{"id":75044,"date":"2023-05-03T08:16:11","date_gmt":"2023-05-03T13:16:11","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=75044"},"modified":"2023-05-03T12:40:44","modified_gmt":"2023-05-03T17:40:44","slug":"ameacas-do-crime-organizado-e-inacao-do-poder-publico-no-equador-motivam-exilio-de-jornalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/ameacas-do-crime-organizado-e-inacao-do-poder-publico-no-equador-motivam-exilio-de-jornalistas\/","title":{"rendered":"Amea\u00e7as do crime organizado e ina\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico no Equador motivam ex\u00edlio de jornalistas"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">A sa\u00edda de duas pessoas jornalistas do Equador ap\u00f3s receberem amea\u00e7as de morte por conta de suas reportagens \u00e9 a evid\u00eancia mais recente do aumento da inseguran\u00e7a para profissionais da imprensa fazerem seu trabalho no pa\u00eds.\u00a0<a href=\"https:\/\/gk.city\/2023\/03\/28\/gk-saca-del-pais-a-reportera-por-riesgo-inminente-a-su-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Karol Noro\u00f1a, do meio digital GK, \u00e9 uma delas<\/u><\/a>. Em entrevista \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>, ela falou sobre o contexto, que tem sido documentado por organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, de fortalecimento do crime organizado e ina\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es estatais que deveriam proteger jornalistas e toda a cidadania.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cTornou-se cada vez mais hostil fazer jornalismo, agora que todo o Estado equatoriano est\u00e1 permeado pelo crime organizado\u201d, afirmou Noro\u00f1a, que h\u00e1 anos se dedica \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/gk.city\/author\/karolgk-city\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>cobertura do crime organizado e do sistema carcer\u00e1rio<\/u><\/a> no pa\u00eds. Ela saiu do Equador no dia 24 de mar\u00e7o, logo ap\u00f3s saber por suas fontes que havia planos de um atentado \u201ciminente\u201d contra sua vida.<\/p>\n<div id=\"attachment_75059\" style=\"width: 517px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-75059\" class=\"wp-image-75059 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Featured-Karol-Norona-Ecuador.png\" alt=\"woman standing and looking at the camera\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Featured-Karol-Norona-Ecuador.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Featured-Karol-Norona-Ecuador-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Featured-Karol-Norona-Ecuador-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><p id=\"caption-attachment-75059\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista equatoriana Karol Noro\u00f1a. (Foto: Karen Toro)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\u201cSabemos, pelas experi\u00eancias de outros pa\u00edses, que quando o crime organizado est\u00e1 assentado, tem permeado n\u00e3o apenas funcion\u00e1rios do governo, mas tamb\u00e9m o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a Pol\u00edcia Nacional, e isso faz com que n\u00f3s [jornalistas] estejamos em um estado de completo desamparo\u201d, disse ela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Um m\u00eas depois da sa\u00edda de Noro\u00f1a, a organiza\u00e7\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.periodistassincadenas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Periodistas Sin Cadenas<\/u><\/a>, dedicada \u00e0 defesa do jornalismo investigativo e da liberdade de express\u00e3o, anunciou que outra pessoa jornalista equatoriana havia\u00a0<a href=\"https:\/\/www.periodistassincadenas.org\/segundo-caso-de-exilio-de-un-periodista-en-ecuador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>deixado o pa\u00eds por ter recebido amea\u00e7as de morte<\/u><\/a> e pela falta de prote\u00e7\u00e3o estatal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo o relato da organiza\u00e7\u00e3o, essa pessoa, cuja identidade n\u00e3o foi divulgada, \u201crecebeu reiteradas amea\u00e7as que foram dadas ao conhecimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado, do Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o, do Minist\u00e9rio do Interior e da Secretaria-Geral de Comunica\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia nos \u00faltimos oito meses\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cNo entanto, nenhuma dessas institui\u00e7\u00f5es nem suas distintas autoridades atenderam seu caso em todo esse tempo com a relev\u00e2ncia que merece. Como consequ\u00eancia, devemos lamentar sua sa\u00edda permanente do pa\u00eds\u201d, afirmou a Periodistas Sin Cadenas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/organizaciones-de-la-sociedad-civil-exigen-medidas-de-proteccion-claras-para-un-periodismo-que-sobrevive-en-ecuador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>comunicado divulgado no dia 24 de abril<\/u><\/a>, as organiza\u00e7\u00f5es Periodistas Sin Cadenas,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Fundamedios<\/u><\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/vocesdelsurunidas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Voces del Sur<\/u><\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/redleal.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Red Leal<\/u><\/a> e\u00a0<a href=\"https:\/\/ifex.org\/alc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>IFEX-ALC<\/u><\/a> afirmam que \u201ca desprote\u00e7\u00e3o estatal tem gerado um ambiente hostil onde o crime organizado e a delinqu\u00eancia apontam diretamente ao jornalismo equatoriano\u201d. Os dois casos recentes de ex\u00edlio de jornalistas \u201cs\u00e3o exemplos de que o Estado n\u00e3o tem sido eficiente em proteger e garantir um exerc\u00edcio jornal\u00edstico livre e seguro\u201d, escreveram as organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Intimida\u00e7\u00e3o com amea\u00e7as e explosivos<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m do ex\u00edlio de pelo menos dois jornalistas amea\u00e7ados de morte, o Equador registrou neste ano uma nova modalidade de ataque a trabalhadores da imprensa: pendrives explosivos. Em 20 de mar\u00e7o, pelo menos cinco jornalistas de diferentes meios de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 TV e r\u00e1dio \u2013 receberam pendrives enviados para suas reda\u00e7\u00f5es dentro de envelopes, e pelo menos um deles tamb\u00e9m continha uma nota com amea\u00e7as por escrito. Os dispositivos continham explosivos e um deles detonou ao ser inserido em um computador, mas ningu\u00e9m ficou ferido.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo reportou\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/internacional\/2023-03-28\/los-ataques-contra-la-prensa-ponen-en-alerta-a-los-medios-en-ecuador.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>o jornal espanhol El Pa\u00eds no fim de mar\u00e7o<\/u><\/a>, as primeiras investiga\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia deram conta de que o remetente dos cinco pendrives explosivos era o mesmo homem, que havia enviado os envelopes para as reda\u00e7\u00f5es localizadas em Quito e Guayaquil desde a cidade de Quinsaloma, na prov\u00edncia costeira de Los R\u00edos. No entanto, at\u00e9 aquele momento, o suspeito n\u00e3o havia sido capturado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A Fundamedios registrou 79 agress\u00f5es contra a liberdade de express\u00e3o no pa\u00eds no primeiro trimestre de 2023 \u2013 no mesmo per\u00edodo em 2020, foram 16 registros, e em 2022, foram 57. \u201cO aumento dos ataques cometidos contra a imprensa n\u00e3o fica apenas nos n\u00fameros, mas tamb\u00e9m no tipo de agress\u00f5es, que v\u00eam se agravando\u201d, afirmou a organiza\u00e7\u00e3o em seu mais recente informe trimestral, intitulado\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/informe-trimestral-la-violencia-y-el-crimen-organizado-acallan-al-periodismo-en-ecuador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>\u201cA viol\u00eancia e o crime organizado calam o jornalismo no Equador\u201d<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Entre as inst\u00e2ncias\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/informe-trimestral-la-violencia-y-el-crimen-organizado-acallan-al-periodismo-en-ecuador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>registradas pela Fundamedios<\/u><\/a> est\u00e3o o caso do jornalista independente Julio C\u00e9sar Ramos, em Babahoyo, prov\u00edncia de Los R\u00edos, que em 7 de mar\u00e7o acordou no meio da madrugada para ver\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/alertas\/vehiculo-de-periodista-ecuatoriano-fue-incendiado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>dois homens ateando fogo em seu carro<\/u><\/a>; o meio Vinces TV, em Huaquilas, prov\u00edncia de El Oro, que comunicou \u00e0 sua audi\u00eancia que deixaria de cobrir temas de crime e pol\u00edcia,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/alertas\/medio-digital-cambia-su-linea-editorial-tras-amenazas-del-crimen-organizado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>depois de ter recebido mensagens amea\u00e7adoras de grupos criminosos<\/u><\/a>; e da jornalista Karen Minda, da p\u00e1gina La Voz del Pueblo, que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.metroecuador.com.ec\/noticias\/2023\/03\/25\/periodista-ecuatoriana-recibio-amenazas-de-muerte-por-reportajes-de-alias-jr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>recebeu amea\u00e7as de morte contra ela e sua fam\u00edlia<\/u><\/a> devido \u00e0 sua cobertura sobre um dos l\u00edderes de um grupo criminoso em El Triunfo, na prov\u00edncia de Guayas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tamb\u00e9m em mar\u00e7o completaram-se cinco anos dos\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/governos-confirmam-que-corpos-encontrados-em-selva-colombiana-sao-de-jornalistas-equatorianos-sequestrados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>assassinatos do jornalista Javier Ortega, do fot\u00f3grafo Pa\u00fal Rivas e do motorista Efra\u00edn Segarra, do jornal El Comercio<\/u><\/a>, e da impunidade desses crimes. Os tr\u00eas profissionais foram sequestrados e mortos na prov\u00edncia de Esmeraldas, na fronteira entre Equador e Col\u00f4mbia, por dissidentes das For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (FARC), ao realizar uma cobertura sobre a viol\u00eancia na regi\u00e3o. Desde ent\u00e3o, familiares e defensores de direitos humanos e da liberdade de imprensa est\u00e3o unidos na campanha \u201cNos Faltan 3\u201d para pedir que os Estados equatoriano e colombiano responsabilizem os envolvidos nos crimes e desclassifique as informa\u00e7\u00f5es sobre o caso.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA impunidade em Nos Faltan 3 alimenta o contexto de novas amea\u00e7as e ataques a jornalistas\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.periodistassincadenas.org\/comunicado-impunidad-ataques-periodistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>escreveu<\/u><\/a> Periodistas Sin Cadenas. J\u00e1 Fundamedios\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/informe-trimestral-la-violencia-y-el-crimen-organizado-acallan-al-periodismo-en-ecuador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>afirmou<\/u><\/a> se tratar de um \u201cduplo atentado contra a liberdade de express\u00e3o\u201d a falta de respostas por parte dos Estados equatoriano e colombiano. \u201cAs recorrentes viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos dos familiares \u00e9 indignante\u201d, declarou a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">\u2018Como confiar?\u2019, questiona Noro\u00f1a<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Desde o ex\u00edlio, Karol Noro\u00f1a contou \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>que trabalhava no El Comercio em 2018 e era colega de Ortega, Rivas e Segarra quando eles foram sequestrados e assassinados. \u201cTive que sair [do pa\u00eds] no quinto anivers\u00e1rio da morte deles com uma impunidade total, sem respostas\u201d, disse ela, que realizou uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso em 2021, em parceria com a jornalista Mayra Prado, que foi\u00a0<a href=\"https:\/\/www.periodistassincadenas.org\/los-celulares-de-los-intercambiables-de-guacho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>publicada no site da Periodistas Sin Cadenas<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cPosso dizer em voz alta que esse caso tem sido coberto pela impunidade por muito encobrimento e interesses, n\u00e3o s\u00f3 de autoridades equatorianas, mas da Col\u00f4mbia tamb\u00e9m. Sim, houve outros casos [de assassinatos de jornalistas desde ent\u00e3o], mas o deles foi o mais emblem\u00e1tico, e ao existir impunidade, isso abre caminho para que o que nos acontece agora tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00ea em nada\u201d, disse Noro\u00f1a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">At\u00e9 o dia 29 de abril, mais de um m\u00eas depois da sa\u00edda de Noro\u00f1a do Equador, nenhuma autoridade havia se pronunciado publicamente sobre seu caso. No entanto, segundo ela, o Minist\u00e9rio P\u00fablico lhe enviou um email quando seu ex\u00edlio se tornou p\u00fablico. O \u00f3rg\u00e3o lhe ofereceu duas op\u00e7\u00f5es, contou Noro\u00f1a: que ela denunciasse formalmente a amea\u00e7a que recebeu e da\u00ed partiria uma investiga\u00e7\u00e3o, ou que o Minist\u00e9rio P\u00fablico iniciasse uma investiga\u00e7\u00e3o por conta pr\u00f3pria, com a colabora\u00e7\u00e3o dela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Noro\u00f1a disse que respondeu ao email se recusando a apresentar den\u00fancia ou a colaborar com a investiga\u00e7\u00e3o. Orientada por seu advogado, ela incluiu em sua resposta a afirma\u00e7\u00e3o de que, segundo a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oas.org\/juridico\/pdfs\/mesicic4_ecu_const.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Constitui\u00e7\u00e3o<\/u><\/a> e o\u00a0<a href=\"https:\/\/vlex.ec\/vid\/codigo-organico-integral-penal-631464447\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>C\u00f3digo Penal<\/u><\/a> do Equador, o Minist\u00e9rio P\u00fablico tem o dever de investigar por conta pr\u00f3pria ao tomar conhecimento de casos como o dela, sem necessidade de den\u00fancia pr\u00e9via ou de colabora\u00e7\u00e3o da v\u00edtima.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cComo posso confiar em apresentar uma den\u00fancia, se um colega ou uma colega que o fez durante oito meses teve que sair igualmente exilado em condi\u00e7\u00f5es terr\u00edveis?\u201d, questionou, em refer\u00eancia ao caso da outra pessoa jornalista que saiu do pa\u00eds depois dela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cQuando vi a not\u00edcia do meu colega, mais do que nunca, apesar do custo pessoal disso, soube que a \u00fanica coisa que eu podia ter feito era sair do pa\u00eds, porque o que eu poderia fazer? Eu investigo a pol\u00edcia, ent\u00e3o eu iria aceitar que a \u00fanica coisa que fa\u00e7am \u00e9 colocar dois policiais de vigil\u00e2ncia, que nem sequer cumprem com esse trabalho? Porque o Minist\u00e9rio P\u00fablico equatoriano tem um sistema de prote\u00e7\u00e3o a testemunhas que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lahora.com.ec\/pais\/fiscalia-declara-en-emergencia-programa-de-victimas-y-testigos-por-falta-de-recursos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>sequer tem or\u00e7amento<\/u><\/a> e que n\u00e3o nos d\u00e1 seguran\u00e7a. Como vou investigar a pol\u00edcia com policiais me vigiando?\u201d, disse ela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tr\u00eas semanas ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do ex\u00edlio de Noro\u00f1a, uma miss\u00e3o do Comit\u00ea de Prote\u00e7\u00e3o a Jornalistas (CPJ) e representantes da Fundamedios se reuniram com representantes do governo equatoriano e do Minist\u00e9rio P\u00fablico \u201ccom o objetivo de buscar a maneira de melhorar as condi\u00e7\u00f5es do exerc\u00edcio profissional\u201d do jornalismo no pa\u00eds,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/fundamedios-y-el-cpj-logran-compromisos-del-estado-para-proteger-de-mejor-forma-el-trabajo-de-la-prensa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>escreveu a Fundamedios<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A chefe do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Equador, Diana Salazar, disse que \u201ca institui\u00e7\u00e3o que dirige tem compet\u00eancias limitadas, j\u00e1 que a seguran\u00e7a depende da Pol\u00edcia, e que para proceder a uma investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que se apresente a den\u00fancia\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/fundamedios-y-el-cpj-logran-compromisos-del-estado-para-proteger-de-mejor-forma-el-trabajo-de-la-prensa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>relatou Fundamedios<\/u><\/a>. Salazar tamb\u00e9m\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/fundamedios-y-el-cpj-logran-compromisos-del-estado-para-proteger-de-mejor-forma-el-trabajo-de-la-prensa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>afirmou<\/u><\/a> que o programa de Prote\u00e7\u00e3o a V\u00edtimas e Testemunhas sofre com \u201ca falta de recursos econ\u00f4micos que permitam sua operatividade, o que a levou a solicitar que [o programa] se declare em emerg\u00eancia, mas seu pedido n\u00e3o foi atendido pelo governo\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ela sugeriu estabelecer \u201cuma esp\u00e9cie de apoio com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil,\u201d para que sejam elas a alertar sobre as den\u00fancias das pessoas que se sentem amea\u00e7adas profissionalmente mas n\u00e3o querem denunciar diretamente junto ao Minist\u00e9rio P\u00fablico,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/fundamedios-y-el-cpj-logran-compromisos-del-estado-para-proteger-de-mejor-forma-el-trabajo-de-la-prensa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>relatou a Fundamedios<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">J\u00e1 Sebasti\u00e1n Corral, secret\u00e1rio-geral de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica do governo de Guillermo Lasso,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fundamedios.org.ec\/fundamedios-y-el-cpj-logran-compromisos-del-estado-para-proteger-de-mejor-forma-el-trabajo-de-la-prensa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>disse aos representantes de Fundamedios e CPJ<\/u><\/a> que \u201ctodo o pa\u00eds vive uma crise de inseguran\u00e7a sem precedentes, da qual n\u00e3o s\u00e3o v\u00edtimas apenas os jornalistas, mas tamb\u00e9m promotores, policiais e a cidadania em geral\u201d. As organiza\u00e7\u00f5es afirmaram que Corral se comprometeu a trabalhar para que a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.telecomunicaciones.gob.ec\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Ley-Organica-de-Comunicaci%C3%B3n.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Lei de Comunica\u00e7\u00e3o<\/u><\/a> seja regulamentada e que se inclua na regulamenta\u00e7\u00e3o os recursos para o funcionamento do Mecanismo de Prote\u00e7\u00e3o a jornalistas, previsto na lei.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">\u2018Olhar regional\u2019<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Noro\u00f1a disse que nunca havia imaginado ter que recorrer ao ex\u00edlio para proteger sua vida. \u201cEssa palavra, para mim que acompanho o jornalismo de muitos colegas a n\u00edvel internacional, \u00e9 algo que nunca imaginei que ia passar nesse momento da minha vida. Eu ainda estou come\u00e7ando\u201d, disse ela, que tem 28 anos de idade e oito de jornalismo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ela acredita que a situa\u00e7\u00e3o que vive o Equador hoje, com o fortalecimento do crime organizado, precisa ser contada a partir de um \u201colhar regional\u201d, j\u00e1 que \u00e9 algo que acontece transnacionalmente e envolve v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cMuito do que acontece no Ecuador, evidentemente, tem a ver com uma reconfigura\u00e7\u00e3o e uma potencializa\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es criminosas em todos os n\u00edveis\u201d, afirmou. Ela tamb\u00e9m sublinhou que \u201co crime organizado n\u00e3o existe sem Estado\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cSim, os cart\u00e9is e as economias il\u00edcitas est\u00e3o l\u00e1, mas isso n\u00e3o acontece sem a cumplicidade do Estado, sem cumplicidade direta de funcion\u00e1rios p\u00fablicos de todos os n\u00edveis. (...) \u00c9 preciso falar de corrup\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 isso que nos impede, como jornalistas pelo menos e para outras pessoas tamb\u00e9m, de denunciar \u00e0s autoridades, porque sabemos que est\u00e3o corrompidas. N\u00e3o todas, mas a grande maioria\u201d, afirmou Noro\u00f1a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para ela, o panorama \u00e9 \u201cdesolador\u201d, mas \u00e9 importante n\u00e3o se deixar levar pelo pessimismo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cPara poder seguir fazendo jornalismo, precisamos nos articular n\u00e3o apenas n\u00f3s, jornalistas, no Equador, mas tamb\u00e9m na Col\u00f4mbia, no Brasil, no M\u00e9xico; fazer uma rede internacional para que tudo isso seja mais vis\u00edvel, porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que estejamos condenados a nos silenciar por conta disso. (...) Contar hist\u00f3rias de um contexto de morte \u00e9 justamente lutar para seguir contando a vida. Pelo menos essa tem sido nossa inten\u00e7\u00e3o no Equador: criar mem\u00f3ria, para que as pessoas que est\u00e3o morrendo, que s\u00e3o adolescentes, crian\u00e7as, colegas, n\u00e3o se percam, e nomear essas vidas\u201d, disse ela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>Imagem do banner: vista de Quito, capital do Equador. Foto de Kiyoshi\/Unsplash.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sa\u00edda de duas pessoas jornalistas do Equador ap\u00f3s receberem amea\u00e7as de morte \u00e9 a evid\u00eancia mais recente do aumento da inseguran\u00e7a para esses profissionais no pa\u00eds. No ex\u00edlio, Karol Noro\u00f1a falou \u00e0 LatAm Journalism Review (LJR) sobre o contexto, documentado por organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, de fortalecimento do crime organizado e ina\u00e7\u00e3o do Estado para proteger jornalistas.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":75059,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1221],"tags":[1570],"coauthors":[],"class_list":["post-75044","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-violencia-contra-jornalistas-pt-br","tag-equador-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Amea\u00e7as do crime organizado e ina\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico no Equador motivam ex\u00edlio de jornalistas - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Amea\u00e7as do crime organizado e ina\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico no Equador motivam ex\u00edlio de jornalistas Viol\u00eancia Contra Jornalistas. 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She holds a master's degree in Women\u2019s and Gender Studies from the GEMMA Programme \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (Italy) \/ Universiteit Utrecht (The Netherlands) and has worked as an editor at G\u00eanero e N\u00famero, a Brazilian digital magazine focused on data journalism and gender issues. She is especially interested in journalistic initiatives aimed at promoting human rights and gender justice. You can find her on Twitter: @caroldeassis _________ Carolina de Assis es una periodista e investigadora brasile\u00f1a que vive en Juiz de Fora, MG, Brasil . Tiene una maestr\u00eda en Estudios de las Mujeres y de G\u00e9nero del programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (Italia) \/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabaj\u00f3 como editora en la revista digital brasile\u00f1a G\u00eanero e N\u00famero. Le interesan especialmente iniciativas period\u00edsticas que tienen el objetivo de promover los derechos humanos y la justicia de g\u00e9nero. Puedes encontrarla en Twitter: @caroldeassis. _______ Carolina de Assis \u00e9 uma jornalista e pesquisadora brasileira que vive em Juiz de Fora (MG). \u00c9 mestra em Estudos da Mulher e de G\u00eanero pelo programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (It\u00e1lia) \/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabalhou como editora na revista digital G\u00eanero e N\u00famero e se interessa especialmente por iniciativas jornal\u00edsticas que promovam os direitos humanos e a justi\u00e7a de g\u00eanero. 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