{"id":53573,"date":"2016-10-05T05:56:26","date_gmt":"2016-10-05T10:56:26","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=53573"},"modified":"2022-05-10T05:58:44","modified_gmt":"2022-05-10T10:58:44","slug":"minha-escolta-e-quase-familia-diz-jornalista-ameacado-de-morte-que-vive-ha-20-anos-com-protecao-policial-24h","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/minha-escolta-e-quase-familia-diz-jornalista-ameacado-de-morte-que-vive-ha-20-anos-com-protecao-policial-24h\/","title":{"rendered":"\"Minha escolta \u00e9 quase fam\u00edlia\", diz jornalista amea\u00e7ado de morte que vive h\u00e1 20 anos com prote\u00e7\u00e3o policial 24h"},"content":{"rendered":"<p>O jornalista C\u00e1ndido Figueredo mora com a esposa e mais sete guardas armados com metralhadoras, no que ele gosta de chamar de \"minha pris\u00e3o\". Com um misto de ironia e pesar, Figueredo descreve a sua casa, que tamb\u00e9m serve de sucursal do <em><a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/\">ABC Color<\/a><\/em>, maior jornal do Paraguai. H\u00e1 mais de 20 anos, C\u00e1ndido vive com escolta 24 horas, \u00fanica maneira de prosseguir como jornalista na perigosa cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil.<\/p>\n<p>As amea\u00e7as de morte \u2013 consequ\u00eancia do trabalho investigativo do rep\u00f3rter sobre o narcotr\u00e1fico e o crime organizado na regi\u00e3o \u2013 s\u00e3o parte da rotina. Pelo menos um telefonema por m\u00eas, nas \u00e9pocas mais tranquilas.<\/p>\n<p>Por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, Figueredo parece viver em uma pris\u00e3o domiciliar. Quase n\u00e3o sai de casa, s\u00f3 em casos de muita necessidade. \"Estou h\u00e1 21 anos e 8 meses no jornal ABC aqui na fronteira, dos quais 20 anos e tr\u00eas meses estou com guarda policial. J\u00e1 metralharam mais de duas vezes a reda\u00e7\u00e3o regional [a sua casa] e o meu carro\", contou o rep\u00f3rter ao Centro Knight para o Jornalismo nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Apesar dos ataques e amea\u00e7as, Figueredo afirma que, no in\u00edcio de setembro,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/nacionales\/no-sabe-si-sacaran-guardia-a-periodista-amenazado-1514441.html\">a Pol\u00edcia Nacional do Paraguai amea\u00e7ou retirar a sua escolta<\/a>. Atualmente, os sete guardas se revezam na defesa da casa, mas h\u00e1 sempre dois homens e uma mulher a postos. \"Minha escolta \u00e9 quase fam\u00edlia, j\u00e1 est\u00e3o h\u00e1 mais de dez anos comigo\", disse.<\/p>\n<p>\"A gente tem uma pol\u00edtica de ajud\u00e1-los a estudar, de conhecer a fam\u00edlia deles. Uma vez por m\u00eas convidamos todo mundo para vir jantar junto na casa e conversar. Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de a gente ter mais seguran\u00e7a\", afirma o jornalista. A confian\u00e7a nos guardas n\u00e3o impede, entretanto, que Figueredo carregue a sua pr\u00f3pria pistola. O jornalista, que viveu por 15 anos na Europa, pensava que nunca teria uma arma.<\/p>\n<p>\"A gente \u00e9 produto do ambiente em que vive. Na situa\u00e7\u00e3o em que estou, no ambiente em que vivo, tenho que ter arma, porque, no momento dado, ningu\u00e9m vai querer morrer por mim. Pode ser que eu fique sozinho cara a cara com o traficante que quer me matar e a\u00ed \u00e9 o direito de qualquer ser humano de se defender\", contou. Entre cada frase, o jornalista repetia um apelo: \"que Deus me d\u00ea a for\u00e7a e a ajuda para que eu nunca use essa arma\". At\u00e9 agora, Figueredo foi atendido.<\/p>\n<p>As amea\u00e7as, entretanto, continuam. Elas se tornaram t\u00e3o frequentes que ele j\u00e1 nem as comunica ao jornal. \"Se eu aviso, eles publicam. E publicar o tempo todo sobre si mesmo \u00e9 um pouco chato\", explica, com voz de t\u00e9dio. Figueredo acha que as pessoas n\u00e3o t\u00eam mais interesse em saber sobre as amea\u00e7as que ele recebe. \"De novo ele, de novo ele\", afirmou, imitando supostos leitores.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando o telefone da sua casa toca e ele escuta: \"prepara o teu caix\u00e3o\" ou \"voc\u00ea n\u00e3o chega ao Natal\", Figueiredo aumenta os seus protocolos de seguran\u00e7a. \"Pode ser que algumas amea\u00e7as sejam s\u00f3 brincadeira de algum traficante que quer fazer guerra de nervos e pensa: 'vou encher o saco dele'. Mas em outra vez pode ser que seja s\u00e9rio, n\u00e9? Ent\u00e3o fico cuidando da vida, tomando minhas pr\u00f3prias medidas de seguran\u00e7a.\"<\/p>\n<p>Nesse processo de seguir \"cuidando da vida\", Figueredo foi se afastando cada vez mais de uma vida comum. Hoje a esposa sai pouco de casa e, quando vai ao supermercado, precisa ser acompanhada de uma seguran\u00e7a armada. Ele, quando abandona a 'pris\u00e3o-reda\u00e7\u00e3o', \u00e9 escoltado por dois guardas com metralhadoras.<\/p>\n<p>Mesmo com essas restri\u00e7\u00f5es, Figueredo consegue manter um ritmo intenso de trabalho. A maioria das entrevistas \u00e9 feita por telefone ou presencialmente, em casa. Outras vezes, envia fot\u00f3grafos ao local da pauta e apura da reda\u00e7\u00e3o. S\u00f3 em casos muito especiais se desloca para alguma entrevista e, nessas ocasi\u00f5es, os protocolos de seguran\u00e7a s\u00e3o estudados e combinados previamente. \"Se acontece algum homic\u00eddio na rua ou grande apreens\u00f5es de droga eu saio, mas a\u00ed tamb\u00e9m est\u00e1 cheio de pol\u00edcia ao redor\", disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o impacto no cotidiano do casal \u00e9 enorme. \"N\u00e3o participo da vida. N\u00e3o vou a um anivers\u00e1rio, um casamento. N\u00e3o tenho vida social. A alegria de ir um s\u00e1bado \u00e0 noite comer uma pizza, isso para n\u00f3s n\u00e3o existe.\" Figueredo s\u00f3 consegue ter um respiro do encarceramento quando viaja de carro para Assun\u00e7\u00e3o, a mais de 5 horas de dist\u00e2ncia de Pedro Juan Caballero. Ali, visita a reda\u00e7\u00e3o central do jornal, anda pelas ruas e come em restaurantes. Mesmo assim, est\u00e1 sempre vigilante. \"Fico uns tr\u00eas ou quatro dias em Assun\u00e7\u00e3o e volto para a minha pris\u00e3o\", comentou.<\/p>\n<p>Em uma viagem aos Estados Unidos, Figueredo percebeu que invariavelmente se sentava de frente para a porta, em todos os restaurantes, para poder observar as pessoas que entravam. \"Minha mulher falava: aqui voc\u00ea n\u00e3o precisa, seja livre. Mas \u00e9 dif\u00edcil\u2026 S\u00e3o mais de 20 anos. Se for olhar no Guinness [livro de recordes] eu devo estar ali, porque n\u00e3o conhe\u00e7o nenhum jornalista que viva assim.\"<\/p>\n<p>O medo \u00e9 justificado. Figueredo nasceu e cresceu na fronteira de Pedro Juan Caballero com Ponta Por\u00e3, no Mato Grosso do Sul. Tem hoje 60 anos - \"mas ainda estou bonito\", afirma, rindo. Nesse per\u00edodo, Figueredo viu v\u00e1rios neg\u00f3cios florescerem na cidade: o contrabando de armas, drogas, caf\u00e9, soja, falsifica\u00e7\u00e3o de whisky\u2026 A lista \u00e9 longa. \"Quando eu era crian\u00e7a, via que as pessoas faziam o que queriam aqui. Sempre foi uma fronteira violenta, um lugar privilegiado para a m\u00e1fia.\"<\/p>\n<p>Apenas uma rua separa as duas cidades. S\u00e3o centenas de quil\u00f4metros de fronteira seca, o que facilita a fuga. \"Em v\u00e1rios trechos n\u00e3o tem nenhuma casa, \u00e9 campo. Se um cara mata outro, em uma hora ele est\u00e1 em outro pa\u00eds, a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. At\u00e9 os policiais e a per\u00edcia chegarem, j\u00e1 se passaram duas horas. \u00c9 o crime perfeito.\"<\/p>\n<p>A viol\u00eancia atinge tamb\u00e9m os jornalistas que cobrem as fronteiras. Em Pedro Juan Caballero,\u00a0<a href=\"https:\/\/cpj.org\/pt\/2015\/04\/ataques-a-imprensa-protegido-por-guardacostas-reporter-escreve-da-fronteira-do-paraguai.php\">pelo menos dois rep\u00f3rteres foram mortos a tiros desde 2013<\/a>, segundo o CPJ. \"Os ataques contra jornalistas aumentaram muito aqui. A gente est\u00e1 levantando muita coisa da narco-pol\u00edtica, isso est\u00e1 prejudicando muita gente. E esse pessoal t\u00eam um or\u00e7amento multimilion\u00e1rio, eles compram consci\u00eancias, compram jornalista, juiz, promotor, policial. \u00c9 dif\u00edcil quando a gente se coloca contra eles\", contou.<\/p>\n<p>Em 2014, Figueredo perdeu o amigo e colega de trabalho Pablo Medina Vel\u00e1zquez, tamb\u00e9m rep\u00f3rter do ABC Color em outro ponto da divisa. Medina foi morto com cinco tiros, um na cabe\u00e7a, ap\u00f3s ter escrito v\u00e1rias reportagens sobre o tr\u00e1fico de drogas na regi\u00e3o, segundo o CPJ. O irm\u00e3o de Pablo,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/nacionales\/a-11-anos-del-asesinato-de-salvador-medina-352163.html\">Salvador Medina<\/a>, tamb\u00e9m era jornalista e foi assassinado em 2001, na mesma regi\u00e3o. No caso de Pablo, o\u00a0<a href=\"https:\/\/rsf.org\/en\/news\/reporter-killed-ambush-after-police-protection-withdrawn\">Estado retirou a escolta policial que protegia o jornalista<\/a>\u00a0um ano antes do seu homic\u00eddio.<\/p>\n<p>Assim, quando avisaram a Figueredo, no in\u00edcio de setembro, que ele perderia o direito \u00e0 sua guarda policial, o rep\u00f3rter se alarmou. Segundo o jornal ABC Color, foi a porta-voz da Pol\u00edcia Nacional quem disse, em entrevista, que poderia retirar a escolta. \"O pr\u00f3prio chefe de pol\u00edcia da minha cidade me disse que a ordem tinha vindo do ministro do Interior. Foi uma forma de o ministro me mandar uma mensagem\", disse Figueredo.<\/p>\n<p>Segundo ele, a medida \u00e9 uma retalia\u00e7\u00e3o por uma\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/nacionales\/pavo-cuenta-todo-1518698.html\">s\u00e9rie de entrevistas<\/a>\u00a0que o jornal publicou com o traficante brasileiro Jarvis Chimenes Pav\u00e3o, preso no Paraguai. \"O mais prejudicado foi o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/730am\/la-primera-manana\/declaraciones-de-jarvis-tienen-credibilidad-cero-segun-de-vargas-1518898.html\">ministro do Interior<\/a>, porque a entrevista dizia que pessoas da pasta pediram a colabora\u00e7\u00e3o do mafioso preso para\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/edicion-impresa\/notas\/pavo-dara-pruebas-contra-el-gobierno-si-lo-extraditan-1518888.html\">comprar equipamentos de Intelig\u00eancia<\/a>, al\u00e9m de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/730am\/periodisticamente\/pavo-me-pidieron-por-arlan-1518951.html\">negociar e pagar o resgate de um menor sequestrado<\/a>\", apontou Figueredo.<\/p>\n<p>O jornalista contou tamb\u00e9m que ele n\u00e3o foi o autor das reportagens, mas foi o respons\u00e1vel por negociar com a advogada do traficante, durante dois meses, a realiza\u00e7\u00e3o da entrevista dentro da cadeia. Figueredo j\u00e1 havia entrevistado Pav\u00e3o antes, assim como v\u00e1rios traficantes famosos, e decidiu n\u00e3o participar da reportagem. Foi tamb\u00e9m uma precau\u00e7\u00e3o, para evitar se expor novamente.<\/p>\n<p>\"Eu sabia que o ministro estava por tr\u00e1s disso, que ele est\u00e1 comprometido com a m\u00e1fia. E n\u00f3s a qualquer momento vamos provar isso. Mas, para n\u00e3o ter mais problemas, o diretor do jornal falou: 'melhor voc\u00ea n\u00e3o aparecer'. Eu j\u00e1 estou suficientemente preso na minha casa\", afirmou. Ainda assim, de acordo com ele, as autoridades souberam das suas a\u00e7\u00f5es \u2013 \"meu telefone sempre foi grampeado\".<\/p>\n<p>Diante da amea\u00e7a, Figueredo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/edicion-impresa\/politica\/interes-en-seguridad-de-corresponsal-1514959.html\">visitou a embaixadora dos Estados Unidos no Paraguai\u00a0<\/a>e o jornal ABC Color\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abc.com.py\/730am\/periodisticamente\/hay-politicos-que-darian-todo-porque-yo-cierre-mis-ojos-y-nunca-mas-los-abra-1514397.html\">publicou mat\u00e9rias pressionando o governo<\/a>. O Comit\u00ea para Prote\u00e7\u00e3o dos Jornalistas, que concedeu a Figueredo o\u00a0<a href=\"https:\/\/cpj.org\/awards\/2015\/cpj-international-press-freedom-awards-2015.php\">Pr\u00eamio Internacional pela Liberdade de Imprensa,<\/a>\u00a0em 2015,\u00a0<a href=\"https:\/\/cpj.org\/es\/2016\/09\/el-cpj-preocupado-por-intento-de-retirar-proteccio.php\">tamb\u00e9m manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com o jornalista<\/a>. \"Fizemos muito barulho e o governo voltou atr\u00e1s. Al\u00e9m disso, eu tinha uma ordem judicial para a escolta. Ent\u00e3o entrei na Justi\u00e7a novamente para renovar a prote\u00e7\u00e3o\", contou.<\/p>\n<p>Apesar de todas essas restri\u00e7\u00f5es ao seu trabalho e \u00e0 sua vida pessoal, Figueredo n\u00e3o pretende, por ora, abandonar o jornalismo. Primeiro porque n\u00e3o quer: ainda n\u00e3o est\u00e1 cansado, justificou. Segundo, porque acredita na import\u00e2ncia da profiss\u00e3o: \"Eu quero ainda ficar trabalhando no Paraguai. N\u00f3s temos que mudar o pa\u00eds, temos que seguir batendo nessa tecla, da m\u00e1fia. H\u00e1 uma narco-pol\u00edtica como nunca antes aqui. Os narcotraficantes est\u00e3o financiando campanhas, apoiando pol\u00edticos. E muitos est\u00e3o se candidatando. Isso \u00e9 um perigo.\"<\/p>\n<p>O terceiro motivo \u00e9 que o jornalismo o mant\u00e9m preso, n\u00e3o s\u00f3 em casa, mas na profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\"Funciona como um escudo. Se eu me aposentar, a\u00ed eles v\u00e3o aproveitar. Porque a m\u00e1fia nunca esquece, eles v\u00e3o sempre querer te cobrar. Ent\u00e3o acho que vou continuar trabalhando at\u00e9 quando puder\".<\/p>\n<p>Antes de concluir a entrevista, agradeci a Figueredo pela conversa. Ele, para minha surpresa, retornou: \"obrigado voc\u00eas\". Para o jornalista, as mat\u00e9rias publicadas fora do pa\u00eds mandam uma mensagem clara aos que querem se livrar dele. \"Mostram que a gente n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3, que n\u00f3s somos observados por colegas de outros pa\u00edses. Espero que pensem: 'melhor n\u00e3o mexer com ele, porque vai dar problema'\", afirmou Figueredo. \"Ent\u00e3o pensem em n\u00f3s, escrevam sobre n\u00f3s.\"<\/p>\n<p><em>Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista C\u00e1ndido Figueredo mora com a esposa e mais sete guardas armados com metralhadoras, no que ele gosta de chamar de \"minha pris\u00e3o\". Com um misto de ironia e pesar, Figueredo descreve a sua casa, que tamb\u00e9m serve de sucursal do ABC Color, maior jornal do Paraguai. H\u00e1 mais de 20 anos, C\u00e1ndido vive com escolta 24 horas, \u00fanica maneira de prosseguir como jornalista na perigosa cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[1613,1595,1615],"coauthors":[],"class_list":["post-53573","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br","tag-ameacas-a-jornalistas-pt-br","tag-paraguai-pt-br","tag-violencia-contra-jornalistas-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>&quot;Minha escolta \u00e9 quase fam\u00edlia&quot;, diz jornalista amea\u00e7ado de morte que vive h\u00e1 20 anos com prote\u00e7\u00e3o policial 24h - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"&quot;Minha escolta \u00e9 quase fam\u00edlia&quot;, diz jornalista amea\u00e7ado de morte que vive h\u00e1 20 anos com prote\u00e7\u00e3o policial 24h Viol\u00eancia Contra Jornalistas. 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