{"id":76783,"date":"2023-06-21T10:58:31","date_gmt":"2023-06-21T15:58:31","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=76783"},"modified":"2023-06-21T10:58:31","modified_gmt":"2023-06-21T15:58:31","slug":"num-pais-de-maioria-negra-brancos-sao-84-das-pessoas-que-escrevem-nos-tres-principais-jornais-do-brasil-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/num-pais-de-maioria-negra-brancos-sao-84-das-pessoas-que-escrevem-nos-tres-principais-jornais-do-brasil-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Num pa\u00eds de maioria negra, brancos s\u00e3o 84% das pessoas que escrevem nos tr\u00eas principais jornais do Brasil, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Pessoas negras s\u00e3o 55,9% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, mas nos tr\u00eas principais jornais do pa\u00eds elas s\u00e3o apenas 9,5% das pessoas que assinam textos publicados nas edi\u00e7\u00f5es impressas. As mulheres, que tamb\u00e9m s\u00e3o uma leve maioria na popula\u00e7\u00e3o geral (51,1%), s\u00e3o pouco mais de um ter\u00e7o das pessoas que assinam textos nesses jornais. Um estudo de pesquisadores brasileiros alerta para \u201cum problema grav\u00edssimo de ordem cultural, social e pol\u00edtica que n\u00e3o d\u00e1 sinais de ter sido mitigado pelas poucas iniciativas recentes de promo\u00e7\u00e3o da diversidade nas reda\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A pesquisa\u00a0<a href=\"https:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/textos-para-discussao\/21-raca-genero-e-imprensa-quem-escreve-nos-principais-quem-escreve-nos-principais-jornais-do-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>\u201cRa\u00e7a, g\u00eanero e imprensa: quem escreve nos principais jornais do Brasil?\u201d<\/u><\/a> foi realizada pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da A\u00e7\u00e3o Afirmativa (Gemaa), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e publicada em maio. Ap\u00f3s dois estudos em que analisava o perfil de ra\u00e7a e g\u00eanero de colunistas nos jornais Folha de S. Paulo, Estad\u00e3o e O Globo em 2016 e 2020, o Gemaa se voltou \u00e0 an\u00e1lise das pessoas que publicaram textos assinados em uma amostra das edi\u00e7\u00f5es impressas dos tr\u00eas jornais entre janeiro e julho de 2021.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Poema Portela, uma das pesquisadoras respons\u00e1veis pelo estudo, disse \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong> que o recorte dessa pesquisa partiu de uma provoca\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jornalistaspretos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Rede de Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunica\u00e7\u00e3o<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201c[Representantes da rede] trouxeram essa inquieta\u00e7\u00e3o, vinda da experi\u00eancia profissional delas, de sentir que existiam menos oportunidades ou mais dificuldade de acessar oportunidades dentro desses grandes ve\u00edculos. Ent\u00e3o, em geral, elas acabam indo para uma posi\u00e7\u00e3o precarizada de trabalho (...) ou para um espa\u00e7o de m\u00eddia alternativa\u201d, disse Portela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os pesquisadores identificaram 4.331 mat\u00e9rias e colunas escritas por 1.190 pessoas na amostra analisada. Depois disso, estabeleceram por heteroidentifica\u00e7\u00e3o (m\u00e9todo de identifica\u00e7\u00e3o de uma pessoa a partir da percep\u00e7\u00e3o de outra) dados como g\u00eanero, ra\u00e7a e faixa et\u00e1ria de cada uma delas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mulheres foram 36,6% e homens foram 59,6% das pessoas que assinaram os textos coletados nos tr\u00eas jornais (os restantes 3,7% n\u00e3o foram identificados). A disparidade entre homens e mulheres varia a depender da faixa et\u00e1ria: o n\u00famero de mulheres \u00e9 o dobro do n\u00famero de homens at\u00e9 29 anos, e elas seguem com uma leve vantagem percentual at\u00e9 a idade de 49 anos. A partir de 50 anos, os homens s\u00e3o maioria, e s\u00e3o cinco vezes mais prevalentes depois dos 70 anos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tamb\u00e9m entre pessoas negras as faixas et\u00e1rias mais jovens est\u00e3o sobrerrepresentadas, aponta o estudo. Esse dado \u201cpode indicar uma maior abertura das reda\u00e7\u00f5es \u00e0 inclus\u00e3o racial nos \u00faltimos tempos, mas ela \u00e9 pequena e, se existir, p\u00e1lida se comparada \u00e0 profunda desigualdade racial que marca essa atividade\u201d, escrevem os pesquisadores.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo Portela, \u201cno final das contas, o diagn\u00f3stico \u00e9 que qualquer movimento que esteja sendo feito [em prol da inclus\u00e3o racial] ainda est\u00e1 muito t\u00edmido\u201d. \u201cNo cen\u00e1rio a longo prazo, se n\u00e3o houver uma uma movimenta\u00e7\u00e3o mais incisiva de mudan\u00e7a, a tend\u00eancia \u00e9 que essa desigualdade se prolongue no tempo\u201d, disse ela.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">\u201cSupremacia branca\u201d nas p\u00e1ginas dos jornais<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">J\u00e1 as pessoas brancas s\u00e3o maioria absoluta, assinando 84% dos textos publicados nos tr\u00eas jornais. Pessoas negras s\u00e3o 9,5% e amarelas s\u00e3o 1,8%. Apenas uma pessoa ind\u00edgena foi identificada na amostra. \u201cSe compararmos essas grandezas \u00e0s propor\u00e7\u00f5es desses grupos raciais na popula\u00e7\u00e3o brasileira, conclu\u00edmos que a representa\u00e7\u00e3o dos brancos \u00e9 mais de duas vezes a sua propor\u00e7\u00e3o populacional\u201d, escrevem os pesquisadores. J\u00e1 a representa\u00e7\u00e3o das pessoas negras \u00e9 quase seis vezes menor do que sua propor\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Fechando a an\u00e1lise \u00e0s colunas dos jornais, o estudo classifica o cen\u00e1rio como \u201cuma quase total supremacia branca na produ\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o\u201d. Pessoas brancas s\u00e3o 92,7% dos colunistas fixos dos tr\u00eas jornais. \u201c\u00c9 como se os negros, que constituem mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira, n\u00e3o tivessem o que dizer acerca da pol\u00edtica, das pol\u00edticas e do debate acerca dos valores em nossa sociedade\u201d, afirma o estudo. A disparidade de g\u00eanero tamb\u00e9m se acentua levemente nesse espa\u00e7o, com a propor\u00e7\u00e3o de dois homens para cada mulher como colunista fixa dos jornais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O estudo tamb\u00e9m analisou a composi\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a e g\u00eanero das equipes editoriais dos jornais a partir dos nomes encontrados no expediente das edi\u00e7\u00f5es impressas. No Estad\u00e3o, as pessoas brancas foram 100% da amostra; n\u2019O Globo, 93%; e na Folha, 86%.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para os pesquisadores, \u201cTal sistema de desigualdades opera em favor dos brancos, dos homens brancos particularmente, franqueando a eles enorme poder de influ\u00eancia sobre o processo de forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, t\u00e3o fundamental para o funcionamento do regime democr\u00e1tico\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Portela disse que pesquisas como as realizadas pelo Gemaa \u201ct\u00eam um papel de evidenciar coisas que s\u00e3o quase \u00f3bvias\u201d. \u201cSe 90% dos jornalistas [nesses ve\u00edculos] s\u00e3o brancos, isso \u00e9 vis\u00edvel em algum lugar, pelo menos para quem circula nesse meio\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No caso, a investiga\u00e7\u00e3o buscou colher evid\u00eancias do que a Rede de Jornalistas Pretos apresentou como experi\u00eancia pessoal dos profissionais que a conformam. A expectativa \u00e9 que essas evid\u00eancias sejam usadas para alimentar processos de mudan\u00e7a dentro dos jornais, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cO que pode ser feito a partir daqui? Dentro da Folha, por exemplo, se est\u00e3o pensando em a\u00e7\u00f5es afirmativas, em iniciativas para trazer mais pessoas negras ou com qualquer outro marcador de desigualdade para dentro da empresa, que usem [a pesquisa] como um insumo, para entender que tem coisas para as quais precisam olhar e que talvez n\u00e3o estejam sendo olhadas\u201d, disse Portela.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Jornais apresentam medidas de inclus\u00e3o<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">A\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>entrou em contato com representantes de Estad\u00e3o, Folha e O Globo e apresentou perguntas sobre os resultados do estudo e a\u00e7\u00f5es que estejam sendo desenvolvidas para aumentar a diversidade entre as pessoas que colaboram com cada jornal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Estad\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Eur\u00edpedes Alc\u00e2ntara, diretor de jornalismo do Estad\u00e3o, disse \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>que \u201ca disparidade entre mulheres e homens que assinam textos nos tr\u00eas jornais reflete uma realidade que se verifica em quase, sen\u00e3o todos, setores da economia, em que os imensos avan\u00e7os da participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas empresas ainda n\u00e3o est\u00e1 em sincronia com com a demografia brasileira\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sobre a disparidade de g\u00eanero segundo faixas et\u00e1rias, ele considera que \u201ch\u00e1 mais mulheres jovens nas reda\u00e7\u00f5es porque h\u00e1 mais mulheres saindo das escolas de comunica\u00e7\u00e3o a cada ano. H\u00e1 menos mulheres nas faixas et\u00e1rias superiores nas reda\u00e7\u00f5es pelas raz\u00f5es observadas na sociedade brasileira como um todo: filhos e maiores responsabilidades familiares obrigam as mulheres a fazer escolhas que, infelizmente, diminuem o \u00edmpeto de suas carreiras\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">J\u00e1 a distribui\u00e7\u00e3o racial na reda\u00e7\u00e3o do Estad\u00e3o \u201c\u00e9 espelho do censo da popula\u00e7\u00e3o de profissionais que se formam em jornalismo\u201d, afirma. \u201cA distribui\u00e7\u00e3o racial das pessoas que assinam textos no Estad\u00e3o e n\u00e3o s\u00e3o funcion\u00e1rios do jornal \u00e9 majoritariamente de pessoas brancas por distor\u00e7\u00f5es estruturais e hist\u00f3ricas da sociedade brasileira. Ela n\u00e3o denota nenhuma prefer\u00eancia editorial ativa por autores brancos. Certamente mais autores brancos mandam artigos para o jornal do que autores negros, pardos ou amarelos\u201d, disse Alc\u00e2ntara.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cTanto na iniciativa privada quanto no servi\u00e7o p\u00fablico a presen\u00e7a de pretos e pardos na for\u00e7a de trabalho e, mais ainda, em cargos de dire\u00e7\u00e3o, \u00e9 um retrato fiel do descaso hist\u00f3rico da sociedade brasileira com a promo\u00e7\u00e3o vigorosa, disciplinada e constante dessas minorias. H\u00e1 menos pretos e pardos assinando textos no Estad\u00e3o porque h\u00e1 menos pretos e pardos contribuindo com textos para o jornal. H\u00e1 menos jornalistas pretos e pardos nas reda\u00e7\u00f5es porque as escolas nos entregam menos jornalistas pretos e pardos todos os anos, especialmente no sudeste onde estamos localizados. Por isso, procuramos ativamente aumentar a diversidade trazendo candidatos para o curso de Focas [programa de treinamento do Estad\u00e3o] de todas as regi\u00f5es do Brasil\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Alc\u00e2ntara tamb\u00e9m disse que \u201ca diversidade \u00e9 essencial para a qualidade jornal\u00edstica\u201d e que o jornal tem agido para aumentar a diversidade entre seus colaboradores.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cO Estad\u00e3o estabeleceu este ano rela\u00e7\u00f5es estreitas e constantes com a Educafro e a Zumbi dos Palmares\u00a0[organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil], o que aumentou substancialmente a presen\u00e7a de autores negros no jornal. Com ajuda da Educafro e de consultorias externas especializadas na quest\u00e3o racial, o Estad\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 em breve a rever seu Manual de Reda\u00e7\u00e3o. Pelos pr\u00f3ximos seis meses vamos ter, toda semana, uma colunista negra no jornal. Vamos tentar manter essa frequ\u00eancia no pr\u00f3ximo ano, dependendo a experi\u00eancia que ser\u00e1 iniciada agora. Em parcerias com \u2018m\u00eddias negras\u2019 traremos durante um ano pelo menos, tr\u00eas mat\u00e9rias semanais a serem feitas por esses ve\u00edculos parceiros ou pelo Estad\u00e3o em colabora\u00e7\u00e3o com eles\u201d, disse o diretor de jornalismo do Estad\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Folha de S.Paulo<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Flavia Lima, secret\u00e1ria-assistente de reda\u00e7\u00e3o para diversidade da Folha, disse \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>que, segundo o Censo interno realizado em 2022, \u201cos homens representam 54% da Reda\u00e7\u00e3o, as mulheres s\u00e3o 43% e ainda temos 1% de n\u00e3o bin\u00e1rios e 1% que ofereceu outras respostas\u201d. Ela ressaltou que o Censo tem sido realizado anualmente com o objetivo de se alcan\u00e7ar a paridade de g\u00eanero entre as pessoas que colaboram com o jornal. Para isso, a Folha tem desenvolvido projetos \u201cpara aumentar a participa\u00e7\u00e3o de mulheres n\u00e3o s\u00f3 na Reda\u00e7\u00e3o, mas entre leitoras e entre as fontes do jornal\u201d, disse ela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEntre eles, cito aqui o Voz Delas, ferramenta digital desenvolvida internamente e que monitora o volume de mulheres ouvidas como fontes dos jornalistas; o nosso Guia de fontes que vem sendo aperfei\u00e7oado e que inclui prioritariamente mulheres, pessoas negras, ind\u00edgenas e PCDs [pessoas com defici\u00eancia]. E o Projeto Leitoras, que, desde 2021, re\u00fane mulheres em rodas de conversa em torno de temas do notici\u00e1rio, e foi formulado de modo a aumentar a participa\u00e7\u00e3o de vozes femininas de diferentes perfis no jornal e, em consequ\u00eancia, as assinaturas feitas por esse grupo\u201d, disse Lima.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ainda segundo o Censo da Folha, na reda\u00e7\u00e3o do jornal em 2022 \u201cbrancos eram 79%, pardos 10%, pretos 8% e amarelos 3%\u201d, e menos de 1% era ind\u00edgena. Segundo ela, \u201ca Folha tem como prioridade elevar a diversidade de g\u00eanero e cor\/ra\u00e7a do jornal (al\u00e9m de diversidade s\u00f3cio-econ\u00f4mica, geogr\u00e1fica, de orienta\u00e7\u00e3o sexual, ideol\u00f3gica, entre outras)\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nesse sentido, o projeto mais relevante da Folha \u00e9 \u201c<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/programas-de-treinamento-para-jornalistas-negros-buscam-aumentar-diversidade-racial-em-redacoes-do-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>o programa de treinamento voltado para profissionais negros<\/u><\/a>, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o ocorreu justamente no primeiro semestre de 2021 (per\u00edodo em que foi feita a pesquisa do Gemaa, o que pode indicar que n\u00e3o houve tempo h\u00e1bil para captar algumas mudan\u00e7as no jornal)\u201d, observou Lima.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cTemos consci\u00eancia de que ainda h\u00e1 muito a ser feito, incluindo a contrata\u00e7\u00e3o de pessoas negras mais experientes e em outras editorias importantes do jornal, como a de imagem\u201d, disse ela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Lima tamb\u00e9m disse que a Folha tem agido para aumentar a diversidade de g\u00eanero, racial e de outros marcadores sociais entre seus colunistas. \u201cTemos uma coluna de economia assinada por uma pessoa transg\u00eanero, uma das nossas principais chargistas \u00e9 uma pessoa trans e a Reda\u00e7\u00e3o do jornal tem dois jornalistas que assim se identificam. (...)\u00a0 Entre colunas e blogs assinados por uma \u00fanica pessoa, mulheres s\u00e3o 36% e n\u00e3o brancos s\u00e3o 13%. Nos convites mais recentes feitos a colunistas, \u00e9 poss\u00edvel dizer que a paridade de g\u00eanero e a quest\u00e3o racial v\u00eam sendo levadas em considera\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cAcho que a Folha tem colocado a diversidade como prioridade. Os n\u00fameros mostram que a tarefa n\u00e3o \u00e9 simples e vem sendo desempenhada em velocidades vari\u00e1veis, mas h\u00e1 uma compreens\u00e3o do qu\u00e3o importante \u00e9 termos profissionais com experi\u00eancias distintas participando de todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. Gosto de pensar que n\u00e3o h\u00e1 volta\u201d, disse ela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>O Globo<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Fl\u00e1via Barbosa, editora executiva de O Globo, disse \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>que, na reda\u00e7\u00e3o do jornal, \u201cconsiderando-se todas as posi\u00e7\u00f5es de estagi\u00e1rio e diagramador a editores e diretor\u201d, as mulheres s\u00e3o 47% dos profissionais e os homens, 53%. O desequil\u00edbrio de g\u00eanero \u00e9 maior entre colunistas, \u201ca despeito de a diversidade (n\u00e3o s\u00f3 de g\u00eanero, mas tamb\u00e9m racial) ter sido um dos crit\u00e9rios fundamentais para a amplia\u00e7\u00e3o do leque do time de Opini\u00e3o em janeiro de 2021\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ela observou que \u201cos textos publicados nas \u00e1reas editoriais na edi\u00e7\u00e3o impressa s\u00e3o, hoje, apenas um recorte da produ\u00e7\u00e3o do jornal O Globo, que \u00e9 muito maior em volume em sua vers\u00e3o online\u201d. \u201cV\u00e1rios textos, inclusive, s\u00e3o produzidos por redatores ou mesmo rep\u00f3rteres que n\u00e3o necessariamente assinam os textos \u2014 ou seja, h\u00e1 um \u2018bastidor\u2019 que me parece n\u00e3o captado exatamente\u201d na pesquisa realizada pelo Gemaa, disse Barbosa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cMas \u00e9 claro que, como a maioria das Reda\u00e7\u00f5es profissionais, a do Globo ainda exibe reflexos do passado, quando o Jornalismo era uma profiss\u00e3o majoritariamente masculina. Como profiss\u00e3o que demanda demais em entrega de tempo, historicamente tamb\u00e9m foi mais hostil \u00e0s mulheres, que, em nossa sociedade, t\u00eam como desafio o equil\u00edbrio entre carreira e fam\u00edlia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No entanto, ela disse n\u00e3o ver a desigualdade de g\u00eanero entre as pessoas que colaboram com o jornal \u201ccomo reflexo de uma escolha deliberada, em que pautas \u2018public\u00e1veis\u2019 ou mais nobres sejam direcionadas aos jornalistas homens\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, claro, descartar os vieses inconscientes, que n\u00e3o s\u00e3o dos jornalistas como profissionais mas dos cidad\u00e3os que eles s\u00e3o, inseridos em uma cultura\/sociedade. Mas o crescente n\u00edvel de consci\u00eancia pessoal e debate em grupo sobre a necessidade de diversidade na Reda\u00e7\u00e3o nos tornou mais alertas a esses \u2018v\u00edcios\u2019\u201d, disse Barbosa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo ela, a Editora Globo, que publica o jornal O Globo, realizou em 2022 seu primeiro Censo de Diversidade, \u201cpara termos um retrato s\u00f3lido da organiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cN\u00e3o temos qualquer d\u00favida de que n\u00e3o-brancos est\u00e3o imensamente suberepresentados na Reda\u00e7\u00e3o, e temos empreendido esfor\u00e7os para que o crit\u00e9rio racial seja considerado na hora das contrata\u00e7\u00f5es. S\u00e3o duas as raz\u00f5es para esse quadro: carregamento do passado e aus\u00eancia de pol\u00edtica afirmativa. Estamos construindo, a partir do Censo, essa pol\u00edtica estrutural. Mas n\u00e3o aguardamos. Nos \u00faltimos cinco anos, por exemplo, adicionamos ra\u00e7a ao crit\u00e9rio de sele\u00e7\u00e3o de estagi\u00e1rios\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Barbosa disse que a Editora Globo tem buscado maneiras de melhorar processos de contrata\u00e7\u00e3o, desenvolvimento profissional e promo\u00e7\u00e3o nas reda\u00e7\u00f5es dos tr\u00eas jornais di\u00e1rios que publica: O Globo, Extra e Valor Econ\u00f4mico. \u201cFalamos aqui de abrir a porta de entrada ainda mais, mas tamb\u00e9m de espalhar escadas\u201d, para que \u201cprofissionais de grupos em desvantagem tenham oportunidade de crescer e disputar os espa\u00e7os que hoje pouco ocupam\u201d, disse ela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cO mais importante \u00e9 sempre ter clareza do retrato do presente e compromisso com um futuro diferente. A\u00ed \u00e9 atravessar a ponte. Acreditamos que estamos neste caminho. O Globo tem a absoluta cren\u00e7a de que a pluralidade ao longo de todo o processo jornal\u00edstico \u2013 das experi\u00eancias que formulam uma pauta, das vis\u00f5es que orientam sua apura\u00e7\u00e3o e a edi\u00e7\u00e3o e da consci\u00eancia que opina \u2013 \u00e9 aliada da mais completa informa\u00e7\u00e3o e far\u00e1 com que cumpramos melhor a nossa miss\u00e3o. Quanto mais a composi\u00e7\u00e3o da Reda\u00e7\u00e3o espelhar a demografia e as experi\u00eancias do Brasil, mais seremos capazes de retratar o Brasil, refletir sobre o Brasil e inform\u00e1-lo\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas negras s\u00e3o 55,9% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, mas apenas 9,5% das pessoas que assinam textos nas edi\u00e7\u00f5es impressas de Estad\u00e3o, Folha de S. Paulo e O Globo. 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She holds a master's degree in Women\u2019s and Gender Studies from the GEMMA Programme \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (Italy) \/ Universiteit Utrecht (The Netherlands) and has worked as an editor at G\u00eanero e N\u00famero, a Brazilian digital magazine focused on data journalism and gender issues. She is especially interested in journalistic initiatives aimed at promoting human rights and gender justice. You can find her on Twitter: @caroldeassis _________ Carolina de Assis es una periodista e investigadora brasile\u00f1a que vive en Juiz de Fora, MG, Brasil . Tiene una maestr\u00eda en Estudios de las Mujeres y de G\u00e9nero del programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (Italia) \/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabaj\u00f3 como editora en la revista digital brasile\u00f1a G\u00eanero e N\u00famero. Le interesan especialmente iniciativas period\u00edsticas que tienen el objetivo de promover los derechos humanos y la justicia de g\u00e9nero. Puedes encontrarla en Twitter: @caroldeassis. _______ Carolina de Assis \u00e9 uma jornalista e pesquisadora brasileira que vive em Juiz de Fora (MG). \u00c9 mestra em Estudos da Mulher e de G\u00eanero pelo programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (It\u00e1lia) \/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabalhou como editora na revista digital G\u00eanero e N\u00famero e se interessa especialmente por iniciativas jornal\u00edsticas que promovam os direitos humanos e a justi\u00e7a de g\u00eanero. 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