{"id":50365,"date":"2022-02-24T01:08:27","date_gmt":"2022-02-24T06:08:27","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=50365"},"modified":"2022-08-03T17:55:13","modified_gmt":"2022-08-03T22:55:13","slug":"jornalistas-latino-americanos-que-cobrem-conflitos-violentos-em-seus-proprios-paises-enfrentam-incertezas-e-dinamicas-em-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-latino-americanos-que-cobrem-conflitos-violentos-em-seus-proprios-paises-enfrentam-incertezas-e-dinamicas-em-transformacao\/","title":{"rendered":"Jornalistas latino-americanos que cobrem conflitos violentos em seus pr\u00f3prios pa\u00edses enfrentam incertezas e din\u00e2micas em transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Este \u00e9 o segundo cap\u00edtulo de uma s\u00e9rie sobre a cobertura de conflitos violentos na Am\u00e9rica Latina.*<\/span><\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nenhuma reportagem \u00e9 igual quando se trata de cobertura de conflitos violentos ou \u00e1reas violentas.\u00a0Cada situa\u00e7\u00e3o parece ter um componente imprevis\u00edvel.<\/p>\n<div id=\"attachment_49966\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-49966\" class=\"size-medium wp-image-49966\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/003-507x340-2nd-Seal-transparency-300x267.png\" alt=\"Image of journalist crouching to avoid crossfire\" width=\"300\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/003-507x340-2nd-Seal-transparency-300x267.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/003-507x340-2nd-Seal-transparency.png 507w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-49966\" class=\"wp-caption-text\">(Illustration: Pablo P\u00e9rez \"Altais\")<\/p><\/div>\n<p>Esse \u00e9 o testemunho de v\u00e1rios dos jornalistas e especialistas do M\u00e9xico, Brasil, El Salvador, Venezuela, Equador e Col\u00f4mbia que a\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>\u00a0entrevistou e que vivenciaram esse fator imprevis\u00edvel na viol\u00eancia cotidiana em algumas \u00e1reas de seus pa\u00edses.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias sobre gangues e organiza\u00e7\u00f5es criminosas, \u00e1reas de fronteira com a ambiguidade de seus limites e jurisdi\u00e7\u00f5es, cidades urbanas marginais ou uma simples pra\u00e7a central de uma cidade tomada por cart\u00e9is de drogas s\u00e3o alguns dos temas e cen\u00e1rios latino-americanos onde os jornalistas da regi\u00e3o podem encontrar suas melhores reportagens ou uma situa\u00e7\u00e3o de vida ou morte.\u00a0Embora n\u00e3o seja uma guerra em seu conceito tradicional, as condi\u00e7\u00f5es e os preparativos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o diferentes para os jornalistas.<\/p>\n<p><strong>Cobrindo situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia em \u00e1reas de risco<\/strong><\/p>\n<p>O antrop\u00f3logo, cronista e colunista salvadorenho\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/juan_martinezd\">Juan Mart\u00ednez d'Aubuisson<\/a>, cujos textos s\u00e3o publicados por\u00a0<a href=\"https:\/\/elfaro.net\/es\/202006\/columnas\/24546\/La-finca-de-los-Mel%C3%A9ndez-Bukele.htm\">El Faro<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/es.insightcrime.org\/investigaciones\/como-ms13-paso-pandilla-callejera-mafia-honduras\/\">Insight Crime<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.revistafactum.com\/author\/juan-martinez-daubuisson\/\">Revista Factum<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/gatopardo.com\/reportajes\/mirada-de-asesino\/\">Gatopardo<\/a>, entre outros, documenta a viol\u00eancia social no norte da Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<p>H\u00e1 anos, Mart\u00ednez frequenta o bairro de Rivera Hern\u00e1ndez, em San Pedro de Sula, em Honduras, onde coexistem v\u00e1rias gangues como Barrio 18 e Mara Salvatrucha, uma das maiores estruturas criminosas de Honduras.<\/p>\n<div id=\"attachment_50342\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50342\" class=\" wp-image-50344\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/JuanMartinezConExpandilleros.jpeg\" alt=\"JuanMartinezWithExpandilleros\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/JuanMartinezConExpandilleros.jpeg 720w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/JuanMartinezConExpandilleros-300x200.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/JuanMartinezConExpandilleros-350x234.jpeg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-50342\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">\u00c0 esquerda, o cronista salvadorenho Juan Mart\u00ednez d'Aubuisson em El Salvador, junto com ex-membros do MS13 e do Bairro 18. (Cortesia)<\/span><\/span><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA viol\u00eancia \u00e9 t\u00e3o intensa [l\u00e1] que as gangues, \u00e0s vezes as novas gangues, s\u00e3o exterminadas com relativa facilidade.\u00a0Ent\u00e3o eu estava tentando documentar e descrever como \u00e9 o nascimento de uma gangue naquele bairro\u201d, disse Mart\u00ednez.<\/p>\n<p>Em uma de suas viagens a Rivera Hern\u00e1ndez, no final de 2018, e depois de passar v\u00e1rias semanas com uma das novas gangues, formada por jovens, Mart\u00ednez testemunhou um confronto entre o novo grupo e membros da Mara Salvatrucha.<\/p>\n<p>Os encontros entre gangues em geral s\u00e3o muito fortes, disse Mart\u00ednez, mas o que foi diferente naquela \u00e9poca foi que a gangue de jovens ficou sem muni\u00e7\u00e3o e come\u00e7ou a tacar coquet\u00e9is molotov do telhado.\u00a0Ou seja, garrafas com gasolina e um pano aceso como fus\u00edvel.\u00a0Naquele momento de tanta incerteza, \u201cestava absolutamente convencido de que ia morrer\u201d, confessou Mart\u00ednez.<\/p>\n<p>Felizmente, ele viveu para contar, e n\u00e3o foi a \u00faltima vez que visitou aquele bairro, nem aquela regi\u00e3o conflagrada de Honduras.<\/p>\n<p>Mart\u00ednez reconhece que essa n\u00e3o \u00e9 a forma mais tradicional de cobrir a viol\u00eancia, por isso n\u00e3o recomenda a ningu\u00e9m a forma como trabalha.\u00a0\u201cUma vez que a viol\u00eancia come\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 protocolos de prote\u00e7\u00e3o fixos.\u201d<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o dele, para esse tipo de cobertura, \u00e9 bom ter algum tipo de preparo f\u00edsico.\u00a0Uma op\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o muito boa \u00e9 conhecer algum tipo de t\u00e9cnica de defesa pessoal ou artes marciais, \u201ccomo o grande professor [e jornalista peruano, Gustavo] Gorriti\u201d.\u00a0Tamb\u00e9m \u00e9 \u00fatil, durante os confrontos armados, usar roupas escuras, manter-se sempre em movimento e ser bem identificado pelo grupo que est\u00e1 acompanhando.\u00a0Outro aspecto essencial \u00e9 manter a comunica\u00e7\u00e3o com um contato de confian\u00e7a, ou monitor, que sabe onde voc\u00ea est\u00e1 e qual \u00e9 a sua situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cobrindo eventos comuns em \u00e1reas violentas<\/strong><\/p>\n<p>Em algumas cidades mexicanas, como Nuevo Laredo, em Tamaulipas, perto da fronteira norte com os Estados Unidos, mesmo os eventos mais comuns, como os eventos de cidadania da prefeitura em pra\u00e7a p\u00fablica, n\u00e3o deixam de ser cen\u00e1rios de viol\u00eancia potencial.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/ca_rras_co\">Alberto Carrasco<\/a>, chefe de informa\u00e7\u00e3o do\u00a0jornal Nuevo Laredo El Ma\u00f1ana,\u00a0cobre v\u00e1rios temas como rep\u00f3rter h\u00e1 seis anos, como seguran\u00e7a, pol\u00edtica e meio ambiente.\u00a0Vive diariamente essa viol\u00eancia latente de Nuevo Laredo, como jornalista e como cidad\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_50349\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50349\" class=\" wp-image-50351\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/AlbertoCarrasco.jpeg\" alt=\"Alberto Carrasco\" width=\"340\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/AlbertoCarrasco.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/AlbertoCarrasco-225x300.jpeg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p id=\"caption-attachment-50349\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Jornalista Alberto Carrasco do jornal \"El Ma\u00f1ana\" de Nuevo Laredo, M\u00e9xico. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">(Cortesia)<\/span><\/span><\/p><\/div>\n<p>\u201cQualquer rep\u00f3rter que esteja aqui h\u00e1 cerca de dez anos fez pelo menos um ou dois cursos de capacita\u00e7\u00e3o que incluem [t\u00e9cnicas para] algum treinamento\u201d sobre como se proteger, disse Carrasco \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>, como os oferecidos \u00e0s vezes pelo Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ).<\/p>\n<p>Em 25 de janeiro de 2018, Carrasco teve que colocar em pr\u00e1tica todo o seu conhecimento de autoprote\u00e7\u00e3o ao cobrir um ato oficial do ent\u00e3o prefeito de Nuevo Laredo, Enrique Rivas Cu\u00e9llar, que contou com a presen\u00e7a de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.telemundowashingtondc.com\/noticias\/local\/disparos-interrumpen-acto-de-alcalde-de-nuevo-laredo-tamaulipas\/49015\/\">mais de 150 convidados, incluindo muitas crian\u00e7as, que terminaram no ch\u00e3o<\/a>, segundo a Telemundo.<\/p>\n<p>Quando o prefeito inaugurava um mural da cidade, um fogo cruzado irrompeu entre fac\u00e7\u00f5es criminosas a poucos metros de dist\u00e2ncia, fazendo com que todos os presentes se agachassem e buscassem abrigo em qualquer lugar: atr\u00e1s de est\u00e1tuas, bancos de pra\u00e7a, jardins etc., disse Carrasco. A seguran\u00e7a do prefeito e os agentes do Ex\u00e9rcito acionaram suas defesas.<\/p>\n<p>Os jornalistas est\u00e3o mais acostumados a esses tipos de eventos, disse Carrasco, e a primeira coisa a fazer nesses casos \u00e9 se proteger.<\/p>\n<p>Em cidades como Nuevo Laredo, ou nas \u00e1reas rurais de Tamaulipas, qualquer cobertura implica um risco moderado se n\u00e3o forem tomadas as devidas precau\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 bom ir de carro com os vidros abaixados para ouvir os tiroteios, que s\u00e3o frequentes, e assim saber qual caminho tomar, disse Carrasco.<\/p>\n<p>Geralmente os jornalistas n\u00e3o abordam temas que possam colocar em risco sua integridade f\u00edsica.<\/p>\n<p>Para a organiza\u00e7\u00e3o Artigo 19 M\u00e9xico, que defende a liberdade de express\u00e3o, a cobertura que consideram arriscada est\u00e1 relacionada a quest\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica, direitos humanos, seguran\u00e7a e justi\u00e7a, protestos, elei\u00e7\u00f5es e quest\u00f5es sobre a defesa da terra e do territ\u00f3rio, disse \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>\u00a0Itzia Miravete, coordenadora de preven\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que o governo [de Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador] fa\u00e7a uma campanha permanente de reconhecimento do trabalho dos jornalistas para melhorar a percep\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa\", disse Miravete. \"Por outro lado, isso deve ser acompanhado pela coibi\u00e7\u00e3o dos discursos estigmatizantes que s\u00e3o gerados a partir dos tr\u00eas n\u00edveis de governo contra a imprensa.\u201d<\/p>\n<p><strong>Em zonas de \u2018mil\u00edcias\u2019 n\u00e3o se entra (em favelas, sim)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/mauropimentel_\">Mauro Pimentel<\/a>\u00a0\u00e9 um fotojornalista brasileiro e correspondente da Agence France Presse (AFP) no Rio de Janeiro. A maior parte de sua cobertura documenta a vida dos moradores das favelas cariocas, que muitos preferem chamar de comunidades ou bairros.\u00a0Pimentel disse \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>\u00a0que sempre evita ser o primeiro rep\u00f3rter no territ\u00f3rio quando se trata de cobrir eventos violentos, como confrontos entre gangues ou com a pol\u00edcia.<\/p>\n<div id=\"attachment_50352\" style=\"width: 286px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50352\" class=\"wp-image-50354 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/MauroPimentelByDouglasShineidr-651x1024.jpeg\" alt=\"MauroPimentelByDouglasShineidr\" width=\"276\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/MauroPimentelByDouglasShineidr-651x1024.jpeg 651w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/MauroPimentelByDouglasShineidr-191x300.jpeg 191w, 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j\u00e1 tem contatos conhecidos, fontes.\u00a0Mas sempre depende de qual situa\u00e7\u00e3o voc\u00ea tem que cobrir, e \u00e9 melhor entrar na \u00e1rea com outros rep\u00f3rteres.<\/p>\n<p>\u201cSempre tento entrar em contato com algu\u00e9m local.\u00a0Mas se j\u00e1 estou l\u00e1, a primeira coisa que fa\u00e7o \u00e9 conversar com algu\u00e9m na rua, para tentar entender o cen\u00e1rio.\u00a0Acho que \u00e9 a forma que encontro de ser simp\u00e1tico, acess\u00edvel, de explicar o que estou fazendo no local e ter a ajuda das pessoas da \u00e1rea para ter acesso.\u00a0Al\u00e9m de ajud\u00e1-los a entender por que esse cara veio com essa c\u00e2mera grande.\u201d<\/p>\n<p>Pimentel sempre procura manter uma comunica\u00e7\u00e3o constante, compartilhando sua localiza\u00e7\u00e3o por telefone, com seu editor e com o motorista que o acompanha e espera por ele em um ponto seguro.\u00a0O bom de cobrir eventos dentro da cidade \u00e9 que voc\u00ea sempre tem um sinal de telefone para se comunicar.<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias, ele teve que cobrir um tiroteio na favela da Vila Cruzeiro,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.news24.com\/news24\/world\/news\/eight-alleged-drug-traffickers-killed-in-rio-police-raid-on-slum-20220211\">onde morreram oito pessoas<\/a>.\u00a0A pol\u00edcia invadiu o bairro, alegando que estava procurando por traficantes de drogas da favela vizinha.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal votou para que o governo do Rio\u00a0<a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/justica\/stf-tem-maioria-por-plano-para-reduzir-letalidade-policial-no-rj\/\">criasse um plano para reduzir<\/a>\u00a0a letalidade da viol\u00eancia policial nas favelas da cidade.<\/p>\n<p>Reportar apenas enquanto h\u00e1 luz do dia \u00e9 outra das premissas de Pimentel.\u00a0Certa manh\u00e3, quando ele cobria uma prociss\u00e3o de Corpus Christi na favela da Rocinha, antes de come\u00e7arem a caminhar e enquanto as pessoas se preparavam para o rito, houve um tiroteio entre gangues.\u00a0Refugiou-se na casa de um dos moradores, que o recebeu.\u00a0Todos esperaram o tiroteio passar e continuaram com a prociss\u00e3o.\u00a0\u201cQuando voc\u00ea entra nas favelas, todo mundo j\u00e1 sabe que voc\u00ea est\u00e1 l\u00e1.\u00a0Eles espalham a palavra.\u201d<\/p>\n<p>Pimentel, no entanto, nunca faz coberturas nas\u00a0<a href=\"https:\/\/es.insightcrime.org\/noticias-crimen-organizado-brasil\/brasil\/\">\u00e1reas ou favelas controladas por mil\u00edcias<\/a>, que s\u00e3o formadas por gangues de ex-policiais nas quais, \u00e0s vezes, h\u00e1 at\u00e9 policiais da ativa entre seus.<\/p>\n<p>\u201cNesses locais [controlados por mil\u00edcias], n\u00e3o h\u00e1 negocia\u00e7\u00e3o.\u00a0A m\u00eddia n\u00e3o \u00e9 permitida, ponto final\u201d, explicou Pimentel.<\/p>\n<p><strong>LJR<\/strong>\u00a0entrou em contato com a Pol\u00edcia Militar do Estado do Rio de Janeiro, mas n\u00e3o obteve resposta antes do fechamento desta mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong>Quando as autoridades n\u00e3o s\u00e3o o melhor contato<\/strong><\/p>\n<p>Como pr\u00e1tica comum, os jornalistas que se preparam para viajar pela primeira vez a uma zona rural ou fronteiri\u00e7a para fazer uma reportagem costumam entrar em contato e se apresentar a l\u00edderes comunit\u00e1rios locais, pastores de igrejas locais, professores de escolas que t\u00eam influ\u00eancia junto ao povo, as autoridades e as for\u00e7as da ordem.<\/p>\n<p>No final de mar\u00e7o de 2021, a equipe de jornalistas do meio colombiano NTN24 descobriu a exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra na Venezuela, quando foram detidos ap\u00f3s se identificarem com os postos de comando da \u00e1rea onde foram reportar.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, o jornalista venezuelano\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/luisgonzaloprz\">Luis Gonzalo P\u00e9rez<\/a>, correspondente internacional da NTN24, foi com seu colega Rafael Hern\u00e1ndez fazer uma reportagem de uma semana no estado venezuelano oriental de Apure, que faz fronteira com o departamento colombiano de Arauca.\u00a0A ideia, disse P\u00e9rez \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>, era cobrir o deslocamento de milhares de venezuelanos para o lado colombiano devido \u00e0 viol\u00eancia desencadeada pelos confrontos entre os militares venezuelanos e as fac\u00e7\u00f5es guerrilheiras colombianas.<\/p>\n<div id=\"attachment_50355\" style=\"width: 309px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50355\" class=\"wp-image-50357 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/LUIS-GONZALO-Perez-714x1024.jpg\" alt=\"Lu\u00eds Gonzalo P\u00e9rez\" width=\"299\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/LUIS-GONZALO-Perez-714x1024.jpg 714w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/LUIS-GONZALO-Perez-209x300.jpg 209w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/LUIS-GONZALO-Perez-768x1102.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/LUIS-GONZALO-Perez-1071x1536.jpg 1071w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/LUIS-GONZALO-Perez-1427x2048.jpg 1427w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/LUIS-GONZALO-Perez-scaled.jpg 1784w\" sizes=\"auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><p id=\"caption-attachment-50355\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">O jornalista venezuelano Luis Gonzalo P\u00e9rez, correspondente da NTN24 da Col\u00f4mbia. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">(Cortesia)<\/span><\/span><\/p><\/div>\n<p>Eles foram de Caracas a Apure, em uma viagem de 12 horas, porque devido \u00e0 pandemia de COVID-19, as viagens a\u00e9reas n\u00e3o foram autorizadas.\u00a0Eles conseguiram atravessar para o lado colombiano para entrevistar fam\u00edlias que haviam migrado fugindo da viol\u00eancia e depois retornaram novamente para o lado venezuelano para continuar suas reportagens.\u00a0Quando foram pedir autoriza\u00e7\u00e3o ao comando da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na \u00e1rea para realizar sua reportagem, foram presos, disse P\u00e9rez.<\/p>\n<p>N\u00f3s nos identificamos e \u201cmostramos nossas credenciais de imprensa aos comandos\u201d, disse P\u00e9rez, mas eles ainda acabaram em uma sala de deten\u00e7\u00e3o do comando do GNB por quase 48 horas, onde,\u00a0segundo P\u00e9rez,\u00a0dormiram no ch\u00e3o, ficaram incomunic\u00e1veis e foram alimentados apenas uma vez, com uma arepa [um tipo de p\u00e3o] e um caf\u00e9.\u00a0Levaram seus pertences, celulares, dinheiro, equipamentos e todo o material jornal\u00edstico que produziram at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes de tirarem seus celulares, disse P\u00e9rez, ele conseguiu se comunicar com sua editora em Caracas e dizer a ela que a situa\u00e7\u00e3o era muito suspeita porque eles estavam tirando fotos deles e pedindo muitas informa\u00e7\u00f5es.\u00a0P\u00e9rez e Hern\u00e1ndez foram acompanhados\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/NTN24ve\/status\/1377454214956339201?s=20&amp;t=gZGh5yj3dJVO6VIOSpvKNQ\">por um motorista e duas pessoas da organiza\u00e7\u00e3o\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/www.fundaredes.org\/\">Fundaredes<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cEles colocaram guardas armados do lado de fora da sala de deten\u00e7\u00e3o e a partir da\u00ed come\u00e7ou a tortura mental (\u2026) Eles ignoraram todos os nossos pedidos de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, disse P\u00e9rez.\u00a0\u201cFoi a noite toda (...) e ouvimos cerca de 70 detona\u00e7\u00f5es de morteiros fora do comando, sacudindo o local\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Naqueles dias, Diosdado Cabello, deputado venezuelano e n\u00famero dois do chavismo na Venezuela,\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ReporteYa\/status\/1379976591825121285?s=20&amp;t=fC_kWd4cR4VpY0NtoM5e5w\">chamou todos os jornalistas que cobrem o conflito fronteiri\u00e7o em Apure de \u201cinimigos<\/a>\u201d.\u00a0Durante seu programa na TV aberta, ele disse que os jornalistas que v\u00e3o para aquela zona de conflito n\u00e3o v\u00e3o cobrir as not\u00edcias, mas sim \u201csemear \u00f3dio\u201d.<\/p>\n<p>No Twitter, o presidente colombiano\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/IvanDuque\/status\/1377735126965231616?t=IDloP73cje6jj_dizrWDUw&amp;s=19\">Iv\u00e1n Duque condenou a pris\u00e3o de jornalistas<\/a> por \u201cfor\u00e7as da ditadura venezuelana\u201d e pediu a interven\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es internacionais.\u00a0Os jornalistas foram liberados na tarde seguinte, segundo P\u00e9rez, deixando o comando do GNB apenas com as roupas que vestiam.<\/p>\n<p>\u201cFoi um ato de intimida\u00e7\u00e3o, amedrontamento e roubo.\u00a0Foi um crime\u201d, disse P\u00e9rez.<\/p>\n<p>Em um comunicado das For\u00e7as Armadas Nacionais Bolivarianas sobre os confrontos de 31 de mar\u00e7o de 2021 na zona fronteiri\u00e7a do estado venezuelano de Apure com o departamento colombiano de Arauca, \u00e9 mencionada a presen\u00e7a da imprensa no local.<\/p>\n<p>\u201cDeve-se notar que enquanto os moradores de La Victoria [em Apure] voltam de Arauquita [cidade colombiana] para suas casas, observa-se como os operadores da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mindefensa.gob.ve\/mindefensa\/2021\/04\/01\/comunicado-oficial-de-la-fuerza-armada-nacional-bolivariana-16\/\">canalhice midi\u00e1tica empregam suas manipula\u00e7\u00f5es sujas para ati\u00e7ar a viol\u00eancia<\/a>\u00a0em Alto Apure\u201d, disse o comunicado.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>LJR<\/strong>\u00a0tentou entrar em contato com a Guarda Nacional Bolivariana, mas n\u00e3o obteve resposta antes do fechamento deste artigo.<\/p>\n<p><strong>Entre fronteiras, sem lei<\/strong><\/p>\n<p>Em 26 de mar\u00e7o de 2018, o jornalista Javier Ortega, o fotojornalista Pa\u00fal Rivas e o motorista de imprensa Efra\u00edn Segarra, do jornal equatoriano El Comercio, foram sequestrados entre a fronteira do Equador e da Col\u00f4mbia pelo grupo dissidente da guerrilha colombiana das FARC, Frente Oliver Sinisterra.<\/p>\n<p>O l\u00edder desse grupo dissidente, Walter Patricio Arizala Vernaza,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eltiempo.com\/colombia\/cali\/expediente-sobre-la-muerte-de-periodistas-ecuatorianos-por-alias-guacho-467896\">vulgo \u201cGuacho\u201d, teria\u00a0ordenado\u00a0o sequestro e posterior assassinato<\/a>\u00a0da equipe jornal\u00edstica, ap\u00f3s as fracassadas negocia\u00e7\u00f5es que manteve com os governos da Col\u00f4mbia e do Equador para libertar os jornalistas.<\/p>\n<p>Os jornalistas foram fazer uma reportagem na \u00e1rea de Mataje, na prov\u00edncia de Esmeralda, que faz fronteira com a Col\u00f4mbia, no norte do Equador, para investigar o ataque armado que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eluniverso.com\/noticias\/2018\/03\/20\/nota\/6676312\/dos-militares-mueren-tras-ataques-esmeraldas\/\">matou tr\u00eas fuzileiros navais equatorianos<\/a>\u00a0em 20 de mar\u00e7o de 2018.<\/p>\n<p>Desde o final de 2017, e no \u00e2mbito dos acordos de paz entre o governo colombiano e as guerrilhas das FARC,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oas.org\/es\/cidh\/expresion\/informes\/Informe_Final_ESE_MC_Dicc2019.pdf\">a zona fronteiri\u00e7a entre o Equador e a Col\u00f4mbia foi afetada por ataques armados<\/a>, segundo o relat\u00f3rio da Equipe Especial de Monitoramento (EES) da Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), encarregada da investiga\u00e7\u00e3o do sequestro e assassinato de jornalistas equatorianos.<\/p>\n<p>\u201cJavier era um dos meus rep\u00f3rteres mais experientes\u201d, disse\u00a0\u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>Geovanny\u00a0Tipanluisa, ent\u00e3o editor de seguran\u00e7a e justi\u00e7a do jornal El Comercio do Equador.<\/p>\n<div id=\"attachment_50369\" style=\"width: 1090px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50369\" class=\"size-full wp-image-50369\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/GeovannyTipanluisaYJavierOrtega2.jpeg\" alt=\"Geovanny-Tipanluisa-Javier-Ortega-EC\" width=\"1080\" height=\"810\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/GeovannyTipanluisaYJavierOrtega2.jpeg 1080w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/GeovannyTipanluisaYJavierOrtega2-300x225.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/GeovannyTipanluisaYJavierOrtega2-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/GeovannyTipanluisaYJavierOrtega2-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><p id=\"caption-attachment-50369\" class=\"wp-caption-text\">Javier Ortega (segundo de la izquierda) y Geovanny Tipanluisa (sentado a la derecha) en la redacci\u00f3n de El Comercio de Ecuador. (Cortes\u00eda)<\/p><\/div>\n<p>Segundo Tipanluisa, Ortega vinha fazendo reportagens na \u00e1rea fronteiri\u00e7a da prov\u00edncia de Esmeraldas desde 2013, incluindo a cobertura da\u00a0<a href=\"https:\/\/revistas.usfq.edu.ec\/index.php\/perdebate\/article\/view\/1566\/1716\">\u00faltima conven\u00e7\u00e3o armada das FARC nas montanhas da Col\u00f4mbia, em 2016<\/a>.<\/p>\n<p>Quando na quinta-feira, 22 de mar\u00e7o de 2018, eles tiveram a reuni\u00e3o editorial para determinar quais reportagens fazer, foi decidido que Ortega iria para Mataje.\u00a0\"Javier deu um pulo e disse: 'Ok, estou indo para a fronteira!'\", disse Tipanluisa.\u00a0Antes de se despedir naquele dia, comentou o editor, Ortega lhe disse que aquela seria a melhor reportagem de sua vida.<\/p>\n<p>\u201cLevantamos hist\u00f3rias humanas das cidades, e como elas estavam vivenciando aquela situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia.\u00a0Sempre nos preparamos\u201d, disse Tipanluisa.\u00a0\u201cUma das medidas de seguran\u00e7a foi, primeiro, fazer contato com as lideran\u00e7as das cidades, com a igreja, com os professores, com os militares ou com a pol\u00edcia, para que eles nos protejam.\u00a0Ent\u00e3o \u00e9 isso que sempre, sempre aplicamos quando os meninos sa\u00edam;\u00a0e estar em comunica\u00e7\u00e3o permanente, por liga\u00e7\u00e3o ou por WhatsApp\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, em 26 de mar\u00e7o de 2018, quando nem Ortega nem Rivas atenderam as liga\u00e7\u00f5es ou as mensagens, Tipanluisa e sua equipe editorial come\u00e7aram a se preocupar.\u00a0Tipanluisa tamb\u00e9m tinha ido naqueles dias cobrir o norte do pa\u00eds, perto da fronteira, na prov\u00edncia de Sucumb\u00edos.\u00a0Ao entrar em contato com o diretor do jornal, ele lhe disse que parecia se tratar de um sequestro.<\/p>\n<p>Em 13 de abril de 2018, o presidente equatoriano Len\u00edn Moreno confirmou a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/es\/2018\/04\/13\/espanol\/america-latina\/muerte-ecuador-periodistas.html\">morte da equipe jornal\u00edstica do El Comercio<\/a>.\u00a0O que \"Guacho\" havia pedido durante as negocia\u00e7\u00f5es com os governos do Equador e da Col\u00f4mbia para libertar os jornalistas era troc\u00e1-los por tr\u00eas prisioneiros e encerrar o acordo binacional antidrogas.<\/p>\n<p><i><strong>\u201c<\/strong><\/i>O sentimento de insol\u00eancia, eu poderia dizer, por parte dos Estados [do Equador e da Col\u00f4mbia] diante da situa\u00e7\u00e3o, era algo que nos desanimava e alimentava a ideia de que o resultado poderia ser o que finalmente foi,\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>\u00a0Jonathan Bock, diretor da Funda\u00e7\u00e3o para a Liberdade de Imprensa (FLIP) da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Bock destacou que no n\u00edvel oficial\u00a0ainda n\u00e3o h\u00e1 uma investiga\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria sobre o sequestro e assassinato dos jornalistas.\u00a0\u201c\u00c9 um caso que n\u00e3o avan\u00e7ou em termos de justi\u00e7a\u201d, disse.\u00a0O relat\u00f3rio\u00a0<a href=\"https:\/\/www.periodistassincadenas.org\/frontera-cautiva\/\">da Fronteira Cativa<\/a>, de jornalistas colombianos e equatorianos sobre o que aconteceu na fronteira, \u00e9 uma das investiga\u00e7\u00f5es mais confi\u00e1veis \u200b\u200bsobre os eventos, disse Bock.<\/p>\n<p>O fato \u201ccontundente\u201d do sequestro e assassinato dos jornalistas do El Comercio \u201cnos confronta com a realidade de que o Equador vive uma tremenda crise de seguran\u00e7a\u201d devido ao crime organizado, disse C\u00e9sar Ricaurte, diretor da Fundamedios, \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong><\/p>\n<p>O assassinato de jornalistas tem sido motivo constante para que a Fundamedios lute para que os mecanismos de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o dos jornalistas sejam ativados no pa\u00eds, disse Ricaurte, e para que se estabele\u00e7am os par\u00e2metros de a\u00e7\u00e3o da for\u00e7a p\u00fablica.\u00a0Ricaurte lamentou que atualmente n\u00e3o haja resposta do Estado aos constantes ataques e amea\u00e7as de funcion\u00e1rios, for\u00e7as p\u00fablicas e crime organizado contra jornalistas no Equador.<\/p>\n<p>A pandemia tornou mais dif\u00edcil estabelecer um di\u00e1logo com autoridades e institui\u00e7\u00f5es governamentais, como o Minist\u00e9rio da Comunica\u00e7\u00e3o, disse Ricaurte, ao qual a Fundamedios vem propondo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/ministros-del-area-de-seguridad-se-reunen-con-periodistas-para-conversar-sobre-mecanismos-de-proteccion\/\">treinamento para servidores p\u00fablicos em quest\u00f5es de liberdade de express\u00e3o<\/a>, que ainda n\u00e3o se concretizou.<\/p>\n<p>Jornalistas da Am\u00e9rica Latina que relatam conflitos violentos, sejam eles envolvendo crime organizado, traficantes ou membros das for\u00e7as armadas, devem estar preparados para o imprevis\u00edvel, como esses casos de M\u00e9xico, Brasil, El Salvador e Venezuela, Equador e Col\u00f4mbia.\u00a0No pr\u00f3ximo cap\u00edtulo desta serie, veremos dicas e conselhos de jornalistas e especialistas em seguran\u00e7a com experi\u00eancia nessas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Cr\u00e9dito de foto\/banner: Mauro Pimentel\/AFP*<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">*Este \u00e9 o quinto artigo de um projeto sobre seguran\u00e7a de jornalistas na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Este projeto da LatAm Journalism Review \u00e9 financiado pelo Fundo Mundial de Defesa da M\u00eddia da UNESCO.<\/span><\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p><em>Leia outros artigos do projeto <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/seguranca-de-jornalistas-na-america-latina-e-no-caribe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">neste link<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-45974 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/UNESCO-DISCLAIMER-POR-USE.png\" alt=\"UNESCO DISCLAIMER POR USE\" width=\"700\" height=\"75\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/UNESCO-DISCLAIMER-POR-USE.png 700w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/UNESCO-DISCLAIMER-POR-USE-300x32.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3rias sobre gangues e organiza\u00e7\u00f5es criminosas, \u00e1reas de fronteira com a ambiguidade de seus limites e jurisdi\u00e7\u00f5es, cidades urbanas marginais ou uma simples pra\u00e7a central de uma cidade tomada por cart\u00e9is de drogas s\u00e3o alguns dos temas e cen\u00e1rios latino-americanos onde os jornalistas da regi\u00e3o podem encontrar suas melhores reportagens ou uma situa\u00e7\u00e3o de vida ou morte.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":50336,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[1571,1463,1609],"coauthors":[],"class_list":["post-50365","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br","tag-el-salvador-pt-br","tag-honduras-pt-br","tag-seguranca-e-protecao-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Jornalistas latino-americanos que cobrem conflitos violentos em seus pr\u00f3prios pa\u00edses 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