{"id":69936,"date":"2022-11-16T14:24:00","date_gmt":"2022-11-16T19:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=69936"},"modified":"2022-11-16T14:24:00","modified_gmt":"2022-11-16T19:24:00","slug":"me-ligam-para-me-ameacar-e-dizer-que-nao-posso-voltar-jornalista-michelle-mendoza-da-guatemala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/me-ligam-para-me-ameacar-e-dizer-que-nao-posso-voltar-jornalista-michelle-mendoza-da-guatemala\/","title":{"rendered":"'Me ligam para me amea\u00e7ar e dizer que n\u00e3o posso voltar': jornalista Michelle Mendoza, da Guatemala"},"content":{"rendered":"<p><i>*Por Alex Maldonado, publicado originalmente em\u00a0<\/i><a href=\"https:\/\/www.agenciaocote.com\/blog\/2022\/11\/08\/michelle-mendoza-llaman-amenazarme-decir-no-puedo-regresar\/\"><i>Agencia Ocote<\/i><\/a><i>.<\/i><\/p>\n<p>A jornalista Michelle Mendoza, correspondente da CNN na Guatemala, est\u00e1 no ex\u00edlio depois de ter sofrido ass\u00e9dio constante, que come\u00e7ou nas redes sociais, atrav\u00e9s de perfis an\u00f4nimos; continuou com persegui\u00e7\u00e3o f\u00edsica, quando estava sozinha ou com suas filhas; e culminou com uma persegui\u00e7\u00e3o judicial por seu trabalho informativo.<\/p>\n<p>Durante os \u00faltimos 13 anos, Michelle Mendoza cobriu tudo, desde eventos diplom\u00e1ticos at\u00e9 desastres causados por fen\u00f4menos naturais, como a erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o Fuego em 2018. Ela come\u00e7ou em 2009 na m\u00eddia guatemalteca e a partir de 2017 se tornou correspondente de uma das maiores redes de not\u00edcias do mundo.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da CNN, ele relatou ao mundo como a Comiss\u00e3o Internacional contra a Impunidade na Guatemala (<a href=\"https:\/\/www.cicig.org\/\">CICIG<\/a>) e o Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) daquele pa\u00eds iniciaram investiga\u00e7\u00f5es e processos criminais por atos de corrup\u00e7\u00e3o, que atingiram os mais altos n\u00edveis dos setores governamental, pol\u00edtico e empresarial.<\/p>\n<p>Durante anos, ele realizou seu trabalho sem press\u00f5es. Mas depois que o presidente Jimmy Morales expulsou a CICIG em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-america-latina-49517442\">setembro de 2019<\/a>, a situa\u00e7\u00e3o da m\u00eddia e dos jornalistas \u2013 e dos promotores, ju\u00edzes e ativistas \u2013 come\u00e7ou a mudar na Guatemala. Para Mendoza, tamb\u00e9m.<\/p>\n<h3>O come\u00e7o do calv\u00e1rio<\/h3>\n<p>\"A situa\u00e7\u00e3o comigo come\u00e7ou a ficar fora de controle desde 2021, quando meu irm\u00e3o mais velho, que durante anos trabalhou no Minist\u00e9rio do Desenvolvimento (Mides), me disse que come\u00e7aram a assedi\u00e1-lo por causa das minhas publica\u00e7\u00f5es\", disse Michelle Mendoza \u00e0\u00a0<i>Ocote<\/i>.<\/p>\n<p>\"Em pouco tempo, ele foi demitido. Ele conseguiu outros empregos, mas logo era demitido por causa da press\u00e3o sobre as empresas. Ele ficou doente porque n\u00e3o podia mais sustentar sua fam\u00edlia. Foi uma morte civil e ele teve que deixar o pa\u00eds para conseguir um emprego\", contou ela.<\/p>\n<p>Ela continuou seu trabalho como jornalista, mas o ass\u00e9dio de perfis an\u00f4nimos nas redes sociais (conhecidos como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cicig.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Informe_bots_y_netcenters_2019.pdf\"><i>netcenters<\/i><\/a>) aumentou.<\/p>\n<p>\"Um dia, fiz uma pergunta no chat da Presid\u00eancia. Algu\u00e9m tirou uma foto da tela e a fez circular. A imagem mostrava minha pergunta e meu n\u00famero de telefone. O perfil @LordVaderGT (agora suspenso) a postou. Foi a\u00ed que o ass\u00e9dio se tornou mais agressivo\", conta ela.<\/p>\n<p>Depois disso, Mendoza come\u00e7ou a ser seguida fisicamente. \"Eu n\u00e3o podia mais ir ao supermercado, levar minhas filhas para passear, ao cinema ou simplesmente sair de carro. Eles tiravam fotos minhas e as publicavam. Eu j\u00e1 representava um perigo para elas\", diz, referindo-se \u00e0s suas filhas.<\/p>\n<p>Em seu telefone, ela come\u00e7ou a receber fotografias que tiravam dela, desprevenida ou de costas. Ela tamb\u00e9m recebia fotos e v\u00eddeos pornogr\u00e1ficos e de estupro, com amea\u00e7as de que fariam o mesmo com ela. Come\u00e7aram a insult\u00e1-la e lhe deram apelidos degradantes.<\/p>\n<p>\"Naquele m\u00eas (maio de 2021) viajei a Atlanta (Estados Unidos, \u00e0 sede da CNN) para buscar um material e ent\u00e3o recebi uma v\u00eddeochamada pelo Telegram com o logotipo da CNN e um homem apareceu se masturbando ao vivo\".<\/p>\n<h3>Pistas sobre o\u00a0<i>netcenter<\/i><\/h3>\n<p>\"Volto \u00e0 Guatemala e naquele mesmo m\u00eas, durante (a apresenta\u00e7\u00e3o) do relat\u00f3rio anual da Procuradora Geral Consuelo Porras no Hotel Camino Real, uma jornalista me avisa que (a ju\u00edza da Suprema Corte de Justi\u00e7a) Vitalina Orellana\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/JodyReporta\/status\/1394407748125839368?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1394407771597164544%7Ctwgr%5Ebdc1bb18ad36f688c122d5ab4227b75292743295%7Ctwcon%5Es2_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fwww.prensalibre.com%2Fguatemala%2Fjusticia%2Fcorresponsal-de-cnn-denuncia-hostigamiento-de-parte-de-magistrada-de-la-corte-suprema-de-justicia-y-ella-lo-niega-breaking%2F\">estava tirando fotos minhas por tr\u00e1s com seu celular<\/a> e mostrando-as ao juiz Nery Medina\", disse Mendoza.<\/p>\n<p>\"Eu ainda disse a ela [\u00e0 jornalista] em tom de brincadeira que tudo o que faltava era que @LordVaderGT publicasse a foto. E eu entrei em choque 15 minutos depois, quando a mesma jornalista me confirmou que isso tinha acontecido. Foi nesse momento que entendi a gravidade do assunto por causa dos tent\u00e1culos dessas pessoas\", acrescenta ela.<\/p>\n<p>A imprensa guatemalteca publicou v\u00e1rias reportagens mostrando as coincid\u00eancias entre as fotografias feitas pela magistrada e as que apareceram no perfil an\u00f4nimo. Era uma alta funcion\u00e1ria que estava diretamente ligada a esses perfis que assediam e amea\u00e7am atores sociais.<\/p>\n<p>Apesar das provas, a juiz Orellana negou as acusa\u00e7\u00f5es e o post foi apagado. Mendoza\u00a0<a href=\"https:\/\/lahora.gt\/nacionales\/mgarcia\/2021\/05\/19\/pdh-condena-actos-de-hostigamiento-contra-mendoza-y-remitira-denuncia-a-mp\/\">denunciou o incidente ao Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP)<\/a> e solicitou que as pessoas respons\u00e1veis pelo hotel onde o evento foi realizado lhe fornecessem a grava\u00e7\u00e3o do evento. Mas, segundo lhe responderam, n\u00e3o havia c\u00e2meras dentro da sala. \"Eles me negaram o acesso \u00e0 justi\u00e7a\", diz ela hoje.<\/p>\n<p>A intimida\u00e7\u00e3o n\u00e3o parou. Uma coroa f\u00fanebre foi enviada para a casa de seus pais. Foi ent\u00e3o que a CNN decidiu contratar uma equipe de seguran\u00e7a pessoal para proteger Mendoza.<\/p>\n<p>De acordo com a jornalista, meses depois, a empresa que prestava o servi\u00e7o decidiu declinar porque afirmava ter recebido press\u00f5es e amea\u00e7as de entidades do Estado.<\/p>\n<p>Mendoza diz que ela sempre denunciou o que estava acontecendo ao MP, mas que a institui\u00e7\u00e3o nunca lhe deu uma resposta.<\/p>\n<p>Juan Luis Pantale\u00f3n, porta-voz do Minist\u00e9rio P\u00fablico, foi questionado se algum caso de perfis an\u00f4nimos expondo informa\u00e7\u00f5es pessoais de atores sociais em redes sociais est\u00e1 sendo investigado. Pantale\u00f3n indicou que \"h\u00e1 uma den\u00fancia que cont\u00e9m especificamente o termo\u00a0<i>netcenter\u00a0<\/i>na narra\u00e7\u00e3o do fato, por difama\u00e7\u00e3o e cal\u00fania, e que est\u00e1 no Minist\u00e9rio P\u00fablico de Assuntos Internos\".<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s den\u00fancias que Mendoza alega ter apresentado em 2021, Pantal\u00e9on disse que \"a Promotoria de Crimes contra Jornalistas tem duas den\u00fancias de 2021 e 2015, onde uma pessoa da SAAS (Secretaria de Assuntos Administrativos e de Seguran\u00e7a) foi processada pelo crime de agress\u00e3o sexual\".<\/p>\n<p>A agress\u00e3o de 2015 foi de um guarda presidencial contra Mendoza e outra rep\u00f3rter, quando v\u00e1rios jornalistas estavam seguindo a ex-vice-presidente Roxana Baldetti para entrevist\u00e1-la durante uma dilig\u00eancia judicial.<\/p>\n<h3>A investiga\u00e7\u00e3o contra o presidente<\/h3>\n<p>Em setembro de 2021, Mendoza recebeu uma s\u00e9rie de documentos e a declara\u00e7\u00e3o de uma testemunha confirmando que Alejandro Giammattei havia chegado \u00e0 presid\u00eancia com base em subornos de empreiteiras estatais.<\/p>\n<p>O Escrit\u00f3rio Especial do Minist\u00e9rio P\u00fablico contra a Impunidade (FECI), quando era chefiado por Juan Francisco Sandoval, havia iniciado esta investiga\u00e7\u00e3o um ano antes. Mas ap\u00f3s a demiss\u00e3o e o ex\u00edlio de Sandoval em julho de 2021, a\u00a0<a href=\"https:\/\/elperiodico.com.gt\/politica\/justicia\/2022\/02\/16\/mp-confirma-existencia-de-expediente-que-vincula-a-giammattei\/\">investiga\u00e7\u00e3o foi colocada em sigilo<\/a> no tribunal chefiado pela ju\u00edza Erika Aif\u00e1n, que agora tamb\u00e9m est\u00e1 fora da Guatemala.<\/p>\n<p>Por raz\u00f5es de seguran\u00e7a, Mendoza decidiu viajar novamente para os Estados Unidos e de l\u00e1 investigar e cruzar informa\u00e7\u00f5es para confirmar a veracidade dos documentos. Ela recebeu apoio do meio nativo digital\u00a0<a href=\"https:\/\/www.elfaro.net\/\">El Faro<\/a>, de El Salvador, que vinha investigando o mesmo tema h\u00e1 meses.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es foram tornadas p\u00fablicas, em\u00a0<a href=\"https:\/\/elfaro.net\/es\/202202\/centroamerica\/25996\/%E2%80%8B%E2%80%8BTestigo-acusa-a-Giammattei-de-financiar-su-campa%C3%B1a-con-sobornos-de-constructoras.htm\">El Faro<\/a> e na\u00a0<a href=\"https:\/\/cnnespanol.cnn.com\/2022\/02\/16\/testigo-protegido-giammattei-supuesto-pago-no-declarado-guatemala-orix\/\">CNN<\/a>, entre 14 e 16 de fevereiro de 2022. Mendoza permaneceu nos Estados Unidos durante todo esse tempo.<\/p>\n<p>Como ela explica, ela estava certa de que o governo sabia que ela era respons\u00e1vel por essas informa\u00e7\u00f5es e antes de serem publicadas, tanto ela quanto a rede receberam mensagens e telefonemas alertando-os para n\u00e3o torn\u00e1-las p\u00fablicas.<\/p>\n<h3>\u00daltima viagem \u00e0 Guatemala<\/h3>\n<p>Em 26 de abril, a jornalista retornou \u00e0 Guatemala. Mas o ass\u00e9dio constante durante tr\u00eas dias seguidos em redes, meios de comunica\u00e7\u00e3o e fisicamente, a fez refletir que ela n\u00e3o poderia ficar mais.<\/p>\n<p>\"No mesmo dia do voo, o\u00a0<i>netcenter\u00a0<\/i>tornou p\u00fablico meu itiner\u00e1rio. No segundo dia, um homem com caracter\u00edsticas militares (por causa de sua postura, corte de cabelo e da maneira como ele falava) e vestido como um entregador de \u00e1gua chegou a dizer ao meu pai que eu deveria 'vazar da porra da Guatemala'\", revela.<\/p>\n<p>\"No terceiro dia, Rodrigo Arenas (processado por\u00a0<a href=\"https:\/\/nomada.gt\/pais\/la-corrupcion-no-es-normal\/empresarios-arenas-y-botran-se-benefician-con-la-pinata-de-impunidad\/\">financiamento eleitoral il\u00edcito em 2018<\/a>) publicou um artigo em\u00a0<i>Rep\u00fablica\u00a0<\/i>(meio do qual ele \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/republica.gt\/nosotros\">presidente e gerente geral<\/a>) me degradando como mulher e m\u00e3e. Foi quando minha fam\u00edlia decidiu me levar para fora do pa\u00eds\", disse ela. A publica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 assinada por Reda\u00e7\u00e3o Rep\u00fablica, questionou a \u00e9tica da jornalista e a acusou de ter abandonado suas filhas.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 responsabilidade pela publica\u00e7\u00e3o, Arenas disse a\u00a0<i>Ocote\u00a0<\/i>que \"a autoria deste artigo pertence ao m\u00f3dulo de investiga\u00e7\u00e3o de\u00a0<i>Rep\u00fablica<\/i>\".<\/p>\n<p>Seis meses se passaram desde ent\u00e3o. Nos Estados Unidos, Mendoza aguarda a tramita\u00e7\u00e3o de seu pedido de asilo devido ao ass\u00e9dio e \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o que sofreu na Guatemala.<\/p>\n<p>\"Podem dizer o que quiserem de mim, mas nunca fiz mal meu trabalho e se este \u00e9 o pre\u00e7o que tenho que pagar por trabalhar para o meu pa\u00eds, eu o aceito. Mas \u00e9 dif\u00edcil, sabe, porque n\u00e3o me afetam apenas no meu papel de jornalista. Tamb\u00e9m me afetam no meu papel de m\u00e3e, como mulher. Me sexualizam, me amea\u00e7am com estupro. Mentalmente, te despeda\u00e7am\", diz Mendoza.<\/p>\n<p>A jornalista assegura que \"enquanto eu j\u00e1 estava nos Estados Unidos, meu chefe me disse que a equipe jur\u00eddica da CNN na Guatemala tinha recebido informa\u00e7\u00f5es de que a Procuradora Geral (Consuelo Porras)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.prensacomunitaria.org\/2022\/02\/curruchiche-presenta-denuncia-por-filtracion-de-audio-y-testimonio-publicado-por-el-faro\/\">tinha dado luz verde<\/a> para abrir um processo contra mim por obstru\u00e7\u00e3o \u00e0 justi\u00e7a, pela investiga\u00e7\u00e3o que Fernando del Rinc\u00f3n tornou p\u00fablica\".<\/p>\n<p>O atual chefe da FECI, Rafael Curruchiche, disse publicamente que havia apresentado\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/mpguatemala\/status\/1493617854658363393?lang=es\">uma den\u00fancia<\/a> para investigar \"como um \u00e1udio, fatos e circunst\u00e2ncias de um caso em sigilo foram divulgados\" e para estabelecer responsabilidade criminal.<\/p>\n<p>Dois dias depois, o jornalista Jos\u00e9 Rub\u00e9n Zamora tamb\u00e9m ligou para Mendoza para adverti-la. \"N\u00e3o volte, porque a procuradora quer ver voc\u00ea na cadeia\", ele disse, segundo ela. \"Oh, surpresa!\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-da-guatemala-falam-sobre-degradacao-da-liberdade-de-imprensa-campanha-de-caca-assedio-e-violencia\/\">Agora ele est\u00e1 l\u00e1, detido, como queriam me deter<\/a>. Fabricaram um caso contra ele em 72 horas\", lamenta ela.<\/p>\n<h3>A vulnerabilidade do jornalismo na Guatemala<\/h3>\n<p>Uma an\u00e1lise da Unidade de Prote\u00e7\u00e3o dos Defensores dos Direitos Humanos na Guatemala (<a href=\"https:\/\/udefegua.org\/\">Udefegua<\/a>) sobre a criminaliza\u00e7\u00e3o de atores sociais indica que a partir do final de 2020 e durante 2021 houve um padr\u00e3o de den\u00fancias de censura e discrimina\u00e7\u00e3o contra trabalhadores em empresas p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n<p>\"Tivemos muitas den\u00fancias de pessoas que foram censuradas porque apoiavam a CICIG ou criticavam o governo nas redes sociais. Houve casos de alto n\u00edvel, como a demiss\u00e3o de Mar\u00eda Alejandra Morales no Escrit\u00f3rio da Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica Nacional (Onsec) e do irm\u00e3o de Michelle [Mendoza], no Mides\", disse Claudia Samayoa, chefe do Programa de Justi\u00e7a de Udefegua.<\/p>\n<p>Morales foi assessora de comunica\u00e7\u00e3o na Onsec e disse que foi demitida em retalia\u00e7\u00e3o por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.prensalibre.com\/guatemala\/justicia\/exasesora-de-onsec-denuncia-a-funcionarios-de-represalias-por-participar-en-campana-tengomiedo\/?utm_medium=SocialEcho&amp;utm_source=Facebook&amp;fbclid=IwAR2aKKiDmgE0b1WIruChCgMY0E4eBO_m-q-YZJ8V70N1YHQ4i7mFVYG_gBo#Echobox=1616688542\">organizar uma campanha de apoio<\/a> a mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>No caso de Mendoza, Samayoa diz que, embora a jornalista tenha apresentado v\u00e1rias den\u00fancias sobre o que aconteceu contra ela nos \u00faltimos dois anos, o MP n\u00e3o lhe deu import\u00e2ncia suficiente. \"\u00c9 impressionante que apesar de haver um protocolo de investiga\u00e7\u00e3o para casos envolvendo defensores e jornalistas, a forma como ela foi tratada foi: \u2018Por que voc\u00ea est\u00e1 se incomodando com isso?\u2019\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Samayoa diz que \"enquanto ela j\u00e1 estava fora do pa\u00eds, houve uma s\u00e9rie de chamadas e mensagens de um celular (da Am\u00e9rica do Sul) onde continuam amea\u00e7ando estupr\u00e1-la. Isto \u00e9 um problema para voc\u00eas, jornalistas, porque a tecnologia faz parte de seu trabalho e voc\u00eas n\u00e3o podem deixar de us\u00e1-la.\u201d<\/p>\n<p>De 2014 at\u00e9 hoje, de acordo com\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agenciaocote.com\/blog\/2022\/10\/06\/jueces-fiscales-periodistas-ciudadanos-perseguidos-guatemala\/\">uma contagem realizada pela Ocote<\/a>, pelo menos 19 jornalistas e comunicadores foram criminalizados e submetidos a procedimentos legais. Alguns foram capturados e outros tiveram que deixar a Guatemala.<\/p>\n<p>Para Mendoza, a Guatemala ainda n\u00e3o chegou ao fundo em termos da destrui\u00e7\u00e3o de seu sistema democr\u00e1tico e da persegui\u00e7\u00e3o a atores sociais. Mas ele tamb\u00e9m acredita que a mudan\u00e7a vir\u00e1 das comunidades.<\/p>\n<p>\"A sociedade civil \u00e9 o futuro. O que \u00e9 feito a partir das comunidades \u00e9 o que trar\u00e1 mudan\u00e7as. Eu n\u00e3o sei o que precisa acontecer porque as pessoas est\u00e3o preocupadas em sobreviver e n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer isso l\u00e1 [na Guatemala]. Vai levar muito trabalho e tempo, mas sobretudo determina\u00e7\u00e3o de muita gente\", conclui ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jornalista guatemalteca Michelle Mendoza, correspondente da CNN, est\u00e1 no ex\u00edlio h\u00e1 seis meses ap\u00f3s anos de persegui\u00e7\u00e3o e amea\u00e7as por seu trabalho jornal\u00edstico. Mesmo fora da Guatemala, ela \u00e9 recebe constantemente liga\u00e7\u00f5es e mensagens para intimid\u00e1-la e impedi-la de retornar. Nesta entrevista, ela fala sobre sua situa\u00e7\u00e3o e o ass\u00e9dio de que tem sido alvo.<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":69908,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[1458,2430],"coauthors":[],"class_list":["post-69936","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br","tag-guatemala-pt-br","tag-liberdade-de-imprensa"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.1.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>&#039;Me ligam para me amea\u00e7ar e dizer que n\u00e3o posso voltar&#039;: jornalista Michelle Mendoza, da Guatemala - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"&#039;Me ligam para me amea\u00e7ar e dizer que n\u00e3o posso voltar&#039;: jornalista Michelle Mendoza, da Guatemala Viol\u00eancia Contra Jornalistas. 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