{"id":72609,"date":"2023-02-23T17:55:22","date_gmt":"2023-02-23T23:55:22","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=72609"},"modified":"2023-02-24T12:41:41","modified_gmt":"2023-02-24T18:41:41","slug":"a-imprensa-independente-e-tao-importante-quanto-a-midia-tradicional-5-perguntas-para-a-jornalista-brasileira-katia-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/a-imprensa-independente-e-tao-importante-quanto-a-midia-tradicional-5-perguntas-para-a-jornalista-brasileira-katia-brasil\/","title":{"rendered":"'A imprensa independente \u00e9 t\u00e3o importante quanto a m\u00eddia tradicional': 5 perguntas para a jornalista brasileira K\u00e1tia Brasil"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">A jornalista brasileira K\u00e1tia Brasil tem 37 anos de profiss\u00e3o e 33 anos de Amaz\u00f4nia. A floresta e seus povos habitavam seus sonhos de jovem jornalista, sa\u00edda do Rio de Janeiro direto para Boa Vista, no estado de Roraima, em 1990. Confrontado com as grandes expectativas de uma jornalista rec\u00e9m-formada, o come\u00e7o na nova cidade foi decepcionante, e ela quase desistiu da carreira. Mas ao conseguir um emprego em um jornal que lhe \u201cabriu as portas da Amaz\u00f4nia\u201d, como ela contou \u00e0 <strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>, Brasil come\u00e7ou a consolidar o trabalho que, mais de tr\u00eas d\u00e9cadas depois, se destaca nacional e internacionalmente por meio da ag\u00eancia\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Amaz\u00f4nia Real<\/u><\/a>, da qual ela \u00e9 cofundadora e codiretora e que completa 10 anos em 2023.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Desde sua funda\u00e7\u00e3o, Amaz\u00f4nia Real se destaca por centralizar a cobertura sobre a regi\u00e3o nas perspectivas das popula\u00e7\u00f5es que ali vivem, com linha editorial \u201cvoltada \u00e0 defesa da democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, da liberdade de express\u00e3o, da liberdade de imprensa e dos direitos humanos\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/quemsomos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>como explicitado em seu site<\/u><\/a>. Seu jornalismo investigativo se inspira em outros meios inovadores e renomados como\u00a0<a href=\"https:\/\/apublica.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Ag\u00eancia P\u00fablica<\/u><\/a>, do Brasil,\u00a0<a href=\"https:\/\/elfaro.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>El Faro<\/u><\/a>, de El Salvador, e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.propublica.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Propublica<\/u><\/a>, dos Estados Unidos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-72611 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Cinco-Perguntas-PT-Katia-Brasil.png\" alt=\"Woman standing among trees in the Amazon forest and looking at the camera\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Cinco-Perguntas-PT-Katia-Brasil.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Cinco-Perguntas-PT-Katia-Brasil-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Cinco-Perguntas-PT-Katia-Brasil-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Amaz\u00f4nia Real \u00e9 hoje um dos meios\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/premios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>mais premiados<\/u><\/a> do Brasil. Entre os reconhecimentos dos \u00faltimos anos est\u00e3o o\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciaefe.es\/premios-rey-espana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Pr\u00eamio Rei de Espanha 2018<\/u><\/a>, como\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/em-madri-agencia-amazonia-real-recebe-o-premio-rei-da-espanha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>meio de comunica\u00e7\u00e3o de destaque na Ibero-Am\u00e9rica<\/u><\/a>; a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/noticias\/fundadoras-da-amazonia-real-serao-as-homenageadas-no-16o-congresso-da-abraji\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>homenagem da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)<\/u><\/a> a\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/abraji-homenageia-elaize-farias-e-katia-brasil-como-grandes-defensoras-do-jornalismo-e-da-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>K\u00e1tia Brasil e Ela\u00edze Farias<\/u><\/a>, cofundadoras da ag\u00eancia, durante o 16\u00ba Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em 2021; e o\u00a0<a href=\"https:\/\/vladimirherzog.org\/premio-vladimir-herzog-homenageados-2022\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Pr\u00eamio Especial Vladimir Herzog em 2022<\/u><\/a> a\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/fundadoras-da-amazonia-real-recebem-premio-vladimir-herzog-e-defendem-a-floresta-e-a-liberdade-de-imprensa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Brasil e Farias<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tamb\u00e9m em 2022, Amaz\u00f4nia Real foi finalista do\u00a0<a href=\"https:\/\/rsf.org\/en\/rsf-unveils-shortlist-nominees-its-30th-annual-press-freedom-awards\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>30\u00ba Pr\u00eamio Anual de Liberdade de Imprensa da Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras (RSF)<\/u><\/a>, na categoria Impacto. O j\u00fari do pr\u00eamio da RSF destacou a cobertura feita pela ag\u00eancia dos\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/ausencia-do-estado-potencializa-riscos-para-jornalistas-em-regiao-amazonica-onde-reporter-britanico-dom-phillips-foi-assassinado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>assassinatos do jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira<\/u><\/a>, mortos no Vale do Javari, no Amazonas, em junho de 2022. Tamb\u00e9m afirmou que \u201ca m\u00eddia nacional repercutiu suas reportagens recentes sobre confrontos entre a pol\u00edcia e garimpeiros ilegais, o uso de novos pesticidas industriais e o roubo de terras de comunidades locais\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A cobertura sobre o garimpo ilegal em terras ind\u00edgenas e seu impacto nos povos origin\u00e1rios e no meio ambiente est\u00e1 presente na Amaz\u00f4nia Real desde sua funda\u00e7\u00e3o. Na vida de K\u00e1tia Brasil, est\u00e1 presente h\u00e1 32 anos, desde que ela conheceu o l\u00edder ind\u00edgena Davi Kopenawa Yanomami e acompanhou protestos ind\u00edgenas em Boa Vista contra a invas\u00e3o dos garimpeiros e a explora\u00e7\u00e3o ilegal de seus territ\u00f3rios. Esse cen\u00e1rio se agravou nos \u00faltimos quatro anos no Brasil, fomentado pelo incentivo do ex-presidente Jair Bolsonaro ao garimpo ilegal e por sua neglig\u00eancia com os povos ind\u00edgenas. No come\u00e7o de 2023, essa emerg\u00eancia humanit\u00e1ria finalmente ganhou destaque nos meios nacionais, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de uma\u00a0<a href=\"https:\/\/sumauma.com\/nao-estamos-conseguindo-contar-os-corpos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>reportagem da plataforma de jornalismo Suma\u00fama<\/u><\/a> com fotos de crian\u00e7as ind\u00edgenas desnutridas no territ\u00f3rio Yanomami, onde garimpeiros ilegais t\u00eam levado viol\u00eancia, doen\u00e7as e morte aos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEm todos os grandes eventos na Amaz\u00f4nia, a grande m\u00eddia aparece e faz uma cobertura r\u00e1pida, temporal. E depois tudo cai no esquecimento\u201d, criticou Brasil. \u201cAs imagens das crian\u00e7as desnutridas, passando fome, ganharam destaque internacional, mas hoje n\u00e3o se v\u00ea mais nenhum clamor em rela\u00e7\u00e3o a isso [nos meios tradicionais].\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong> conversou com K\u00e1tia Brasil sobre esses e outros temas, como a seguran\u00e7a de jornalistas na Amaz\u00f4nia deflagrada pelo crime organizado em conluio com atores estatais e sobre a rela\u00e7\u00e3o do novo governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, com a imprensa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Leia abaixo a entrevista, que foi editada para efeitos de clareza e concis\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>1. Voc\u00ea se formou e come\u00e7ou sua carreira como jornalista no Rio de Janeiro, e em 1990 se mudou para a Amaz\u00f4nia. Por que voc\u00ea escolheu dedicar seu fazer jornal\u00edstico a essa regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>K\u00e1tia Brasil:<\/strong> Em 1990, eu estava rec\u00e9m-formada no curso de jornalismo, no Rio de Janeiro. Fui convidada para participar de uma sele\u00e7\u00e3o para trabalhar em um jornal no estado de Roraima e acabei passando. Tinha muito interesse em trabalhar na Amaz\u00f4nia, porque queria fazer grandes reportagens. Esse era o meu sonho, que tem muito a ver com as reportagens que eu lia do Zuenir Ventura no Jornal do Brasil. Os jornais que lia na \u00e9poca publicavam pouqu\u00edssimas hist\u00f3rias dos povos da Amaz\u00f4nia. E essas hist\u00f3rias eram justamente sobre o garimpo na Terra Ind\u00edgena Yanomami, em Roraima, e o garimpo de Serra Pelada, no Par\u00e1, que ganhava muito espa\u00e7o na m\u00eddia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nos primeiros nove meses que passei nesse jornal [em Roraima], n\u00e3o tive a oportunidade de escrever sobre os povos ind\u00edgenas, porque essa pauta n\u00e3o interessava \u00e0 editoria do jornal. Acabei ficando mais na reda\u00e7\u00e3o, cuidando do fluxo das mat\u00e9rias, e pouco ia para a rua.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No final de 1990, voltei para o Rio de Janeiro. A situa\u00e7\u00e3o no Rio n\u00e3o estava boa para os jornalistas, existia uma crise na profiss\u00e3o e trabalho para rec\u00e9m-formados ainda estava dif\u00edcil. Sou uma mulher de origem humilde, uma mulher negra. Hoje tenho consci\u00eancia de que isso pesava muito e n\u00e3o percebia, porque as portas das grandes reda\u00e7\u00f5es n\u00e3o se abriam facilmente pra mim. O \u00fanico lugar que abriu a porta para mim foi a Amaz\u00f4nia, e para l\u00e1 voltei em 1991 para trabalhar no jornal A Gazeta de Roraima. Esse jornal, sim, abriu as portas da Amaz\u00f4nia pra mim, porque atrav\u00e9s dele eu pude entrevistar os povos ind\u00edgenas. Tamb\u00e9m tive um editor, o Pl\u00ednio Vicente da Silva, que me ensinou a ser correspondente. Como j\u00e1 tinha feito um trabalho freelancer para o jornal O Globo, passei na reda\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia e pedi para ser a correspondente em Roraima e consegui. Pela Gazeta ganhamos o Pr\u00eamio Esso, em 1991, por uma reportagem que fiz sobre o conflito territorial entre a Venezuela e o Brasil por causa de garimpeiros brasileiros.<\/p>\n<div id=\"attachment_72629\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-72629\" class=\"wp-image-72629\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/davikopenawakatiabrasil.png\" alt=\"a man with his left arm around a woman's shoulders, both looking at the camera and smiling\" width=\"350\" height=\"441\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/davikopenawakatiabrasil.png 593w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/davikopenawakatiabrasil-238x300.png 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><p id=\"caption-attachment-72629\" class=\"wp-caption-text\">Davi Kopenawa Yanomami e K\u00e1tia Brasil em 1992. Foto: Arquivo pessoal \/ K\u00e1tia Brasil<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Comecei a visitar a Funai, onde encontrava lideran\u00e7as dos povos ind\u00edgenas, e comecei a criar grandes v\u00ednculos. L\u00e1 conheci, em 1991, o [l\u00edder ind\u00edgena] Davi Kopenawa Yanomami, e acompanhei protestos ind\u00edgenas em Boa Vista, j\u00e1 contra a minera\u00e7\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e a invas\u00e3o dos garimpeiros. Ent\u00e3o essa hist\u00f3ria est\u00e1 na minha vida h\u00e1 32 anos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>2. Conversamos\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/ausencia-do-estado-potencializa-riscos-para-jornalistas-em-regiao-amazonica-onde-reporter-britanico-dom-phillips-foi-assassinado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><u>em junho de 2022 sobre os riscos para jornalistas que cobrem atividades ilegais na Amaz\u00f4nia<\/u><\/strong><\/a><strong>, que se evidenciaram ap\u00f3s o jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips ser assassinado junto com o indigenista brasileiro Bruno Pereira, a quem acompanhava na regi\u00e3o do Vale do Javari. Qual \u00e9 a sua avalia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a dos jornalistas na Amaz\u00f4nia desde ent\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A quest\u00e3o da seguran\u00e7a dos jornalistas na Amaz\u00f4nia precisa ser vista de tr\u00eas \u00e2ngulos: primeiro, dos jornalistas que trabalham na reda\u00e7\u00e3o e fazem pautas sobre pol\u00edtica e corrup\u00e7\u00e3o que contrariam os interesses de pol\u00edticos e empres\u00e1rios da regi\u00e3o. Esses jornalistas podem ser demitidos a qualquer momento se uma reportagem desagradar o pol\u00edtico A, B ou C; ou por contrariar o interesse de um empres\u00e1rio da minera\u00e7\u00e3o, por exemplo, que paga a publicidade do jornal. Quando acontecem amea\u00e7as, dificilmente as empresas protegem os jornalistas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A segunda quest\u00e3o \u00e9 a forma como a imprensa local tem trabalhado os temas a partir do olhar oficial. Ag\u00eancias oficiais, como governo estadual, prefeitura e assessorias de estatais, est\u00e3o produzindo releases como se fossem reportagens. Esses releases s\u00e3o publicados na \u00edntegra em jornais, sites e blogs. \u00c0s vezes um release at\u00e9 substitui uma mat\u00e9ria do jornalista que foi a campo porque o texto dele vai contrariar o interesse do governador ou do prefeito. Isso \u00e9 muito grave e viola a liberdade de express\u00e3o e a liberdade de imprensa. Muitos sites e jornais impressos publicando os mesmos releases fazem com que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha senso cr\u00edtico, e isso tamb\u00e9m afronta a democracia. Ent\u00e3o esse \u00e9 um problema grave que tamb\u00e9m deixa os jornalistas vulner\u00e1veis e amea\u00e7ados.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E a terceira quest\u00e3o \u00e9 o jornalista que vai a campo, que entra nas \u00e1reas de conflitos, que se desloca da reda\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios estados da Amaz\u00f4nia, como \u00e9 o caso dos jornalistas da Amaz\u00f4nia Real. Hoje n\u00f3s temos um plano de seguran\u00e7a, mas mesmo antes disso a gente j\u00e1 tinha m\u00e9todos de trabalhar em campo para que esse jornalista volte com seguran\u00e7a para casa. Por exemplo, n\u00e3o se pode viajar \u00e0 noite; \u00e9 bom sempre viajar durante o dia. N\u00e3o se viaja no carro de uma lideran\u00e7a ou ativista amea\u00e7ado porque essa pessoa ficar\u00e1 mais em risco ao lado de um jornalista. E a gente raramente deixa o jornalista viajar sozinho. \u00c9 sempre em dupla, sempre um homem e uma mulher, inclusive, para trazer a equidade tamb\u00e9m na linha de frente da reportagem. Em determinados territ\u00f3rios a gente j\u00e1 deixou de ir\u00a0<i>in loco<\/i> averiguar a situa\u00e7\u00e3o por causa do grau das amea\u00e7as contra a lideran\u00e7a. Nesse caso, a op\u00e7\u00e3o \u00e9 entrevistar essa lideran\u00e7a pelo WhatsApp ou outra rede mais segura.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A gente tamb\u00e9m tem que colocar em evid\u00eancia o que aconteceu durante o governo Bolsonaro, que criou um ambiente hostil contra jornalistas. Estamos vivendo agora um novo momento, e \u00e9 preciso que os mecanismos de seguran\u00e7a [para jornalistas] sejam revalidados e apoiados pelo governo federal, para que n\u00e3o ocorra mais o que aconteceu no Vale do Javari com ningu\u00e9m.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>3. Nas \u00faltimas semanas tem havido uma como\u00e7\u00e3o p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas Yanomami, que se encontram cercados pelo garimpo ilegal, que tem levado viol\u00eancia, doen\u00e7as e fome \u00e0 Terra Ind\u00edgena. Grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o brasileiros passaram a cobrir ostensivamente este tema, o que a Amaz\u00f4nia Real tem feito pelo menos desde 2020. Qual \u00e9 a sua opini\u00e3o sobre esse \u201catraso\u201d dos grandes meios nessa cobertura, e que li\u00e7\u00f5es ficam para voc\u00eas, da Amaz\u00f4nia Real, e para os grandes meios nessa quest\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na verdade, Davi Kopenawa Yanomami vem denunciando a retomada do garimpo desde 2013. Em 2019,<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/davi-kopenawa-eles-sao-contra-nossa-vida-porque-protegemos-a-terra-que-o-avo-deles-queria-roubar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>ele deu uma entrevista para a Amaz\u00f4nia Real<\/u><\/a> em que dizia que havia entre 10 mil e 15 mil garimpeiros na Terra Ind\u00edgena Yanomami. Antes, em 1991, as den\u00fancias que ele fez levou o governo a retirar 40 mil garimpeiros e a demarcar o territ\u00f3rio em 1992.<\/p>\n<div id=\"attachment_72632\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-72632\" class=\"wp-image-72632\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51267294741_a9a8b956cc_c-300x200.jpg\" alt=\"aerial view of illegal mining camp in Yanomami Indigenous territory in the Brazilian Amazon\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51267294741_a9a8b956cc_c-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51267294741_a9a8b956cc_c-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51267294741_a9a8b956cc_c-507x340.jpg 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51267294741_a9a8b956cc_c-350x234.jpg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/51267294741_a9a8b956cc_c.jpg 799w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-72632\" class=\"wp-caption-text\">Grande \u00e1rea de garimpo conhecido como \"Tatuz\u00e3o\" na regi\u00e3o do rio Uraricoera na Terra Ind\u00edgena Yanomami, em abril de 2021. (Foto: Bruno Kelly\/Amaz\u00f4nia Real)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Esse garimpo tomou corpo realmente nos \u00faltimos quatro anos, durante o governo Bolsonaro. Come\u00e7aram uma s\u00e9rie de viola\u00e7\u00f5es e uma retomada muito grande, de muitos homens explorando ilegalmente o territ\u00f3rio, destruindo os rios e desmatando a floresta. Isso foi sem d\u00favida determinante para calamidade que \u00e9 hoje o territ\u00f3rio Yanomami nessa parte que fica no estado de Roraima.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2021 fizemos uma grande reportagem especial\u00a0<i>in loco<\/i>, mostrando<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/ouro-do-sangue-yanomami\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>a cadeia produtiva ilegal da explora\u00e7\u00e3o do ouro e da cassiterita<\/u><\/a>, que s\u00e3o dois min\u00e9rios de alto valor no com\u00e9rcio nacional e internacional. Essa reportagem surgiu de uma pergunta que me intrigava sempre: quem vende e compra o ouro? N\u00f3s mostramos quem s\u00e3o os empres\u00e1rios e pol\u00edticos por tr\u00e1s desses crimes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em todos os grandes eventos na Amaz\u00f4nia, a grande m\u00eddia aparece e faz uma cobertura r\u00e1pida, temporal. E depois tudo cai no esquecimento. As imagens das crian\u00e7as desnutridas, passando fome, ganharam destaque internacional, mas hoje n\u00e3o se v\u00ea mais nenhum clamor em rela\u00e7\u00e3o a isso [nos meios tradicionais]. As pessoas j\u00e1 viraram a p\u00e1gina.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nesse ponto a Amaz\u00f4nia Real vai continuar at\u00e9 o fim, porque essa \u00e9 uma grande caracter\u00edstica nossa: sempre cobrir as quest\u00f5es amaz\u00f4nicas com profundidade e trazendo a narrativa dos povos ind\u00edgenas em primeiro lugar, principalmente daqueles que est\u00e3o na terra lutando pela sobreviv\u00eancia dos seus povos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>4. Enquanto nos quatro anos de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro registraram-se \u00edndices recordes de desmatamento e consolidou-se a presen\u00e7a do crime organizado na Amaz\u00f4nia brasileira, o governo do atual presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva promete zerar o desmatamento, retirar o garimpo ilegal de terras ind\u00edgenas e combater o crime organizado na regi\u00e3o. Como essa mudan\u00e7a na postura do governo federal impacta a cobertura jornal\u00edstica da Amaz\u00f4nia?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A gente j\u00e1 tem nisso um respiro com a mudan\u00e7a de governo. Porque, nos \u00faltimos quatro anos, a gente n\u00e3o tinha respostas de nada. N\u00e3o fizemos uma entrevista, por exemplo, com um ministro da Sa\u00fade. Era imposs\u00edvel entrevistar qualquer autoridade do governo, todas se recusaram a falar com a imprensa. Hoje j\u00e1 temos um canal aberto, sem d\u00favida.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O governo Lula promete o desmatamento zero e a retirada dos garimpeiros dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas invadidos, e n\u00f3s estamos aguardando que isso realmente aconte\u00e7a, para que as popula\u00e7\u00f5es consigam viver em paz. Estamos aguardando as medidas de fato, a principal a demarca\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas.<\/p>\n<div id=\"attachment_72626\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-72626\" class=\"size-medium wp-image-72626\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Katia-Brasil-com-mulheres-Kinja-Foto-Bruno-Kelly-2019-2-300x200.jpg\" alt=\"tree women and a child standing among trees and looking at the camera\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Katia-Brasil-com-mulheres-Kinja-Foto-Bruno-Kelly-2019-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Katia-Brasil-com-mulheres-Kinja-Foto-Bruno-Kelly-2019-2-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Katia-Brasil-com-mulheres-Kinja-Foto-Bruno-Kelly-2019-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Katia-Brasil-com-mulheres-Kinja-Foto-Bruno-Kelly-2019-2-507x340.jpg 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Katia-Brasil-com-mulheres-Kinja-Foto-Bruno-Kelly-2019-2-350x234.jpg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Katia-Brasil-com-mulheres-Kinja-Foto-Bruno-Kelly-2019-2.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-72626\" class=\"wp-caption-text\">K\u00e1tia Brasil com mulheres Kinja, em 2019. Foto: Bruno Kelly\/Amaz\u00f4nia Real<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">J\u00e1 o impacto do novo governo na cobertura ainda estamos observando. Eu fico um pouco receosa quando o governo Lula convoca jornalistas para um caf\u00e9 da manh\u00e3 e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.headline.com.br\/lula-entre-o-jornalismo-o-ativismo-e-a-influencia-digital-518347e7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>coloca a imprensa tradicional num dia e a imprensa independente, alternativa, no outro dia<\/u><\/a>, como se a imprensa n\u00e3o pudesse ser misturada. Eu n\u00e3o entendo muito isso, n\u00e3o sei porque essas divis\u00f5es. Acredito que todos os ve\u00edculos devem ser tratados igualmente. Todos s\u00e3o jornalistas profissionais, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a. Acho que o governo ainda n\u00e3o est\u00e1 entendendo que a imprensa independente \u00e9 t\u00e3o importante quanto a m\u00eddia tradicional. N\u00e3o \u00e9 o caso de nos separar, ao contr\u00e1rio: seria interessante que o governo juntasse todas as m\u00eddias e que todos fossem representados na cobertura de uma forma igualit\u00e1ria. Estamos vendo privil\u00e9gios o tempo todo. E n\u00e3o estou falando recursos de publicidade ou incentivo porque n\u00e3o recebemos recursos p\u00fablicos, essa \u00e9 a raz\u00e3o de sermos independentes, inclusive. Isso \u00e9 uma quest\u00e3o de coer\u00eancia com o nosso trabalho.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>5. A Amaz\u00f4nia Real entrou em seu d\u00e9cimo ano. Qual \u00e9 o seu balan\u00e7o sobre o trabalho realizado e o impacto alcan\u00e7ado neste per\u00edodo, e o que voc\u00ea considera que ainda falta realizar?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A Amaz\u00f4nia Real chega aos 10 anos com muitos desafios pela frente. N\u00f3s trabalhamos em uma regi\u00e3o em que n\u00e3o h\u00e1 empatia da popula\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 floresta e seus povos. Infelizmente \u00e9 a realidade, e \u00e9 muito dif\u00edcil. A maior parte dos nossos leitores est\u00e3o em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goi\u00e2nia. Nas cidades da Amaz\u00f4nia, por mais que a gente fa\u00e7a um esfor\u00e7o com nossa rede de rep\u00f3rteres locais, que fazem mat\u00e9rias nas cidades ou v\u00e3o para o interior dos nove estados da Amaz\u00f4nia, a gente observa que trabalhar para dentro da Amaz\u00f4nia ainda requer muita aten\u00e7\u00e3o e esfor\u00e7o. A Amaz\u00f4nia Real n\u00e3o \u00e9 conhecida, como a gente gostaria de ser, na pr\u00f3pria regi\u00e3o em que a gente trabalha. Temos ainda um trabalho muito grande para fazer para reverter essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nossa cobertura tem tido um impacto muito grande. Fomos premiadas internacionalmente e nacionalmente em diversas ocasi\u00f5es, e temos v\u00e1rias parcerias com organiza\u00e7\u00f5es da imprensa e com associa\u00e7\u00f5es que defendem o jornalismo. A<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/abraji-acolhe-amazonia-real-em-programa-que-garante-assistencia-juridica-a-jornalistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>Abraji e a Media Defence, por exemplo, est\u00e3o custeando a nossa advogada<\/u><\/a> para acompanhar os processos que empres\u00e1rios ingressaram na Justi\u00e7a contra nossas reportagens. Uma delas<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/amazonia-real-sob-censura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>est\u00e1 censurada h\u00e1 sete meses<\/u><\/a>, porque contraria o interesse de empres\u00e1rios de Manaus.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As parcerias fizeram com que a gente crescesse, amadurecesse e planejasse o futuro. O que n\u00f3s queremos ser daqui a 10 anos? A Amaz\u00f4nia Real com certeza vai mergulhar mais fundo para ocupar espa\u00e7os que hoje s\u00e3o, por exemplo, desertos de not\u00edcias. Queremos diminuir essa estat\u00edstica, e tamb\u00e9m fazer com que a popula\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia tenha um olhar mais carinhoso e cuidadoso com a sua pr\u00f3pria regi\u00e3o e com seus povos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jornalista brasileira K\u00e1tia Brasil tem 37 anos de profiss\u00e3o e 33 anos de Amaz\u00f4nia. H\u00e1 10 anos, ela se dedica \u00e0 cobertura da regi\u00e3o na ag\u00eancia Amaz\u00f4nia Real, da qual \u00e9 cofundadora e codiretora. Ela conversou com a LatAm Journalism Review (LJR) sobre os desafios de fazer jornalismo investigativo centrado nos povos amaz\u00f4nicos.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":72611,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2382],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-72609","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-5-perguntas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>&#039;A imprensa independente \u00e9 t\u00e3o importante quanto a m\u00eddia tradicional&#039;: 5 perguntas para a jornalista brasileira K\u00e1tia Brasil - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"&#039;A imprensa independente \u00e9 t\u00e3o importante quanto a m\u00eddia tradicional&#039;: 5 perguntas para a jornalista brasileira K\u00e1tia Brasil 5 Perguntas. 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