{"id":54644,"date":"2017-09-05T15:49:51","date_gmt":"2017-09-05T20:49:51","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=54644"},"modified":"2022-05-20T15:51:18","modified_gmt":"2022-05-20T20:51:18","slug":"jornal-extra-cria-editoria-de-guerra-para-cobrir-violencia-no-rio-e-e-criticado-por-especialistas-em-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornal-extra-cria-editoria-de-guerra-para-cobrir-violencia-no-rio-e-e-criticado-por-especialistas-em-seguranca\/","title":{"rendered":"Jornal Extra cria \u2018editoria de guerra\u2019 para cobrir viol\u00eancia no Rio e \u00e9 criticado por especialistas em seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>\u201c<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/mae-nao-aguento-mais-essa-guerra-diz-menina-de-dez-anos-em-meio-tiroteio-21715038.html\">M\u00e3e<\/a><a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/mae-nao-aguento-mais-essa-guerra-diz-menina-de-dez-anos-em-meio-tiroteio-21715038.html\">, n\u00e3o aguento mais essa\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/mae-nao-aguento-mais-essa-guerra-diz-menina-de-dez-anos-em-meio-tiroteio-21715038.html\">guerra<\/a>\u201d, dizia uma menina de 10 anos em um \u00e1udio publicado pelo jornal Extra, do Rio de Janeiro. A crian\u00e7a \u00e9 moradora de Manguinhos, comunidade da Zona Norte da cidade com um\u00a0<a href=\"http:\/\/istoe.com.br\/com-medo-de-tiroteios-moradores-de-manguinhos-mudam-habitos\/\">cotidiano de confrontos armados<\/a>.<\/p>\n<p>A palavra que j\u00e1 era usada informalmente por cariocas que vivem em \u00e1reas de risco virou discurso oficial do jornal Extra,\u00a0do Grupo Globo. No dia 16 de agosto, o Extra criou a\u00a0<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/\">editoria \u2018Guerra do Rio<\/a>\u2019, para noticiar \u201ctudo aquilo que foge ao padr\u00e3o da normalidade civilizat\u00f3ria, e que s\u00f3 vemos no Rio\u201d, segundo o\u00a0<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/isso-nao-normal-21711104.html\">editorial que lan\u00e7ou a iniciativa<\/a>. \u201cCrimes que ocorrem em qualquer metr\u00f3pole do mundo: homic\u00eddios, latroc\u00ednios, crimes sexuais\u201d continuam a ser publicados nas tradicionais p\u00e1ginas de Pol\u00edcia.<\/p>\n<p>No entanto, a decis\u00e3o\u00a0gerou\u00a0controv\u00e9rsia e foi criticada por jornalistas e por\u00a0especialistas em seguran\u00e7a p\u00fablica. Duas semanas ap\u00f3s o lan\u00e7amento, a editoria\u00a0ainda \u00e9 tema do debate p\u00fablico.<\/p>\n<p>As pr\u00f3prias For\u00e7as Armadas brasileiras\u00a0-- que\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rio-de-janeiro\/noticia\/forcas-armadas-ja-circulam-pelas-ruas-do-rio.ghtml\">desde o dia 28 de julho realizam\u00a0opera\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0no Rio de Janeiro -- negam a exist\u00eancia de uma guerra. Em entrevista recente ao Estad\u00e3o, o porta-voz do Estado Maior das\u00a0For\u00e7as Armadas, coronel\u00a0Roberto Itamar Cardoso Plump, disse que\u00a0<a href=\"http:\/\/brasil.estadao.com.br\/noticias\/rio-de-janeiro,rio-em-clima-de-guerra-e-exagero-midiatico,70001955813\">o uso do termo \u00e9 um \"exagero midi\u00e1tico\"<\/a>.<\/p>\n<p>\"A verdade \u00e9 que qualquer coisa\u00a0que acontece no Rio, \u00e0s vezes de menor gravidade, acaba ressoando para o Brasil e para o mundo\", declarou Plump, segundo o Estad\u00e3o. \"Fica a impress\u00e3o de que o Rio de Janeiro vive uma guerra -- e n\u00e3o \u00e9 bem assim. Essa imagem de guerra\u00a0\u00e9 um exagero meio midi\u00e1tico, n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade\".<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o, o Extra publicou uma reportagem de capa mostrando um\u00a0<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/para-exercito-nao-ha-guerra-no-rio-mas-video-do-governo-mostra-tanques-em-favelas-21767754.html\">filme\u00a0de propaganda\u00a0oficial<\/a>\u00a0do governo\u00a0federal que, segundo\u00a0o jornal, \"refor\u00e7a preconceito ao receitar sa\u00edda\u00a0b\u00e9lica como solu\u00e7\u00e3o para comunidades\u00a0pobres\".<\/p>\n<p>O an\u00fancio da\u00a0decis\u00e3o\u00a0de criar a nova se\u00e7\u00e3o\u00a0do jornal\u00a0ocupou toda a primeira p\u00e1gina do dia 16 de agosto,\u00a0incluiu a manchete:\u00a0\u201c\u00c9\u00a0guerra\u201d e a revelac\u00e3o de um documento sigiloso da Secretaria de Seguran\u00e7a\u00a0que mapeia\u00a0<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/documento-sigiloso-da-secretaria-de-seguranca-revela-que-rio-tem-843-areas-dominadas-por-bandos-armados-21710694.html\">843 \u00e1reas\u00a0do Rio de Janeiro\u00a0dominadas por bandos armados<\/a>, chamadas de \u201cterrit\u00f3rios controlados ilegalmente\u201d. As dez regi\u00f5es mais violentas somam 23 quil\u00f4metros quadrados \u201conde a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o vale nada\u201d, escreve o autor da mat\u00e9ria, o jornalista Rafael Soares.<\/p>\n<p>A reportagem escolhida para inaugurar a editoria resultou de um trabalho de\u00a0 cinco meses de investiga\u00e7\u00e3o de Soares. \u201cEsse documento \u00e9 sigiloso, nem mesmo via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o eu consegui\u201d, contou Soares ao\u00a0<strong>Centro Knight.<\/strong>\u00a0\u201cCobrimos tantos casos de viol\u00eancia que criamos uma certa resist\u00eancia. Tento quebrar essa banaliza\u00e7\u00e3o e mostrar o drama que a cidade vive com n\u00fameros impactantes. N\u00e3o fazia ideia [sobre o n\u00famero de \u00e1reas controladas ilegalmente], nunca se fez um estudo assim\u201d.<\/p>\n<p>A palavra \u2018guerra\u2019 j\u00e1 era usada de forma pontual em ve\u00edculos como\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/em-clima-de-guerra-jacarezinho-encontra-no-samba-resistencia-21757195\">O Globo<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/tempo\/noticia\/2017\/08\/forcas-armadas-voltam-guerra-no-rio-de-janeiro.html\">\u00c9poca<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2017\/08\/17\/rio-pistas-por-assassino-de-policial-no-jacarezinho-rendem-r-50-mil-guerra-ja-fez-4-mortos.htm\">UOL<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/06\/16\/politica\/1497616238_902747.html\">El Pa\u00eds<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/odia.ig.com.br\/rio-de-janeiro\/2017-08-04\/militares-fazem-a-maior-operacao-desde-a-2-guerra-para-coibir-narcotrafico.html\">O Dia<\/a>\u00a0para descrever comparativamente a viol\u00eancia no Rio de Janeiro. No Extra, o uso do voc\u00e1bulo para nomear toda uma editoria tornou-se um posicionamento: \u201cfoi a forma que encontramos de berrar: isso n\u00e3o normal! \u00c9 a op\u00e7\u00e3o que temos para n\u00e3o deixar nosso olhar jornal\u00edstico acomodado diante da barb\u00e1rie\u201d, diz o editorial de lan\u00e7amento.<\/p>\n<p>\u201cAssalto tem em qualquer lugar do mundo, mas uma\u00a0<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/bebe-atingido-por-dois-tiros-dentro-da-barriga-da-mae-em-duque-de-caxias-21542692.html\">bala perdida atingir um beb\u00ea dentro da barriga da m\u00e3e<\/a>\u00a0n\u00e3o acontece em qualquer lugar do mundo. As situa\u00e7\u00f5es sa\u00edram muito da normalidade\u201d, disse o editor-assistente Giampaolo Braga, respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o da cobertura Guerra do Rio, ao\u00a0<strong>Centro Knight.\u00a0<\/strong>\u201cEstava acontecendo uma naturaliza\u00e7\u00e3o do leitor. Quando voc\u00ea tem a primeira crian\u00e7a morta por bala perdida, \u00e9 uma grande como\u00e7\u00e3o. Mas quando tem a mil\u00e9sima, n\u00e3o podemos achar que \u00e9 normal\u201d.<\/p>\n<p>No sentido de promover uma mudan\u00e7a no cotidiano violento da cidade, Extra e O Globo organizaram nos dias 30 e 31 de agosto o\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/acompanhe-ao-vivo-primeiro-dia-de-debates-do-seminario-reage-rio-21763253\">semin\u00e1rio \u2018Reage, Rio!\u2019<\/a>\u00a0para discutir solu\u00e7\u00f5es para a crise no estado em temas como seguran\u00e7a, mobilidade urbana e economia. No dia 3 de setembro, os principais debates\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/cinquenta-propostas-feitas-no-reage-rio-para-virar-jogo-21779006\">foram\u00a0publicados<\/a>\u00a0em cadernos especiais nos dois jornais.<\/p>\n<p>Soares esclarece, no entanto, que a posi\u00e7\u00e3o dos rep\u00f3rteres permanece neutra. \u201cO jornalista busca uma posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica sobre o que est\u00e1 acontecendo. Buscamos informa\u00e7\u00f5es que possam melhorar o debate\u201d, afirmou o rep\u00f3rter.<\/p>\n<p>As reportagens que se encaixam no conceito de guerra do jornal ganharam espa\u00e7o em p\u00e1ginas com projeto gr\u00e1fico estilizado. Exemplos de mat\u00e9rias da \u2018Guerra do Rio\u2019 incluem a\u00a0<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/testemunha-conta-que-100-pm-morto-no-rio-foi-executado-com-disparos-da-propria-arma-21752250.html\">execu\u00e7\u00e3o do 100\u00ba policial militar assassinado<\/a>\u00a0este ano no estado do Rio de Janeiro, a\u00a0<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/comunidades-da-zona-norte-do-rio-sao-alvo-de-megaoperacao-das-forcas-de-seguranca-21728099.html\">megaopera\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas em favelas cariocas<\/a>\u00a0e at\u00e9 o caso de\u00a0<a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/casos-de-policia\/guerra-do-rio\/cachorro-baleado-no-jacarezinho-esta-em-busca-de-dono-21720210.html\">um cachorro baleado durante tiroteio<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cColocar todo o material de pol\u00edcia na mesma p\u00e1gina acabava colocando em um espa\u00e7o menor o que deveria ter mais destaque. Fazemos um esfor\u00e7o di\u00e1rio para fugir da banaliza\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Braga.<\/p>\n<p>O editorial informa que, mais do que p\u00e1ginas especiais, o que mudou tamb\u00e9m foi o \u201cjeito de olhar, interpretar e contar o que est\u00e1 acontecendo ao nosso redor\u201d. \u201cN\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7a na maneira de apurar, mas na maneira de analisar. Antes, eram situa\u00e7\u00f5es que ficavam separadas ao longo da edi\u00e7\u00e3o. A editoria nos permite dar uma vis\u00e3o mais ampla sobre a viol\u00eancia no Rio\u201d, resumiu Braga.<\/p>\n<p>No entanto, para os quatro rep\u00f3rteres que trabalham na cobertura de seguran\u00e7a p\u00fablica no Extra, a \u00fanica mudan\u00e7a, afirma Soares, foi a amplia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o -- o que antes rendia uma p\u00e1gina no impresso hoje ocupa tr\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cIsso foi interessante para o nosso trabalho e gerou um debate fundamental\u201d, disse Soares, e ressaltou: \u201cNos \u00faltimos anos temos trabalhado numa linha respeitando os direitos humanos e vamos continuar assim. \u00c9 um posicionamento que eu e outros rep\u00f3rteres temos. Continuamos com o trabalho de dar cara e voz \u00e0s vitimas da viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>No lan\u00e7amento da editoria, o jornal faz uma esp\u00e9cie de defesa pr\u00e9via ao afirmar que \u201co discurso de guerra, quando desvirtuado, serve para encobrir a trucul\u00eancia da pol\u00edcia que atira primeiro e pergunta depois\u201d. O texto arremata: o Extra defende uma guerra \u201cbaseada na intelig\u00eancia, no combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o policial, e que tenha como alvo n\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o civil, mas o poder econ\u00f4mico das m\u00e1fias e de todas as suas articula\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCriar uma editoria de guerra depois de 30 anos convivendo em jornais no Rio de Janeiro e dar enfoque \u00e0 pol\u00edcia \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o de derrota. Chegar nesse est\u00e1gio n\u00e3o \u00e9 orgulho nenhum, \u00e9 um fracasso. O Extra deve ser o \u00fanico jornal no planeta que tem uma editoria de guerra em um pa\u00eds que n\u00e3o reconhece a guerra\u201d, afirma o diretor de reda\u00e7\u00e3o do jornal, Octavio Guedes, no v\u00eddeo de lan\u00e7amento.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00edticas e pol\u00eamica<\/strong><\/p>\n<p>A estreia da \u2018Guerra do Rio\u2019 foi recebida com pol\u00eamica pela imprensa e especialistas em seguran\u00e7a p\u00fablica. O principal ponto que cr\u00edticos levantam \u00e9 que o posicionamento do legitimiza poss\u00edveis abusos do uso de for\u00e7a e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos vindos do Estado.<\/p>\n<p>\u201c[A palavra guerra] na conversa informal, sem problema, vale tudo \u2013 mas quando ganha tons oficiais, abre-se uma tampa perigosa, muito al\u00e9m de mera quest\u00e3o sem\u00e2ntica. A guerra prev\u00ea rendi\u00e7\u00e3o ou exterm\u00ednio total do inimigo, e eventual sacrif\u00edcio de inocentes em nome do objetivo. As leis mudam, os direitos individuais s\u00e3o revogados. O cotidiano de toda a popula\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o apenas de uma parte \u2013 altera-se profundamente\u201d, escreveu o jornalista Aydano Andr\u00e9 Motta no\u00a0<a href=\"http:\/\/projetocolabora.com.br\/cidades\/guerra-de-cada-um\/\">Projeto Colabora<\/a>.<\/p>\n<p>Jornalista especializada em seguran\u00e7a p\u00fablica, Cec\u00edlia Olliveira afirma que a cria\u00e7\u00e3o da editoria endossa uma pol\u00edtica fracassada de seguran\u00e7a. Em um\u00a0<a href=\"https:\/\/theintercept.com\/2017\/08\/16\/ao-criar-editoria-de-guerra-jornal-extra-endossa-politica-de-seguranca-fracassada-do-estado\/\">artigo para o The Intercept Brasil<\/a>, ela cita um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que aponta para uma rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca entre Estado e imprensa a favor de uma vis\u00e3o de mundo em comum que alimenta o medo e a inseguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Olliveira lembra que a Pol\u00edcia Militar do Estado do Rio chegou a agradecer,\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/raullsantiago\/status\/898190992121188353\">no Twitter<\/a>, a nova editoria do jornal. Para ela, isso significa tomar uma dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao de cumprir o papel de imprensa, que se prop\u00f5e a fiscalizar os poderes e n\u00e3o endossar o discurso estatal.<\/p>\n<p>\u201cO discurso governamental \u00e9 o reproduzido nos jornais. Quando voc\u00ea assume que \u00e9 uma guerra, voc\u00ea ignora uma s\u00e9rie de fatores que t\u00eam acontecido\u201d, disse Olliveira ao\u00a0<strong>Centro Knight<\/strong>. \u201cVoc\u00ea ignora a falta de planejamento em seguran\u00e7a p\u00fablica, a falta de investimento em intelig\u00eancia, a corrup\u00e7\u00e3o e o dinheiro desviado no governo do S\u00e9rgio Cabral [ex-governador do Rio, que hoje est\u00e1 preso acusado de corrup\u00e7\u00e3o] e as v\u00e1rias raz\u00f5es da viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Outro ponto de discord\u00e2ncia \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 precis\u00e3o do uso do termo \u201cguerra\u201d. J\u00e1 em 2008, o jornalista\u00a0<a href=\"https:\/\/charleaux.wordpress.com\/cicv\/\">Jo\u00e3o Paulo Charleaux havia escrito<\/a>\u00a0que o contexto de viol\u00eancia brasileiro n\u00e3o se encaixa nem na defini\u00e7\u00e3o legal nem humanit\u00e1ria. Sob o ponto de vista do Direito, guerra \u00e9 \u201c\u00e9 um conflito armado entre as for\u00e7as armadas de dois ou mais pa\u00edses\u201d, escreve Charleaux. J\u00e1 no aspecto humanit\u00e1rio, o estado de guerra \u00e9 definido pela Conven\u00e7\u00e3o de Genebra de 1949, em que alguns direitos humanos ficam reduzidos e a prerrogativa do uso letal da for\u00e7a \u00e9 ampliada.<\/p>\n<p>\u201cUm jornalismo de qualidade deveria, portanto, zelar pelo uso correto deste termo tanto quanto o faz na editoria de esporte, j\u00e1 que ningu\u00e9m chama uma falta cometida fora da \u00e1rea de p\u00eanalti\u201d, escreveu Charleaux, que tamb\u00e9m resumiu para o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2017\/08\/17\/O-que-dizem-os-que-veem-uma-guerra-no-Rio.-E-os-que-n%C3%A3o-veem\">site Nexo<\/a>\u00a0os dois lados do debate.<\/p>\n<p>O fundador da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.anf.org.br\/estamos-em-guerra\/\">Ag\u00eancia de Not\u00edcias da Favela<\/a>, Andr\u00e9 Fernandes, entende outra defini\u00e7\u00e3o de guerra. Para ele, \u00e9 o cotidiano de brutalidade policial que moradores de favelas vivem h\u00e1 anos. \u201cA pol\u00edcia [...] entra nas favelas de forma desorganizada e sempre mata inocentes. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma intelig\u00eancia e, sim, muita brutalidade na opera\u00e7\u00e3o policial que acontece desde o dia 11 no Jacarezinho [...]\u201d, escreveu ele.<\/p>\n<p>Em reportagem para o El Pa\u00eds, a jornalista Mar\u00eda Martin escreve: \u201c<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/17\/politica\/1503007115_454270.html\">Entre<\/a><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/17\/politica\/1503007115_454270.html\">\u00a0as discuss\u00f5es virtuais,<\/a>\u00a0a favor e contra, tem surgido uma outra quest\u00e3o: o que acontece no Rio n\u00e3o tem nome\u201d. Mas para Olliveira, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 achar um termo definidor, mas sim entender que generalizar a situa\u00e7\u00e3o do Rio em apenas um conceito significa simplificar demais.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea chama de guerra, voc\u00ea simplifica e simplifica errado. N\u00e3o d\u00e1 para simplificar, porque a situa\u00e7\u00e3o do Rio n\u00e3o \u00e9 simples\u201d, disse.<\/p>\n<p><em>Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u201cM\u00e3e, n\u00e3o aguento mais essa\u00a0guerra\u201d, dizia uma menina de 10 anos em um \u00e1udio publicado pelo jornal Extra, do Rio de Janeiro. A crian\u00e7a \u00e9 moradora de Manguinhos, comunidade da Zona Norte da cidade com um\u00a0cotidiano de confrontos armados.<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[1615],"coauthors":[],"class_list":["post-54644","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br","tag-violencia-contra-jornalistas-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Jornal Extra cria \u2018editoria de guerra\u2019 para cobrir viol\u00eancia no Rio e \u00e9 criticado por especialistas em seguran\u00e7a - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Jornal Extra cria \u2018editoria de guerra\u2019 para cobrir viol\u00eancia no Rio e \u00e9 criticado por especialistas em seguran\u00e7a Viol\u00eancia Contra Jornalistas. 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