{"id":75522,"date":"2023-05-15T20:29:49","date_gmt":"2023-05-16T01:29:49","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=75522"},"modified":"2023-07-21T15:20:53","modified_gmt":"2023-07-21T20:20:53","slug":"como-as-interacoes-com-comunidades-e-a-cultura-gamer-podem-ajudar-o-jornalismo-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/como-as-interacoes-com-comunidades-e-a-cultura-gamer-podem-ajudar-o-jornalismo-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Como as intera\u00e7\u00f5es com comunidades e a cultura gamer podem ajudar o jornalismo na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO que \u00e9 ser jornalista hoje?\u201d, pergunta a pesquisadora argentina Adriana Amado em seu livro \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.edicionesampersand.com\/product-page\/las-met%C3%A1foras-del-periodismo\"><span style=\"font-weight: 400;\">Las Met\u00e1foras del Periodismo: Mutaciones y desaf\u00edos\u201d, (\u201cAs met\u00e1foras do jornalismo: Muta\u00e7\u00f5es e desafios\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, Ediciones Ampersand). A pesquisadora de m\u00eddia e comunica\u00e7\u00e3o, que participa de organiza\u00e7\u00f5es dedicadas \u00e0 qualidade da informa\u00e7\u00e3o, trabalhou por 10 anos nas pesquisas que vieram a se concretizar neste livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nele, Amado investiga e analisa em profundidade frases famosas, lugares-comuns e met\u00e1foras cristalizadas h\u00e1 mais de um s\u00e9culo sobre a profiss\u00e3o jornal\u00edstica: a met\u00e1fora do jornalismo como o quarto Poder, a ideia de que \u00e9 melhor emprego do mundo, a imagem do jornalista como investigador, o lugar verdade e a liberdade de imprensa. A <\/span><b>LatAm Journalism Review (LJR)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> entrevistou Amado, que nos contou como examinou essas met\u00e1foras de acordo com os novos recursos e as limita\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina, em um contexto de interatividade e de cultura<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> gamer<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, cen\u00e1rios de um novo jornalismo \u201cmutante\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: No livro voc\u00ea analisa as diferen\u00e7as entre o jornalismo de celebridades, aquele jornalista que busca a aprova\u00e7\u00e3o do olhar para alcan\u00e7ar sua celebridade, e de um jornalismo de <\/b><b><i>influencers,<\/i><\/b><b> que \u00e9 um <\/b><b><i>gamer<\/i><\/b><b> procurando outro jogador para atuar. Como \u00e9 essa cultura <\/b><b><i>gamer<\/i><\/b><b> quando est\u00e1 no contexto do novo jornalismo?<\/b><\/p>\n<p><b>AA:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Ser <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">gamer<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 participar ativamente da arena de conversa social, onde voc\u00ea faz parte da comunidade e a comunidade faz parte da constru\u00e7\u00e3o de \u201cinforma\u00e7\u00f5es\u201d. A maioria das fontes que consigo entrevistar, encontro a partir da minha participa\u00e7\u00e3o em redes. Isso \u00e9 jogar, isso \u00e9 ir e voltar. A diferen\u00e7a entre o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">gamer<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e o espectador \u00e9 que o primeiro participa do que est\u00e1 fazendo, d\u00e1 conselhos sobre o jogo, ensina os demais participantes. Hoje existem muitas contas nas redes sociais, muito ativas com personagens que t\u00eam seus pr\u00f3prios espectadores e a quem agradecem. Por exemplo, o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">streamer <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">espanhol Ibai Llanos, com mais de 12,5 milh\u00f5es de seguidores, opera sob a l\u00f3gica da reciprocidade com eles. H\u00e1 ent\u00e3o uma simetria nos jogos dos participantes na conversa\u00e7\u00e3o digital. E muitos jornalistas, apesar de estarem nas redes, continuam pensando na l\u00f3gica de ser celebridades, que o resto de n\u00f3s est\u00e1 ali para v\u00ea-los e no m\u00e1ximo parabeniz\u00e1-los por seus artigos.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_75420\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-75420\" class=\"wp-image-75420\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Adriana_Amado_Credito-de-Foto-Alejandra-Lopez-2-1024x736.jpg\" alt=\"Woman with platinum blonde hair in a black sweater poses for camera\" width=\"450\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Adriana_Amado_Credito-de-Foto-Alejandra-Lopez-2-1024x736.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Adriana_Amado_Credito-de-Foto-Alejandra-Lopez-2-300x216.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Adriana_Amado_Credito-de-Foto-Alejandra-Lopez-2-768x552.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Adriana_Amado_Credito-de-Foto-Alejandra-Lopez-2-1536x1104.jpg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Adriana_Amado_Credito-de-Foto-Alejandra-Lopez-2.jpg 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><p id=\"caption-attachment-75420\" class=\"wp-caption-text\">A escritora e jornalista argentina Adriana Amado. (Cr\u00e9dito da foto: Alejandra L\u00f3pez)<\/p><\/div>\n<p><b>Qual \u00e9 o conceito de jornalismo mutante que voc\u00ea<\/b><b> desenvolve no livro<\/b><b>?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tirei o conceito de mutante de <\/span><a href=\"https:\/\/www.anagrama-ed.es\/libro\/argumentos\/los-barbaros\/9788433962737\/A_378\"><span style=\"font-weight: 400;\">Alexandre Baricco<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que em um livro de 2008 mostra que as mudan\u00e7as t\u00eam diferentes formas de se expressar. A maioria das mudan\u00e7as sociais \u00e9 muito gradual. Longos per\u00edodos de tempo s\u00e3o necess\u00e1rios para compreender a aquisi\u00e7\u00e3o de novos h\u00e1bitos. A muta\u00e7\u00e3o faz pequenas e sutis mudan\u00e7as que fazem de voc\u00ea uma pessoa diferente. O jornalista continua sendo jornalista, mas n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo de antes. Ele n\u00e3o \u00e9 mais produtor, n\u00e3o gera conte\u00fado. Hoje, o conte\u00fado \u00e9 abundante em todos os lugares e \u00e9 produzido por qualquer pessoa e a qualquer momento, at\u00e9 mesmo funcion\u00e1rios p\u00fablicos e pol\u00edticos compartilham suas not\u00edcias em suas contas de m\u00eddia social. Passamos a ser curadores, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">gourmands <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">que selecionam o que pode servir a uma comunidade e canalizam, apresentam para que eles possam usufruir daquela proposta. Grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam assinantes em suas comunidades. O New York Times, por exemplo, tem a comunidade de <\/span><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/crosswords\"><span style=\"font-weight: 400;\">palavras cruzadas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. E essa comunidade permite que voc\u00ea crie \u00f3timas mat\u00e9rias que ser\u00e3o lidas por uma parcela muito pequena de leitores. Ent\u00e3o a coisa a se pensar no jornalismo hoje \u00e9 como diversificar para responder a todas as necessidades sem perder, por exemplo, a comunidade que quer ler jornalismo de guerra. Hoje o jornalista \u00e9 como um curador de museu. O que os museus fazem? T\u00eam um acervo b\u00e1sico e de tempos em tempos organizam exposi\u00e7\u00f5es, jogos e atividades tempor\u00e1rias, de modo a ter um museu mais vital, que encontra novas formas de financiamento e novos interesses. Muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o abra\u00e7am um \u00fanico assunto e dizem: \"Temos essas se\u00e7\u00f5es e vamos reportar apenas sobre pol\u00edtica internacional e esportes\". E n\u00e3o saem dali para falar com outras comunidades, outros p\u00fablicos, outros interesses. A quest\u00e3o \u00e9: \u00e9 isso que a comunidade de leitores espera? Hoje temos a generosa possibilidade de sermos l\u00edquidos, flex\u00edveis e nos adaptarmos ao tempo e ao conte\u00fado que nos cabe.<\/span><\/p>\n<p><b>E a que serve manter essa conversa com a comunidade, j\u00e1 que n\u00e3o se trata de audi\u00eancia?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Serve<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">para ampliar as vozes, n\u00e3o tanto e apenas para a comunidade leitora, mas para outras comunidades envolvidas na reportagem que estou elaborando. Por exemplo, recentemente come\u00e7aram as aulas nas escolas do Cone Sul, e com isso, os problemas sindicais dos professores. E o que os jornalistas relatam? Eles entrevistam sindicatos e ministros da Educa\u00e7\u00e3o. E onde est\u00e1 a comunidade educativa nas coberturas e reportagens? A comunidade educativa \u00e9 de todos: crian\u00e7as, pais e m\u00e3es, os neg\u00f3cios perto das escolas, e as not\u00edcias carecem destas fontes. Isso tem a ver com o que nos ensinam nas faculdades: n\u00e3o nos ensinam a encontrar aquela informa\u00e7\u00e3o, como buscar essas fontes. Suponhamos que eu tivesse que fazer uma reportagem e uma an\u00e1lise sobre corrup\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia, come\u00e7ar do zero daria muito trabalho, e sabe-se l\u00e1 quando terminaria a reportagem. Mas tenho ferramentas que me permitem rastrear quem s\u00e3o as melhores fontes: artigos cient\u00edficos, t\u00e9cnicos, ferramentas que me tornam uma pessoa ativa nas redes. Fazer jornalismo da comunidade \u00e9 um trabalho abrangente de habilidades que hoje a maioria das faculdades de comunica\u00e7\u00e3o e jornalismo n\u00e3o ensina.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 o debate \u00e9tico mais urgente em nossa profiss\u00e3o hoje?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A \u00e9tica tem a ver com a qualidade da informa\u00e7\u00e3o, e isso n\u00e3o \u00e9 decidido por uma comiss\u00e3o interna de m\u00eddia ou por uma comiss\u00e3o profissional de jornalistas. A qualidade da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o coletiva que tem a ver com fontes, leitores, informantes, jornalistas. Hoje a corre\u00e7\u00e3o mais eficaz \u00e9 feita em tempo real nas redes sociais. O jornalista publica um erro e algu\u00e9m atento diz \u201ceste dado n\u00e3o \u00e9 assim\u201d. H\u00e1 meios de comunica\u00e7\u00e3o que est\u00e3o aproveitando essa for\u00e7a coletiva para incorporar rapidamente essa corre\u00e7\u00e3o e pedir desculpas e, assim, sair mais fortes do erro. Esse \u00e9 um exemplo de \u00e9tica coletiva e din\u00e2mica. Para isso, \u00e9 preciso ser um meio receptivo e ter canais de escuta abertos, ter uma comunidade de leitores respeitosa e atenta. Se nos dedicarmos apenas a \"produzir conte\u00fado\", obviamente n\u00e3o haver\u00e1 tempo para formar a sua comunidade. O que a \u00e9tica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">gamer <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">nos diz<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 que 80% do seu tempo \u00e9 gasto construindo uma comunidade. E 20% \u00e9 dedicado ao jogo ou tutorial. A maior quantidade de tempo est\u00e1 em forjar os v\u00ednculos. E se for nutritivo e positivo, a comunidade vai te trazer informa\u00e7\u00e3o, vai contribuir, vai te corrigir com carinho. Tenho comunidades de pessoas nas redes que n\u00e3o conhe\u00e7o pessoalmente e que colaboram comigo em minhas apura\u00e7\u00f5es, me enviam fontes. E sempre o que eles sugerem e compartilham comigo \u00e9 muito \u00fatil.<\/span><\/p>\n<p><b>De todas as met\u00e1foras associadas ao jornalismo dos s\u00e9culos XIX e XX, qual delas \u00e9 a mais enraizada na Am\u00e9rica Latina? E como poder\u00edamos ressignific\u00e1-la e super\u00e1-la?<\/b><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em nossa regi\u00e3o, a mais enraizada \u00e9 a met\u00e1fora do jornalismo investigativo. \u00c9 uma met\u00e1fora muito reverenciada na Am\u00e9rica Latina e que infelizmente n\u00e3o pode ser desenvolvida. N\u00e3o s\u00f3 por raz\u00f5es materiais, mas tamb\u00e9m por raz\u00f5es de seguran\u00e7a. Muitos de nossos jornalistas n\u00e3o podem realizar investiga\u00e7\u00f5es porque suas vidas est\u00e3o em risco. Ent\u00e3o, essa ideia canonizada e idealizada do jornalista que faz suas investiga\u00e7\u00f5es \u2013 da qual gostamos muito, e tudo bem \u2013 nos obriga a nos perguntar: a investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica \u00e9 vi\u00e1vel na Am\u00e9rica Latina? Sem abandonar seu ideal que \u00e9 necess\u00e1rio: como repens\u00e1-lo para que deixe de ser um risco, e se torne fact\u00edvel e gere bons resultados? Acredito que existe uma solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para o jornalismo investigativo, que \u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o. Ou seja, a constru\u00e7\u00e3o de redes junto a centros de pesquisa e ONGs.<\/span><\/p>\n<p><b>Nesse sentido, qual seria um exemplo de jornalismo colaborativo para fazer a investiga\u00e7\u00e3o sem colocar em risco nossos jornalistas?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um exemplo \u00e9 evidente no campo da pesquisa ambiental. Muitas das investiga\u00e7\u00f5es iniciadas nessa \u00e1rea foram lideradas por organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais que t\u00eam investido seus esfor\u00e7os e recursos, por diversos motivos, como maior agilidade na obten\u00e7\u00e3o de financiamento para pesquisa. Ent\u00e3o, por que n\u00e3o construir parcerias com essas organiza\u00e7\u00f5es para reportagens investigativas? Quando voc\u00ea forma equipes de investiga\u00e7\u00e3o grandes o suficiente para diluir a responsabilidade, esta \u00e9 uma forma de preservar o jornalista. Ent\u00e3o, temos que reconsiderar a imagem canonizada do \"jornalista investigativo\", que era o jornalismo de autor e o hero\u00edsmo, que ainda hoje \u00e9 reverenciado. Temos que sair do jornalismo autoral her\u00f3ico e partir para o jornalismo colaborativo com as organiza\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><b>Esse o \u201cjornalismo coral\u201d que tamb\u00e9m menciona no seu livro, como uma forma associativa de equipes de jornalistas que colaboram entre si?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje temos um sistema muito focado na assinatura do jornalista X, em seu protagonismo, sua celebridade. Ainda assim, na Am\u00e9rica Latina vemos projetos muito vitais, assinados por muitos jornalistas. Nas premia\u00e7\u00f5es, h\u00e1 cada vez mais jornalistas em equipes. S\u00e3o novas formas de trabalhar para superar dificuldades, distribuir esfor\u00e7os e integrar conhecimentos. O jornalista n\u00e3o tem de ser aquele que gere tudo: dados, fotos, texto\u2026 E \u00e9 assim que se configuram os grupos colaborativos, em rede. \u00c9 importante detectar pessoas valiosas que queiram colaborar e compartilhar seus conhecimentos.<\/span><\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 o papel priorit\u00e1rio do jornalista na Am\u00e9rica Latina?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que mostram estudos internacionais da <\/span><a href=\"https:\/\/www.journalisticperformance.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Journalistic Performance<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> y da <\/span><a href=\"https:\/\/worldsofjournalism.org\/\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Worlds of Journalism<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina \u00e9 que \u00e9 um jornalismo de argumenta\u00e7\u00e3o e opini\u00e3o. Isso tem a ver com a limita\u00e7\u00e3o de investigar e produzir coisas originais que partam do zero. E isso est\u00e1 muito ancorado na tradi\u00e7\u00e3o do jornalismo pol\u00edtico que a Am\u00e9rica Latina faz. Quando se concentra toda a performance na opini\u00e3o pol\u00edtica, abre-se um flanco para um governante dizer: \"Ah, voc\u00ea quer ser um opositor\". E o papel de \u201coposi\u00e7\u00e3o\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe ao jornalista.<\/span><\/p>\n<p><b>Outro ponto do novo jornalismo a que voc\u00ea se refere \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Hoje, a grade de mat\u00e9rias \u00e9 muito diferente daquela do s\u00e9culo XX. E isso \u00e9 muito atravessado por \u201cum fetichismo tecnol\u00f3gico\u201d que hoje classifica o jornalismo digital, audiovisual, radiof\u00f4nico, escrito, de produ\u00e7\u00e3o. O que poderia contribuir para um novo ensino acad\u00eamico?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Am\u00e9rica Latina, as faculdades de jornalismo, em grande parte, s\u00e3o de hist\u00f3ria da comunica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de jornalismo. D\u00e3o-lhes hist\u00f3ria da cultura, sociologia, mas n\u00e3o fazem jornalismo, que \u00e9 uma carreira t\u00e9cnica e n\u00e3o te\u00f3rica. Assim, deparamo-nos com jornalistas que fazem an\u00e1lises textuais e argumentativas e, mais uma vez, caem na armadilha de serem exegetas do poder, quando na verdade deveriam ser prestadores de servi\u00e7os \u00e0 sua comunidade. Sou uma grande defensora do papel de servi\u00e7o do jornalismo, sobre o esporte, sobre a vida p\u00fablica, sobre o consumo, sobre a sa\u00fade. S\u00e3o temas considerados marginais e nem ensinados nas universidades. Falta conte\u00fado sobre o servi\u00e7o p\u00fablico que o jornalista deve prestar.<\/span><\/p>\n<p><b>Que elementos de an\u00e1lise precisamos na regi\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o temos treinamento em estat\u00edstica ou gerenciamento de dados. Nossas universidades latino-americanas abominam as metodologias quantitativas, ent\u00e3o acontece que de repente aparece a pandemia e \u00e9 preciso fazer an\u00e1lises das popula\u00e7\u00f5es afetadas e o jornalismo n\u00e3o pode. Acho que tem que haver um curr\u00edculo de estudos sobre o papel que o jornalismo quer no seu lugar de servi\u00e7o \u00e0 comunidade. E quando voc\u00ea analisa o \"p\u00fablico\", a maneira mais verific\u00e1vel de faz\u00ea-lo \u00e9 a partir da l\u00f3gica documental e de dados. Caso contr\u00e1rio, acabamos com o que j\u00e1 fazemos: analisando declara\u00e7\u00f5es e textos. N\u00e3o precisamos parar de analis\u00e1-los, mas tamb\u00e9m precisamos verificar dados, proje\u00e7\u00f5es e tirar m\u00e9dias. Vivemos em pa\u00edses onde a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 um flagelo, e o jornalista n\u00e3o entende a proje\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica da infla\u00e7\u00e3o. Isso nos deixa muito desprotegidos. Ent\u00e3o, somos jornalistas altamente qualificados, mas n\u00e3o sabemos qual \u00e9 a m\u00e9dia. H\u00e1 pouco tempo, junto com a Adepa, (Associa\u00e7\u00e3o de Empresas Jornal\u00edsticas Argentinas), realizamos um estudo em 16 pa\u00edses sobre o impacto da Covid na Am\u00e9rica Latina. A principal limita\u00e7\u00e3o que encontramos na pesquisa foi que nenhum dos 16 pa\u00edses tinha estat\u00edsticas de dados comparativos, como jornalistas mortos por Covid. Se a universidade n\u00e3o \u00e9 capaz de acompanhar as den\u00fancias dos jornalistas, as amea\u00e7as que recebem, os motivos das mortes, eu me pergunto: o que estamos investigando? A an\u00e1lise de dados verific\u00e1veis \u200b\u200bnos d\u00e1 informa\u00e7\u00f5es que podem gerar campanhas e mudar pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00a0Como o jornalismo pode ajudar a manter o sistema democr\u00e1tico e o sistema pol\u00edtico?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 muito simples: nossa obriga\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica como jornalistas \u00e9 defender e valorizar nossa informa\u00e7\u00e3o. Passamos muitos anos falando sobre <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">not\u00edcias falsas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e que todos mentem. E o que geramos s\u00e3o maiores graus de ceticismo na sociedade. Se n\u00f3s, as pessoas que nos dedicamos \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, estamos dizendo \u00e0s pessoas \"n\u00e3o acredite em ningu\u00e9m\", por que as pessoas, claro, v\u00e3o perder tempo com algo que sabem que \u00e9 mentira ou que suspeitam que seja mentira? Portanto, temos uma obriga\u00e7\u00e3o urgente de reconstruir a confian\u00e7a na informa\u00e7\u00e3o. Para isso temos que trabalhar mais na informa\u00e7\u00e3o de qualidade do que na desinforma\u00e7\u00e3o. Com isso, estamos dando uma imensa contribui\u00e7\u00e3o para a democracia. Dediquemo-nos \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, fa\u00e7amos o trabalho bem feito, e que a sociedade recupere o valor da informa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta sentar em congressos de jornalistas para dizer que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pilar da democracia, se depois sairmos nas redes para dizer que \"isso \u00e9<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> fake news<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e desinforma\u201d. Ent\u00e3o, o que fazemos? Vamos construir e parar de ficar olhando o tempo todo para o que os outros fazem de errado, porque a sociedade precisa que forne\u00e7amos coisas de qualidade. As pessoas n\u00e3o precisam de uma\u00a0 reportagem sobre algo que n\u00e3o precisam ler. As pessoas precisam de informa\u00e7\u00f5es boas e confi\u00e1veis \u200b\u200bpara ler.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cHoje a qualidade da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o coletiva entre fontes, leitores, informantes, jornalistas\u201d, diz a pesquisadora de m\u00eddia Adriana Amado. A LatAm Journalism Review a entrevistou sobre seu livro \u201cMet\u00e1foras do Jornalismo. 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