuelana.<\/p>\n<p>As redes sociais e o Twitter, em particular, s\u00e3o parte essencial da proposta Runrun.es e, de fato, do menu informativo para os venezuelanos em geral. O diretor de Runrun.es explica que \"a primeira coisa que um venezuelano faz quando ele acorda \u00e9 verificar o Twitter porque voc\u00ea nunca sabe o que est\u00e1 acontecendo em qualquer lugar da cidade\". As redes tamb\u00e9m servem \"para alertar os vizinhos de coisas como onde h\u00e1 p\u00e3o, onde h\u00e1 farinha e outras coisas b\u00e1sicas\", acrescentou.<\/p>\n<p>Para Runrun.es, redes como Twitter e Facebook funcionam como \"multiplicadores da mensagem\", disse o diretor, uma vez que se referem ao que \u00e9 publicado na p\u00e1gina. Mas, al\u00e9m disso, as redes tamb\u00e9m desempenharam um papel essencial quando o site foi v\u00edtima de ataques cibern\u00e9ticos por raz\u00f5es pol\u00edticas. Bocaranda explica que, nesses casos, o Facebook foi usado para publicar informa\u00e7\u00f5es completas da Runrun.es, e Twitter \"para manter nosso p\u00fablico informado sobre os ataques que recebemos\" e para indicar onde as not\u00edcias podiam ser lidas. H\u00e1 alguns meses Runrun.es n\u00e3o sofre ataques, mas esse risco for\u00e7a o site a alocar um or\u00e7amento importante para a seguran\u00e7a dos servidores.<\/p>\n<p>Runrun.es tamb\u00e9m possui um canal no Telegram, que \u00e9 dirigido a cerca de 8.000 pessoas, e \"que funciona como um megafone\" do que o site publica, disse Bocaranda. Este canal \u00e9 especialmente orientado para o p\u00fablico millennial, ent\u00e3o utiliza \"uma linguagem e um senso de humor completamente diferente do resto de nossas comunica\u00e7\u00f5es em outras redes sociais\", disse o diretor, que cita o site\u00a0<a href=\"https:\/\/verne.elpais.com\/\">Verne<\/a>, do jornal espanhol El Pa\u00eds, como fonte de inspira\u00e7\u00e3o quanto ao tom utilizado. \"Tentamos mant\u00ea-lo t\u00e3o divertido quanto poss\u00edvel\", disse ele.<\/p>\n<h4><strong>Compromisso jornal\u00edstico<\/strong><\/h4>\n<p>As amea\u00e7as contra os meios independente e a liberdade de imprensa na Venezuela n\u00e3o v\u00e3o parar a equipe Runrun.es, diz Boon: \"N\u00e3o nos impede de trabalhar por um segundo. Enquanto pudermos, continuaremos, queremos crescer, trabalhar mais, continuar informando, investigando, porque aqui na Venezuela h\u00e1 muito trabalho a ser feito. Eu acho que \u00e9 um dos lugares mais emocionantes para fazer jornalismo \".<\/p>\n<p>Riera corrobora que \"continuar a lutar, de modo que a censura n\u00e3o prevale\u00e7a\" e expor \"a corrup\u00e7\u00e3o que existe neste governo\" \u00e9 o que os motiva a continuar reportando. \"N\u00e3o podemos permanecer em sil\u00eancio, deve haver um registro de todas as atrocidades, de toda a corrup\u00e7\u00e3o e de tudo o que aconteceu aqui e continua a acontecer\", disse ela.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>A s\u00e9rie\u00a0<a id=\"serie\" name=\"serie\"><\/a>\"Inovadores no\u00a0Jornalismo\", que \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao generoso apoio da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opensocietyfoundations.org\/\">Open Society Foundations<\/a>, abrange as tend\u00eancias e as melhores pr\u00e1ticas da m\u00eddia digital na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. Ele\u00a0continua\u00a0nossa s\u00e9rie anterior, transformada em\u00a0ebook,\u00a0<a href=\"http:\/\/knightcenter.utexas.edu\/ebook\/innovative-journalism-latin-america\">Jornalismo Inovador na Am\u00e9rica Latina<\/a>, ao analisar as pessoas e equipes\u00a0que\u00a0lideram iniciativas inovadoras de reportagem, narrativa, distribui\u00e7\u00e3o e financiamento na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><span data-sheets-value=\"{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.&quot;}\" data-sheets-userformat=\"{&quot;2&quot;:6578,&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16777215},&quot;7&quot;:{&quot;1&quot;:[{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:0,&quot;5&quot;:{&quot;1&quot;:0}},{&quot;1&quot;:0,&quot;2&quot;:0,&quot;3&quot;:3},{&quot;1&quot;:1,&quot;2&quot;:0,&quot;4&quot;:1}]},&quot;8&quot;:{&quot;1&quot;:[{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:0,&quot;5&quot;:{&quot;1&quot;:0}},{&quot;1&quot;:0,&quot;2&quot;:0,&quot;3&quot;:3},{&quot;1&quot;:1,&quot;2&quot;:0,&quot;4&quot;:1}]},&quot;10&quot;:2,&quot;11&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:3358536},&quot;15&quot;:&quot;Arial&quot;}\">Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/span><br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os dias, em Caracas, rep\u00f3rteres de diferentes meios digitais independentes na Venezuela visitam os necrot\u00e9rios da cidade para coletar dados sobre as v\u00edtimas do dia. Nome e sobrenome, as circunst\u00e2ncias da morte e outras informa\u00e7\u00f5es sobre a pessoa falecida s\u00e3o registradas em uma base de dados jornal\u00edstica, e algumas hist\u00f3rias ou tend\u00eancias especialmente relevantes s\u00e3o publicadas nos sites de maneira mais detalhada.<\/p>\n","protected":false},"author":49,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1217],"tags":[1610,1402],"coauthors":[],"class_list":["post-48002","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-inovacao-pt-br","tag-midias-sociais-pt-br","tag-venezuela-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Nascido no Twitter, Runrun.es se tornou um dos mais importantes e inovadores sites web de not\u00edcias na Venezuela - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Nascido no Twitter, Runrun.es se tornou um dos mais importantes e inovadores sites web de not\u00edcias na Venezuela Inova\u00e7\u00e3o. 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