{"id":74068,"date":"2023-04-11T18:57:02","date_gmt":"2023-04-11T23:57:02","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=74068"},"modified":"2023-04-12T10:36:16","modified_gmt":"2023-04-12T15:36:16","slug":"deve-haver-um-fundo-setorial-para-pagar-o-jornalismo-a-proposta-da-associacao-de-jornalismo-digital-para-a-regulamentacao-das-plataformas-de-midia-social-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/deve-haver-um-fundo-setorial-para-pagar-o-jornalismo-a-proposta-da-associacao-de-jornalismo-digital-para-a-regulamentacao-das-plataformas-de-midia-social-no-brasil\/","title":{"rendered":"\u2018Deve haver um fundo setorial para pagar o jornalismo\u2019: A proposta da Associa\u00e7\u00e3o de Jornalismo Digital para a regulamenta\u00e7\u00e3o das plataformas de m\u00eddia social no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 quase tr\u00eas anos, o <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/fake-news-remuneracao-jornalismo\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Brasil discute um projeto de lei para regulamentar as plataformas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de m\u00eddias sociais, conhecido como o <\/span><a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/141944\"><span style=\"font-weight: 400;\">PL das Fake News<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (PL 2630\/2020).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tendo por principais objetivos, <\/span><a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/141944\"><span style=\"font-weight: 400;\">segundo seu texto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, \u201co fortalecimento do processo democr\u00e1tico e o fomento \u00e0 diversidade de informa\u00e7\u00f5es no Brasil\u201d e \u201ca defesa da liberdade de express\u00e3o e o impedimento da censura no ambiente online\u201d, o projeto inclui tamb\u00e9m um <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/fake-news-remuneracao-jornalismo\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">artigo relativo \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o pelas plataformas digitais<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> a ve\u00edculos jornal\u00edsticos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em sua forma atual, o Artigo 38 do projeto prev\u00ea que as plataformas paguem diretamente a organiza\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas pela utiliza\u00e7\u00e3o de seu conte\u00fado. A proposta objetiva recompensar meios de comunica\u00e7\u00e3o pelas perdas causadas com o advento das grandes plataformas digitais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O jeito como a lei atualmente est\u00e1 redigida motivou insatisfa\u00e7\u00e3o. Em uma <\/span><a href=\"https:\/\/ajor.org.br\/e-necessaria-uma-politica-de-fomento-ao-jornalismo-digital\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">carta aberta<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> publicada no dia 30 de mar\u00e7o, o conselho da Associa\u00e7\u00e3o de Jornalismo Digital (<\/span><a href=\"https:\/\/ajor.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ajor<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">), sociedade civil que representa mais de 100 iniciativas brasileiras de jornalismo digital, prop\u00f5e altera\u00e7\u00f5es no texto, afirmando que, em sua reda\u00e7\u00e3o atual, somente grandes empresas de m\u00eddia ser\u00e3o beneficiadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA negocia\u00e7\u00e3o direta entre empresas de m\u00eddia e plataformas digitais, sem transpar\u00eancia sobre valores e crit\u00e9rios, concentra poder nas pr\u00f3prias big techs e termina por beneficiar grandes conglomerados de comunica\u00e7\u00e3o. Ve\u00edculos m\u00e9dios e pequenos muitas vezes n\u00e3o conseguem sentar \u00e0 mesa; quando conseguem, t\u00eam um poder de barganha muito menor e negociam no escuro\u201d, diz a carta.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ajor.org.br\/author\/natalia-viana\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Natalia Viana<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, presidente da Ajor, conversou por videoconfer\u00eancia com a <\/span><b>Latam Journalism Review (LJR)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> para esmiu\u00e7ar o debate, explicar a perspectiva da associa\u00e7\u00e3o que preside e descrever por que considera altera\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_15560\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15560\" class=\"wp-image-15560\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/NattaliaViana_00153-683x1024.jpg\" alt=\"Natalia Viana\" width=\"440\" height=\"660\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/NattaliaViana_00153-683x1024.jpg 683w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/NattaliaViana_00153-200x300.jpg 200w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/NattaliaViana_00153-768x1152.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/NattaliaViana_00153-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/NattaliaViana_00153-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/NattaliaViana_00153-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"auto, (max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><p id=\"caption-attachment-15560\" class=\"wp-caption-text\">Natalia Viana, presidente da Ajor<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia seguinte \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da carta da Ajor, o <\/span><a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/thiago-herdy\/2023\/03\/31\/governo-quer-taxar-plataformas-e-criar-orgao-para-fiscalizar-redes-sociais.htm\"><span style=\"font-weight: 400;\">governo federal apresentou suas propostas de mudan\u00e7as ao PL<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, sugerindo que a remunera\u00e7\u00e3o pelas plataformas contemple tamb\u00e9m iniciativas culturais fora do \u00e2mbito do jornalismo, complicando ainda mais o debate.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A conversa est\u00e1 aberta. Aos profissionais da imprensa e seus pesquisadores, fica o convite feito por Viana ao final da entrevista: \u201ccabe aos jornalistas ajudarem a discutir e ajudarem a pensar em solu\u00e7\u00f5es para a sustentabilidade do jornalismo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual exatamente \u00e9 a proposta da Ajor em rela\u00e7\u00e3o\u00a0 ao PL das Fake News?<\/b><\/p>\n<p><b>Natalia Viana: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Dialogamos sobre o PL das Fake News desde o ano passado, e resolvemos que dever\u00edamos fechar quest\u00e3o e atuar especificamente sobre o artigo 38, por ser o artigo de maior potencial para afetar o futuro e a sustentabilidade do jornalismo \u2014 justamente, nosso principal foco de a\u00e7\u00e3o.\u00a0 Avaliando o PL, decidimos que o apoiamos e ele deve ser aprovado. E tamb\u00e9m que, dentro do PL, o artigo 38 n\u00e3o deve ser aprovado tal como ele est\u00e1, mas sim com uma obrigatoriedade de pagamento ao jornalismo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1, por um lado, quest\u00f5es econ\u00f4micas relacionadas a an\u00fancios, algo de que a m\u00eddia tradicional reclama. Quanto a isso, temos uma vis\u00e3o um pouco diferente: as organiza\u00e7\u00f5es que fazem parte da Ajor n\u00e3o existiriam sem as redes sociais, elas s\u00e3o fundamentais para a nossa funda\u00e7\u00e3o, para manter e alcan\u00e7ar novos p\u00fablicos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas a gente v\u00ea que as plataformas ajudaram a criar um ambiente de debate p\u00fablico polu\u00eddo por desinforma\u00e7\u00e3o. Como elas s\u00e3o um oligop\u00f3lio e mediam a rela\u00e7\u00e3o de todo o jornalismo com o p\u00fablico, precisam participar da solu\u00e7\u00e3o para o problema que criaram.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, se falamos de combater as fake news e de remediar a quest\u00e3o da desinforma\u00e7\u00e3o, elas precisam ajudar a combater a desinforma\u00e7\u00e3o, a melhorar o ambiente de informa\u00e7\u00f5es que existe no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso s\u00f3 pode ser feito de duas maneiras. Ou voc\u00ea combate as fake news e produz fact checking, ou voc\u00ea tem melhor e mais jornalismo. Acreditamos que a lei deve ser aprovada, mas com uma previs\u00e3o de pagamento das plataformas para o jornalismo.<\/span><\/p>\n<p><b>Quais s\u00e3o as discord\u00e2ncias em rela\u00e7\u00e3o ao texto?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Que esse pagamento seja feito diretamente das plataformas para empresas, <\/span><a href=\"https:\/\/www.mediareform.org.uk\/blog\/making-big-tech-pay-for-news-the-australian-media-bargaining-code-will-not-solve-the-crisis-in-journalism\"><span style=\"font-weight: 400;\">como na Austr\u00e1lia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Assim, cria-se um mecanismo que privatiza um problema p\u00fablico. O problema da desinforma\u00e7\u00e3o e o problema das car\u00eancias financeiras, da falta de sustentabilidade do jornalismo, \u00e9 um problema social, \u00e9 um problema generacional que precisa ser resolvido. No mundo inteiro, v\u00e1rios pa\u00edses est\u00e3o come\u00e7ando a elaborar pol\u00edticas p\u00fablicas, inclusive fundos, para apoiar iniciativas de jornalismo, e algo semelhante deveria acontecer no Brasil.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se voc\u00ea simplesmente estabelecer que deve haver pagamentos, sem estabelecer crit\u00e9rios nem mecanismos de transpar\u00eancia, voc\u00ea simplesmente favorece uma negocia\u00e7\u00e3o empresa-empresa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse \u00e9 um ponto. E o outro ponto \u00e9 que, se falamos em fortalecer o jornalismo brasileiro, precisaremos enfrentar <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/alta-concentracao-da-propriedade-dos-meios-e-ameaca-a-pluralidade-em-argentina-brasil-colombia-mexico-e-peru-aponta-rsf\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">o problema hist\u00f3rico da concentra\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Se voc\u00ea tem um novo ecossistema de m\u00eddia digital, que \u00e9 muito bem representado na Ajor,\u00a0 com uma variedade de m\u00eddias muito diversas, voc\u00ea vai ter que apoiar esse ecossistema \u2014 e, al\u00e9m disso, ampliar a possibilidade de funda\u00e7\u00e3o de meios onde n\u00e3o existe nenhum. Temos <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-brasileiros-lancam-agencia-de-dados-local-em-regiao-do-pais-com-alta-concentracao-de-desertos-de-noticias\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">desertos de not\u00edcias em metade das cidades brasileiras.<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, acreditamos que esse mecanismo de transfer\u00eancia deve ser feito de maneira p\u00fablica, com governan\u00e7a e transpar\u00eancia. Por isso defendemos que ele seja feito por um fundo p\u00fablico setorial. Voc\u00ea vai perguntar, \u201cah, mas como seria, como vai funcionar?\u201d. E respondo: n\u00e3o temos essa resposta, e n\u00e3o queremos ter essa resposta. N\u00e3o \u00e9 hora de t\u00ea-la, porque estamos pautando, trazendo ao debate, a possibilidade desse problema, que \u00e9 um problema p\u00fablico da sociedade, de ser enfrentado a partir de um fundo e de uma pol\u00edtica p\u00fablica. Queremos trazer para esse debate todos os atores. At\u00e9 agora, quem pautava o pagamento \u00e0s plataformas eram os jornais mais tradicionais. A Globo, por exemplo, est\u00e1 atuando muito, e <\/span><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/tecnologia\/noticia\/2023\/04\/regulacao-de-big-techs-na-australia-garantiu-remuneracao-a-produtores-de-conteudo.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">defendem o modelo privatista,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> o modelo de pagamento direto. A gente n\u00e3o acredita que \u00e9 esse o caminho. Acreditamos que deve haver um fundo setorial para fazer o pagamento do jornalismo, e o modelo do fundo deve ficar para regulamenta\u00e7\u00e3o posterior.\u00a0 O tema deve ser alvo de uma grande conversa p\u00fablica, todos t\u00eam que se engajar no debate. Jornalistas tradicionais, m\u00eddias digitais, fot\u00f3grafos, todos os atores.<\/span><\/p>\n<p><b>Voc\u00ea pode explicar como est\u00e1 o projeto em sua forma atual? Quem se beneficia com ele?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A linguagem do \u00faltimo projeto, do final do ano passado, diz que deve haver pagamento de redes sociais para empresas. Determina um pagamento direto, o que se chama internacionalmente de mecanismo de barganha. No Brasil, Google e Facebook, prevendo que ia haver uma regulamenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 estabeleceram v\u00e1rios acordos comerciais, com v\u00e1rias m\u00eddias, atrav\u00e9s de projetos espec\u00edficos, como o <\/span><a href=\"https:\/\/news.google.com\/showcase?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><span style=\"font-weight: 400;\">Google Destaques,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em que pagam anualmente para essas m\u00eddias usarem o seu conte\u00fado em lugares espec\u00edficos. Isso \u00e9 uma forma de voc\u00ea j\u00e1 pr\u00e9-estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o comercial com as empresas. Ent\u00e3o, se a gente quiser saber como funcionaria se fosse um adotado mecanismo de barganha, esse \u00e9 um \u00f3timo exemplo: ningu\u00e9m sabe como funciona. Todas as empresas que entram nesse acordo com o Facebook s\u00e3o obrigadas a assinar um NDA [Acordo de n\u00e3o divulga\u00e7\u00e3o, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">non-disclosure agreement<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">], e n\u00e3o podem nem dizer quanto dinheiro\u00a0 recebem. Ningu\u00e9m sabe quanto dinheiro recebem, nem onde o dinheiro \u00e9 empregado, nem se est\u00e1 ajudando a fortalecer e financiar jornalismo, ou se est\u00e1 indo para outras \u00e1reas. Tanto Google, quanto Facebook selecionaram empresas da cabe\u00e7a deles sem nenhum crit\u00e9rio p\u00fablico. Ningu\u00e9m sabe o crit\u00e9rio, e n\u00e3o tem nenhum mecanismo de transpar\u00eancia; nenhuma empresa \u00e9 obrigada a dizer, \u201cestou recebendo tanto do Google, isso est\u00e1 indo para esse lugar\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>E o que aconteceria, se esse mecanismo de barganha fosse institucionalizado e virasse lei?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na situa\u00e7\u00e3o atual, \u00e9 como um mercado volunt\u00e1rio. \u00c9 poss\u00edvel que, se uma lei obrigasse a barganha, esses acordos fossem simplesmente continuar acontecendo. Al\u00e9m disso, sabemos que h\u00e1 uma discrep\u00e2ncia do pagamento entre grandes atores, que t\u00eam grande poder econ\u00f4mico, e m\u00eddia locais e regionais, que acabam ganhando muito menos. E para isso, de novo, o crit\u00e9rio fica absolutamente a cargo das plataformas. Se voc\u00ea for deixar uma negocia\u00e7\u00e3o de barganha, o crit\u00e9rio vai ficar na m\u00e3o das plataformas, e os \u00fanicos que v\u00e3o ter uma possibilidade de negociar de igual para igual, com mais m\u00fasculo, ser\u00e3o grandes grupos de comunica\u00e7\u00e3o, que tem um monte de advogados. Como uma organiza\u00e7\u00e3o menor, que tem, digamos, 10 pessoas, vai conseguir sentar na mesa com um monte de advogados dessas plataformas para negociar? N\u00e3o vai. [A lei] vai simplesmente refor\u00e7ar a <\/span><a href=\"https:\/\/brazil.mom-gmr.org\/br\/destaques\/concentracao\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">concentra\u00e7\u00e3o que j\u00e1 existe na m\u00eddia brasileira.<\/span><\/a><\/p>\n<p><b>Em contraste a isso, a senhora considera que os recursos deveriam ir para quais atores? Algum perfil, em espec\u00edfico?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o acho que os recursos deveriam ir para algum tipo de ator espec\u00edfico; n\u00e3o estou advogando para que os recursos v\u00e3o para um ou outro tipo de jornalismo.\u00a0 \u00c9 preciso entender quais s\u00e3o as necessidades da sociedade. Ent\u00e3o, se voc\u00ea olhar o fundo do Canad\u00e1, que criou o <\/span><a href=\"https:\/\/cmf-fmc.ca\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Canada Media Fund<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, eles t\u00eam, por exemplo, uma linha de financiamento para startups.Tamb\u00e9m t\u00eam uma linha de financiamento para quem fala l\u00ednguas que n\u00e3o s\u00e3o as dominantes, ent\u00e3o, por exemplo, m\u00eddias de l\u00ednguas ind\u00edgenas no Brasil poderiam ser favorecidas. Ou ent\u00e3o, por exemplo, pode haver uma linha para m\u00eddias que trabalham com Direitos Humanos. Tudo isso tem que ser estudado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>H\u00e1 exemplos no pr\u00f3prio Brasil que poderiam servir como exemplo para a gest\u00e3o deste fundo para a m\u00eddia?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sim, no Brasil, j\u00e1 h\u00e1 fundos que funcionam muito bem e s\u00e3o bons exemplos. Um exemplo muito positivo \u00e9 o <\/span><a href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/wps\/portal\/site\/home\/transparencia\/fundos-governamentais\/fundo-setorial-do-audiovisual\"><span style=\"font-weight: 400;\">fundo setorial do audiovisual<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. O fundo setorial do audiovisual apoiou e fomentou o nosso cinema nesse boom nos \u00faltimos 20 anos, com v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es excelentes, inclusive v\u00e1rias que quase chegaram ao Oscar. Isso aconteceu por conta de uma pol\u00edtica p\u00fablica. Quando voc\u00ea tem um mercado que \u00e9 desregulado, como \u00e9 o caso do mercado de m\u00eddia no Brasil, que piora com as plataformas, e ele cria distor\u00e7\u00f5es, voc\u00ea precisa de uma pol\u00edtica p\u00fablica para reverter essas distor\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, se perguntar se a m\u00eddia tradicional tinha que entrar? \u00c9 claro que sim, assim como \u00e9 claro que as m\u00eddias locais tamb\u00e9m. Tinha que entrar todo mundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>E como se daria a governan\u00e7a?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De novo, podemos olhar para o fundo setorial do audiovisual. Deveria haver um conselho que estabelecesse crit\u00e9rios claros que valessem para o Brasil inteiro, atendendo a algumas quest\u00f5es regionais. Esse conselho deveria ser conformado por associa\u00e7\u00f5es de meios de comunica\u00e7\u00e3o variados, televis\u00f5es, r\u00e1dios, m\u00eddias digitais, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">legacy media<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, m\u00eddia impressa. Profissionais tamb\u00e9m, e sindicatos e associa\u00e7\u00f5es, por exemplo. Tamb\u00e9m deveria incluir sociedade civil e governo. Com todos, voc\u00ea conforma um mecanismo de governan\u00e7a; quanto mais setores representados, melhor. Quais s\u00e3o os setores que precisam estar ali representados, tamb\u00e9m precisa ser discutido; obviamente, o setor p\u00fablico, mas o Judici\u00e1rio tamb\u00e9m pode estar presente. Voc\u00ea precisa ter um \u00f3rg\u00e3o que seja representativo do setor e da sociedade, que \u00e9 quem se beneficia com o jornalismo.<\/span><\/p>\n<p><b>Em seu \u00faltimo governo,\u00a0 o Brasil viu um grande esvaziamento dos mecanismos de participa\u00e7\u00e3o social, <\/b><a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/reportagens\/governo-cumpre-plano-e-esvazia-conama\/\"><b>como na \u00e1rea ambiental.<\/b><\/a> <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/04\/24\/com-fundo-retido-setor-audiovisual-brasileiro-corre-risco-de-quebrar\"><b>O fundo setorial do audiovisual tamb\u00e9m sofreu cortes de recursos<\/b><\/a><b> com o governo Bolsonaro. Como fazer para proteger a gest\u00e3o deste conselho de um aparelhamento que canalize os recursos para ve\u00edculos amigos ou d\u00f3ceis aos governos, que fa\u00e7am propaganda se passando por jornalismo?\u00a0 Como gerar mecanismos de seguran\u00e7a para impedir um uso pol\u00edtico?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 absolutamente leg\u00edtima, e sinceramente, tamb\u00e9m a tenho. Mas ela n\u00e3o \u00e9 um bom argumento para privatizar o emprego dos fundos. \u00c9 preciso criar mecanismos melhores. No fundo setorial audiovisual, n\u00e3o houve favorecimento de grupos amigos, s\u00f3 secaram os recursos, e agora o fundo vai ser retomado. Se elegermos novamente um presidente autorit\u00e1rio, como Bolsonaro, n\u00f3s corremos esse risco, sim. Seria muito bom n\u00e3o elegermos outro presidente com essas caracter\u00edsticas. Mas \u00e9 preciso estabelecer mecanismos que consigam pelo menos frear essas tentativas. Penso que, apesar de os fundos terem secado, o fundo do setor audiovisual \u00e9 resiliente, tanto que j\u00e1 est\u00e1 voltando, de maneira positiva e com supervis\u00e3o da sociedade. E, de novo, em mecanismos de governan\u00e7a e transpar\u00eancia, quanto mais participa\u00e7\u00e3o social, melhor. Tanto que a pol\u00edtica de Bolsonaro foi justamente a de ir acabando com esses conselhos. <\/span><a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/reportagens\/governo-cumpre-plano-e-esvazia-conama\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ele acabava com os conselhos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para depois <\/span><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/nacional\/2023\/01\/07\/interna_nacional,1441683\/desmatamento-da-amazonia-bate-recorde-no-governo-bolsonaro.shtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">destruir as pol\u00edticas p\u00fablicas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Agora, acabar com os conselhos d\u00e1 muito trabalho, n\u00e9? Nem o fundo, nem nenhuma das solu\u00e7\u00f5es, est\u00e1 livre de problemas. S\u00f3 penso, e acredito piamente nisso, que quanto mais transpar\u00eancia, maior governan\u00e7a e maior participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica houver nos programas p\u00fablicos, menor a chance de serem enviesados.<\/span><\/p>\n<p><b>No \u00faltimo dia de mar\u00e7o, <\/b><a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/thiago-herdy\/2023\/03\/31\/governo-quer-taxar-plataformas-e-criar-orgao-para-fiscalizar-redes-sociais.htm\"><b>o governo apresentou suas contribui\u00e7\u00f5es ao PL das fake news<\/b><\/a><b>. A <\/b><b>proposta prev\u00ea que as plataformas remunerem conte\u00fado protegido por direitos autorais, incluindo textos jornal\u00edsticos, produ\u00e7\u00f5es musicais e cinematogr\u00e1ficas. Como a senhora v\u00ea essas propostas no que diz respeito ao artigo 38 e \u00e0 sustentabilidade do jornalismo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A proposta do governo \u00e9 completamente diferente de tudo que est\u00e1 sendo discutido. O artigo anterior dizia que poderia haver um pagamento por copyright, ou seja por direitos do autor. Ent\u00e3o o governo, muito puxado pelo Minist\u00e9rio da Cultura, p\u00f4s outras produ\u00e7\u00f5es culturais, inclusive m\u00fasica, fotografia e outras coisas que n\u00e3o s\u00e3o jornalismo. Isso traz uma confus\u00e3o enorme ao debate. Isso \u00e9, o governo prop\u00f4s n\u00e3o s\u00f3 manter pagamentos via copyright, mas a bens culturais que n\u00e3o s\u00e3o jornalismo. Isso nos traz muita preocupa\u00e7\u00e3o, principalmente porque voc\u00ea tira a primazia do jornalismo desse debate. De novo, se o PL \u00e9 sobre fake news, sobre regular a conversa que est\u00e1 acontecendo na sociedade para defender a democracia, o jornalismo precisa ser a pe\u00e7a central desse debate. Me preocupa que essa proposta do governo retire a centralidade do jornalismo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>E como andam as articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de voc\u00eas?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Ajor agora tem um representante em Bras\u00edlia, e temos conversado tanto com representantes da imprensa tradicional, quanto com pol\u00edticos, quanto outras organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil como a <\/span><a href=\"https:\/\/fenaj.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fenaj<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas), quanto outros atores da sociedade civil que falam sobre direitos digitais, como \u00e9 o caso da CDR (<\/span><a href=\"https:\/\/direitosnarede.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Coaliz\u00e3o Direitos na Rede<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">). Temos conversado com muitos atores, e posso dizer que h\u00e1 j\u00e1 um consenso, ou praticamente consenso, entre os atores mais relevantes nos debates de direitos digitais e de liberdade de express\u00e3o, sobre a import\u00e2ncia de que o PL traga a obrigatoriedade do pagamento ao jornalismo. Como isso vai ser feito deve ser discutido depois e com mais tempo.<\/span><\/p>\n<p><b>E como tem sido o tr\u00e2nsito com parlamentares e representantes do Executivo?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Temos tido tr\u00e2nsito, sim, principalmente com quem est\u00e1 envolvido no tema . Mas tamb\u00e9m temos encontrado, e fica aqui um alerta, muita gente que n\u00e3o est\u00e1 a par da discuss\u00e3o, principalmente a parte da quest\u00e3o do pagamento ao jornalismo, que \u00e9 algo importante para qualquer parlamentar, para qualquer membro da sociedade. Mais do que n\u00e3o ter entrada com parlamentares, vemos muitos parlamentares que n\u00e3o est\u00e3o acompanhando. Estamos tentando, justamente, sensibilizar muitos parlamentares de que essa discuss\u00e3o \u00e9 fundamental para a sustentabilidade do jornalismo no futuro pr\u00f3ximo.<\/span><\/p>\n<p><b>O que o fato do governo ter tirado a exclusividade da canaliza\u00e7\u00e3o dos recursos para o jornalismo sinaliza?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acho que j\u00e1 respondi. Mas, enfim, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 passarmos a falar de uma coisa muito mais ampla, e n\u00e3o focarmos na necessidade da defesa do jornalismo. Temos que lembrar que, se temos uma democracia hoje, foi porque muitos jornalistas, inclusive muitos jornalistas da imprensa independente, f<\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/seguranca-e-maior-desafio-para-jornalistas-brasileiros-neste-ano-diz-juliana-dal-piva-reporter-que-investiga-escandalos-da-familia-bolsonaro\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">icaram na linha de frente esse tempo todo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. O que seria do Brasil hoje se n\u00e3o fossem os fact checkers? O que seria do <\/span><a href=\"https:\/\/theintercept.com\/2020\/01\/20\/linha-do-tempo-vaza-jato\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Brasil se n\u00e3o fosse a Vaza Jato<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">? O que seria sem o jornalismo,\u00a0 que <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/consorcio-de-veiculos-formado-para-divulgar-dados-da-covid-19-no-brasil-se-encerra-com-legado-de-colaboracao-e-transparencia\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">deu informa\u00e7\u00f5es sobre a Covid quando era necess\u00e1rio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">? Ou de jornalistas locais que coletaram comida para suas comunidades na pandemia? Jornalistas trabalharam muito para mantermos nossa democracia.<\/span><\/p>\n<p><b>O qu\u00e3o importante para o jornalismo brasileiro poderia ser uma lei bem desenhada?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nada sozinho vai salvar o jornalismo. Esse \u00e9 um problema da nossa gera\u00e7\u00e3o. Precisamos criar mecanismos para impulsionar o setor, e mecanismos assim existem para todos os setores da economia. Minha m\u00e3e quer abrir um restaurante e recebeu apoio e treinamento. Se algu\u00e9m quer abrir um escrit\u00f3rio, um com\u00e9rcio, uma ind\u00fastria, tem apoio p\u00fablico e tem orienta\u00e7\u00e3o. No caso da m\u00eddia, n\u00e3o existe isso, o Brasil n\u00e3o tem uma pol\u00edtica [para apoiar o jornalismo]. N\u00f3s da Ajor criamos os nossos ve\u00edculos e os conduzimos com zero apoio. N\u00e3o h\u00e1 uma entidade governamental aonde eu possa ir e falar, \u201cestou escrevendo uma reportagem sobre direitos humanos numa \u00e1rea que ningu\u00e9m cobre, o que eu posso fazer?\u201d Ou seja, s\u00f3 queremos uma pol\u00edtica para esse setor econ\u00f4mico que emprega, que informa e \u00e9 um servi\u00e7o, como existe para v\u00e1rios outros setores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Em termos de exemplos internacionais, quais voc\u00ea considera positivos, e quais negativos?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Austr\u00e1lia e a Fran\u00e7a fizeram pagamento diretos \u00e0s empresas. Foram modelos que n\u00e3o deram muito certo, justamente porque ajudaram a concentrar nos grandes [ve\u00edculos]. Isso dentro do modelo de regulamenta\u00e7\u00e3o. Mas, quanto ao uso de fundos, h\u00e1 muitas iniciativas interessantes. Na \u00c1ustria, na Su\u00e9cia, na Dinamarca. A It\u00e1lia tamb\u00e9m criou um fundo de apoio ao jornalismo em 2016. Cada pa\u00eds tem as suas caracter\u00edsticas nacionais, e segue um modelo pr\u00f3prio. Por exemplo, na It\u00e1lia, h\u00e1 fomento para m\u00eddias tradicionais e impressas, mas tamb\u00e9m para m\u00eddias digitais espec\u00edficas. Na Holanda, lan\u00e7aram um acelerador que \u00e9 muito legal. D\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 financiamento, mas tamb\u00e9m capacita\u00e7\u00e3o, tanto para startups de jornalismo, quanto para m\u00eddias tradicionais que querem fazer a sua convers\u00e3o para o digital ou\u00a0 lan\u00e7ar novas plataformas digitais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>H\u00e1 algo mais que voc\u00ea gostaria de dizer?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mais importante \u00e9 algo que escrevo desde o ano passado: os jornalistas\u00a0 tradicionalmente ficam alienados, e ficam felizes restritos aos seus lugares de empregados. Mas o jornalismo mudou, e cabe aos jornalistas ajudarem a discutir e a pensar em solu\u00e7\u00f5es para a sua sustentabilidade. \u00c9 uma quest\u00e3o geracional, e se nem os jornalistas se interessarem em participar dessa discuss\u00e3o, n\u00e3o podemos esperar que a sociedade v\u00e1 fazer isso. Estamos em um momento de crise na ind\u00fastria, mas ela \u00e9 um servi\u00e7o fundamental para defender a democracia. O que mais me frustra \u00e9 a pouca participa\u00e7\u00e3o dos jornalistas na discuss\u00e3o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista, a presidente da organiza\u00e7\u00e3o, Natalia Viana, explica uma nova proposta para fomentar a sustentabilidade do jornalismo a partir da Lei das Fake News, atualmente em discuss\u00e3o no Congresso. 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