{"id":78828,"date":"2023-08-16T10:37:49","date_gmt":"2023-08-16T15:37:49","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=78828"},"modified":"2023-08-16T13:47:39","modified_gmt":"2023-08-16T18:47:39","slug":"estudos-analisam-tendencias-na-cobertura-sobre-violencia-contra-mulheres-em-argentina-brasil-e-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/estudos-analisam-tendencias-na-cobertura-sobre-violencia-contra-mulheres-em-argentina-brasil-e-mexico\/","title":{"rendered":"Estudos analisam tend\u00eancias na cobertura sobre viol\u00eancia contra mulheres em Argentina, Brasil e M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Assim como os movimentos feministas latino-americanos se fortaleceram e se tornaram mais presentes na m\u00eddia na \u00faltima d\u00e9cada, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cepal.org\/pt-br\/comunicados\/cepal-menos-4473-mulheres-foram-vitimas-feminicidio-america-latina-caribe-2021\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>viol\u00eancia contra mulheres tamb\u00e9m recrudesceu<\/u><\/a> e\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/maioria-do-publico-quer-menos-sensacionalismo-e-mais-informacao-contra-a-violencia-de-genero-na-cobertura-de-feminicidios-na-argentina-aponta-pesquisa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>tem sido coberta com mais aten\u00e7\u00e3o<\/u><\/a> na regi\u00e3o. Uma colet\u00e2nea de estudos sobre a cobertura da viol\u00eancia contra mulheres no Sul Global olhou para tr\u00eas pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina \u2013 Argentina, Brasil e M\u00e9xico. Os estudos analisam tend\u00eancias e apontam caminhos para cobrir o tema a partir de uma abordagem de direitos humanos e com perspectiva de g\u00eanero.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O livro\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/book\/10.1007\/978-3-031-30911-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>\u201cViolence against women in the Global South \u2013 Reporting in the #MeToo era\u201d<\/u><\/a> (\u201cViol\u00eancia contra mulheres no Sul Global \u2013 Reportando na era do #MeToo\u201d) foi lan\u00e7ado no dia 1<sup>o<\/sup> de agosto e traz estudos de caso de 11 pa\u00edses. Foi editado por Andrea Jean Baker, professora na Universidade Monash, em Melbourne, na Austr\u00e1lia; Jeannine E. Relly, professora na Universidade do Arizona em Tucson, nos Estados Unidos; e Celeste Gonz\u00e1lez de Bustamante, professora na Escola de Jornalismo da Universidade do Texas em Austin, tamb\u00e9m nos EUA.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A viol\u00eancia contra mulheres \u00e9 um problema mais pronunciado no Sul Global em rela\u00e7\u00e3o ao resto do mundo, e piorou com a pandemia de COVID-19, disse Bustamante \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>. \u201cPensamos que realmente precis\u00e1vamos fazer algo para iluminar o problema. Fazemos pesquisas sobre a m\u00eddia, ent\u00e3o esse \u00e9 o nosso foco, ver a rela\u00e7\u00e3o entre a m\u00eddia e o problema, como meios de not\u00edcias estavam cobrindo o problema e como podem melhorar, dadas algumas das defici\u00eancias que encontramos em nossa pesquisa\u201d, disse ela sobre o livro.<\/p>\n<div id=\"attachment_78856\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-78856\" class=\"wp-image-78856\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/bookcoverVAWreporting.png\" alt=\"book cover with photo of women holding hands up to protect herself\" width=\"390\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/bookcoverVAWreporting.png 582w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/bookcoverVAWreporting-211x300.png 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><p id=\"caption-attachment-78856\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro \"Violence against women in the Global South \u2013 Reporting in the #MeToo era\" (2023). (Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m de coeditora do volume, Bustamante \u00e9 coautora do estudo de caso sobre o M\u00e9xico, junto com Grisel Salazar Rebolledo, professora de jornalismo no Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Doc\u00eancia Econ\u00f4mica, na Cidade do M\u00e9xico. Em \u201cMoving beyond the protest paradigm?: News coverage of International Women's Day Marches in Mexico\u201d (\u201cSuperando o paradigma de protesto? : Cobertura noticiosa das marchas do Dia Internacional das Mulheres no M\u00e9xico\u201d) elas analisam a cobertura de meios mexicanos das manifesta\u00e7\u00f5es feministas no pa\u00eds entre 2018 e 2020.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Outros dois estudos no livro tratam da Am\u00e9rica Latina. \u201c#NiUnaMenos: The story of a tweet that revolutionized feminism and changed how media covers violence against women in Argentina\u201d (\u201c#NiUnaMenos: A hist\u00f3ria de um tu\u00edte que revolucionou o feminismo e mudou o modo em que a m\u00eddia cobre a viol\u00eancia contra mulheres na Argentina\u201d), tem como autora Mariana de Maio, professora na Universidade Lehigh, na Pensilv\u00e2nia, nos EUA. E o estudo \u201cThe judge and the influencer: Race, gender, and class in Brazilian news coverage of violence against women\u201d (\u201cA ju\u00edza e a influencer: ra\u00e7a, g\u00eanero e classe na cobertura noticiosa brasileira da viol\u00eancia contra mulheres\u201d) foi realizado por Heloiza Herscovitz, professora na Universidade do Estado da Calif\u00f3rnia, nos EUA.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Bustamante disse que elas decidiram olhar para Argentina, Brasil e M\u00e9xico por serem os tr\u00eas maiores pa\u00edses da regi\u00e3o, e tamb\u00e9m por terem \u201cfortes movimentos feministas no terreno e online em termos de ativismo de hashtag, especificamente relacionado \u00e0 quest\u00e3o da viol\u00eancia contra mulheres\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ela espera que o livro possa evidenciar como a cobertura jornal\u00edstica da viol\u00eancia contra mulheres est\u00e1 conectada a este \u201cenorme problema sist\u00eamico global\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cComo pesquisadora e acad\u00eamica, voc\u00ea tem a oportunidade de decidir no que vai focar, e esse \u00e9 um assunto t\u00e3o importante a ser abordado. (...) Espero que [nosso trabalho] melhore a situa\u00e7\u00e3o das mulheres no Sul Global e em todo o mundo de alguma forma\u201d, disse Bustamante.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">M\u00e9xico: meios locais intensificam cobertura de marchas de mulheres<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">O estudo de Bustamante e Rebolledo analisou a cobertura de meios e ag\u00eancias de not\u00edcias mexicanas sobre manifesta\u00e7\u00f5es feministas realizadas no pa\u00eds entre 2018 e 2020. As pesquisadoras reuniram 1.007 not\u00edcias publicadas entre janeiro de 2018 e dezembro de 2020 em 12 meios locais, 11 meios nacionais e duas ag\u00eancias de not\u00edcias nacionais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O primeiro achado diz respeito ao aumento da cobertura noticiosa dos protestos feministas no pa\u00eds: em 2018, foram 53 artigos; 445 em 2019; e 509 em 2020. A maior parte deles \u2013 420, ou 41,7% do total \u2013 foi publicada por meios locais, que apresentaram o maior aumento na cobertura no per\u00edodo: de 15 em 2018 para 223 em 2020, um aumento de 1400%.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A partir de uma subamostra de 100 artigos, as pesquisadoras analisaram o tom, as fontes e os enquadramentos presentes na cobertura. Os meios nacionais apresentaram a maior parte da cobertura negativa (44% do total), enquanto os meios locais apresentaram a maior parte da cobertura positiva (50%). A cobertura negativa foi mais preponderante no ano de 2019 (55%), quando\u00a0<a href=\"https:\/\/www.elsoldemexico.com.mx\/metropoli\/cdmx\/golpean-brutalmente-a-periodista-de-adn-40-en-protesta-de-mujeres-juan-manuel-jimenez-4051420.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>um rep\u00f3rter de TV foi agredido ao vivo por um homem<\/u><\/a> enquanto cobria uma manifesta\u00e7\u00e3o feminista na Cidade do M\u00e9xico. J\u00e1 em 2020, a parcela de mat\u00e9rias negativas caiu para 25%, e as positivas foram 63% do total.<\/p>\n<div id=\"attachment_78860\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-78860\" class=\"wp-image-78860\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CelesteGonzalezdeBustamante_UT080-683x1024.jpg\" alt=\"woman with buttoned black blouse looking at the camera and smiling\" width=\"390\" height=\"585\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CelesteGonzalezdeBustamante_UT080-683x1024.jpg 683w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CelesteGonzalezdeBustamante_UT080-200x300.jpg 200w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CelesteGonzalezdeBustamante_UT080-768x1152.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CelesteGonzalezdeBustamante_UT080-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CelesteGonzalezdeBustamante_UT080-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CelesteGonzalezdeBustamante_UT080-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><p id=\"caption-attachment-78860\" class=\"wp-caption-text\">Celeste Gonz\u00e1lez de Bustamante, professora na Universidade do Texas em Austin e coeditora do livro. (Foto: Arquivo pessoal)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Funcion\u00e1rios do governo foram as fontes mais citadas nas mat\u00e9rias, presentes em 34% delas; 33% das mat\u00e9rias n\u00e3o tinham nenhuma fonte, e apenas 22% traziam as vozes dos manifestantes. Nos jornais locais, 68% das mat\u00e9rias traziam vozes de mulheres, tanto funcion\u00e1rias de governo quanto manifestantes. J\u00e1 os meios nacionais foram os que mais citaram as fontes oficiais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O enquadramento mais frequente, presente em 42% das mat\u00e9rias, foi o de \u201crebeli\u00e3o\u201d, focando em \u201ccomportamento turbulento e danos a propriedade privada ou pr\u00e9dios e infraestrutura p\u00fablica\u201d. No entanto, as autoras identificaram um aumento significativo de \u201cnarrativas legitimadoras\u201d dos protestos, focando em \u201cdemandas, agendas e objetivos das manifestantes\u201d: de duas mat\u00e9rias em 2018 para 22 em 2020.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As pesquisadoras consideram que, no per\u00edodo analisado, os meios de not\u00edcias mexicanos \u201cexperimentaram um processo de aprendizado que levou a uma cobertura com mais nuances e mais sens\u00edvel, menos conflituosa, das manifesta\u00e7\u00f5es das mulheres\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEssas altera\u00e7\u00f5es sinalizam que a m\u00eddia no M\u00e9xico est\u00e1 se movendo na dire\u00e7\u00e3o apropriada em termos de cobertura jornal\u00edstica das marchas de mulheres. (...) As mudan\u00e7as observadas neste estudo de caso s\u00e3o valiosas porque as narrativas das not\u00edcias podem fortalecer ou enfraquecer preconceitos em rela\u00e7\u00e3o aos protestos das mulheres e ao movimento feminista em geral\u201d, afirmaram.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As pesquisadoras prop\u00f5em duas explica\u00e7\u00f5es para essas mudan\u00e7as. Elas consideram que os meios de not\u00edcias est\u00e3o acompanhando a transforma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, que tem dado mais import\u00e2ncia para os debates sobre a viol\u00eancia contra mulheres a partir de perspectivas feministas, por conta do fortalecimento desses movimentos no M\u00e9xico e na regi\u00e3o nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Elas tamb\u00e9m creditam a mudan\u00e7a na cobertura ao fortalecimento das mulheres na comunidade de jornalistas no M\u00e9xico, com o aumento de coletivos e redes de profissionais fundadas e lideradas por mulheres. Al\u00e9m disso, nas reda\u00e7\u00f5es h\u00e1 cada vez mais mulheres rep\u00f3rteres conscientes das demandas feministas que defendem melhores pr\u00e1ticas e est\u00e3o mais presentes na cobertura dessas quest\u00f5es, escreveram as autoras.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Argentina: levante contra feminic\u00eddios sacudiu a imprensa<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">O estudo da pesquisadora Mariana de Maio tra\u00e7ou uma hist\u00f3ria do movimento #NiUnaMenos, que surgiu em 2015 em protesto a feminic\u00eddios que chocaram a Argentina. O movimento promoveu marchas multitudin\u00e1rias em todo o pa\u00eds, al\u00e9m de levar o tema da viol\u00eancia contra mulheres e do feminic\u00eddio, express\u00e3o extrema da viol\u00eancia mis\u00f3gina, para o debate p\u00fablico.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A partir do impacto do #NiUnaMenos, Maio analisou como cinco meios de not\u00edcias argentinos \u2013 Clar\u00edn, Infobae, La Naci\u00f3n, P\u00e1gina\/12 e Perfil \u2013 cobriram casos de feminic\u00eddio e outras formas de viol\u00eancia contra mulheres entre janeiro de 2015, cinco meses antes do in\u00edcio do movimento, e janeiro de 2019. Foram analisadas 419 mat\u00e9rias em rela\u00e7\u00e3o a fontes citadas, enquadramentos presentes no texto, e tom usado para descrever a v\u00edtima e o perpetrador.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O tipo de fonte mais presente nas mat\u00e9rias foi \u201cfamiliares\/amigos das v\u00edtimas\u201d (39,4%), seguido por \u201crepresentante do Judici\u00e1rio\u201d (34,8%) e \u201cpol\u00edcia\u201d (17,4%). Clar\u00edn foi o meio que mais usou \u201cfamiliares\/amigos do perpetrador\u201d como fonte (41%), e a pesquisadora considerou que o uso de fontes desse meio \u201c\u00e9 mais favor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao perpetrador\u201d, uma \u201ctend\u00eancia que ajuda a perpetuar perspectivas patriarcais da viol\u00eancia contra mulheres\u201d. P\u00e1gina\/12 foi o meio que mais apresentou ativistas e representantes de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais (ONGs) como fontes, produzindo \u201cmat\u00e9rias que abordam as ra\u00edzes sist\u00eamicas\u201d desse tipo de viol\u00eancia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O enquadramento mais frequente foi \u201cincidente isolado\u201d, presente em 75,2% das mat\u00e9rias sobre feminic\u00eddio. Clar\u00edn foi o meio que mais usou esse enquadramento, presente em 29% de suas mat\u00e9rias. \u201cO assassinato de uma mulher, especialmente em um ambiente dom\u00e9stico, \u00e9 frequentemente relatado como um incidente isolado que n\u00e3o amea\u00e7a o p\u00fablico; no entanto, isso falha em reconhecer as caracter\u00edsticas estruturais de uma sociedade patriarcal\u201d, escreveu a autora.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em seguida, os enquadramentos que mais apareceram nas mat\u00e9rias foram \u201cfoco em detalhes chocantes\u201d (38,7%) e \u201cespet\u00e1culo tr\u00e1gico ou fonte de entretenimento\u201d (32,2%) \u2013 P\u00e1gina\/12 foi o \u00fanico meio que n\u00e3o apresentou esse \u00faltimo enquadramento. Tratam-se de \u201coutro m\u00e9todo de desviar a aten\u00e7\u00e3o da conex\u00e3o desses crimes com direitos humanos e direitos das mulheres\u201d, escreveu Maio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por outro lado, 13% das mat\u00e9rias trataram os feminic\u00eddios como um fen\u00f4meno sist\u00eamico em vez de uma quest\u00e3o isolada. P\u00e1gina\/12 apresentou esse enquadramento em 39% de suas mat\u00e9rias, mais do que o dobro do que o segundo lugar, Clar\u00edn (18,5%).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A maior parte da cobertura foi neutra em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima (85,4%) e ao perpetrador (53,5%). O meio com o tom mais negativo em rela\u00e7\u00e3o ao perpetrador foi Infobae, presente em 68,2% das suas mat\u00e9rias, enquanto o mais negativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima foi Clar\u00edn (12,9%). J\u00e1 o meio que apresentou o tom mais positivo em rela\u00e7\u00e3o ao perpetrador foi Perfil (5,5%) e o mais positivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima foi Infobae (22,7%).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Maio afirmou que a cobertura dos cinco meios analisados pode ser \u201cfortemente criticada\u201d, mas que \u201cmelhorias graduais podem ser observadas\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cFeminic\u00eddios n\u00e3o s\u00e3o enquadrados como crimes passionais t\u00e3o frequentemente quanto antes, e o uso da pol\u00edcia como a \u00fanica fonte de informa\u00e7\u00f5es perdeu import\u00e2ncia ao longo do tempo. Mais destaque foi atribu\u00eddo aos amigos e familiares das v\u00edtimas e a indiv\u00edduos do sistema judici\u00e1rio. Essas mudan\u00e7as sutis observadas na cobertura da m\u00eddia argentina sugerem que o movimento #NiUnaMenos teve algum impacto. Com o tempo, isso possivelmente contribuiu para criar uma cobertura com maior probabilidade de aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a natureza sist\u00eamica do problema. No entanto, a abordagem geral para cobrir esses crimes continua marcada por valores patriarcais\u201d, escreveu a pesquisadora.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Brasil: classe e ra\u00e7a das v\u00edtimas influenciam cobertura de feminic\u00eddios<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">O estudo da pesquisadora Heloiza Herscovitz se focou na cobertura noticiosa de dois feminic\u00eddios ocorridos no Brasil durante a pandemia de COVID-19. No per\u00edodo marcado pelo confinamento devido \u00e0 emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, a viol\u00eancia contra mulheres no ambiente dom\u00e9stico se intensificou e foi classificada pela Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unwomen.org\/es\/news\/in-focus\/in-focus-gender-equality-in-covid-19-response\/violence-against-women-during-covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>\u201cpandemia na sombra\u201d<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A pesquisa se debru\u00e7ou sobre 75 not\u00edcias, de diversos meios, encontradas na plataforma Google News Brasil sobre \u201cdois dos mais publicizados casos de viol\u00eancia contra mulheres que aconteceram durante a pandemia\u201d, segundo Herscovitz. Tratam-se dos assassinatos de Viviane Vieira do Amaral, no dia 24 de dezembro de 2020, no Rio de Janeiro, e Bruna Quirino, no dia 6 de setembro de 2021, em Valinhos, no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Amaral, uma mulher branca, trabalhava como ju\u00edza e foi assassinada por seu ex-marido em um parque, diante das filhas do casal. Ele foi preso logo depois. Quirino, uma mulher negra, trabalhava como instrutora de dan\u00e7a e influenciadora digital. Ela foi assassinada dentro de casa por seu marido, que tamb\u00e9m tentou esfaquear a filha do casal e se suicidou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cO feminic\u00eddio de uma ju\u00edza branca em um espa\u00e7o p\u00fablico no Rio de Janeiro gerou 45 not\u00edcias, enquanto o feminic\u00eddio de uma influenciadora digital negra em um condom\u00ednio residencial privado de S\u00e3o Paulo gerou 30 not\u00edcias\u201d na plataforma Google News Brasil, escreveu Herscovitz.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na cobertura do feminic\u00eddio de Amaral, a pesquisadora identificou que o enquadramento mais presente foi \u201cnenhuma mulher est\u00e1 segura, independentemente de status social e cor [da pele]\u201d. O assassinato de uma mulher branca, ju\u00edza, em um lugar p\u00fablico, durante o dia, \u201clembrou membros da elite que eles n\u00e3o est\u00e3o imunes \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica\u201d, escreveu Herscovitz.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Outros enquadramentos presentes foram \u201co feminic\u00eddio \u00e9 inaceit\u00e1vel\u201d, ecoando manifesta\u00e7\u00f5es de autoridades judiciais em rep\u00fadio ao assassinato de uma colega; e \u201co crime foi planejado\u201d, apresentando detalhes sobre o crime e o assassino.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No caso do feminic\u00eddio de Quirino, um dos enquadramentos identificados foi \u201ca cor do feminic\u00eddio \u00e9 negra\u201d, em refer\u00eancia ao fato de que mulheres negras s\u00e3o 62% das v\u00edtimas desse crime no Brasil. Tamb\u00e9m foram identificados os enquadramentos \u201cmulher negra independente desperta raiva cega de um homem\u201d, destacando o fato de que Quirino havia feito posts em uma rede social dizendo ser \u201cchefe do marido\u201d, e \u201cum crime sem motivo claro\u201d, em reportagens que especularam sobre o estado de sa\u00fade f\u00edsica e mental do perpetrador.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Herscovitz considerou que, \u201cde certa forma, as narrativas apresentadas pelos meios de not\u00edcias [sobre os dois casos] foram inconsistentes\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cRetratos dos agressores sugerem que eles estavam estressados, mental ou fisicamente doentes e foram de alguma forma provocados (...). Apesar de um perpetrador ter esfaqueado a esposa na frente de suas tr\u00eas filhas pequenas, e o outro ter tentado esfaquear a filha de 20 anos quando ela o surpreendeu enquanto ele matava a esposa, as not\u00edcias n\u00e3o inclu\u00edram fontes para explicar como os feminic\u00eddios afetam as crian\u00e7as. A an\u00e1lise tamb\u00e9m revelou que os meios noticiosos n\u00e3o conseguiram apresentar os casos de feminic\u00eddio como parte de um contexto social mais amplo e de um grande problema social. As fontes citadas nas hist\u00f3rias ofereceram perspectivas limitadas sobre o motivo pelo qual a viol\u00eancia contra mulheres \u00e9 uma grande crise social e o que deve ser feito para mudar o status quo\u201d, escreveu a pesquisadora.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>Imagem em destaque: Mulheres em marcha na Cidade do M\u00e9xico em setembro de 2018. Foto: Danielle Lupin \/ Flickr CC.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma colet\u00e2nea de estudos sobre a cobertura da viol\u00eancia contra mulheres no Sul Global constatou avan\u00e7os na Argentina e no M\u00e9xico, enquanto no Brasil se destacaram os vieses de ra\u00e7a e classe. 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