{"id":70196,"date":"2022-11-30T09:15:18","date_gmt":"2022-11-30T14:15:18","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=70196"},"modified":"2023-05-03T12:24:38","modified_gmt":"2023-05-03T17:24:38","slug":"o-jornalismo-nao-e-o-lugar-de-uma-verdade-unica-5-perguntas-para-a-jornalista-brasileira-fabiana-moraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/o-jornalismo-nao-e-o-lugar-de-uma-verdade-unica-5-perguntas-para-a-jornalista-brasileira-fabiana-moraes\/","title":{"rendered":"'O jornalismo n\u00e3o \u00e9 o lugar de uma verdade \u00fanica': 5 perguntas para a jornalista brasileira Fabiana Moraes"},"content":{"rendered":"<p>A jornalista brasileira\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/fabi2moraes\">Fabiana Moraes<\/a> tem se dedicado nos \u00faltimos anos, nas colunas que escreveu na <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/colaborador\/fabiana-moraes\/\">revista piau\u00ed em 2018<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/fabiana-moraes\/\">no UOL em 2020<\/a> e nas que vem escrevendo no\u00a0<a href=\"https:\/\/theintercept.com\/equipe\/fabiana-moraes\/\">The Intercept Brasil nos \u00faltimos dois anos<\/a>, \u00e0 cr\u00edtica da cobertura jornal\u00edstica da pol\u00edtica e da sociedade brasileiras.<\/p>\n<p>Moraes se dedica especialmente a apontar os lugares dos quais falam os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, que se evidenciam em um jornalismo alinhado aos interesses das elites brancas e patriarcais.\u00a0Tal jornalismo, em maior ou menor medida, reproduz e alimenta o classismo, o racismo, a misoginia, a LGBTfobia e outros tipos de \u00f3dio e discrimina\u00e7\u00e3o voltados a manter subalternizados grupos sociais que, na realidade, conformam a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Este jornalismo se ampara em uma ideia de objetividade que, embora tenha se vendido durante muito tempo como \u201cuniversal\u201d, tem cor, g\u00eanero, endere\u00e7o e poder. \u00c9 o que escreve Moraes em seu mais recente livro,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.livrariaarquipelago.com.br\/a-pauta-e-uma-arma-de-combate-fabiana-moraes\">\u201cA pauta \u00e9 uma arma de combate \u2013 Subjetividade, pr\u00e1tica reflexiva e posicionamento para superar um jornalismo que desumaniza\u201d<\/a>.<\/p>\n<p>Nas 367 p\u00e1ginas do livro, Moraes retoma temas explorados em suas colunas e traz uma bibliografia ancorada nos estudos feministas, culturais, raciais e decoloniais para falar \u201csobre como o jornalismo pode se opor a cen\u00e1rios de destrui\u00e7\u00e3o de humanidades\u201d. \u201cEste livro fala sobre como n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o, em um dos pa\u00edses campe\u00f5es em desigualdade social e concentra\u00e7\u00e3o de renda no mundo, para posturas \u2018neutras\u2019 e falsamente equilibradas no jornalismo\u201d, escreve ela na introdu\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-70197 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Cinco-Perguntas-PT-Fabiana-Moraes.png\" alt=\"Artwork with Knight Center logo and a portrait of a woman with a white shirt smiling\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Cinco-Perguntas-PT-Fabiana-Moraes.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Cinco-Perguntas-PT-Fabiana-Moraes-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Cinco-Perguntas-PT-Fabiana-Moraes-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/>H\u00e1 seis anos, Moraes \u00e9 professora e pesquisadora do N\u00facleo de Design e Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Pernambuco (NDC\/UFPE), no Campus do Agreste, no interior do estado da regi\u00e3o Nordeste. Ela tamb\u00e9m trabalhou duas d\u00e9cadas como rep\u00f3rter em reda\u00e7\u00e3o em Recife, capital de Pernambuco, onde nasceu. V\u00e1rias de suas reportagens foram premiadas e publicadas em livro. Uma delas \u00e9 o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.livrariaarquipelago.com.br\/o-nascimento-de-joicy-fabiana-moraes\">\u201cO nascimento de Joicy - Transexualidade, jornalismo e os limites entre rep\u00f3rter e personagem\u201d<\/a>, que recebeu o Pr\u00eamio Esso de Reportagem em 2011, em 2015 foi publicada em livro e no ano seguinte foi finalista do pr\u00eamio Jabuti na categoria Reportagem e Document\u00e1rio.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.livrariaarquipelago.com.br\/a-pauta-e-uma-arma-de-combate-fabiana-moraes\">\u201cA pauta \u00e9 uma arma de combate\u201d<\/a> \u00e9 seu sexto livro e foi publicado no Brasil em setembro pela editora Arquip\u00e9lago.<\/p>\n<p>Em conversa com a\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>, Moraes falou sobre os temas explorados em seu novo livro e sobre as narrativas jornal\u00edsticas sobre a extrema direita no Brasil, que chegou ao poder com a elei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro para a Presid\u00eancia, em 2018. Depois dos \u00faltimos quatro anos, ao menos, a sociedade brasileira tem mais elementos para \u201cesquadrinhar melhor essa imprensa e suas falsas isen\u00e7\u00f5es\u201d, acredita ela.<\/p>\n<p>Leia abaixo a entrevista, que foi editada para efeitos de clareza e concis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>LatAm Journalism Review (LJR): Em seu livro mais recente, \u201cA pauta \u00e9 uma arma de combate\u201d, voc\u00ea prop\u00f5e o \u201cjornalismo de subjetividade\u201d. Como define esta modalidade de jornalismo e por que a considera importante no atual contexto comunicacional e informativo no Brasil e na Am\u00e9rica Latina?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fabiana Moraes:\u00a0<\/strong>Uma quest\u00e3o primeira \u00e9 que n\u00e3o podemos falar no jornalismo de subjetividade como uma \"modalidade'', mas entender que a subjetividade est\u00e1 e esteve sempre presente na teoria e na pr\u00e1tica noticiosas. Quando sublinho a subjetividade \u00e9 antes de tudo uma forma de tirar o termo \"do arm\u00e1rio\", torn\u00e1-lo vis\u00edvel, uma vez que sua presen\u00e7a foi epistemologicamente e historicamente negada em nome da objetividade, daquilo que em tese sedimenta e faz mais cr\u00edvel o jornalismo. Neste livro eu consegui organizar com mais densidade a concep\u00e7\u00e3o do jornalismo de subjetividade, que eu tinha come\u00e7ado a elaborar l\u00e1 em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.livrariaarquipelago.com.br\/o-nascimento-de-joicy-fabiana-moraes\">\"O nascimento de Joicy\"<\/a> [livro-reportagem de Moraes publicado pela editora Arquip\u00e9lago em 2015]. Percebi que havia uma leitura, que talvez seja aquela mais comum a respeito da subjetividade jornal\u00edstica, que \u00e9 a quest\u00e3o da jornalista se afetar e ser afetada pelo \"l\u00e1 fora\". Percebi como h\u00e1 certa limita\u00e7\u00e3o, nesse sentido, da ideia de subjetividade. Porque sugere-se assim que \u00e9 algo a ser pensado a partir do plano individual, e n\u00e3o do coletivo. E a\u00ed, de \u201cO Nascimento de Joicy\u201d para c\u00e1, eu tive tempo de ler e escutar mais, de conhecer uma bibliografia que tinha total rela\u00e7\u00e3o com aquilo o que eu vinha pensando e elaborando, como por exemplo, com a teoria feminista, na qual o conceito de objetividade tamb\u00e9m \u00e9 criticado epistemologicamente. Outra quest\u00e3o importante foi a leitura da cr\u00edtica decolonial. Autoras e autores como M\u00e1rcia Veiga, Allan da Rosa, Erik Villanueva, Muniz Sodr\u00e9, Carla Akotirene e Rosane Borges foram importantes nesse caminho.<\/p>\n<p>Neste livro novo, eu realizei uma radiografia do jornalismo de subjetividade a partir de cinco pontos. Um deles \u00e9 a quest\u00e3o do posicionamento, lido muitas vezes, de maneira pobre, como uma simples forma de \"milit\u00e2ncia\". Mas entendo que o posicionamento n\u00e3o \u00e9 algo que vai ferir o jornalismo ou diminuir a nossa pr\u00e1tica, muito pelo contr\u00e1rio. \u00c9 uma pergunta simples e que sempre fa\u00e7o: frente a um cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o de humanidades e tantas outras formas de vida, n\u00f3s devemos ser isentos em rela\u00e7\u00e3o a que? A pol\u00edtica, ao contr\u00e1rio do que nos ensinou tamb\u00e9m o jornalismo, n\u00e3o \u00e9 uma atividade simplesmente partid\u00e1ria. Ela impregna as coisas da vida, nosso viver e nosso morrer.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante \u00e9 a interseccionalidade, fazer uma leitura interseccional do mundo para conseguir tamb\u00e9m traduzir o mundo \u2013 e eu penso muito falando a partir do Brasil. A gente sabe o que \u00e9 a estrutura brasileira, quais s\u00e3o as heran\u00e7as deixadas pelo nosso passado escravocrata \u2013 e que nem \u00e9 t\u00e3o passado assim. O que ainda reverbera do per\u00edodo da escravid\u00e3o define muito que \u00e9 o Brasil hoje. E, na leitura anterior que realizei sobre a subjetividade jornal\u00edstica, eu n\u00e3o trazia de maneira mais evidente as quest\u00f5es raciais, de g\u00eanero, de geografias e territ\u00f3rios. Falo tamb\u00e9m do jornalismo como lugar da criatividade, quando entendo que jornalismo \u00e9 uma atividade que conversa com diversas formas de arte. Literatura, cinema, document\u00e1rio, games, podcasts, quadrinhos, artes visuais, etc. Ent\u00e3o [\u00e9 preciso] entender que o jornalismo n\u00e3o \u00e9 o lugar de uma verdade \u00fanica, e que nele cabem formas de narra\u00e7\u00e3o que s\u00e3o informativas, que s\u00e3o jornal\u00edsticas ou que possuem forte correla\u00e7\u00e3o com o jornalismo, mas que n\u00e3o est\u00e3o dentro de um certo c\u00e2none. Outro ponto fundamental na constru\u00e7\u00e3o do jornalismo de subjetividade \u00e9 o questionamento dos valores-not\u00edcia, os atributos que transformam um acontecimento em mais ou menos notici\u00e1vel. A gente aprendeu esses valores-not\u00edcia quase como dogmas. Durante a maior parte das vezes n\u00e3o os questionamos, n\u00e3o os pensamos excludentes. Para ilustrar: s\u00e3o mais notici\u00e1veis pessoas e lugares de elite, ou proeminentes, ou \"de destaque\". Mas como este valor perpassa, por exemplo, as hierarquias de ra\u00e7a, de classe, de geografias? \u00c9 uma pergunta fundamental, e n\u00e3o a fazemos quando simplesmente repercutimos os crit\u00e9rios de noticiabilidade. Simplesmente os reiteramos e reverberamos.<\/p>\n<p>Um quarto ponto \u00e9 a quest\u00e3o da reflexividade cont\u00ednua. O jornalismo \u00e9 uma atividade extremamente complexa, e de algum modo n\u00f3s, desse campo, come\u00e7amos a negar a complexidade e a subjetividade para tentar fazer ali uma profiss\u00e3o quase completamente t\u00e9cnica, \"neutra\". Eu vou para a rua, olho, volto para o computador, escrevo \"objetivamente\" e est\u00e1 tudo certo. Negamos assim nosso papel de mediadores, nossa responsabilidade frente \u00e0s coisas do mundo. Nossa profiss\u00e3o ainda \u00e9 muito corporativista. N\u00f3s nos protegemos muito, e nunca gostamos de ser questionados, de algu\u00e9m dizer que [algum trabalho jornal\u00edstico] est\u00e1 errado. Ent\u00e3o [\u00e9 importante] olhar a pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o e perceber alguma bola fora, que tal cobertura foi ruim, e a partir disso melhorar o que se faz. \u00c9 uma pr\u00e1tica reflexiva e situada. De certa maneira, nos meus 20 anos de reda\u00e7\u00e3o, eu percebia muito uma coisa meio refrat\u00e1ria ao julgamento, \u00e0 cr\u00edtica. E isso \u00e9 completamente contradit\u00f3rio \u00e0 complexidade que o jornalismo apresenta. Existem v\u00e1rias formas de jornalismo, mas \u00e9 preciso entender que, seja em um tu\u00edte, uma hard news ou uma reportagem, existe uma postura em rela\u00e7\u00e3o ao mundo, e eu posso ou n\u00e3o ser racista ou homof\u00f3bica ou fascista em tr\u00eas linhas, em uma nota, em uma investiga\u00e7\u00e3o de maior f\u00f4lego.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos anos v\u00eam ensinando um bocado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina e ao Brasil. Acho que a primeira coisa \u00e9 que o Brasil se entendia como muito superior entre os pa\u00edses latino-americanos, como um pa\u00eds com uma democracia mais lapidada. E a gente viu que as coisas n\u00e3o eram bem assim. Estamos vendo isso agora. Hoje [11 de novembro] h\u00e1 comandantes das For\u00e7as Armadas emitindo uma nota d\u00fabia sobre o processo eleitoral brasileiro e sobre institui\u00e7\u00f5es que fiscalizam esse processo. Ent\u00e3o esse \u00e9 um aspecto [relevante], de sermos uma Rep\u00fablica na qual a democracia ainda \u00e9 muito fragilizada. Jornalisticamente, isso n\u00e3o pode ser deixado de lado. A gente precisa trazer essa dimens\u00e3o no nosso trabalho como jornalistas. E outra [dimens\u00e3o], que eu n\u00e3o acho que seja t\u00e3o diferente em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, mas na qual o Brasil tem uma singularidade, \u00e9 o fato de sermos o pa\u00eds que mais demorou a abolir a escravid\u00e3o. \u00c9 um pa\u00eds que tem uma caracter\u00edstica fundante de fazer pactos e acordos e negar aquilo que foi destrutivo e desumanizante: falo n\u00e3o s\u00f3 da escravid\u00e3o, mas ainda da ditadura, do genoc\u00eddio dos ind\u00edgenas, da institucionaliza\u00e7\u00e3o da falta de acesso a terras. \u00c9 um pa\u00eds que tem um passado de golpes e acordos. Tem uma frase muito famosa do livro \"Il Gattopardo\", do [escritor italiano Giuseppe Tomasi di] Lampedusa: \"Tudo deve mudar para que tudo fique como est\u00e1\". \u00c9 uma s\u00edntese das falsas \"revolu\u00e7\u00f5es\" do Brasil.<\/p>\n<p><strong>LJR: Em uma passagem do livro, voc\u00ea comenta sobre a resist\u00eancia de parte da imprensa brasileira em classificar Jair Bolsonaro como extremista ou ultradireitista no contexto das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2018. Como voc\u00ea avalia a cobertura jornal\u00edstica brasileira de Jair Bolsonaro e do bolsonarismo ao longo dos \u00faltimos quatro anos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>FM:<\/strong> H\u00e1 alguns avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o ao que Bolsonaro nos ensinou como jornalistas, mas acho que h\u00e1 ainda um certo medo de identific\u00e1-lo como ele \u00e9. E identificar n\u00e3o s\u00f3 Bolsonaro, na verdade, mas tamb\u00e9m o bolsonarismo, ou melhor, a extrema direita brasileira que vem, desde o dia 30 de outubro, praticando tamb\u00e9m atos terroristas nas estradas.<\/p>\n<p>Por exemplo, no epis\u00f3dio do mercado enlouquecido com a fala de Lula [em discurso no dia 10 de novembro, o presidente eleito Luiz In\u00e1cio Lula da Silva disse que\u00a0<a href=\"http:\/\/cristinaserra.org\/lula-a-fome-e-o-mercado\/\">a prioridade de seu governo ser\u00e1 o combate \u00e0 fome<\/a>. Parte da imprensa reportou que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/governo\/lula-defende-pobre-no-orcamento-e-mercado-reage\/\">\u201co mercado reagiu mal\u201d<\/a>, com alta do d\u00f3lar e queda do \u00edndice Ibovespa]. O comentarista Oct\u00e1vio Guedes, na GloboNews, fez uma fala incisiva, em que ele disse que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8CQYQ57NyIk\">o mercado \u00e9 majoritariamente bolsonarista<\/a>. Essas coisas precisam ser ditas. Ent\u00e3o quando eu estou falando de colocar os nomes nas coisas, \u00e9 dizer que tamb\u00e9m esse mercado, como Oct\u00e1vio Guedes muito bem fez, \u00e9 bolsonarista e extremista. Um mercado que se incomoda por causa de uma frase de um presidente eleito, mas n\u00e3o se incomodou com 4 mil pessoas morrendo por dia. Quando a gente estava no auge da segunda onda da COVID-19,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/governo\/para-conter-criticas-ministro-organiza-jantar-entre-bolsonaro-e-empresarios\/\">esse mercado foi jantar com Bolsonaro nos Jardins<\/a>\u00a0[bairro em S\u00e3o Paulo]. Houve um encontro entre o presidente e o empresariado no auge da pandemia, com quase 4 mil pessoas morrendo por dia. A\u00ed eu me pergunto: como nomear isso? Ou a gente finge que \u00e9 muito objetiva e t\u00e9cnica e finge que isso s\u00e3o posturas ideol\u00f3gicas ou pragm\u00e1ticas apenas? Como nomear isso? \u00c9 quando eu acho que a gente chega ao ponto da desumaniza\u00e7\u00e3o, quando a gente repercute aquilo que o mercado pensa sem fazer uma cr\u00edtica ao mesmo, entendendo todo o pragmatismo dele.<\/p>\n<p>Como eu escrevo no livro, esse \u00e9 o papel dos amoladores de faca. Eu cito o\u00a0<a href=\"https:\/\/app.uff.br\/slab\/index.php\/busca\/formulario_completo\/987\">texto de Lu\u00eds Ant\u00f4nio Baptista<\/a> que fala como existem aqueles que esquartejam e matam, mas existem antes aqueles que amolam a faca para os desmembradores. Ele fala de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, incluindo a imprensa, como os amoladores dessas facas. Quando voc\u00ea tem uma imprensa que simplesmente repercute o pavor do mercado como se o mercado fosse o Brasil, o Brasil com mais de 30 milh\u00f5es de famintos, ou como se a fala de Lula n\u00e3o tivesse a ver com urg\u00eancias a respeito da vida e da morte das pessoas, eu acho que ainda \u00e9 um jornalismo que n\u00e3o consegue avan\u00e7ar e que fica engasgado no meio de caminho.<\/p>\n<p>Por outro lado, eu acho que principalmente as jornalistas mulheres come\u00e7aram a colocar a figura de Bolsonaro dentro da roupa que lhe cabe. Eu vejo isso de v\u00e1rias formas, em v\u00e1rios ve\u00edculos, desde aqueles mais independentes at\u00e9 os mais conservadores ou empresariais. Eu me lembro aqui de uma mat\u00e9ria que eu acho super importante nesse per\u00edodo, que \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/catarinas.info\/video-em-audiencia-juiza-de-sc-induz-menina-de-11-anos-gravida-apos-estupro-a-desistir-de-aborto\/\">aquela do Portal Catarinas com o The Intercept Brasil a respeito da ju\u00edza<\/a> [que negou o direito ao aborto legal a uma menina de 11 anos], porque mostra uma malha bolsonarista-institucional ali, um reflexo das opini\u00f5es de Damares [Alves, ex-ministra da Mulher, Fam\u00edlia e Direitos Humanos do governo Bolsonaro] sobre aborto. E acho que os pr\u00f3prios casos com Vera Magalh\u00e3es [jornalista atacada por Bolsonaro e por pol\u00edticos e apoiadores do presidente] v\u00e3o deixar muito claro tamb\u00e9m um tratamento [dos jornalistas pelo governo]. E a gente sabe Vera Magalh\u00e3es como sendo uma pessoa que foi extremamente favor\u00e1vel \u00e0 [Opera\u00e7\u00e3o] Lava Jato e antilulista \u2013 e a\u00ed \u00e9 engra\u00e7ado, porque nesse sentido as pessoas n\u00e3o se sentiam ativistas, engajadas, em rela\u00e7\u00e3o a [S\u00e9rgio] Moro [juiz em processos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, inclusive envolvendo Lula] e o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de Curitiba. Ativistas s\u00e3o os outros. Mas Vera foi outra a ilustrar bem, nos \u00faltimos anos, a diferen\u00e7a entre um governo democr\u00e1tico e um governo autorit\u00e1rio e completamente mis\u00f3gino, como \u00e9 o governo Bolsonaro.<\/p>\n<p><strong>LJR: Que impacto considera que essa cobertura teve nas elei\u00e7\u00f5es de 2022 e nos protestos antidemocr\u00e1ticos movidos por apoiadores de Bolsonaro ap\u00f3s ele perder as elei\u00e7\u00f5es para Luiz In\u00e1cio Lula da Silva no segundo turno?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>FM:\u00a0<\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o aos protestos, eu tenho visto que o adjetivo golpista est\u00e1 colocado, o que \u00e9 bom. N\u00e3o s\u00e3o apenas protestos, s\u00e3o protestos antidemocr\u00e1ticos, e isso precisa ser dito. Por outro lado, os diversos atos terroristas vistos nas estradas, com explos\u00e3o de caminh\u00f5es, armas \u00e0 base de pregos, impedimento de pessoas acessarem servi\u00e7os de sa\u00fade, n\u00e3o foram qualificados como tal,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=terrorismo+extrema-direita+bolsonaro&amp;rlz=1C5CHFA_enBR851BR851&amp;oq=terrorismo+extrema-direita+bolsonaro&amp;aqs=chrome..69i57j0i546.9781j0j4&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8\">a n\u00e3o ser por ve\u00edculos abertamente voltados \u00e0 esquerda<\/a>. No entanto, eu n\u00e3o sei qual \u00e9 exatamente a tradu\u00e7\u00e3o da ideia de \"democracia\" para a popula\u00e7\u00e3o em geral. A gente tem que lapidar um pouco melhor o debate sobre essa democracia. \u00c0s vezes eu acho [este debate] meio solto. Por exemplo, a Folha [de S. Paulo] faz uma enquete e diz\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2022\/10\/datafolha-apoio-a-democracia-atinge-recorde-no-brasil-as-portas-do-2o-turno.shtml\">\"79% das pessoas no Brasil querem a democracia\"<\/a>. Mas que democracia? \u00c9 do jogo da democracia que as pessoas estejam protestando [contra o resultado das elei\u00e7\u00f5es]. N\u00e3o \u00e9 democr\u00e1tico, no entanto, jogar barra de ferro na Pol\u00edcia Federal, pedir o fechamento do Congresso Nacional ou apresentar relat\u00f3rios baseados em ila\u00e7\u00f5es, como fez o PL [Partido Liberal, do presidente Jair Bolsonaro, que pediu a anula\u00e7\u00e3o do segundo turno das elei\u00e7\u00f5es, do qual Bolsonaro saiu derrotado], para anular o pleito. Tudo isso se encaixa no \u00e2mbito da criminalidade, assim como impedir as pessoas de irem votar,\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/eleicoes\/2022\/10\/30\/operacoes-prf-2-turno.htm\">como fez parte da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal no dia 30 de outubro<\/a>.<\/p>\n<p>Acho que na cobertura [das elei\u00e7\u00f5es] houve um posicionamento mais desenhado n\u00e3o porque a imprensa se tornou mais progressista, mas porque os gestos antidemocr\u00e1ticos de Bolsonaro s\u00e3o muito relevantes e eloquentes, ent\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel ficar refrat\u00e1rio e \"neutro\" a\u00ed. Mas ainda houve v\u00e1rios exemplos do chamado doisladismo, como\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2022\/10\/e-a-economia-lula.shtml\">o editorial da Folha<\/a> sobre Lula precisar dizer quem vai ser o seu Ministro da Economia, na tentativa de torn\u00e1-lo \"perigoso\" como Bolsonaro. Em s\u00edntese, acho que houve algum um avan\u00e7o, mas n\u00e3o porque qualificou-se o debate sobre democracia e absorveu-se melhor a complexidade da popula\u00e7\u00e3o brasileira, mas sim porque Bolsonaro \u00e9 t\u00e3o intrag\u00e1vel ao jogo que \u00e9 imposs\u00edvel ficar indiferente a ele. Acho que a postura tem mais a ver com isso do que com um amadurecimento em si da imprensa empresarial.<\/p>\n<p><strong>LJR: Qual \u00e9 a sua expectativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cobertura jornal\u00edstica do terceiro mandato de Lula e que li\u00e7\u00f5es considera que foram aprendidas desde 2018 que podem servir para a cobertura jornal\u00edstica dos pr\u00f3ximos quatro anos e al\u00e9m?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>FM:\u00a0<\/strong>Eu n\u00e3o quero ser generalista, porque a gente tem v\u00e1rios colegas e v\u00e1rios exemplos de coberturas e de empresas que est\u00e3o fazendo coisas importantes, al\u00e9m de v\u00e1rias pessoas atentas mesmo dentro de ve\u00edculos conservadores como o tantas vezes racista e xen\u00f3fobo Estad\u00e3o. Mas eu acho que o [jornalismo] declarat\u00f3rio vai continuar sendo uma esp\u00e9cie de anteparo para que os jornais traduzam o que eles querem dizer, mas sem se implicar, como sempre. Ou seja, esses recursos da objetividade que s\u00e3o completamente instrumentalizados para vocalizar algo que n\u00e3o se pode vocalizar em primeira pessoa,\u00a0 ent\u00e3o se faz uso da fala do outro. Tem um pouco a ver com essa ideia falsa de isen\u00e7\u00e3o, \"ah, a gente cobria assim Bolsonaro, a gente vai cobrir assim esse governo novo\". E essa falsa isen\u00e7\u00e3o \u00e9 muito prejudicial para a democracia, porque o governo Bolsonaro n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel com nenhum momento nosso p\u00f3s-ditadura.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 fazer a cr\u00edtica necess\u00e1ria, e obviamente esse governo que vai entrar deve cometer uma s\u00e9rie de erros, de trope\u00e7os, quest\u00f5es que s\u00e3o previs\u00edveis dentro de uma gest\u00e3o. N\u00e3o se pode esperar de nenhum governo um para\u00edso, com ruas jorrando leite e mel e as pessoas acariciando d\u00f3ceis le\u00f5es. A gente est\u00e1 falando de pol\u00edtica, de acordos, desacordos, tens\u00e3o e dissenso. Seria muito interessante ver essa cobertura sendo feita com mais responsabilidade, e n\u00e3o apenas com interesses muito espec\u00edficos, que muitas vezes se colocaram \u00e0 frente de qualquer projeto coletivo de fato, de qualquer projeto de Brasil.<\/p>\n<p>Por exemplo, pensando aqui no Nordeste, o impacto da universaliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, das cisternas, do \u00c1gua para Todos [programa de abastecimento de \u00e1gua em regi\u00f5es de seca criado no governo Dilma Rousseff em 2011] foi completamente minimizado de maneira geral na imprensa porque tinha uma rela\u00e7\u00e3o muito grande com os governos do PT [Partido dos Trabalhadores]. Mas aquele cen\u00e1rio que se desenhou com o programa das cisternas foi revolucion\u00e1rio no pa\u00eds, foi revolucion\u00e1rio numa regi\u00e3o, nessa regi\u00e3o que \u00e9 traduzida sempre como a regi\u00e3o da falta, da pobreza. Esse \u00e9 um exemplo para materializar um pouco do que eu estou querendo dizer. Esqueceram, conscientemente ou n\u00e3o, de uma pol\u00edtica p\u00fablica de enorme impacto \u2013 principalmente na vida de mulheres e crian\u00e7as nordestinas pretas e ind\u00edgenas. Quando algo dessa natureza, desse impacto na vida de milh\u00f5es, na vida de gera\u00e7\u00f5es, \u00e9 minimizado frente a uma m\u00e1 vontade pol\u00edtica que os ve\u00edculos t\u00eam com um candidato, a gente vai entender que os sentidos de democracia s\u00e3o muito prec\u00e1rios, para ser elegante, ou eles est\u00e3o realmente respondendo a essas parcerias com o mercado, enfim, pois o candidato n\u00e3o \u00e9 interessante para determinado tipo de investidor, de pol\u00edtica mais neoliberal.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o eu acho que n\u00e3o vai ser, e eu espero que n\u00e3o seja, uma cobertura t\u00e3o leviana como foi a cobertura da [Opera\u00e7\u00e3o] Lava Jato, por exemplo. Mas eu tamb\u00e9m n\u00e3o estou esperando nenhuma grande mudan\u00e7a. Agora, eu acho que a gente tem mais armas hoje para identificar essa leviandade. A gente hoje tem mais elementos, p\u00f3s-Bolsonaro, \u2013 e a\u00ed eu digo\u00a0<a href=\"https:\/\/theintercept.com\/2021\/11\/16\/obrigada-bolsonaro\/\">\"obrigada, Bolsonaro\"<\/a> \u2013 para, como sociedade, esquadrinhar melhor essa imprensa e suas falsas isen\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>LJR: A \u00faltima frase da introdu\u00e7\u00e3o do livro \u201cA pauta \u00e9 uma arma de combate\u201d \u00e9: \u201cEste livro \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor\u201d. Seria uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao jornalismo? Nesse sentido, por que voc\u00ea escolheu e continua escolhendo se dedicar ao jornalismo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>FM:\u00a0<\/strong>\u00c9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao jornalismo, com certeza. Melhor: \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao Brasil, atrav\u00e9s do jornalismo. Eu acho que a gente, como jornalista, pode fazer coisas muito mais interessantes para traduzir, vocalizar, tensionar o que acontece nesse pa\u00eds. Eu sou muito apaixonada pelo Brasil, apesar de tudo. \u00c9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0quilo que me conecta a mais de duas d\u00e9cadas atr\u00e1s, quando eu escolhi ser jornalista. Sim, o jornalismo \u00e9 um meio de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma vez estava conversando com [a jornalista] Daniela Arbex sobre nossa profiss\u00e3o e o quanto ela foi desmerecida nos \u00faltimos anos. Lembro quando ela falou o quanto ama o que faz e o quanto leva sua profiss\u00e3o a s\u00e9rio. \u00c9 isso: a gente n\u00e3o est\u00e1 aqui brincando. A gente sabe o que o jornalismo custa pra gente. E eu n\u00e3o vou descomplexificar, diminuir, apequenar a minha atividade, a minha profiss\u00e3o, aquilo que eu posso fazer, em nome de \"ah, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 sendo objetiva, voc\u00ea est\u00e1 parecendo muito ativista\". Eu acho isso ris\u00edvel. Eu escolhi ser jornalista justamente pelos motivos pelos quais eu ainda hoje sou jornalista. Eu acredito e confio muito na capacidade do jornalismo de traduzir as coisas do pa\u00eds, do cotidiano, da pol\u00edtica brasileira, e entendendo que a pol\u00edtica brasileira n\u00e3o se resume nem nunca se resumiu a Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>No Jornal do Commercio, onde eu fiquei bastante tempo, eu acho que em 20 anos de jornal eu devo ter produzido apenas duas manchetes. Tem essa coisa de manchetar [a primeira p\u00e1gina do jornal], dar furo, como se fosse o \u00e1pice do jornalismo. Isso nunca me interessou como jornalista, isso nunca foi para mim o prop\u00f3sito do que fa\u00e7o. E n\u00e3o estou desmerecendo rep\u00f3rteres \"fur\u00f5es\". Mas jornalismo \u00e9 muito mais do que voc\u00ea \"arrancar\" uma declara\u00e7\u00e3o bomb\u00e1stica ou mesmo descobrir algo. Jornalismo \u00e9 mais do isso. Isso j\u00e1 aconteceu na minha carreira, mas eu n\u00e3o estava procurando aquilo exatamente, aquilo aconteceu.<\/p>\n<p>Acho que h\u00e1 uma naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, e o jornalismo \u00e9 capaz de desnaturalizar. E essa \u00e9 uma das grandes belezas do jornalismo: ele poder desnaturalizar aquilo que parece natural. Ent\u00e3o sim, este livro \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao jornalismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jornalista brasileira Fabiana Moraes tem se dedicado nos \u00faltimos anos \u00e0 cr\u00edtica da cobertura da pol\u00edtica e da sociedade brasileiras. 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