{"id":49071,"date":"2022-02-02T15:07:22","date_gmt":"2022-02-02T20:07:22","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=49071"},"modified":"2022-02-02T15:10:08","modified_gmt":"2022-02-02T20:10:08","slug":"vinte-e-cinco-jornalistas-argentinos-recordam-jose-luis-cabezas-assassinado-ha-25-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/vinte-e-cinco-jornalistas-argentinos-recordam-jose-luis-cabezas-assassinado-ha-25-anos\/","title":{"rendered":"Vinte e cinco jornalistas argentinos recordam Jos\u00e9 Luis Cabezas, assassinado h\u00e1 25 anos"},"content":{"rendered":"<p><em>Este artigo foi\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.fopea.org\/a-25-anos-del-asesinato-de-cabezas-25-periodistas-mantienen-su-recuerdo-presente\/\"><em>publicado originalmente por Fopea<\/em><\/a>\u00a0<em>e est\u00e1 republicado aqui com autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>[Nota da LJR] O jornalista argentino Jos\u00e9 Luis Cabezas foi um dos primeiros a fotografar o empres\u00e1rio Alfredo Yabr\u00e1n, um conhecido e recluso empres\u00e1rio com supostas conex\u00f5es com casos de corrup\u00e7\u00e3o e crime organizado. As fotografias, publicadas em mar\u00e7o de 1996 na revista Not\u00edcias, s\u00e3o apontadas como o motivo do seu assassinato, em 25 de janeiro de 1997.\u00a0<a href=\"https:\/\/cpj.org\/data\/people\/jose-luis-cabezas\/\">Segundo o Comit\u00ea para a Prote\u00e7\u00e3o de Jornalistas (CPJ), a Justi\u00e7a argentina condenou oito pessoas pelo sequestro e morte de Cabezas<\/a>. \u201cO tribunal considerou que o assassinato foi planejado por Yabr\u00e1n, que cometeu suic\u00eddio em 1998,\u201d relata o CPJ. <span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/sociedad\/2022\/01\/25\/a-25-anos-del-crimen-del-fotografo-jose-luis-cabezas\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vinte cinco anos depois do crime, nenhum dos condenados pela Justi\u00e7a permanece preso, informa o Infobae.<\/span><\/a><\/em><\/p>\n<p>No 25\u00ba anivers\u00e1rio do crime, o Foro de Periodismo Argentino (FOPEA) convida 25 jornalistas a recordar Jos\u00e9 Luis Cabezas com anedotas vividas com ele e reflex\u00f5es sobre o que sua morte representa para o jornalismo argentino.<\/p>\n<p><strong>1) Gabriel Michi, amigo e companheiro de cobertura<\/strong><\/p>\n<p>25 anos desde aquele dia 25. Um quarto de s\u00e9culo desde aquele dia sinistro em janeiro de 1997, quando nossa hist\u00f3ria mudou para sempre. A do meu colega e amigo Jos\u00e9 Luis Cabezas, meu c\u00famplice em tantas \u201caventuras\u201d jornal\u00edsticas. A de sua fam\u00edlia dilacerada. A de seus companheiros devastados. A de todo o jornalismo chocado. A de uma sociedade abalada. A de um pa\u00eds derrotado.<\/p>\n<p>25 anos em que ocorreu na Argentina o pior ataque \u00e0 liberdade de express\u00e3o desde o retorno da democracia. Um ataque que fingiu sil\u00eancio, mas que obteve o contr\u00e1rio. Tornou-se um grito ensurdecedor contra a barb\u00e1rie, contra a injusti\u00e7a, contra a corrup\u00e7\u00e3o, contra as m\u00e1fias.<\/p>\n<p>Aquelas m\u00e1fias que buscavam continuar construindo o poder da impunidade. Mas eles n\u00e3o podiam. Porque Jos\u00e9 Luis, o mesmo que tentaram ausentar, estava mais presente do que nunca. Em cada um de seus colegas comprometidos, em cada bom cidad\u00e3o, no olhar doloroso e exigente de sua fam\u00edlia. Todos fomos, somos e seremos Jos\u00e9 Luis Cabezas. Porque sua aus\u00eancia nos faz chorar. Mas eles, seus assassinos, est\u00e3o sobrecarregados por sua presen\u00e7a. Cabezas, presente! Agora e sempre!<\/p>\n<p><strong>2) Alejandra Daiha, diretora da revista Noticias<\/strong><\/p>\n<p>Foi estranho para n\u00f3s que dividimos a reda\u00e7\u00e3o com ele, aceitar que Jos\u00e9 Luis, engra\u00e7ado, grande pai e determinado a ser um grande fot\u00f3grafo, se tornasse uma bandeira. Aquele retrato em preto e branco dele que deu a volta ao mundo n\u00e3o deveria ser mais do que uma foto de passaporte, mas virou uma bandeira e congelou no tempo. Para o resto de n\u00f3s, que conseguimos envelhecer, seu crime nos deixou com a tristeza de saber que o jornalismo tamb\u00e9m se paga com a vida em uma democracia. Cabezas n\u00e3o era um kamikaze. Ele deveria ter completado 60 anos h\u00e1 alguns meses. Eu o imagino da mesma forma. Subindo em mesas, cadeiras e escadas para conseguir aquelas fotos de cima que eram sua marca registrada. N\u00e3o te esquecemos, \"chab\u00f3n\".<\/p>\n<p><strong>3) Pablo Sirv\u00e9n, atual secret\u00e1rio de reda\u00e7\u00e3o do jornal La Naci\u00f3n; na \u00e9poca, editor geral da revista Noticias<\/strong><\/p>\n<p>Saco de carv\u00e3o em cima da caixa de frutas vazia. Foi assim que Jos\u00e9 Luis Cabezas me ensinou a fazer churrasco em um dos dois ver\u00f5es que dividimos uma temporada em Pinamar fazendo anota\u00e7\u00f5es para a revista Noticias. Ele cantou \"Dame un lim\u00f3n\" bem alto, da banda Divididos, que tocava o tempo todo no carro em que nos desloc\u00e1vamos entre florestas e mares.<\/p>\n<p>Engra\u00e7ado, reclam\u00e3o, hiperprofissional, ele buscou a melhor luz no primeiro e no \u00faltimo sol do dia para conseguir suas fotos incr\u00edveis. Ele estava ciente dos perigos aos quais estava se expondo, mas seu dedo estalando era sempre mais forte.<\/p>\n<p><strong>4) Jorge Fontevecchia, presidente e CEO do Grupo Perfil<\/strong><\/p>\n<p>No resto da Am\u00e9rica Latina, o assassinato de jornalistas \u00e9 uma pr\u00e1tica que ainda n\u00e3o foi banida. A rea\u00e7\u00e3o da sociedade argentina \u00e0 morte de Jos\u00e9 Luis Cabezas ensinou aos b\u00e1rbaros que assassinar um jornalista acaba tendo consequ\u00eancias piores para eles. A impunidade que ainda se mant\u00e9m em outros crimes tornou-se imposs\u00edvel no assassinato de um jornalista devido \u00e0 enorme visibilidade que o ato teria. Jos\u00e9 Luis Cabezas, com a sua vida, salvou a de muitos jornalistas durante o \u00faltimo quarto de s\u00e9culo. E continuar\u00e1 a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>5) Paula Moreno Roman, presidente da FOPEA<\/strong><\/p>\n<p>Um ano ap\u00f3s a morte de Jos\u00e9 Luis Cabezas, a cidade de Esquel inaugurou uma das primeiras esculturas que o pa\u00eds teve, homenageando nosso querido colega e clamando pela busca da verdade e da justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Gabriel Michi, Mar\u00eda Cristina Robledo e Daniel Das Neves (UTPBA) compartilharam um momento emocionante de uni\u00e3o em torno daquele monumento localizado em frente ao pr\u00e9dio do Tribunal de Esquel com os olhos de Jos\u00e9 Luis esculpidos na pedra e seu olhar profundo fixo no s\u00edmbolo da justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Cabezas n\u00e3o \u00e9, n\u00e3o foi e n\u00e3o ser\u00e1 \u201cum caso\u201d. \u00c9 a luta constante contra o esquecimento e a impunidade que conseguiu unir a comunidade jornal\u00edstica na Argentina. Deste canto do pa\u00eds, a cada 25 de janeiro, voltam a gritar \u201cCabezas, Presente\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_49079\" style=\"width: 517px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-49079\" class=\"wp-image-49079 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Cabezas_Tapa-Noticias.png\" alt=\"A foto que custou a Jos\u00e9 Luis Cabezas sua vida: a do rosto de Alfredo Yabr\u00e1n. Cr\u00e9dito: reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Cabezas_Tapa-Noticias.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Cabezas_Tapa-Noticias-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Cabezas_Tapa-Noticias-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><p id=\"caption-attachment-49079\" class=\"wp-caption-text\">A foto que custou a Jos\u00e9 Luis Cabezas sua vida: a do rosto de Alfredo Yabr\u00e1n. Cr\u00e9dito: reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>6) Edi Zunino, liderou a equipe da revista Noticias que investigou seu assassinato<\/strong><\/p>\n<p>Sempre resisti em transformar Jos\u00e9 Luis Cabezas em bandeira, primeiro porque era uma pessoa comum; segundo, porque tinha sido um colega de trabalho com quem valia a pena partilhar horas e horas de criatividade (as minhas viagens de trabalho mais inesquec\u00edveis ao exterior foram \u201cem casal\u201d com ele); e terceiro, talvez, por supor que transferi-lo para o reino do simb\u00f3lico tiraria subst\u00e2ncia de minha pr\u00f3pria vida. Claro que, 25 anos depois de ter 30 e poucos anos, viveu-se o suficiente para assumir a dimens\u00e3o da \u00e9poca hist\u00f3rica em que viveu. A minha \u00e9 a da guerra das Malvinas, a recupera\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e o homic\u00eddio de Cabezas. Ainda n\u00e3o sei muito bem o que tudo isso significa junto, mas tamb\u00e9m sou feito desses materiais e isso, em grande parte, sou. Cabezas est\u00e1 na minha forma de entender a Argentina e o jornalismo. Todos os dias. Sem falta. \u00c9 uma marca de sobreviv\u00eancia. O efeito de flash de um farol. Uma tatuagem moral.<\/p>\n<p><strong>7) Guillermo Cant\u00f3n, amigo e colega de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Caro Jos\u00e9 Luis: Parece que tem muita gente querendo saber de voc\u00ea, eu diria que todo mundo me pergunta. Eu sei que n\u00e3o vai te incomodar, porque n\u00f3s confiamos um no outro e, convenhamos, voc\u00ea adora. Hoje, para voc\u00ea se sentir orgulhoso, todo mundo fala de voc\u00ea. Digo-lhes que era bom com os seus filhos, mau com os maus, insubstitu\u00edvel com a Cristina, ing\u00eanuo com os olhos, franco no riso, incans\u00e1vel com a c\u00e2mara, transparente no cora\u00e7\u00e3o, curioso de of\u00edcio, grande amigo e fraterno comigo. Para os esquecidos usamos uma fita preta em sua mem\u00f3ria. Eu n\u00e3o estou de luto. Eu tenho uma risada extra sua. Obrigado por tudo e at\u00e9 a pr\u00f3xima.<\/p>\n<p><strong>8) Norma Morandini, jornalista e escritora. Na \u00e9poca, era correspondente da revista espanhola Cambio 16 e do jornal brasileiro O Globo<\/strong><\/p>\n<p>No dia em que Jos\u00e9 Luis Cabezas foi assassinado, uma amiga brasileira, Claudia Merian, casada com o ent\u00e3o adido cultural da Embaixada da Fran\u00e7a, que foi quem apresentou Jos\u00e9 Luis como fot\u00f3grafo da embaixada, me ligou para me contar que a fotografia em que somos vistos juntos foi tirada por Cabezas. Fui procurar a fotografia e fiquei chocada porque o vidro do porta-retrato estava quebrado ao meio. Ent\u00e3o eu a deixei. Tenho a foto em local vis\u00edvel e cada vez que a olho, lembro-me do Jos\u00e9 Luis.<\/p>\n<p><strong>9) Santo Biasatti, jornalista da NET TV<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se esque\u00e7a de Jos\u00e9 Luis Cabezas. Contra a impunidade sempre. A melhor homenagem que podemos prestar a ele \u00e9 defender firmemente o princ\u00edpio de exigir justi\u00e7a. N\u00e3o nos esquecemos de seus assassinos. Alguns vivem conosco. N\u00e3o nos esquecemos dos que se calaram nem dos que desistiram de dar todo o seu apoio \u00e0 fam\u00edlia. Lembrar n\u00e3o \u00e9 crime. Escond\u00ea-lo era e \u00e9 miser\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>10) Italo Pisani, editor-chefe do Diario R\u00edo Negro<\/strong><\/p>\n<p>Os anticorpos deixados em todos n\u00f3s pela contundente rea\u00e7\u00e3o social ao brutal crime de Jos\u00e9 Luis Cabezas h\u00e1 25 anos n\u00e3o podem - n\u00e3o devem - ter prazo de validade. Essa trag\u00e9dia deu uma reviravolta em nossa hist\u00f3ria: desmascarou as m\u00e1fias do poder, a desprez\u00edvel pol\u00edcia e a impunidade. Tamb\u00e9m fechou as brechas entre os trabalhadores da imprensa e o jornalismo profissional valorizado que busca a verdade a qualquer custo. Nunca baixamos a bandeira inspirados no grito dos pais de Jos\u00e9 Luis: \"N\u00e3o esque\u00e7am Cabezas\".<\/p>\n<p><strong>11) Fanny Mandelbaum, jornalista da R\u00e1dio Conexi\u00f3n Abierta<\/strong><\/p>\n<p>Era janeiro de 1997. Estava passando o ver\u00e3o em Punta del Este e soube do assassinato de Jos\u00e9 Luis. Ligam-me do canal para me dizer que me mandaram uma c\u00e2mera porque o ent\u00e3o presidente Carlos Menem vinha apresentar um livro de Emilio Perina e dar uma coletiva de imprensa. Enquanto isso, Osvaldo Menendez, colega da R\u00e1dio Mitre que cobria a temporada, me disse que seria bom que todos os jornalistas usassem fita preta para expressar nossa dor. Eu disse a ele que era uma ideia maravilhosa. Compramos fitas, alfinetes. Eu os cortei e montei os la\u00e7os pretos.<\/p>\n<p>Um dos chefes de not\u00edcias da Telefe me disse para n\u00e3o fazer perguntas inapropriadas. Respondi que n\u00e3o havia perguntas inconvenientes. Se eu n\u00e3o pudesse perguntar o que eu queria, eu n\u00e3o ia perguntar nada, e foi assim. Eu disse isso aos meus colegas, disse para eles perguntarem. Eu s\u00f3 coloquei o microfone, mas todos n\u00f3s fomos com a fita preta.<\/p>\n<p><strong>12) Fernando J. Ruiz. Professor de Jornalismo e Democracia na Universidade Austral. Ex-presidente da FOPEA (2019 \u2013 2021)<\/strong><\/p>\n<p>Os olhos de Cabezas questionam o jornalismo, e o olhar n\u00e3o prende. Os jornalistas que marcharam juntos em 1997 est\u00e3o desunidos. A discuss\u00e3o sobre onde est\u00e1 o poder a ser confrontado e onde est\u00e1 a verdade confundiu as b\u00fassolas. Esse bloco profissional uniforme \u00e9 hoje uma comunidade quebrada e fraca, quase sem refer\u00eancias. N\u00e3o \u00e9 diferente do que aconteceu outras vezes na hist\u00f3ria e em muitos outros pa\u00edses, mas esse ciclo de ruptura foi longo demais. Jos\u00e9 Luis e Gabriel Michi fizeram jornalismo, n\u00e3o pol\u00edtica partid\u00e1ria. A isso devemos voltar. Conhecemos os riscos, mas a democracia exige.<\/p>\n<p><strong>13) Diego Pietrafesa, Telefe Noticias, Secret\u00e1rio de Direitos Humanos do Sindicato de Imprensa de Buenos Aires (SIPREBA)<\/strong><\/p>\n<p>Olhar e contar.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, com seus olhos em oferta.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, contra o conveniente e o c\u00f4modo.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, contra os donos de tudo.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, com o mais humano dos \u00e9picos: fa\u00e7a o que puder, como e onde puder, mas nunca menos.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, para fotos contra o falso glamour e outras vaidades de ouropel.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, emprego da vida cotidiana, lampejo de dignidade na precariedade profissional, salarial, laboral e moral.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, companheiro.<\/p>\n<p>Os trabalhadores da imprensa seguem seus passos.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Luis Cabezas, Presente!<\/p>\n<p><strong>14) Lorena Maciel, jornalista do Todo Noticias<\/strong><\/p>\n<p>O crime de Jos\u00e9 Luis Cabezas marcou um antes e um depois na minha vida e, sem d\u00favida, na minha carreira profissional. Eu mal tinha passado dos 20 anos e a R\u00e1dio Mitre confiou em mim na hora de me colocar \u00e0 frente da cobertura do caso. Eu me ofereci, obviamente, n\u00e3o queria perder nada.<\/p>\n<p>Tal crime n\u00e3o entrava na minha cabe\u00e7a, n\u00e3o parava de aparecer em minha mente o rosto de Candela, de 6 meses, de sua esposa Cristina, de seus outros dois filhos, tamb\u00e9m pequenos. O carro branco, Gabriel Michi inconsol\u00e1vel, a festa no Andreani, o por\u00e3o, a bota queimada, a capa do Noticias, e Yabr\u00e1n, claro, Yabr\u00e1n andando de traje de banho e imortalizado por uma foto de Cabezas.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi um ano, foram mais de 3 anos em que minha vida esteve intimamente ligada \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o. Pedi no r\u00e1dio para me especializar em quest\u00f5es judiciais e ser respons\u00e1vel pelo caso.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 insist\u00eancia do jornalismo e da sociedade em geral, a verdade ou quase toda a verdade foi alcan\u00e7ada, estou convencido de que h\u00e1 muitas coisas que nunca saberemos. Cabezas foi e \u00e9 um emblema de at\u00e9 onde o jornalismo independente pode ir. Aquele que n\u00e3o responde a nenhum outro interesse que n\u00e3o seja o de informar com provas.<\/p>\n<p><strong>15) Oscar E. Balmaceda, jornalista e escritor<\/strong><\/p>\n<p>Estive em Dolores e arredores por 21 meses \u2013 de fevereiro de 1997 a novembro de 1998 \u2013 cobrindo a investiga\u00e7\u00e3o do assassinato de Jos\u00e9 Luis Cabezas para o La Naci\u00f3n. Nesse per\u00edodo, conheci os \u00faltimos personagens do cap\u00edtulo que encerra a saga criminosa que inclui os assassinatos de Mar\u00eda Soledad Morales, em 1990, e do soldado Omar Carrasco, em 1994.<\/p>\n<p>E o que fica na minha mem\u00f3ria s\u00e3o algumas de suas frases: \u201cSou uma criminosa, mas n\u00e3o matei esse menino\u201d (Margarita Di Tullio, vulgo \u201cPepita la Pistolera); \"Atiraram-me um morto\" (Eduardo Duhalde, governador de Buenos Aires); \"Mataram Cabezas pelo trabalho que ele estava fazendo\" (Jos\u00e9 Luis Macchi, juiz do caso).<\/p>\n<div id=\"attachment_49082\" style=\"width: 517px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-49082\" class=\"wp-image-49082 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Cabezas_pic.png\" alt=\"Jos\u00e9 Luis Cabezas: assassinado h\u00e1 25 anos depois de foto que irritou empres\u00e1rio acusado de corrup\u00e7\u00e3o. Foto: CEDOC\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Cabezas_pic.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Cabezas_pic-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Cabezas_pic-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><p id=\"caption-attachment-49082\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Luis Cabezas: assassinado h\u00e1 25 anos depois de foto que irritou empres\u00e1rio acusado de corrup\u00e7\u00e3o. Foto: CEDOC<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>16) Fabio Ariel Ladetto, jornalista do La Gaceta de Tucum\u00e1n. Ex-presidente do FOPEA (2011 \u2013 2015)<\/strong><\/p>\n<p>Onde estaria em 21 de dezembro de 2001, que olhar teria captado dos nove presidentes que ocuparam a Casa Rosada neste s\u00e9culo, de que \u00e2ngulo teria imortalizado a pandemia?<\/p>\n<p>Uma aus\u00eancia pode ser medida pelas lacunas que deixa, pelos momentos que n\u00e3o s\u00e3o compartilhados, pelas perguntas n\u00e3o respondidas...<\/p>\n<p>Por isso, cada vez que se diz \u201cJos\u00e9 Luis Cabezas, presente\u201d, trata-se de desafiar sua morte, repudiar seu crime e evitar o esquecimento.<\/p>\n<p><strong>17) Gabriela Carchak, jornalista do C5N<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o foi um assassinato. Foi a tentativa de amorda\u00e7ar um jornalista, um meio de comunica\u00e7\u00e3o, um povo, um pa\u00eds. Mas os argentinos gritaram e gritaram alto. Tanto que aquele fot\u00f3grafo morto por fazer seu trabalho tornou-se s\u00edmbolo da liberdade de express\u00e3o e da luta coletiva para mant\u00ea-la. O crime contra Jos\u00e9 Luis Cabezas marcou um antes e um depois n\u00e3o s\u00f3 na consci\u00eancia do que significa jornalismo, mas tamb\u00e9m na confian\u00e7a na puni\u00e7\u00e3o, que, embora tardia, atinge aqueles que se julgam impunes e donos da vida alheia.<\/p>\n<p><strong>18) Emilia Delfino, jornalista da CNN en Espa\u00f1ol e elDiarioAR<\/strong><\/p>\n<p>A fotografia que Jos\u00e9 Luis Cabezas tirou do empres\u00e1rio Alfredo Yabr\u00e1n em fevereiro de 1996, um ano antes de ser assassinado, a imagem pela qual foi assassinado, foi e \u00e9 um ato perfeito de jornalismo investigativo: a exposi\u00e7\u00e3o do poder real, dos poderosos ocultos, retratado, iluminado pelo olhar de um fotojornalista, a partir de uma investiga\u00e7\u00e3o anterior que Cabezas realizou com a equipe da qual fazia parte. Como sua a\u00e7\u00e3o, Cabezas sempre estar\u00e1 presente, como a exig\u00eancia de justi\u00e7a de sua fam\u00edlia e amigos.<\/p>\n<p><strong>19) Gustavo Carabajal, jornalista do La Naci\u00f3n<\/strong><\/p>\n<p>Nada foi igual na minha vida depois do assassinato de Jos\u00e9 Luis Cabezas. Por mais de um ano cobri o caso para o jornal La Naci\u00f3n e me lembro de uma imagem de sua filha mais nova, Candela. Ele tinha pouco mais de um ano e ouviu na televis\u00e3o o grito de \u201cCabezas, presente\u201d que ressoou em uma das marchas. Em sua inoc\u00eancia, ela olhou e ouviu com espanto, como emergia da tela, com energia, o pedido por justi\u00e7a para seu pai.<\/p>\n<p><strong>20) Liliana Caruso, jornalista de Pol\u00edcia e Judici\u00e1rio na Am\u00e9rica News e A24<\/strong><\/p>\n<p>O assassinato de Jos\u00e9 Luis abalou sem distin\u00e7\u00e3o. Foi a morte brutal de um trabalhador, um simples fot\u00f3grafo que desmascarou o poder. E o caso mobilizou uma sociedade que soube da forma mais brutal sobre a atua\u00e7\u00e3o de quadrilhas mistas formadas por criminosos comuns e policiais. Sua morte ainda d\u00f3i porque o sentimento permanece de que os assassinos pagaram pouco por ela. Meia justi\u00e7a. Mas felizmente a mem\u00f3ria permanece: como numa pra\u00e7a que leva o seu nome e os seus olhos eternos, aqueles que t\u00eam a capacidade de falar.<\/p>\n<p><strong>21) Hip\u00f3lito Sanzone, cobriu o caso para o El D\u00eda de La Plata<\/strong><\/p>\n<p>O mart\u00edrio de Jos\u00e9 Luis Cabezas transcendeu seu pr\u00f3prio horror, por tudo o que permitiu \u00e0 sociedade ver que n\u00e3o tinha visto ou n\u00e3o queria ver. Antes desse fim havia uma trama de press\u00e3o, condicionamento e mensagens pesadas para outros jornalistas de outros ve\u00edculos e em circunst\u00e2ncias diferentes e nem sempre pelos mesmos atores. A morte de Cabezas permitiu ver que nem tudo naquela Argentina era a \"alegria\" da pizza e do champanhe. Pessoalmente, me envolvi por causa da cobertura que me foi atribu\u00edda pelo jornal El D\u00eda de La Plata em um trabalho que durou muitos meses, no qual fiquei com a impress\u00e3o de que ainda n\u00e3o haviam alcan\u00e7ado a verdade revelada. Que existem personagens ainda impunes e circunst\u00e2ncias nunca devidamente esclarecidas. Pode-se pensar que tudo isso pouco importa diante da mem\u00f3ria da \u00fanica v\u00edtima e de seu sofrimento, mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que sua mem\u00f3ria mere\u00e7a aquela verdade revelada que, pessoalmente, continuo a considerar pouco esclarecedora.<\/p>\n<p><strong>22) Liliana Franco, jornalista da \u00c1mbito Financiero<\/strong><\/p>\n<p>O assassinato de Jos\u00e9 Luis Cabezas foi um antes e um depois para o jornalismo local. Foi tomar consci\u00eancia de que investigar e denunciar poderia custar a vida. Uma foto, prova de um bom trabalho jornal\u00edstico, foi o motivo pelo qual hoje temos que lembrar de Jos\u00e9 Luis.<\/p>\n<p>Acredito que a melhor maneira para que a morte de Jos\u00e9 Luis n\u00e3o tenha sido em v\u00e3o \u00e9 que n\u00f3s, jornalistas, apoiemos o trabalho investigativo de nossos colegas, que reajamos coletivamente quando o poder tenta minar ou ignor\u00e1-los. Lembremos que mandaram matar Jos\u00e9 Luis por tirar uma foto, ou seja, fazer seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>23) C\u00e9sar S\u00e1nchez Bonifato, jornalista<\/strong><\/p>\n<p>O assassinato de Jos\u00e9 Luis Cabezas ocorreu quando Carlos Menem era presidente e nosso pa\u00eds foi vendido a interesses internacionais esp\u00farios. A YPF e a Fabricaciones Militares foram liquidadas, os portos foram fechados, as ferrovias foram paralisadas, as \"rela\u00e7\u00f5es carnais\" com os EUA foram mantidas, os navios argentinos foram enviados para participar da invas\u00e3o estrangeira do Kuwait, negociaram com Kadhaff, do L\u00edbano, a cidade cordobesa R\u00edo Terceiro explodiu, deixando muitos compatriotas mortos.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, tamb\u00e9m havia empresas argentinas envolvidas em acordos escusos. Um cons\u00f3rcio administrado pelo empres\u00e1rio de Entre R\u00edos Alfredo Yabr\u00e1n foi um dos benefici\u00e1rios. O colega Cabezas o descobriu na costa atl\u00e2ntica e sua imagem se tornou p\u00fablica. Pouco depois, foi assassinado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foi relatado que Yabr\u00e1n \"cometeu suic\u00eddio\", mas seu corpo nunca foi mostrado.<\/p>\n<p>O caudilho de La Rioja Menem acabou aliando-se aos Kirchner e ocupou uma cadeira no Senado at\u00e9 sua morte. \u201cO Caso Cabezas\u201d chocou o jornalismo argentino. Foi um epis\u00f3dio emblem\u00e1tico, nunca totalmente esclarecido pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>24) Oscar \u00c1ngel Flores, jornalista da Radio Universidad de San Luis<\/strong><\/p>\n<p>Em San Luis, o caso do assassinato de Jos\u00e9 Luis Cabezas gerou como\u00e7\u00e3o entre a equipe jornal\u00edstica geral da prov\u00edncia. Embora n\u00e3o tenha conhecido pessoalmente o colega fotojornalista, as publica\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas que se originaram naquele ano me permitiram conhecer o perfil de Jos\u00e9 Luis. A figura mais conhecida de nosso colega Gabriel Michi nos aproximou da hist\u00f3ria completa desse evento que chocou o pa\u00eds e exp\u00f4s a rede mafiosa que existe no pr\u00f3prio poder da Argentina.<\/p>\n<p>Assim, os jornalistas de Puntanos se organizaram e deixaram nosso reconhecimento a Jos\u00e9 Luis Cabezas estabelecido em um pequeno monumento no cora\u00e7\u00e3o da capital. Atos tamb\u00e9m foram promovidos a cada ano sob o lema \"N\u00e3o esque\u00e7amos Cabezas\" para continuar buscando a Justi\u00e7a contra aqueles que perseguem e colocam em risco os comunicadores que se exp\u00f5em na busca da verdade.<\/p>\n<p><strong>25) Alicia Miller, jornalista e membro do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do FOPEA<\/strong><\/p>\n<p>\"Um golpe invis\u00edvel e homicida\". Miguel Hern\u00e1ndez descreveu assim o choque diante de uma morte de enorme significado. Senti o mesmo pelo assassinato de Jos\u00e9 Luis Cabezas, que poderia ter sido um de meus colegas pr\u00f3ximos ou eu. Da pior maneira, aprendi que coragem n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, mas uma obriga\u00e7\u00e3o. E que a prote\u00e7\u00e3o constitucional do jornalismo na salvaguarda dos direitos dos cidad\u00e3os de nada serve sem uma democracia baseada no respeito por quem pensa diferente, sem um consenso de toler\u00e2ncia especial para com o que nos op\u00f5e, contradiz ou aponta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 25 de janeiro de 1997, o fotojornalista Jos\u00e9 Luis Cabezas foi sequestrado, espancado, assassinado e cremado em um terreno baldio na costa atl\u00e2ntica. No 25\u00ba anivers\u00e1rio de seu crime, o F\u00f3rum Argentino de Jornalismo (FOPEA) convidou 25 jornalistas para record\u00e1-lo com anedotas vividas com ele e reflex\u00f5es sobre o que sua morte representa para o jornalismo argentino.<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":49082,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[1425,1552],"coauthors":[],"class_list":["post-49071","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br","tag-argentina-pt-br","tag-assassinatos-de-jornalistas-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.1.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Vinte e cinco jornalistas argentinos recordam Jos\u00e9 Luis Cabezas, assassinado h\u00e1 25 anos - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Vinte e cinco jornalistas argentinos recordam Jos\u00e9 Luis Cabezas, assassinado h\u00e1 25 anos Viol\u00eancia Contra Jornalistas. 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