{"id":53125,"date":"2022-05-03T13:12:23","date_gmt":"2022-05-03T18:12:23","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=53125"},"modified":"2022-05-04T13:47:44","modified_gmt":"2022-05-04T18:47:44","slug":"desinformacao-e-violencia-nas-redes-mudam-comportamento-de-jornalistas-mostra-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/desinformacao-e-violencia-nas-redes-mudam-comportamento-de-jornalistas-mostra-pesquisa\/","title":{"rendered":"Desinforma\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia nas redes mudam comportamento de jornalistas no Brasil, mostra pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/desinformacao-violencia-nas-redes-pesquisa\/\"><i>Por Vit\u00f3ria R\u00e9gia da Silva*<br \/>\nReportagem originalmente publicada no site da G\u00eanero e N\u00famero<\/i><\/a><\/strong><\/p>\n<p>Assim que a jornalista Vera Magalh\u00e3es revelou, em 2020, que o presidente Jair Bolsonaro estava convocando atos antidemocr\u00e1ticos [em fevereiro de 2020, Magalh\u00e3es revelou que o presidente compartilhou por meio de seu WhatsApp pessoal convites para manifesta\u00e7\u00f5es contra o Congresso Nacional], passou a ser alvo do que ela viria a classificar como o\u00a0 maior ataque de \u00f3dio na internet que j\u00e1 sofreu: \u201cNessa ocasi\u00e3o, vieram amea\u00e7as mais claras, com a publica\u00e7\u00e3o, por exemplo, de onde os meus filhos estudavam, nome da escola dos meus filhos, que eu tive de recorrer para que o Twitter tirasse aquela postagem porque colocava os meus filhos em risco\u201d, relembrou durante entrevistra concedida para a pesquisa \u201cO impacto da desinforma\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia pol\u00edtica na internet contra jornalistas, comunicadores mulheres e LGBT+\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/desinformacao.generonumero.media\/\">(acesse o site para baixar o relat\u00f3rio completo)<\/a>.<\/p>\n<p>Em sintonia com os depoimentos de Magalh\u00e3es,\u00a0 92,5% das profissionais que responderam \u00e0 pesquisa afirmaram que o fen\u00f4meno da desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cmuito grave\u201d e que afeta o trabalho que realizam. Em 55% dos casos, afeta o trabalho diariamente, a vida profissional (55%) e a vida pessoal (45%).<\/p>\n<p>Para a coordenadora de incid\u00eancia da Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras, Bia Barbosa,\u00a0 um aspecto que chama a aten\u00e7\u00e3o na pesquisa \u00e9 a mudan\u00e7a do comportamento dos profissionais na internet, como reflexo da percep\u00e7\u00e3o que t\u00eam da viol\u00eancia. \u201cEssa pr\u00e1tica de viol\u00eancia \u00e9 t\u00e3o bem sucedida que resulta at\u00e9 mesmo na intimida\u00e7\u00e3o das profissionais que n\u00e3o sofreram diretamente o ataque, mas que por medo de sofrer j\u00e1 mudam seu comportamento\u201d. Os dados\u00a0 revelam que 85% mudaram o comportamento nas redes sociais nos \u00faltimos tr\u00eas anos para se proteger dos ataques, mesmo quem n\u00e3o sofreu viol\u00eancia online.<\/p>\n<p>Barbosa pontua que muitas vezes a desinforma\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia silenciam essas mulheres [e pessoas LGBT+], por isso houve a preocupa\u00e7\u00e3o em entender se e como o\u00a0 fen\u00f4meno da desinforma\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia online contra jornalistas \u00e9 uma nova forma de silenciamento e de censura. \u201cSe na \u00e9poca da ditadura t\u00ednhamos a censura estatal, depois do Judici\u00e1rio, ou dos pr\u00f3prios ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o que censuravam seus profissionais, na era das redes sociais isso\u00a0 se manifesta por meio das pr\u00e1ticas de desinforma\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia contra esses grupos, com o silenciamento desses profissionais que deixam de apurar reportagens ou mudam seu comportamento nas redes por conta disso\u201d.<\/p>\n<p>Nas sete entrevistas em profundidade realizada pela G\u00eanero e N\u00famero para a pesquisa, que contribuem para a an\u00e1lise do contexto junto aos dados coletados por meio de question\u00e1rio online, foi recorrente o depoimento de jornalistas que dizem terem mais cautela com alguns tipos de pauta, ou mesmo evit\u00e1-las: \u201cEu continuo fazendo reportagem, mas algumas pautas eu abri m\u00e3o porque ia ter que bater de frente com os mesmos poderes aqui em Santa Catarina e eu falei \u2018bom n\u00e3o \u00e9 o momento para isso'\u201d, contou Schirlei Alves, rep\u00f3rter que em 2021 sofreu ataques de \u00f3dio por dois meses nas redes sociais ap\u00f3s publicar reportagem sobre o caso Mariana Ferrer.<\/p>\n<h3>Perfil<\/h3>\n<p>A pesquisa coletou respostas de 237 participantes. A maioria (43%) se autoidentifica como mulher cisg\u00eanero, branca e sem filho. A idade m\u00e9dia \u00e9 33 anos. Os\/as respondentes s\u00e3o, majoritariamente, profissionais bastante\u00a0 qualificados, com ensino superior completo e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e atuando h\u00e1 mais de dez anos na profiss\u00e3o. Trabalham principalmente em capitais (78,8%) e t\u00eam renda superior a R$5,5 mil. A maioria atua como pessoa Jur\u00eddica, freelancer ou prestador\/as de servi\u00e7o. Al\u00e9m disso, quase metade dos respondentes, 48,9%, atua com m\u00eddia digital e 28,7%, em assessoria de imprensa.<\/p>\n<h3>Um quarto das respondentes precisou fechar as redes sociais<\/h3>\n<p>Os efeitos da viol\u00eancia e da desinforma\u00e7\u00e3o sobre o dia a dia das jornalistas mulheres e LGBT+ s\u00e3o diversos. Entre as pessoas que j\u00e1 sofreram algum tipo de viol\u00eancia, 31% diminu\u00edram ou mudaram a forma como utilizam as redes sociais em seu trabalho e 25% precisaram fechar as contas em redes sociais ap\u00f3s os ataques.<\/p>\n<p>\u201cVira e mexe recebo ataques de \u00f3dio no Twitter porque eu n\u00e3o me silencio quando vejo transfobias acontecendo na imprensa\u201d, conta o jornalista Ca\u00ea Vasconcelos. \u201cEnt\u00e3o \u00e9 bem comum n\u00e3o s\u00f3 eu receber ataques de \u00f3dio, mas eu sempre vejo [ataques]. Principalmente quando a gente fala de pessoas LGBT+, pessoas negras, mulheres, pessoas ind\u00edgenas. S\u00e3o alvo de ataques de \u00f3dio na internet\u201d, destaca.<\/p>\n<p>A sa\u00fade mental tamb\u00e9m \u00e9 fortemente impactada pela viol\u00eancia online. A pesquisa mostra que 15% desenvolveram algum tipo de problema mental durante o per\u00edodo da pesquisa e 10% reconheceram terem perdido o \u00e2nimo para realizar suas atividades profissionais. Magalh\u00e3es conta que o epis\u00f3dio que levou o presidente a ir at\u00e9 uma rede de TV para a atacar pessoalmente a afetou muito de forma f\u00edsica e mental: \u201cTive at\u00e9 rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, passei mal, ent\u00e3o foi a vez mais violenta [\u2026] certamente cobra um pre\u00e7o em termos de sa\u00fade mental. Voc\u00ea se sente de fato fragilizada\u201d.<\/p>\n<h3>Percep\u00e7\u00e3o do aumento da viol\u00eancia<\/h3>\n<p>Metade dos participantes do estudo afirmaram j\u00e1 terem sofrido algum tipo de viol\u00eancia devido \u00e0 sua profiss\u00e3o, sendo que 41,9% s\u00e3o pessoas que se auto identificaram como sendo do g\u00eanero feminino. E a percep\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia tamb\u00e9m tem g\u00eanero, j\u00e1 que entre as que afirmaram j\u00e1 terem presenciado alguma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia online, o n\u00famero salta para 81,4% \u2013 sendo 67,4% das v\u00edtimas mulheres.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia n\u00e3o para por a\u00ed. Para 36,8% das pessoas que reportaram terem sofrido algum tipo de agress\u00e3o online, a a\u00e7\u00e3o motivou novos ataques e 67% das pessoas que testemunharam viol\u00eancia contra colegas ou conhecidos t\u00eam a percep\u00e7\u00e3o de que um epis\u00f3dio de viol\u00eancia resulta em novo.<\/p>\n<p>A rep\u00f3rter Juliana Dal Piva, tamb\u00e9m entrevistada para a pesquisa, observa, a partir de 2013, a escalada da intimida\u00e7\u00e3o a jornalistas que cobrem pol\u00edtica. Ela narra epis\u00f3dios que vivenciou e que lhe deixaram, em alguns per\u00edodos, temerosa inclusive de sair de casa. O mais grave desses epis\u00f3dios foi a amea\u00e7a que sofreu por mensagem do advogado do presidente Jair Bolsonaro, Frederico Wassef. Dal Piva recorreu \u00e0 justi\u00e7a, contou tamb\u00e9m com apoio da classe de jornalistas, mas pondera que h\u00e1 um ataque diferente na sua dire\u00e7\u00e3o, por ser mulher.<\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea olhar para o meu epis\u00f3dio mais grave, v\u00e1rios colegas jornalistas cobrem esse assunto que envolve o Bolsonaro, [Fabr\u00edcio] Queiroz e companhia. Um deles recebeu nada [de ataque]. Tem um outro colega jornalista, homem que fez algumas mat\u00e9rias muito importantes do caso tamb\u00e9m, que \u00e9 o F\u00e1bio Serapi\u00e3o, o rep\u00f3rter que revelou o relat\u00f3rio do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) l\u00e1 em dezembro de 2018. Ele \u00e9 o rep\u00f3rter que fez a mat\u00e9ria sobre os cheques da Michelle [Bolsonaro], que ela recebeu do Queiroz. O Frederico n\u00e3o mandou essas mensagens para o Serapi\u00e3o, entende?\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Entre os tipos de viol\u00eancia mais presentes, conte\u00fados com xingamentos ou palavras hostis aparecem em primeiro lugar (35,4%), seguido por ataque ao trabalho (34,1%), desqualifica\u00e7\u00e3o do trabalho realizado (33,7%) e ataques mis\u00f3ginos ou com conota\u00e7\u00e3o sexual (19,4%).<\/p>\n<p>\u201cDe uns tempos pra c\u00e1, especialmente eu acho que durante o governo Bolsonaro, a gente tem percebido, eu tenho percebido, at\u00e9 mesmo olhando a situa\u00e7\u00e3o de colegas, que os ataques t\u00eam sido muito mais pessoais, voltados diretamente para o jornalista. E isso \u00e9 uma forma de intimidar e de silenciar tamb\u00e9m o profissional. Especialmente quem trabalha como freelancer, como agora eu t\u00f4 trabalhando\u201d, conta a jornalista freelancer Shirlei Alves.<\/p>\n<p>Para Bia Barbosa, em um cen\u00e1rio de banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher na internet, a desinforma\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia pol\u00edtica contra jornalistas impactam muito mais fortemente as comunicadoras mulheres do que homens. Ela observa que a\u00a0 viol\u00eancia contra mulher e comunidade LGBT+ carrega na conota\u00e7\u00e3o sexual, foca na apar\u00eancia f\u00edsica ou tenta diminuir a credibilidade , o que j\u00e1 s\u00e3o pr\u00e1ticas da sociedade.<\/p>\n<p>Segundo as respondentes da pesquisa, os agressores eram principalmente desconhecidos das v\u00edtimas (36,7%), 18,9% eram perfis p\u00fablicos, 12,6% foram alvo de bots e 8,4% dos casos de agress\u00f5es partiram de pol\u00edticos. No \u00faltimo caso, o presidente da Rep\u00fablica, Jair Bolsonaro, aparece como o segundo perfil com maior percentual de casos observados, sendo indicado por 19,8% dos participantes como uma fonte dos ataques contra jornalistas, atr\u00e1s apenas de representantes do Legislativo (21,9%), o que refor\u00e7a como esse tipo de viol\u00eancia vem sendo naturalizada nas esferas do poder.<\/p>\n<p>\u201cO Governo Bolsonaro usa a viol\u00eancia contra jornalistas e pr\u00e1ticas de desinforma\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o. Isso vem desde a campanha eleitoral e se institucionaliza como estrat\u00e9gia de pol\u00edtica do Pal\u00e1cio do Planalto, seguindo o exemplo do Trump (EUA), que chamava todas as mat\u00e9rias que ele n\u00e3o concordava de fake news\u201d, destaca Barbosa. \u201cVemos como esses ataques t\u00eam crescido e s\u00e3o associados \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o e alguns at\u00e9 amea\u00e7as e ofensas para atacar a credibilidade da imprensa\u201d.<\/p>\n<p>A desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos eixos da pesquisa. Os outros dois eixos s\u00e3o \u201cviol\u00eancia online\u201d e \u201cprote\u00e7\u00e3o e plataformas\u201d Os principais efeitos relacionados \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o sociedade e imprensa s\u00e3o a naturaliza\u00e7\u00e3o dos ataques a jornalistas (85,6%) e a descredibiliza\u00e7\u00e3o do trabalho da imprensa (81%), segundo as respondentes.<\/p>\n<p>Entre os profissionais que j\u00e1 sofreram viol\u00eancia online, apenas 21,9% afirmaram que os ataques ocorreram em apenas um \u00fanico lugar, o que mostra como a viol\u00eancia e o discurso de \u00f3dio se ampliam nas redes. A principal plataforma onde\u00a0 jornalistas relatam ter sofrido ataques de viol\u00eancia \u00e9 o Facebook (26,1%). Na sequ\u00eancia,Twitter (20,6%). A p\u00e1gina do ve\u00edculo onde a pessoa trabalha aparece em terceiro lugar, com 17,3% dos casos reportados.<\/p>\n<p>A jornalista e cofundadora da Amaz\u00f4nia Real, K\u00e1tia Abreu, comenta que tem como pol\u00edtica do ve\u00edculo a n\u00e3o publica\u00e7\u00e3o de coment\u00e1rios preconceituosos. \u201cA gente recebe muitos coment\u00e1rios racistas, coment\u00e1rios de pessoas descontentes com as reportagens, a gente n\u00e3o publica coment\u00e1rios mis\u00f3ginos, nem racistas, nem preconceituosos. A gente neutraliza, mas mesmo assim tem pessoas que ainda enviam muitos ataques via coment\u00e1rios, isso a gente recebe. E a gente n\u00e3o publica, a gente n\u00e3o vai divulgar de maneira nenhuma\u201d, disse em entrevista a pesquisa.<\/p>\n<h3>Plataformas n\u00e3o respondem \u00e0 altura da escalada de ataques<\/h3>\n<p>As plataformas ainda t\u00eam um longo caminho para oferecer suporte e respostas adequadas, como mecanismos de prote\u00e7\u00e3o e normas para fiscalizar e punir esses crimes. Segundo o estudo, mais de um quarto das pessoas que sofreram alguma viola\u00e7\u00e3o online (26%) n\u00e3o teve suas reclama\u00e7\u00f5es avaliadas como v\u00e1lidas pelas plataformas e 1,3% sequer conseguiu realizar uma den\u00fancia na plataforma em que ela ocorreu.\u00a0 Para 52,5% dos respondentes, deveria existir uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica mais dura para responsabilizar a produ\u00e7\u00e3o e a dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica para acabar com a desinforma\u00e7\u00e3o e discurso de \u00f3dio contra jornalistas mulheres e LGBT+, a G\u00eanero e N\u00famero e a Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras trazem uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es que apontam caminhos que passam pelos pap\u00e9is do Estado, das plataformas e dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Todo o material est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente, pode ser acesso online e tamb\u00e9m descarregado, em pdf,\u00a0<a href=\"https:\/\/desinformacao.generonumero.media\/\">no site da pesquisa<\/a>.<\/p>\n<p><i>*Vit\u00f3ria R\u00e9gia da Silva \u00e9 editora-assistente da G\u00eanero e N\u00famero<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada pela G\u00eanero e N\u00famero em parceria com a Rep\u00f3rteres sem Fronteiras (RSF) apresenta dados, depoimentos e entrevistas em profundidade sobre os impactos e efeitos da desinforma\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia online no dia a dia de jornalistas mulheres e LGBT+. \u201cEssa pr\u00e1tica de viol\u00eancia \u00e9 t\u00e3o bem sucedida que resulta at\u00e9 mesmo na intimida\u00e7\u00e3o das profissionais que n\u00e3o sofreram diretamente o ataque, mas que por medo de sofrer j\u00e1 mudam seu comportamento\u201d, disse Bia Barbosa, da RSF.<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":53138,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1219],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-53125","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-liberdade-de-imprensa-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.1.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Desinforma\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia nas redes mudam comportamento de jornalistas no Brasil, mostra pesquisa - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Desinforma\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia nas redes mudam comportamento de jornalistas no Brasil, mostra pesquisa Liberdade de Imprensa. 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