{"id":55519,"date":"2022-05-25T15:02:59","date_gmt":"2022-05-25T20:02:59","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=55519"},"modified":"2022-08-02T10:47:27","modified_gmt":"2022-08-02T15:47:27","slug":"se-o-jornalismo-nao-reconhecer-que-existem-jornalistas-indigenas-acho-que-continuara-havendo-discriminacao-5-perguntas-para-edilma-prada-fundadora-e-editora-chefe-da-agenda-propia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/se-o-jornalismo-nao-reconhecer-que-existem-jornalistas-indigenas-acho-que-continuara-havendo-discriminacao-5-perguntas-para-edilma-prada-fundadora-e-editora-chefe-da-agenda-propia\/","title":{"rendered":"\u2018Se o jornalismo n\u00e3o reconhecer que existem jornalistas ind\u00edgenas, acho que continuar\u00e1 havendo discrimina\u00e7\u00e3o\u2019: 5 perguntas para Edilma Prada, fundadora e editora-chefe da Agenda Propia da Col\u00f4mbia"},"content":{"rendered":"<p>O conflito armado colombiano marcou a vida jornal\u00edstica de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/edilmaprada\">Edilma Prada<\/a>. Desde que terminou seus estudos escolares, no munic\u00edpio de Garz\u00f3n, departamento de Huila (sudoeste do pa\u00eds), come\u00e7ou como rep\u00f3rter de meios de comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1rios nos quais sua cobertura di\u00e1ria inclu\u00eda temas como pessoas desalojadas, ataques terroristas, assassinatos de l\u00edderes comunit\u00e1rios, entre outros. \"Comecei a cobrir esses t\u00f3picos de uma forma inocente, mas muito relacionada \u00e0 comunidade\", explicou.<\/p>\n<p>Mais tarde, como correspondente do canal do grupo El Tiempo, chegou ao departamento de Cauca (sudoeste do pa\u00eds), onde essas quest\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 continuaram marcando sua agenda, como o conflito ainda estava em fase mais forte, \"logo antes das negocia\u00e7\u00f5es de paz\". Foi em Cauca que ela viu que, embora houvesse apenas um conflito armado, as pessoas viviam de forma diferente dependendo da regi\u00e3o: ali, as comunidades ind\u00edgenas foram especialmente afetadas. Ela tamb\u00e9m conheceu a reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dessas comunidades, especialmente do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.onic.org.co\/pueblos\/2095-nasa\">povo Nasa<\/a> (localizado principalmente nesta \u00e1rea), sobre a forma como os jornalistas cobriam seus assuntos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-55522 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CincoPerguntasEdilmaPrada.png\" alt=\"Cinco Perguntas EdilmaPrada\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CincoPerguntasEdilmaPrada.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CincoPerguntasEdilmaPrada-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CincoPerguntasEdilmaPrada-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><\/p>\n<p>Foi com essa experi\u00eancia e conhecimento que em 2011 fundou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agendapropia.co\/\">Agenda Propia<\/a>, um meio que \"nasceu um pouco como uma resposta editorial \u00e0 falta de cobertura respons\u00e1vel ou para valorizar as vozes das comunidades sobre o que acontecia particularmente naquele territ\u00f3rio\". Embora a princ\u00edpio o ve\u00edculo se concentrasse no cotidiano de Cauca, ela percebeu que a quest\u00e3o das comunidades ind\u00edgenas era importante na Am\u00e9rica Latina (na regi\u00e3o h\u00e1 mais de 800 povos ind\u00edgenas) e que era melhor focar seus esfor\u00e7os em especiais jornal\u00edsticos mostrassem muito melhor essa realidade.<\/p>\n<p>Por meio de equipes e conselhos interculturais\u00a0\u2013que incluem jornalistas ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas\u2013 promovem uma maior variedade de vozes. Eles tamb\u00e9m realizam \"c\u00edrculos da conversa\", por meio dos quais lideran\u00e7as das comunidades ind\u00edgenas se re\u00fanem com jornalistas para discutir a realidade da regi\u00e3o: tudo com o objetivo de que a hist\u00f3ria reflita os sentimentos da comunidade. Esses\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agendapropia.co\/content\/guia-de-periodismo-colaborativo-intercultural\">processos colaborativos,<\/a> embora mais demorados\u00a0\u2014podem levar at\u00e9 sete meses\u2014 valem a pena, acredita Prada.<\/p>\n<p><strong>A LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong> a convidou para participar da se\u00e7\u00e3o \"5 perguntas\". Nesta entrevista, Prada fala sobre suas conquistas com a Agenda Propia, a situa\u00e7\u00e3o da liberdade de imprensa na Col\u00f4mbia para os comunicadores ind\u00edgenas e a necessidade de os jornalistas do pa\u00eds n\u00e3o esquecerem tamb\u00e9m de cobrir hist\u00f3rias de paz.<\/p>\n<p><i>(*Esta entrevista foi editada para maior clareza)<\/i><\/p>\n<p><strong>LJR: H\u00e1 cerca de um ano publicamos uma reportagem<\/strong><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/red-colaborativa-busca-cambiar-narrativas-de-medios-sobre-comunidades-indigenas-de-america-latina\/\"><strong> sobre o projeto Red Tejiendo Historias<\/strong><\/a><strong>, criado pela Agenda Propia, que teve como objetivo melhorar a cobertura das comunidades e quest\u00f5es ind\u00edgenas da regi\u00e3o. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, como voc\u00ea avalia esse processo nos jornalistas? Existe algo especialmente satisfat\u00f3rio?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Edilma Prada (EP):<\/strong> A Rede Tecendo Hist\u00f3rias nos permitiu come\u00e7ar a nos reconhecer, porque \u00e9 uma rede intercultural onde h\u00e1 jornalistas ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas. Ent\u00e3o, primeiro reconhe\u00e7a que na Am\u00e9rica Latina h\u00e1 interesse e que tamb\u00e9m h\u00e1 jornalistas n\u00e3o ind\u00edgenas que t\u00eam um interesse natural em descobrir essas quest\u00f5es. Para n\u00f3s, foi uma surpresa maravilhosa que haja tantos jornalistas interessados \u200b\u200bem fazer hist\u00f3rias de povos ind\u00edgenas e torn\u00e1-las um pouco melhores.<\/p>\n<p>E, por outro lado, jornalistas ind\u00edgenas, comunicadores ind\u00edgenas ou contadores de hist\u00f3rias ind\u00edgenas que tamb\u00e9m tenham interesse em aprender outras formas [de contar hist\u00f3rias]. Porque a rede tem essa interculturalidade na forma\u00e7\u00e3o, na cria\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o coletiva de hist\u00f3rias. Sinto que h\u00e1 uma abertura interessante na regi\u00e3o para fazer hist\u00f3rias de vozes interculturais, que \u00e9 uma das apostas mais importantes que a Red Tejiendo Historias tem e que \u00e9 ter consci\u00eancia de que a constru\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria, um especial que se faz sob a metodologia que a rede Agenda Pr\u00f3pria prop\u00f5e, \u00e9 com equipes interculturais.<\/p>\n<p>S\u00f3 para dar um exemplo, para jornalistas que n\u00e3o s\u00e3o ind\u00edgenas, a reportagem \u00e9 editada ou revisada ou aconselhada por jornalistas ind\u00edgenas, editores ind\u00edgenas. Ou os jornalistas que s\u00e3o ind\u00edgenas fazemos o esfor\u00e7o para que haja um assessor editorial n\u00e3o ind\u00edgena.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano, como voc\u00ea diz, fizemos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agendapropia.co\/especiales-principales\">tr\u00eas co-cria\u00e7\u00f5es<\/a>: uma s\u00e9rie sobre\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agendapropia.co\/voces-amazonia-escucha-la-memoria-habla\">Vozes da Amaz\u00f4nia<\/a>, uma s\u00e9rie sobre a realidade das\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agendapropia.co\/miradas-a-los-territorios-resistir-para-sanar\">mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na Am\u00e9rica Central<\/a> e uma s\u00e9rie sobre as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agendapropia.co\/caminos-por-la-pachamama\">realidades da M\u00e3e Terra<\/a> nos pa\u00edses andinos. Nessas tr\u00eas s\u00e9ries aprendemos um pouco sobre isso, primeiro para reconhecer que existe um grupo de narradores interculturais que querem aprimorar um pouco sua t\u00e9cnica para poder cobrir hist\u00f3rias de povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A segunda, que no tratamento das hist\u00f3rias jornal\u00edsticas sobre as comunidades ind\u00edgenas a narrativa \u00e9 diferenciada. Tentamos, por exemplo, agregar vis\u00f5es de mundo dos povos, que nas hist\u00f3rias h\u00e1 vozes femininas tamb\u00e9m como fontes, e tamb\u00e9m explicar a origem e o que \u00e9 cada povo ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Conseguimos narrar talvez um pouco mais de 60 cidades nessas hist\u00f3rias que foram feitas por muitos jornalistas do M\u00e9xico \u00e0 Argentina, nestas s\u00e9ries que menciono. Em cada hist\u00f3ria cuidamos muito para que a vis\u00e3o de mundo dos povos seja efetivamente respeitada, explicamos de que povo est\u00e1vamos falando e permitimos que a edi\u00e7\u00e3o seja colaborativa, ou seja, que haja vozes ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas revisando o texto, e at\u00e9 mesmo toda a comunidade de cada especial decide qual \u00e9 o t\u00edtulo. Tudo \u00e9 super colaborativo. Antes de cada produ\u00e7\u00e3o h\u00e1 c\u00edrculos de conversa para ter clareza dos contextos, com vozes de lideran\u00e7as ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Eu sinto que tamb\u00e9m \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o de humildade que existe no processo, principalmente para os jornalistas que n\u00e3o s\u00e3o ind\u00edgenas e que nasceram um pouco do jornalismo ocidental ou tradicional onde voc\u00ea tem autonomia em tudo, e n\u00e3o aqui, aqui \u00e9 um exerc\u00edcio de colabora\u00e7\u00e3o em toda a constru\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Mais demorado, sim, demoramos mais para produzir e publicar, mas eu acho que no final tamb\u00e9m tem aprendizado.<\/p>\n<p><strong>LJR: Recentemente, no marco do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa,<\/strong><a href=\"https:\/\/www.agendapropia.co\/content\/manifiesto-lapalabraenriesgo-voces-del-territorio-por-la-vida\"><strong> voc\u00ea\u00a0publicou o manifesto #LaPalabraEnRiesgo<\/strong><\/a><strong>. L\u00e1 eles estabelecem pontos como a viol\u00eancia e o risco \u00e0 vida dos comunicadores ind\u00edgenas, a falta de aten\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 expressa por essas comunidades, etc. Voc\u00ea poderia falar sobre como chegou a este manifesto e como foi recebido, entendendo que j\u00e1 se passaram alguns dias desde sua publica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>EP:<\/strong> A realidade dos territ\u00f3rios est\u00e1 a tornar-se muito complicada. Algo que vinha dizendo em muitos espa\u00e7os \u00e9 que o que est\u00e1 acontecendo nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas n\u00e3o \u00e9 nada rom\u00e2ntico. O que est\u00e1 acontecendo nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas \u00e9 viol\u00eancia, crimes, assassinatos de lideran\u00e7as, roubo de terras, e tudo isso est\u00e1 levando at\u00e9 mesmo ao desaparecimento e exterm\u00ednio dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>E estes tamb\u00e9m s\u00e3o chamados de alertas que foram feitos por organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, n\u00e3o s\u00f3 na Col\u00f4mbia, mas na regi\u00e3o, <a href=\"https:\/\/coicamazonia.org\/\">COICA<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.filac.org\/\">FILAC<\/a>, muitas organiza\u00e7\u00f5es que est\u00e3o dizendo \"estamos em um momento cr\u00edtico\", e realmente n\u00f3s que estamos em territ\u00f3rio cobrindo quest\u00f5es ind\u00edgenas estamos percebendo isso.<\/p>\n<p>A realidade na Col\u00f4mbia, com crime [contra] lideran\u00e7as sociais (especialmente ind\u00edgenas), tr\u00e1fico de drogas novamente forte, reconfigura\u00e7\u00e3o de grupos armados e uma quest\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o nessas elei\u00e7\u00f5es que inclusive v\u00eam do ano passado devido \u00e0 greve nacional.<\/p>\n<p>Sentimos que uma realidade muito dura est\u00e1 afetando primeiro a seguran\u00e7a dos jornalistas e comunicadores ind\u00edgenas. E os jornalistas que cobrem esses assuntos est\u00e3o enfrentando algumas situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o: [\u00e9] dif\u00edcil acessar fontes ou bancos de dados p\u00fablicos, \u00e9 dif\u00edcil para uma autoridade n\u00e3o ind\u00edgena reconhecer um jornalista ind\u00edgena como jornalista, at\u00e9 meios como a Agenda Propia s\u00e3o sendo um pouco discriminados porque temos uma agenda editorial definida, est\u00e3o nos rotulando como ativistas.<\/p>\n<p>Tudo isso que est\u00e1 acontecendo gerou uma preocupa\u00e7\u00e3o entre contadores de hist\u00f3rias e jornalistas, comunicadores, de que a palavra est\u00e1 sendo colocada em risco e os tamb\u00e9m est\u00e3o sendo silenciados. E principalmente na quest\u00e3o dos comunicadores ind\u00edgenas, porque os comunicadores ind\u00edgenas tamb\u00e9m fazem parte de uma comunidade ind\u00edgena, ent\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil que haja um distanciamento sobre o que est\u00e1 acontecendo no territ\u00f3rio. Eles fazem parte da comunidade e sua tarefa fundamental \u00e9 levantar a voz do que est\u00e1 acontecendo na comunidade. Um jornalista \u00e9 muito diferente como no meu caso, que talvez eu v\u00e1 e denuncie, eles fazem parte da comunidade e isso os coloca muito mais em risco tamb\u00e9m.<\/p>\n<div id=\"attachment_55500\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-55500\" class=\"wp-image-55502\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Manifiesto2-1024x683.jpg\" alt=\"Dos mujeres ind\u00edgenas leen el documento Manifiesto por la palabra liderado por Agenda Propia. (Foto: Vanessa Teteye \/ Cortes\u00eda)\" width=\"480\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Manifiesto2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Manifiesto2-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Manifiesto2-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Manifiesto2-350x234.jpg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Manifiesto2.jpg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><p id=\"caption-attachment-55500\" class=\"wp-caption-text\">Durante la elaboraci\u00f3n del Manifiesto #LaPalabraEnRiesgo. (Foto: Vanessa Teteye \/ Cortes\u00eda)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todas essas realidades nos motivaram da Agenda Pr\u00f3pria a liderar este manifesto. Ent\u00e3o \u00e9 gerada uma oportunidade de encontro com comunicadores ind\u00edgenas para conversar um pouco sobre o que est\u00e1 acontecendo. E esse manifesto tamb\u00e9m foi importante, estava dando a palavra a organiza\u00e7\u00f5es como a Comiss\u00e3o da Verdade [da Col\u00f4mbia] e levando em conta primeiro o hist\u00f3rico de cobertura do conflito armado e segundo, o que n\u00f3s comunicadores estamos vendo hoje de territ\u00f3rio, independentemente de serem comunidades ind\u00edgenas, camponesas ou negras que est\u00e3o cobrindo a realidade dos territ\u00f3rios.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nasceu, ent\u00e3o, como com aquela preocupa\u00e7\u00e3o com tudo o que est\u00e1 acontecendo e conseguimos nos encontrar. \u00c9ramos pouco mais de dez pessoas de diferentes povos ind\u00edgenas, muitos deles da zona de fronteira, da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">maloka<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> [casa comunal] do <\/span><a href=\"https:\/\/www.onic.org.co\/pueblos\/1149-tikuna\"><span style=\"font-weight: 400;\">povo Tikuna<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, para levantar a voz do que est\u00e1 acontecendo. Torna-se um primeiro chamado feito pelos comunicadores para que a vida e a palavra sejam defendidas.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: A credibilidade do jornalismo no mundo est\u00e1 afetada. Muitas vezes com cr\u00edticas v\u00e1lidas, outras vezes com a inten\u00e7\u00e3o de invalid\u00e1-la. Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual da liberdade de imprensa na Col\u00f4mbia, especialmente agora, \u00e0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es presidenciais? Qu\u00e3o em risco voc\u00ea pode estar?<\/strong><\/p>\n<p><b>EP:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Sim, sinto que h\u00e1 uma crise nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Acredito que h\u00e1 muitos canais agora para divulgar [informa\u00e7\u00e3o] e os cidad\u00e3os fazem isso e acredito que \u00e9 um ganho de liberdade que n\u00f3s cidad\u00e3os temos. Mas acho que tamb\u00e9m, bem, prefiro falar do trabalho que fazemos da Agenda Pr\u00f3pria, que \u00e9 o que eu conhe\u00e7o melhor. Sinto que quando h\u00e1 uma agenda editorial marcada diferente, isso n\u00e3o \u00e9 bem visto, como acontece com a Agenda Pr\u00f3pria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estamos defendendo, por exemplo, mudar \u2013 em todo o jornalismo em geral \u2013 estruturas como a voz oficial ser a voz de um prefeito ou de um governador, e se fala um l\u00edder ind\u00edgena, um governador ind\u00edgena, \u00e9 inv\u00e1lido. E isso acontece muito na m\u00eddia tradicional, os editores, se a nota jornal\u00edstica n\u00e3o tiver a voz do governador de plant\u00e3o, n\u00e3o tem import\u00e2ncia. Se n\u00e3o validarmos como meios de comunica\u00e7\u00e3o, como jornalistas, as vozes das comunidades dos territ\u00f3rios e continuarmos validando as vozes do funcion\u00e1rio, acho que continuaremos desinformando e continuaremos relatando apenas uma verdade. Isso na forma de fazer jornalismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A segunda \u00e9 que se a m\u00eddia tradicional ou os jornalistas n\u00e3o ind\u00edgenas n\u00e3o reconhecem que existem comunicadores ind\u00edgenas fazendo jornalismo, tamb\u00e9m \u00e9 outra forma de discrimina\u00e7\u00e3o. Na Agenda Pr\u00f3pria h\u00e1 uma equipe intercultural. Os ind\u00edgenas fazem jornalismo, s\u00e3o jornalistas independente de serem ind\u00edgenas ou n\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 contemplado, e quando se fala com diferentes atores a primeira coisa que perguntam \u00e9 \u201cvoc\u00ea faz jornalismo?\u201d. Se o jornalismo n\u00e3o reconhecer que existem jornalistas ind\u00edgenas, acho que continuar\u00e1 havendo discrimina\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que a interculturalidade \u00e9 importante para n\u00f3s. Tanto eles como n\u00f3s fazemos jornalismo. Eles t\u00eam uma particularidade muito incr\u00edvel \u2013 os povos, quero dizer \u2013 por causa de seus conhecimentos ou vis\u00f5es de mundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essas coisas de alguma forma afetam a liberdade de express\u00e3o, afetam o n\u00e3o reconhecimento de outras formas de contar hist\u00f3rias.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">E a \u00faltima \u00e9 sair da caixa dos formatos de reportagem jornal\u00edstica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acredito que h\u00e1 uma diversidade de formatos que at\u00e9 os povos ind\u00edgenas fazem h\u00e1 milhares de anos que desconhecemos e que devemos aprender para saber narrar e saber informar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o s\u00f3 os povos ind\u00edgenas, todas as comunidades, sejam negras, camponesas ou outras etnias, possuem algumas peculiaridades de contar hist\u00f3rias. Ent\u00e3o, se continuarmos com o<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> mesmo roteiro <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2014 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">t\u00edtulo, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">resumo, bl\u00e1, bl\u00e1, bl\u00e1 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2014<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> tamb\u00e9m n\u00e3o vamos diversificar as narrativas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Encerro com isso: o jornalismo \u00e9 uma delas. Colocar o r\u00f3tulo nele \u00e9 at\u00e9 prejudicial tamb\u00e9m. Mas \u00e9 transparente quando se tem uma linha editorial clara. E acho legal, que nossas hist\u00f3rias sejam de povos ind\u00edgenas, de comunidades e acho importante que a m\u00eddia tamb\u00e9m seja transparente quando tem essa linha editorial definida.<\/span><\/p>\n<p><strong>LJR: Mais anos atr\u00e1s, voc\u00ea e eu conversamos sobre<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/nuevo-proyecto-en-colombia-busca-capacitar-y-conectar-a-periodistas-que-cubren-el-conflicto-armado\/\"> um projeto chamado Plataforma para o Jornalismo<\/a> que visava melhorar a cobertura do conflito armado e p\u00f3s-conflito colombiano. Naquela ocasi\u00e3o, voc\u00ea disse que os jornalistas na Col\u00f4mbia \"sabiam cobrir muito bem a guerra e o conflito, mas n\u00e3o a paz\". Este ano marca o quinto anivers\u00e1rio da assinatura do acordo de paz com as FARC, houve um acordo com os grupos de autodefesa, como voc\u00ea tem visto esse caminho de aprendizado para os jornalistas em termos de cobertura do p\u00f3s-conflito, da paz no meio do conflito?<\/strong><\/p>\n<p><b>EP:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> A Plataforma de Jornalismo foi um projeto maravilhoso e, infelizmente, devo dizer, \u00e9 uma pena que a organiza\u00e7\u00e3o que a liderou \u2013 que era <\/span><a href=\"https:\/\/consejoderedaccion.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">o Consejo de Redacci\u00f3n<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 n\u00e3o tenha mantido essa bandeira porque o conflito definitivamente nunca cessou. Nunca, nunca parou. Caiu, as armas foram um pouco silenciadas, mas a reconfigura\u00e7\u00e3o foi imediata em muitos territ\u00f3rios da Col\u00f4mbia, e o ELN [grupo guerrilheiro] e outros grupos armados superativos seguiram.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas esfor\u00e7os interessantes foram feitos n\u00e3o s\u00f3 da Plataforma, mas tamb\u00e9m do Consejo de Redacci\u00f3n e de outras organiza\u00e7\u00f5es, para criar narrativas de mem\u00f3ria que n\u00e3o fossem t\u00e3o marcadas: como fazer <\/span><a href=\"http:\/\/consejoderedaccion.org\/webs\/PistasNarrarMemoria\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">hist\u00f3rias de mem\u00f3rias<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, como fazer hist\u00f3rias de paz, o que foi um grande esfor\u00e7o que acho que ainda temos que manter no pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E n\u00e3o s\u00f3 no pa\u00eds, mas em toda a regi\u00e3o [Am\u00e9rica Latina]. Continuo a pensar que ainda nos \u00e9 dif\u00edcil pensar em paz e nos dif\u00edcil pensar em hist\u00f3rias da Terra: a M\u00e3e Terra como um grande territ\u00f3rio, como uma casa comum, entre tantas outras realidades que at\u00e9 em si s\u00e3o dif\u00edceis para n\u00f3s pensarmos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, sinto que tamb\u00e9m se abriram outras possibilidades de narrativas que a m\u00eddia implementou com hist\u00f3rias de mem\u00f3ria. H\u00e1 avan\u00e7os significativos na Col\u00f4mbia fazendo hist\u00f3rias de mem\u00f3rias. <\/span><a href=\"https:\/\/rutasdelconflicto.com\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Rutas del Conflicto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, por exemplo, \u00e9 um meio modelo na pesquisa, mas <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/em-busca-da-verdade-sobre-o-conflito-armado-colombiano-jornalismo-recebe-reconhecimento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tamb\u00e9m na mem\u00f3ria narrativa<\/a>. Existem outras iniciativas, muitas que surgiram no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_55503\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-55503\" class=\"wp-image-55505 size-large\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Equipo-intercultural-de-Agenda-Propia-1024x683.jpg\" alt=\"Equipo intercultural del medio Agenda Propia de Colombia (Foto: Vanessa Teteye \/ Cortes\u00eda)\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Equipo-intercultural-de-Agenda-Propia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Equipo-intercultural-de-Agenda-Propia-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Equipo-intercultural-de-Agenda-Propia-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Equipo-intercultural-de-Agenda-Propia-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Equipo-intercultural-de-Agenda-Propia-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Equipo-intercultural-de-Agenda-Propia-350x234.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-55503\" class=\"wp-caption-text\">Equipo intercultural del medio Agenda Propia de Colombia (Foto: Vanessa Teteye \/ Cortes\u00eda)<\/p><\/div>\n<p>Mas sinto que, como jornalistas, devemos continuar a ter esta cobertura da paz, da mem\u00f3ria e da reconcilia\u00e7\u00e3o. Exigir mais, realmente, porque as novas gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o sabem que houve dureza em um conflito e assim por diante. Mesmo no contexto ind\u00edgena, estamos dizendo que \u00e9 preciso falar mais de mem\u00f3ria, falar mais de verdade. Acredito que os legados que a Comiss\u00e3o da Verdade vai deixar n\u00e3o devem ser entendidos da Comiss\u00e3o, mas de todos. Essas hist\u00f3rias n\u00e3o pertencem \u00e0 Comiss\u00e3o e ao governo, todas as hist\u00f3rias que eles recolheram e os testemunhos s\u00e3o feitos pertencem ao pa\u00eds, pertencem ao pa\u00eds.<\/p>\n<p>E acho que devemos nos esfor\u00e7ar como jornalistas para continuar cobrindo e descobrindo essas verdades que ainda est\u00e3o silenciadas. Devemos continuar fazendo jornalismo de mem\u00f3ria, de paz, de conflito \u2014 N\u00e3o sei se p\u00f3s-conflito\u00a0\u00a0\u2014, e continue elevando essas iniciativas de esperan\u00e7a em meio \u00e0 guerra.<\/p>\n<p><strong>LJR: Voc\u00ea foi bolsista de diferentes organiza\u00e7\u00f5es ou projetos, como o Pulitzer Center, o Amazon Rainforest Journalism Fund e a International Women's Media Foundation. Que conselho voc\u00ea daria aos jornalistas que desejam participar desse tipo de bolsa e qual foi a coisa mais valiosa que voc\u00ea aprendeu com essas experi\u00eancias?<\/strong><\/p>\n<p><strong>EP: <\/strong>Acho que o mais importante \u00e9 este conselho: essas oportunidades s\u00e3o p\u00fablicas, abertas, e essas organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o esperando que mais latinos se candidatem. Quatro anos atr\u00e1s, no Pulitzer Center, eles me disseram que \"h\u00e1 muito poucos colombianos aqui que se candidatam a esta oportunidade\".<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 tirar um pouco do r\u00f3tulo de que isso \u00e9 apenas para um p\u00fablico estrangeiro. Essas organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o esperando que mais jornalistas se inscrevam, \u00e9 a primeira recomenda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 ter uma ideia de hist\u00f3ria. Essas organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m est\u00e3o aqui para ajudar. E fiquei agradavelmente surpresa porque todas as hist\u00f3rias que foram propostas, no meu caso, s\u00e3o sobre povos ind\u00edgenas e essas hist\u00f3rias t\u00eam lugar ou s\u00e3o bem recebidas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, existem algumas realidades, como o caso da Amaz\u00f4nia, que est\u00e3o gerando muitos recursos e muito interesse em contar o que est\u00e1 acontecendo. Ent\u00e3o acho que tamb\u00e9m temos que olhar um pouco quais s\u00e3o os territ\u00f3rios onde h\u00e1 oportunidades para enviar mat\u00e9rias, e acho que temos que confiar que, das regi\u00f5es, de pa\u00edses como a Col\u00f4mbia, mesmo com todas as dificuldades, o bom jornalismo est\u00e1 sendo feito. Se acreditarmos que na Col\u00f4mbia h\u00e1 um bom jornalismo, respons\u00e1vel, que investiga, que contrasta, que levanta as vozes das comunidades silenciadas, h\u00e1 espa\u00e7os e oportunidades para publicar essas hist\u00f3rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jornalista colombiana, fundadora e diretora da Agenda Propia, Edilma Prada, participou na se\u00e7\u00e3o \u201c5 perguntas para\u201d da LatAm Journalism Review (LJR). Nele, ela falou sobre suas conquistas com o ve\u00edculo, a situa\u00e7\u00e3o da liberdade de imprensa na Col\u00f4mbia para os comunicadores ind\u00edgenas e a necessidade de os jornalistas do pa\u00eds n\u00e3o esquecerem fazer reportagens em tempos de paz.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":55522,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2382],"tags":[1396,2430],"coauthors":[],"class_list":["post-55519","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-5-perguntas","tag-colombia-pt-br-2","tag-liberdade-de-imprensa"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>\u2018Se o jornalismo n\u00e3o reconhecer que existem jornalistas ind\u00edgenas, acho que continuar\u00e1 havendo discrimina\u00e7\u00e3o\u2019: 5 perguntas para Edilma Prada, fundadora e editora-chefe da Agenda Propia da Col\u00f4mbia - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"\u2018Se o jornalismo n\u00e3o reconhecer que existem jornalistas ind\u00edgenas, acho que continuar\u00e1 havendo discrimina\u00e7\u00e3o\u2019: 5 perguntas para Edilma Prada, fundadora e editora-chefe da Agenda Propia da Col\u00f4mbia . 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Higuera Fl\u00f3rez is a Colombian journalist interested in covering Latin American issues and human rights, especially the right to freedom of expression, and investigative journalism. She studied Social Communication and Journalism at Universidad Pontificia Bolivariana in Bucaramanga (Colombia), and received her Master's of Arts in Journalism from the University of Texas at Austin in 2015. She worked with the Office of the Special Rapporteur for Freedom of Expression of the Inter-American Commission on Human Rights (IACHR) under the Orlando Sierra fellowship during 2014. She also worked for the Colombian newspaper Vanguardia Liberal and wrote for different magazines about local, economic and public order issues. Her work has also appeared in The Miami Herald and El Nuevo Herald of Miami. Email: silvia.knightcenter@gmail.com Silvia A. Higuera Fl\u00f3rez es una periodista colombiana con inter\u00e9s period\u00edstico es Am\u00e9rica Latina y los derechos humanos, particularmente el derecho a la libertad de expresi\u00f3n, as\u00ed como el periodismo de investigaci\u00f3n. Estudi\u00f3 Comunicaci\u00f3n Social \u2013 Periodismo en la Universidad Pontificia Bolivariana de Bucaramanga (Colombia), y recibi\u00f3 su maestr\u00eda en Periodismo en la Universidad de Texas, en Austin en 2015. Trabaj\u00f3 para la Relator\u00eda Especial para la Libertad de Expresi\u00f3n de la Comisi\u00f3n Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) en el marco de la beca Orlando Sierra, durante 2014. Tambi\u00e9n hizo parte del diario Vanguardia Liberal y escribi\u00f3 para otras revistas colombianas cubriendo fuentes locales, econ\u00f3micas y judiciales. Algunos de sus trabajos han aparecido en The Miami Herald y El Nuevo Herald de Miami. Silvia A. Higuera Fl\u00f3rez \u00e9 uma jornalista colombiana e seu interesse jornal\u00edstico \u00e9 a Am\u00e9rica Latina e os direitos humanos, nomeadamente o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Estudou Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013 Jornalismo na Universidade Pontif\u00edcia Bolivariana de Bucaramanga, na Col\u00f4mbia e completou seu mestrado em jornalismo na Universidade do Texas em Austin. Silvia trabalhou na Relatoria para a Liberdade de Express\u00e3o da CIDH pela bolsa Orlando Sierra, em 2014. Trabalhou para o jornal Vanguardia Liberal e escreveu para outras revistas colombianas cobrindo temas locais, econ\u00f4micas e judici\u00e1rias. 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