{"id":72112,"date":"2023-02-08T09:07:06","date_gmt":"2023-02-08T15:07:06","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=72112"},"modified":"2023-02-17T15:48:19","modified_gmt":"2023-02-17T21:48:19","slug":"iniciativas-de-jornalismo-com-arquivos-desclassificados-na-argentina-e-no-mexico-contribuem-para-a-memoria-a-justica-e-o-acesso-a-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/iniciativas-de-jornalismo-com-arquivos-desclassificados-na-argentina-e-no-mexico-contribuem-para-a-memoria-a-justica-e-o-acesso-a-informacao\/","title":{"rendered":"Iniciativas de jornalismo com arquivos desclassificados na Argentina e no M\u00e9xico contribuem para a mem\u00f3ria, a justi\u00e7a e o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">A primeira vez que a sele\u00e7\u00e3o argentina de futebol ganhou uma Copa do Mundo foi em 25\u00a0de junho de 1978, na \u00fanica Copa do Mundo realizada em solo argentino. Isso aconteceu durante a \u00faltima ditadura militar no pa\u00eds, tamb\u00e9m conhecida como Processo de Reorganiza\u00e7\u00e3o Nacional, durante a qual a Argentina foi governada por uma Junta Militar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Desde ent\u00e3o, entre os argentinos generalizou-se a opini\u00e3o de que a ditadura usou a Copa do Mundo de 1978 na Argentina para se legitimar no poder e ficar bem aos olhos do mundo, enquanto nos bastidores era executado um plano sistem\u00e1tico de terrorismo de Estado, com desaparecimentos for\u00e7ados, pris\u00f5es arbitr\u00e1rias e tortura. Muitos desses casos ocorriam na ent\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/internacional\/2017\/07\/25\/argentina\/1501006092_210592.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Escola de Mec\u00e2nica da Armada (ESMA), um dos maiores centros clandestinos de deten\u00e7\u00e3o, tortura e exterm\u00ednio da \u00e9poca<\/u><\/a>, situada a poucos metros do Est\u00e1dio Monumental, onde a sele\u00e7\u00e3o alviceleste levantou a ta\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Pouco de tudo isso podia ser comprovado de forma factual e documental. Mas em 2019,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.clarin.com\/politica\/ee-uu-entrega-argentina-40-000-documentos-desclasificados-dictadura-militar_0_UfPB12gZ1.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>os Estados Unidos entregaram \u00e0 Argentina mais de 40 mil documentos<\/u><\/a> relativos ao terrorismo de Estado no pa\u00eds sul-americano, de 16 ag\u00eancias de intelig\u00eancia, que haviam sido desclassificados. Surgiram ent\u00e3o documentos para provar muito do que apenas se supunha.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em agosto de 2019, ap\u00f3s a entrega da \u00faltima parte dos arquivos, foi criado o\u00a0<a href=\"https:\/\/desclasificados.org.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Projeto Desclassificados<\/u><\/a>, cujo objetivo \u00e9 traduzir, extrair dados, organizar e sistematizar 4.903 desses documentos e construir uma base de dados de acesso p\u00fablico. Essa \u00e9 uma iniciativa interdisciplinar da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sociales.uba.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Faculdade de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Buenos Aires (UBA)<\/u><\/a> em parceria com as organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abuelas.org.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio<\/u><\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/memoriaabierta.org.ar\/wp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Mem\u00f3ria Aberta<\/u><\/a> e o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cels.org.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS)<\/u><\/a>.<\/p>\n<div id=\"attachment_71993\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-71993\" class=\"wp-image-71995 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.13.57-p.m..png\" alt=\"Cover of Proyecto Desclasificados journalism project website\" width=\"450\" height=\"247\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.13.57-p.m..png 2208w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.13.57-p.m.-300x165.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.13.57-p.m.-1024x562.png 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.13.57-p.m.-768x422.png 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.13.57-p.m.-1536x843.png 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.13.57-p.m.-2048x1124.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><p id=\"caption-attachment-71993\" class=\"wp-caption-text\">Projeto Desclassificados \u00e9 uma iniciativa interdisciplinar da Faculdade de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Buenos Aires em alian\u00e7a com organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos. (Foto: Captura de tela de desclasificados.org.ar)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Quando esses\u00a0documentos foram disponibilizados nas p\u00e1ginas oficiais do Governo da Argentina, uma equipe de volunt\u00e1rios graduados em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o, Tradu\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7o Social na UBA assumiu a tarefa de criar a base de dados indexada que permite o acesso aos arquivos de forma r\u00e1pida e eficiente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA ideia do Desclassificados \u00e9 que, por um lado, [a base de dados] seja p\u00fablica e acess\u00edvel a todas as pessoas sem nenhuma barreira. E por outro lado, que o conte\u00fado seja f\u00e1cil de consultar e acessar. Que n\u00e3o seja um PDF pendurado ali ou em uma caixa\u201d, disse Naiara Mancini, uma das jornalistas que participou da cria\u00e7\u00e3o do banco de dados e que realizou v\u00e1rias reportagens sobre esses documentos, \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>. \u201cTinha que ser de um jeito que quem quisesse consultar, pudesse consultar, e que fosse acess\u00edvel e f\u00e1cil de achar. Que a pessoa n\u00e3o precisasse preencher um formul\u00e1rio para poder fazer a consulta.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os documentos foram organizados em tr\u00eas cole\u00e7\u00f5es, j\u00e1 publicadas: uma com arquivos referentes \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/desclasificados.org.ar\/#malvinas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Guerra das Malvinas<\/u><\/a>, outra sobre o\u00a0<a href=\"https:\/\/desclasificados.org.ar\/#trelew\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Massacre de Trelew<\/u><\/a> e outra sobre a\u00a0<a href=\"https:\/\/desclasificados.org.ar\/#mundial78\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Copa do Mundo de 1978<\/u><\/a>. Esta \u00faltima foi publicada em dezembro de 2022, pouco antes da vit\u00f3ria da sele\u00e7\u00e3o argentina na Copa do Mundo do Qatar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As tr\u00eas cole\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis para consulta no site do Projeto Desclassificados. Os usu\u00e1rios podem pesquisar facilmente, filtrando os resultados por datas, lugares, pessoas, etc.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Destas colet\u00e2neas derivaram artigos jornal\u00edsticos sobre as descobertas mais relevantes. Esses artigos est\u00e3o publicados no site do Projeto Desclassificados e no site da\u00a0<a href=\"http:\/\/anccom.sociales.uba.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Ag\u00eancia de Not\u00edcias de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o da UBA (ANCCOM)<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para Mancini e outros cinco graduados em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o que participaram da parte jornal\u00edstica do projeto, fazer jornalismo a partir dos documentos desclassificados foi uma grande experi\u00eancia de aprendizado com enormes desafios. Um deles foi o processo de verifica\u00e7\u00e3o que precisa ser realizado depois de cada informa\u00e7\u00e3o encontrada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A equipe descobriu que muitos dos arquivos mencionam informa\u00e7\u00f5es que, depois da verifica\u00e7\u00e3o cruzada com outras fontes, revelaram-se falsas ou inconsistentes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cFoi uma boa oportunidade para mostrar [\u2026] a forma transversal em que esses documentos devem ser lidos, no seu contexto de produ\u00e7\u00e3o. E que talvez eles n\u00e3o devam ser lidos ao p\u00e9 da letra, porque precisam ser cruzados com outras fontes\u201d, disse Mancini. \u201cCom o necess\u00e1rio fact-checking, obviamente com entrevistas e pesquisas, essas inconsist\u00eancias muitas vezes aparecem.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A equipe aprendeu a ter sempre em mente que estava trabalhando com arquivos que mostram uma perspectiva subjetiva, a das ag\u00eancias de intelig\u00eancia dos EUA. Aprendeu tamb\u00e9m que, depois de tanto tempo, muitas vezes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel obter a verdade absoluta sobre alguns fatos. No entanto, embora as inconsist\u00eancias n\u00e3o invalidem os documentos, os jornalistas que trabalham com tais arquivos devem ser transparentes e mostrar as inconsist\u00eancias em contraste com as fontes humanas ou documentais, disse Mancini.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para a jornalista, o maior desafio foi decidir como deveriam tratar alguns termos militares que eram mencionados nos documentos sob uma perspectiva norte-americana dos acontecimentos. Por exemplo, em alguns documentos s\u00e3o usados \u200b\u200btermos como \u201cguerrilheiros\u201d ou \u201cguerra suja\u201d, quando para os argentinos o conflito nunca foi uma guerra ou guerrilha, mas terrorismo de Estado. A equipe se deparou com o dilema de n\u00e3o reproduzir termos inexatos tanto em suas bases de dados quanto nos artigos, sem necessariamente evit\u00e1-los.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Outro exemplo aparece na cole\u00e7\u00e3o da Guerra das Malvinas. Os documentos se referem \u00e0s ilhas como \u201cFalkland\u201d, nome ingl\u00eas do arquip\u00e9lago sobre o qual existe uma disputa hist\u00f3rica entre a Argentina e o Reino Unido.\u00a0Para os argentinos \u00e9 incorreto traduzir \"Falkland\" como \"Malvinas\". A equipe do Projeto \u00a0Desclassificados optou por incluir os dois termos, com \"Malvinas\" entre colchetes.<\/p>\n<div id=\"attachment_72002\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-72002\" class=\"wp-image-72004 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.00.09-p.m..png\" alt=\"Unclassified document regarding the Argentina 78 world cup.\" width=\"400\" height=\"566\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.00.09-p.m..png 788w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.00.09-p.m.-212x300.png 212w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.00.09-p.m.-724x1024.png 724w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.00.09-p.m.-768x1086.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-72002\" class=\"wp-caption-text\">Uma das cole\u00e7\u00f5es do Projeto Desclassificados est\u00e1 dedicada a documentos que tratam das a\u00e7\u00f5es da ditadura militar no contexto da Copa do Mundo na Argentina em 1978. (Foto: Ag\u00eancia desclassificadora, Terrorist Action-Argentine Army Operations. [Cole\u00e7\u00e3o Copa do Mundo de Futebol 1978])<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\"N\u00e3o se pode dizer coisas que os documentos n\u00e3o est\u00e3o dizendo. \u00c9 preciso discutir a partir de uma posi\u00e7\u00e3o subjetiva, porque os documentos trazem com eles uma posi\u00e7\u00e3o subjetiva\", disse Mancini. \u201cTrata-se de uma interven\u00e7\u00e3o no texto a partir da pesquisa e \u00e9 um trabalho com os arquivos, criticando-os e dialogando com essa linguagem. [...] Eles foram produzidos em um contexto que precisa ser recuperado e devem ser trazidos para o presente com o trabalho jornal\u00edstico. Acho que esse \u00e9 o maior desafio que temos ao trabalhar com esses documentos.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quase quatro anos depois\u00a0de seu in\u00edcio, o Projeto Desclassificados teve um impacto no jornalismo na Argentina. As cole\u00e7\u00f5es foram retomadas por v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o, que descobriram mais coisas e deram novas interpreta\u00e7\u00f5es aos documentos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para Mancini, a maior contribui\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 os documentos poderem ser usados nos processos judiciais das v\u00edtimas da ditadura militar. O Projeto Desclassificados forneceu provas documentais em pelo menos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abuelas.org.ar\/noticia\/el-proyecto-desclasificados-sigue-creciendo-1390\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>dois julgamentos em andamento por crimes de lesa-humanidade<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cIsso \u00e9 extremamente enriquecedor, porque al\u00e9m das quest\u00f5es jornal\u00edsticas, tem a ver com o julgamento efetivo dos ditadores daquela \u00e9poca, dos repressores daquela \u00e9poca, e com uma contribui\u00e7\u00e3o real para a justi\u00e7a\u201d, disse a jornalista.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Projeto Desclassificados \u00e9 um exemplo da contribui\u00e7\u00e3o que uma parceria entre jornalistas e organiza\u00e7\u00f5es de defesa dos direitos humanos pode dar \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 mem\u00f3ria hist\u00f3rica. A desclassifica\u00e7\u00e3o de documentos na Argentina \u00e9 em grande parte o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.telesurtv.net\/news\/EE.UU.-desclasifica-documentos-sobre-la-dictadura-argentina-20160808-0034.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>resultado de anos de esfor\u00e7os de organiza\u00e7\u00f5es como Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio, Memoria Aberta e CELS<\/u><\/a>, que trabalham h\u00e1 anos para chegar \u00e0 verdade sobre o que aconteceu com as v\u00edtimas da ditadura militar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cN\u00e3o \u00e9 o trabalho de um jornalista isolado, \u00e9 uma quest\u00e3o mais org\u00e2nica de toda uma rede de organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos que, felizmente, \u00e9 muito forte aqui na Argentina e \u00e9 muito importante para a democracia de hoje\u201d, disse Mancini.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">A luta de Davi contra Golias<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">No M\u00e9xico, Laura S\u00e1nchez Ley e Dardo Neubauer vivem uma corrida de paci\u00eancia e resist\u00eancia para enfrentar a neglig\u00eancia das autoridades e os obst\u00e1culos burocr\u00e1ticos contra seus esfor\u00e7os para divulgar documentos de acontecimentos relevantes da hist\u00f3ria recente do pa\u00eds.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">S\u00e1nchez Ley e Neubauer, jornalistas do M\u00e9xico e da Argentina, respectivamente, s\u00e3o os fundadores do\u00a0<a href=\"https:\/\/archiveroexpedientes.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Archivero<\/u><\/a>, um projeto jornal\u00edstico baseado na abertura de arquivos e documentos classificados ou considerados \"de seguran\u00e7a nacional\" no M\u00e9xico.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A iniciativa surgiu quando S\u00e1nchez Ley percebeu que, sobre os principais acontecimentos da hist\u00f3ria pol\u00edtica mexicana das \u00faltimas d\u00e9cadas, as autoridades muitas vezes oferecem verdades hist\u00f3ricas, que o Estado procura estabelecer como absolutas e oficiais, mas que a sociedade n\u00e3o considera necessariamente como totalmente confi\u00e1veis.<\/p>\n<div id=\"attachment_71996\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-71996\" class=\"wp-image-71998 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.07.14-p.m..png\" alt=\"Screenshot of a TikTok of Mexico's access to information project Archivero.\" width=\"400\" height=\"639\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.07.14-p.m..png 846w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.07.14-p.m.-188x300.png 188w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.07.14-p.m.-641x1024.png 641w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.07.14-p.m.-768x1227.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-71996\" class=\"wp-caption-text\">Archivero busca apresentar a informa\u00e7\u00e3o em fios no Twitter, stories no Instagram e v\u00eddeos no TikTok. (Foto: Captura de tela\u00a0 de @archiveroexp no TikTok)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Quando a jornalista investigou casos como os assassinatos do candidato presidencial Luis Donaldo Colosio e do deputado Jos\u00e9 Francisco Ruiz Massieu, ambos em 1994, descobriu que as leis de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica possuem cl\u00e1usulas que classificam certas informa\u00e7\u00f5es como \"segredo de Estado\" ou de \u201cseguran\u00e7a nacional\u201d, e as autoridades muitas vezes alegavam que esses arquivos n\u00e3o podiam ser acessados \u200b\u200bporque eram processos judiciais \u201cem andamento\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Depois de ter aprendido a driblar alguns obst\u00e1culos e de ter acesso aos primeiros arquivos, o passo seguinte foi analisar a informa\u00e7\u00e3o, compil\u00e1-la em um \u00fanico lugar e entreg\u00e1-la \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de uma forma mais diger\u00edvel.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cVivemos em um pa\u00eds de verdades oficiais, de verdades hist\u00f3ricas. Cada vez que mexemos em um desses casos percebemos quantas irregularidades foram cometidas e quanta informa\u00e7\u00e3o foi omitida. Eles est\u00e3o acostumados a nos dar resumos oficiais dessas hist\u00f3rias sem nos permitir o acesso aos arquivos\u201d, disse S\u00e1nchez Ley \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em fevereiro de 2022, S\u00e1nchez Ley e Neubauer lan\u00e7aram uma pesquisa nas redes sociais perguntando quais casos os internautas gostariam que eles investigassem. A resposta foi melhor do que o esperado e na semana de lan\u00e7amento do Archivero o projeto ganhou cerca de 10 mil seguidores no Twitter.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em um ano, o Archivero conseguiu desclassificar 12 casos de relev\u00e2ncia nacional e publicou pelo menos 10 artigos com as principais conclus\u00f5es sobre eles.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas, no caminho, os fundadores perceberam que esse trabalho necessita de um or\u00e7amento enorme e, principalmente, de muito tempo e paci\u00eancia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201c\u00c0s vezes voc\u00ea demora um ano para abrir um arquivo ou para ter acesso a ele. Depois v\u00eam os custos: a lei mexicana estabelece que cada uma dessas p\u00e1ginas que queremos reproduzir, que queremos dar \u00e0s pessoas para que elas saibam o que aconteceu, custa entre 1 e 5 pesos [entre 0,05 e 0,25 d\u00f3lares]. Imagine s\u00f3, s\u00e3o arquivos que chegam a ter at\u00e9 10 mil p\u00e1ginas\", disse S\u00e1nchez Ley.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">At\u00e9 agora o projeto n\u00e3o tem uma fonte fixa de financiamento, de modo que s\u00e3o os fundadores que arcam com essas despesas. S\u00f3 em algumas ocasi\u00f5es eles tiveram o apoio dos seguidores via financiamento coletivo para cobrir os custos de reprodu\u00e7\u00e3o de dois dossi\u00eas em particular.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Entretanto, os obst\u00e1culos econ\u00f4micos n\u00e3o s\u00e3o os mais dif\u00edceis. O Archivero continua trabalhando para ter acesso aos arquivos de uma s\u00e9rie de casos de muita relev\u00e2ncia pol\u00edtica no M\u00e9xico. E \u00e9 nesses casos que as autoridades, principalmente os \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a, t\u00eam colocado mais obst\u00e1culos, alguns dos quais beiram o absurdo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Archivero conseguiu acessar o arquivo sobre o assassinato do cardeal Juan Jes\u00fas Posadas Ocampo, morto em 1993, supostamente em um tiroteio em uma tentativa de assassinato do traficante de drogas Joaqu\u00edn \"El Chapo\" Guzm\u00e1n. O arquivo tem cerca de 500 mil p\u00e1ginas e a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica permite o acesso ao arquivo apenas durante uma hora por dia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">S\u00e1nchez Ley disse que algumas vezes ela teve que esperar que os funcion\u00e1rios \u200b\u200bcolassem dezenas de tiras de papel sobre supostos dados pessoais mencionados nos arquivos, o que diminuiu o tempo de consulta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cExiste um empenho para colocar todos os obst\u00e1culos poss\u00edveis, principalmente, imagino, para que muitas das coisas que foram cometidas e que foram feitas de errado na \u00e9poca n\u00e3o sejam reveladas\u201d, disse a jornalista. \u201cMas \u00e9 realmente uma estrat\u00e9gia para desanimar porque obviamente eles sabem que fazendo isso, a gente vai se cansar.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na tentativa de contornar os obst\u00e1culos legais impostos pelas autoridades, a equipe do Archivero teve que aprender a terminologia e os procedimentos legais, e tamb\u00e9m rodear-se de advogados especializados nas leis de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, considerados essenciais para o trabalho de desclassifica\u00e7\u00e3o de arquivos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEles [as autoridades] sempre est\u00e3o procurando uma palavra errada no seu pedido de informa\u00e7\u00e3o, para neg\u00e1-lo. Eles t\u00eam 40 dias para responder, ent\u00e3o, se acharem algo, todo o trabalho que voc\u00ea fez em um m\u00eas se perde\", disse S\u00e1nchez Ley. \u201cTentamos absorver tudo o que podemos dos advogados para n\u00e3o cometer erros.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Superados os obst\u00e1culos e obtidos os arquivos, o passo seguinte \u00e9 o trabalho jornal\u00edstico de analisar o conte\u00fado, determinar o que interessa \u00e0s pessoas e apresentar de forma diger\u00edvel e atraente para que a informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limite apenas ao chamado \"c\u00edrculo vermelho\" de jornalistas, historiadores e acad\u00eamicos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cAgora, com o imediatismo da informa\u00e7\u00e3o, as pessoas querem ver os fios do Twitter, querem ver os stories do Instagram, querem ver posts muito mais curtos. N\u00f3s aprendemos que essa \u00e9 a forma de transmitir o que estamos desclassificando e abrindo\u201d, disse Sanchez Ley.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O plano de longo prazo do Archivero \u00e9 digitalizar todos os arquivos obtidos e criar um reposit\u00f3rio de assuntos relevantes que seja p\u00fablico e facilmente acess\u00edvel para qualquer usu\u00e1rio, semelhante ao Projeto Desclassificados. Mas eles sabem que para isso precisam encontrar formas sustent\u00e1veis \u200b\u200bde financiamento.<\/p>\n<div id=\"attachment_71999\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-71999\" class=\"wp-image-72001 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.01.40-p.m..png\" alt=\"Screenshot of Mexico's access to information project Archivero's website\" width=\"400\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.01.40-p.m..png 1202w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.01.40-p.m.-237x300.png 237w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.01.40-p.m.-810x1024.png 810w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Screen-Shot-2023-02-06-at-10.01.40-p.m.-768x971.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-71999\" class=\"wp-caption-text\">Em um ano, Archivero conseguiu desclassificar 12 casos de relev\u00e2ncia nacional e publicou pelo menos 10 artigos com as principais descobertas desses casos. (Foto: Captura de tela de archiveroexpedientes.com)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Por enquanto, al\u00e9m de recursos pr\u00f3prios, a equipe \u00e9 financiada com a venda de servi\u00e7os de pesquisa e tamb\u00e9m por meio de oficinas e treinamentos sobre o que aprenderam sobre as leis de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica do M\u00e9xico (<a href=\"https:\/\/www.diputados.gob.mx\/LeyesBiblio\/ref\/lgtaip.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>LGTAIP<\/u><\/a>) e dos EUA (<a href=\"https:\/\/www.foia.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>FOIA<\/u><\/a>). Al\u00e9m disso, o Archivero encontrou uma potencial fonte de renda em s\u00e9ries documentais das plataformas de streaming.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cPercebemos que [as produ\u00e7\u00f5es das s\u00e9ries] precisam de pesquisa de campo e de arquivo. Por exemplo, estamos trabalhando com pesquisa de arquivo em tr\u00eas document\u00e1rios desde que o Archivero foi criado. Essa \u00e9 uma das formas de continuar apoiando este projeto\u201d, disse S\u00e1nchez Ley.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Um ano ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o do Archivero, seus criadores consideram que o projeto \u00e9 uma forma de fortalecer o que S\u00e1nchez Ley chama de \"jornalismo de mem\u00f3ria\" no M\u00e9xico e de resgatar hist\u00f3rias que foram not\u00edcia e que continuam sendo relevantes para muitos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201c[O Archivero] \u00e9, especialmente, um exerc\u00edcio de recupera\u00e7\u00e3o e de mem\u00f3ria hist\u00f3rica\u201d, disse S\u00e1nchez Ley. \u201cEu n\u00e3o posso garantir que um arquivo classificado seja uma verdade absoluta, mas ele vai preencher as lacunas das hist\u00f3rias que as autoridades nos contaram e que foram amplamente divulgadas nos meios de comunica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto Desclassificados, na Argentina, criou uma base de dados p\u00fablica e de f\u00e1cil acesso com documentos desclassificados do governo dos EUA sobre a Argentina. 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