{"id":51148,"date":"2022-03-21T14:52:23","date_gmt":"2022-03-21T19:52:23","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=51148"},"modified":"2022-03-23T18:08:40","modified_gmt":"2022-03-23T23:08:40","slug":"jornalistas-negras-e-indigenas-sao-ofendidas-quando-se-posicionam-contra-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-negras-e-indigenas-sao-ofendidas-quando-se-posicionam-contra-racismo\/","title":{"rendered":"Jornalistas negras e ind\u00edgenas s\u00e3o ofendidas quando se posicionam contra racismo"},"content":{"rendered":"<p><em>Por <span style=\"font-weight: 400;\">Jamile Santana e La\u00eds Martins, na <a href=\"https:\/\/azmina.com.br\/reportagens\/jornalistas-negras-e-indigenas-sao-ofendidas-quando-se-posicionam-contra-racismo%ef%bf%bc\/\">Revista AzMina<\/a><\/span><\/em><\/p>\n<p><i>Aten\u00e7\u00e3o: A reportagem abaixo mostra trechos expl\u00edcitos de conte\u00fado mis\u00f3gino e racista. Optamos por n\u00e3o censur\u00e1-los porque achamos importante exemplificar como o debate \u00e9 violento nas redes, como a viol\u00eancia contra mulheres jornalistas se espalha, quais termos s\u00e3o frequentemente utilizados e como podemos identific\u00e1-la.\u00a0\u00a0\u00a0<\/i><\/p>\n<p>Mulheres jornalistas, em geral, enfrentam desafios ao se posicionarem nas redes sociais. No caso de mulheres negras e ind\u00edgenas encontramos aspectos ainda mais problem\u00e1ticos. Al\u00e9m da misoginia e viol\u00eancia de g\u00eanero da qual s\u00e3o alvos apenas por serem mulheres, estes grupos sofrem ataques que tentam descredibilizar as lutas antirracista e pela garantia dos direitos constitucionais de povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Acusa\u00e7\u00f5es como \u201cdiscurso de mulher negra\u201d, \u201dvitimismo\u201d e \u201coportunista\u201d s\u00e3o frequentemente encontradas em tu\u00edtes escritos para estas profissionais. \u00c9 o que mostra a investiga\u00e7\u00e3o de dados feita por Revista AzMina, InternetLab e N\u00facleo Jornalismo, junto ao Volt Data Lab e ao INCT.DD, com financiamento do Carnegie for International Peace e apoio do International Center for Journalists (ICFJ).<\/p>\n<p>A segunda reportagem da s\u00e9rie sobre viol\u00eancia de g\u00eanero contra jornalistas analisou quase 240 tu\u00edtes ofensivos direcionados a um grupo de 26 jornalistas mulheres, negras e ind\u00edgenas. Identificou-se ainda que apenas duas em cada 10 ofensas foram removidas pela plataforma da rede social. Os termos mais incidentes se dividem em categorias como racismo, xingamentos pessoais, ofensas \u00e0 atua\u00e7\u00e3o profissional, descr\u00e9dito intelectual, machismo, amea\u00e7a f\u00edsica e ass\u00e9dio sexual.<\/p>\n<p>Os xingamentos \u201cjornalista parcial\u201d, \u201ctendenciosa\u201d e \u201cmanipuladora\u201d, comunista (no contexto ruim), \u201cfracassada\u201d e \u201crid\u00edcula\u201d s\u00e3o os mais frequentes entre os tu\u00edtes ao grupo do perfil analisado. Os ataques acontecem sempre quando um usu\u00e1rio discorda da informa\u00e7\u00e3o ou ponto de vista publicado pelas jornalistas.<\/p>\n<p>Outro fen\u00f4meno percebido foi o uso de frases mis\u00f3ginas para descredibilizar e silenciar as profissionais. As mensagens ofensivas continham frases como \u201cv\u00e1 lavar lou\u00e7a\u201d, \u201cv\u00e1 cuidar da fam\u00edlia\u201d ou \u201cmal amada\u201d e \u201cmal resolvida\u201d. Termos para descredibilizar intelectualmente as mulheres tamb\u00e9m foram identificados, como \u201clouca\u201d, \u201cburra\u201d, \u201cdoente\u201d, \u201cmaluca\u201d e \u201ctapada\u201d, por exemplo.<\/p>\n<h3>Posicionamentos antirracistas<\/h3>\n<p>Mulheres negras s\u00e3o frequentemente atacadas quando se posicionam contra o racismo. Nas mensagens, os agressores relativizam os posicionamentos antirracistas, sugerindo, por exemplo, que \u201cn\u00e3o se pode mais criticar uma pessoa negra\u201d ou que \u201cnegros tamb\u00e9m podem matar pessoas brancas\u201d.<\/p>\n<p>No ano passado, a jornalista Fl\u00e1via Oliveira, comentarista da Globo News\u00a0 e colunista nos jornais O Globo e CBN, postou um tu\u00edte repercutindo o epis\u00f3dio em que a est\u00e1tua de Borba Gato havia sido incendiada em S\u00e3o Paulo. Na mensagem, ela, que \u00e9 uma mulher negra, recomendou a leitura do livro \u201cEscravid\u00e3o 2\u201d, de Laurentino Gomes, para que as pessoas conhecessem quem foi a figura alvo do protesto antirracista. A jornalista foi atacada com uma s\u00e9rie de ofensas racistas e mis\u00f3ginas, e o conte\u00fado continua no ar.<\/p>\n<p>Mas, em alguns casos, os ataques sequer s\u00e3o respostas a postagens publicadas pelas profissionais. Quando a\u00a0 jornalista e apresentadora Maju Coutinho aparece no ar na TV Globo, por exemplo, recebe ofensas gratuitas. Em alguns casos, os ataques s\u00e3o acompanhados de amea\u00e7as f\u00edsicas. O monitoramento sugere ainda que h\u00e1 um comportamento de ass\u00e9dio por parte de alguns usu\u00e1rios: encontramos 10 ataques a Maju Coutinho feitos por um \u00fanico usu\u00e1rio. Todos os conte\u00fados seguem no ar.<\/p>\n<p>Profissionais que trabalham em ve\u00edculos de m\u00eddia de alcance nacional, principalmente os de televis\u00e3o, est\u00e3o mais expostas \u00e0s ofensas. Mas jornalistas negras de ve\u00edculos online ou impressos tamb\u00e9m sofrem ataques organizados, como conta a jornalista Gabi Coelho, rep\u00f3rter do Estado de S. Paulo e membro do Coletivo Lena Santos \u2014 de jornalistas negros e negras de Minas Gerais.<\/p>\n<p>\u201cOs ataques que recebo e j\u00e1 recebi, praticamente todos foram direcionados para as quest\u00f5es de g\u00eanero e ra\u00e7a\u201d, contou Gabi. Numa dessas experi\u00eancias, divulgaram sua foto ap\u00f3s uma reportagem que ela fez sobre negacionismo. \u201cO objetivo era fazer meu rosto circular e ficar marcado para os demais usu\u00e1rios da rede\u201d, disse.<\/p>\n<p>No epis\u00f3dio, Gabi contou com o apoio da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), do jornal em que trabalha e do Twitter. Mas a jornalista se questiona como buscar apoio em plataformas de redes sociais, \u201csabendo que elas reproduzem o que chamamos de racismo estrutural\u201d. E conclui que procurar amparo \u00e9 importante \u201cpra que a gente continue existindo nesses espa\u00e7os que s\u00e3o essenciais.\u201d<\/p>\n<p>A jornalista investigativa Cec\u00edlia Oliveira recebe ataques em seu Twitter quase diariamente. Cec\u00edlia, que \u00e9 tamb\u00e9m fundadora e diretora do Instituto Fogo Cruzado, foca sua cobertura na \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica, principalmente no tr\u00e1fico de armas e drogas, temas que s\u00e3o cobertos e debatidos majoritariamente por homens, conta ela. \u201cAquilo que seria uma cr\u00edtica ao meu trabalho parte para uma cr\u00edtica pessoal, com ataques \u00e0 sexualidade e \u00e0 ra\u00e7a. S\u00e3o ofensas mais direcionadas ao que voc\u00ea \u00e9 como pessoa f\u00edsica, exatamente porque muitos deles trabalham nisso de atacar a pessoa e n\u00e3o a ideia\u201d, conta. Mais da metade dos termos ofensivos encontrados pela an\u00e1lise s\u00e3o de ofensas pessoais e n\u00e3o est\u00e3o relacionados \u00e0 atua\u00e7\u00e3o profissional das jornalistas.<\/p>\n<h3>Luta ind\u00edgena<\/h3>\n<p>Jornalistas ind\u00edgenas tamb\u00e9m s\u00e3o atacadas quando abordam temas como demarca\u00e7\u00e3o de terras e pol\u00edticas indigenistas. O questionamento e o descr\u00e9dito da identidade ind\u00edgena \u00e9 h\u00e1 muito tempo uma estrat\u00e9gia de silenciamento, como quando s\u00e3o questionados por ocuparem espa\u00e7os urbanos, fazerem uso de tecnologias e falarem outras l\u00ednguas.<\/p>\n<p>Ao postar um tu\u00edte que mostrava o mapa do Brasil completamente demarcado como \u00e1rea ind\u00edgena, a jornalista Ela\u00edze Farias, rep\u00f3rter e co-fundadora da Amaz\u00f4nia Real, foi atacada por diversos usu\u00e1rios que tentaram descredibilizar a luta pelo reconhecimento de territ\u00f3rios ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cQuando mulheres ind\u00edgenas come\u00e7am a falar de suas viv\u00eancias, pr\u00e1ticas sociais e culturais, utilizando-se de uma das tantas ferramentas dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, quando elas botam o dedo na ferida e denunciam injusti\u00e7a e viola\u00e7\u00f5es \u00e0s quais est\u00e3o submetidas, isso incomoda, causa desconforto e raiva nas pessoas n\u00e3o-ind\u00edgenas\u201d, disse Ela\u00edze.<\/p>\n<p>A jornalista ind\u00edgena Alice Patax\u00f3 tamb\u00e9m \u00e9 alvo de ataques ofensivos quando faz a cobertura de eventos que discutem o acesso aos direitos fundamentais de povos ind\u00edgenas. Em um dos epis\u00f3dios, publicou a foto do julgamento sobre o Marco Temporal das Terras Ind\u00edgenas e um usu\u00e1rio criticou o fato da jornalista ter acesso a um aparelho celular.<\/p>\n<h3>Aquilombamento nas redes<\/h3>\n<p>Apesar do cen\u00e1rio hostil, em contrapartida \u00e0 viol\u00eancia, nosso levantamento encontrou 157 tu\u00edtes de apoio \u00e0s mulheres negras em um total de 2.204 mensagens analisadas que inclu\u00edam termos sobre ra\u00e7a.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o de pessoas negras para o fortalecimento dos indiv\u00edduos de forma coletiva \u00e9 conhecida como \u201cestrat\u00e9gia de aquilombamento\u201d. Os quilombos foram dispositivos fundamentais na preserva\u00e7\u00e3o da identidade, da dignidade, da cultura e da sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o negra durante o per\u00edodo escravocrata, conforme explica o psic\u00f3logo e Mestre em Psicologia Cl\u00ednica pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Lucas Veiga, no artigo \u201c<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/fractal\/a\/NTf4hsLfg85J6s5kYw93GkF\/?lang=pt#\">Descolonizando a psicologia: notas para uma Psicologia Preta<\/a>\u201d. \u201cO encontro entre negros e negras \u00e9 cura\u201d, escreveu ele.<\/p>\n<p>Para Fernanda K. Martins, antrop\u00f3loga e uma das coordenadoras da pesquisa pelo InternetLab, as redes sociais ocupam um lugar bastante amb\u00edguo na pr\u00e1tica profissional de pessoas negras e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cPor um lado, h\u00e1 mais espa\u00e7o para que essas pessoas sejam ouvidas, alcancem maior audi\u00eancia e encontrem espa\u00e7os de cura quando lidam com seus pares\u201d, afirma. Por outro lado, Fernanda acrescenta que as plataformas em geral t\u00eam dificuldades de lidar com os ataques. Segundo ela, isso se d\u00e1 em parte por n\u00e3o conseguirem identificar o contexto dos ataques, o que impede, por exemplo, que alguns conte\u00fados sejam exclu\u00eddos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 urgente a melhoria desse tipo de modera\u00e7\u00e3o, pois as redes sociais podem manter dispon\u00edvel inclusive conte\u00fados que ferem a lei brasileira\u201d, afirmou Fernanda. Esse \u00e9 o caso dos tu\u00edtes explicitamente racistas encontrados no decorrer da pesquisa.<\/p>\n<h3>Conte\u00fados ofensivos permanecem no ar<\/h3>\n<p>Apenas 2 em cada 10 postagens ofensivas apontadas na nossa an\u00e1lise foram retiradas do ar \u2014 algumas pelo Twitter e outras pelo pr\u00f3prio usu\u00e1rio. Vale ressaltar que nossa an\u00e1lise n\u00e3o seguiu os termos e pol\u00edticas da plataforma. A empresa segue suas pr\u00f3prias diretrizes para identificar publica\u00e7\u00f5es potencialmente nocivas.<\/p>\n<p>Ela\u00edze conta que, quando recebe esse tipo de ataque na rede social, tenta blindar a sa\u00fade mental usando uma estrat\u00e9gia particular. \u201cN\u00e3o costumo ler os posts e retu\u00edtes. Costumo interagir apenas com pessoas que sigo no Twitter e os ataques se perdem nos escombros. O importante \u00e9 que a mensagem foi dada\u201d, diz. Mas ela defende que as plataformas digitais afinem suas estrat\u00e9gias de combate \u00e0 viol\u00eancia.\u00a0 \u201cAcho que poderia ter sim uma modera\u00e7\u00e3o sobretudo para as mentiras e postagens racistas. Um meio de identificar quem s\u00e3o os autores, porque racismo \u00e9 crime no pa\u00eds. Por outro lado, n\u00e3o podemos ser ing\u00eanuos que isso ocorrer\u00e1 a curto prazo\u201d.<\/p>\n<p>Depois de um curso sobre intera\u00e7\u00e3o nas redes sociais, Cec\u00edlia tamb\u00e9m mudou sua forma de lidar com ataques e ofensas. \u201cAntes, quando eu era atacada eu ficava muito abalada, ent\u00e3o hoje quando eu sei que tem tu\u00edte com potencial para atrair hater eu j\u00e1 silencio esse tu\u00edte e n\u00e3o volto nele\u201d. Ela tamb\u00e9m adota, como pr\u00e1tica, o n\u00e3o-compartilhamento de ataques que recebe e usa filtros disponibilizados pelo Twitter que limitam, por exemplo, as notifica\u00e7\u00f5es de usu\u00e1rios sem e-mail e telefone verificados.<\/p>\n<p>Mas nem sempre as ferramentas das redes s\u00e3o satisfat\u00f3rias. A\u00a0 jornalista relembra que em setembro do ano passado passou a receber ataques sistem\u00e1ticos de um mesmo usu\u00e1rio, que respondeu a todos os seus tu\u00edtes com um um print do v\u00eddeo de \u2018Nega do Cabelo Duro\u2019. Ao denunci\u00e1-lo pela plataforma, a jornalista recebeu ap\u00f3s alguns dias uma notifica\u00e7\u00e3o de que o conte\u00fado n\u00e3o violava as pol\u00edticas da plataforma.<\/p>\n<p>\u201cEu reclamei no Twitter da resposta da plataforma, falei que eram ataques sistem\u00e1ticos da mesma conta, ofensas racistas, e que essa tinha sido a resposta que eu recebi, e a\u00ed o pessoal do Twitter me enviou um email. Eles agradeceram e suponho que mexeram depois\u201d, disse a jornalista, que possui 173 mil seguidores no Twitter.<\/p>\n<p>Em nota, o Twitter informou que \u201ctem uma pol\u00edtica contra a\u00a0<a href=\"https:\/\/help.twitter.com\/pt\/rules-and-policies\/hateful-conduct-policy\">propaga\u00e7\u00e3o de \u00f3dio<\/a> que pro\u00edbe tu\u00edtes com conte\u00fados de linguagem desumanizante com base em religi\u00e3o, casta, idade, defici\u00eancia, doen\u00e7a, ra\u00e7a, etnia ou naturalidade, g\u00eanero, identidade de g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual. J\u00e1 a\u00a0<a href=\"https:\/\/help.twitter.com\/pt\/rules-and-policies\/abusive-behavior\">pol\u00edtica de comportamento abusivo<\/a> pro\u00edbe o envolvimento ou est\u00edmulo ao ass\u00e9dio direcionado a algu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>A plataforma destacou ainda que nem sempre fica claro se os conte\u00fados foram produzidos com a inten\u00e7\u00e3o de assediar ou atacar uma pessoa com base em seu \u201cstatus de categoria protegida\u201d e, por isso, pode ser necess\u00e1rio que a\u00a0 pr\u00f3pria pessoa fa\u00e7a uma den\u00fancia. \u201cPara ajudar nossas equipes a entender o contexto, \u00e0s vezes precisamos ouvir da pessoa diretamente afetada para garantir que temos as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias antes de tomarmos as\u00a0<a href=\"https:\/\/help.twitter.com\/pt\/rules-and-policies\/enforcement-options\">medidas corretivas<\/a>, que podem incluir remo\u00e7\u00e3o e\/ou redu\u00e7\u00e3o de visibilidade de um tweet at\u00e9 a suspens\u00e3o permanente da conta\u201d, diz a nota.<\/p>\n<h3>Metodologia<\/h3>\n<p>Criamos uma lista de jornalistas com diferentes perfis de g\u00eanero, raciais-\u00e9tnicos e diferentes orienta\u00e7\u00f5es sexuais que teriam seus perfis monitorados, buscando construir uma an\u00e1lise que nos permitisse articular marcadores sociais. Essa lista incluiu 200 jornalistas (133 mulheres e 67 homens), que mesclava jornalistas com trabalhos em diversos ve\u00edculos da imprensa brasileira, diferentes regi\u00f5es e, ao mesmo tempo, em distintas fases de suas carreiras.<\/p>\n<p>Coletamos tu\u00edtes e retu\u00edtes que mencionavam os jornalistas monitorados e que continham pelo menos uma das palavras presentes em uma<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/spreadsheets\/d\/1VeD2lUGMcgLb7hSpBQbNsoe_1yDS_lv0eNjUoSh4lc4\/edit?usp=sharing\"> lista de termos<\/a> que poderiam ser utilizados em publica\u00e7\u00f5es ofensivas.O l\u00e9xico inclui termos ofensivos, de misoginia, racismo, homofobia etc, e foi constru\u00eddo por linguistas, jornalistas e outros especialistas.<\/p>\n<p>A coleta dos tu\u00edtes foi realizada de 15 de maio a 27 de setembro. Coletamos um total de 7.082.947 tu\u00edtes e retu\u00edtes direcionados a jornalistas homens e mulheres.<\/p>\n<p>Conclu\u00edda a coleta, analisamos separadamente os tu\u00edtes dirigidos a jornalistas mulheres negras, ind\u00edgenas e asi\u00e1ticas. Como n\u00e3o foi poss\u00edvel analisar qualitativamente todos os tu\u00edtes e retu\u00edtes mencionados, optamos por analisar apenas os tu\u00edtes que tiveram pelo menos 1 curtidas e\/ou RTs como engajamento. Foram consideradas 2.455 postagens com termos potencialmente ofensivos. A an\u00e1lise manual foi importante para remover tu\u00edtes \u201cfalsos positivos\u201d que poderiam ter sido incorporados citando palavras que apareciam no l\u00e9xico, mas eram descontextualizadas e, \u00e0s vezes, n\u00e3o ofensivas.<\/p>\n<p>Para ter certeza de que havia um entendimento comum entre os pesquisadores sobre o que constitu\u00eda ofensas e o que era apenas cr\u00edtica, inicialmente analisamos juntos os primeiros cem tu\u00edtes. Al\u00e9m disso, os tu\u00edtes que possu\u00edam contextos mais complexos e n\u00e3o podiam ser facilmente rotulados por apenas um pesquisador foram analisados \u200b\u200bpor mais de um pesquisador.<\/p>\n<p>Por fim, os termos ofensivos encontrados foram classificados em categorias:\u00a0 racismo (que considerou xingamentos ou descr\u00e9dito \u00e0 luta antirracista), xingamentos (palavr\u00f5es e agress\u00f5es de acordo com contextos pessoais de cada jornalista), ofensas \u00e0 atua\u00e7\u00e3o profissional, descr\u00e9dito intelectual, machismo, amea\u00e7a f\u00edsica e amea\u00e7a sexual.<\/p>\n<p><i>*O projeto \u201cUnderstanding How Influence Operations Across Platforms Are Used To Attack Journalists And Hamper Democracies\u201d \u00e9 realizado em uma parceria entre Internet Lab, INCT.DD, Instituto Vero, DFR Lab, AzMina e Volt Data Lab. A pesquisa \u00e9 financiada pelo Partnership for Countering Influence Operations, do Carnegie for International Peace e tamb\u00e9m conta com apoio do International Center for Journalists (ICFJ), via Volt. O estudo tem por objetivo compreender os padr\u00f5es de ataques a jornalistas em ambientes digitais, com especial foco em quest\u00f5es de g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/i><\/p>\n<p><em>Reportagem publicada originalmente no site da <a href=\"https:\/\/azmina.com.br\/reportagens\/jornalistas-negras-e-indigenas-sao-ofendidas-quando-se-posicionam-contra-racismo%ef%bf%bc\/\">Revista AzMina<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo de jornalismo de dados realizado por v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es de not\u00edcias descobriu que mulheres negras e ind\u00edgenas no Brasil, al\u00e9m de serem submetidas \u00e0 misoginia e viol\u00eancia de g\u00eanero, enfrentam ataques adicionais online quando se manifestam contra o racismo.<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":51156,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-51148","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Jornalistas negras e ind\u00edgenas s\u00e3o ofendidas quando se posicionam contra racismo - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Jornalistas negras e ind\u00edgenas s\u00e3o ofendidas quando se posicionam contra racismo Viol\u00eancia Contra Jornalistas. 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