{"id":54897,"date":"2017-11-22T13:17:01","date_gmt":"2017-11-22T18:17:01","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=54897"},"modified":"2022-05-23T13:17:53","modified_gmt":"2022-05-23T18:17:53","slug":"pesquisa-paginas-hiperlocais-no-facebook-cobrem-areas-do-rio-de-janeiro-ignoradas-pela-midia-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/pesquisa-paginas-hiperlocais-no-facebook-cobrem-areas-do-rio-de-janeiro-ignoradas-pela-midia-tradicional\/","title":{"rendered":"Pesquisa: P\u00e1ginas hiperlocais no Facebook cobrem \u00e1reas do Rio de Janeiro ignoradas pela m\u00eddia tradicional"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Pablo Nunes, pesquisador do CESeC (*)<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Apesar da promessa de que internet seria um caminho para criar uma\u00a0<i>aldeia global<\/i>\u00a0ter, em certa medida, se realizado, os meios digitais tamb\u00e9m permitiram a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o hiperlocalizada e hiperespecializada. No Brasil, onde<a href=\"http:\/\/www.internetworldstats.com\/south.htm%23br\"><span class=\"s2\">\u00a0<\/span><span class=\"s3\">66% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 conectada \u00e0 internet<\/span><\/a>, as redes sociais v\u00eam permitindo a cria\u00e7\u00e3o de m\u00eddias hiperlocais \u2013 p\u00e1ginas e grupos que tem como foco um bairro, uma localidade ou mesmo uma rua.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Atualmente, as p\u00e1ginas de bairros do Rio de Janeiro cumprem um papel importante no que se refere ao consumo de informa\u00e7\u00e3o sobre eventos, servi\u00e7os p\u00fablicos, viol\u00eancia e crime no cotidiano dos moradores da cidade. Essas p\u00e1ginas cada vez mais ganham espa\u00e7o e import\u00e2ncia, uma vez que o jornalismo tradicional n\u00e3o conseguiu superar seu distanciamento das favelas e dos bairros perif\u00e9ricos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Vemos nos resultados preliminares da pesquisa<a href=\"https:\/\/www.ucamcesec.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/BoletimCESeC_Web.pdf\"><span class=\"s3\">\u00a0<i>\u201cM\u00eddia e Viol\u00eancia: o que mudou em dez anos\u201d<\/i>,<\/span><\/a><\/span><span class=\"s3\">\u00a0<\/span><span class=\"s1\">em finaliza\u00e7\u00e3o,<\/span><span class=\"s4\">\u00a0<\/span><span class=\"s1\">que a produ\u00e7\u00e3o de not\u00edcias sobre seguran\u00e7a p\u00fablica continua a ter como foco priorit\u00e1rio os territ\u00f3rios considerados de maior interesse pelos ve\u00edculos de imprensa \u2013 como os bairros mais afluentes, onde residem os assinantes de jornais e revistas. A mesma pesquisa tamb\u00e9m identificou a aus\u00eancia de not\u00edcias sobre os territ\u00f3rios com maiores taxas de homic\u00eddios, como, por exemplo, a Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Para entender melhor esse fen\u00f4meno, realizamos a an\u00e1lise de 156 p\u00e1ginas do\u00a0<i>Facebook<\/i>, extraindo 900\u00a0<i>posts<\/i>\u00a0de cada uma, num total de 64.529\u00a0<i>post<\/i>s, abrangendo o per\u00edodo de setembro de 2010 a julho de 2017. As p\u00e1ginas estudadas s\u00e3o muito heterog\u00eaneas entre si. Por exemplo, em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de \u201c<i>likes<\/i>\u201d, a \u201cRio de Nojeira\u201d ocupa o primeiro lugar no ranking, com 796 mil curtidas, seguida de \u201cBangu ao Vivo\u201d, com 652 mil. No extremo oposto temos a p\u00e1gina \u201cFavela News Rio de Janeiro\u201d com 259 f\u00e3s. Para fins de compara\u00e7\u00e3o, a p\u00e1gina do jornal\u00a0<i>Extra<\/i>\u00a0no\u00a0<i>Facebook<\/i>\u00a0tem 2.180.081 f\u00e3s e a do\u00a0<i>Globo<\/i>, 5.476.898 \u2013 n\u00fameros bem superiores aos do universo focalizado pela nossa pesquisa. J\u00e1 a do jornal\u00a0<i>O Dia\u00a0<\/i>tem 595.806, menos que os quase 800 mil que seguem a \u201cRio de Nojeira\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A maior parte dos textos, fotos e v\u00eddeos publicados focaliza, al\u00e9m da viol\u00eancia, outras quest\u00f5es locais cotidianas, recuperando ao menos parte do papel dos pequenos jornais que circulavam nos bairros e favelas da cidade e hoje praticamente desapareceram, seja por falta de recursos, seja pela populariza\u00e7\u00e3o da internet. Observou-se, por outro lado, que, entre as postagens mais curtidas ou compartilhadas, v\u00e1rias tratavam de assuntos ou hist\u00f3rias sem rela\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria com o contexto local.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Dos\u00a0<i>posts<\/i>\u00a0que se ocupam de seguran\u00e7a e viol\u00eancia (44% dos textos), foi poss\u00edvel circunscrever tr\u00eas grupos tem\u00e1ticos: um, relacionado \u00e0 din\u00e2mica do tr\u00e1fico de drogas e das fac\u00e7\u00f5es criminosas (12% dos textos), especialmente nas favelas; outro, relativo \u00e0s a\u00e7\u00f5es policiais (20 % dos textos); e um terceiro, voltado \u00e0 autoprote\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os por meio de relatos de crimes e da identifica\u00e7\u00e3o de supostos criminosos (12% dos textos).<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Os\u00a0<i>posts<\/i>\u00a0relativos a acontecimentos do \u201cmundo do crime\u201d versaram sobre confrontos, disputas territoriais, mortes de integrantes dos grupos do tr\u00e1fico. Em suma, expressam claramente din\u00e2micas t\u00edpicas da criminalidade no Rio de Janeiro: o controle territorial armado por grupos criminosos e a disputa permanente entre fac\u00e7\u00f5es do tr\u00e1fico de drogas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Nas postagens relativas \u00e0s a\u00e7\u00f5es policiais, foram veiculadas informa\u00e7\u00f5es sobre opera\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es policiais, como\u00a0<i>blitzes<\/i>, pris\u00f5es, apreens\u00f5es e\/ou incurs\u00f5es em favelas. S\u00e3o\u00a0<i>posts\u00a0<\/i>que<i>\u00a0<\/i>frequentemente utilizam siglas e palavras do jarg\u00e3o policial \u2013 como \u201cguarni\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cflagrante\u201d, \u201cBOPM\u201d (Boletim de Ocorr\u00eancia da Pol\u00edcia Militar), \u201cVTR\u201d (viatura) etc. Outras publica\u00e7\u00f5es trazem textos copiados de sites de jornais, sem men\u00e7\u00e3o \u00e0 fonte. A aus\u00eancia do cuidado no cr\u00e9dito para a informa\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s caracteriza em grande parte a circula\u00e7\u00e3o desse tipo conte\u00fado, que se reproduz de forma viral, tanto no\u00a0<i>Facebook<\/i>\u00a0quando em grupos de\u00a0<i>WhatsApp<\/i>\u00a0e em outros aplicativos, sem preocupa\u00e7\u00e3o com a origem do informe.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Por fim, no terceiro grupo de postagens, os autores revelam o intuito de produzir uma rede de ajuda e prote\u00e7\u00e3o m\u00fatua, unindo indiv\u00edduos com medo do crime e baixa confian\u00e7a no trabalho policial e na efic\u00e1cia do Estado em fazer cumprir a lei. A circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es nesse tipo de rede, se, por um lado contribui para reduzir o risco de moradores de territ\u00f3rios conflagrados, carrega, por outro, o risco do vigilantismo e do justi\u00e7amento.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Outro efeito potencialmente danoso desse tipo de postagem \u00e9 o da reprodu\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos e preconceitos. Quando se analisa, por exemplo, o perfil dos que aparecem em fotos de \u201csuspeitos\u201d ou alegados criminosos, com frequ\u00eancia vemos homens jovens e negros, v\u00edtimas maiores da viol\u00eancia social e institucional no Brasil. Ao contr\u00e1rio de certas expectativas muito otimistas, a Internet n\u00e3o \u00e9 necessariamente um espa\u00e7o de quebra de barreiras e preconceitos hist\u00f3ricos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Realizamos tamb\u00e9m a an\u00e1lise de\u00a0<i>grafos<\/i>, que s\u00e3o recursos para mensurar a intera\u00e7\u00e3o entre as p\u00e1ginas, construindo visualmente \u201cmapas de afinidades\u201d a partir das curtidas de cada p\u00e1gina em outras, dentro ou fora desse universo. Pela an\u00e1lise da conex\u00e3o entre p\u00e1ginas dentro e fora do universo analisado, foi poss\u00edvel perceber que as ditas \u201chiperlocais\u201d n\u00e3o configuram \u201cbolhas\u201d fechadas, mas se articulam em redes bem mais extensas, nem sempre definidas pelo enfoque territorial.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O estudo desse fen\u00f4meno tipicamente carioca nos ajudou a perceber n\u00e3o s\u00f3 a pot\u00eancia e relev\u00e2ncia desses comunicadores para a popula\u00e7\u00e3o da cidade, mas tamb\u00e9m revelou que existe uma car\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es que a m\u00eddia tradicional n\u00e3o sabe ou n\u00e3o se interessa em suprir. Mas \u00e9 importante pontuar que tais canais de informa\u00e7\u00e3o, em sua maioria, carecem de uma caracter\u00edstica fundamental do Jornalismo: a checagem dos fatos. Na verdade, a imprensa vem se valendo dessas p\u00e1ginas como novas fontes de informa\u00e7\u00e3o, checando as not\u00edcias sobre ocorr\u00eancias e incorporando aos seus sites v\u00eddeos e fotos postados na m\u00eddia social.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Uma das conclus\u00f5es desse estudo \u00e9 que h\u00e1 um grupo de p\u00e1ginas que produzem conte\u00fados como forma de contrapor o discurso do senso comum, que estigmatiza as favelas e bairros pobres, legitimando a a\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria da pol\u00edcia. Com um smartphone em m\u00e3os, ativistas conseguem documentar condutas violentas e criminosas de policiais, execu\u00e7\u00f5es ou extors\u00f5es. Essas informa\u00e7\u00f5es muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o registradas pelos grandes jornais, inclusive por causa de protocolos de seguran\u00e7a impostos aos jornalistas. \u00a0Num momento de restri\u00e7\u00e3o de atua\u00e7\u00e3o dos jornalistas em territ\u00f3rios de favela, ter outros comunicadores de dentro desses territ\u00f3rios produzindo informes sobre seu contexto de viol\u00eancia \u00e9 fundamental para que o assunto seja pautado na opini\u00e3o p\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Mas tamb\u00e9m h\u00e1 o lado negativo dessa produ\u00e7\u00e3o, que acaba reiterando estere\u00f3tipos constru\u00eddos sobre o \u201cbandido\u201d por meio da divulga\u00e7\u00e3o de fotografias de jovens, homens e em sua grande maioria negros, perfil da popula\u00e7\u00e3o que mais morre por homic\u00eddio no Brasil. De certa forma, a reprodu\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos, as informa\u00e7\u00f5es descontextualizadas, quando n\u00e3o falsas, e a velocidade com que essas \u201cnot\u00edcias\u201d circulam pelas redes podem contribuir para o crescimento do sentimento de medo e para rea\u00e7\u00f5es violentas entre os que consomem essas postagens.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O contexto da seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil \u00e9 dram\u00e1tico: 61.600 pessoas morreram v\u00edtimas de homic\u00eddio em 2016, sendo que 4.200 foram mortas por policiais. Na cidade do Rio de Janeiro, 1.900 foram mortas no ano passado e a pol\u00edcia matou 460 pessoas. Por isso acreditamos que o monitoramento dessas p\u00e1ginas continua tendo relev\u00e2ncia para nos indicar como a popula\u00e7\u00e3o tem se relacionado com a viol\u00eancia cotidiana e como est\u00e1 sua rela\u00e7\u00e3o com os \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica e com a imprensa.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">\n<p class=\"p3\"><span class=\"s5\">*\u00a0<\/span><span class=\"s1\"><b>Pablo Nunes<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s1\">Graduado em Ci\u00eancias Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Ci\u00eancias Sociais pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais (PPCIS-UERJ). Desde 2015 \u00e9 doutorando em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pelo Instituto de Estudos Sociais e Pol\u00edticos (IESP-UERJ). \u00c9 pesquisador no Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC) onde desenvolve pesquisas relacionadas a pol\u00edtica p\u00fablica de seguran\u00e7a, viol\u00eancia e sociabilidade em favelas cariocas, m\u00eddia sociais, jornalismo e a rela\u00e7\u00e3o com a viol\u00eancia, avalia\u00e7\u00e3o de projetos sociais, etc.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em>Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da promessa de que internet seria um caminho para criar uma\u00a0aldeia global\u00a0ter, em certa medida, se realizado, os meios digitais tamb\u00e9m permitiram a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o hiperlocalizada e hiperespecializada. 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