{"id":5694,"date":"2018-10-17T13:07:40","date_gmt":"2018-10-17T18:07:40","guid":{"rendered":"https:\/\/live-lajr.pantheonsite.io\/articles\/a-cronica-jornalistica-nos-tempos-das-redes-sociais-meios-latino-americanos-dao-novo-folego-ao-jornalismo-narrativo\/"},"modified":"2020-06-09T13:08:59","modified_gmt":"2020-06-09T18:08:59","slug":"a-cronica-jornalistica-nos-tempos-das-redes-sociais-meios-latino-americanos-dao-novo-folego-ao-jornalismo-narrativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/a-cronica-jornalistica-nos-tempos-das-redes-sociais-meios-latino-americanos-dao-novo-folego-ao-jornalismo-narrativo\/","title":{"rendered":"A cr\u00f4nica jornal\u00edstica nos tempos das redes sociais: meios latino-americanos d\u00e3o novo f\u00f4lego ao jornalismo narrativo"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: 1em;\">Do brasileiro Euclides da Cunha \u00e0 peruana Gabriela Wiener, passando pelo colombiano Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, pela argentina Leila Guerriero, pela mexicana Alma Guillermoprieto e por dezenas de outros nomes, a Am\u00e9rica Latina \u00e9 terra de grandes contadores de hist\u00f3rias reais que trazem elementos da literatura para seus textos jornal\u00edsticos.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O \u201c<a href=\"https:\/\/www.lanacion.com.ar\/773985-la-cronica-ornitorrinco-de-la-prosa\">ornitorrinco da prosa<\/a>\u201d, a cr\u00f4nica, \u00e9 um dos formatos do jornalismo narrativo mais presentes na regi\u00e3o. A defini\u00e7\u00e3o zool\u00f3gica \u00e9 do jornalista e escritor mexicano Juan Villoro, para quem a cr\u00f4nica \u00e9 \u201cum animal cujo equil\u00edbrio biol\u00f3gico depende de n\u00e3o ser como os sete animais distintos que poderia ser\u201d e dos quais toma elementos para se constituir: a novela, a reportagem, o conto, a entrevista, o teatro, o ensaio e a autobiografia.<\/p>\n<div style=\"width: 200px; font-size: 80%; text-align: left; float: right; padding-left: 10px; padding-right: 10px;\"><a target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" style=\"width: 200px;\" src=\"https:\/\/farm2.staticflickr.com\/1955\/45342158792_ae3908abe6_o.jpg\" \/><\/a>Alberto Salcedo (Arquivo pessoal)<\/div>\n<p dir=\"ltr\">\u201c\u00c9 um g\u00eanero no qual a escritura tem ambi\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e a investiga\u00e7\u00e3o tem profundidade\u201d, disse ao <strong>Centro Knight<\/strong> o jornalista colombiano <a href=\"https:\/\/twitter.com\/salcedoramos\">Alberto Salcedo Ramos<\/a>, especializado no formato e <a href=\"http:\/\/fnpi.org\/es\/fnpi\/comunidad\/perfil\/alberto-salcedo-ramos\">instrutor da Funda\u00e7\u00e3o Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez para o Novo Jornalismo Iberoamericano<\/a> (FNPI, na sigla em espanhol).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo Salcedo Ramos, a cr\u00f4nica n\u00e3o substitui a not\u00edcia, cuja finalidade \u00e9 informar sobre um fato assim que ele acontece.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cPouco depois, quando o mero registro n\u00e3o cumpre nenhuma fun\u00e7\u00e3o porque o p\u00fablico j\u00e1 conhece o acontecido, o que se segue \u00e9 descobrir nele algumas hist\u00f3rias que nos ajudem a explic\u00e1-lo. Por isso digo que a cr\u00f4nica \u00e9 o rosto humano da not\u00edcia. Quando voc\u00ea l\u00ea com aten\u00e7\u00e3o uma not\u00edcia, descobre nela poss\u00edveis hist\u00f3rias para fazer cr\u00f4nicas, e se l\u00ea uma cr\u00f4nica bem feita, vai encontrar nela not\u00edcias, informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o eram conhecidas.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na primeira d\u00e9cada dos anos 2000, a cr\u00f4nica jornal\u00edstica passou a ter destaque em v\u00e1rios meios na Am\u00e9rica Latina, como as revistas <a href=\"http:\/\/etiquetanegra.com.pe\/\">Etiqueta Negra<\/a> (Peru, 2002), <a href=\"https:\/\/gatopardo.com\/\">Gatopardo<\/a> (M\u00e9xico, 2006) e <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/\">piau\u00ed<\/a> (Brasil, 2006). Neste fim dos anos 2010, de jornalismo revirado pela onipresen\u00e7a das redes sociais, novos meios exclusivamente digitais voltam sua aten\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero e o aproximam de um p\u00fablico forjado mais nas telas do que no papel.<\/p>\n<h4 dir=\"ltr\"><strong>De blog pessoal a site de muitas vozes<\/strong><\/h4>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 o caso de <a href=\"http:\/\/www.escrituracronica.com\/\">Escritura Cr\u00f3nica<\/a>, fundado pela jornalista argentina Agustina Grasso em 2012. Nascido como um blog pessoal da autora, o meio virou site e passou a receber colabora\u00e7\u00f5es de outros jornalistas h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cCome\u00e7aram a chegar um monte de cr\u00f4nicas no estilo do site: mais cotidianas, mas tamb\u00e9m de direitos humanos e de den\u00fancia\u201d, disse Grasso ao <strong>Centro Knight<\/strong>. \u201cAcabei repensando um pouco o site e o relancei como \u2018o Netflix da cr\u00f4nica\u2019, porque era justamente isso, hist\u00f3rias diversas sob a hashtag #SomosHistorias. Realmente sinto isso, que o mundo est\u00e1 cheio de hist\u00f3rias diferentes e que todos juntos somos como uma esp\u00e9cie de mar de hist\u00f3rias.\u201d<\/p>\n<div style=\"width: 300px; font-size: 80%; text-align: left; float: left; padding-left: 10px; padding-right: 10px;\"><a target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" style=\"width: 300px;\" src=\"https:\/\/farm2.staticflickr.com\/1916\/30453300647_e569da960b_o.jpg\" \/><\/a>Membros da equipe de Escritura Cr\u00f3nica, Cynthia Finvarb e Agustina Grasso trabalham no site. (Arquivo pessoal)<\/div>\n<p dir=\"ltr\">No mar de hist\u00f3rias de Escritura Cr\u00f3nica h\u00e1 textos sobre <a href=\"http:\/\/www.escrituracronica.com\/cronicas\/2018\/7\/3\/mundial-feminista\">narradoras argentinas que cobriram a Copa do Mundo<\/a> de futebol na R\u00fassia; <a href=\"http:\/\/www.escrituracronica.com\/cronicas\/2018\/4\/1\/las-chicas-en-la-guerra\">mulheres que lutaram na Guerra das Malvinas<\/a>; <a href=\"http:\/\/www.escrituracronica.com\/cronicas\/2018\/3\/16\/un-t-en-sudn\">vendedoras de ch\u00e1<\/a> nas ruas do Sud\u00e3o, na \u00c1frica; e um perfil de um <a href=\"http:\/\/www.escrituracronica.com\/cronicas\/2018\/7\/15\/el-rey-sin-corona\">s\u00f3sia argentino do cantor Luis Miguel<\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os textos chegam de v\u00e1rias partes do mundo, disse Grasso, e s\u00e3o trabalhados pela equipe que hoje conta com quatro jornalistas e uma designer. O tamanho dos textos e a periodicidade de publica\u00e7\u00e3o s\u00e3o pensados para o mundo das redes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cTemos em m\u00e9dia cinco mil caracteres por cr\u00f4nica, que s\u00e3o muito mais curtas do que costumam ser as cr\u00f4nicas mais tradicionais\u201d, disse a jornalista. \u201cSabemos que as pessoas hoje em dia n\u00e3o leem textos t\u00e3o longos, por isso tamb\u00e9m queremos que sejam textos com sentido e curtos, para que as pessoas realmente os leiam. Estamos publicando em m\u00e9dia duas cr\u00f4nicas por m\u00eas. Tamb\u00e9m buscamos que n\u00e3o haja tanta satura\u00e7\u00e3o de conte\u00fado porque hoje se est\u00e1 vivendo uma sobreinforma\u00e7\u00e3o e n\u00e3o queremos contribuir com isso.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Neste ambiente de \u201csobreinforma\u00e7\u00e3o\u201d, Escritura Cr\u00f3nica busca levar este g\u00eanero jornal\u00edstico \u00e0 atualidade das redes sociais. A ideia \u00e9 fazer uso das possibilidades de cada uma n\u00e3o apenas com a finalidade de incrementar o n\u00fameros de cliques, mas tamb\u00e9m de desdobrar as potencialidades da cr\u00f4nica. O <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/escronica\/\">perfil no Instagram<\/a>, por exemplo, traz uma s\u00e9rie de stories para apresentar cada cr\u00f4nica lan\u00e7ada. A mais recente, sobre <a href=\"http:\/\/www.escrituracronica.com\/cronicas\/2018\/6\/25\/nosotras-al-volante\">a rela\u00e7\u00e3o de mulheres com o volante<\/a>, teve <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/stories\/highlights\/17953094188154783\/\">um stories que perguntou aos seguidores o que sentiam ao dirigir<\/a> e reproduziu algumas das respostas recebidas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Grasso tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da imagem na veicula\u00e7\u00e3o nas redes sociais.<\/p>\n<div style=\"width: 580px; font-size: 80%; text-align: left; float: left; padding-left: 10px; padding-right: 10px;\"><a target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" style=\"width: 580px;\" src=\"https:\/\/farm2.staticflickr.com\/1968\/44478825905_3efba98313_o.jpg\" \/><\/a>Agustina Grasso, do Escritura Cr\u00f3nica, ministra um curso sobre cr\u00f4nicas. (Arquivo pessoal)<\/div>\n<div style=\"width: 580px; font-size: 80%; text-align: left; float: left; padding-left: 10px; padding-right: 10px;\"><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\u201cN\u00e3o \u00e9 a mesma coisa um texto apresentado de maneira simples e um texto casado com ilustra\u00e7\u00f5es, anima\u00e7\u00f5es, GIFs. Esta tamb\u00e9m \u00e9 a ideia, mas sempre sem perder a rigorosidade tanto na escritura quanto em conte\u00fado\u201d, disse a jornalista.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para al\u00e9m dos incrementos para as redes sociais, os textos publicados em Escritura Cr\u00f3nica precisam ter \u201ccenas, di\u00e1logos, um personagem principal, um fio condutor, uma boa introdu\u00e7\u00e3o, um conflito e um desenlace que te deixe pensando\u201d, al\u00e9m de um tema \u201cque chame a aten\u00e7\u00e3o e abra a cabe\u00e7a\u201d da pessoa que os l\u00ea. \u201cCada hist\u00f3ria deve ter um tema universal de fundo. Posso contar a hist\u00f3ria de uma refugiada do Congo, que por sua vez tem como tema universal a resili\u00eancia, por exemplo\u201d, explicou Grasso.<\/p>\n<h4 dir=\"ltr\"><strong>Latinoam\u00e9rica cr\u00f4nica<\/strong><\/h4>\n<p dir=\"ltr\">Daniel Wizenberg, um dos fundadores da <a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/\">revista Late<\/a>, tem defini\u00e7\u00f5es parecidas com as de Agustina Grasso sobre o que necessita uma boa cr\u00f4nica. Citando o peruano Julio Villanueva Chang, fundador e editor da revista Etiqueta Negra, o jornalista argentino afirma que \u201co texto tem que comover\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cPara poder comover, o texto tem que ter a ver com a maior quantidade de pessoas poss\u00edveis\u201d, disse Wizenberg ao <strong>Centro Knight<\/strong>. \u201cTem que tratar de problemas que v\u00e3o muito al\u00e9m de um nicho ou de um pequeno setor e que n\u00e3o conte a hist\u00f3ria pela hist\u00f3ria em si, mas pelo que esta hist\u00f3ria ensina e mostra a qualquer pessoa, desde uma av\u00f3 at\u00e9 seu neto, desde um encanador at\u00e9 um advogado.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A revista Late, <a href=\"https:\/\/knightcenter.utexas.edu\/pt-br\/blog\/00-18114-jornalistas-de-varios-paises-criam-revista-digital-late-para-contar-o-mundo-com-uma-ot\">fundada em mar\u00e7o de 2017 pelo argentino e cinco jornalistas de Chile, Cuba, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia e Equador<\/a>, se formou com o objetivo de contar o mundo com uma voz latino-americana. Al\u00e9m de reportagens sobre a regi\u00e3o, como textos sobre os<a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/yo-tomo-tu-tomas-ella-y-el-cosechan-los-otros-ganan\/\"> trabalhadores do cultivo de mate na Argentina<\/a> ou a <a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/asi-nacio-la-alianza-del-colectivo-trans-con-las-farc\/\">alian\u00e7a entre um coletivo de pessoas transg\u00eanero e as For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (FARC)<\/a> pela paz no pa\u00eds, traz hist\u00f3rias de lugares t\u00e3o distantes deste peda\u00e7o do mundo quanto o <a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/la-belleza-invisible\/\">Saara Ocidental<\/a> e o <a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/detras-del-velo-las-mujeres-y-el-cambio-en-iran\/\">Ir\u00e3<\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Wizenberg acredita que a cr\u00f4nica \u00e9 a \u201cestrutura emblema\u201d do que se convencionou chamar de jornalismo narrativo ou liter\u00e1rio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cNos inspiramos em grandes maestros, que foram grandes literatos tamb\u00e9m, que usaram a cr\u00f4nica n\u00e3o apenas para escrever fic\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o. E contemporaneamente tamb\u00e9m, \u00f3timos maestros que usam a cr\u00f4nica para fazer bom jornalismo, ou seja, fazer um relato que entretenha e comova mas que tamb\u00e9m tenha fontes, checagem de dados, rigorosidade conceitual\u201d.<\/p>\n<div style=\"width: 400px; font-size: 80%; text-align: left; float: left; padding-left: 10px; padding-right: 10px;\"><a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" style=\"width: 400px;\" src=\"https:\/\/c1.staticflickr.com\/4\/3882\/33423331006_4c18f8588e_o.jpg\" \/><\/a>O\u00a0Conselho\u00a0Editorial da\u00a0Revista LATE. Da esquerda para a direita: Giovanni Jaramillo, Daniel Wizenberg, M\u00f3nica Rivero, Yasna Mussa, Alejandro Sald\u00edvar\u00a0e\u00a0Diego Cazar Baquero. (Captura de tela)<\/div>\n<p dir=\"ltr\">O jornalista avalia que o formato \u201cvoltou \u00e0 moda\u201d tamb\u00e9m pelo contexto geral de relativa precariza\u00e7\u00e3o e desvaloriza\u00e7\u00e3o do jornalismo tradicional e pelas possibilidades oferecidas pelo ambiente digital, tamb\u00e9m na raiz de uma profus\u00e3o de iniciativas jornal\u00edsticas independentes como a pr\u00f3pria Late.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cUma boa cr\u00f4nica precisa n\u00e3o ser afetada pela quantidade de caracteres. Nesse sentido, o digital oferece a chance de ela se desenvolver\u201d, disse Wizenberg. \u201cSe falamos da cr\u00f4nica como reportagem, isso tem a ver com dar uma vers\u00e3o interessante de uma pe\u00e7a jornal\u00edstica que permita uma leitura que flua atrav\u00e9s de diferentes formatos em uma mesma narra\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diferentemente da fundadora de Escritura Cr\u00f3nica, o fundador da revista Late acredita que se trata de um \u201cpreconceito\u201d a ideia de que as pessoas n\u00e3o leem no ambiente digital. E as redes sociais t\u00eam seu papel nessa quest\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cComo acontecia com o papel, o fato de que leiam ou n\u00e3o se determina pela qualidade do trabalho e pela efetividade de sua difus\u00e3o\u201d, disse Wizenberg. \u201cAs redes sociais s\u00e3o uma ferramenta de difus\u00e3o que de todo modo n\u00e3o vai funcionar se o texto n\u00e3o tem um bom t\u00edtulo e um bom come\u00e7o. Se se d\u00e3o estas tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es, as pessoas est\u00e3o, sim, dispostas a ler e investir seu tempo. E <a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/patagonia-tragica-y-rebelde\/\">se al\u00e9m disso acompanhamos a cr\u00f4nica, a reportagem, com outros formatos<\/a>, como infografia, v\u00eddeo, podcast, ferramentas multim\u00eddias que amenizem o percurso do texto, bom, vamos multiplicar ainda mais as chances de que as pessoas sigam at\u00e9 o final.\u201d<\/p>\n<h4 dir=\"ltr\"><strong>\u201cJornalismo de maratona\u201d<\/strong><\/h4>\n<p dir=\"ltr\">Tamb\u00e9m na Argentina nasceu, em junho de 2017, <a href=\"http:\/\/espacioangular.org\/\">Angular<\/a>. A plataforma de jornalismo narrativo busca trabalhar \u201ca dignidade e a identidade das pessoas\u201d, nas palavras do jornalista Migue Roth, um de seus tr\u00eas fundadores, ao <strong>Centro Knight<\/strong>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cDesde o come\u00e7o soubemos que n\u00e3o ir\u00edamos atr\u00e1s da not\u00edcia do momento; que nos importa o jornalismo de longo formato, a corrida de maratona, de resist\u00eancia, de cross-country, mais do que a de velocidade\u201d, disse Roth. A ideia era \u201colhar para hist\u00f3rias que costumam ficar relegadas da agenda mass-media, temas e vozes ignoradas ou diretamente silenciadas.\u201d Entre elas est\u00e3o a <a href=\"http:\/\/espacioangular.org\/nepal-reconstruccion-eterna\/\">reconstru\u00e7\u00e3o do Nepal ap\u00f3s o terremoto de 2015<\/a> ou <a href=\"http:\/\/espacioangular.org\/temor-de-nadies\/\">a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua em Santiago<\/a>, capital do Chile.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Roth v\u00ea no jornalismo narrativo um \u201ccar\u00e1ter anf\u00edbio\u201d que o torna atrativo e eficiente para contar as hist\u00f3rias que lhes interessam em Angular.<\/p>\n<div style=\"width: 400px; font-size: 80%; text-align: left; float: right; padding-left: 10px; padding-right: 10px;\"><a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" style=\"width: 400px;\" src=\"https:\/\/farm2.staticflickr.com\/1921\/44478915795_3a1d16bdfc_o.png\" \/><\/a>Homepage de Angular (Captura de tela)<\/div>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEntendo a cr\u00f4nica como uma maneira de dizer, pronunciar, mostrar, como uma forma aberta de contar; n\u00e3o sei se \u00e9 a melhor, mas sei que esta plasticidade permite brincar com a linguagem, incorporar e provar alternativas de dizer. \u00c0s vezes funciona t\u00e3o bem que faz a hist\u00f3ria fluir, e carrega as tintas de maneira que o leitor percebe todos os matizes, os sabores, os odores e sensa\u00e7\u00f5es que t\u00eam essa hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para o fundador e editor de Angular, a cr\u00f4nica se contrap\u00f5e ao ambiente midi\u00e1tico digital em que estamos hoje.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cAs redes sociais t\u00eam a capacidade de tornar massivo um conte\u00fado com a mesma facilidade com que provocam sua caducidade. E \u00e9 lament\u00e1vel que a maioria dos meios respondam a esse paradigma, quase por in\u00e9rcia\u201d, disse Roth. \u201cA cr\u00f4nica jornal\u00edstica \u00e9, de alguma maneira, uma insist\u00eancia ante a velocidade e um ant\u00eddoto contra a infoxica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<h4 dir=\"ltr\"><strong>O desafio do financiamento<\/strong><\/h4>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m da dedica\u00e7\u00e3o ao jornalismo narrativo, estas tr\u00eas iniciativas tamb\u00e9m compartilham um modelo de neg\u00f3cio que conta com consultorias para organiza\u00e7\u00f5es e cursos online e presenciais de forma\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. Elas tamb\u00e9m dispensam a publicidade como fonte de renda.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cSab\u00edamos que entrar\u00edamos em um terreno r\u00fastico, \u00e1rido \u2013 que estar\u00edamos secos, em outras palavras\u201d, disse Migue Roth. A primeira aposta foi um financiamento coletivo para estruturar o site de Angular, e depois \u201caplicar a grants\/bolsas\/subs\u00eddios e oportunidades que surgem para meios alternativos \u2013 que s\u00e3o pouqu\u00edssimas. Aspiramos obter o apoio de alguma entidade que nos permita investir na plataforma e pagar colabora\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Angular e Escritura Cr\u00f3nica se definem como espa\u00e7os autogeridos e buscam ter solv\u00eancia para pagar seus colaboradores. J\u00e1 a revista Late conta com or\u00e7amento e, segundo Daniel Wizenberg, publica mais ou menos hist\u00f3rias de acordo com o que pode pagar a seus colaboradores.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cPor isso tratamos de publicar apenas uma vez por semana uma boa hist\u00f3ria em vez de encher de conte\u00fado por encher\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para Wizenberg, o dinheiro \u00e9 um desafio para a produ\u00e7\u00e3o de cr\u00f4nicas jornal\u00edsticas tamb\u00e9m nos meios com fontes de renda mais robustas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA maioria, sobretudo na Am\u00e9rica Latina, mas na Espanha tamb\u00e9m, recebe pouco por um trabalho que leva muit\u00edssimo tempo, \u00e0s vezes meses. N\u00e3o se pode construir uma boa cr\u00f4nica pagando o que se paga no mercado latino-americano, e este \u00e9 um grande limitador, n\u00e3o apenas para o g\u00eanero da cr\u00f4nica mas para qualquer trabalho jornal\u00edstico.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o passa pela \u201cmultiplica\u00e7\u00e3o\u201d, segundo o fundador da Late, e se relaciona tamb\u00e9m aos esfor\u00e7os das tr\u00eas iniciativas na <a href=\"http:\/\/www.revistalate.net\/cat\/talleres\/\">forma\u00e7\u00e3o de jornalistas<\/a> e no <a href=\"https:\/\/twitter.com\/EsCronica\/status\/1046071460102643713\">fomento ao jornalismo narrativo<\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA multiplica\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rteres e do p\u00fablico, a reprodu\u00e7\u00e3o da comunidade, a multiplica\u00e7\u00e3o das fontes de renda, de assinantes - outra fonte de renda que estamos come\u00e7ando a provar\u201d, disse Wizenberg. \u201cA aposta em cada dia est\u00e1 na reprodu\u00e7\u00e3o, que cada nota se reproduza na maior quantidade poss\u00edvel de se compartilhar, n\u00e3o apenas nas redes sociais, mas tamb\u00e9m no relato cotidiano; e que se reproduza tamb\u00e9m em outros idiomas, como temos feito com v\u00e1rias cr\u00f4nicas que foram reproduzidas em meios internacionais.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do brasileiro Euclides da Cunha \u00e0 peruana Gabriela Wiener, passando pelo colombiano Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, pela argentina Leila Guerriero, pela mexicana Alma Guillermoprieto e por dezenas de outros nomes, a Am\u00e9rica Latina \u00e9 terra de grandes contadores de hist\u00f3rias reais que trazem elementos da literatura para seus textos jornal\u00edsticos.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":5105,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1217],"tags":[1610],"coauthors":[],"class_list":["post-5694","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inovacao-pt-br","tag-midias-sociais-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>A cr\u00f4nica jornal\u00edstica nos tempos das redes sociais: meios latino-americanos d\u00e3o novo f\u00f4lego ao jornalismo narrativo - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A cr\u00f4nica jornal\u00edstica nos tempos das redes sociais: meios latino-americanos d\u00e3o novo f\u00f4lego ao jornalismo narrativo . 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