{"id":50472,"date":"2022-03-01T08:41:17","date_gmt":"2022-03-01T13:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=50472"},"modified":"2022-03-01T08:41:17","modified_gmt":"2022-03-01T13:41:17","slug":"falhas-estruturais-dificultam-eficacia-de-mecanismos-de-protecao-a-jornalistas-em-brasil-colombia-honduras-e-mexico-aponta-rsf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/falhas-estruturais-dificultam-eficacia-de-mecanismos-de-protecao-a-jornalistas-em-brasil-colombia-honduras-e-mexico-aponta-rsf\/","title":{"rendered":"\u2018Falhas estruturais\u2019 dificultam efic\u00e1cia de mecanismos de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas em Brasil, Col\u00f4mbia, Honduras e M\u00e9xico, aponta RSF"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo comparativo sobre os mecanismos de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas em Brasil, Col\u00f4mbia, Honduras e M\u00e9xico constatou \u201cgraves problemas\u201d e \u201cfalhas estruturais\u201d que impedem o bom funcionamento destes \u00f3rg\u00e3os estatais.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras (RSF) examinou os quatro pa\u00edses por eles concentrarem 90% dos assassinatos de jornalistas registrados pela RSF na Am\u00e9rica Latina na \u00faltima d\u00e9cada. Foram 134 profissionais assassinados nestes pa\u00edses entre 2012 e 2021, disse \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong> Bia Barbosa, pesquisadora respons\u00e1vel pelo estudo apresentado no relat\u00f3rio \u201cSob risco\u201d, dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"https:\/\/rsf.org\/sites\/default\/files\/relatorio_pt_final.pdf\">portugu\u00eas\u00a0<\/a>e\u00a0<a href=\"https:\/\/rsf.org\/sites\/default\/files\/relatorio_esp_final.pdf\">espanhol<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o pa\u00edses em que os \u00edndices de viol\u00eancia contra comunicadores seguem preocupantes, ou seja: nessa d\u00e9cada, esses assassinatos n\u00e3o diminu\u00edram, pelo contr\u00e1rio. Apesar da cria\u00e7\u00e3o e da exist\u00eancia desses mecanismos de prote\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo, os jornalistas e comunicadores continuam sendo assassinados\u201d, disse ela. \u201cDa\u00ed a import\u00e2ncia de analisar como os Estados colombiano, mexicano, hondurenho e brasileiro est\u00e3o respondendo a esses \u00edndices de viol\u00eancias alarmantes.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_50476\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50476\" class=\"wp-image-50476 size-medium\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BiaBarbosaRSF-300x300.jpeg\" alt=\"Researcher Bia Barbosa speaking at a microphone\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BiaBarbosaRSF-300x300.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BiaBarbosaRSF-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BiaBarbosaRSF-150x150.jpeg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BiaBarbosaRSF-768x768.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BiaBarbosaRSF.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-50476\" class=\"wp-caption-text\">Bia Barbosa, pesquisadora da RSF (Arquivo pessoal)<\/p><\/div>\n<p>Barbosa observa que o estudo \u201cmostra um quadro bastante preocupante em rela\u00e7\u00e3o a essas pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o, considerando que jornalistas sob prote\u00e7\u00e3o, benefici\u00e1rios desses mecanismos, tamb\u00e9m chegaram a ser assassinados\u201d. Foi o que aconteceu recentemente no M\u00e9xico, onde\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/quem-eram-os-jornalistas-assassinados-no-mexico-neste-ano\/\">pelo menos cinco jornalistas foram assassinados apenas neste come\u00e7o de 2022<\/a>, e dois deles estavam inscritos no mecanismo de prote\u00e7\u00e3o quando foram mortos. Al\u00e9m deles, outros dois que sobreviveram a tentativas de assassinato neste per\u00edodo tamb\u00e9m se encontram sob prote\u00e7\u00e3o do mecanismo federal mexicano.<\/p>\n<p>Nos quatro pa\u00edses, os mecanismos de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas \u201ct\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de receber den\u00fancias de v\u00edtimas de amea\u00e7as, realizar uma avalia\u00e7\u00e3o de risco acerca da situa\u00e7\u00e3o do peticion\u00e1rio, deliberar sobre suas necessidades e sobre os tipos de medidas de prote\u00e7\u00e3o a serem adotadas, implementando um plano de prote\u00e7\u00e3o e acompanhando os casos\u201d, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Uma vez inscrito no programa, o jornalista passa a estar oficialmente sob prote\u00e7\u00e3o do Estado, e as medidas de prote\u00e7\u00e3o podem incluir escolta armada, oferta de carros blindados, coletes \u00e0 prova de balas e \u201cbot\u00f5es de p\u00e2nico\u201d para contato r\u00e1pido com for\u00e7as de seguran\u00e7a em caso de amea\u00e7a iminente, e a realoca\u00e7\u00e3o dos jornalistas em outra cidade.<\/p>\n<p>A RSF considera que os mecanismos \u201cconstituem uma resposta necess\u00e1ria\u201d \u00e0 viol\u00eancia contra jornalistas e comunicadores e ampliaram a capacidade dos Estados de \u201ccumprir com sua obriga\u00e7\u00e3o de proteger tais popula\u00e7\u00f5es extremamente vulner\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA simples exist\u00eancia dos programas estabelece dentro da estrutura governamental um espa\u00e7o de acolhimento de den\u00fancias de pessoas amea\u00e7adas, com capacidade de implementar medidas espec\u00edficas para garantir sua integridade. Na pr\u00e1tica, os programas contribu\u00edram com a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos Estados na ado\u00e7\u00e3o de medidas diretas e indispens\u00e1veis para preservar a vida de centenas de jornalistas e comunicadores\u201d, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>No entanto, o estudo identificou \u201cgraves problemas, que requerem mudan\u00e7as urgentes\u201d para garantir a efic\u00e1cia dos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o. Entre as \u201cfalhas estruturais importantes\u201d apontadas pela RSF est\u00e3o \u201cdepend\u00eancia de institui\u00e7\u00f5es ineficazes (como a pol\u00edcia, o ex\u00e9rcito e a justi\u00e7a), metodologias de an\u00e1lise de risco e planos de prote\u00e7\u00e3o que n\u00e3o consideram as particularidades do exerc\u00edcio jornal\u00edstico, inadequa\u00e7\u00e3o das medidas e atrasos em sua implementa\u00e7\u00e3o, falta de recursos humanos e financeiros\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, todos os mecanismos analisados desconsideram as especificidades da viol\u00eancia contra mulheres jornalistas na regi\u00e3o, que com frequ\u00eancia \u00e9 movida tamb\u00e9m por misoginia combinada \u00e0 hostilidade \u00e0s profissionais. Mais gravemente, na Col\u00f4mbia houve inclusive mais de uma den\u00fancia de estupro de jornalistas benefici\u00e1rias do programa de prote\u00e7\u00e3o, perpetrado por membros da escolta que deveria proteg\u00ea-las, reporta o estudo.<\/p>\n<p><strong>Contexto pol\u00edtico<\/strong><\/p>\n<p>Para Barbosa, a conjuntura pol\u00edtica dos pa\u00edses \u201c\u00e9 um fator primordial,\u00a0tanto para aumentar riscos para os jornalistas que fazem coberturas sobre temas sens\u00edveis, quanto para garantir ou n\u00e3o condi\u00e7\u00f5es da sua prote\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cV\u00e1rios dos pa\u00edses analisados mostram um cen\u00e1rio em que autoridades de n\u00edvel local, estadual ou federal est\u00e3o entre as principais respons\u00e1veis por agress\u00f5es praticadas contra comunicadores, sejam agress\u00f5es e intimida\u00e7\u00f5es verbais que acabam legitimando a\u00e7\u00f5es de outros grupos, pol\u00edticos ou n\u00e3o, do pa\u00eds,\u00a0seja at\u00e9 mesmo agress\u00f5es f\u00edsicas que foram relatadas por jornalistas que n\u00f3s entrevistamos nessa pesquisa\u201d, contou ela.<\/p>\n<p>Ela ressalta que \u201cos padr\u00f5es internacionais de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o e todas as recomenda\u00e7\u00f5es das relatorias especiais de liberdade de express\u00e3o da ONU e da OEA, por exemplo, reafirmam a import\u00e2ncia das autoridades terem um discurso que valorize o trabalho da imprensa, que garanta o exerc\u00edcio desse trabalho e n\u00e3o um discurso estigmatizante e que legitima esse tipo de agress\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O contexto pol\u00edtico tamb\u00e9m t\u00eam influ\u00eancia no trabalho realizado pelo mecanismo de prote\u00e7\u00e3o. \u201cSe n\u00e3o for uma prioridade pol\u00edtica de um governo garantir pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o, os mecanismos, por mais que existam, n\u00e3o v\u00e3o funcionar na pr\u00e1tica, e isso infelizmente \u00e9 o que a gente v\u00ea em boa parte dos pa\u00edses\u201d, disse Barbosa, lembrando que o compromisso das autoridades com as pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas deve ir al\u00e9m do discurso e ser concretizado por meio de \u201cor\u00e7amento, de um n\u00famero suficiente de servidores, de uma pol\u00edtica consistente que garanta de fato a implementa\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficiente das medidas de prote\u00e7\u00e3o para os jornalistas amea\u00e7ados\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento ainda n\u00e3o houve resposta das autoridades respons\u00e1veis pelos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o nos quatro pa\u00edses ao diagn\u00f3stico e \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es da RSF, disse Barbosa. No entanto, a segunda etapa desse programa, que conta com financiamento da Unesco, consiste em colaborar com os mecanismos dos pa\u00edses analisados para implementar as recomenda\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA gente espera que o relat\u00f3rio, mais que uma pesquisa que fa\u00e7a um retrato e uma an\u00e1lise desses programas de prote\u00e7\u00e3o apresentando as suas maiores defici\u00eancias, seja um estudo que permita justamente superar essas defici\u00eancias a partir de uma colabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica que a RSF espera poder fazer com os mecanismos\u201d, disse ela.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico e recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Leia abaixo algumas das observa\u00e7\u00f5es e recomenda\u00e7\u00f5es feitas pela RSF ap\u00f3s an\u00e1lise do funcionamento do mecanismo de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas em cada pa\u00eds:<\/p>\n<p><i>Brasil<\/i><\/p>\n<p>No Brasil, o Programa de Prote\u00e7\u00e3o a Defensores de Direitos Humanos, criado em 2004,<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/comunicadores-brasileiros-ameacados-sao-incluidos-oficialmente-em-mecanismo-de-protecao-do-ministerio-de-direitos-humanos\/\"> s\u00f3 passou a incluir comunicadores sociais<\/a> em 2018, e desde ent\u00e3o n\u00e3o foram criados procedimentos espec\u00edficos para lidar com este p\u00fablico, desde a divulga\u00e7\u00e3o do programa at\u00e9 a adequa\u00e7\u00e3o das medidas oferecidas, analisou a RSF. Em agosto 2021, dos mais de 600 benefici\u00e1rios do programa, somente sete eram comunicadores.<\/p>\n<p>O programa brasileiro se baseia em acordos entre o governo federal e os governos estaduais, um modelo muito dependente da vontade pol\u00edtica dos governadores e que \u201cresulta numa pesada burocratiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica (lentid\u00e3o para repasse de recursos, etc) e gera dificuldades na oferta de medidas de prote\u00e7\u00e3o, deixando os benefici\u00e1rios muitas vezes em perigo\u201d, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es da RSF est\u00e3o a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei para criar um \u201cprograma de prote\u00e7\u00e3o em n\u00edvel nacional, articulando os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais e estaduais na sua implementa\u00e7\u00e3o\u201d, e o aumento do or\u00e7amento anual do programa, \u201cvisando a contrata\u00e7\u00e3o de mais pessoal em n\u00edvel federal e estadual e a realiza\u00e7\u00e3o de atividades permanentes de forma\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><i>Col\u00f4mbia<\/i><\/p>\n<p>A Col\u00f4mbia tem o programa de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas mais antigo da regi\u00e3o, fundado em 2000. O mecanismo \u00e9 operado pela UNP (Unidade Nacional de Prote\u00e7\u00e3o), e sua oferta \u00e9 geralmente \u201creduzida a medidas de seguran\u00e7a f\u00edsica, em vez de uma prote\u00e7\u00e3o integral\u201d, observa a RSF. \u201cOs funcion\u00e1rios das empresas privadas, muitas vezes antigos policiais e militares, marcados por d\u00e9cadas de conflito armado no pa\u00eds, trabalham dentro de uma l\u00f3gica de confronta\u00e7\u00e3o com um \u2018inimigo interno\u2019, e n\u00e3o s\u00e3o nem capacitados nem sensibilizados para a tem\u00e1tica dos direitos humanos ou para temas como a diversidade de g\u00eanero ou \u00e9tnica\u201d, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, houve casos de vazamento de informa\u00e7\u00f5es e de espionagem dos benefici\u00e1rios pelas escoltas respons\u00e1veis por proteg\u00ea-los.<\/p>\n<p>A RSF recomenda que a UNP n\u00e3o se contente em oferecer apenas medidas de seguran\u00e7a f\u00edsica, mas sim adote uma \u201cvis\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral, garantida pelo Estado colombiano por meio da articula\u00e7\u00e3o de diferentes \u00f3rg\u00e3os e em di\u00e1logo com l\u00edderes sociais e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil\u201d. Tamb\u00e9m afirma que o \u00f3rg\u00e3o \u201cdeve incorporar em todos os seus procedimentos internos, de maneira pr\u00e1tica e urgente, as perspectivas de g\u00eanero, ra\u00e7a, etnia, origem (urbana ou rural) e ainda de orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de seus benefici\u00e1rios, assim como as especificidades do trabalho jornal\u00edstico: necessidade de mobilidade, de flexibilidade hor\u00e1ria, acesso privado a fontes de informa\u00e7\u00e3o, etc\u201d.<\/p>\n<p><i>Honduras<\/i><\/p>\n<p>O mecanismo hondurenho de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas foi criado em 2015 e \u201ccoordena o conjunto dos atores do Estado respons\u00e1veis pela prote\u00e7\u00e3o de defensores de direitos humanos, jornalistas e operadores de justi\u00e7a\u201d. No entanto, segundo a RSF, \u201cpor falta de vontade pol\u00edtica e, consequentemente, de recursos humanos e financeiros, essa coordena\u00e7\u00e3o n\u00e3o funciona na pr\u00e1tica\u201d. A organiza\u00e7\u00e3o afirmou que em 2021, o or\u00e7amento do \u00f3rg\u00e3o foi de 430 mil d\u00f3lares, quantia insuficiente para acompanhar de maneira eficaz os ent\u00e3o 146 benefici\u00e1rios do programa e para produzir an\u00e1lises de risco com a rapidez necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o aos jornalistas cobertos pelo programa \u00e9 realizada pela Pol\u00edcia Nacional e pelo Ex\u00e9rcito, na maior parte do tempo, \u201ccom atrasos e de modo inadequado\u201d. \u201cEstando nesses dois \u00f3rg\u00e3os os principais autores de agress\u00f5es contra jornalistas, a confian\u00e7a dos benefici\u00e1rios no mecanismo e sua credibilidade s\u00e3o muito limitados. Comunicadores temem ainda serem v\u00edtimas de vigil\u00e2ncia e de vazamento de seus dados pessoais para potenciais agressores\u201d, afirma a RSF.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o recomenda o aumento do or\u00e7amento do programa, e tamb\u00e9m que \u201cos atrasos e condi\u00e7\u00f5es de implementa\u00e7\u00e3o das medidas de prote\u00e7\u00e3o pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a, principalmente nos casos mais graves (deslocamentos for\u00e7ados, escoltas, patrulhas policiais, etc)\u201d sejam constantemente monitorados pelo mecanismo. Para a RSF, \u201co SNP deve exercer seu papel de vigil\u00e2ncia elaborando procedimentos que permitam responsabilizar representantes de for\u00e7as p\u00fablicas envolvidos em casos de agress\u00e3o contra jornalistas e defensores de direitos humanos\u201d.<\/p>\n<p><i>M\u00e9xico<\/i><\/p>\n<p>Para a RSF, o M\u00e9xico \u00e9 o pa\u00eds sem situa\u00e7\u00e3o de conflito mais perigoso para a imprensa em todo o mundo. Desde 2019, \u00e9 o pa\u00eds onde mais comunicadores foram assassinados por ano, e entre 2011 e 2020, pelo menos nove jornalistas que estavam sob prote\u00e7\u00e3o do Estado mexicano foram assassinados, segundo os registros da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mecanismo federal para prote\u00e7\u00e3o a jornalistas e defensores de direitos humanos foi criado em 2012, e segundo a RSF, encontra-se \u201cbastante isolado\u201d e sua capacidade operacional \u201c\u00e9 insuficiente diante do crescimento das demandas\u201d.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o sustenta que \u201cpara que a pol\u00edtica geral de prote\u00e7\u00e3o seja eficaz, as outras esferas de poder mexicanas devem necessariamente assumir sua parcela de responsabilidade e trabalhar de maneira articulada com o mecanismo federal\u201d. A RSF tamb\u00e9m aponta a falta de pessoal \u2013 s\u00e3o 45 funcion\u00e1rios para cerca de 1.500 benefici\u00e1rios \u2013 como um obst\u00e1culo \u00e0 efetividade do mecanismo.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o est\u00e3o o aumento do or\u00e7amento, a ser investido na contrata\u00e7\u00e3o de mais pessoal e em sua forma\u00e7\u00e3o continuada; melhor compartilhamento da responsabilidade da prote\u00e7\u00e3o dos jornalistas entre autoridades federais e estaduais; e aprimoramento das medidas de atendimento emergencial, a serem adaptadas a riscos iminentes e mudan\u00e7as imprevistas no n\u00edvel de risco dos profissionais atendidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Foto em destaque: ato na Cidade do M\u00e9xico em protesto por assassinatos de jornalistas, em agosto de 2010. Foto por <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/knightfoundation\/5569178904\/\">Knight Foundation \/ Flickr CC<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio da Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras encontrou \u201cgraves problemas, que requerem mudan\u00e7as urgentes\u201d, nos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas nestes quatro pa\u00edses, que concentram 90% dos assassinatos de jornalistas perpetrados na Am\u00e9rica Latina nos \u00faltimos dez anos<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":50480,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[1396,1463,1394],"coauthors":[],"class_list":["post-50472","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br","tag-colombia-pt-br-2","tag-honduras-pt-br","tag-mexico-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>\u2018Falhas estruturais\u2019 dificultam efic\u00e1cia de mecanismos de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas em Brasil, Col\u00f4mbia, Honduras e M\u00e9xico, aponta RSF - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"\u2018Falhas estruturais\u2019 dificultam efic\u00e1cia de mecanismos de prote\u00e7\u00e3o a jornalistas em Brasil, Col\u00f4mbia, Honduras e M\u00e9xico, aponta RSF Viol\u00eancia Contra Jornalistas. 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She holds a master's degree in Women\u2019s and Gender Studies from the GEMMA Programme \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (Italy) \/ Universiteit Utrecht (The Netherlands) and has worked as an editor at G\u00eanero e N\u00famero, a Brazilian digital magazine focused on data journalism and gender issues. She is especially interested in journalistic initiatives aimed at promoting human rights and gender justice. You can find her on Twitter: @caroldeassis _________ Carolina de Assis es una periodista e investigadora brasile\u00f1a que vive en Juiz de Fora, MG, Brasil . Tiene una maestr\u00eda en Estudios de las Mujeres y de G\u00e9nero del programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (Italia) \/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabaj\u00f3 como editora en la revista digital brasile\u00f1a G\u00eanero e N\u00famero. Le interesan especialmente iniciativas period\u00edsticas que tienen el objetivo de promover los derechos humanos y la justicia de g\u00e9nero. Puedes encontrarla en Twitter: @caroldeassis. _______ Carolina de Assis \u00e9 uma jornalista e pesquisadora brasileira que vive em Juiz de Fora (MG). \u00c9 mestra em Estudos da Mulher e de G\u00eanero pelo programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (It\u00e1lia) \/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabalhou como editora na revista digital G\u00eanero e N\u00famero e se interessa especialmente por iniciativas jornal\u00edsticas que promovam os direitos humanos e a justi\u00e7a de g\u00eanero. 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