{"id":54939,"date":"2017-10-15T13:53:35","date_gmt":"2017-10-15T18:53:35","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=54939"},"modified":"2022-05-23T13:54:51","modified_gmt":"2022-05-23T18:54:51","slug":"ao-investigar-o-passado-jornalistas-reescrevem-memoria-coletiva-sobre-violacoes-de-direitos-humanos-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/ao-investigar-o-passado-jornalistas-reescrevem-memoria-coletiva-sobre-violacoes-de-direitos-humanos-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Ao investigar o passado, jornalistas reescrevem mem\u00f3ria coletiva sobre viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Todos querem ser senhores da mem\u00f3ria e do esquecimento, escreveu o historiador franc\u00eas Jacques Le Goff no come\u00e7o dos anos 1980, a prop\u00f3sito das disputas entre diferentes grupos sociais pela mem\u00f3ria coletiva de uma sociedade. Ao estudar a rela\u00e7\u00e3o entre comunica\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria, a comunic\u00f3loga brasileira Marialva Barbosa retomou a ideia de Le Goff para afirmar que jornalistas s\u00e3o tamb\u00e9m \u201csenhores da mem\u00f3ria\u201d, j\u00e1 que cotidianamente selecionam e determinam o que deve ser lembrado e o que pode ser esquecido.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Embora o jornalismo esteja especialmente associado \u00e0 narrativa do presente, alguns jornalistas escolhem o passado como objeto de investiga\u00e7\u00e3o. Na Am\u00e9rica Latina, muitos profissionais e iniciativas t\u00eam se dedicado a recontar hist\u00f3rias que foram abafadas por um contexto social de repress\u00e3o e viol\u00eancia no momento em que aconteceram e que hoje podem vir \u00e0 tona, ajudando a reescrever a mem\u00f3ria coletiva de pa\u00edses e da regi\u00e3o como um todo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No Chile, os anos de 1973 a 1990 t\u00eam sido o foco dessas investiga\u00e7\u00f5es, por ser o per\u00edodo em que o pa\u00eds permaneceu sob o jugo do ditador Augusto Pinochet. Ap\u00f3s liderar um golpe militar que derrubou o governo democraticamente eleito de Salvador Allende, Pinochet imp\u00f4s uma violenta repress\u00e3o a opositores, prendendo e torturando mais de 40 mil pessoas e assassinando mais de 3 mil,<a href=\"http:\/\/www.indh.cl\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/Informe2011.pdf\">\u00a0segundo uma comiss\u00e3o presidencial estabeleceu em 2011<\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O<a href=\"http:\/\/premioperiodismo.museodelamemoria.cl\/\">\u00a0Pr\u00eamio Jornalismo, Mem\u00f3ria e Direitos Humanos<\/a>, realizado pelo<a href=\"http:\/\/museodelamemoria.cl\/\">\u00a0Museu da Mem\u00f3ria e dos Direitos Humanos<\/a>\u00a0com o Col\u00e9gio de Jornalistas do Chile anualmente desde 2015, busca reconhecer o trabalho de jornalistas que se dedicam a dar visibilidade \u00e0s viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas pelo Estado chileno naquele per\u00edodo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cExiste muita consci\u00eancia entre os jornalistas de que a mem\u00f3ria e os direitos humanos s\u00e3o um tema importante e relevante para tratar em seus meios\u201d, disse Paula S\u00e1nchez, diretora de comunica\u00e7\u00e3o do Museu, ao Centro Knight. \u201cAinda assim, no Chile alguns meios est\u00e3o nas m\u00e3os de grupos econ\u00f4micos a quem incomoda tocar nesses temas, porque acham que h\u00e1 um vi\u00e9s pol\u00edtico de esquerda ao se falar de algo ocorrido entre 1973 e 1990.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A jornalista Ivonne Toro, editora do site<a href=\"http:\/\/www.theclinic.cl\/\">\u00a0The Clinic<\/a>, foi a vencedora do pr\u00eamio chileno em 2016 com a reportagem<a href=\"http:\/\/www.theclinic.cl\/2016\/07\/24\/marta-ugarte-y-el-horror-de-los-cuerpos-lanzados-al-mar-en-dictadura\/\">\u00a0\u201cMarta Ugarte y el horror de los cuerpos lanzados al mar en dictadura\u201d<\/a>\u00a0(\u201cMarta Ugarte e o horror dos corpos lan\u00e7ados ao mar durante a ditadura\u201d), que resgata a hist\u00f3ria do m\u00e9todo de execu\u00e7\u00e3o de opositores por agentes do governo que consistia em lan\u00e7\u00e1-los ao mar nos chamados \u201cvoos da morte\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cGrande parte do pa\u00eds considera que se deve avan\u00e7ar sem olhar para o passado\u201d, disse Toro ao Centro Knight. \u201cH\u00e1 certa evas\u00e3o massiva a respeito dos temas que \u2018nos dividem\u2019. Em nosso meio [The Clinic], consideramos que \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o \u00e9tica examinar o que aconteceu no pa\u00eds, as hist\u00f3rias individuais que mostram que os desaparecimentos for\u00e7ados e as torturas n\u00e3o foram temas isolados, mas foram parte de uma pol\u00edtica de repress\u00e3o estatal validada por parte da sociedade civil.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na reportagem que venceu o pr\u00eamio Jornalismo, Mem\u00f3ria e Direitos Humanos no ano passado, Toro conta a hist\u00f3ria de Marta Ugarte, opositora da ditadura de Pinochet\u00a0<a href=\"http:\/\/www.theclinic.cl\/2016\/07\/24\/marta-ugarte-y-el-horror-de-los-cuerpos-lanzados-al-mar-en-dictadura\/\">cujo corpo foi encontrado em uma praia chilena em 1976 com marcas de torturas acachapantes,<\/a>\u00a0o que confirmou a realiza\u00e7\u00e3o dos \u201cvoos da morte\u201d pelos repressores. A jornalista trata especialmente do tormento vivido pelas duas irm\u00e3s de Marta, que, hoje idosas, tiveram suas vidas marcadas pela barb\u00e1rie.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para Toro, quando a narrativa jornal\u00edstica traz hist\u00f3rias pessoais, contadas por quem viveu os epis\u00f3dios, ajuda a promover a empatia e o entendimento do impacto real da viol\u00eancia estatal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201c\u00c9 diferente dizer que milhares de pessoas foram sequestradas, torturadas e desaparecidas sem contar o que aconteceu com uma pessoa em particular, como era sua vida antes de sua pris\u00e3o, o que aconteceu com as pessoas que nunca mais a viram\u201d, afirmou. \u201cEssa hist\u00f3ria pessoal, que representa uma hist\u00f3ria coletiva, gera a empatia necess\u00e1ria para entender que a persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel, que n\u00e3o h\u00e1 justificativa para o que aconteceu no pa\u00eds. Quando descrevemos o n\u00edvel de crueldade dos repressores, n\u00e3o \u00e9 para ser m\u00f3rbido, \u00e9 para caracterizar do que estamos falando quando acusamos algu\u00e9m de tortura\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Quebrando a barreira do sil\u00eancio<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Entre 1964 e 1985, o Brasil tamb\u00e9m passou por uma ditadura militar que torturou e assassinou opositores. No pa\u00eds, a repress\u00e3o estatal teve como um de seus epis\u00f3dios mais emblem\u00e1ticos o assassinato de um jornalista. Vladimir Herzog, ent\u00e3o diretor de jornalismo da TV Cultura, rede p\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo, foi preso, torturado e morto por agentes da ditadura em 25 de outubro de 1975.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quatro anos depois, ainda sob o governo ditatorial, um grupo de jornalistas e de ativistas pela democracia realizava a primeira edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.premiovladimirherzog.org.br\/o-premio.asp\">pr\u00eamio Vladimir Herzog<\/a>. Assim como a iniciativa chilena, o pr\u00eamio brasileiro tamb\u00e9m celebra trabalhos jornal\u00edsticos em defesa dos direitos humanos. J\u00e1 em sua 39\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o pr\u00eamio segue reconhecendo reportagens que se voltam para o per\u00edodo da ditadura para trazer novas vers\u00f5es de epis\u00f3dios passados ou para tentar entender o presente do pa\u00eds.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quem chama a aten\u00e7\u00e3o para este fato \u00e9 o jornalista Lucas Figueiredo, ele mesmo vencedor do pr\u00eamio Vladimir Herzog duas vezes,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.premiovladimirherzog.org.br\/busca-resultado-autor.asp?id=482&amp;letra=L\">na categoria Livro Reportagem<\/a>: em 2005, com \u201cMinist\u00e9rio do Sil\u00eancio\u201d, sobre o servi\u00e7o secreto brasileiro, e em 2009, com \u201cOlho por olho\u201d, sobre os livros secretos do regime ditatorial brasileiro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cNa ditadura, a academia foi violentamente cerceada, mas nas reda\u00e7\u00f5es, apesar da censura, os jornalistas continuaram podendo circular, conversar com as fontes, inclusive na \u00e1rea militar\u201d, disse ao Centro Knight. \u201cMesmo que n\u00e3o pudessem publicar tudo o que viam, todos os documentos que possu\u00edam, os jornalistas conquistaram um lugar de excel\u00eancia na pesquisa dos crimes cometidos na ditadura. Tanto \u00e9 assim que at\u00e9 hoje as principais revela\u00e7\u00f5es do per\u00edodo s\u00e3o feitas por jornalistas.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Denise Assis \u00e9 uma das jornalistas brasileiras que se dedicou a investigar epis\u00f3dios da ditadura quando ela ainda estava em vigor, e muitas de suas investiga\u00e7\u00f5es s\u00f3 vieram \u00e0 tona depois de 1985, considerado o ano de transi\u00e7\u00e3o para a democracia no Brasil.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEu cheguei ao mercado em 1977, quando ainda havia repress\u00e3o e come\u00e7\u00e1vamos a esbo\u00e7ar os primeiros levantamentos sobre o ocorrido e os familiares iniciavam as reuni\u00f5es para trocas de informa\u00e7\u00e3o sobre os desaparecidos\u201d, disse ela ao Centro Knight.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assis e Figueiredo integraram a equipe de pesquisa da<a href=\"http:\/\/www.cnv.gov.br\/\">\u00a0Comiss\u00e3o Nacional da Verdade<\/a>\u00a0(CNV), que entre 2012 e 2014 investigou as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos pelo Estado brasileiro entre 1946 e 1988 e que contou com a colabora\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios jornalistas. A pesquisa de Figueiredo sobre os arquivos secretos da ditadura que os militares se recusaram a entregar \u00e0 CNV n\u00e3o foi inclu\u00edda no relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o, mas o jornalista a publicou em 2015 no livro \u201cLugar Nenhum - Militares e civis na oculta\u00e7\u00e3o de documentos da ditadura\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assis afirma que a experi\u00eancia como jornalista contou muito para seu trabalho na CNV. \u201cTemos a ousadia necess\u00e1ria para a investiga\u00e7\u00e3o\u201d, acredita. \u201c\u00c9 preciso ter muita disposi\u00e7\u00e3o para seguir perguntando, at\u00e9 que, por fim, a fonte cansada admite ou d\u00e1 a sua vers\u00e3o. Os jornalistas precisam ser pacientes e determinados. Numa investiga\u00e7\u00e3o, isto conta muito.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para ela, \u00e9 justamente este o principal desafio na investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica sobre este passado de repress\u00e3o estatal: \u201cquebrar a barreira do sil\u00eancio\u201d, dos repressores e especialmente das v\u00edtimas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cS\u00e3o pessoas que passaram por atrocidades e situa\u00e7\u00f5es inimagin\u00e1veis. A maioria luta por trazer tudo \u00e0 luz, mas mesmo assim h\u00e1 epis\u00f3dios que esbarram em vers\u00f5es contradit\u00f3rias, ou em pe\u00e7as chaves de depoimentos que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais poss\u00edveis porque os envolvidos j\u00e1 morreram\u201d, diz a jornalista. \u201cEm geral os familiares querem muito colaborar, por\u00e9m, eles tamb\u00e9m precisariam de documentos que os arquivos guardam e n\u00e3o v\u00eam a p\u00fablico, mesmo com a Lei da Transpar\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Figueiredo tamb\u00e9m comentou sobre a dificuldade em encontrar e verificar arquivos daquele per\u00edodo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA maior dificuldade \u00e9 conseguir documentos. E quando os conseguimos, \u00e9 preciso provar que s\u00e3o aut\u00eanticos\u201d explicou. \u201cH\u00e1 muita casca de banana nessa \u00e1rea.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mesmo com estes desafios, \u00e9 imposs\u00edvel comparar o campo de atua\u00e7\u00e3o dos jornalistas brasileiros de hoje \u00e0quele de seus colegas sob o regime militar, afirma.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cOs jornalistas que atuaram na ditadura n\u00e3o tinham liberdade, n\u00e3o podiam publicar tudo o que sabiam e corriam grande risco ao investigar. Hoje, temos liberdade para abordar um ex-torturador, por exemplo, sem receio de que ele acione o batalh\u00e3o do Ex\u00e9rcito\u201d, disse Figueiredo<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Reportar para n\u00e3o repetir<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O jornalista peruano \u00d3scar Castilla, diretor editorial de\u00a0<a href=\"https:\/\/ojo-publico.com\/\">Ojo P\u00fablico<\/a>, tamb\u00e9m tem se dedicado nos \u00faltimos 17 anos \u00e0 cobertura de um passado mais recente em seu pa\u00eds do que aquele revolvido por seus colegas no Chile e no Brasil. No Peru, entre 1980 e 2000 foram os anos mais intensos do conflito armado entre as for\u00e7as do Estado e \u201corganiza\u00e7\u00f5es subversivas\u201d, como descreve Castilla.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O per\u00edodo do terror peruano\u00a0<a href=\"https:\/\/memoria.ojo-publico.com\/investigacion\/una-tumba-de-datos\/\">afetou pelo menos 148 mil pessoas<\/a>, das quais 70 mil foram mortas ou desaparecidas, de acordo com a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cverdad.org.pe\/\">Comiss\u00e3o da Verdade peruana<\/a>, que operou entre 2001 e 2003. A grande maioria das v\u00edtimas - 92% - eram civis, atacados pelos dois lados em conflito. O\u00a0<a href=\"https:\/\/memoria.ojo-publico.com\/\">Projeto Mem\u00f3ria<\/a>, uma plataforma online de Ojo P\u00fablico sobre este per\u00edodo, busca \u201cresgatar do esquecimento hist\u00f3rias, fatos e identidades que de outra forma permaneceriam no anonimato completo\u201d, disse Castilla ao Centro Knight. \u201cAs feridas que o terror deixou no Peru ainda n\u00e3o se fecharam.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para realizar este projeto, Castilla e sua equipe tamb\u00e9m se debru\u00e7aram sobre a cobertura \u201cquente\u201d do conflito, realizada por seus colegas anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cAprender como o jornalismo dos anos 1980 e 90 enfrentou e narrou este tipo de hist\u00f3rias te muda a vida\u201d, disse Castilla. O jornalista tem a oportunidade \u00fanica de refletir sobre a cobertura em tempos de terror, evitar os erros que podem ser cometidos em momentos de polariza\u00e7\u00e3o extrema e tomar declara\u00e7\u00f5es de testemunhos diretos \u2013 alguns perpetradores est\u00e3o na pris\u00e3o, algumas v\u00edtimas ainda est\u00e3o vivas \u2013 de uma \u00e9poca que marcou o pa\u00eds de maneira traum\u00e1tica.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nesse sentido, \u201co jornalismo \u00e9 fundamental para evitar que estes fatos nefastos voltem a se repetir\u201d, acredita Castilla. Tamb\u00e9m o afirma Paula S\u00e1nchez, do Museu chileno, ao considerar que \u201co jornalismo \u00e9 pe\u00e7a-chave no resgate da mem\u00f3ria coletiva\u201d e que \u00e9 a mem\u00f3ria que pode evitar uma nova ditadura, como as vividas na segunda metade do s\u00e9culo 20 n\u00e3o s\u00f3 em Brasil e Chile, mas tamb\u00e9m Argentina, Uruguai, Paraguai e tantos outros pa\u00edses na regi\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA mem\u00f3ria coletiva \u00e9 uma raz\u00e3o para que n\u00f3s, jornalistas, cumpramos com a miss\u00e3o de relatar, contar e explicar. Isso porque contamos com as ferramentas e a capacidade para gerar confian\u00e7a entre protagonistas, testemunhas e, tamb\u00e9m, conectar com as novas gera\u00e7\u00f5es. Devemos ser facilitadores do direito de as pessoas recordarem e repararem suas feridas\u201d, diz S\u00e1nchez.<\/p>\n<p><em>Nota do editor: Essa hist\u00f3ria foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Am\u00e9ricas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos querem ser senhores da mem\u00f3ria e do esquecimento, escreveu o historiador franc\u00eas Jacques Le Goff no come\u00e7o dos anos 1980, a prop\u00f3sito das disputas entre diferentes grupos sociais pela mem\u00f3ria coletiva de uma sociedade. 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