{"id":71485,"date":"2023-01-19T13:53:39","date_gmt":"2023-01-19T18:53:39","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=71485"},"modified":"2023-01-19T14:02:13","modified_gmt":"2023-01-19T19:02:13","slug":"noticias-nao-aguento-mais-pesquisa-analisa-impacto-de-saturacao-informativa-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/noticias-nao-aguento-mais-pesquisa-analisa-impacto-de-saturacao-informativa-na-argentina\/","title":{"rendered":"'Not\u00edcias? N\u00e3o aguento mais!' Pesquisa analisa impacto de satura\u00e7\u00e3o informativa na Argentina"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><i>*Por Brenda Foc\u00e1s e Marina Moguillansky,\u00a0<\/i><a href=\"https:\/\/www.revistaanfibia.com\/noticias-no-quiero-saber-mas-nada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><i><u>publicado originalmente no site da Revista Anfibia<\/u><\/i><\/a><\/p>\n<p>Satura\u00e7\u00e3o de not\u00edcias. Necessidade de se desconectar. Esses sentimentos n\u00e3o apareceram apenas com a modorra do Ano Novo. A rea\u00e7\u00e3o apontava uma tend\u00eancia que se intensificou ap\u00f3s a pandemia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Durante os primeiros meses da pandemia, quase toda a agenda informativa foi dominada pela COVID-19, com \u00edndices muito altos de consulta em portais, e aumento da audi\u00eancia em televis\u00e3o e r\u00e1dio. Como consequ\u00eancia do confinamento, do grande grau de desconhecimento sobre a evolu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, e das medidas que o governo ia tomando, a principal atividade social era o consumo de not\u00edcias. A m\u00eddia se transformou em um longo notici\u00e1rio, e o card\u00e1pio informativo era composto por coletivas de imprensa permanentes e curvas mostrando o crescimento exponencial dos cont\u00e1gios. 2020 foi o ano da sobrecarga de informa\u00e7\u00e3o e da satura\u00e7\u00e3o das audi\u00eancias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nos primeiros momentos da pandemia, passar dia e noite consumindo informa\u00e7\u00f5es em diferentes meios de comunica\u00e7\u00e3o e plataformas tornou-se um h\u00e1bito. Lucila tem 34 anos, trabalha em uma imobili\u00e1ria e mora em Palermo, na cidade de Buenos Aires. Ela lembra: \u201cEu assistia a todos os programas de not\u00edcias, lia jornais na internet e nas redes sociais, acompanhava todas as not\u00edcias\". A esta hiperexposi\u00e7\u00e3o junta-se o fato de que a agenda midi\u00e1tica estava dominada pelas not\u00edcias sobre a pandemia. Como lembra Elsa, de 78 anos, aposentada, \u201cqualquer notici\u00e1rio que voc\u00ea ligasse falava da Covid. N\u00e3o tinha outros programas, n\u00e3o tinha outra coisa para assistir\u201d. Segundo dados do Observat\u00f3rio de Meios da Universidade Nacional de Cuyo, em Mendoza, em mar\u00e7o de 2020 quase 90% das not\u00edcias de meios digitais argentinos se concentravam no coronav\u00edrus. Ao excesso de informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 satura\u00e7\u00e3o somava-se um efeito de desinforma\u00e7\u00e3o, pois as vers\u00f5es encontradas sobre um tema t\u00e3o delicado quanto a sa\u00fade, mesmo de fontes leg\u00edtimas como a OMS, eram conflitantes.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Meios de comunica\u00e7\u00e3o e redes sociais<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Uma das quest\u00f5es centrais durante a pandemia foi o consumo de meios de comunica\u00e7\u00e3o e a abordagem das not\u00edcias durante o confinamento. V\u00e1rios estudos mostram que durante os primeiros meses da quarentena houve uma grande demanda de informa\u00e7\u00e3o que levou \u00e0 satura\u00e7\u00e3o. Paradoxalmente, enquanto a Argentina atingia os maiores \u00edndices de casos de Covid-19, o interesse midi\u00e1tico ca\u00eda e dava lugar a outros itens da agenda.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em uma pesquisa recente realizada pelo N\u00facleo de Estudos em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura (NECyC), da Universidad Nacional de San Mart\u00edn (Buenos Aires), indagamos sobre a cobertura midi\u00e1tica da pandemia. Dos participantes, 63% discordaram da afirma\u00e7\u00e3o \u201cos meios de comunica\u00e7\u00e3o transmitiram informa\u00e7\u00f5es corretas e \u00fateis\u201d e avaliaram negativamente a cobertura. Na mesma linha cr\u00edtica, 46,9% concordaram com a afirma\u00e7\u00e3o de que os meios est\u00e3o muito politizados. A percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico parece indicar que, ap\u00f3s alguns meses de consenso e apoio \u00e0 quarentena, os meios tomaram partido por uma posi\u00e7\u00e3o \u2013 neste caso, a favor ou contra o governo nacional \u2013 o que acrescentou um vi\u00e9s \u00e0 cobertura informativa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Esse cen\u00e1rio de satura\u00e7\u00e3o levou a um novo h\u00e1bito ap\u00f3s a pandemia: grande parte do p\u00fablico parou de consumir not\u00edcias. Atualmente, apenas uma em cada quatro pessoas afirma se informar diariamente em portais digitais, enquanto que uma em cada duas pessoas nunca l\u00ea jornais nem ouve r\u00e1dio. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 televis\u00e3o, a pesquisa levantou que s\u00f3 22,2% assistiam a programas de not\u00edcias todos os dias; 29,2% assistiam \u00e0s vezes; e 39,4% nunca. Em conson\u00e2ncia com outras pesquisas, o cansa\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos meios aparece como uma tend\u00eancia atual das pr\u00e1ticas comunicacionais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nat\u00e1lia, estudante de Psicologia da Universidade de Buenos Aires (UBA), conta: \u201cNos primeiros meses de 2020, eu consumia todo tipo de not\u00edcias. Depois parei porque isso estava me deixando doente. Havia tanta morte e tanto \u00f3dio na televis\u00e3o que eu pensei: acho melhor eu ler um livro, assistir a uma s\u00e9rie.\u201d Assim como ela, muitos pararam de ligar a televis\u00e3o e de ouvir as not\u00edcias para preservar seu estado emocional durante a pandemia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O que prevalece hoje em dia \u00e9 o consumo incidental de informa\u00e7\u00e3o. O h\u00e1bito j\u00e1 estava instalado como pr\u00e1tica (Mitchelstein e Boczkowski, 2018) e se expandiu durante os primeiros meses da COVID-19. As informa\u00e7\u00f5es cruzam o nosso caminho, v\u00eam ao nosso encontro. Not\u00edcias de portais, partes de programas de televis\u00e3o e de r\u00e1dio aparecem nas nossas redes sociais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Juan tem 18 anos e mora com os pais em Palermo, na cidade de Buenos Aires. Ele conta que na pandemia \"[eu] n\u00e3o fazia o esfor\u00e7o consciente de dizer: vou ler o jornal. Mas acabava me informando porque algu\u00e9m colocava alguma coisa no Twitter, que \u00e9 a \u00fanica maneira de se informar agora\u201d. Embora essa pr\u00e1tica predomine entre os mais jovens, ela tamb\u00e9m se tornou mais frequente em outras faixas et\u00e1rias. Na referida pesquisa, uma em cada duas pessoas disse que se informava por meio das redes sociais.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Desconectar-se<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">A porcentagem de pessoas que evitam as not\u00edcias tem aumentado em todos os pa\u00edses. Isso tamb\u00e9m ficou confirmado no \u00faltimo relat\u00f3rio global da Reuters. Esse tipo de evas\u00e3o seletiva dobrou no Brasil (54%) e no Reino Unido (46%) nos \u00faltimos cinco anos, e muitas pessoas relatam que as not\u00edcias t\u00eam um efeito negativo em seu estado de \u00e2nimo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Claudia tem 47 anos, \u00e9 separada e mora com os dois filhos na cidade de La Plata, Argentina. Ela tem uma loja de alimentos naturais, por isso estava autorizada a trabalhar durante a pandemia. \u201cNo come\u00e7o a gente assistia a muitos programas de not\u00edcias, o tempo todo. At\u00e9 que um dia, alternando entre os canais TN, C5N e Am\u00e9rica, eu disse: 'Isso \u00e9 um circo'. Senti que tinha que me afastar de tudo aquilo. Ent\u00e3o eu e os meus filhos resolvemos n\u00e3o assistir mais nada.\"<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma coisa parecida aconteceu com Helena, 42 anos, que trabalha com marketing e comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 m\u00e3e de tr\u00eas filhos e mora com eles em Almagro, na cidade de Buenos Aires. \u201cNo come\u00e7o eu estava sempre atualizada com as not\u00edcias da pandemia. Mas depois eu parei porque estava come\u00e7ando a ficar cansada e anestesiada com o assunto. Comecei a assistir menos programas de not\u00edcias, assistia s\u00f3 de vez em quando.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma porcentagem significativa de pessoas jovens e com um n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o baixo diz que evita as not\u00edcias porque elas podem ser dif\u00edceis de acompanhar ou entender. Isso sugere que os meios poderiam fazer muito mais para simplificar a linguagem e explicar ou contextualizar melhor as informa\u00e7\u00f5es complexas. O desengajamento tamb\u00e9m \u00e9 um sinal da dificuldade para atrair determinados p\u00fablicos no ambiente digital.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ao mesmo tempo, descobrimos que a porcentagem de pessoas que dizem estar muito interessadas em not\u00edcias diminuiu ao longo do tempo em todos os mercados: essa \u00e9 uma tend\u00eancia que se acelerou apesar da pandemia. Em 2022, o interesse por not\u00edcias foi menor na maioria dos pa\u00edses. Em alguns, como Argentina, Brasil, Espanha e Reino Unido, esse decl\u00ednio vem crescendo j\u00e1 faz tempo.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">A falta de credibilidade<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Acreditamos nas not\u00edcias? Ou desconfiamos das informa\u00e7\u00f5es veiculadas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o? \u00c9 diferente no caso das redes sociais? Em nossa pesquisa observamos que 52,3% dos participantes responderam que se informam pelas redes sociais. \u00c9 interessante notar que, no conjunto das redes, 37,5% dos participantes da pesquisa afirmaram que procuram informa\u00e7\u00e3o diretamente de contas ou p\u00e1ginas de pol\u00edticos, jornalistas e institui\u00e7\u00f5es; 37,4%, disseram que recebem not\u00edcias de portais digitais que outros usu\u00e1rios postam; 25,1% mencionaram conte\u00fados que chegam pelo WhatsApp ou outros aplicativos de mensagens. Esses dados mostram o papel destas redes e das fontes diretas na divulga\u00e7\u00e3o de conte\u00fados informativos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na Argentina, a quest\u00e3o da confian\u00e7a e da credibilidade das fontes tornou-se central em um cen\u00e1rio de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e fragmenta\u00e7\u00e3o da agenda informativa. Na pesquisa, perguntamos quais fontes de informa\u00e7\u00e3o eram mais confi\u00e1veis \u200b\u200bna pandemia: 38% apontaram os meios nacionais; 24%, os meios internacionais; 15%, os cientistas; 13%, o governo; e 10%, as redes sociais. A rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a \u00e9 mediada pela identidade pol\u00edtica da pessoa que responde. Assim, as pessoas que votam no governo dizem confiar na opini\u00e3o dos cientistas (mencionam os infectologistas ou os m\u00e9dicos em geral que costumam aparecer nos meios de comunica\u00e7\u00e3o) e tamb\u00e9m em algumas personalidades do governo. Os que votam na oposi\u00e7\u00e3o costumam mencionar um determinado canal ou jornalista em que confiam. A pesquisa tamb\u00e9m mostra contrastes no n\u00edvel de confian\u00e7a dependendo da posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Para voc\u00ea, qual dos atores a seguir foi uma fonte de informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel na pandemia?<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_71494\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-71494\" class=\"wp-image-71494 size-large\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Graf1-2-1536x960-1-1024x640.png\" alt=\"Bar chart showing research results\" width=\"1024\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Graf1-2-1536x960-1-1024x640.png 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Graf1-2-1536x960-1-300x188.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Graf1-2-1536x960-1-768x480.png 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Graf1-2-1536x960-1.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-71494\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Pesquisa NECyC-PASCAL (2022)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Para os apoiadores do governo, a fonte mais escolhida foram os meios nacionais, depois o governo, os cientistas, os meios internacionais e as redes sociais, nessa ordem. Para os opositores, a fonte mais confi\u00e1vel foram os meios internacionais, depois os nacionais, os cientistas, as redes sociais e, finalmente, o governo. O maior contraste entre opositores e governistas observa-se na confian\u00e7a ou desconfian\u00e7a nos meios internacionais como fonte: eles foram escolhidos por 41,69% dos opositores, contra 10,41% dos governistas. Esse contraste tamb\u00e9m se reflete no n\u00edvel de confian\u00e7a no governo como fonte: ele foi escolhido por 22,2% dos governistas, contra 1,4% dos opositores. Esses dados refor\u00e7am o panorama de antagonismo na m\u00eddia e a polariza\u00e7\u00e3o no consumo de informa\u00e7\u00f5es durante a pandemia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Clara tem 72 anos e antes de se aposentar trabalhava como analista de sistemas. Ela vota em Juntos por el Cambio [alian\u00e7a pol\u00edtica liderada pelo ex-presidente argentino Mauricio Macri]. \"Se eu procuro informa\u00e7\u00e3o, infelizmente tem que ser na m\u00eddia estrangeira, de correspondentes que est\u00e3o no exterior, porque eu n\u00e3o confio na m\u00eddia daqui. Estou bastante atenta \u00e0s\u00a0<i>fake news<\/i>, uso muito o Twitter, mas se o meu bom senso me diz que algo n\u00e3o d\u00e1 para ser como est\u00e3o contando, eu vou no Google e tento encontrar uma fonte confi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Eva tem 36 anos, tr\u00eas filhos, \u00e9 professora de tango e vota na Frente de Todos [coaliz\u00e3o liderada pelo presidente argentino Alberto Fern\u00e1ndez]. Durante a pandemia, ela ficou sem renda porque as milongas e as aulas de dan\u00e7a foram suspensas. Mas diz: \u201cEu tenho muita confian\u00e7a no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e no governo nacional. Agrade\u00e7o muito porque se isso tivesse acontecido com o governo anterior teria sido terr\u00edvel. Ou\u00e7o muito r\u00e1dio e leio os jornais digitais, os relat\u00f3rios di\u00e1rios, os an\u00fancios presidenciais\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ra\u00fal, 66 anos, empres\u00e1rio do setor de gastronomia, diz n\u00e3o tolerar o discurso politizado dos meios. N\u00e3o se identifica com o kirchnerismo [governo] nem com o macrismo [oposi\u00e7\u00e3o], mas no segundo turno de 2019 votou em Macri, a contragosto. \u201cN\u00e3o tem nenhum ve\u00edculo que seja apol\u00edtico. Eu n\u00e3o consigo assistir ao canal C5N e n\u00e3o consigo assistir ao canal 13 porque s\u00e3o duas faces da mesma moeda. \u00c0s vezes eu tento, fa\u00e7o um esfor\u00e7o, mas n\u00e3o consigo\u201d. Tr\u00eas formas diferentes de pensar o mundo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Este panorama mostra a evolu\u00e7\u00e3o din\u00e2mica dos v\u00ednculos com a informa\u00e7\u00e3o durante e depois da pandemia na Argentina. A busca inicial por not\u00edcias, a superexposi\u00e7\u00e3o e a agenda dominada pela COVID-19 como \u00fanico assunto acarretaram satura\u00e7\u00e3o, desconex\u00e3o e desconfian\u00e7a. A avalia\u00e7\u00e3o das fontes de informa\u00e7\u00e3o, em um cen\u00e1rio de crescente polariza\u00e7\u00e3o, aparece intimamente ligada \u00e0 posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos sujeitos, fragmentando o cen\u00e1rio. A pesquisa e as entrevistas confirmam o consumo incidental de not\u00edcias e a necessidade de se desconectar como pr\u00e1ticas cada vez mais frequentes do p\u00fablico. Esses fen\u00f4menos ocorrem em conjunto com o decl\u00ednio da confian\u00e7a nas informa\u00e7\u00f5es veiculadas pelos meios, com a diminui\u00e7\u00e3o do interesse por not\u00edcias e com o aumento do n\u00famero daqueles que as evitam de prop\u00f3sito.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>Imagem em destaque: Jael D\u00edaz Vila\/Revista Anfibia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Excesso de informa\u00e7\u00e3o, satura\u00e7\u00e3o e necessidade de se desconectar. A tend\u00eancia j\u00e1 estava em andamento no mundo todo. Houve um hiato durante a pandemia, quando o consumo de not\u00edcias foi essencial. Depois, o p\u00fablico global, saturado, parece ter enjoado de tanta informa\u00e7\u00e3o. O projeto de pesquisa \"Ci\u00eancias Sociais em tempo real\", da Universidad Nacional de San Mart\u00edn (Buenos Aires), analisa esse impacto na Argentina.<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":71490,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1224],"tags":[1425],"coauthors":[],"class_list":["post-71485","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pesquisa-academica-pt-br","tag-argentina-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.1.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>&#039;Not\u00edcias? 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